reconciliação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png reconciliação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Cristo, nossa Páscoa e nossa Paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/cristo-nossa-pascoa-e-nossa-paz/ Wed, 28 Mar 2018 08:42:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51470 A violência cria um muro de separação entre “nós” e “os outros”. Será isto o que Deus quer para a humanidade? Claro que não! “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), disse Jesus. A grande notícia que celebramos no tríduo pascal (Paixão-Morte-Ressurreição de Jesus Cristo) é que Ele “quis criar em si mesmo um homem novo, estabelecendo a paz” (Ef 2,15). Sim, “Cristo é a nossa paz” (Ef 2,14). São Paulo explica que esta paz é fruto da cruz de Jesus Cristo: “Quis reconciliá-los (judeus e pagãos) com Deus num só corpo, por meio da cruz; foi nela que Cristo matou o ódio” (Ef 2,16). A cruz de Cristo é fonte de paz para a humanidade, pois nela o ódio foi morto! Jesus nos ensinou, por todo seu sofrimento inocente, que o único remédio para superar o ódio é o amor.Anunciamos a esperança de um modo de viver diferente, pois em Cristo o bem é infinitamente maior do que o mal, por mais terrível que se apresente. A Páscoa nos convoca a vivermos como pessoas novas, reconciliadas, pacificadas e pacificadoras.

Nos dias da Semana Santa, sobretudo na Sexta-feira da Paixão, mais uma vez, os católicos ouvem os relatos da violência que se desencadeou sobre o inocente, o “Servo Sofredor” (cf. Is 52,13-53,12).Neste último Cântico do Servo Sofredor, Isaías profetizou o que aconteceria a Jesus. Parece uma descrição da cena da crucificação: “Ele não tinha nem aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo” (Is 53,2). Jesus foi condenado e crucificado como nocivo para o povo. “Ela (a Luz) veio para a sua casa, mas os seus não a receberam” (Jo 1,11). A humanidade de ontem e de hoje tem dificuldade de acolher o inocente e justo. Este é o verdadeiro pecado, não acolher aquele que nos salva, que nos traz a paz. Na sua Paixão, sobre ele se abateunossas maldades. Maspelas suas chagas fomos salvos (cf. Is 53,5). Aceita estar nas mãos dos perseguidores. Não responde à violência, nem com a violência e nem com palavras. Fica em silêncio. É entregue de mão em mão, mas livremente faz sua entrega interior. Renuncia à defesa, ao direito de dizer “eu sou inocente” e mostrar a injustiça da sua paixão. Renuncia recorrer a Deus. Não pede a Deus para intervir. Silencia. Não escolhe o caminho da violência (cf. Is 53,7). Uma ovelha mansa. Como o Profeta Jeremias parece dizer: “A ti confio minha causa” (Jr 20,20). Somente um grande silêncio. Será que o mal, a violência, a injustiça, o pecado e a opressão haverão de triunfar sempre?

Mas “o meu servo vai ter sucesso” (Is 52,13). “Por meio dele, o projeto do Senhor triunfará. Pelas amarguras sofridas, ele verá a luz. […] O meu servo justo devolverá a muitos a verdadeira justiça, pois carregou o crime deles” (Is53,10.11). Sua entrega fiel e unicamente vivida no amor, recebeu do Pai a confirmação na sua Ressurreição. Ele introduziu na humanidade uma “luz”, a reconciliação com Deus, pelo perdão redentor, e a possibilidade da reconciliação como caminho de fraternidade. “Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa notícia, que anuncia a salvação” (Is 52,7).

Toda vez que somos promotores da paz, permitimos que a força do Ressuscitado, que vive entre nós, triunfe e Ele continue, nos difíceis dias de hoje, a reconciliar, perdoar e pacificar. O Senhor Ressuscitado diz a todos nós, como aos seus discípulos: “A paz esteja convosco” (Jo 20,19). Feliz e Abençoada Páscoa a todos. Cristo, nossa Páscoa, é a nossa paz!

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

]]>
51470
Plano de vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/plano-de-vida/ Wed, 24 Jan 2018 10:47:38 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50416 Caros amigos, transcorridos os primeiros dias do ano, que traz consigo a esperança de progresso e felicidade, não podemos nos esquecer da urgência de nossa missão. O tempo nesta terra é um presente maravilhoso do Criador que nos dá, por amor, uma vida plena. De fato, o mundo precisa de homens e mulheres que desejem viver com Deus, irradiá-lo, não pelo gosto da fama, mas pela superabundância de vida interior.

