Pontifícia Academia para a Vida - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Pontifícia Academia para a Vida - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Congresso no Vaticano: médicos, religiosos e leigos debaterão a eutanásia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/congresso-no-vaticano-medicos-religiosos-e-leigos-debaterao-a-eutanasia/ Fri, 17 Nov 2017 11:08:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49450 Ainda no final deste ano, a Holanda, que foi o primeiro país a legalizar a eutanásia, deverá ter oferecido meios de facilitar a morte de mais de 7.000 pessoas que estavam aos cuidados de seus… médicos.

Isso corresponde a um aumento de 67% a mais de mortes favorecidas, se fizermos uma comparação com os números de mortes provocadas há a cinco anos atrás.

Fala-se mais da eutanásia

Atualmente a eutanásia está legalizada em cinco países: Países Baixos, Bélgica, Colômbia, Luxemburgo e o Canadá.

Cada vez fala-se mais desse modo de pôr fim à vida de um paciente e, de acordo com Carlo Casalone, da Pontifícia Academia para a Vida, isto se deve aos avanços da medicina e a que se conhecem mais casos graças as diversas mídias.

É por isso que o Vaticano organiza um congresso que acontece entre hoje, 17, e amanhã, 18 de novembro, onde estão reunidos médicos e especialistas, religiosos e leigos.

Uma questão delicada…

Por exemplo, segundo a moral católica é necessário fazer a distinção entre a eutanásia e a interrupção de tratamento oferecido a doentes terminais.

Intervenção que provoca intencionalmente a morte

Para o padre Carlos Casalone, da Companhia de Jesus, que é médico cirurgião e teólogo, “o documento de 1980 da Congregação para a Doutrina da Fé, intitulado ‘Iura et bona’ eliminou o conceito de eutanásia ativa e passiva.

Chama-se eutanásia só a intervenção que provoca intencionalmente a morte. Caracteriza entre provocar a morte direta e intencionalmente. A eutanásia não é só um ato externo. Muito mais importante que isso é também a intenção”.

Não respeitar o preceito ‘não matarás’

Este documento, ‘Iura et Bona’, não considera tratar-se de eutanásia quando um enfermo terminal decide interromper um tratamento porque está agonizando. Neste caso ele não descontinua o tratamento com a intenção de morrer, mas para interromper uma cura que provoca dor sem obter resultados.

Casalone assegura que a resposta da Igreja diante desta situação será sempre a de recorrer aos cuidados paliativos. Mas o problema que surge é que nem todas as pessoas contam com os recursos econômicos ou sociais para receber estes cuidados paliativos:

“O primeiro elemento que devemos considerar é que os tratamentos paliativos avançaram muito e, portanto, existem modos de aliviar a dor e o sofrimento que são muito mais eficazes que no passado”.

“Acabar com a vida é um modo de não respeitar a o preceito ‘Não matarás’, que é um dos que estruturam nossa sociedade”.

Parentes e consequências

A propósito da eutanásia e as consequências delas nos parentes, existem estudos recentes segundo quais, 1 de cada 4 familiares de um paciente que morreu por aplicação da eutanásia desenvolvem casos de stress e desequilíbrios uma vez que se sentem culpados por ter deixado que o parente morresse.

Existem tantas perguntas e variáveis que é difícil discernir a nível ético, moral e espiritual, tanto para os médicos, quanto para os pacientes e familiares o que é certo e que é duvidoso.

A Pontifícia Academia para a Vida espera que a realização deste congresso ajude a resolver estas dúvidas.

Por Gaudium Press, com Rome Reports

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Papa discursa à Pontifícia Academia para a Vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-discursa-a-pontificia-academia-para-a-vida/ Thu, 05 Oct 2017 15:12:43 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-discursa-a-pontificia-academia-para-a-vida.html O Papa Francisco recebeu em audiência nesta quinta-feira, 5, os participantes da Assembleia Geral dos Membros da Pontifícia Academia para a Vida. O tema da Assembleia é “Acompanhar a vida. Novas responsabilidades na era tecnológica”.

