Pontifícias Academias - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Pontifícias Academias - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa às Pontifícias Academias: saibam falar aos corações dos jovens https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-as-pontificias-academias-saibam-falar-aos-coracoes-dos-jovens/ Wed, 06 Dec 2017 11:02:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49810 Realizou-se, ontem (05/12), no Palácio da Chancelaria, no Vaticano, a 22ª Sessão Solene Pública das Pontifícias Academias. Durante o evento, o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, entregou o “Prêmio das Pontifícias Academias” . 

Para a ocasião, o Papa Francisco enviou uma mensagem ao Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura e do Conselho de Coordenação entre as Academias Pontifícias, Cardeal Gianfranco Ravasi. 

Este encontro das sete Pontifícias Academias, que se realiza a cada ano desde 1995, é “um incentivo à pesquisa e ao aprofundamento de temas fundamentais para a visão humanista cristã”, afirma o Papa no texto. 

Esta edição sobre o tema “In interiore homine. Percursos de pesquisa na tradição latina”, tem como protagonista, pela primeira vez, a Pontifícia Academia Latinitatis, inserida no Conselho de Coordenação entre as Pontifícias Academias logo depois de sua instituição, iniciativa do Papa emérito Bento XVI, “a fim de incentivar o compromisso de um maior conhecimento e um uso mais competente da língua latina no âmbito eclesial e no vasto mundo da cultura”. 

O Papa ressalta na mensagem que esse tema “pretende conjugar os itinerários de pesquisas expressos por autores latinos, clássicos e cristãos, com uma temática absolutamente central, não somente na experiência cristã, mas também humana. O tema da interioridade, do coração, da consciência e da autoconsciência está presente em toda cultura como também nas diferentes tradições religiosas e se repropõe com urgência e força em nosso tempo, muitas vezes caracterizado pela aparência, pela superficialidade, pela divisão entre coração e mente, interioridade e exterioridade, consciência e comportamentos. Os momentos de crise, de mudança, de transformação não somente das relações sociais, mas sobretudo da pessoa e sua identidade profunda, lembram inevitavelmente a reflexão sobre a interioridade e sobre a essência íntima do ser humano”. 

“O itinerário da vida cristã e da vida humana é sintetizado pelo dinamismo interior e depois exterior, que dá início ao caminho de conversão, de mudança profunda, coerente e não hipócrita, de desenvolvimento integral autêntico da pessoa.” A esse propósito o Papa cita a Parábola do Pai Misericordioso que teve compaixão de seu filho pródigo. 

Francisco recorda algumas figuras pertencentes ao mundo clássico greco-romano e ao mundo cristão, como os Padres da Igreja e os escritores latinos do primeiro milênio cristão que refletiram sobre esse dinamismo interior do ser humano, “propondo-nos vários textos que ainda hoje são profundos e atuais, e não devem cair no esquecimento”.

Citou as obras de Santo Agostinho como as “Confissões” e o “De vera religione”, em que o santo se interroga sobre que é a verdadeira harmonia e, resumindo tanto a sabedoria antiga quanto as palavras do Evangelho, afirma:“Não saia de si, volte para si mesmo; a verdade habita no homem interior e, se você achar que sua natureza é mutável, transcende a si”(39,72).

A reflexão de Santo Agostinho se torna um forte apelo no Comentário ao Evangelho de João (18,10): “Volte ao seu coração! Onde você quer ir longe de si? Indo longe, você vai se perder. Por que andar em estradas desertas?”. Renovando o convite, aponta a meta, a pátria do itinerário humano: “Volte ao coração; e lá examine aquilo que talvez você percebe de Deus, porque a imagem de Deus está lá; Cristo habita no interior do homem.”

Segundo o Papa Francisco, essas “afirmações sugestivas” são atuais sobretudo para os “jovens que, iniciando a grande aventura da vida, muitas vezes se envolvem nos labirintos da superficialidade, da banalidade, do sucesso exterior que esconde um vazio interior, da hipocrisia que camufla a divisão entre as aparências e o coração, entre o corpo bonito e cuidado, e a alma vazia e árida”.

Francisco fez um apelo aos acadêmicos, aos participantes da 22ª Sessão Solene Pública das Pontifícias Academias, aos que têm a tarefa do ensino e da transmissão da sabedoria dos Padres da Igreja, contida nos textos da cultura latina: “Saibam falar aos corações dos jovens, saibam valorizar a rica herança do patrimônio da tradição latina para educá-los no caminho da vida e acompanhá-los ao longo das estradas ricas de esperança e confiança, aproveitando a experiência e a sabedoria daqueles que tiveram a alegria e a coragem de ‘voltar a si mesmos’ para seguir a própria identidade e vocação humana”. [Na foto, o Papa num encontro com os jovens fora da Casa Santa Marta.]

Por Rádio Vaticano

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O latim ainda importa para a Igreja Católica? Aqui a resposta https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-latim-ainda-importa-para-a-igreja-catolica-aqui-a-resposta/ Thu, 27 Apr 2017 11:01:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45736 Parece que o latim, cuja existência remonta a várias centenas de anos antes de Cristo, é um objeto de estudo pouco provável para novas investigações, mas a Igreja respondeu abrindo um concurso onde  o requisito é o uso desta língua.

A Santa Sé indicou que neste ano o seu concurso de temática humanista, o Prêmio das Pontifícias Academias, será todo sobre o latim. O ganhador será escolhido pelo Papa Francisco e receberá mais de 21.400 dólares.

Por que a Igreja Católica se importa tanto em promover o latim? Por várias razões.

“No Vaticano, os documentos mais importantes emitidos pelo Papa e pela Santa Sé são escritos oficialmente em latim”, disse o secretário da Pontifícia Academia para o Latim, Pe. Roberto Spataro, em conversa com a CNA – agência em inglês do Grupo ACI.

A isto se acrescenta que a versão padrão da Bíblia, chamada a Vulgata, também está escrita em latim.

Além desta razão muito prática, disse o sacerdote, é através do latim que é possível estar em contato com o vasto patrimônio da Igreja ao longo dos séculos e “descobrir que esta mesma linguagem foi durante muito tempo o meio do diálogo entre fé e razão”.

O Prêmio 2017 das Pontifícias Academias é patrocinado pelo Pontifício Conselho para a Cultura e a Pontifícia Academia para o Latim, fundada pelo Papa Bento XVI em 2012 através do Motu proprio Latina Lingua.

Este Motu proprio assegura a importância do estudo e da preservação do latim, mas de modo único.

“O Papa Bento quis inspirar a Igreja universal para que não esqueça que o latim é a chave de um imenso tesouro de sabedoria e conhecimento”, disse Spataro.

Em 1962, João XXIII emitiu a Constituição Apostólica Veterum Sapientia, na qual “declarou solenemente” que o latim tem três características distintas que fazem desta antiga língua a “legítima língua para a Igreja Católica Romana”, disse Spataro.

Assim como a Igreja é por natureza “católica” ou “universal”, a língua latina também é internacional, não pertence a um país ou local; e como já não é uma língua viva, também é imutável.

Isto “torna-o perfeito para avaliações dogmáticas e litúrgicas, pois tal atividade intelectual requer uma linguagem lúcida que não causa ambiguidade na expressão. É bonito e elegante e a Igreja sempre é amante das artes e da cultura”, explicou o sacerdote.

Organizado anualmente pelo Pontifício Conselho para a Cultura, o Prêmio 2017 das Pontifícias Academias é construído em torno de dois temas: as propostas metodológicas para o ensino do latim contemporâneo e a recepção do latim cristão antigo entre as épocas medievais e modernas.

Por ACI Digital

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