pregação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png pregação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A pureza cristã, tema da V pregação da Quaresma do Pe. Raniero Cantalamessa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-pureza-crista-tema-da-v-pregacao-da-quaresma-do-pe-raniero-cantalamessa/ Fri, 23 Mar 2018 14:28:37 +0000 http://teste.toqueto.com/a-pureza-crista-tema-da-v-pregacao-da-quaresma-do-pe-raniero-cantalamessa.html O pregador oficial da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, fez na manhã desta sexta-feira (23/03) na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano, sua quinta e última pregação da Quaresma.

Partindo do tema “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo”, o capuchinho refletiu sobre a “santidade cristã no discurso do apóstolo São Paulo”.

Cantalamessa dividiu sua pregação quaresmal, com base na “pureza cristã”, em quatro pontos: “pureza, beleza e amor ao próximo”, “pureza e renovação” e “puros de coração”.

Comentando o discurso de São Paulo aos Romanos, que diz: “Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz”, o pregador da Casa Pontifícia citou Santo Agostinho, que, nas suas nas Confissões, fala da importância desta passagem para a sua conversão pessoal. De fato, ele já havia quase alcançado a completa adesão à fé, mas tinha medo de não ser capaz de viver casto. Como sabemos, ele vivia com uma mulher sem ser casado.

Ao abrir ao acaso as páginas das Cartas de São Paulo, debateu-se precisamente com a frase que o pregador pontifício propõe para hoje “usar as armas da luz, como vontade de Deus. Assim, uma luz brilhou dentro dele e iluminou suas trevas.

Desta forma, Paulo estabelece uma ligação muito estreita entre pureza e santidade, entre pureza e Espírito Santo.

Mas, em outra Carta, Paulo fala do “fruto do Espírito que é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio”, mas também das “obras da carne” ou desordem sexual.

Logo, diante das duas atitudes opostas “virtude e vício”, “pureza e impureza” devemos “revestir-nos do Senhor Jesus Cristo”, pois somos templos do Espírito Santo”. O nosso corpo está destinado à ressurreição e à glorificação de Deus. Na nova luz, que emerge do mistério pascal, o ideal da pureza cristã ocupa um lugar privilegiado: é beleza, caridade, arma da luz, amor ao próximo, serviço aos irmãos.

Segundo as origens cristãs, a Igreja adotou como principais instrumentos o anúncio da Palavra e o testemunho de vida; o amor fraterno e a pureza dos costumes.

Ao concluir sua pregação quaresmal, Frei Cantalamessa fez uma comparação entre as origens cristãs e os nossos dias, em relação à pureza. Vivemos em uma sociedade que, em termos de costumes, está mergulhada no paganismo e na idolatria do sexo. Famílias inteiras são destruídas.

Diante desta situação, o que Deus quer de nós cristãos? Ele nos convida a fazer a “beleza” da vida cristã brilhar novamente diante dos olhos do mundo, a lutar pela pureza. O Espírito Santo nos chama hoje a testemunhar ao mundo a inocência original, a nostalgia da inocência e da simplicidade. Enfim, a “usar as armas da luz”. Jesus dizia: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”. (Tradução de Thácio Siqueira)

Por Vatican News

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Quarta pregação da Quaresma: a obediência a Deus na vida cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/quarta-pregacao-da-quaresma-a-obediencia-a-deus-na-vida-crista/ Fri, 16 Mar 2018 14:25:34 +0000 http://teste.toqueto.com/quarta-pregacao-da-quaresma-a-obediencia-a-deus-na-vida-crista.html O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana participaram na manhã de sexta-feira (16/03) da quarta pregação de Quaresma feita pelo Fr. Raniero Cantalamessa. Com o tema: “A obediência a Deus na vida cristã”.

Frei Cantalamessa inicia a sua meditação recordando que “Devemos ir à descoberta da obediência ‘essencial’, a partir da qual surgem todas as obediências particulares, inclusive aquela às autoridades civis”. De fato, “há uma obediência que diz respeito a todos – superiores e súditos, religiosos e leigos – , que é a mais importante de todas, que governa e vivifica todas as outras, e esta obediência não é a obediência do homem ao homem, mas a obediência do homem a Deus”. A obediência a Deus é o fio do alto: tudo é construído sobre ela, mas ela não pode ser esquecida nem mesmo após a conclusão da construção”.