Esse também foi o ponto de partida do discurso do Papa. Francisco afirmou que este é um tema desafiador, mas ao mesmo tempo necessário, pois o mesmo aborda o entrelaçamento de oportunidades e criticidades que interpela o humanismo planetário, em referência aos recentes desenvolvimentos tecnológicos das ciências da vida.

“O poder das biotecnologias, que permite manipulações da vida até ontem impensáveis, apresenta enormes problemas”, disse o Papa, ressaltando, portanto, a necessidade de intensificar o estudo sobre os efeitos de tal evolução da sociedade no sentido tecnológico, a fim de articular uma síntese antropológica que esteja à altura desde desafio do tempo atual.

Francisco fez algumas reflexões considerando, primeiramente, as perguntas, novas e antigas, sobre o sentido da vida, sobre sua origem e seu destino. “O traço emblemático desta passagem pode ser brevemente reconhecido na rápida disseminação de uma cultura obsessivamente centrada na soberania do homem”. Segundo o Papa, alguns falam até em “egolatria”, ou seja, verdadeira adoração do ego, em que a pessoa olha tanto para si a ponto de se tornar incapaz de olhar para os outros e para o mundo. “A difusão desta atitude tem sérias consequências para todas as suas afeições e laços da vida”, pontuou.

Uma teologia da Criação e da Redenção que saiba se traduzir em palavras e gestos do amor por cada vida e por toda a vida é hoje mais do que nunca necessária para acompanhar o caminho da Igreja no mundo atual, disse. O Papa acrescentou, nesse sentido, que a Encíclica Laudato si é como um manifesto dessa retomada do olhar de Deus e do homem sobre o mundo, a partir da grande narração de revelação que é oferecida nos primeiros capítulos do Livro do Gênesis.

Aliança entre homem e mulher

Não faltou no discurso do Papa uma menção à aliança entre homem e mulher. Ele disse que essa aliança é chamada a tomar em suas mãos a direção de toda a sociedade, um convite à responsabilidade pelo mundo, na cultura, política, trabalho, economia e também na Igreja.

“Não se trata apenas de oportunidades iguais ou de reconhecimento recíproco. Trata-se, sobretudo, de compreensão dos homens e das mulheres sobre o significado da vida e sobre o caminho dos povos. O homem e a mulher são chamados não apenas a falar-se de amor, mas a falar-se com amor, do que eles devem fazer para que a convivência humana se realize na luz do amor de Deus por cada criatura”.

Francisco destacou que não é correta a hipótese recentemente avançada de reabrir o caminho para a dignidade da pessoa neutralizando radicalmente a diferença sexual e, portanto, a compreensão do homem e da mulher. “Em vez de contrastar as interpretações negativas da diferença sexual, que mortificam seu valor irredutível para a dignidade humana, se deseja cancelar o fato de tal diferença, propondo técnicas e práticas que a tornam irrelevante para o desenvolvimento da pessoa e para as relações humanas”.

Nesse sentido, o Papa explicou que a utopia do “neutro” remove seja a dignidade humana da constituição sexualmente diferente, seja a qualidade pessoal da transmissão generativa da vida. “A manipulação biológica e psíquica da diferença sexual, que a tecnologia biomédica permite vislumbrar como totalmente disponível à escolha da liberdade – enquanto não o é! – corre o risco assim de desmontar a fonte de energia que alimenta a aliança do homem e da mulher e a torna criativa e fecunda”.

O último ponto de reflexão do Papa em seu discurso foi sobre o acompanhamento e o cuidado da vida ao longo de toda a sua história individual e social, o que exige a reabilitação de um “ethos” da compaixão ou da ternura pela geração e regeneração do humano na sua diferença.

