profeta - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png profeta - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 O profeta hoje https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-profeta-hoje/ Tue, 23 Jan 2018 09:13:23 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50321 Não basta a capacidade de prever o futuro para ser profeta. No Antigo Testamento eles marcaram seu tempo e seu papel, porque falavam de modo confiável, em nome de Deus. Por isso que Jesus foi chamado de “grande profeta”. As suas palavras tinham total credibilidade, não eram distorcidas e nem mal intencionadas. “Este homem era verdadeiramente filho de Deus” (Mc 15,39).

Há uma grande desconfiança no que as pessoas dizem hoje, principalmente quando são políticos, autoridades, ou no mundo dos negócios. Convivemos com duplicidade e sensacionalismo nas palavras. São usados inúmeros formatos para ludibriar a prática da justiça, fazendo com que a inverdade se torne verdade. É o tempo das incógnitas, servindo de base para uma cultura de descarte.

O esvaziamento na força da palavra desabona a identidade das autoridades. Elas deixam de ser sinais de confiança, e passam a dificultar a esperança das pessoas. Mas o povo precisa encontrar nelas a figura de um verdadeiro profeta, pessoas de confiança e de coerência em sua administração. A marca que as define é o interesse pelo bem comum, superando práticas individualistas e pessoais.

É lamentável encontrar profetas falsos, e não é raro vê-los vestidos de ovelhas, mas com atitudes de lobos, de exploração, colocando peso nas costas dos outros. Surgem desse mundo de irresponsáveis os excluídos, as injustiças e a violência. Também os bons e honestos os que, na prática, são verdadeiros profetas, sofrem as consequências, tendo que se sujeitar ao clima de insegurança.

Neste ano de 2018 teremos que votar novamente, mas tirando do cenário político os falsos profetas. Acontece que vendendo a consciência e o voto, cada eleitor se torna também um mau profeta. Está em nossas mãos o peso dessa responsabilidade, principalmente por saber que o voto não tem preço, porque ele representa consequências para o país e para si mesmo.

Sabendo que toda autoridade vem de Deus, ela deve ser porta-voz do bem estar social e da defesa da dignidade da vida. O profeta é aquele que fala com a autoridade de Deus e é abençoado por Ele. Ser Presidente, Governador, Senador, Deputado, é prestar um serviço ao povo, em nome do mesmo povo que os elege, em nome de Deus. Portanto é uma responsabilidade muito grande.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba

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"Diante da morte, a esperança da vida eterna", diz o Papa aos fiéis https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/diante-da-morte-a-esperanca-da-vida-eterna-diz-o-papa-aos-fieis/ Wed, 18 Jan 2017 18:53:07 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=43923 “Jonas, a esperança e a oração”: este foi o tema da catequese feita pelo Papa aos fiéis em seu encontro nesta quarta-feira (18/01), para a audiência geral.
Francisco se concentrou de modo mais concreto na nossa decisão de nos pormos em oração movidos pela esperança no perdão de Deus e mencionou a parábola do Profeta Jonas, em cuja vida esta relação ficou bem clara.
“Durante sua fuga, o profeta entra em contato com os pagãos, os marinheiros do navio, para se afastar de Deus e de sua missão. E é justamente o comportamento destes homens que nos faz hoje refletir sobre a esperança que, diante do perigo e da morte, se expressa em oração”.
Uma grande tempestade ameaça afundar a nave; sobre ela, desesperados, todos começam a rezar cada um ao seu próprio deus para que os salve. Todos não! Jonas dorme no porão. O comandante o acorda dizendo -lhe: “Invoca o teu Deus, a ver se por acaso se lembra de nós e nos livra da morte”.
Nestas palavras – explicou o Pontífice – transparece toda a esperança do ser humano na sua impotência face a um perigo mortal. É a esperança que se faz oração, uma súplica cheia de angústia que sobe dos lábios humanos em perigo iminente de morte.
O fato destas palavras saírem da boca de “pagãos”, como era o comandante da nave, só confirma como a necessidade de o fazer seja intuitiva e generalizada na alma humana. O pavor instintivo de morrer revela a necessidade de esperar no Deus da vida.
“Muitas vezes, facilmente, nós não nos dirigimos a Deus no momento da necessidade por considerarmos uma oração interesseira e imperfeita. Deus, no entanto, conhece as nossas fraquezas, sabe que nós nos recordamos Dele para pedir ajuda, e com o sorriso indulgente de um pai, responde positivamente”.
“Quando Jonas, reconhecendo as próprias responsabilidades, se joga no mar para salvar seus companheiros de travessia, a tempestade se calma. Aceitando sacrificar-se por eles, Jonas agora conduz os sobreviventes ao reconhecimento do verdadeiro Senhor”.
E a oração ditada pela esperança surtiu efeito, Deus realizou quanto esperavam e pediam: a nave foi salva, o profeta aprendeu a obedecer e Deus perdoou à cidade arrependida.
O Papa concluiu a reflexão afirmando que sob a misericórdia divina, e ainda mais, à luz do mistério pascal, a morte pode se tornar, como o foi para São Francisco de Assis, “nossa irmã morte” e representar, para cada homem e para cada um de nós, a surpreendente ocasião para conhecer a esperança e encontrar o Senhor.

Por Rádio Vaticano

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