pontificado - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png pontificado - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Qual é a principal característica dos 5 anos de pontificado de Francisco? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/qual-e-a-principal-caracteristica-dos-5-anos-de-pontificado-de-francisco/ Wed, 14 Mar 2018 08:57:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51263 O Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, destacou a alegria como a principal característica dos cinco anos de pontificado do Papa Francisco.

O Purpurado, que destacou a rapidez com a quem se passou estes cinco anos, disse em uma entrevista a Vatican News: “O que mais me impressiona é que todos os documentos de Francisco, ou os mais importantes, como Evangelii Gaudium, Amoris Laetitia e Laudato Sì, evocam sempre a alegria”.

Portanto, “eu diria que a característica fundamental deste Pontificado é justamente a alegria que nasce do fato de saber-se amado pelo Senhor”.

“Assim surge outra diretriz do Pontificado de Francisco: a misericórdia; o amor pessoal e total que Deus tem por cada uma de suas criaturas e, por outro lado, a alegria de comunicar aos outros a Boa Nova do Evangelho”.

Assinalou que a alegria de anunciar o Evangelho “é uma alegria compartilhada” entre quem o anuncia e quem o recebe: “O fato de anunciar e levar aos outros o anúncio da salvação de Jesus se torna fonte de alegria para quem o recebe, mas também para quem a anuncia”.

Finalmente, “a terceira linha” do pontificado de Francisco “é a evangelização de uma Igreja em saída que deve levar o Evangelho a todas as criaturas”.

As críticas ao Pontificado

Na entrevista, o Secretário de Estado da Santa Sé também se referiu às críticas ao Pontificado. “Certamente, uma das características do Pontificado do Papa Francisco é essa dimensão de uma Igreja em saída, uma Igreja em movimento, como o convite urgente que o Papa fez desde o começo a não ficar parados, a não permanecer no princípio do ‘sempre foi feito assim’ para não dar nenhum passo à frente”.

“Possivelmente esse impulso, este dinamismo que o Papa imprimiu e quer imprimir na Igreja que desperta juízos diferentes, contrastantes e, por vezes, opostos. Em certo sentido, todos os Pontificados foram alvo de críticas”.

Em relação às críticas, o Cardeal as distinguiu entre as destrutivas e as construtivas. “Eu distinguiria entre aquelas que são críticas destrutivas, agressivas e realmente maldosas e aquelas que, pelo contrário, são críticas construtivas. Provavelmente existem modos diferentes de responder a esses dois tipos de críticas”.

Sobre as críticas agressivas e destrutivas, “devem ser aceitas ‘com a cruz’ e consideradas como parte da coroa de espinhos que todos devemos carregar, principalmente aqueles que têm responsabilidades na Igreja e, portanto, um papel público”.

Por outro lado, acredito que as críticas construtivas “devem ser levadas em conta porque podem ajudar, conduzir a um aperfeiçoamento do serviço. Acredito que as criticas construtivas nascem de uma atitude de amor e visam a construção da comunhão na Igreja”.

Por ACI Digital

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Cinco anos com o Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cinco-anos-com-o-papa-francisco/ Tue, 13 Mar 2018 14:34:33 +0000 http://teste.toqueto.com/cinco-anos-com-o-papa-francisco.html Cinco anos atrás, no dia 13 de março de 2013, era eleito Papa Francisco. Alguns dados para sintetizar esses anos de Pontificado: duas encíclicas (Lumen fidei, sobre a fé, que continua o que fora escrito por Bento XVI e Laudato si, sobre o cuidado da casa comum, preservar a Criação não é dever dos verdes, mas dos cristãos), duas Exortações apostólicas (Evangelii gaudium, texto programático do Pontificado para uma Igreja em saída, fortemente missionária, e Amoris laetitia sobre o amor na família), 23 Motu próprio (reforma da Cúria Romana, gestão e transparência econômica, reforma do processo de nulidade matrimonial, tradução de textos litúrgicos, com indicações para uma maior descentralização e mais poderes às Conferências Episcopais), dois Sínodos sobre a família, um Jubileu dedicado à Misericórdia, 22 viagens internacionais com mais de 30 países visitados e 17 visitas pastorais na Itália, 8 ciclos de catequese na audiência geral das quartas-feiras (Profissão de fé, Sacramentos, Dons do Espírito Santo, Igreja, família, misericórdia, esperança cristã, Santa Missa), quase 600 homilias sem texto nas Missas em Santa Marta, mais de 46 milhões de seguidores no Twitter e mais de 5 milhões no Instagram. Sem contar os inúmeros discursos, mensagens e cartas, e os milhões de homens, mulheres e crianças de todo o mundo, encontrados, abraçados, acariciados.

Uma igreja com as portas abertas

O primeiro Papa jesuíta, primeiro proveniente das Américas, primeiro com o nome do Pobrezinho de Assis, Francisco, 265º Sucessor de Pedro, deseja uma Igreja com as portas abertas que saiba anunciar a todos a alegria e a frescor do Evangelho. Uma igreja acolhedora, “onde há espaço para todos com sua vida fadigada”, não um dogma que controle a graça em vez de facilitá-la. Uma Igreja que corra o risco de ser “ acidentada, ferida e suja” para chegar e estar no meio do povo, em vez de uma Igreja doente pelo fechamento e o conforto de se apegar às suas próprias seguranças”. Pede para abandonar um estilo defensivo e negativo, de mera condenação, para propor a beleza da fé, que é encontrar Deus.

