plenária - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png plenária - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: vida humana possui uma dignidade intangível https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/papa-vida-humana-possui-uma-dignidade-intangivel/ Fri, 26 Jan 2018 13:04:44 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-vida-humana-possui-uma-dignidade-intangivel.html O Papa Francisco recebeu na Sala Clementina, esta sexta-feira (26/01), os participantes da plenária da Congregação para a Doutrina da Fé.

O Santo Padre agradeceu-lhes pelo compromisso cotidiano de apoio ao magistério dos bispos, pela tutela da retidão da fé e da santidade dos Sacramentos, e pela atenção a todas as questões que hoje requerem um discernimento pastoral importante, como examinar casos relativos a delitos graves e pedidos de dissolução do vínculo matrimonial em favor da fé.

Segundo o Papa, “essas tarefas são ainda mais atuais diante do horizonte, cada vez mais fluido e mutável, que caracteriza a autocompreensão do homem de hoje e influi em suas escolhas existenciais e éticas”.

“O homem de hoje não sabe mais quem ele é e faz esforço para reconhecer como agir bem.”

Francisco reconheceu o esforço da Congregação para a Doutrina da Fé no estudo “acerca de alguns aspectos da salvação cristã, com o objetivo de reafirmar o significado da redenção”, tendo como referência algumas tendências que expressam um individualismo que confia nas próprias forças para salvar-se.

“Acreditamos que a salvação consiste na comunhão com Cristo ressuscitado que, graças ao dom de seu Espírito, nos introduziu numa nova ordem de relações com o Pai e entre os homens”, afirmou o Papa.

Francisco recordou também o estudo realizado pelo organismo sobre as implicações éticas de uma antropologia adequada no campo econômico-financeiro.

“Somente uma visão do ser humano como pessoa, ou seja, como sujeito essencialmente de relação e dotado de uma racionalidade peculiar e ampla, é capaz de agir conforme a ordem objetiva da moral. O Magistério da Igreja sempre reiterou com clareza, a esse propósito, que a atividade econômica deve ser conduzida segundo as leis e os métodos próprios da economia, mas no âmbito da ordem moral.”

O Papa recordou que nessa assembleia os participantes debateram também a questão delicada do acompanhamento dos doentes terminais.

“A esse respeito, o processo de secularização, levou ao crescimento do pedido de eutanásia em muitos países, como afirmação ideológica do desejo de poder do homem sobre a vida. Isso também levou a considerar a interrupção voluntária da existência humana como uma escolha de ‘civilização’.”

Segundo o Pontífice, “é claro que onde a vida não vale por sua dignidade, mas por sua eficiência e produtividade, tudo se torna possível. Nesse cenário é preciso reiterar que a vida humana, desde a concepção até a morte natural, possui uma dignidade que a torna intangível”.

Para Francisco, “a dor, o sofrimento, o sentido da vida e da morte são realidades que a mentalidade atual luta para enfrentar com um olhar cheio de esperança. Sem uma esperança confiável que ajude o homem a enfrentar também a dor e a morte, ele não consegue viver bem e conservar uma perspectiva confiante diante de seu futuro. Este é um dos serviços que a Igreja é chamada a prestar ao homem atual”.

O Papa concluiu o discurso, afirmando que a missão da Congregação para a Doutrina da Fé é eminentemente pastoral.

“Pastores autênticos são aqueles que não abandonam o homem, nem o deixam em sua desorientação e erros, mas com verdade e misericórdia o trazem de volta para reencontrar no bem o seu rosto autêntico.”

Segundo o Papa, “autenticamente pastoral é toda ação que pega o ser humano pela mão quando ele perdeu o sentido de sua dignidade e destino, para leva-lo com confiança a redescobrir o amor paterno de Deus, seu bom destino e os caminhos para  construir um mundo mais humano”.

“Esta é a grande tarefa da Congregação para a Doutrina da Fé e toda instituição pastoral na Igreja”, concluiu Francisco. 

