Rede Eclesial Pan-Amazônica - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Rede Eclesial Pan-Amazônica - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Comissão Especial elabora propostas ao Sínodo da Amazônia em 2019 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/comissao-especial-elabora-propostas-ao-sinodo-da-amazonia-em-2019/ Thu, 22 Mar 2018 08:01:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51363 A Comissão Episcopal para Amazônia (CEA) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniu-se de 20 a 21/02, em Brasília-DF. Entre as discussões, na pauta, está a preparação do Sínodo para Amazônia cujo tema é “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”, que será realizado em outubro de 2019 em Roma, mas para isso, a Comissão e Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) buscam sinalizar caminhos para uma efetiva participação das comunidades da região Amazônica na preparação do mesmo. Outro assunto da pauta se refere à proposta de tema e a definição da programação para o “III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal”, que se realiza a cada dois anos e conta com a participação de todos os bispos e coordenadores de pastoral dos regionais da CNBB na Amazônia Legal e pessoas convidadas. O encontro será realizado em agosto deste ano, em Manaus (AM).

Diante dos grandes desafios na Amazônia, o presidente da CEA e da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), dom Cláudio Cardeal Hummes, convida a partir da convocação do papa Francisco para o Sínodo da Amazônia a rever os caminhos da Igreja na região. “A Igreja precisa rever sua presença, seus caminhos. Formular e construir novos caminhos, não pode ficar sentada, acomodada, numa rotina pastoral e missionária dentro de um certo esquema, precisamos ser capazes de se levantar e ter a coragem de caminhar e aceitar o novo”, enfatiza o cardeal. Dom Cláudio, lembra ainda que é preciso ser uma Igreja presente, vizinha que também cuida da natureza, envolvida com a temática ecológica.

O Cardeal recordou o papa Francisco na Encíclica Laudato si’ “que trata justamente desta crise global, que afeta todo o planeta e não apenas algumas regiões”. Dom Claudio observou que o papa convoca a sociedade humana a somar forças para superar a crise e que a Igreja também precisa se envolver neste esforço. “O papa diz que a terra é nossa casa comum, que está correndo risco iminente de não poder mais oferecer condições de vida aos seres deste Planeta”, lembro a bispo. “O risco é iminente e fatal. Contudo, ainda há tempo para afastar este risco, mas não muito. Por isso, é urgente uma ação também da Igreja”, sinaliza dom Cláudio.

“A Igreja também orienta a humanidade para cuidar da terra, segundo as indicações de Deus. Porém, o mais importante em nossa fé cristã, relativo à terra, é que o Filho de Deus se fez homem para nos salvar da morte e de todos os males. Fez-se homem e tomou o nome de Jesus. O corpo de Jesus, como qualquer corpo humano, é feito dos elementos da terra. Assim, Deus se uniu definitivamente e de modo radical com nosso planeta. Este corpo de Jesus morreu na cruz e depois ressuscitou glorioso e vencedor e está definitivamente junto de Deus. Ora, nesta morte e ressurreição gloriosa a terra toda, presente no corpo de Cristo, toma parte. Assim, há em Cristo uma nova criação e no final dos tempos todo o universo criado de alguma forma misteriosa participará do Reino definitivo de Deus, como nova criação”, afirma dom Cláudio.

O secretário da CEA e coordenador da REPAM-Brasil, dom Erwin Krautler, fala sobre a articulação que a Comissão e a REPAM-Brasil pretendem realizar na Amazônia brasileira nos próximos dois anos em vista da caminhada da Igreja na Região e a preparação para o Sínodo. “Fizemos um apanhado de ideias, com peritos e o resultado é que agora devemos partir para a nossa contribuição de Amazônia brasileira. O Sínodo não vai acontecer se não ouvir o clamor dos povos. A preparação para o Sínodo tem de ficar bem articulado com as bases, temos que ouvir o que o povo vive e sente. E quando falo povo quero dizer: os indígenas, os ribeirinhos, o povo que está na cidade, as comunidades quilombolas e especialmente aqueles que estão marginalizados e que estão menos favorecidos”, indica dom Erwim.

“O objetivo principal do Sínodo é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta”, sinalizou o papa Francisco, em outubro de 2018, ao convocar o Sínodo para a Amazônia.