O Espírito Santo perturba

O convite de Francisco é um convite para deixar-se surpreender pelo Espírito Santo, o verdadeiro protagonista da Igreja, que continua a falar e a nos contar coisas novas. Uma das palavras fortes do Pontificado, Francisco a pronunciou em Istambul em novembro de 2014: o Espírito Santo “perturba”, porque “move, faz caminhar, empurra a Igreja a ir para frente”, enquanto é muito mais fácil e mais seguro” reclinar-se nas próprias posições estáticas e inalteradas”. É muito mais reconfortante acreditar que a verdade seja “possuir” um pacote de doutrinas, muito bem confeccionado, que possamos gerenciar bem, ao invés de pertencermos nós mesmos à Verdade: é o Espírito que nos guia à verdade toda inteira. O cristão ainda tem muito a aprender porque Deus revela-se cada vez mais. Tanto que Francisco pode dizer que ele tem muitas dúvidas: “em um sentido positivo” – explica – “são um sinal de que queremos conhecer melhor Jesus e o mistério de seu amor por nós”. “Essas dúvidas nos fazem crescer”. Também Pedro, diante dos pagãos pôde dizer: ““Estou compreendendo que Deus não faz discriminação entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que perten­ça” (Atos 10: 34-35). Cresce a inteligência da fé.

Papa de direita ou de esquerda?

Inicialmente, todos ou quase falavam bem de Francisco. Aos poucos as críticas chegaram. Uma boa notícia recordando as palavras de Jesus: “Ai de vocês quando todos falarão bem de vocês”. A direita acusa o Papa de ser comunista, porque ele ataca o atual sistema econômico liberal: “é injusto na raiz”, “esta economia mata”, prevalece a “lei do mais forte” que “come o mais fraco”. E fala demais sobre os migrantes e sobre os pobres: hoje “os excluídos não são só explorados, mas são resíduos, são restos”. A esquerda, acusa o Papa de estar parado em questões éticas: defende a vida, contra o aborto e a eutanásia: “não é ser progressista pretender resolver problemas eliminando uma vida humana”. Defende a família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher, condena a teoria do gênero, “erro da mente humana” e a ditadura do pensamento único e as colonizações ideológicas, também nas escolas, que correm o risco de se tornarem campos de reeducação. Ele adverte sobre questões da diminuição do direito à objeção de consciência. Ele observa a proliferação de direitos individuais, “individualistas”, diz, mas sem se preocupar com os deveres, e enquanto se fala de novos direitos – afirma – há pessoas que ainda passam fome.

Crítica interna

Aumentaram também as críticas dentro da Igreja. Há quem que até mesmo chama de herege o Papa, que diz que rompe com a Tradição secular da Igreja, que se irrita porque “bate” em quem está perto e acaricia quem está distante; há quem o contrapõe aos Papas precedentes. No entanto, Bento XVI já havia convidado a refletir sobre o discernimento para a Comunhão aos divorciados e recasados em certos casos especiais. João Paulo II já havia respondido a Dom Lefebvre, 40 anos atrás, explicando o verdadeiro significado da Tradição que “tem origem nos Apóstolos, progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”. De fato, “a compreensão, tanto das coisas quanto das palavras transmitidas, cresce (…) com a reflexão e o estudo dos crentes”. Mas é “acima de tudo contraditória” – afirmava São João Paulo II – “uma noção de Tradição que se opõe ao Magistério universal da Igreja, do qual é detentor o Bispo de Roma e o Corpo dos Bispos. Não se pode permanecer fiel à Tradição, rompendo o vínculo eclesial com o qual Cristo mesmo, na pessoa do apóstolo Pedro, confiou o ministério da unidade na sua Igreja”. “A autodestruição ou o fogo amigo – afirma o Papa Francisco – é o perigo mais sorrateiro. É o mal que ataca de dentro; e, como disse Cristo, todo reino dividido acaba em ruínas”. O Papa cita frequentemente o diabo: é Ele que tenta destruir a Igreja. A sua “é uma guerra suja” e “nós ingénuos estamos ao seu jogo”.

Canteiros abertos

Duas ações fortemente promovidas por Francisco estão ainda em andamento: a primeira é a reforma da Cúria, devido à complexidade da reorganização de uma instituição secular (“fazer reformas em Roma é como limpar a Esfinge do Egito com uma escova de dentes” disse o Papa, citando Dom De Mérode). Mas também os escândalos, como Vatileaks2, não detém Bergoglio. A segunda ação é a luta contra os abusos sexuais na Igreja. Alguns membros da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, criada por Francesco, renunciaram, denunciando resistências e atrasos. O Papa reitera a “tolerância zero” porque “não há lugar no ministério para aqueles que abusam de crianças”. E vai avante.

