Profeta Isaías - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Profeta Isaías - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: nada de ameaças no confessionário, mas o perdão do Pai https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/papa-nada-de-ameacas-no-confessionario-mas-o-perdao-do-pai/ Tue, 27 Feb 2018 13:28:47 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-nada-de-ameacas-no-confessionario-mas-o-perdao-do-pai.html Quaresma é um tempo que ajuda à conversão, à reaproximação a Deus, à mudança de nossa vida e esta é uma graça a ser pedida ao Senhor. Este foi o tema da homilia do Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça-feira na capela da Casa Santa Marta.

Jesus Chama com doçura e confiança de pai

Inspirando-se no primeiro livro do Profeta Isaías – um verdadeiro “chamado à conversão” – o Papa Francisco mostra qual é a atitude “especial” de Jesus diante de nossos pecados: “não ameaça, mas chama com doçura, dando confiança”.

“Venha, conversemos” são as palavras do Senhor aos chefes de Sodoma e ao povo de Gomorra, a quem – explica o Papa – já indicou “o mal” a ser evitado e o “bem” a ser seguido. Assim faz conosco:

“O Senhor diz: “Venha, Venha e debatamos. Falemos um pouco”. Não nos assusta. É como o pai do filho adolescente que fez uma bobagem e deve repreendê-lo. E sabe que se vai com o bastão a coisa não acabará bem, deve então agir com confiança. O Senhor, nesta passagem, nos chama assim: “Venha. Tomemos um café juntos. Debatamos, discutamos. Não tenha medo, não quero agredi-lo”. E como sabe que o filho pensa: “Mas eu fiz coisas…” – Imediatamente: “Ainda que os seus pecados fossem como escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve. Se fossem vermelhos como púrpura, tornar-se-ão como lã”.

Também na confissão nada de ameaças

Como o pai em relação ao filho adolescente, Jesus então, com “um gesto de confiança, aproxima ao perdão e muda o coração”.

Assim fez – recorda Francisco – chamando Zaqueu ou Mateus, e assim faz em nossa vida, nos faz ver “como dar um passo em frente no caminho da conversão”:

“Agradeçamos ao Senhor pela sua bondade. Ele não quer nos agredir e nos condenar. Deu a sua vida por nós e esta é a sua bondade. E sempre busca o modo de chegar ao coração. E quando nós sacerdotes, no lugar do Senhor, devemos ouvir as confissões, também nós devemos ter esta atitude de bondade, como diz o Senhor: “Venham, debatamos, não há problema, o perdão existe”, e não a ameaça, desde o início”.

Ir ao Senhor de coração aberto: é o pai que espera

O Papa conta a este propósito a experiência de um cardeal confessor, que justamente diante do pecado que intui ser “grande”, não se detém muito e segue em frente, continua o diálogo: “E isto abre o coração” – sublinhou o Papa – “e a outra pessoa se sente em paz”.

Assim faz o Senhor conosco. Diz: “venham, debatamos, falemos. Pegue o recibo do perdão, perdão existe”:

“Ajuda-me ver esta atitude do Senhor: o pai com o filho que se acha grande, que se acha crescido e ainda está no meio do caminho. E o Senhor sabe que todos nós estamos na metade do caminho e tantas vezes temos necessidade disto, de ouvir esta palavra: “Mas venha, não se assustes, vem. O perdão existe”. E isto nos encoraja. Ir ao Senhor com o coração aberto: é o pai que nos espera”.

Por Vatican News

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Papa pede coerência em nosso jejum https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/papa-pede-coerencia-em-nosso-jejum-3/ Fri, 16 Feb 2018 14:08:19 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-pede-coerencia-em-nosso-jejum-3.html Jejuar com coerência e não para aparecer. Na homilia da Missa na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu quanto ao jejum incoerente, exortando a nos questionarmos como nos comportamos com os outros.

Na primeira leitura, extraída do livro do Profeta Isaías (Is 58,1-9a), fala-se do jejum que o Senhor quer: “quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim romper todo tipo de sujeição”.

O jejum é uma dos deveres da Quaresma, recordou o Papa. “Se não puder fazer um jejum total, que faz sentir fome até os ossos, “faça um jejum humilde, mas verdadeiro”, pediu o Papa.

É Isaías que evidencia as inúmeras incoerências na prática da virtude: cuidar dos próprios interesses, o dinheiro, enquanto o jejum é “um pouco despojar-se”; fazer penitência em paz : “não pode, de um lado, falar com Deus e, de outro, falar com o diabo”, porque é incoerente, advertiu o Francisco.