Deste modo, precisamos de um plano. Vejo constantemente os que olham para o ano de 2018 e falam de “planos de cursos”, “planos de orçamentos”, “planos de viagens”, “planos de investimentos”, “planos de previdência”, “planos para os filhos”… talvez seja o momento de ousarmos um verdadeiro “plano de vida”.

Se a vida é a preciosa e a única existência que teremos nesta terra, em um determinado momento precisamos parar e pensar o que estamos fazendo com ela. Qual o valor que dou ao meu tempo? Como o estou gastando? Que garantias tenho da boa aplicação deste investimento?

Passam os dias e as horas cada vez mais depressa, por causa do ritmo frenético destes tempos modernos. Caminhamos, andamos rápido, corremos o tempo todo. Mas não deixaremos um rastro fecundo atrás de nós se não nos decidirmos, de uma vez por todas, por Deus: Precisamos dizer sim a Deus!

Entretanto, este sim não é uma obra qualquer. Exige cálculo, passos, pequenas e grandes mudanças: exige um plano. Por exemplo: seria ingenuidade pensar que praticaremos o Evangelho de Jesus Cristo hoje, se não tomamos nem cinco minutos para lê-lo e nos custa recordar uma parábola que seja; ou ainda, não podemos dizer que somos íntimos de Deus se não falamos com Ele, se não experimentamos um momento reconfortante de oração diária, acompanhado daquele silêncio que tantos e tantas fazem diante do televisor e celulares; também nunca expulsaremos as trevas do pecado de nossos corações sem procurar o sacramento da reconciliação ou sem o alimento da Eucaristia.

Ainda falta, para que nosso plano seja verdadeiramente cristão, uma peça fundamental: o amor e o cuidado pelos necessitados, a fraternidade nascida do Espírito de Jesus Cristo. Completo esta ideia com palavras de nosso amado Papa Francisco: “Escreve São Pedro Fabro no seu Memorial que o primeiro movimento do coração deve ser o de ‘desejar o que é essencial e originário, ou seja, que o primeiro lugar seja deixado à solicitude perfeita de encontrar Deus nosso Senhor’ (Memorial, 63) (…). Só estando centrados em Deus é possível caminhar rumo às periferias do mundo!” (03/01/2014).

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

]]>
50416
Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move (2 Cor. 5, 14-20) https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/reconciliacao-e-o-amor-de-cristo-que-nos-move-2-cor-5-14-20/ Thu, 26 Oct 2017 10:02:11 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49221 No dia 31 de outubro, muitos cristãos e muitas comunidades cristãs vão comemorar juntas o 5º centenário da Reforma. Esta frase de São Paulo que serviu de inspiração para a Semana de Oração ela Unidade dos Cristãos deste ano e por isso mesmo de preparação para este aniversário marca a tônica e a proposta que como cristãos ministros da reconciliação e da paz desejamos testemunhar.

Trata-se de compreender e purificar a memória, reconhecendo as limitações, erros e pecados que nos levaram ao conflito entre irmãos, mas também de vislumbrar com alegria os passos, avanços rumo a uma comunhão mais plena. Olhar para o passado com uma abertura e visão mais ampla, mas caminhar juntos no presente para construirmos com o Espírito Santo de Unidade e Concórdia, um mundo mais humano, afirmando que a vida não está à venda, que a Criação não está à venda, que a graça não é moeda de troca. Na verdade a Reforma é um processo permanente (Ecclesia semper reformanda), que envolveu a muitos cristãos em diferentes épocas: Bento de Nurcia, Gregório VII, Francisco de Assis, Ignácio de Loyola, e o próprio Martinho Lutero que foi chamado pelo Papa São João Paulo II, de servo da fé.