“Trata-se, antes de tudo, de reencontrar sensibilidade pelas diversas idades da vida, especialmente pelas das crianças e dos idosos. Tudo aquilo que neles é delicado e frágil, vulnerável e corruptível, não é uma questão que deve se referir apenas à medicina e o bem-estar. Estão em jogo partes da alma e da sensibilidade humana que pedem para ser ouvidas e reconhecidas, preservadas e apreciadas, por cada indivíduo e pela comunidade. Uma sociedade na qual tudo isso só pode ser comprado e vendido, burocraticamente regulado e tecnicamente predisposto, é uma sociedade que já perdeu o sentido da vida”, afirmou.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Dom Paglia: missão da PAV é colocar-se a serviço da vida humana https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-paglia-missao-da-pav-e-colocar-se-a-servico-da-vida-humana/ Wed, 04 Oct 2017 07:48:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48824 A Pontifícia Academia para a Vida (PAV) tem “uma nova estruturação”, e a sua “Carta Magna” será o discurso que o Papa Francisco pronunciará amanhã, 5 de outubro, primeiro dia da assembleia do Organismo pontifício após sua reorganização, programada no Vaticano com o tema “Acompanhar a vida. Novas responsabilidades na era tecnológica”.

Foi o que anunciou o presidente da PAV, Dom Vincenzo Paglia, durante a coletiva de imprensa de apresentação da assembleia geral do organismo vaticano, feita na segunda-feira (02/10) na Sala de Imprensa da Santa Sé.

A renovação querida pelo Papa Francisco com a publicação, no ano passado, do último Estatuto, tem sido realizada até então mediante a nomeação dos novos acadêmicos, provenientes de 37 países: 4 membros honorários e 45 membros ordinários, 87 membros correspondentes e (uma das novidades previstas pelo novo Estatuto) 13 jovens pesquisadores.

Colocar-se a serviço da vida humana em todas as suas fases

“A tarefa específica da Academia é colocar-se a serviço da vida humana em todas as suas fases, ao mesmo tempo, ampliando os temas enfrentados e as competências envolvidas”, recordou o arcebispo.

“A situação atual, como claramente indicada pela Carta encíclica Laudato si, exige de nós uma reflexão sobre a vida humana que leve em consideração as novas tecnologias que têm um impacto neste campo e os múltiplos fatores incidem na  transformação dos contextos sociais”, acrescentou.

Significado da vida para além do que afirmam as ciências naturais

“É cada vez mais preciso evidenciar o significado da vida humana, que não pode ser reduzido somente àquilo que nos dizem as ciências naturais”, afirmou Dom Paglia a propósito do necessário alargamento do contexto de “vida”, que “vai bem além da bioética” e se torna necessário também após a criação, por vontade do Papa Francisco, do novo Dicastério para os Leigos, a família e a vida”.

“As graves questões com as quais o mundo se confronta interpelam nossa fé”, prosseguiu o arcebispo, explicando que “o Papa pediu à Academia que se fizesse lugar de diálogo e de debate, recorrendo ao rico patrimônio da tradição evangélica e envolvendo – nesse apoio total à vida humana – aliados em toda cultura e tradição humana e religiosa”.

Perigosa pretensão da tecnologia de tornar-se nova religião

A assembleia geral é a primeira grande ocasião de colocar-se à obra segundo essa perspectiva:

“Durante o workshop público e o debate interno entre os acadêmicos será abordada a delicada ligação entre o acompanhamento nas várias idades da vida e o papel desempenhado pela tecnologia, com as imensas possibilidades que ela oferece e, ao mesmo tempo, a perigosa pretensão desta de tornar-se nova religião em que sacrificar todo e qualquer outro valor.

Conjugar rigor científico, sabedoria humana e paixão pela verdade

“A Pontifícia Academia para a Vida tem a ambição de abordar esses temas conjugando rigor científico e sabedoria humana, paixão pela verdade e cotejamento entre as várias competências e visões do mundo”, explicou ainda o Arcebispo Paglia.