Diplomacia da paz

Francisco promove a cultura do encontro, em campo ecuménico, inter-religiosos, na frente social e política e no nível meramente humano. Ele se move em direção à unidade, mas sem cancelar as diferenças e as identidades. Importante o seu papel no desgelo entre os Estados Unidos e Cuba, assim como no processo de paz na Colômbia e na África Central. Ataca quem fabrica e vende armas. Ao mesmo tempo denuncia fortemente as perseguições dos cristãos, talvez hoje mais graves do que ontem, no “silêncio cúmplice de tantas potências” que podem detê-las. Lança apelos contra o tráfico de seres humanos, “uma nova forma de escravidão”.

Tempo de misericórdia, mas até um certo ponto

É incontestável que a palavra central deste pontificado seja “misericórdia”: é o sentido da Encarnação do Verbo. É uma palavra que escandaliza. Francisco percebe isso. Deus é excessivo no amor pelas suas criaturas. No entanto, há um limite: a corrupção. O corrupto é quem não sabe que é corrupto, que recusa a misericórdia divina. E Deus não se impõe. Existe um juízo final. É por isso que o Papa sempre propõe o capítulo 25 do Evangelho de Mateus: “Eu estava com fome e você me deu comer…”. No ocaso da vida, seremos julgados pelo amor.

Menos clericalismo na Igreja, mais espaço aos leigos, mulheres e jovens

Francisco se opõe ao clericalismo, porque o pastor deve “servir” e ter “o cheiro das ovelhas”. Ele afirma que os leigos devem descobrir cada vez mais sua identidade na Igreja: eles não devem permanecer à margem das decisões. Basta com os “bispos piloto”. Relança o papel das mulheres, mas olhando para o seu mistério, não à sua funcionalidade: não se trata de uma luta pelo poder ou de reivindicações impossíveis, como o sacerdócio. Trata-se de refletir sobre a hermenêutica da mulher porque – reitera – Maria é mais importante do que os Apóstolos. Convida os jovens a terem um maior protagonismo e a incomodarem os pastores com sua criatividade.

Evangelizadores com Espírito

O Papa pede a todos os cristãos que sejam “evangelizadores com Espírito” para “anunciar a novidade do Evangelho com audácia, em voz alta e em todos os momentos e lugares, também contracorrente”, tocando “a carne sofrida dos outros”, dando “razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam”. “Se eu consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor – afirma Francesco – isso já é suficiente para justificar o dom da minha vida”.

Por Vatican News

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Pe. Spadaro: este pontificado é mais de semeadura que de colheita https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pe-spadaro-este-pontificado-e-mais-de-semeadura-que-de-colheita/ Fri, 24 Mar 2017 09:03:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45089 “Devemos viver o presente, sem antecipar as surpresas de Deus que são imprevisíveis”: disse o diretor da revista “La Civiltà Cattólica”, Pe. Antonio Spadaro, falando esta quinta-feira (23/03) em Roma, na Pontifícia Universidade Lateranense, no Festival internacional da criatividade na gestão pastoral, evocando a importância do discernimento que “significa encontrar a vontade de Deus no presente”.

Segundo o diretor da prestigiosa revista jesuíta, “não se pode anunciar o Evangelho de maneira abstrata, mas nas dinâmicas históricas”. E é isso que o Papa Francisco exorta, convidando “os pastores a viver na vida das pessoas”.

“Também o Papa discerne a cada momento, se dá conta das dinâmicas que são vividas e muda consequentemente”, observou Pe. Spadaro. O papado de Francisco “se desenvolve nos processos históricos: inclusive a reforma da Cúria é um processo, e os processos para ser profundos requerem tempo”.

O pontificado de Francisco “é um pontificado mais de semeadura do que de colheita” e será julgado “mais pela semente” do que pelos frutos, precisou o religioso jesuíta.

Por Rádio Vaticano

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Periferias tornam-se centrais no Pontificado de Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/periferias-tornam-se-centrais-no-pontificado-de-francisco/ Wed, 22 Mar 2017 08:02:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45056 Domingo passado, 19 de março, teve início o quinto ano de Pontificado do Papa Francisco. Após um intenso 2016, vivido no signo da misericórdia, no próximo sábado, 25 de março, o Santo Padre fará uma visita pastoral a Milão, em 2 de abril a Carpi – ambas no norte da Itália –, em 27 de maio irá Gênova – noroeste da Península.

No âmbito das próximas viagens apostólicas internacionais, em abril irá ao Egito, em maio a Portugal e em setembro à Colômbia. Trata-se de um Pontificado que se perfaz no signo da misericórdia e da atenção aos últimos, passando pelas periferias do mundo.