“Não jejuem mais como fazem hoje, de modo que se ouça o barulho”, ou seja, nós jejuamos, nós somos católicos, somos praticantes; eu pertenço àquela associação, nós jejuamos sempre, fazemos penitência. Mas, vocês jejuam com coerência ou fazem a penitência incoerentemente como diz o Senhor, com barulho, para que todos vejam e digam: “Mas que pessoa justa, que homem justo, que mulher justa…” Este é um disfarce; é maquiar a virtude”.

É preciso disfarçar, mas seriamente, com o sorriso, isto é, não mostrar que está fazendo penitência. “Procura a fome para ajudar os outros, mas sempre com o sorriso”, exortou o Santo Padre.

O jejum consiste também em humilhar-se e isso se realiza pensando nos próprios pecados e pedindo perdão ao Senhor.  “Mas, se este pecado que eu cometi fosse descoberto, fosse publicado nos jornais, que vergonha!” –  “Pois bem, envergonha-te!”, disse o Papa, convidando também a quebrar as cadeias injustas.

“Eu penso a tantas domésticas que ganham o pão com o seu trabalho: humilhadas, desprezadas… Nunca pude esquecer uma vez que fui a casa de um amigo quando criança. Vi a mãe dar um tapa na doméstica.  81 anos… Não esqueci aquilo. “Sim, não Pai, eu nunca dou um tapa” – “Mas como os trata? Como pessoas ou como escravos? Pagas a eles o justo? Dás a eles as férias, é uma pessoa ou um animal que te ajuda em casa?”.  Pensem somente nisto. Nas nossas casas, nas nossas instituições, existe isto. Como eu me comporto com a doméstica que tenho em casa, com as domésticas que estão em casa?”

Então, um outro exemplo nascido de sua experiência pessoal. Falando com um senhor muito culto que explorava as domésticas, o Papa o fez entender que se tratava de um pecado grave, porque são “como nós, imagem de Deus”, enquanto ele sustentava que eram “pessoas inferiores”.

O jejum que o Senhor quer – como recorda ainda a Primeira leitura – consiste em “partilhar o pão com o faminto, no acolher em casa os miseráveis, sem-teto, em vestir os nus, sem negligenciar o teu sangue”.

“Hoje – observa Francisco – se discute se damos o teto ou não àqueles que vem pedi-lo”.

E, ao concluir, exorta a fazer penitência, a “sentir um pouco a fome”, a “rezar mais” durante a Quaresma e a perguntar-se como se comporta com os outros:

“O meu jejum chega a ajudar os outros? Se não chega, é fingido, é incoerente e te leva pelo caminho da vida dupla. Faço de conta ser cristão, justo…. como os fariseus, como os saduceus. Mas, por dentro, não o sou. Peça humildemente a graça da coerência. A coerência. Se eu não posso fazer algo, não a faço. Mas não fazê-la incoerentemente. Fazer somente aquilo que eu posso fazer, mas com coerência cristã. Que o Senhor nos dê esta graça”.

Por Vatican News

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Papa pede coerência em nosso jejum https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/papa-pede-coerencia-em-nosso-jejum/ Fri, 16 Feb 2018 13:51:35 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-pede-coerencia-em-nosso-jejum.html Jejuar com coerência e não para aparecer. Na homilia da Missa na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu quanto ao jejum incoerente, exortando a nos questionarmos como nos comportamos com os outros.

Na primeira leitura, extraída do livro do Profeta Isaías (Is 58,1-9a), fala-se do jejum que o Senhor quer: “quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim romper todo tipo de sujeição”.

O jejum é uma dos deveres da Quaresma, recordou o Papa. “Se não puder fazer um jejum total, que faz sentir fome até os ossos, “faça um jejum humilde, mas verdadeiro”, pediu o Papa.

É Isaías que evidencia as inúmeras incoerências na prática da virtude: cuidar dos próprios interesses, o dinheiro, enquanto o jejum é “um pouco despojar-se”; fazer penitência em paz : “não pode, de um lado, falar com Deus e, de outro, falar com o diabo”, porque é incoerente, advertiu o Francisco.

“Não jejuem mais como fazem hoje, de modo que se ouça o barulho”, ou seja, nós jejuamos, nós somos católicos, somos praticantes; eu pertenço àquela associação, nós jejuamos sempre, fazemos penitência. Mas, vocês jejuam com coerência ou fazem a penitência incoerentemente como diz o Senhor, com barulho, para que todos vejam e digam: “Mas que pessoa justa, que homem justo, que mulher justa…” Este é um disfarce; é maquiar a virtude”.