Por Vatican News

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100 anos da Congregação para as Igrejas Orientais reúne Patriarcas com o Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/100-anos-da-congregacao-para-as-igrejas-orientais-reune-patriarcas-com-o-papa/ Tue, 10 Oct 2017 08:49:28 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48910 “100 anos da Congregação para as Igrejas Orientais e 25 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais” é o tema da sessão plenária deste dicastério vaticano que teve início ontem e se estenderá até o dia 12, reunindo no Palácio Apostólico, no Vaticano, Patriarcas, Arcebispos Maiores, Metropolitas sui iuris, 17 Cardeais, além de arcebispos e bispos membros do dicastério.

Territórios de origem e diáspora

A vida das Igrejas Orientais Católicas se desenvolve sobretudo nos respectivos territórios de origem: Síria, Iraque, Egito, Turquia, Líbano, Jordânia, Ucrânia, Armênia, Etiópia, Eritreia. Países cuja realidade remete à provações e sofrimentos para estas comunidades, provocadas por guerras e violências, mas também pelo desafio da pobreza, da carestia e dos fenômenos migratórios.

Por outro lado, os territórios de antiga ou recente emigração, conhecida como “diáspora”,  apresentam o problema da acolhida, da adequada assistência pastoral, no preservar seu precioso patrimônio teológico, litúrgico, espiritual e disciplinar que os filhos e filhas do Oriente Católico levam consigo.

Temas da plenária

O caminho percorrido pela Congregação para as Igrejas Orientais ao longo destes cem anos, com a aquisição da consciência no seio da Igreja Católica de uma identidade “unida e plural será o fio condutor das reflexões destes dias.

Mas em particular, se falará também sobre o discernimento que leva à eleição dos candidatos ao episcopado, a gestão dos bens temporais, as novas figuras jurídicas para o cuidado pastoral dos fiéis, a missão ecumênica das Igrejas Orientais Católicas, a identidade dos presbíteros e os trabalhos da Comissão Litúrgica retomados pelo Papa Francisco em setembro de 2015.

Encontro reservado do Papa com Patriarcas

Esta segunda-feira, às 12 horas, o Santo Padre renovou o amável gesto de um encontro reservado  com os Patriarcas e Arcebispos Maiores, como já o havia feito em novembro de 2013, no sulco de seus predecessores. Um momento de escuta e partilha, no estilo que caracterizou as recentes visitas ad Limina.

Audiência Geral

Na quarta-feira, dia 11, os membros da Plenária e os Oficiais sacerdotes e leigos do dicastério participarão da Audiência Geral na Praça São Pedro.

Papa na comemoração conjunta com Pontifício Instituto Oriental

Na quinta-feira haverá por sua vez uma solene comemoração conjunta do centenário da Congregação para as Igrejas Orientais e do Pontifício Instituto Oriental (PIO).

O programa prevê um primeiro momento reservado, com a visita do Santo Padre ao Pontifício Instituto Oriental, onde será acolhido pelos Superiores do Dicastério, pelos Patriarcas, Superiores Maiores e Metropolitas sui iuris, pelo Prepósito Geral da Companhia de Jesus, pelo Padre Delegado para as Casas em Roma, pelo Reitor, docentes, estudantes, funcionários e benfeitores do PIO.

O Santo Padre seguirá depois com um grupo mais restrito até o pátio, onde abençoará uma árvore plantada por ocasião do centenário.

Após dirige-se à Aula Magna onde saudará os benfeitores do PIO e o pessoal não docente, após ter entregue ao Grande Chanceler a Carta Apostólica enviada por ocasião da comemoração centenária. O Papa inaugurará a pintura doada pelo artista Paul Mullay e então encontrará de forma reservada a comunidade dos jesuítas do PIO.

Celebração com o Papa na Basílica Santa Maria Maior

A seguir, por volta das 10h15, a Solene Celebração Eucarística do centenário na Basílica papal de Santa Maria Maior.

A animação litúrgica e os cantos estarão aos cuidados dos Colégios Orientais da cidade de Roma, sob a coordenação do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice e com a colaboração da Capela Musical Pontifícia. Os eventos da parte da manhã serão transmitidos pelo Centro Televisivo Vaticano.

Terminada a celebração litúrgica, o Santo Padre retorna ao Vaticano, enquanto no Pontifício Instituto Oriental será feita a leitura da Carta Pontifícia e será declarado aberto o Ano Acadêmico.

