Pontifícia Academia das Ciências - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Pontifícia Academia das Ciências - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 No Vaticano, Simpósio debate acesso à internet como direito de todos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/no-vaticano-simposio-debate-acesso-a-internet-como-direito-de-todos/ Tue, 10 Oct 2017 13:26:25 +0000 http://teste.toqueto.com/no-vaticano-simposio-debate-acesso-a-internet-como-direito-de-todos.html A internet é atualmente o principal meio de capacitação para o aprendizado, divulgação de conhecimento, prestação de cuidados de saúde, meio ambiente e geração de empregos. No entanto, cerca de três bilhões de pessoas no mundo não tem acesso à rede.

Para refletir sobre o tema “conexão à Internet é um direito humano?”, estudiosos e especialistas de vários países reúnem-se no Vaticano, nesta terça-feira, 10, para um Simpósio organizado pela Pontifícia Academia das Ciências.

A análise parte do pressuposto que a conectividade é um direito gratuito: a sociedade deve acessá-lo.

Como as escolas públicas, as luzes das ruas, as estradas e as calçadas, é responsabilidade da sociedade civil gerenciar, manter, oferecer e subcontratar as partes envolvidas de uma maneira competitiva, inovadora e em um mercado livre. Do mesmo modo como os cuidados de saúde primários, a educação pública, o Estado de direito, as forças policiais e de defesa.

Segundo a Academia, “a educação, um caso especial e importante, é o caminho mais rápido para a dignidade e a liberdade. E não pode ser uma estrada com pedágio”.

Internet para todos

Segundo estudiosos, o custo para conectar os seres humanos em todo o mundo é inferior a 0,1% da despesa destinada atualmente às guerras. Uma dádiva para eliminar a ignorância, aliviar a pobreza, compartilhar conhecimentos básicos e trabalhar para a paz mundial, com um melhor entendimento recíproco.

Sobre o acesso à rede nas escolas, os estudiosos defendem que todos os alunos e professores têm o direito de se conectar. “Uma escola sem conectividade não é uma escola para o século 21”, enfatizam. E o mesmo se aplica para idosos e pobres, que são os mais excluídos dos recursos digitais.

Sobre a Academia

O trabalho da Pontifícia Academia das Ciências compreende seis grandes áreas: ciência fundamental, ciência e tecnologia de problemas globais; ciência para os problemas do mundo em desenvolvimento, política científica; bioética, epistemologia.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Pobreza e ambiente, as prioridades da Pontifícia Academia das Ciências https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pobreza-e-ambiente-as-prioridades-da-pontificia-academia-das-ciencias/ Wed, 28 Jun 2017 09:06:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47015 Contente e honrado com a nomeação. Este é o sentimento expresso pelo Professor Joachim von Braun, Professor Ordinário de Economia e Inovação Tecnológica e Diretor do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento da Universidade de Bom, na Alemanha, nomeado pelo Papa Francisco em 21 de junho como Presidente da Pontifícia Academia das Ciências.

Suas publicações tratam primordialmente sobre o desenvolvimento econômico internacional, a economia dos recursos naturais, a pobreza, a política agrícola, as políticas de inovações científica e tecnológica e o comércio internacional. É considerado como um dos principais especialistas quando se trata de fome, má-nutrição e políticas ligadas à sua resolução.

O Professo Joachim foi entrevistado pelo colega do Programa Alemão, Mario Galgano:

“A Academia foi instituída em 1936 pelo Papa Pio XI, como uma moderna Academia científica, não-confessional. Eu sou evangélico, assim como evangélico era também o meu predecessor, o suíço Werner Arber. Isto indica o quão independente e moderna é a abordagem do Vaticano em mérito à posição do Presidente da Pontifícia Academia das Ciências. Em nível internacional, no campo científico, a Pontifícia Academia tem o seu peso, os oitenta cientistas que a compõe são escolhidos com grande cuidado entre o círculo da comunidade científica internacional, muitos deles são vencedores do Prêmio Nobel. Trata-se de cientistas e filósofos de grande renome e é por isto que as tomadas de posição da Academia são acolhidas com grande atenção, quer pela comunidade científica, como pela sociedade no geral”.

RV: Que meta o senhor pretende perseguir na qualidade de Presidente da Pontifícia Academia das Ciências?

“Para a Academia é de importância fundamental o estudo sério e aprofundado de soluções aos graves problemas que atingem a humanidade hoje. No que diz respeito a mim, os âmbitos de maior relevância são, por um lado, pobreza, fome, desigualdade e injustiça, em como a ciência pode contribuir para resolver estes problemas. Por outro, a destruição de nosso ambiente e da natureza, dois aspectos que estão intimamente ligados. A Academia já tratou sobre isto de forma aprofundada e continuará a fazê-lo em maneira ainda mais consistente no futuro. A pobreza e o ambiente sustentável são pontos de força que, enquanto Presidente, gostaria de tratar, em colaboração com os colegas e as colegas da Pontifícia Academia das Ciências”.

Por Rádio Vaticano

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Brasileiros vão ao Vaticano para debate sobre direito à água https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/brasileiros-vao-ao-vaticano-para-debate-sobre-direito-a-agua/ Thu, 23 Feb 2017 13:04:14 +0000 http://teste.toqueto.com/brasileiros-vao-ao-vaticano-para-debate-sobre-direito-a-agua.html Começou na manhã desta quinta-feira, 23, no Vaticano, o encontro “O direito humano à água”, promovido pela Pontifícia Academia das Ciências e pela Rede Eclesial Pan-amazônica. O presidente da Rede, o cardeal brasileiro Claudio Hummes, abriu o evento e preside os trabalhos.