É preciso disfarçar, mas seriamente, com o sorriso, isto é, não mostrar que está fazendo penitência. “Procura a fome para ajudar os outros, mas sempre com o sorriso”, exortou o Santo Padre.

O jejum consiste também em humilhar-se e isso se realiza pensando nos próprios pecados e pedindo perdão ao Senhor.  “Mas, se este pecado que eu cometi fosse descoberto, fosse publicado nos jornais, que vergonha!” –  “Pois bem, envergonha-te!”, disse o Papa, convidando também a quebrar as cadeias injustas.

“Eu penso a tantas domésticas que ganham o pão com o seu trabalho: humilhadas, desprezadas… Nunca pude esquecer uma vez que fui a casa de um amigo quando criança. Vi a mãe dar um tapa na doméstica.  81 anos… Não esqueci aquilo. “Sim, não Pai, eu nunca dou um tapa” – “Mas como os trata? Como pessoas ou como escravos? Pagas a eles o justo? Dás a eles as férias, é uma pessoa ou um animal que te ajuda em casa?”.  Pensem somente nisto. Nas nossas casas, nas nossas instituições, existe isto. Como eu me comporto com a doméstica que tenho em casa, com as domésticas que estão em casa?”

Então, um outro exemplo nascido de sua experiência pessoal. Falando com um senhor muito culto que explorava as domésticas, o Papa o fez entender que se tratava de um pecado grave, porque são “como nós, imagem de Deus”, enquanto ele sustentava que eram “pessoas inferiores”.

O jejum que o Senhor quer – como recorda ainda a Primeira leitura – consiste em “partilhar o pão com o faminto, no acolher em casa os miseráveis, sem-teto, em vestir os nus, sem negligenciar o teu sangue”.

“Hoje – observa Francisco – se discute se damos o teto ou não àqueles que vem pedi-lo”.

E, ao concluir, exorta a fazer penitência, a “sentir um pouco a fome”, a “rezar mais” durante a Quaresma e a perguntar-se como se comporta com os outros:

“O meu jejum chega a ajudar os outros? Se não chega, é fingido, é incoerente e te leva pelo caminho da vida dupla. Faço de conta ser cristão, justo…. como os fariseus, como os saduceus. Mas, por dentro, não o sou. Peça humildemente a graça da coerência. A coerência. Se eu não posso fazer algo, não a faço. Mas não fazê-la incoerentemente. Fazer somente aquilo que eu posso fazer, mas com coerência cristã. Que o Senhor nos dê esta graça”.

Por Vatican News

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Advento de conexões https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/advento-de-conexoes/ Wed, 13 Dec 2017 08:03:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50009 As preciosas quatro semanas que precedem a celebração do Natal, o Advento, têm na força da Palavra de Deus um convite a cada ser humano para se renovar. No Advento, ecoa forte a voz do profeta Isaías, que apresenta esse convite a partir de metáforas interpelantes. Conforme anuncia o profeta, o povo, ao afastar-se da luz de Deus-Pai, torna-se “pano sujo”, “folha seca”. Com isso, a humanidade sofre, convive com retrocessos e prejuízos. Assim, o Advento é uma “oportunidade de ouro” concedida por Deus para que a humanidade reflita sobre suas desconexões.

Na perspectiva espiritual, essas desconexões são os pecados. Já no que se refere ao exercício da cidadania, relacionam-se com as incivilidades, desrespeito ao bem comum, à verdade e à justiça social. Invariavelmente, quando o ser humano se desconecta da luz de Deus, perde a paz.  Para recuperá-la, cada pessoa deve engajar-se nas dinâmicas que façam nascer uma nova consciência moral, com incidência sobre a conduta individual, no poder público, nas instituições, nas famílias.

O Advento é oportunidade para se conectar novamente com a luz de Deus, inspirando cada pessoa a reconhecer que não basta buscar somente os “lugares confortáveis”, obter títulos, benesses e ganhos financeiros. O egoísmo incapacita as pessoas para estabelecerem conexões e as mantêm aprisionadas na faixa que gera desconexões. Essa inércia alimenta a corrupção, os desmandos, a indiferença, a mesquinhez, comprometendo a vida cidadã. O tratamento terapêutico e penitencial da atual condição humana, que compromete a paz, pede a reconfiguração das instituições e suas dinâmicas. Requer também investimentos na qualificação de processos socioculturais, educativos e da comunicação. É preciso, sobretudo, reconhecer a sacralidade das famílias. Para isso, cada pessoa precisa confrontar a própria consciência e se abrir ao Advento de conexões.