Por CNBB/Osnilda Lima, fsp – REPAM-Brasil

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Papa anuncia Sínodo do Bispos para a região Pan-Amazônia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-anuncia-sinodo-do-bispos-para-a-regiao-pan-amazonia/ Mon, 16 Oct 2017 08:24:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49001 O Papa Francisco anunciou neste domingo, 15, antes de rezar a oração mariana do Angelus, uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônia, que acontecerá em outubro de 2019.

O Santo Padre explicou que esta reunião discutirá novos métodos para que a palavra do Evangelho chegue a esta porção do Povo de Deus comumente esquecida. 

“O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”, disse Francisco.

Há vários meses, tem-se cogitado a realização de um encontro do Papa no Vaticano com os bispos de toda a região (constituída por nove países). A meta é avaliar os desafios e buscar respostas comuns para seus mais de 30 milhões de habitantes.

Em maio deste ano, o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da REPAM, Rede Eclesial Pan-amazônica, em entrevista à Rádio Vaticano, ressaltou a importância de dois aspectos fundamentais: “o propriamente missionário e evangelizador naquela região, e a questão ecológica: a importância da floresta Amazônica e a ameaça que ela está sofrendo de destruição, de degradação, de desmatamento, etc”. 

A REPAM trabalha em conjunto com a Santa Sé, Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Secretariado da América Latina e Caribe de Caritas (SELACC) e a Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR).

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Comissão Pastoral da Terra lançará atlas de conflitos na Amazônia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/comissao-pastoral-da-terra-lancara-atlas-de-conflitos-na-amazonia/ Tue, 26 Sep 2017 07:51:38 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48681 A Comissão Pastoral da Terra (CPT), com o apoio da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), lança nesta quinta-feira, 28, no Centro Cultural Missionário, em Brasília (DF), o “Atlas de Conflitos na Amazônia”.

A obra mapeia, por municípios, locais em que existem conflitos na Amazônia Legal. De acordo com a REPAM, grandes disputas por terra e conflitos violentos acontecem, atualmente, nesta região.

Os estados que compõem a Amazônia Legal e, que, portanto, são os regionais da CPT, por ordem alfabética, compreendem: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Neste Atlas, cada regional apresenta os conflitos a partir de uma contextualização elaborada pelos próprios representantes de cada Estado. Para aproximar ainda mais o leitor da realidade, a obra traz como exemplo um caso emblemático de cada regional.

Por Canção Nova, com Repam

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Repam mantém posição contrária a decreto sobre a extinção da Renca https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/repam-mantem-posicao-contraria-a-decreto-sobre-a-extincao-da-renca/ Wed, 30 Aug 2017 09:43:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48196 A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), ligada ao Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM), e no Brasil, organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos (CNBB), afirmou ontem, terça-feira, 29, por meio da assessoria de comunicação, que mantém sua posição contrária à medida do Governo Federal de extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), mesmo após a reedição do decreto, proposta nesta segunda-feira, 28, pelo Palácio do Planalto.

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, a edição do decreto vai esclarecer ponto a ponto a extinção da reserva, de forma a preservar as reservas indígenas e de conservação existentes na região e impedir exploração de minérios de forma ilegal na área. Para isso, o decreto assinado na semana passada será revogado, segundo informou o Planalto.

Por outro lado, a porta-voz da REPAM, Irmã Osnilda Lima, afirmou à redação do noticias.cancaonova.com, que o novo decreto não muda em nada, na prática, os efeitos provocados pela medida, principalmente, contra os povos indígenas e comunidades tradicionais da região amazônica. Portanto, a nota emitida nesta segunda-feira, 28, pelo órgão católico, permanece em seu teor, segundo confirmou a porta-voz. 

No texto, a REPAM considera que, ao contrário do que afirma o Governo em nota, ao abrir a região para o setor da mineração, não haverá como garantir proteção da floresta, das unidades de conservação e muito menos das terras indígenas – que serão diretamente atingidas de forma “violenta e irreversível”.

