poesia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png poesia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Teimosias https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/teimosias/ Mon, 09 Oct 2017 10:13:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48891 Característica humana e tema complexo, a teimosia pode ser detalhada em uma poesia, gênero literário consagrado a partir de inspirados e talentosos autores. Nas culturas e na história, a poesia é um alicerce sustentador capaz de gerar o sentido necessário para a vida humana. Afinal, o que seria de nosso mundo sem a força poética? A poesia é um recurso imprescindível para pensar e agir com parâmetros que vão além do conhecimento técnico. E é nesse sentido, que a teimosia pode inspirar os poetas a novas composições capazes de transformar modos de agir a partir de diferentes sensibilidades. Mas, aqui, a reflexão sobre as teimosias se faz em prosa: um convite para que cada pessoa pense sobre o significado de ser “cabeça-dura” no contexto de instituições, famílias e no exercício da cidadania.

Ser teimoso, intransigente, remete à ignorância, à falta de formação humanística. Evidencia também desajustes na dimensão psicoafetiva – obscuridade que gera uma postura fechada ao diálogo. Essa teimosia se alimenta e também contribui com a síndrome do pensamento único, que gera muitos danos. Há também, entre os diferentes tipos de teimosias, uma que não gera prejuízos. Trata-se da esperada perseverança em continuar agindo no bem e pelo bem, mesmo que sejam enfrentadas inúmeras dificuldades.

Esse tipo de teimosia permite não desistir, avançar sempre, até o fim, cultivando o compromisso de fazer o bem. Cada pessoa é desafiada a percorrer, assim, o itinerário da própria vida, como um peregrino, perseverante no exercício da bondade. Isso requer um processo de revisão pessoal. Além de buscar uma vida saudável do ponto de vista psicológico, esse exercício exige vencer os radicalismos. É preciso, pois, debelar o crescimento assustador das intolerâncias que alimentam preconceitos e acirram as disputas. Desse modo serão enfrentados diferentes tipos de violência – desde torcedores que se matam em nome da paixão por um time de futebol a atiradores que atacam multidões.

Para avaliar criticamente se a teimosia é construtiva ou prejudicial, deve-se rastrear as dinâmicas da estrutura psicológica de cada pessoa. Nesse processo, é preciso observar se há alguma “enfermidade” que compromete a insubstituível competência moral, tão necessária para o fecundo exercício da cidadania, cultivo da honestidade, adoção de gestos marcados por fraterna solidariedade. As teimosias patológicas precisam ser combatidas por diferentes instituições – familiar, educativas, religiosas e tantas outras. Essas instituições sociais não podem ser reféns das loucuras de ditadores, das inoperâncias de quem quer apenas conquistar benefícios, sem priorizar a busca pelo bem do semelhante. É também questão prioritária de saúde pública investir no equilíbrio dos cidadãos, pois a violência, a incontrolável busca por dinheiro, o prazer mórbido pelo poder e outras situações que geram prejuízos para a sociedade podem ser loucuras que merecem tratamento.

Importante destacar ainda o dever das instituições que se dedicam aos processos de formação humana. Essas instituições precisam combater a “síndrome do pensamento único”, capaz de formar agrupamentos a partir de objetivos questionáveis, gerando campo fértil para fundamentalismos e radicalismos.  Nas instituições, a “síndrome do pensamento único” ainda faz com que pessoas se encastelem nos seus próprios posicionamentos, trazendo prejuízos tanto para o indivíduo, fechado ao diálogo, quanto para o lugar de onde recebe seu sustento.  Essas teimosias descompassam a sociedade.

