recomeçar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Thu, 05 Oct 2017 09:08:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png recomeçar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A vida sempre continua https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-vida-sempre-continua/ Thu, 05 Oct 2017 09:08:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48852 Podem tirar tudo que você tem, exceto a sua essência e as coisas boas que você fez para alguém. Pode estar muito difícil, mas seu coração é forte, tem Deus dentro dele. Eu sei que as feridas são muitas e parece que seu barco vai naufragar, mas a sua fé inabalável vai fazer essa enorme tempestade passar.

Tem dias que você quer fazer do teu peito um lugar ensolarado, mas as situações nubladas te fazem desanimar. Só te peço que não perca a esperança que tudo vai se ajeitar. As coisas estão meio fora de ordem, mas no tempo certo, tudo vai voltar para o seu devido lugar. Vai ter sorriso sim, muitos. Vai ter boas surpresas no caminho e essa fase ruim vai se desfazer também.

Eu sei que parece que está tudo parado, que nada muda, os dias passam, a rotina continua a mesma, mas nada acontece na sua vida que te faça acreditar novamente. Mas calma, tenha mais um pouquinho de paciência e perseverança. O que for para a sua verdadeira felicidade, em breve chegará.

Só não queira ser feliz pela metade, é o que mais tem nessa vida, pessoas que te fazem feliz momentaneamente. Mas do que adianta, se elas sempre vão embora?! Não se engane, espere mais um pouco, guarde os seus sonhos, valorize o seu coração, desfaça tudo que te faz mal, e só permita em sua vida o que te leva pra frente.

Sabe, nem sempre as coisas vão sair exatamente do jeito que a gente gostaria que acontecesse. O caminho não é fácil, principalmente pra quem carrega um mundo de amor no peito e espalha o bem porque só tem o bem no coração. Vai ter momentos que você vai querer desistir, se isolar, desacreditar de tudo. Mas não deixe que o mal se instale na sua vida que sempre foi de luz.

Mesmo que os obstáculos sejam muitos, você é capaz de superar todos. Mesmo que te joguem espinhos, você tem o poder de florescer novamente. Sempre que algo não der certo, recomece. Se não está se sentindo bem, se reinvente. Você sempre vai poder mudar a situação que a sua vida se encontra. Com sorriso no rosto, força de vontade e confiando em si mesmo!

Por Proseando Poesia, via Aleteia

]]>
48852
Aprender a encerrar para poder começar de novo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/aprender-a-encerrar-para-poder-comecar-de-novo/ Fri, 11 Aug 2017 08:42:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47808 Quando terminamos um capítulo, se encerra uma pequena história; quando dizemos adeus, escrevemos um pequeno final. Tudo aquilo que não encerramos continuará nos perseguindo e continuará sendo repetido, até que sejamos capazes de escrever um ponto final, através de um processo de luto, para começar de novo em outra página.

O luto se define como o processo de adaptação emocional que se segue a qualquer perda. Uma perda não indica necessariamente uma morte. Apesar dessa ser a relação mais forte feita pelo inconsciente coletivo, uma perda também se refere a separações, trocas de emprego, mudanças…

Etapas do processo de luto

As diferentes etapas existentes no luto que foram propostas pela doutora E. Kluber Ross são:

– Fase de negação: a pessoa se nega a aceitar a perda. Ela também pode estar imersa em um estado de choque que a impede de aceitar o início do caminho que inevitavelmente vai ter que percorrer.

– Fase de ira: nessa etapa, a pessoa mostra frustração e raiva. Pode ser relativa às circunstâncias nas quais ocorreu a perda, relativa a si mesmo, a outras pessoas, etc.

– Fase de negociação: a pessoa tenta buscar soluções para a perda. Se falamos da perda de um ente querido, essa fase de negociação pode incluir o fato de retomar algumas atividades que fazia na companhia do falecido.

– Fase de tristeza: nessa etapa, a perda é experimentada através da dor e se lida com a tristeza que surge. É uma fase de recolhimento sobre si mesmo.

– Fase de aceitação: nessa etapa, a pessoa toma consciência do momento em que se encontra e da perda. Ela aceita e tenta se adaptar ao ambiente fazendo o melhor com o que tem naquele momento.