O importante é retomar o projeto de unidade dos cristãos explícito na Oração Sacerdotal de Cristo, colocando-nos a serviço da justiça do Reino, testemunhando juntos a misericórdia, graça, e a bondade infinitas de um Deus que é Pai de todos(as) e ânsia por uma família humana reunida e reconciliada no seu amor. Que as dores e divisões de ontem nos auxiliem para a mudança de atitude, aproximando-nos no diálogo, na fraternidade, no serviço aos pobres e na prece comum. Olhar o passado a luz da Tua Vontade Senhor, que reclama por reconciliação e perdão, é fundamental, para que a paz, o entendimento e a caridade fraterna, estejam conosco e se estendam por toda a Terra, podendo assim proclamar as maravilhas e portentos da vossa graça. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

]]>
49221
O exercício do perdão https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-exercicio-do-perdao/ Fri, 15 Sep 2017 13:23:31 +0000 http://teste.toqueto.com/o-exercicio-do-perdao.html O rancor, a vingança, a denúncia agressiva, a delação e todo tipo de acusações, as guerras, a violência urbana e rural, tudo se espalha pela terra até os nossos dias. É impressionante como a maldade mostra suas garras, até em nome da defesa de valores morais e sociais, mas sempre usando as armas erradas que, ao pretenderem vencer o mal, destroem as pessoas, sua fama e dignidade. Parece que as lições do Evangelho, assim como outras magníficas indicações vindas inclusive de outras tradições religiosas encontram ouvido de mercador, aquele que não presta atenção em nada além dos próprios interesses, no coração da humanidade. Trata-se de uma luta renhida em que o egoísmo domina as relações entre as pessoas, as comunidades e as nações. Pensemos em nosso país e na verdadeira luta livre entre grupos e tendências, com a torcida de tantos que se alegram ao ver a queda dos adversários! Ao mesmo tempo, espalha-se um relaxamento moral, com afrouxamento das consciências e a inversão de uma adequada ordem de valores, capaz de organizar a convivência humana.

Não se trata de uma descrição pessimista da realidade, mas quer ser uma chamada de atenção a todos nós, esquecidos que estamos de alguns princípios básicos e restauradores dos laços entre as pessoas. Justamente neste período a Liturgia da Igreja oferece aos fiéis o discurso de Jesus a respeito da vida Comunitária (Mt 18, 1-35), estabelecendo os parâmetros para a convivência decorrente da nova Aliança, que se realiza em seu Mistério Pascal de Morte e Ressurreição.

Para ajudar nossa memória, já no final do primeiro século, os cristãos vindos do judaísmo, após o grande desastre da destruição de Jerusalém pelos romanos, tiveram vários problemas para a reconciliação entre pessoas da mesma raça na Síria e na Palestina, áreas que até hoje vivem focos de incompreensão e dificuldades para a convivência. O texto do Evangelho de São Mateus foi escrito com este pano de fundo, ajudando no processo de aproximação entre as pessoas, superando preconceitos e encaminhando a prática de um segredo próprio dos cristãos, o perdão.

Nosso amigo Simão Pedro apresenta a Jesus uma pergunta a respeito do perdão. Sete vezes já era muito, um número que significa perfeição. A resposta de Jesus mostra que não existe proporção entre o perdão que recebemos de Deus e o nosso perdão ao próximo. E Jesus conta a parábola do perdão sem limites! (Mt 18, 21-35)

Quando Jesus fala do rei, pensa no Pai do Céu. A dívida era incomensurável, absurda. O servo promete pagar, mas nunca seria capaz de recolher cento e sessenta e quatro toneladas de ouro. É verdade, olhando para Deus, nunca seremos capazes de acertar o nosso débito! Depois o mesmo servo não é capaz de perdoar uma ínfima dívida correspondente a trinta gramas de ouro. É como comparar um grão de areia com uma montanha! O contraste fala por si. A parábola continua, com a moral da história: “É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão” (Mt 18,35). De fato, o único limite à gratuidade da misericórdia de Deus que nos perdoa sempre, é nossa recusa de perdoar os irmãos.