Por Rádio Vaticano

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Pontifícia Academia para a Vida: sempre contra qualquer prática abortiva https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pontificia-academia-para-a-vida-sempre-contra-qualquer-pratica-abortiva/ Wed, 21 Jun 2017 09:11:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46905 O presidente da Pontifícia Academia para a Vida (PAV) no Vaticano, o Arcebispo italiano Vincenzo Paglia, recordou que esta instituição tem como fim primordial defender a vida desde a concepção até a morte natural e, portanto, é contrária a qualquer prática abortiva.

Em declarações ao ‘Vatican Insider’, o Prelado fez esta precisão depois da nomeação, como novo integrante da PAV, do teólogo moralista inglês Nigel Biggar, que no ano de 2012 publicou o artigo “Por que a religião merece um lugar na medicina secular”, no qual assinalou que “não é certo que todos os abortos sejam equivalentes ao assassinato”.

Em maio de 2013, em entrevista a David Edmund da BBC, Biggar disse: “Não acredito que o infanticídio deva ser permitido, mas sim o aborto até certo ponto”.

Ao ser perguntado sobre o limite para a prática do aborto, o professo de teologia moral em Oxford assinalou: “Acredito que até 18 semanas após a concepção. Por que até a 18ª semana? Simplesmente porque nesse momento a atividade cerebral se faz evidente e, portanto, ali começa a consciência”.

Sobre a escolha de Biggar, Dom Vincenzo Paglia explicou que sua candidatura foi “avançada diretamente pelo primaz da Igreja Anglicana, o arcebispo da Cantuária, Justin Welby, a quem se pediu nos últimos meses que assinalasse um representante seu”.

A posição de Biggar, disse o Arcebispo, “não é nem minha posição pessoal nem a da Academia. Mas, devo acrescentar que Biggar, a quem contatamos de novo nesses dias, não só não publicou nada sobre o tema do aborto – sua especialização é de fato sobre temas do fim da vida, no qual tem uma posição absolutamente coincidente com a católica –, mas que assegurou inclusive que não tem intenção de entrar no futuro no debate sobre este tema”.

Dom Paglia precisou que não conhecia a frase de Biggar de alguns anos atrás, “mas gostaria de repetir que Biggar não escreveu nada sobre o tema do aborto”.

O Prelado explicou que a rejeição ao aborto continua imutável: “Seria uma loucura só pensar em uma mudança. A Pontifícia Academia para a Vida recorda o novo estatuto assinado pelo Papa Francisco, tem como fim ‘a defesa e a promoção do valor da vida humana e da dignidade da pessoa’ através do estudo, da formação e da informação’”.

“Nós, portanto, estamos a serviço e em defesa da vida desde o primeiro instante de sua concepção até o último suspiro. Nada nem ninguém fará mudar esta clara orientação. Em todo caso, iremos onde for para convencer o maior número possível”.

“Nesse sentido – continuou – também a Academia é chamada ‘a sair’. Obviamente, sem diminuir em nada a preciosa herança que possui. Estaremos sempre, quero repetir mais uma vez, contra qualquer prática abortiva. E queremos envolver sempre mais pessoas nesta batalha”, prosseguiu o Arcebispo.

Sobre os 45 nomeados para a PAV no último dia 13 de junho, Dom Paglia disse que são todos “excelentes cientistas que provêm de 25 países do mundo e que representam, no maior grau possível, as diferentes disciplinas que hoje devem convergir para criar uma cultura da vida que responsa aos grandes desafios de um mundo globalizado, hiper-tecnológico e marcado por insustentáveis desigualdades”.

O presidente da PAV explicou também que daqui a algumas semanas serão divulgados os demais membros desta instituição e que, assim, já poderão começar seus trabalhos, entre os quais destacam a assembleia plenária que acontecerá de 5 a 7 de outubro em Roma, sobre o tema “Acompanhar a vida. Novas responsabilidade na era tecnológica”.