Urge, pois, uma reconfiguração nas mentalidades para alcançar as grandes mudanças que a sociedade demanda. Essas transformações significativas, quando ocorrem, são muito lentas, exatamente pela dificuldade individual em produzir e gerenciar as conexões imprescindíveis ao adequado exercício da cidadania. Desse modo, é indispensável sair da comodidade buscar a renovação pessoal necessária para assumir a responsabilidade na tarefa de transformar o mundo.

As desconexões que produzem “cegueira” diante dos graves problemas sociais geram situações que enfraquecem as instituições. Sabe-se amplamente da existência de processos e procedimentos que comprometem a saúde financeira, a lisura moral, o cumprimento de metas. Mais preocupante ainda é o vício de indivíduos em buscar apenas ganhos pessoais, em seguir as leis do carreirismo, querendo alcançar posições hierárquicas mais elevadas, a qualquer custo. Há ainda um desajuste na gestão das instituições. Por preferir não lidar com os que já se consolidaram em suas comodidades, esse tipo de gestão condena a instituição a transitar entre a mediocridade e a conivência. Essa incompetência humana para relacionar-se com o próximo e com a própria realidade é claro sinal da desconexão com Deus.

É lamentável quando um indivíduo tem sólida formação intelectual e técnica, mas mantém uma condição afetivo-espiritual acanhada. Inevitavelmente, essa pessoa produzirá desconexões em série. Ao contrário, as várias áreas do conhecimento – a exemplo da neurociência e dos estudos da psicogenética – devem servir para apontar caminhos que possam ajudar no processo de renovação pessoal, tão necessário para evitar que a sociedade seja marcada pela delinquência e mediocridade.

O cérebro humano tem um número de conexões sinápticas que, em quantidade, se assemelham às dimensões de uma galáxia. Cada pessoa guarda no coração sentimentos que definem modos de agir e de perceber o mundo.  Todos precisam reconhecer o próprio potencial para despertar e engajar-se em novos processos de qualificação humana e espiritual.  Se cada cidadão não abrir seus próprios olhos para as muitas desconexões, a humanidade ficará ainda mais semelhante a um “pano sujo” ou “folha seca”, bem diferente do plano de Deus. A mudança começa pelo humilde compromisso de bater no próprio peito, assumir responsabilidades, e exercitar a difícil tarefa de se observar.

Para ajudar cada pessoa a reconhecer-se como importante na transformação do mundo, a respeitar e a amar o seu semelhante, resgatando a dignidade humana, é que o Filho de Deus vem, nasce e entra na história, com o paradigma de sua encarnação: um broto de esperança para o mundo, Advento de conexões.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (MG)

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Tudo é de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/tudo-e-de-deus/ Thu, 21 Sep 2017 11:17:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48590 O Profeta Isaías nos lembra o sentido da autoridade: quando alguém tem uma autoridade, um poder, e esse poder não é colocado à serviço do bem e do povo, esse poder é-lhe tirado e é dado a outro que seja capaz de servir ao Povo de Deus. Por isso Deus tira de Sobna o poder de ser o mediador entre o povo e o rei do Palácio Real e o concede, gratuitamente, a Eliacim, para que sirva ao Povo de Deus, e que seja um pai, que seja um que facilite a relação do povo com o rei. Ele vai ter o poder de abrir e de fechar a porta do Palácio, para que o povo venha ao encontro do seu rei. Isso nos lembra muito bem a mediação daquele que vem junto de Deus para abrir as portas para que consigamos chegar até Deus. O filho de Deus que se encarnou tem esse poder dado pelo Pai de nos redimir, de nos salvar, de nos colocar numa relação plena de confiança com o Pai.

Jesus Cristo é o único mediador entre o Pai e todos nós. Ele tem esse poder. E o poder que Jesus Cristo recebeu de Deus Pai ele colocou a serviço da humanidade, inclusive dando a própria vida por nós. Ele tem todo o poder. Tudo pertence a Deus. Tudo é para Ele e por Ele. Nós recebemos tudo de Deus gratuitamente. Nós não damos nada a Deus que não seja dele. O que nós damos a Deus é porque dele recebemos. Ninguém tem alguma coisa que não tenha recebido de Deus. Quando nós devolvemos algo para Deus, quando nós consagramos alguma coisa a Deus, nós queremos dizer a Ele: muito obrigado por tudo: pelo dom da vida, da família, da comunidade, pelos dons que dele recebemos – a nossa inteligência, a nossa capacidade, as nossas aptidões… Queremos dizer a Deus: Pai, muito obrigado por tudo! Pelo que sou e por tudo o que tenho. Porque tudo vem de vós.