A avalanche de maldade e agressão que nos referimos pode e deve encontrar uma saída. A reconciliação entre pessoas e povos precisa urgentemente encontrar um lugar no coração humano. Começa com uma purificação interior, desarmamento moral de quem escolhe o caminho do bem e não a maldade. Só escolhendo Deus como Senhor de nossas vidas pode acontecer esta mudança, pois só Ele nos habilita, com sua graça, no caminho da reconciliação. Depois, faz-se necessário acreditar que existe o bem nas outras pessoas que agem ou pensam de modo diferente do nosso. Quem se considera dono da verdade e vê os outros como inimigos ou adversários não empreenderá o caminho da reconciliação e da paz. Em seguida, o perdão sem limites começa nos pequenos gestos de perdão e de superação de resistências e antipatias, que bloqueiam nosso contato com os outros. Se o perdão foi feito para a gente pedir, tomar a iniciativa, indo ao encontro dos outros, milhares de vezes, sempre. Pedir perdão desmonta toda cara feia, toda maldade enrustida no coração. Mas é fundamental saber dar este perdão aos outros, não se fechar nos próprios sentimentos feridos pela maldade reinante no coração dos outros e no nosso. Para perdoar sempre e sem limites, será necessário construir pontes entre os diferentes, feitas de gestos e palavras.

Há poucos dias, assim se expressou o Papa Francisco, na visita à Colômbia: “Jesus pede-nos para rezarmos juntos; que a nossa oração seja sinfônica, com matizes pessoais, acentuações diferentes, mas que se erga de maneira concorde num único grito. Estou certo de que hoje rezamos juntos pelo resgate daqueles que erraram e não pela sua destruição, pela justiça e não pela vingança, pela reparação na verdade e não no seu esquecimento. Rezamos para cumprir o lema desta visita: ‘Demos o primeiro passo’, e que este primeiro passo seja numa direção comum… Ele sempre nos pede para darmos um passo decidido e seguro rumo aos irmãos, renunciando à pretensão de sermos perdoados sem perdoar, de sermos amados sem amar. Dar um passo nesta direção, que é a do bem comum, da equidade, da justiça, do respeito pela natureza humana e as suas exigências. Só se ajudarmos a desatar os nós da violência, é que desmontaremos a complexa teia dos conflitos: é-nos pedido para darmos o passo do encontro com os irmãos, tendo a coragem duma correção que não quer expulsar mas integrar; é-nos pedido para sermos caridosamente firmes naquilo que não é negociável; em suma, a exigência é construir a paz ‘falando, não com a língua, mas com as mãos e as obras’ (São Pedro Claver), e juntos erguermos os olhos ao céu: Jesus Cristo é capaz de desatar aquilo que nos parecia impossível; Ele prometeu acompanhar-nos até ao fim dos tempos, e não deixará estéril um esforço tão grande” (Homilia do Papa Francisco em Cartagena, Colômbia).

Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

]]>
48504
Na catequese, Papa fala de sua viagem à Colômbia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-catequese-papa-fala-de-sua-viagem-a-colombia/ Wed, 13 Sep 2017 12:17:27 +0000 http://teste.toqueto.com/na-catequese-papa-fala-de-sua-viagem-a-colombia.html Na catequese desta quarta-feira, 13, o Papa Francisco falou de sua recente viagem à Colômbia, de 6 a 10 de setembro. O Santo Padre recordou os momentos mais significativos de seus quatro dias de permanência no país, citando primeiramente a acolhida que recebeu das autoridades civis e eclesiásticas, mas de modo especial do povo colombiano, que definiu “alegre, mesmo em meio a tanto sofrimento”.

“O que chamou a minha atenção foi a multidão e os pais que erguiam os seus filhos para que o Papa os abençoasse. Eles o faziam como para mostrar que este é o seu orgulho, a sua esperança. Um povo que faz isso é um povo que tem futuro”, afirmou Francisco.

O Papa mencionou o lema da viagem, “Demos o primeiro passo”, escolhido em referência ao processo de reconciliação que a Colômbia está vivendo para sair de meio século de conflito interno.

“Com a minha visita, quis abençoar o esforço do povo, confirmá-lo na fé e na esperança, e receber o seu testemunho, que é uma riqueza para o meu ministério e para toda a Igreja”, disse.

Em Bogotá, o Papa se reuniu com as autoridades, os bispos do país e também com o Comitê do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), aos quais deu o seu encorajamento pastoral. Na capital, Francisco dirigiu ainda sua saudação aos jovens, dos quais pôde constatar o desejo de vida e de paz, “força de vida que a própria natureza proclama com a sua exuberância”, afirmou Francisco, recordando que a Colômbia é o segundo país mais rico em biodiversidade.