“Basta observar o rastro de destruição que as mineradoras brasileiras e estrangeiras têm deixado na Amazônia nas últimas décadas: desmatamento, poluição, comprometimento dos recursos hídricos pelo alto consumo de água para a mineração e sua contaminação com substâncias químicas, aumento de violência, droga e prostituição, acirramento dos conflitos pela terra, agressão descontrolada às culturas e modos de vida das comunidades indígenas e tradicionais, com grandes isenções de impostos, mas mínimos benefícios para as populações da região”, diz o texto publicado assinado pelo Cardeal Cláudio Hummes e Dom Erwin Kräutler.

“Riscos ambientais e sociais incalculáveis ameaçam o ‘pulmão do Planeta repleto de biodiversidade’ que é a Amazônia”, destaca ainda o texto, citando o Papa Francisco que, na carta encíclica Laudato Si, alerta sobre “propostas de internacionalização da Amazônia que só servem aos interesses econômicos das corporações internacionais” (LS 38).

“A política não deve submeter-se à economia e aos ditames e ao paradigma eficientista da tecnocracia, pois a prioridade deverá ser sempre a vida, a dignidade da pessoa e o cuidado com a Casa Comum, a Mãe Terra. Em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em 9 de julho de 2015, o Papa Francisco não hesitou em proclamar: “digamos não a uma economia de exclusão e desigualdade, onde o dinheiro reina em vez de servir. Esta economia mata. Esta economia exclui. Esta economia destrói a mãe terra”, diz a nota da REPAM.

A Renca

A Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca) é uma área de reserva, na Amazônia, com 46.450 km2 – comparada ao tamanho do território da Dinamarca. A região engloba nove áreas protegidas, sendo três delas de proteção integral: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, as Florestas Estaduais do Paru e do Amapá; a Reserva Biológica de Maicuru, a Estação Ecológica do Jari, a Reserva Extrativista Rio Cajari, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru e as Terras Indígenas Waiãpi e Rio Paru d’Este.

Por Canção Nova

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“Extinção da Renca vilipendia democracia brasileira”, afirma Repam em nota https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/extincao-da-renca-vilipendia-democracia-brasileira-afirma-repam-em-nota/ Tue, 29 Aug 2017 07:57:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48173 A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) divulgou nota ontem, segunda-feira, 28, na qual repudia a extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), feita pelo Governo Federal na última quarta-feira. No texto, o organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) considera que o decreto baixado pelo Executivo “vilipendia a democracia brasileira, pois com o objetivo de atrair novos investimentos ao país o Governo brasileiro consultou apenas empresas interessadas em explorar a região”.

De acordo com a Repam, nenhuma consulta aos povos indígenas e comunidades tradicionais foi realizada, como manda o Artigo 231 da Constituição Federal de 1988 e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “O Governo cede aos grandes empresários da mineração que solicitam há anos sua extinção e às pressões da bancada de parlamentares vinculados às companhias extrativas que financiam suas campanhas”, lê-se no texto.

A manifestação da Repam ainda cita como consequências à extinção da área o aumento do desmatamento; a perda irreparável da biodiversidade; a impossibilidade de garantir a proteção da floresta, das unidades de conservação e das terras indígenas; além de representar uma ameaça política para o Brasil inteiro, “impondo mais pressão sobre as terras indígenas e Unidades de Conservação”.

Leia o texto na íntegra, que é assinado pelo presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB e também da Repam, cardeal Cláudio Hummes, e pelo Presidente da Repam-Brasil e Secretário da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, dom Erwin Kräutler:

Brasília, 28 de agosto de 2017

Nota de repúdio ao Decreto Presidencial que extingue a RENCA

Ouvimos o grito da terra e o grito dos pobres

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), ligada ao Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM), e no Brasil organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com a Comissão Episcopal para a Amazônia, da CNBB, por meio de sua Presidência, unida à Igreja Católica da Pan-Amazônia e à sociedade brasileira, em especial aos povos das Terras Indígenas Waãpi e Rio Paru D’Este, vem a público repudiar o anúncio antidemocrático do Decreto Presidencial, altamente danoso, que extingue a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (RENCA) na última quarta-feira (23).

A RENCA é uma área de reserva, na Amazônia, com 46.450 km2 – tamanho do território da Dinamarca. A região engloba nove áreas protegidas, sendo três delas de proteção integral: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, as Florestas Estaduais do Paru e do Amapá; a Reserva Biológica de Maicuru, a Estação Ecológica do Jari, a Reserva Extrativista Rio Cajari, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru e as Terras Indígenas Waiãpi e Rio Paru d`Este. A abertura da área para a exploração mineral de cobre, ouro, diamante, ferro, nióbio, entre outros, aumentará o desmatamento, a perda irreparável da biodiversidade e os impactos negativos contra os povos de toda a região.