Não devemos ter outra pretensão na nossa relação com Deus a não ser de sermos gratos a Deus por tudo que dele recebemos. É Ele quem nos sustenta na nossa vida, que nos livra de todo o mal, que nos alimenta dia a dia com a sua Palavra de vida eterna, de conforto, de esperança. Por isso é muito importante a nossa relação filial com o Pai e sabermos que Ele é o senhor de todas as coisas, que ninguém tem poder comparado ao poder divino. Então, quando nós precisamos de algo, então podemos nos dirigir a Deus, sabendo que Ele é o todo poderoso. O senhor da nossa vida. É o Deus misericordioso, compassivo, que sente a nossa dor, a nossa aflição, as nossas necessidades, porque Deus é Pai e o Pai sabe o que o filho precisa.

Por Dom Manoel Delson – Arcebispo da Paraíba

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Papa Francisco: verdadeiro jejum é ajudar os outros https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-verdadeiro-jejum-e-ajudar-os-outros/ Fri, 03 Mar 2017 15:06:36 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-verdadeiro-jejum-e-ajudar-os-outros.html O verdadeiro jejum, agradável a Deus, foi o tema da homilia do Papa Francisco na missa celebrada manhã desta sexta-feira (03/03), na Capela da Casa Santa Marta.

As leituras do dia falam do jejum, isto é – explica o Papa – “da penitência a que somos convidados a fazer no tempo da Quaresma” para aproximar-nos ao Senhor. A Deus agrada “o coração penitente” – diz o Salmo – “o coração que se sente pecador e sabe ser pecador”.

Na primeira leitura – tirada do Livro do Profeta Isaías – Deus repreende a falsa religiosidade dos hipócritas que jejuam enquanto cuidam dos próprios negócios, oprimem os operários e brigam “ferindo com punhos iníquos”. 

Por um lado fazem penitência e por outro cometem injustiças, fazendo “negócios sujos”. O Senhor, ao contrário, pede um jejum verdadeiro, atento ao próximo:

“O outro é o jejum “hipócrita” – é a palavra que Jesus tanto usa – é um jejum para se mostrar ou para sentir-se justo, mas ao mesmo tempo cometem injustiças, não são justos, exploram as pessoas. “Mas eu sou generoso, farei uma bela oferta à Igreja” – ‘Mas me diga, tu pagas o justo às tuas domésticas? Paga teus funcionários sem assinar a carteira? Ou como quer a lei, para que possam dar de comer aos seus filhos?’”.

Surpresas

O Papa Francisco fala de um caso ocorrido logo após a II Guerra Mundial com o Padre jesuíta Padre Arrupe, quando era missionário no Japão. Um rico homem de negócios fez a ele uma doação para atividades de evangelização, mas o acompanhava um fotógrafo e um jornalista. O envelope continha somente 10 dólares:

“Nós também fazemos o mesmo quando não pagamos o justo à nossa gente. Pegamos de nossas penitências, de nossos gestos, do jejum, da esmola, aceitamos uma propina: o suborno da vaidade, de se mostrar. Isso não é autenticidade, é hipocrisia. Por isso, quando Jesus diz ‘Quando vocês rezarem, entrem no seu quarto, fechem a porta, no escondido, quando derem esmola não faça soar a trombeta, quando jejuar não fiquem tristes. É o mesmo que dizer: Por favor, quando vocês fizerem uma boa obra não aceitem propina desta boa obra, é somente para o Pai.”

O Papa citou o Profeta Isaías, quando o Senhor fala aos hipócritas sobre o jejum verdadeiro. Palavras significativas também “para os nossos dias”: 

“Não é este o jejum que escolhi: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, e romper todo tipo de sujeição? Não consiste talvez em dividir o pão com o faminto, deixar entrar em casa os pobres, os sem-teto, vestir o que está nu sem transcurar os próprios parentes? Pensemos nestas palavras, pensemos em nosso coração, como nós jejuamos, rezamos, damos esmolas. Nos ajudará também a pensar: o que sente um homem depois de um jantar, que custou 200 euros, por exemplo, e volta para casa, vê um faminto, não olha para ele e continua caminhando? Nos fará bem pensar nisso.”

Por Rádio Vaticano

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