Essas fases não são iguais para todos. Tampouco ocorrem nessa mesma ordem, nem têm uma duração específica; elas são meramente indicativas. O importante dessa divisão para lidar com uma pessoa que está em pleno processo de luto é saber que em cada etapa vamos encontrar alguém com uma disposição distinta face a este luto. Essa disposição vai definir as ferramentas e as tarefas que podemos propor para essa pessoa.

Todo processo que não se encerra adequadamente tende a se repetir, a se estagnar ou a regredir. Todas as falhas que vemos nos outros e ignoramos ou encerramos sem lidar com as mesmas, nos levam à mesma direção. Porque precisamos experimentar a dor da perda, porque precisamos ver como nos sentimos, precisamos extrair a energia que envolve a raiva para depois integrar essa tristeza como uma parte aceitável de nós mesmos.

Se não realizarmos esse processo de encerramento, a única coisa que estaremos fazendo é um curativo, sem realmente curar a ferida que sangra. Assim, só vamos conseguir tapar superficialmente aquilo que nos machuca, apenas até tocarmos novamente nessa ferida.

Lidar com a dor renunciando ao sofrimento

No livro “O Caminho das Lágrimas”, Jorge Bucay nos explica esta frase: “Sofrer é transformar a dor em algo crônico. É transformar um momento em um estado, é se apegar à lembrança daquilo que me faz chorar, o que não me permite deixar de chorar, esquecer, renunciar ou me livrar desse pensamento, mesmo que o preço seja meu sofrimento, uma lealdade misteriosa aos ausentes.”

A dor que precisamos experimentar é uma emoção saudável, é uma sensação de que está nos curando, nos conecta com o nosso interior e nos ajuda a processar a perda. Ela também acrescenta algo, pois nos dá um tempo para nós mesmos.

Nenhuma emoção na medida certa é disfuncional e, portanto, as perdas provocam tristeza, dor, distanciamento, ira, etc. São etapas e, quando duram mais que o necessário ou quando machucam ou impossibilitam de continuar a vida por muito tempo, é esse o momento de pedir ajuda. Quando a tristeza se transforma em depressão, a ira em agressões injustificadas, o distanciamento em desleixo pessoal ou a dor em dilaceração, então sim: algo está falhando nesse processo de cura, não estamos no caminho certo das lágrimas e precisamos pedir ajuda.

Que papel eu tenho no processo de luto?

“O processo de luto permite buscar o lugar que o seu ente querido merece entre os tesouros do seu coração. É lembrar dele com ternura e sentir que o tempo que você passou com ele foi um grande presente. É entender com o coração na mão que o amor não acaba com a morte.” (Jorge Bucay)

Saber por que uma etapa terminou e que pensamento positivo eu posso tirar disso, o que deu errado, o que eu poderia ter feito melhor, me ajuda a me conhecer e a saber o que posso fazer para melhorar. O que eu quero mudar, o que eu quero manter ou o que eu teria feito melhor.

O processo de luto me leva a uma reticências especial, porque marca o final de uma história. Não é um processo passivo, exige de cada um de nós, de nossas emoções e de nossas ações, da nossa vontade e da nossa força para seguir em frente e começar de novo. Exige um trabalho pessoal para saber escrever um bom final e começar o próximo capítulo com o que você aprendeu e desfrutou.

Por A Mente é Maravilhosa via Aleteia

]]>
47808
Os desafios enfrentados pelos cristãos no dia a dia https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/os-desafios-enfrentados-pelos-cristaos-no-dia-a-dia/ Tue, 30 May 2017 10:19:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46504 Os cristãos e seus desafios

O cristianismo se difundiu a partir da experiência da primeira Comunidade de Jerusalém, conduzida pelo Espírito Santo, tendo à frente o grupo dos Apóstolos, sendo Simão Pedro sinal de unidade. A partir daí, as perseguições contribuíram para a positiva dispersão dos primeiros cristãos, fazendo com que a Semente da Boa Nova se espalhasse por toda parte (Cf. At 8,5-8.14-17).

Fundamental foi a participação de São Paulo, a grande figura de convertido, cuja pregação, testemunho e viagens alargaram as fronteiras do Evangelho, já nos primeiros decênios. Não foram pequenas as dificuldades encontradas pelos cristãos de todas as gerações.

No entanto, desde o início, o Espírito Santo prometido e enviado por Jesus (Cf. Jo 14,15-21) consolida a fé em Jesus Cristo, fortalece para o martírio, ilumina as mentes para o testemunho coerente do Evangelho.