A propósito, a Rádio Vaticano entrevistou o bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, que é também administrador apostólico da Abadia de Santa Maria de Grottaferrata e secretário do grupo dos 9 cardeais, o C9, formado por Francisco para estudar o projeto de reforma da Cúria Romana:

Dom Marcello Semeraro:- “O tema da periferia o encontramos desde o início na linguagem do Papa Bergoglio, mesmo antes, nas homilias feita em Buenos Aires. O Papa tem muito a peito uma Igreja que sai de si mesma rumo às periferias. Aliás, o Evangelho teve início numa periferia, a Palestina era um canto periférico do grande Império Romano. Portanto, a periferia tem também um valor teológico, além do geográfico e, depois, também antropológico, obviamente, porque o Papa fala de “periferias existenciais”. Diria, então, que não podemos perder de vista o fato de o Evangelho ser periférico, porque parte propriamente de uma periferia. Temos várias periferias, como as periferias da alma: a ausência de luz, a ausência de amizade, a solidão, a angústia e outros medos. Depois, as periferias da existência: temos em nossas mãos a Exortação Amoris laetitia, aí temos as famílias feridas, as relações interrompidas. Ademais, tantas outras situações de dor, as periferias sociais, onde há pessoas que não contam nada e onde as decisões são tomadas em outros lugares.”

RV: O magistério do Papa se caracteriza também por seus gestos de comunicação humana…

Dom Marcello Semeraro:- “Não nos esqueçamos que de certo modo todos os Papas, ao menos aqueles dos quais me recordo, realizaram gestos que tocaram profundamente o nosso ânimo. Mas, em particular, recordaria alguns de Francisco. O gesto com o qual o Papa curvou-se na noite na qual se apresentou no balcão central da Basílica de São Pedro, antes de abençoar, pedindo a oração dos fiéis. E esse gesto do Papa que pede para ser abençoado e que toda vez pede sempre para que rezem por ele, é um gesto de grande simplicidade e humildade. Penso também em suas viagens, que quis começar em lugares de periferia. Penso também no simples fato de morar na Casa Santa Marta. Mediante gestos ordinários da vida, o Papa mostra, sobretudo, ser, ele mesmo, um homem como nós.”

RV: Uma das chaves do Pontificado é a presença da misericórdia na vida cotidiana e na relação com Deus…

Dom Marcello Semeraro:- “Celebramos um Ano inteiro sobre o tema da misericórdia e a misericórdia está no coração do Evangelho. A misericórdia é atrativa, tem força interior porque é o coração do Evangelho, o pilar do Evangelho.”

RV: Os valores da Doutrina social da Igreja mudaram no modo de ser comunicados e defendidos?

Dom Marcello Semeraro:- “Penso que não. Temos uma Encíclica do Papa Francisco que retomou, diria, levou adiante, instâncias que já estavam na Caritas in veritate de Bento XVI. Na Laudato si vemos um alargamento desses valores sociais. É claro, todavia, que o Papa nos recorda que não é desses valores que parte o anúncio do Evangelho, o Evangelho parte do encontro com Cristo.” É daí que depois, consequentemente, vem tudo, como o compromisso público, na Igreja, e todos os outros valores irrenunciáveis que dizem respeito à vida, dignidade do homem, à consciência e liberdade do homem. Mas têm um sentido porque brotam do Evangelho.”

RV: Podemos dizer que os cristãos vivem com Francisco um espécie de novo Concílio?

Dom Marcello Semeraro:- “Diria que sim. A grande herança que o Concílio nos deixou foi a de viver de modo ‘conciliar’. Hoje, usamos muito a palavra “sinodalidade”. Também esta, a meu ver, não significa comprometer-nos a fazer Concílios e Sínodos, mas viver de modo “sinodal’ significa encontrar-nos, começando por escutar-nos reciprocamente. Se falarmos sem antes empenhar-nos na escuta, se falarmos sem ouvir, corremos o risco de dizer palavras inúteis.”

Por Rádio Varticano

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Papa celebrou quatro anos do início solene de seu Pontificado https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-celebrou-quatro-anos-do-inicio-solene-de-seu-pontificado/ Mon, 20 Mar 2017 09:12:38 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45001 Neste domingo, 19, o Papa Francisco comemorou quatro anos do início solene de seu Pontificado. De fato, em 19 de março de 2013, o novo Papa tomou posse como 266º Papa da Igreja Católica.

É o primeiro Papa nascido no Novo Mundo, o primeiro latino-americano, o primeiro pontífice do hemisfério sul, o primeiro Pontífice a utilizar o nome de Francisco, o primeiro Pontífice não europeu em mais de 1200 anos e também o primeiro Papa jesuíta da história.

Para a alegria de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, Francisco passou de papamóvel entre os fiéis, antes da celebração Eucarística de início de seu ministério petrino. O Santo Padre chegou a descer do papamóvel para cumprimentar alguns fiéis.

Antes da Santa Missa, o Pontífice desceu à cripta vaticana para um momento de oração diante do túmulo do Apóstolo Pedro.

Na celebração da Santa Missa de inauguração do seu Pontificado, no dia São José, Esposo da Virgem Maria, Francisco afirmou: “O verdadeiro poder é o serviço”.

Francisco iniciou sua homilia dirigindo uma saudação especial ao Papa emérito Bento XVI, pelo dia do seu onomástico, na Solenidade de São José: “Acompanhemo-lo com a oração, estima e gratidão”, disse.