Em seguida fala sobre a obediência a Cristo, dizendo que “é relativamente simples descobrir a natureza e a origem da obediência cristã: basta ver com base em qual concepção da obediência Jesus é definido, pela Escritura, ‘o obediente’. A obediência recobre toda a vida de Jesus. A grandeza da obediência de Jesus é medida objetivamente “pelas coisas que sofreu” e subjetivamente pelo amor e pela liberdade com que ele obedeceu”.

Frei Cantalamessa continua falando sobre a obediência como graça, ou seja, o batismo. Porque “pelo batismo, todos os cristãos são ‘votados’ à obediência, fizeram, em certo sentido, ‘voto’. A redescoberta deste dado comum, fundado no batismo, atende uma necessidade vital dos leigos na Igreja.

Devemos recordar sempre – continua Cantalamessa –a obediência como um ‘dever’: a imitação de Cristo.

Jesus aceitou a obediência externa e se sujeitou aos homens, mas, ao fazê-lo assim, não negou, mas realizou a obediência ao Pai. Precisamente isso, de fato, o Pai queria. Obedecer apenas quando o que o superior diz corresponde exatamente às nossas idéias e às nossas escolhas, não é obedecer a Deus, mas a nós mesmos; não é fazer a vontade de Deus, mas a própria vontade.

Finaliza afirmando que a obediência é aberta a todos. A obediência a Deus é a obediência que sempre podemos fazer. Quanto mais alguém obedece, mais as ordens de Deus se multiplicam, porque ele sabe que este é o dom mais lindo que pode fazer, aquele que fez ao seu amado Filho Jesus. Qualquer coisa que eu decida fazer, regulando-me com os critérios comuns de discernimento, será obediência a Deus. É dessa forma que se entregam as rédeas da vida a Deus!

Por Vatican News

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Papa Francisco explica as 3 dimensões que caracterizam a vida de São Paulo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-explica-as-3-dimensoes-que-caracterizam-a-vida-de-sao-paulo/ Thu, 01 Jun 2017 15:34:20 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-explica-as-3-dimensoes-que-caracterizam-a-vida-de-sao-paulo.html Na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa Francisco explicou as três dimensões que caracterizam a vida de São Paulo: “Pregação, perseguição e oração”.

Em sua missão evangelizadora, São Paulo mostrou três atitudes, assinalou o Santo Padre: “O zelo apostólico para anunciar Jesus Cristo, a resistência – resistir às perseguições e à oração para encontrar-se com o Senhor e deixar-se encontrar pelo Senhor”.

“A vida do apóstolo Paulo é uma vida sempre em movimento. Difícil imaginar Paulo tomando sol na praia, repousando”, observou o Pontífice.

1. Pregação

A primeira atitude que podemos observar em Paulo é “a pregação, o anúncio”. Paulo, explicou o Papa, “vai de um lado para outro para anunciar Cristo. Quando chamado a pregar e a anunciar Jesus Cristo, é uma paixão sua!”.

São Paulo “não fica sentado diante de uma escrivaninha, não. Ele sempre, sempre está em movimento. Sempre levando adiante o anúncio de Jesus Cristo. Tinha dentro de si um fogo, um zelo… um zelo apostólico que o impelia. Não voltava para trás. Sempre para frente”.

2. Perseguições

A segunda dimensão da vida de Paulo são as “dificuldades. Mais claramente as perseguições”.

Francisco deu um exemplo de como o apóstolo enfrentava essas dificuldades. Em um determinado momento, fariseus e saduceus se uniram para acusar São Paulo. Mas, em seguida, “o Espírito deu a Paulo um pouco de esperteza”.

Paulo “sabia que aqueles que o acusavam não estavam unidos, que entre eles existiam muitas lutas internas. Sabia que os saduceus não acreditavam na Ressurreição e que os fariseus acreditavam. Então, para sair daquele momento, disse em alta voz: ‘Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos’”.

“Quando disse isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, pois os saduceus não acreditavam. E eles que pareciam unidos, se dividiram”.

O problema com estes fariseus e saduceus, indicou Francisco, é que “haviam transformado a doutrina em ideologia. Essas pessoas tinham perdido a Lei, tinham perdido a doutrina, tinham perdido a fé, pois a transformaram em ideologia”.