Emissão filatélica comemorativa

Por ocasião do Centenário da Congregação, o Departamento Filatélico e Numismático do Estado da Cidade do Vaticano emitiu um selo comemorativo.

O dicastério, por sua vez, vai publicar um Anuário em edição especial, que será distribuído aos membros da plenária, que também receberão a edição digital da nova edição da importante obra “O Oriente Católico”, que será publicado em novembro.

Por Rádio Vaticano

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Educação católica humanizada contribui à missão da Igreja https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/educacao-catolica-humanizada-contribui-a-missao-da-igreja/ Fri, 10 Feb 2017 08:48:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44311 Na manhã de ontem, quinta-feira (9), no Vaticano, o Papa Francisco recebeu os participantes da Plenária da Congregação para a Educação Católica, que estavam acompanhados pelo prefeito, Card. Giuseppe Versaldi. No horizonte da evangelização, o Pontífice destacou que diante de um invasivo individualismo, que torna humanamente pobres e culturalmente estéreis, é necessário “humanizar a educação”.

Nesse horizonte da evangelização, colhemos esperanças para oferecer uma contribuição válida à missão da Igreja. A Plenária, como bem observou o Papa Francisco, é uma ocasião “para traçar as orientações dos futuros compromissos”, a partir do documento conciliar Gravissimum Educationis – a declaração sobre alguns princípios fundamentais da educação cristã nas escolas, que deverá ser relançada pela fundação de mesmo nome.

Todos os educadores são chamados a “ajudar os jovens a serem construtores de um mundo mais solidário e pacífico”. “As instituições católicas têm ainda mais a missão de oferecer horizontes abertos à transcendência”, disse o Pontífice.

O Papa indicou ainda uma outra expectativa, aquela de aumentar “a cultura do diálogo” dentro de um mundo que, citando o filósofo canadense Marshall MacLuhan, transformou-se numa “aldeia global”, onde “cada pessoa pertence à humanidade e compartilha a esperança de um futuro melhor com a família inteira dos povos”.

“Ao mesmo tempo, infelizmente, há muitas formas de violência, pobreza, exploração, discriminação, posturas que limitam as liberdades fundamentais que criam uma cultura do descarte”.

As instituições católicas de educação estão sendo chamadas, então, “em primeira linha, a praticar a gramática do diálogo que forma ao encontro e à valorização das diversidades culturais e religiosas”.

“O diálogo, de fato, educa quando a pessoa se relaciona com respeito, estima, sinceridade de escuta e se expressa com autenticidade, sem ofuscar ou diminuir a própria identidade nutrida pela inspiração evangélica”.

As novas gerações, se “educadas de modo cristão ao diálogo, saberão “construir pontes” e “encontrar novas respostas aos muitos desafios do nosso tempo”. A última expectativa evidenciada é aquela de que a educação saiba “semear a esperança”.

“Tenho certeza que os jovens de hoje têm muita necessidade dessa vida que constrói futuro. Por isso, o verdadeiro educador é como um pai e uma mãe que transmite uma vida capaz de futuro. Para ter essa atitude é preciso escutar os jovens: o ‘trabalho da escuta”, propor-se a escutar os jovens!’”.

“E faremos isso no próximo Sínodo dos Bispos dedicado a eles”, acrescentou o Papa. A educação, junto com a esperança, tem em comum a mesma “matéria do risco”, finalizou Francisco.

“A esperança não é um otimismo superficial, nem mesmo a capacidade de olhar as coisas amavelmente, mas, principalmente, saber arriscar no modo certo, como acontece com a própria educação”.

Por Rádio Vaticano

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Papa aos membros da Vida Consagrada: fidelidade à vocação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-membros-da-vida-consagrada-fidelidade-a-vocacao/ Mon, 30 Jan 2017 09:26:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44159 O Santo Padre concluiu suas atividades, na manhã deste sábado (28/01), no Vaticano, recebendo na Sala Clementina, cerca de 100 participantes na Plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. [Na foto, Francisco com o Cardeal João Braz de Aviz.]