Ainda na sua homilia, após ter citado as passagens evangélicas sobre a figura de São José, Padroeiro da Igreja Universal, o Santo Padre explicou o significado do ministério do Bispo de Roma: “Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço; o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais no prisma daquele serviço que tem seu vértice luminoso na Cruz de Jesus”.

Enfim, simplicidade, sobriedade, simpatia, solidariedade, serviço, sabedoria estiveram ao centro da celebração da Missa inaugural. Ao término da celebração, o Pontífice postou em seu twitter: “Mantenhamos Cristo na nossa vida; cuidemos uns dos outros e defendamos a criação com amor!

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Cardeal Parolin: 4 anos com Francisco, o Papa da "reforma do coração" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-parolin-4-anos-com-francisco-o-papa-da-reforma-do-coracao/ Tue, 14 Mar 2017 09:13:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44839 Celebrou-se ontem (13/3) o quarto aniversário da eleição do Papa Francisco. Quatro anos vividos com intensidade pelo Pastor que veio de longe e que está realizando uma obra profunda de renovação da Igreja.

Este quarto ano foi denso de momentos e documentos do magistério. Foi o ano da Exortação Apostólica Amoris Laetitia e do abraço histórico com o Patriarca Kirill em Cuba, o ano da JMJ de Cracóvia, e da visita ao campo de concentração de Auschwitz, da canonização de Madre Teresa de Calcutá e da viagem ecumênica a Lund, na Suécia, pelos 500 anos da Reforma Protestante.

A misericórdia uniu estes pontos e teve o seu ápice com a celebração do Jubileu Extraordinário, concluído em dezembro passado. 

Para uma reflexão sobre os temas fortes destes primeiros quatro ano de pontificado e sobre o horizonte que o Papa Francisco está abrindo na vida da Igreja, o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, concedeu uma entrevista à Rádio Vaticano – Secretaria para a Comunicação.
 
Parolin: “No dia 13 de março de 2013, eu não estava em Roma, estava ainda em Caracas, como Núncio Apostólico na Venezuela.  Recebemos a notícia lá ao meio-dia. O primeiro sentimento foi de surpresa por este nome, pela eleição do Cardeal Bergoglio de quem ouvi falar, mas não se previa naquele momento que seria o novo Papa, pelo menos a imprensa não o apresentava entre os papáveis.  Portanto, uma grande surpresa e uma surpresa também em relação ao nome. O nome Francisco não constava na série dos Papas e prefigurava quais seriam as características do novo Pontífice. Tocou-me o seu discurso feito com muita simplicidade, muita paz e serenidade. Esta confiança recíproca, o fato que ele tenha se confiado ao povo, pedindo-lhe orações para que Deus o abençoasse, “o povo santo de Deus”, como ama dizer o Papa Francisco. Portanto, o confiar-se do pastor ao povo, do povo ao pastor e todos juntos a Deus. Dali saiu esta imagem de Igreja que é um caminhar juntos, pastor e povo, com confiança e confiando-se todos à oração, graça e misericórdia do Senhor.” 

O Santo Padre desde o inicio acentuou a necessidade de ser uma “Igreja em saída”, Igreja a caminho.  Está afirmando em vários níveis da Igreja este estilo sinodal, esta visão que o Papa quer tanto? 

Parolin: “Evidentemente, é um caminho longo, um caminho progressivo, um caminho que teve o seu início com o Concílio Vaticano II e que o Papa Francisco quer continuar sua aplicação na vida da Igreja. Parece-me importante esta Igreja a caminho, esta Igreja que se abre: uma Igreja que se abre sobretudo ao Senhor, uma Igreja em saída em direção ao seu Senhor, rumo a Jesus Cristo. Próprio porque a Igreja é em saída rumo a Jesus Cristo consegue também acompanhar as pessoas, encontrar as pessoas, acompanhar as pessoas em sua realidade cotidiana. Isso me parece muito importante e acredito que este caminho deve ser feito juntos. Eis a sinodalidade! A Igreja a caminho deve ser feita juntos, sob a guia do Espírito Santo. Portanto, uma Igreja reunida pelo Espírito onde cada um está atento à voz do Espírito e onde cada um coloca em comum também os dons que o Espírito Santo lhes dá para a realização desta missão.“

O Papa Francisco está realizando uma reforma profunda da Cúria Romana. Muitas vezes sublinha que todos precisamos de uma reforma, também muito importante, “a reforma do coração”. Na Evangelii gaudium invoca uma reforma da Igreja em saída missionária. Porque este processo de reforma é tão importante para este pontífice em vários âmbitos?

Parolin: “Na história, o Concílio depois retomou, a Igreja semper reformanda! É uma dimensão fundamental da Igreja a de estar em processo de reforma, de ‘conversão’, para usar o termo evangélico. É justo que seja assim. É necessário que seja assim. O Papa recorda isso com insistência para que a Igreja se torne cada vez mais si mesma, se torne cada vez mais autêntica, tire as crostas que se acumularam no caminho da história e resplandeça realmente com a transparência do Evangelho. Este é fundamentalmente o sentido da reforma. É por isso que o Papa insiste na ‘reforma do coração’! No âmbito da Cúria Romana houve várias decisões. O Papa recordou no último discurso à Cúria Romana que estas reformas estão causando transformações, uma renovação. Porém, tudo parte do coração, tudo parte de dentro. E o Papa insiste nisso. É importante, como ele mesmo diz, insistindo na reforma do coração: “não são os critérios funcionais que devem guiar esta reforma, mas os critérios de um retorno autêntico a Deus e uma manifestação autêntica da natureza verdadeira da Igreja.”