3. Oração

A terceira dimensão da pregação de São Paulo, segundo o Bispo de Roma, é “a oração. Paulo tinha essa intimidade com o Senhor”.

“Uma vez– destacou o Papa – ele diz que é levado quase até ao sétimo céu, na oração, e não sabia como dizer as coisas bonitas que tinha ouvido lá. Mas este lutador, este anunciador sem limite de horizonte, sempre mais, tinha aquela dimensão mística do encontro com Jesus”.

“A força de Paulo era este encontro com o Senhor, que ele fazia na oração, como foi o primeiro encontro no caminho para Damasco, quando ele ia para perseguir os cristãos. Paulo é o homem que encontrou o Senhor, e não se esquece disso, e se deixa encontrar pelo Senhor e busca o Senhor para encontrá-lo. Homem de oração”, concluiu Francisco.

Leitura comentada pelo Papa Francisco:

At 22,30;23,6-11

Naqueles dias, 30querendo saber com certeza por que Paulo estava sendo acusado pelos judeus, o tribuno soltou-o e mandou reunir os chefes dos sacerdotes e todo o conselho dos anciãos. Depois fez trazer Paulo e colocou-o diante deles.

23,6Sabendo que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram fariseus, Paulo exclamou no conselho dos anciãos: “Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos”. 7Apenas falou isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, e a assembleia se dividiu.

8Com efeito, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito, enquanto os fariseus sustentam uma coisa e outra. 9Houve, então, uma enorme gritaria. Alguns doutores da Lei, do partido dos fariseus, levantaram-se e começaram a protestar, dizendo: “Não encontramos nenhum mal neste homem. E se um espírito ou anjo tivesse falado com ele?”

10E o conflito crescia cada vez mais. Receando que Paulo fosse despedaçado por eles, o comandante ordenou que os soldados descessem e o tirassem do meio deles, levando-o de novo para o quartel. 11Na noite seguinte, o Senhor aproximou-se de Paulo e lhe disse: “Tem confiança. Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma”.

Por ACI Digital

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Na Quaresma, ler a narração da paixão de Cristo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-quaresma-ler-a-narracao-da-paixao-de-cristo/ Fri, 24 Mar 2017 13:42:40 +0000 http://teste.toqueto.com/na-quaresma-ler-a-narracao-da-paixao-de-cristo.html O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana participaram na manhã desta sexta-feira (24/03), na capela Redemptoris Mater, no Vaticano, da III pregação de Quaresma. O pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, desenvolveu o tema “O Espírito Santo no mistério pascal de Cristo”.

Nas duas meditações anteriores, o Fr. Cantalamessa discorreu sobre como o Espírito Santo nos introduz na “plena verdade” sobre a pessoa de Cristo, fazendo-nos conhecê-lo como “Senhor” e como “Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”. Nas restantes meditações, a atenção passa da pessoa para o obrar de Cristo, do ser para o agir.

A relação entre o Espírito Santo e a morte de Jesus é enfatizada, especialmente, no Evangelho de João. O Espírito Santo leva Jesus à cruz e da cruz Jesus dá o Espírito Santo. No momento do nascimento e, depois, publicamente, em seu batismo, o Espírito Santo é dado a Jesus; no momento da morte, Jesus dá o Espírito Santo.

A morte não é para o fiel o fim da vida, mas o início da verdadeira vida; não é um salto no vazio, mas um salto na eternidade. Ela é um nascimento e um batismo.

O cristianismo não é feito para aumentar o medo da morte, mas para removê-lo; Cristo, diz a Carta aos Hebreus, veio “para libertar aqueles que, com medo da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb 2,15). “O cristianismo não cresce com o pensamento de nossa própria morte, mas com o pensamento da morte de Cristo!”, ressaltou Fr. Cantalamessa.

Por isso, afirma ainda o frade franciscano, mais eficaz que meditar sobre a nossa morte, é meditar sobre a paixão e morte de Jesus. Essa é uma meditação que suscita comoção e gratidão, não angústia; nos faz exclamar, como o apóstolo Paulo: “Me amou e se entregou por mim” (Gl 2, 20).

O Fr. Cantalamessa conclui propondo um “exercício piedoso” durante a Quaresma, isto é, o de tomar em mãos um Evangelho e ler por conta própria, com calma e na íntegra, a narração da paixão de Cristo.

Por Rádio Vaticano

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