Villavicencio

Já Villavicencio foi palco do momento culminante da viagem. A jornada na cidade foi dedicada à reconciliação, primeiramente com a Missa para a beatificação dos mártires Jesús Emilio Jaramillo Monsalve e Pedro Maria Ramírez Ramos, e depois com o encontro de oração para a reconciliação nacional.

A beatificação dos dois mártires recordou que a paz é fundada também, e talvez sobretudo, sobre o sangue de tantos testemunhos do amor. Para Francisco, ouvir suas biografias foi comovente até as lágrimas, lágrimas de dor e de alegria. Sobre o encontro de oração para a reconciliação, o Papa mencionou de modo especial as histórias narradas pelas testemunhas, que falaram em nome de muitas pessoas que, a partir de suas feridas, com a graça de Cristo saíram de si mesmas e se abriram ao encontro, ao perdão e à reconciliação.

Medellín

A viagem depois prosseguiu em Medellín, onde a perspectiva foi a da vida cristã como discipulado. “Quando os cristãos se empenham profundamente no caminho da sequela de Cristo, tornam-se realmente sal, luz e fermento no mundo”, disse o Papa, citando como exemplo os Lares que acolhem crianças desamparadas e as vocações à vida sacerdotal e consagrada.

Cartagena

Por fim, em Cartagena, a cidade de São Pedro Claver, apóstolo dos escravos, Francisco falou do tema dos direitos humanos. O santo jesuíta, e mais recentemente a Santa Maria Butler, demonstraram que dar a vida pelos mais pobres é o caminho para a verdadeira revolução – aquela evangélica e não ideológica – que liberta realmente as pessoas e as sociedades das escravidões de ontem e, infelizmente, também de hoje.

Neste sentido, explicou o Papa, “dar o primeiro passo” significa aproximar-se, prostrar-se, tocar a carne do irmão ferido e abandonado, a exemplo de Jesus, que se tornou escravo por nós. “Graças a Ele há esperança, porque Ele é a misericórdia e a paz.”

Francisco concluiu a catequese confiando novamente a Colômbia e o seu povo a Nossa Senhora de Chiquinquirá. “Com a ajuda de Maria, cada colombiano possa dar todos os dias o primeiro passo em direção ao irmão e à irmã, e assim construir juntos, dia após dia, a paz no amor, na justiça e na verdade”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

]]>
48455
Papa rumo à Colômbia: esperança de paz e reconciliação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-rumo-a-colombia-esperanca-de-paz-e-reconciliacao/ Wed, 06 Sep 2017 11:23:23 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-rumo-a-colombia-esperanca-de-paz-e-reconciliacao.html O Papa Francisco está a caminho da Colômbia, para sua 20° viagem apostólica internacional.

O Pontífice embarcou na manhã desta quarta-feira (11h13, hora local – 6h13 no horário de Brasília) e sua chegada está prevista em Bogotá à tarde (18h30, horário de Brasília).

Na breve cerimônia de boas-vindas no aeroporto o Papa será acolhido pelo Presidente colombiano, Juan Manuel Santos Calderón. Também participam da cerimônia autoridades políticas e civis, bispos e cerca de mil fiéis.

Após mais de 12 horas de voo, do aeroporto o Papa se transfere de papamóvel diretamente à Nunciatura Apostólica. Ali, o aguarda um grupo de fiéis, com cantos e danças tradicionais. Na capela, oferecerá flores a Nossa Senhora, concluindo assim seu primeiro dia de viagem.

Até domingo, estão previstos 12 discursos em quatro cidades diferentes: Bogotá, Villavicencio, Medellín e Cartagena.

Reconciliação

Em videomensagem divulgada na segunda-feira (04/09) para saudar o povo colombiano, o Papa afirmou que visita o país como peregrino de esperança e de paz, sob o lema “Façamos o primeiro passo”.

“A paz é o que a Colômbia busca e para qual trabalha há muito tempo. Uma paz estável, duradoura, para que possamos nos ver e nos tratar como irmãos, não como inimigos. A paz nos recorda que somos todos filhos do mesmo Pai que nos ama e nos conforta.”

O Pontífice declara-se “honrado” em visitar a Colômbia, “terra rica de história, cultura, fé, homens e mulheres que trabalharam com determinação e perseverança para torná-la um local em que reine a harmonia e a fraternidade, em que o Evangelho é conhecido e amado.