O Decreto de extinção da RENCA vilipendia a democracia brasileira, pois com o objetivo de atrair novos investimentos ao país o Governo brasileiro consultou apenas empresas interessadas em explorar a região. Nenhuma consulta aos povos indígenas e comunidades tradicionais foi realizada, como manda o Artigo 231 da Constituição Federal de 1988 e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Governo cede aos grandes empresários da mineração que solicitam há anos sua extinção e às pressões da bancada de parlamentares vinculados às companhias extrativas que financiam suas campanhas.

Ao contrário do que afirma o Governo em nota, ao abrir a região para o setor da mineração, não haverá como garantir proteção da floresta, das unidades de conservação e muito menos das terras indígenas – que serão diretamente atingidas de forma violenta e irreversível. Basta observar o rastro de destruição que as mineradoras brasileiras e estrangeiras têm deixado na Amazônia nas últimas décadas: desmatamento, poluição, comprometimento dos recursos hídricos pelo alto consumo de água para a mineração e sua contaminação com substâncias químicas, aumento de violência, droga e prostituição, acirramento dos conflitos pela terra, agressão descontrolada às culturas e modos de vida das comunidades indígenas e tradicionais, com grandes isenções de impostos, mas mínimos benefícios para as populações da região.

Riscos ambientais e sociais incalculáveis ameaçam o “pulmão do Planeta repleto de biodiversidade” que é a Amazônia, como nos lembra Papa Francisco na carta encíclica Laudato Si, alertando que “há propostas de internacionalização da Amazônia que só servem aos interesses econômicos das corporações internacionais” (LS 38). A política não deve submeter-se à economia e aos ditames e ao paradigma eficientista da tecnocracia, pois a prioridade deverá ser sempre a vida, a dignidade da pessoa e o cuidado com a Casa Comum, a Mãe Terra. Em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em 9 de julho de 2015, o papa Francisco não hesitou em proclamar: “digamos não a uma economia de exclusão e desigualdade, onde o dinheiro reina em vez de servir. Esta economia mata. Esta economia exclui. Esta economia destrói a mãe terra”.

Na LS, o papa Francisco alerta ainda que “o drama de uma política focalizada nos resultados imediatos (…) torna necessário produzir crescimento a curto prazo” (LS 178).

Ao contrário, para ele “no debate, devem ter lugar privilegiado os moradores locais, aqueles mesmos que se interrogam sobre o que desejam para si e para os seus filhos e podem ter em consideração as finalidades que transcendem o interesse econômico imediato” (LS 183).

A extinção da Renca representa uma ameaça política para o Brasil inteiro, impondo mais pressão sobre as terras indígenas e Unidades de Conservação, e abrindo espaço para que outras pautas sejam flexibilizadas, como a autorização para exploração mineral em terras indígenas, proibida pelo atual Código Mineral.

Por todos esses motivos, nos unimos às Dioceses locais do Amapá e de Santarém, aos ambientalistas e à parcela da sociedade que, por meio de manifestações nas redes sociais e de abaixo-assinados, pedem a imediata sustação do Decreto Presidencial que extingue a Reserva.

Convocamos as senhoras e os senhores parlamentares a defenderem a Amazônia, impedindo que mais mineradoras destruam um dos nossos maiores patrimônios naturais.

Não nos resignemos à degradação humana e ambiental! Unamos esforços em favor da vida dos povos que vivem no bioma amazônico. O futuro das gerações vindouras está em nossas mãos!

Que Deus nos anime no mais fundo de nossos corações e nos ilumine e confirme na busca da tão sonhada Terra Sem Males.