Como os cristãos de ontem e hoje se colocam diante dos desafios que se apresentam?

Podemos começar dentro de casa, em nosso coração e no âmbito de nossos limites pessoais. Há que contar com o fato de sermos pecadores, limitados em nossa vontade, pusilânimes nas decisões. Deus, que não se cansa de perdoar, sabe quem somos e como somos, e está sempre pronto a manifestar sua misericórdia e seu perdão. Ninguém se desespere das próprias fraquezas. A sabedoria popular dizer que “perdão foi feito prá gente pedir”. Contar com as fraquezas dos outros e as nossas, não imaginar que em qualquer lugar do mundo encontraremos um grupo de perfeitos e impecáveis!

Do outro lado, a coragem para recomeçar do zero se for necessário. E, uns com os outros, ter a coragem para dizer: “quando você falhar, saiba que antes de julgar ou condenar, encontrará em mim disposição para empreender e perdoar, assim como a ajuda necessária para se erguer dos próprios fracassos”.

Para tanto, ter clareza dos valores em que acreditamos, não perder de vista os grandes ideais que norteiam os nossos passos, ser radicais na busca da verdade e do bem, o que significa superar todo tipo de acomodamento.

Ninguém se renda diante do mal circunstante, mas lute bravamente para superá-lo. Quem nivela a própria vida pelo rodapé da existência e se acomoda com os pequenos ou grandes defeitos bloqueia a ação da graça de Deus que pode e quer vir ao encontro da pessoa fragilizada.

Olhe ao seu redor

Com certeza o mar dos contravalores existentes e propagandeados lhe causa uma forte impressão. E que dizer da repisada corrupção que se espalha e contagia pequenos e grandes? Em torno a nós floresce um relaxamento geral das consciências, a prática dos escambos mais escandalosos, a propaganda do pecado, a da impureza e da injustiça. É hora da rendição diante do inimigo? Absolutamente, não! Cristão que se preze luta até derramar, se for preciso, o seu sangue, pela verdade, a justiça e o amor.

Faz-se necessário ter a coragem de nadar contra a correnteza, plantando valores diferentes, acreditando no bem que podem fazer os considerados pequenos na luta pela vida, apoiar as iniciativas de solidariedade, comunhão e participação. Acredito muito mais nas pessoas que arregaçam as mangas e começam a fazer diferente do que as e rumorosas manifestações públicas, nas quais o ódio e a revolta podem se impor.

O cristão tem que abrir os olhos para o horizonte. Até a volta do Senhor, cabe a nós a visibilidade da ação de Deus a favor de seu povo. Só que não estamos sozinhos, pois Jesus prometeu e enviou o Espírito Santo, o amor do Pai e do Filho.

Um roteiro de coragem e ousadia pode ser assim resumido:

– Amar a Jesus é guardar os seus mandamentos. Não falatório, mas vida concreta, de fidelidade ao Senhor.

– Acolher o Espírito Santo Consolador, o Paráclito, o Defensor, que permanece sempre em nós. Ele nos concede a audácia dos mártires, a força dos profetas e confessores da fé, a simplicidade das virgens. São forças que desmontam os poderes do maligno!

– Buscar os caminhos de diálogo e de escuta com quem pensa diferente de nós. Para isso, valorizar o bem que o Espírito Santo já plantou no coração das pessoas, mesmo onde nosso fraco julgamento julga impossível. Não imaginar que exista um mundo ou um pedaço de mundo em que todos pensam como nós.

– Nunca alimentar um espírito de orfandade e tristeza. Cristão olha para frente, aponta para o alto, sabe que a vitória final pertence a Deus.

– Enfim, a sábia recomendação de São Pedro: “Quem é que vos fará mal, se vos esforçais por fazer o bem? Mais que isso, se tiverdes que sofrer por causa da justiça, felizes de vós! Não tenhais medo de suas intimidações, nem vos deixeis perturbar. Antes, declarai santo, em vossos corações, o Senhor Jesus Cristo e estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir. Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo. Pois será melhor sofrer praticando o bem, se tal for a vontade de Deus, do que praticando o mal. De fato, também Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na existência humana, mas recebeu nova vida no Espírito” (1Pd 3, 15-18).

Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA

]]>
46504