Proteger o meio ambiente da exploração selvagem

Para Francisco, o mundo de hoje necessita de conselheiros de paz e de diálogo e também a Igreja é chamada a esta tarefa, “para promover a reconciliação com o Senhor e com os irmãos, mas também a reconciliação com o meio ambiente, que é uma criação de Deus e que estamos explorando de modo selvagem”.

Que esta visita, conclui o Papa, seja um abraço fraterno a cada colombiano. “Eu os abraço com afeto e peço ao Senhor que os abençoe, que proteja o país e lhe conceda a paz. E peço à Nossa Mãe, a Virgem Santa, que cuide de vocês. Não se esqueçam de rezar por mim. Obrigado e até logo.”

Tradição

Um dia antes de partir, como de costume, Francisco foi à Basílica de Santa Maria Maior para rezar diante da imagem da Virgem Salus Populi Romani. Já na manhã desta quarta, ainda na sua residência na Casa Santa Marta, o Papa saudou duas famílias (no total de 10 pessoas) que tiveram suas casas destruídas por um incêndio na periferia de Roma durante o verão. As famílias estão recebendo um auxílio, em nome do Santo Padre, da Esmolaria Apostólica.

Por Rádio Vaticano

]]>
48316
Ecumenismo: Papa recebe delegação do Conselho Mundial de Igrejas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ecumenismo-papa-recebe-delegacao-do-conselho-mundial-de-igrejas/ Fri, 25 Aug 2017 08:04:47 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48110 O encontro que o moderador do Comitê central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Agnes Abuom, e o secretário geral do mesmo organismo ecumênico, Rev. Olav Fykse, tiveram na manhã de ontem, quinta-feira (24/08) com o Papa Francisco no Vaticano concluiu-se com uma oração comum pela unidade, a paz e a reconciliação.

Estiveram no centro dos colóquios o estado do movimento ecumênico e a prioridade para as Igrejas de trabalhar pela causa da unidade cristã, “vital para levar a autêntica contribuição de justiça para as grandes questões do mundo”.

“Somos muito gratos pelo encontro muito construtivo e frutuoso que tivemos esta quinta-feira com o Papa Francisco”, disse o Rev. Tveit. “Vivemos num momento em que a finalidade e os objetivos do movimento ecumênico se tornaram relevantes” porque num “mundo sempre mais dividido e frágil”, as Igrejas devem tender à “nova busca de unidade” para contribuir para a “unidade do gênero humano”.

Agnes Buon explica: “A unidade da Igreja e a unidade da humanidade estão entrelaçadas”. “As múltiplas expressões de polarização, as maiores disparidades entre ricos e pobres, as várias manifestações de extremismo e violência, as preocupações com o futuro do planeta Terra e a falta de responsabilidade com a nossa casa comum e o futuro são um estímulo constante a prosseguir sobre aquilo que estamos trabalhando”.

Os representantes do Conselho Mundial de Igrejas falaram com o Papa Francisco também sobre mudanças climáticas, justiça econômica e sobre o papel que as Igrejas podem ter para construir a justiça e a paz no mundo.

“O futuro da humanidade está ameaçado”, disse o pastor Tveit, dirigindo-se ao Pontífice. “Os pobres estão cada vez mais pobres e recaem sobre eles as piores consequências do que está acontecendo no mundo. Pedimos ao senhor e à Igreja católica que se una a nós na mobilização rumo a uma verdadeira mudança de mente, de coração e de prioridade”, disse Tveit.

Os membros do Conselho Mundial de Igrejas são convidados do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos cristãos e a delegação do CMI pôde encontrar Flaminia Giovanelli, subsecretária do Pontifício Conselho para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, com a qual falou de justiça climática e sobre a Conferência sobre o clima Cop23 que se realizará em Boon, na Alemanha, bem como sobre migrações e xenofobia.

Por Rádio Vaticano

]]>
48110
Núncio em Moscou comenta visita do Cardeal Parolin à Rússia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nuncio-em-moscou-comenta-visita-do-cardeal-parolin-a-russia/ Tue, 22 Aug 2017 07:56:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48049 Teve início ontem, segunda-feira, 21, a viagem de quatro dias que o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, faz à Rússia. O convite partiu das próprias autoridades religiosas russas.