Por Rádio Vaticano

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Presidente da CNBB fala sobre os 4 anos do pontificado do Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/presidente-da-cnbb-fala-sobre-os-4-anos-do-pontificado-do-papa-francisco/ Mon, 13 Mar 2017 16:26:51 +0000 http://teste.toqueto.com/presidente-da-cnbb-fala-sobre-os-4-anos-do-pontificado-do-papa-francisco.html Nesta segunda, 13 de março, completam-se 4 anos que o mundo conheceu o 265º sucessor do Apóstolo Pedro na Igreja Católica. O cardeal argentino Mario Jorge Bergolio foi apresentado ao mundo como papa Francisco e trouxe para o balcão da Basílica de São Pedro, no momento de sua apresentação, o cardeal brasileiro, arcebispo emérito de São Paulo, dom Claudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da CNBB.

Os 4 anos do pontificado do Papa serão lembrados em programa especial da Globonews que será apresentado nesta quarta-feira, 15 de março, as 23 horas no canal de notícias da Globosat. Dom Sergio da Rocha, cardeal arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, vai participar do programa mediante entrevista concedida ao jornalista Gerson Camarotti.

A primeira das notícias em destaque para o quinto ano de pontificado do Papa Francisco será uma nova viagem apostólica anunciada pelo Vaticano. O Papa Francisco viajará à Colômbia, de 6 a 11 de setembro, onde visitará Bogotá, Villavicencio, Medellín e Cartagena.

Por CNBB

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Cardeal Tempesta: Quatro anos com o Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/cardeal-tempesta-quatro-anos-com-o-papa-francisco/ Mon, 13 Mar 2017 13:43:59 +0000 http://teste.toqueto.com/cardeal-tempesta-quatro-anos-com-o-papa-francisco.html O mês de março nos traz as comemorações da eleição e início do Pontificado do Papa Francisco. Na semana passada, pudemos assistir em nosso Auditório do Edifício João Paulo II ao lançamento do filme sobre sua vida: “Papa Francisco, Conquistando Corações”. Um filme hispano-argentino que está iniciando sua exibição no Brasil nesta semana. Além de uma série televisiva, também os jornais e revistas se interessam por esses momentos e, por isso, nesses próximos dias 13 e 19 farão suas reportagens e artigos sobre o fenômeno “Papa Francisco” que, além de chefe da Igreja Católica, tornou-se o grande líder mundial do momento.

Somos convidados a refletir um pouco mais detidamente a respeito dos quatro anos de pontificado do Papa Francisco, que estamos comemorando. Logo me veio à mente uma desafiadora questão: qual o segredo da liderança mundialmente reconhecida do Pontífice argentino?

Utilizo os dados e também como resposta à pergunta o livro de autoria de Jeffrey A. Krames: “Liderar com humildad: 12 leciones de liderazgo del Papa Francisco”. (Buenos Aires: V&R, 2014). Tal obra, que vale a pena ser lida na íntegra, a meu ver projeta luz ao pontificado de Bergoglio e leva-nos à profunda reflexão em nossos próprios campos de ação.

Pois bem, já se vão quatro anos que, para a surpresa da grande maioria, inclusive de órgãos de imprensa com suas listas de papáveis (papabili), era anunciado um nome um tanto fora de cogitação no balcão da Praça São Pedro, após a tradicional fumaça branca: Jorge Mario Bergoglio que, dali em diante, assume o nome de Francisco. Nome de Papa também inédito na bimilenar da História da Igreja, mas que bem revela o seu “programa de pontificado”: ser um reformador da “Casa de Deus” sem dela sair, assim como há muitos séculos fez seu inspirador homônimo, Francisco de Assis, grande santo da Igreja e querido também por muitos não católicos e até mesmo não crentes.

No entanto, o que me proponho a refletir, como afirmava de início, é sobre a liderança operante de Francisco, que Krames assim interpreta: “Que tem este líder para atrair a atenção de tanta gente? Talvez a humildade que desprende tanto em seu modo de viver, como na maneira que conduz seu rebanho. Quiçá é a genuína preocupação que ele mostra pelos demais, muito além de sua inserção no estrato social. Talvez é a forma com que abraça a sinceridade e a austeridade… É tudo isso e muito mais. Este Papa se mostra como um dirigente que compreende que os líderes conduzem pessoas, não instituições. Lamentavelmente, pouca gente entende que este é um entorno cada vez mais impessoal e de alta tecnologia”. (p. 24 – tradução livre).