Dom Cláudio Cardeal Hummes
Presidente da REPAM e da Comissão Episcopal para a Amazônia

Dom Erwin Kräutler
Presidente da REPAM-Brasil e Secretário da Comissão Episcopal para a Amazônia

Por CNBB

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Rede Eclesial Pan-Amazônica apresenta primeiro boletim digital https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/rede-eclesial-pan-amazonica-apresenta-primeiro-boletim-digital/ Thu, 06 Jul 2017 14:37:47 +0000 http://teste.toqueto.com/rede-eclesial-pan-amazonica-apresenta-primeiro-boletim-digital.html “Sob a intercessão de Nossa Senhora de Nazaré, Rainha da Amazônia e modelo de comunicadora do Pai, nos comprometemos a desenvolver uma cultura de comunicação que seja democrática com base em valores humanos e cristãos valorizando e fortalecendo as lideranças comunitárias e que suscite processos participativos de transformação social com incidência na elaboração de políticas públicas para Amazônia Legal”.

Com este compromisso, a equipe de comunicadores da REPAM-Brasil, coordenada pela irmã Paulina Osnilda Lima, lançou no último dia 1º de julho o Primeiro Boletim digital da Rede Eclesial Pan-amazônica. Confira aqui

Na primeira página, a notícia é a visita do Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia e da REPAM, e Maurício Lopez, Secretário Executivo, de 6 a 9 de julho, à Conferência Episcopal da Venezuela. 

A visita tem o objetivo de tornar a REDE conhecida e implantá-la no país. Na ocasião, Dom Cláudio vai se encontrar com arcebispos e bispos da Venezuela e com a equipe que está à frente da REPAM-Venezuela.

Os diálogos que permearão os encontros têm como tema o Cuidado com a Casa Comum, os horizontes da REDE e o compromisso com os povos indígenas da Pan-Amazônia. Dom Cláudio e Maurício participarão na Universidade Católica Andrés Bello de Guayana, na Venezuela, de um debate sobre as temáticas pertinentes à Pan-amazônia.

Por Rádio Vaticano

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"Amazônia é um sonho a se realizar, aponta ao futuro" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/amazonia-e-um-sonho-a-se-realizar-aponta-ao-futuro/ Thu, 29 Jun 2017 09:04:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47031 O cardeais presentes em Roma para participar do Consistório e da missa no dia de São Pedro e São Paulo com os novos arcebispos metropolitanos, apreciaram muito a homilia do Papa na missa em que concelebraram com ele seus 25 anos de ordenação episcopal. A RV conversou com Dom Cláudio Hummes, Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, e da REPAM, Rede Eclesial Pan-Amazônica, sobre vários temas. A íntegra da entrevista (confira em nossa página no Facebook) vai ao ar em nosso especial ‘Em Romaria’ hoje (29/06).

Neste espaço, propomos o trecho em que Dom Cláudio, prestes a completar 83 anos, propõe uma relação entre os seus projetos futuros e o pedido do Papa aos cardeais para que continuem a sonhar, sem ‘fechar’ sua vida e sua história. Veja:

“Na homilia, o Papa disse que a maioria dos cardeais que estávamos ali tínhamos uma idade assim não tão jovem, portanto, idosos já. Ele falou de Abraão e disse que quando ele foi chamado, tinha mais ou menos esta idade. Então ele disse que nós, idosos, deveríamos ser não apenas idosos, mas como avós. Avós que transmitem aos netos os seus sonhos, os sonhos do futuro, não do passado; não com nostalgia do passado!. E que portanto, deveríamos continuar sonhando para frente. Foi muito bonito isso. O Papa disse. ‘Vamos sonhar para frente! E transmitir nossos sonhos aos netos’”.

Megaprojetos preocupam a humanidade

“Fiquei muito feliz com isso. Projetos são sonhos que devemos ter. E a Amazônia oportuniza muito isso: ter sonhos. A Amazônia tem sempre algo que aponta para um futuro. Ela está em construção no sentido exato da palavra. E que está agora também, ao que parece, tudo indica que está num momento muito decisivo de sua história. Há uma série de projetos de ‘desenvolvimento’ da Amazônia onde muitas ideologias econômicas, de progresso, etc. preocupam todos nós, a humanidade. São projetos predatórios, muito mais do que respeitadores, seja das populações que estão ali com sua história, sua cultura, seja da natureza, que está sendo ameaçada com degradação, com exploração abusiva… como se ela fosse inesgotável, ou algo com quem temos o direito de fazer o que bem entendermos, contanto que ela dê lucros e pronto”.