“Faço votos de que esta visita facilite o diálogo e o entendimento entre a Igreja Católica e a Ortodoxa e contribua para a resolução de inúmeras tensões internacionais”, disse o Núncio Apostólico em Moscou, Dom Celestino Migliore, ex-Observador Permanente da Santa Sé na ONU. 

O itinerário do primeiro dia em solo russo para o Cardeal Parolin envolveu encontros com bispos e a comunidade católica local. Hoje e nos próximos dias, haverá reuniões com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o Ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, bem como conversas com o Patriarca Kirill e o Metropolita Hilarion. A situação internacional, com especial atenção aos aspectos de caráter humanitário, estarão na pauta dos encontros com as autoridades civis russas e com expoentes da Igreja Ortodoxa.

“O Cardeal Secretário de Estado vem a Moscou, fazendo-se intérprete da solicitude do Papa Francisco em relação às várias crises mundiais existentes. A Santa Sé acompanha com atenção e preocupação todas estas situações e deseja dar a própria contribuição para uma específica resolução, fazendo apelo também à boa vontade, às possibilidade e ao entendimento dos maiores protagonistas no cenário internacional”.

No ano passado, Dom Migliore foi enviado a Moscou, após o encontro entre o Papa e o Patriarca Kirril, para acompanhar as relações com o Patriarcado. Ele faz votos de que esta visita aumente o conhecimento e a estima recíproca entre as duas comunidades cristãs. Por sua experiência, ele constata que em nível cultural, religioso, social e humanitário há iniciativas comuns que ajudam esta aproximação..

 “A iniciativa que me parece mais pertinente ao objetivo é a de criar de todos os modos nas populações esta ideia de que não temos mais razão para termos medo um do outro. Obviamente, existe todo um passado que pesa, mas existe também a urgência do presente, do futuro que nos chama a seguir em frente e a deixar para trás estas recriminações do passado”, reiterou.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

]]>
48049
Para Ir. Roger, cristãos deveriam ser testemunhas de comunhão e reconciliação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/para-ir-roger-cristaos-deveriam-ser-testemunhas-de-comunhao-e-reconciliacao/ Thu, 17 Aug 2017 07:49:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47984 “Encontrei a minha verdadeira identidade de cristão reconciliando em mim mesmo a fé das minhas origens com o mistério da fé católica, sem romper a comunhão com ninguém”.

Estas palavras do Irmão Roger, fundador da Comunidade de Taizé, sintetizam seu mais forte legado 12 anos após a sua morte, ocorrida em 16 de agosto de 2005, quando uma desequilibrada o esfaqueou durante a oração das Vésperas na Igreja da Reconciliação, em Taizé, onde estavam reunidos 2.500 jovens de diversas partes do mundo.

Roger Schutz consagrou a vida justamente à reconciliação entre os cristãos, sobretudo no encontro entre protestantes e católicos. Fundou a comunidade monástica em Taizé, próximo à Cluny, na França,  em 1940, movido não somente por um profundo desejo de oração, mas também por um espírito de acolhida.

No contexto da II Guerra Mundial, sempre o chamado para ajudar as pessoas provadas pelo conflito. E o faz precisamente no pequeno povoado de Taizé, na Borgonha, onde ficou profundamente tocado pela súplica de uma senhora idosa habitante do lugarejo, que lhe pedia ajuda.

Iniciou assim o caminho espiritual que no decorrer dos decênios enriqueceu-se sempre com novos membros. Hoje são cerca de cem, de diversas Confissões cristãs, originários de 30 países. A comunidade tornou-se um polo de atração para tantos jovens, que irmão Roger amava encontrar e escutar, como testemunha um de seus confrades, Irmão Charl Eugene:

“Penso que talvez as palavras mais fortes da sua vida eram “reconciliação”, “paz” e “comunhão”. A sua mensagem fundamental é esta: se Deus é amor, os cristãos deveriam – devem – ser testemunhas de comunhão e de reconciliação, e não de separação. E ele continuamente – e é isto que talvez gostaríamos de continuar a fazer – chamava a viver, a ser testemunhas de reconciliação neste mundo às vezes muito difícil”.

RV: Irmão Roger permanece como um dos protagonistas do renascimento religioso, sobretudo entre os jovens…

“Sim, é verdade. Pensava que fosse essencial escutar os jovens e fazer com que a voz deles fosse ouvida tanto na Igreja como na sociedade. Às vezes dizia que quando era adolescente gostaria de ter podido se expressar mais, ser ouvido. Naquela época se fazia pouco, as novas gerações eram levadas pouco a sério. Então ele pensou: “Agora, quando nos tornamos mais velhos, devemos ser pessoas que ouvem os jovens”.