Evidentemente, que citar todos os grandes feitos do Papa Bergoglio demandaria grande espaço, e outros meios de informação já o fizeram com precisão, de modo que me limito a lembrar apenas de alguns dados: canonizou 833 santos(as), entre processos comuns e “equipolentes”, ou seja, quando a fama de santidade vem de longos anos, mas não há um reconhecimento formal ou oficial da Igreja; declarou beatos(as) outras 974 pessoas superando, assim, São João Paulo II nesse quesito. Fez doze viagens em território italiano e 17 internacionais por 24 países, incluindo o Brasil nos dias 22 a 29 de julho de 2013, ocasião em que esteve aqui na nossa querida Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), e também visitou a cidade de Aparecida, em São Paulo, – a capital nacional da fé. Sou-lhe imensamente grato por esse gesto de deferência para com o povo brasileiro. Até hoje a nossa cidade não se esquece daquele momento de renovação espiritual e de testemunho da catolicidade em terras cariocas.

Até aqui, proferiu 787 discursos e 215 homilias; escreveu duas encíclicas: a Lumen Fidei, de 29/06/2013, e a Laudato Si, publicada em 18/06/2015; duas exortações pós-sinodais: a Evangelium Gaudium, de 24/11/2013, e a Amoris Laetitia, de 08/04/2016. Assinou também 16 Constituições Apostólicas, 99 Cartas, 38 Cartas Apostólicas, 18 Motu Proprios (documento de livre iniciativa), recebeu milhares de peregrinos em 168 audiências gerais, e presidiu 367 celebrações na Casa Santa Marta, no Vaticano. Realizou o Ano Extraordinário da Misericórdia em 2016. Combateu e combate com veemência os abusos de menores, de modo especial por parte de maus clérigos, publicando, inclusive, o Motu proprio “Como uma mãe amorosa”, no qual alerta que os bispos ou superiores religiosos maiores que acobertarem casos de abusos graves responderão na seara administrativa, podendo ser até removidos para sempre da função que ocupam. Tal medida traz, sem dúvida, maior segurança e confiança ao Povo de Deus.

Pensando na vida da Família de nossos dias, realizou dois Sínodos, um ordinário e outro extraordinário, e redigiu dois Motu Proprios, em 15 de agosto de 2015, com a reforma do processo canônico para as causas de nulidade do matrimônio: Mitis et misericors Iesus, no Código Canônico das Igrejas Orientais; e Mitis Iudex Dominus Iesus, no Código de Direito Canônico da Igreja Latina, a fim de ajudar a não poucos casais cujo casamento, apesar de todas as aparências de validade, nunca existiu.

Não posso deixar de mencionar a criação de 44 cardeais eleitores e de alguns não eleitores de diversos países, demonstrando, desse modo, a catolicidade ou a totalidade abrangente da Igreja, aberta a todos os homens e mulheres de boa vontade. Dentre os cardeais criados por Francisco se inclui – por imerecidos méritos próprios, mas pela graça de Deus – este irmão que está à frente da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, buscando caminhar ao lado do Santo Padre no projeto de uma Igreja pobre para os pobres. Igreja que não exclui, mas procura trazer para si todos os desejosos de abraçarem o amor de Deus em suas vidas.

O Papa Francisco está criando pontes! Neste propósito ele convocou o Ano Santo Extraordinário da Misericórdia. Constantemente, o Papa tem dado testemunho de que a esperança cria pontes e não muros. O próprio Papa sintetiza o seu agir como Bispo de Roma na sua tradicional catequese: “…. a esperança cristã não pode renunciar à caridade genuína e concreta. Na Carta aos Romanos, o próprio Apóstolo das Nações afirma com o coração na mão: ‘Nós, que somos os fortes – que temos fé, esperança, ou que não temos muitas dificuldades – devemos suportar as fraquezas dos que são frágeis, e não agir à nossa maneira’(15,1). Suportar as debilidades do próximo. Depois, este testemunho não permanece fechado nos confins da comunidade cristã: ressoa em todo o seu vigor também fora, no contexto social e civil, como apelo a não criar muros, mas pontes; a não pagar o mal com o mal, a vencer o mal com o bem, a ofensa com o perdão – o cristão nunca pode dizer: vais pagar, nunca; este não é um gesto cristão; a ofensa vence-se com o perdão – a viver em paz com todos. Assim é a Igreja! E é isto que faz a esperança cristã, quando assume os lineamentos fortes, e ao mesmo tempo ternos, do amor. O amor é forte e terno. É bonito!” (Cf. L’Osservatore Romano, quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017, número 6, página 16).

Além disso, chamou um grupo de Cardeais para a reforma da Cúria Romana e tomou muitas medidas administrativas com relação ao IOR, e também na nova disposição dos dicastérios da cúria romana. Grandes e importantes mudanças que vão ocorrendo nessa dinâmica. Enfim, são tantas atividades e mudanças que vieram para ficar e marcam seu pontificado. Nesta semana que antecede seus aniversários, participou do retiro anual da Quaresma com a Cúria Romana, agora sendo realizado fora do Vaticano.