Participam do encontro cerca de 90 especialistas, dentre professores, membros de ONGs e representantes de governos. O primeiro painel no programa abordou a questão da “Educação para uma ecologia integral; o desafio do futuro”, com o pronunciamento do Rabino-chefe de Roma, Riccardo di Segni, que terminou citando Isaías: “Vós tirareis com alegria água das fontes da salvação”.

O debate prossegue inspirado em passagens da encíclica do Papa Francisco sobre meio ambiente, a Laudato si: o acesso à água potável e segura determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos. Seguem-se ainda a grave dívida social com os pobres que não têm acesso à água potável e o desperdício de água nos países que possuem grandes reservas.

Antes de ir ao Vaticano para o evento, Cardeal Hummes conversou com a equipe do CN Notícias. Confira a reportagem aqui.

Participação do Brasil

O Brasil está bem representado no Seminário: além do Cardeal Hummes, estão presentes Benedito Braga, secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do estado de São Paulo, Virgílio Viana, Superintendente geral da Fundação ‘Amazonas Sustentável’, e Ivo Poletto, fundador do Fórum Social Mudanças Climáticas, que em entrevista, afirma que a questão da água é um dos dramas que a Humanidade está vivendo.

“A água existe na natureza, mas está mal tratada. No nosso caso, no Brasil, está mal tratada em cada localidade e por outro lado também não se tem prestado atenção no que é que garante a água para todas as pessoas. Nós temos o cuidado, em cada bioma, e ao mesmo tempo, temos que nos dar conta que os biomas são relacionados entre eles e nos ajudam a garantir a água”.

“No caso do Brasil, para pegar dois exemplos: temos SP e toda a região Sudeste, chegando ao Nordeste, no bioma ‘Mata Atlântica’. Hoje, praticamente não existe a cobertura vegetal natural da Mata. Se nós pegarmos a região onde vivo, Brasília, o cerrado. Praticamente já não temos o cerrado por causa das iniciativas econômicas que foram implementadas. O que acontece? Um desequilíbrio enorme de águas, tanto no Sudeste como no Centro-oeste. Brasília, que é uma cidade de 57 anos, passa já pela primeira experiência de racionamento de água, uma coisa que nunca tinha acontecido. Isto se deve à diminuição de chuvas no período normal de chuvas, de outubro a abril. Já são dois anos que chove menos da metade”.

Sobre as causas desses problemas, Poletto fala da relação entre a falta de guardar a umidade mínima numa região que já é seca, como o Centro-oeste, e a relação com a Amazônia, de onde vem a umidade que permite a chuva intensa neste período, no Centro-oeste, assim como em SP, no Sudeste, e em boa parte da América do Sul.

“Neste sentido, nós temos que nos perguntar: ‘Por que a Amazônia está oferecendo menos umidade, menos água para as nossas regiões? Isto se deve ao desequilíbrio provocado pelo desmatamento na Amazônia que já e igual a três vezes o território do estado de São Paulo. É um desmatamento imenso, mesmo se em relação ao tamanho da Amazônia parece pouco, 20%. Isto gera um desequilíbrio na Amazônia e por isso, um desequilíbrio na relação com as outras regiões”.

“Temos que repensar, realmente, a nossa relação com a água e para isso, temos que perguntar à terra: ‘O que fizemos de errado até agora, na relação com a sua vida, para que tenhamos já dificuldade de água para beber e para outras utilidades?’.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Vaticano reúne especialistas em tráfico de órgãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vaticano-reune-especialistas-em-trafico-de-orgaos/ Tue, 31 Jan 2017 09:08:20 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44177 Prossegue o empenho da Pontifícia Academia das Ciências contra o tráfico de pessoas.

Na próxima semana, nos dias 7 e 8 de fevereiro, a Pontifícia promoverá em sua sede, no Vaticano, um Encontro sobre Tráfico de Órgãos e Turismo dos Transplantes.

Há três décadas, a problemática do tráfico de órgãos figura na agenda da Organização Mundial da Saúde (OMS): o tema foi tratado pela primeira vez em 1987.

O tráfico de órgãos viola os princípios de justiça, equidade e respeito da dignidade humana, pois engloba não só a venda de órgãos, mas também se tornou uma forma de escravidão que explora os trabalhadores em condição de servidão, populações migrantes, refugiados e menores.

Consciente deste drama – escreve a Pontifícia Academia – o Papa Francisco colocou como um dos objetivos do seu Pontificado erradicar esta nova forma de escravidão.

A finalidade do Encontro é dimensionar o amplo alcance desta problemática (com testemunhos diretos provenientes de países com serviços de transplantes em todo o mundo); redigir uma Declaração de intenções para ser divulgada em nível mundial; e desenvolver uma aliança para comprometer as autoridades que trabalham no campo da saúde para que se proíbam o tráfico de órgãos, declarando-o uma forma de escravidão humana.

Do Brasil, participam Dr. Mário Abbud-Filho, Diretor da Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto, SP; e o Dr. José Medina Pestana, Professor titular e Chefe do setor de transplante renal da Universidade Federal de São Paulo.

Por Rádio Vaticano

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