Por isso, a humanidade precisa investir na compreensão das diferentes teimosias. O desafio é contribuir para cultivar um jeito teimoso que signifique dedicar, perseverantemente, à prática do bem, sem nunca desistir. Desse modo, os projetos e as causas que contribuam para a paz no planeta, a Casa Comum, ganharão mais apoiadores.  Haverá uma teimosia crescente que se desdobra no altruísmo, capacidade humana de agir pelo bem, de não desistir dos bons projetos, ainda que demorem décadas para serem assimilados e compreendidos. Essa é a teimosia da perseverança no bem, na verdade e na luta pela justiça, que não permite radicalismo ou fundamentalismo, alicerça-se sempre na busca pelo diálogo.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo de Belo Horizonte

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A mulher é harmonia, poesia e beleza, diz Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-mulher-e-harmonia-poesia-e-beleza-diz-papa-francisco/ Thu, 09 Feb 2017 16:09:18 +0000 http://teste.toqueto.com/a-mulher-e-harmonia-poesia-e-beleza-diz-papa-francisco.html Nesta quinta-feira, 9, o Papa Francisco iniciou suas atividades celebrando a Missa na capela da Casa Marta. “Sem a mulher não há harmonia no mundo”, disse durante a reflexão que foi centralizada na figura da mulher a partir da Criação narrada no Livro do Gênesis.

O homem estava só, então o Senhor lhe tirou uma costela e fez a mulher, que o homem reconheceu como carne de sua carne. “Mas antes de vê-la, a sonhou. Para entender uma mulher é necessário antes sonhá-la”, explicou Francisco.

“Muitas vezes, quando nós falamos das mulheres falamos de modo funcional: mas a mulher é para fazer isto, quando, ao invés, a mulher traz uma riqueza que o homem, toda a criação e todos os animais não têm: a mulher traz harmonia à Criação, somente com a mulher Adão podia ser uma única carne”.

O Santo Padre prosseguiu afirmando que quando não há mulher, falta a harmonia. “Nós dizemos que esta é uma sociedade com uma forte atitude masculina e que a mulher é para lavar a louça. Não. A mulher é para trazer harmonia. Sem a mulher não há harmonia. Não são iguais, não são um superior ao outro. Só que o homem não traz harmonia. É ela que traz a harmonia, que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela”.

A homilia de Francisco se desenvolveu em três temas: a solidão do homem, o sonho, porque não se entende uma mulher sem sonhá-la antes, e o terceiro, o destino de ambos: ser uma só carne. O Pontífice citou um exemplo concreto, recordando que em uma audiência, enquanto saudava as pessoas, perguntou a um casal que celebrava 60 anos de matrimônio: “Qual de vocês teve mais paciência?”

“Eles que me olhavam, se olharam nos olhos, não me esqueço nunca daqueles olhos. Depois voltaram e me disseram os dois juntos: Somos apaixonados! Depois de 60 anos, isto significa uma só carne. Isso é o que traz a mulher: a capacidade de se apaixonar. A harmonia ao mundo. Muitas vezes, ouvimos: ‘É necessário que nesta sociedade, nesta instituição, tenha uma mulher para que faça isso ou aquilo’. Não! A funcionalidade não é o objetivo da mulher. É verdade que a mulher deve fazer coisas e faz coisas, como todos nós fazemos. O objetivo da mulher é criar harmonia e sem a mulher não há harmonia no mundo. Explorar as pessoas é um crime que lesa a humanidade”.

Mas explorar uma mulher é algo ainda pior, prossegue Francisco, é destruir a harmonia que Deus quis dar ao mundo.

“Explorar uma mulher não é somente um crime, mas é destruir a harmonia”, reiterou, e fez referência também ao Evangelho de hoje onde se fala da mulher sírio-fenícia.

O Santo Padre concluiu sua reflexão com uma observação pessoa. “Este é o grande dom de Deus: nos deu a mulher. No Evangelho, ouvimos do que é capaz uma mulher. Aquela é corajosa! Foi adiante com coragem. Mas é algo mais: a mulher é a harmonia, é a poesia, é a beleza. Sem ela o mundo não seria bonito, não seria harmônico. Isso é algo pessoal, mas gosto de pensar que Deus criou a mulher para que todos nós tivéssemos uma mãe.”

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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