Por ACI Digital

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Padre brasileiro é nomeado pelo Papa membro da Academia para a Vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/padre-brasileiro-e-nomeado-pelo-papa-membro-da-academia-para-a-vida/ Tue, 13 Jun 2017 14:33:38 +0000 http://teste.toqueto.com/padre-brasileiro-e-nomeado-pelo-papa-membro-da-academia-para-a-vida.html O padre Aníbal Gil Lopes foi nomeado nesta terça-feira, 13, pelo Papa Francisco, membro da Pontifícia Academia para a Vida. Ele é professor de Fisiologia no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O sacerdote nasceu em 18 de julho de 1948, em Araraquara, São Paulo. Sua formação se deu na Universidade de São Paulo (USP), onde obteve o grau de Médico (1973), Doutor em Fisiologia de Órgãos e Sistemas (1976) e Livre Docente na mesma área (1988). Entre 1981 e 1984, realizou o Pós-doutorado na Yale University, CT, USA. Foi Professor Visitante na The Johns Hopkins University, MD, USA, e no Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas, Caracas, Venezuela.

Trajetória profissional

Iniciou sua carreira na Universidade de São Paulo em 1978, onde se tornou Professor Associado em 1988. Entre 1993 e 2014 foi Professor Titular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Na USP, foi coordenador do programa de pós-graduação em Fisiologia e presidente da comissão de pós-graduação do Instituto de Ciências Biomédicas. Na UFRJ, foi diretor do Instituto de Ciências Biomédicas e pró-reitor de Ensino de Graduação. Atualmente, é professor titular e coordenador do curso de Medicina da Unicastelo (Campus de Fernandópolis, SP).

Sua contribuição à ciência se reflete no grande número de citações de seus trabalhos na literatura especializada internacional. Até o momento, publicou 95 artigos completos em periódicos especializados; 12 capítulos em livros nacionais e estrangeiros; mais de 200 trabalhos apresentados em anais de congressos científicos nacionais e internacionais.

Membro da Academia Nacional de Medicina, Academia de Ciências Latino Americana, Pontifícia Academia Para a Vida (Vaticano), Academia Brasileira de Ciências, Academia Fides et Ratio, Academia Europeia de Ciências Letras e Artes (Paris), Academia Brasileira de Educação, Academia das Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação, Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro e da Academia Brasileira de Medicina Militar.

Instituída por João Paulo II em 1994, a Pontifícia Academia para a Vida estuda problemas relativos à promoção e defesa do valor da vida humana e da dignidade da pessoa; informa responsáveis da Igreja, instituições científicas e organizações e forma para a cultura da vida, em respeito pelo Magistério da Igreja.

Composição da Academia

A Academia tem um máximo de 70 membros nomeados pelo Papa com base no profissionalismo e competência dos indicados e sem alguma discriminação religiosa ou nacional.

Atua em constante sintonia com o Dicastério para Leigos, Família e Vida e o atual Presidente é o arcebispo italiano Vincenzo Paglia.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Dom Paglia: "Amoris laetitia" acolhida pelos fiéis com entusiasmo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-paglia-amoris-laetitia-acolhida-pelos-fieis-com-entusiasmo/ Wed, 19 Apr 2017 07:55:21 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45546 A Amoris laetitia, Exortação apostólica do Papa Francisco sobre o amor na família, está completando um ano de publicação. Embora o documento magisterial traga a data 19 de março de 2016 – solenidade de São José –, o texto foi publicado no dia 8 de abril sucessivo. Em  muitas Igrejas locais foram promovidas iniciativas para refletir sobre o texto e permitir uma aplicação concreta do mesmo. A Rádio Vaticano ouviu o presidente da Pontifícia Academia para a Vida e grão-chanceler do Instituto João Paulo II para estudos sobre matrimônio e família, Dom Vincenzo Paglia, para uma avaliação sobre o acolhimento que o documento recebeu:

Dom Vincenzo Paglia:- “Há uma grandíssima recepção por parte do povo de Deus, em todos os lugares no mundo. É um texto que tem sido acolhido com entusiasmo, no qual as pessoas veem grande simpatia pelas famílias, é também um texto de grande esperança. Passado um ano, os frutos são notáveis, mas obviamente a complexidade das situações exigirá ainda aplicações mais ligadas aos vários contextos culturais. É preciso, por exemplo – é algo que observo de certo modo em todo lugar –, repensar de maneira bastante profunda a preparação para o matrimônio e, mais ainda – e aí estamos realmente muito atrasados –, o acompanhamento dos jovens casais nos primeiros anos de sua experiência matrimonial e familiar.”

RV: Há elementos-chave deste texto que a seu ver ficaram em segundo plano em relação ao debate sobre o discernimento nas situações irregulares?

Dom Vincenzo Paglia:- “Sim, sem dúvida alguma. A ‘Amoris laetitia’ requer uma mudança de estilo e de concepção da própria Igreja local. A Igreja, ela mesma, deve tornar-se familiar, deve apurar o olhar materno se quiser compreender, acompanhar, discernir e integrar as famílias. E aí há muito ainda a ser feito. Encontramo-nos diante de famílias – em geral – pouco eclesiais e de comunidades paroquiais – em geral – pouco familiares. É preciso reencontrar uma espécie de nova aliança. A Igreja da ‘Amoris laetitia’ é uma Igreja que deve redescobrir o amor na sua profundidade. Uma parte que comumente é pouco revisitada, mas é – penso –, o pilar de toda a Exortação apostólica, é o capítulo 4º, onde o amor não ressoa com cordas românticas – ‘uma choupana, dois corações’ – mas o amor, como o Papa o descreve, é um amor que constrói, que edifica, que é paciente, que perdoa, que suporta, que desculpa e que espera mesmo contra toda esperança. Eis o motivo porque é um amor robusto e não um amor ligado unicamente aos sentimentos – que é um dos grandes equívocos da cultura contemporânea.”

RV: O que o senhor responde a quem ressalta as dúvidas pastorais suscitadas pelo capítulo 8º da ‘Amoris laetitia’?

Dom Vincenzo Paglia:- “Não há nenhuma dúvida sobre a doutrina. Há um amplo espaço dado novamente à pastoral. É claro, isso requer pastores que voltem a ser pastores, ou seja, que saibam – justamente – discernir, que saibam acompanhar, que saibam ouvir e que saibam pouco a pouco integrar os fiéis – inclusive os mais problemáticos – com a paciência e a pedagogia de Deus à incorporação a Jesus, a seu Corpo. E reitero que o primeiro encontro com o Corpo de Cristo, neste caso das famílias feridas, problemáticas, se dá tocando a comunidade cristã, participando da sua vida e é daí que depois se toma um novo caminho de crescimento e de conversão. E aí há uma responsabilidade enorme. Poderia dizer: os padres devem ser padres, devem ser pais espirituais e alguns leigos também devem ser pais espirituais. É preciso ajudar aqueles que têm dificuldade de levantar-se e de caminhar com o auxílio da graça de Deus.”

RV: Nesse sentido entende-se também qual é a mensagem da ‘Amoris laetitia’ em chave de ressurreição pascal…

Dom Vincenzo Paglia:- “A ressurreição é um dinamismo de integração ao Cristo ressuscitado que ajuda a curar as feridas, a robustecer nosso coração e o nosso espírito para ir ao encontro de quem mais precisa. Em suma, a ressurreição é a vitória sobre todo pecado, sobre todo mal. Nesse sentido, a mensagem de Cristo ressuscitado é o anúncio alegre mais veemente que todas as famílias do mundo devem ouvir. E cabe a todos nós cristãos – pastores, leigos, religiosos, sacerdotes e quem quer que seja – colocar a centelha da ressurreição em todas as situações: Jesus veio para salvar, não para condenar.”

Por Rádio Vaticano

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