Projetos são sonhos realizados

“Nós como Igreja, como cristãos e como cidadãos devemos realmente ter sonhos e não só sonhar e transmitir estes sonhos para os outros, mas temos que estar muito organizados e isto é uma coisa que eu gostaria de insistir. Temos que ajudar a sociedade a tomar consciência do que está ocorrendo. O que é a Amazônia, o que está acontecendo lá, quais são os riscos que ela está correndo e e qual poderia ser um futuro realmente positivo e importante de desenvolvimento real da Amazônia. Os projetos certamente vão por aí”.

Por Rádio Vaticano

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Histórias de vida e missão de D. Erwin Kräutler reunidas em publicação inédita https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/historias-de-vida-e-missao-de-d-erwin-krautler-reunidas-em-publicacao-inedita/ Fri, 09 Jun 2017 08:33:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46723 A trajetória do bispo emérito da prelazia do Xingu, dom Erwin Kräutler, está compilada em 24 histórias redigidas pelo próprio prelado, num livro preparado pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e pela Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O amor pelo Xingu nutrido desde criança, a inspiração vocacional no tio missionário, a chegada à nova terra na qual naturalizou-se, o ministério episcopal no meio do povo, de seus sofrimentos e lutas, a doação da vida e a companhia dos “mártires da caminhada”, reflexões sobre a missão e o envolvimento com a causa da Amazônia: tudo isso está contado pelo próprio dom Erwin nas páginas de “No Coração da Amazônia – Depoimento de dom Erwin Kräutler”.

O livro será distribuído para agentes pastorais e participantes de encontros e retiros promovidos pela Repam ou pregados por dom Erwin. A publicação faz o leitor imergir-se na história de vida e missão de dom Erwin, como uma prosa de quem recorda detalhes da vida e compartilha com seu interlocutor. As 24 histórias abordam as dimensões da comunidade, como um diretório pastoral, o qual indica à Igreja ser samaritana, profética e orante, celebrativa e contemplativa. “É sempre a mística do Evangelho que sustenta a pessoa e a comunidade”, escreveu o bispo.

Também são contadas histórias sobre o caminho percorrido pela Igreja na Amazônia nos últimos 50 anos, com as mudanças oriundas das transformações sociais que sucederam dos projetos de integração e de desenvolvimentismo na região. “Naquele tempo realizou-se, de 24 a 30 de maio de 1972, em Santarém, o Encontro Inter-regional dos Bispos da Amazônia. Considero este encontro como marco decisivo para a evangelização na Amazônia nas décadas subsequentes até os dias de hoje”, recordou.

Nascido na Áustria, em 1939, dom Erwin naturalizou-se brasileiro em 1978. Filho de um professor e com outros cinco irmãos, trabalhou como ajudante de pedreiro para ajudar os pais no sustento da casa. A experiência na Juventude Católica Operária o fez descobrir que “a melhor contribuição que poderia dar para o mundo seria como padre”.

O livro é encerrado com um artigo que recorda o Magnificat de Nossa Senhora: dom Erwin demonstra felicidade e proclama na conclusão desta obra com seu perfil e história “as maravilhas do Senhor”.

Por CNBB

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Rede Eclesial Pan-Amazônica a todo vapor, com mapeamento e comunicação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/rede-eclesial-pan-amazonica-a-todo-vapor-com-mapeamento-e-comunicacao/ Wed, 07 Jun 2017 09:03:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46679 A assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia, Irmã Irene Lopes, cmst, em Aparecida, onde foi para levar a Rede Eclesial Pan-Amazônica, REPAM, à Assembleia Geral do Episcopado Brasileiro, concedeu entrevista à A RV. Irmã Irene revela as articulações que a REPAM está realizando para se fazer mais presente entre as comunidades e a partir delas, para fora:

“Nós nos reunimos com todos os 6 regionais da Amazônia Legal, e apresentamos os avanços da REPAM no Brasil. Uma questão apresentada foi a do mapeamento da Amazônia brasileira e da Pan-Amazônia. A Imã Ivanilda, que está acompanhando o processo, o ilustrou.  Apresentamos também o projeto de comunicação. A Irmã Osnilda é a responsável por esta longa caminhada. Temos uma vontade muito grande que a REPAM apareça e esteja junto do povo e por isso, o projeto da comunicação vai nos ajudar muito a chegar nas bases. Fizemos um projeto pensando um pouco em como chegar nas dioceses, nas comunidades. Para isso, estamos criando uma plataforma para ajudar as dioceses a criarem seus sites e enviar suas notícias. Queremos mostrar ao Brasil e ao mundo o que já está acontecendo na Amazônia e que muitas vezes não aparece hoje”. 