Em seu pronunciamento, o Papa expressou sua satisfação em receber os membros da Congregação que, nestes dias, em sua plenária, refletiram sobre o tema da “fidelidade e dos abandonos”:

“O tema que escolheram é importante. Podemos dizer que, neste momento, a fidelidade é colocada à prova: é o que demonstram as estatísticas que examinaram. Encontramo-nos diante de certa “hemorragia” que enfraquece a vida consagrada e a própria vida da Igreja. Os abandonos na vida consagrada nos preocupam muito. É verdade que alguns a deixam por um gesto de coerência, porque reconhecem, depois de um sério discernimento, que nunca teve vocação; outros, com o passar do tempo, faltam de fidelidade, muitas vezes a apenas alguns anos da sua profissão perpétua”.

Aqui, o Papa perguntou: o que aconteceu? Como vocês destacaram no seu encontro, são muitos os fatores que condicionam a fidelidade nesse tempo de mudança de época em que se torna difícil assumir compromissos sérios e definitivos. Neste sentido, Francisco destacou alguns desses fatores:

“O primeiro fator que não ajuda a manter a fidelidade é o contexto social e cultural em que vivemos. De fato, vivemos imersos na chamada “cultura do fragmento”, do  “provisório”, que pode levar a viver “à la carte” e ser escravo da moda. Esta cultura leva à necessidade de se manter sempre abertas as “portas laterais” para outras possibilidades, alimenta o consumismo e esquece a beleza de uma vida simples e austera, provocando muitas vezes um grande vazio existencial”.

Vivemos em uma sociedade onde as regras econômicas substituem as leis morais, ditam e impõem seus próprios sistemas de referência em detrimento dos valores da vida; uma sociedade onde a ditadura do dinheiro e do lucro defende sua visão de existência. Em tal situação, disse o Pontífice, é preciso primeiro deixar-se evangelizar e, depois, comprometer-se com a evangelização. Assim, apresentou outros fatores ao contexto sócio-cultural:

“Um deles é o mundo da juventude, um mundo complexo, rico e desafiador. Não faltam jovens generosos, solidários e comprometidos em nível religioso e social; jovens que buscam uma vida espiritual, que têm fome de algo diferente do que o mundo oferece. Mas, mesmo entre esses jovens, há muitas vítimas da lógica do mundanismo, como a busca do sucesso a qualquer preço, o dinheiro e o prazer fáceis”.

Essa lógica, advertiu o Papa, atrai muitos jovens, mas nosso compromisso é estar ao lado deles para contagiá-los com a alegria do Evangelho e de pertença a Cristo. Essa cultura deve ser evangelizada. Aqui, indicou um terceiro fator condicionante, que vem da própria vida consagrada, onde, além de uma grande santidade não faltam situações de contra testemunho que tornam difícil a fidelidade:

“Tais situações, entre outras, são: a rotina, o cansaço, o peso de gestão das estruturas, as divisões internas, a sede de poder… Se a vida consagrada quiser manter a sua missão profética e o seu encanto, continuando a ser escola de lealdade para os próximos e os distantes, deverá manter o frescor e a novidade da centralidade de Jesus, a atração pela espiritualidade e da força da missão, mostrar a beleza do seguimento de Cristo e irradiar esperança e alegria”.

Outro aspecto ao qual a vida consagrada deverá prestar especial atenção é a “vida fraterna comunitária”, que deve ser alimentada pela oração comum, a leitura da palavra, a participação ativa nos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, o diálogo fraterno, a comunicação sincera entre os seus membros, a correção fraterna, a misericórdia para com o irmão ou a irmã que peca, a partilha das responsabilidades. A seguir, o Santo Padre recordou a importância da vocação:

“A vocação, como a própria fé, é um tesouro que trazemos em vasos de barro, que nunca deve ser roubado ou perder a sua beleza. A vocação é um dom que recebemos do Senhor, que fixou seu olhar sobre nós e nos amou, chamando-nos a segui-lo mediante a vida consagrada, como também uma responsabilidade para quem a recebeu”.  

Falando de lealdade e de abandono, disse ainda Francisco, “devemos dar muita importância ao acompanhamento. A vida consagrada deve investir na preparação de assistentes qualificados para este ministério. E concluiu dizendo que “muitas vocações se perdem por falta de bons líderes. Todas as pessoas consagradas precisam ser acompanhados em nível humano, espiritual e profissional. Aqui entra o discernimento que exige muita sensibilidade espiritual.

Por Rádio Vaticano

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