proibição - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png proibição - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Santa Sé assina e ratifica tratado de proibição do uso de armas nucleares https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-assina-e-ratifica-tratado-de-proibicao-do-uso-de-armas-nucleares/ Thu, 21 Sep 2017 15:40:28 +0000 http://teste.toqueto.com/santa-se-assina-e-ratifica-tratado-de-proibicao-do-uso-de-armas-nucleares.html A Santa Sé assinou e ratificou nesta quarta-feira, 20, durante uma cerimônia nas Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, um acordo que proíbe o uso de armas nucleares. O acordo, ratificado por mais de 40 países, foi assinado pelo Secretário para Relações com os Estados, Dom Paul Gallagher, pela Santa Sé e também em nome do Estado da Cidade do Vaticano. 

Junto à Santa Sé, países como a Tailândia também assinaram o acordo. Espera-se que mais nações possam integrar o pacto nos próximos dias. O acordo será efetivamente validado em 90 dias, quando terá sido ratificado por mais de 50 países.

O Acordo de Proibição do Uso de Armas Nucleares condena quaisquer atividades ligadas aos armamentos nucleares, tais como o desenvolvimento, teste, produção, posse de aparelhos ou explosivos nucleares, assim como o uso ou ameaça dessas armas.

Palavra do Papa

Em março deste ano, em mensagem a outra conferência da ONU realizada em Nova Iorque, o Papa Francisco reiterou o “não” às armas nucleares. “A paz e a estabilidade internacionais não podem ser fundadas sobre um falso sentido de segurança, sobre a ameaça de uma destruição recíproca ou de total aniquilamento, sobre a simples manutenção de um equilíbrio de poder”.

Por meio de sua conta no Twitter, o Papa Francisco se manifestou hoje sobre desarmamento. “Apelo à paz e ao desarmamento: neste mundo ferido pela violência, precisamos da fraternidade entre os povos”, disse.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Aprovado tratado antinuclear. Santa Sé: passo importante para a paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/aprovado-tratado-antinuclear-santa-se-passo-importante-para-a-paz/ Tue, 11 Jul 2017 09:46:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47391 As Nações Unidas adotaram formalmente um Tratado que proíbe o uso das armas nucleares, até então as únicas armas de destruição em massa sem um documento próprio que as proíba.

O Tratado foi aprovado por 122 países, mas as potências nucleares como os EUA e os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, ndr) não participaram da votação e definiram os objetivos ingênuos e inalcançáveis, sobretudo num momento em que a Coreia do Norte quer lançar mísseis nucleares contra outros territórios.

A propósito, a Rádio Vaticano entrevistou o secretário delegado do Dicastério para o serviço do desenvolvimento humano integral, Dom Silvano Maria Tomasi. Eis o que disse:

Dom Tomasi:- “Esta votação muito importante é um passo por parte de alguns Estados, incluindo a Santa Sé, para se chegar a banir não somente o uso, mas também a posse das armas nucleares. Este caminho partiu de modo particular do encontro de Viena em novembro de 2014, quando com uma mensagem do Papa Francisco se insistiu que não é mais aceitável do ponto de vista racional fazer com que a segurança dependa da posse de armas nucleares; é verdadeiramente inaceitável adquirir e possuir armas nucleares ou dispositivos explosivos nucleares! E com esse Tratado não se pode mais fazê-lo.”

RV: O fato é que nove países e seus aliados da Otan – incluindo a Itália – não participaram, porém, da votação dessa comissão, e definiram esse Tratado como sendo “ingênuo”, inclusive à luz das ameaças nucleares que chegam neste momento da Coreia do Norte. Qual seu comentário a respeito?

Dom Tomasi:- “É claro que a decisão de votar um Tratado dessa natureza acaba sendo considerada pelos países que possuem bombas atômicas um gesto idealista. Mas se considerarmos que as armas químicas e as armas biológicas, as minas antipessoais, as bombas de fragmentação são todas armamentos que são expressamente proibidas pela Convenção internacional e não havia nada, quase um vulnus jurídico (ferida jurídica, ndr) no que tange às armas nucleares que são ainda mais destrutivas das que são proibidas por estas outras convenções internacionais, vemos que está sendo feito um caminho para se criar uma mentalidade que eventualmente leve à consciência de que a segurança de um país e de todos os países não está no ter a bomba atômica, mas que nenhum país a tenha.”

RV: Por que a Santa Sé e também os bispos europeus, os bispos estadunidenses são contrários ao princípio de dissuasão que até então sempre justificou a posse das armas nucleares? Por que esse princípio não é mais válido hoje?

Dom Tomasi:- “Durante a guerra fria, a dissuasão fora aceita como uma solução para estabelecer um equilíbrio que prevenisse o uso prático das armas atômicas. As circunstâncias mudaram: apesar do ‘Tratado de não-proliferação’ tivemos alguns países que acrescentaram a bomba atômica a seus arsenais, como o Paquistão, a Índia, Israel e agora a Coreia do Norte. Porém, devemos considerar que essa ameaça recíproca de morte não é o caminho que a família humana deve tomar; o caminho a ser tomado é o da colaboração e de buscar um diálogo permanente através de estruturas internacionais eficazes. A segurança é garantida pelo diálogo e não pela força.”

Por Rádio Vaticano

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Papa contra as armas nucleares: a paz não se constrói sobre o medo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-contra-as-armas-nucleares-a-paz-nao-se-constroi-sobre-o-medo/ Wed, 29 Mar 2017 07:42:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45166 O Papa Francisco enviou uma mensagem à Conferência da ONU sobre armas nucleares, em andamento em Nova Iorque de 27 a 31 de março. A finalidade da Conferência é negociar um instrumento juridicamente vinculante sobre a proibição das armas nucleares, que conduza à sua total eliminação.

Representando a Santa Sé, participa do evento o Subsecretário das Relações com os Estados, Mons. Antoine Camilleri, que leu a mensagem do Papa Francisco.

No texto, o Pontífice cita os efeitos devastadores das armas nucleares e suas catastróficas consequências humanitárias e ambientais para questionar a sustentabilidade de um equilíbrio baseado no medo.

“A paz e a estabilidade internacionais não podem ser fundadas sobre um falso sentido de segurança, sobre a ameaça de uma destruição recíproca ou de total aniquilamento, sobre a simples manutenção de um equilíbrio de poder”, afirma o Papa. Pelo contrário, a paz deve ser construída sobre a justiça, sobre o desenvolvimento humano integral, sobre o respeito dos direitos humanos fundamentais e da natureza.

Portanto, nesta perspectiva, para Francisco é preciso ir além da proibição das armas nucleares, adotando estratégias de longo alcance para promover a paz e a estabilidade e evitar políticas míopes aos problemas de segurança nacional e internacional, que ultrapassem o medo e o isolacionismo.

Neste contexto, prossegue o Papa, “o objetivo final da eliminação das armas nucleares se torna seja um desafio, seja um imperativo moral e humanitário”. Ainda na mensagem, o Pontífice insiste na necessidade do diálogo, da confiança recíproca e do envolvimento de todos os Estados, que possuam ou não armas nucleares. “A humanidade tem a capacidade de trabalhar junta para construir a nossa casa comum; temos a liberdade, a inteligência e a capacidade de guiar e dirigir a tecnologia, assim como a de limitar o nosso poder e de colocá-lo a serviço de outro tipo de progresso: mais humano, mais social e mais integral.”

Por fim, Francisco faz votos de que a Conferência seja profícua e dê uma contribuição eficaz no avanço da ética da paz e da segurança cooperativa multicultural, “de que a humanidade tanto necessita”.

Por Rádio Vaticano

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