RV: Na sua opinião, seria este o elemento que ainda atrai tanto os jovens para a comunidade? A escuta?

“É verdade que permanece muito importante para nós esta imagem que Irmão Roger nos dava, de nós mesmos: não devemos ser mestres espirituais que dizem aos jovens: “Devem fazer assim, devem fazer assim”, mas ser homens de escuta antes de tudo. Depois, cada um deve encontrar o próprio caminho, mas a escuta pode ajudá-los”.

RV: Qual é o papel da comunidade neste momento?

“Perseverar,  antes de tudo, na nossa oração. Depois, a acolhida, estendê-la aos refugiados, porque agora recebemos um certo número e nos parece muito importante”.

Por Rádio Vaticano

]]>
47984
Visita do Papa Francisco à Colômbia: os temas que abordará em cada cidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/visita-do-papa-francisco-a-colombia-os-temas-que-abordara-em-cada-cidade/ Thu, 01 Jun 2017 09:04:05 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46558 Dom Fabio Suescún Mutis, Bispo responsável pela preparação da visita do Papa Francisco à Colômbia, assinalou que cada uma das quatro cidades que receberão o Pontífice terá um tema específico como a paz, a reconciliação e as vocações.

Em declarações ao Grupo ACI/EWTN Notícias em 30 de maio, o Prelado afirmou que o povo colombiano espera “com grande alegria” a visita que o Santo Padre realizará de 6 a 11 setembro. “Estamos atentos, estamos ansiosos, queremos que o Papa venha e nos traga Jesus com a sua palavra e o seu testemunho”, expressou.

Nesse sentido, informou que “tivemos contatos com o Vaticano. Várias delegações estiveram conosco e organizamos o programa que será divulgado no próximo mês de junho”.

Francisco visitará Bogotá, Villavicencio, Medellín e Cartagena. O Prelado disse que o Pontífice chegará à capital colombiana em 6 de setembro, às 16h30.

“No dia 7, estará em Bogotá. Teremos uma grande concentração, uma Eucaristia com o tema da vida, da paz e Maria Mãe da vida. No dia seguinte, dia 8, o Papa viajará a Villavicencio, onde está o início das planícies orientais do nosso país com uma grande riqueza ecológica; então, o tema será a reconciliação: a reconciliação com Deus, a reconciliação entre nós e reconciliação com a natureza”, indicou.

No sábado, 9, visitará Medellín “e falará sobre o tema da vocação, da nossa vocação cristã como discípulos missionários que somos do Senhor Jesus”.

“Vamos agradecer porque Antioquia, e a Colômbia em geral, são regiões com muitas vocações consagradas, com muitas vocações de sacerdotes e bispos”, acrescentou o também Bispo Castrense.

Finalmente, no dia 10 de setembro, Francisco irá a Cartagena das Índias, “tão conhecida pela sua história, pelo seu valor turístico”, mas também “uma Cartagena visitada pelo Papa em sua dimensão de pobreza, de necessidades”.

Nesta cidade, o Santo Padre “estará com a população afro-americana”. Dom Suescún indicou que de Cartagena o Pontífice partirá para Roma, “deixando o nosso coração triste pela sua ausência, mas cheio de muitos ensinamentos e muita sabedoria no seguimento de Jesus Cristo”.

Durante a entrevista, o Prelado indicou que Francisco não poderá visitar Mocoa, capital da região de Putumayo, localizada no sudoeste do país, atingida por uma avalanche na madrugada do dia 1º de abril deste ano, que provocou a morte de mais de 300 pessoas.

“Infelizmente, por motivos técnicos, a presença do Papa não será possível em Mocoa”, explicou Dom Suescún.

Finalmente, o Bispo assinalou que a Igreja na Colômbia está “na expectativa” de uma possível surpresa do Papa Francisco.

“As pessoas comentam que de repente poderia ser a beatificação do Padre mártir de Armero (Pedro Maria Ramírez Ramos), mas não posso fazer nenhuma afirmação a respeito”, indicou.

Por ACI Digital

]]>
46558