 Grande destaque merece sua liderança mundial com relação aos refugiados, à fome e à procura da paz. São temas que retornam sempre em suas exortações. A sua proximidade e preocupação com os pobres têm sido demonstradas não só com palavras, mas com muitos gestos concretos seja pessoalmente pelo Papa, seja pelos seus emissários, para estarem presentes junto aos excluídos e marginalizados.

É um pastor preocupado com seu povo e para que seu povo seja bem assistido e respeitado. É o pastor que vai em busca da ovelha perdida e quer acolher a todos. É aquele que dialoga com quem está longe e procura construir pontes para o presente e para o futuro.

A Igreja de São Sebastião do Rio de Janeiro, pelo seu Arcebispo Metropolitano, com os seus Bispos Auxiliares e Eméritos, o Presbitério, os Diáconos, os Religiosos e Religiosas, as forças vivas da ação evangelizadora e todo o povo de Deus, que aqui caminha como Igreja peregrina, quer se unir espiritualmente oferecendo nesta semana do aniversário de seu pontificado coroas espirituais de orações nas suas intenções, para que o seu Pontificado continue sendo a graça da santificação do povo de Deus que peregrina na Urbe e no Orbe.

Parabéns, Papa Francisco, pelos quatro anos à frente da Barca de Pedro, ouvindo-nos como irmãos no Batismo, no Sacerdócio e no Episcopado e orientando-nos como um pai amoroso que nos ensina não só por sábias e precisas palavras, mas também pelo luminoso exemplo de seus pequenos gestos, repletos de grande humildade.

Obrigado! Muito obrigado pelo seu testemunho! De nossa parte continuamos rezando, sempre e diariamente, pelo seu ministério e pela sua pessoa, pela sua vida!

Por Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. – Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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Quarto ano de Pontificado: "Rezem por mim" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/quarto-ano-de-pontificado-rezem-por-mim/ Mon, 13 Mar 2017 12:22:47 +0000 http://teste.toqueto.com/quarto-ano-de-pontificado-rezem-por-mim.html Nesta segunda-feira, 13, feriado no Vaticano, o Papa Francisco comemora seu quarto ano de Pontificado.

O Cardeal Bergoglio foi eleito em 13 de março de 2013, no segundo dia do Conclave, escolhendo o nome de Francisco. Ele é o primeiro Jesuíta a ser eleito Papa.

Ao ser eleito, há quatro anos na Capela Sistina, perguntaram a Bergoglio se aceitava. E ele disse: “Eu sou um grande pecador. Mas, confiando na misericórdia e paciência de Deus, no sofrimento, aceito”.

Papa Francisco apareceu ao povo na sacada central da Basílica Vaticana, por volta das 20h30 (hora de Roma). Vestindo apenas a batina branca papal, dirigiu-se à multidão presente na Praça São Pedro, dizendo:

“Irmãos e irmãs, boa noite! Vocês sabem que o objetivo do Conclave era eleger o Bispo de Roma. Meus irmãos Cardeais foram buscá-lo quase ao fim do mundo… Por isso, eis-me aqui! Agradeço a todos pela acolhida. Agora, a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado!”.

A seguir, Francisco acrescentou:

“E agora iniciamos este caminho, o Bispo com seu Povo… o caminho da Igreja de Roma que preside a todas as outras Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de mútua confiança. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho eclesial, que hoje começamos, com a ajuda do Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta Cidade tão bela!

Dito isso, o novo Papa concedeu a sua Bênção Apostólica. Antes, porém, pediu um favor aos presentes:

“Antes que o Bispo abençoe o povo, peço-lhes que rezem ao Senhor para que me abençoe: é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração por mim”.

Assim, o Papa inclinou a cabeça, em sinal de oração, e todos na Praça fizeram silêncio por alguns momentos. Por fim, Francisco deu a sua primeira Bênção “Urbi et Orbi”, aos fiéis de Roma e do mundo inteiro, e concluiu desejando a todos “Boa noite e bom descanso!”.

Por Rádio Vaticano

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Rolling Stone Itália: o Papa é pop! https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/rolling-stone-italia-o-papa-e-pop/ Fri, 10 Mar 2017 09:47:40 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44801 Às vésperas do quarto aniversário de seu pontificado, a ser celebrado em 13 de março, o Papa Francisco voltou a ser capa da revista Rolling Stone Itália, que não teve dúvidas em defini-lo como “Papa pop”.

“Por que Francisco está na capa da Rolling Stone? Simples, porque o Papa diz coisas com um senso comum, tão comum que sua solidão começa a ser palpável”, explicou na quarta-feira a revista, que ostenta em sua capa uma foto de Jorge Mario Bergoglio sorrindo, com o polegar levantado, em sinal positivo.

No exemplar, que está nas bancas nesta quinta-feira, a Rolling Stone destaca que o Papa que veio do sul do mundo “conquistou a todos os jovens com suas palavras de atenção pelos últimos e pelos mais pobres, com seus gestos próximos das pessoas comuns, com sua atitude decididamente popular. É pop!”

 A revista assinala ainda que o Papa está “de acordo com nossos tempos”.

Para descrever o Pontífice, o cineasta italiano Ermanno Olmi assim o qualifica: “É como o pão caseiro”.

Por Rádio Vaticano

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