Por Rádio Vaticano

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Ecologia integral: encontro entre agências de Cooperação Internacional e CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ecologia-integral-encontro-entre-agencias-de-cooperacao-internacional-e-cnbb/ Fri, 19 May 2017 08:19:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46337 Na quarta-feira, 17 de maio, em Brasília (DF), foi realizado o encontro entre representantes de agências de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e a Solidariedade (CIDSE) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Bispos e assessores da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; da Comissão Episcopal para Amazônia; da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM); do Conselho Indigenista Missionário (CIMI); da Pastoral da Terra (CPT) e os representantes da CIDSE/Grupo Brasil buscaram fortalecer o diálogo em torno a uma agenda comum de trabalho nos temas relacionados à Amazônia, sua biodiversidade, seus povos e sobre a pauta pertinente às mudanças climáticas. Também refletiram sobre os desafios da CNBB na atual conjuntura política do Brasil e o contexto de cada agência e de seus respectivos países.

Segundo o Secretário-Geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, o encontro favoreceu maior comunhão na cooperação entre CIDSE e CNBB: “São entidades ligadas à Igreja Católica das Conferências Episcopais da Europa e vivem de subsídios que recebem das comunidades católicas em seus países, e esses subsídios são enviados como solidariedade, caridade e justiça às comunidades da América Latina. Esse encontro com o Brasil foi muito importante para nos sintonizarmos melhor e também vermos aonde existe maior urgência da ação e do apoio dessas entidades que estão congregadas na CIDSE. Somos muito agradecidos pelo apoio que recebemos e pelo encontro que foi muito frutuoso”, ressaltou dom Leonardo.

Cecilia Iorio, representante da Catholic Agency For Overseas Development (CAFOD), uma Agência Católica para o Desenvolvimento no Exterior, da Inglaterra, contou o que significou o encontro: “Saio muito feliz! A gente juntou tantas realidades distintas, tantas pressões distintas em cada agência e aqui da Conferência Episcopal do Brasil, mas o clima de colaboração, de entendimento, de fraternidade e de solidariedade prevaleceu. Não estamos sozinhos no enfrentamento da realidade que nos foi mostrada. E o não andar sozinhos é muito importante. Foi um encontro participativo, aberto, honesto”, descreveu.

Iorio ressalta, ainda, que o encontro finalizou com indicações de passos de se estar juntos na diversidade e de reforçar a importância de comunicação entre CIDESE e CNBB, mas em especial com as comunidades dos países envolvidos. “Também foi uma oportunidade de ficarmos informados da atual crise no Brasil e o impacto dela nas comunidades e na vulnerabilização dos seus direitos”, completou.

As linhas indicativas que resultaram do encontro foram: a atenção especial com os povos originários e comunidades tradicionais (quilombolas, ribeirinhos), no que tange à juventude e direitos humanos. Maior foco e incidência política nos temas ambientais, questões socioambientais e na denúncia de diversas empresas do Norte do mundo que envenenam e destroem o Sul. Outra linha recomenda a ser acompanhar é o novo código de mineração e temáticas relacionadas a Amazônia. Por fim, as entidades se propuseram a fortalecer a comunicação entre CIDSE e CNBB e com as comunidades dos países envolvidos.

Segundo dom Mario Antônio da Silva, bispo de Roraima e representante da REPAM Brasil, no encontro, as partilhas foram permeadas à luz de uma ecologia integral que começa com o reconhecimento de que a humanidade enfrenta uma crise existencial em múltiplas frentes, a começar pela disparidade econômica, o aumento da competição por recursos naturais incluindo a terra e a água, as migrações forçadas, como por exemplo dos venezuelanos ao Brasil em busca de alimento. Entretanto, dom Mario conclui que o encontro foi permeado pela esperança: “Os desafios nos movem, nos tornam uma Igreja em saída para buscar e oferecer respostas”.

Por Irmã Osnilda Lima, Coordenadora de Comunicação Repam, via CNBB

 
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