plano de ação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png plano de ação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Reunião de comissão criada a partir de GT de Enfrentamento ao Tráfico Humano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reuniao-de-comissao-criada-a-partir-de-gt-de-enfrentamento-ao-trafico-humano/ Fri, 21 Jul 2017 14:15:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47120 Após ser aprovada em outubro de 2016, pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) reuniu-se pela primeira vez, dias 27 e 28 de junho, no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília (DF).

A reunião teve como objetivo “refletir sobre as atribuições da Comissão e definir um Plano de Ação para os próximos 2 anos”. O bispo de Balsas (MA), dom Enemésio Angelo Lazzaris, presidente da CEPEETH, lembra que os encaminhamentos desta reunião não nascem por acaso, mas são fruto de experiências na igreja e do Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Tráfico Humano que vem trabalhando desde 2012.

Nos dois dias de reunião, os participantes desenvolveram a missão, o objetivo geral e os seis objetivos específicos, informou o bispo. A missão da CEPEETH, elaborada e aprovada na reunião, é: “Á luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, ser presença viva e profética no enfrentamento ao tráfico humano, como violação da dignidade e da liberdade, defendendo a vida dos filhos e filhas de Deus”.

Também foram definidos os quatro eixos de trabalho da Comissão: 1) Comunicação/Articulação; 2) Formação; 3) Incidência; 4) Sustentabilidade das Ações. “Estudamos direitinho as prioridades e determinamos encaminhamos práticos para cada um dos seis objetivos específicos. Ações práticas devem ser assumidas durante o período de dois anos”, disse o presidente da Comissão.

O rosto de Jesus Cristo no tráfico humano

Segundo dom Enemésio, as igrejas precisam tomar consciência que a vida está em primeiro lugar. “Nossas igrejas e nós cristãos temos que ter presente que o que fazemos para as pessoas em situação de tráfico, vulnerabilidade e alguém que necessita, não o fazemos por filantropia, nem por um simples sentimento humano de ir ao encontro das necessidades de alguém. Mas fazemos, sobretudo, porque vimos o rosto Jesus Cristo nestas situações”, disse.

Dom Enemésio lembrou da importância de ter uma incidência concreta na realidade. “É preciso como quer o papa Francisco que a gente não se satisfaça em ficar só nos templos, na sacristia, mas que sejamos uma igreja em saída, na praças, planícies, uma presença no mundo e uma incidência para que o ser humano seja respeitado na sua dignidade de pessoa, de cristão e filho de Deus”, disse.

Várias situações, segundo o bispo, configuram-se como tráfico humano como pessoas traficadas para exploração sexual, tráfico de órgãos e trabalho escravo. A desigualdade social, a pobreza e a miséria, para o bispo, são maiores responsáveis por tornar as pessoas mais vulneráveis à estas situações. “As pessoas, por dinheiro, aceitam qualquer proposta”.

A Comissão que atuar tanto na prevenção como atuar para que as situações deixem de ser invisíveis. “Não basta a gente enfrentar situações que já existem, é preciso atuar na prevenção”, alerta o religioso. Sobre a invisibilidade o bispo afirma: “Há muitos crimes cometidos para os quais não se dá importância e não se leva em consideração. É preciso que nós como pastorais, CNBB, sociedade e governos nos organizemos melhor para que este crime não continue acontecendo de uma maneira invisível e espantosa”, disse.

Com a transformação do GT numa Comissão, disse o presidente da Comissão a expectativa é dar mais força ao enfrentamento ao tráfico humano. “Assim teremos mais força na Igreja e sociedade. A expectativa era justamente ver o que nós podemos fazer e como podemos nos organizar para levar adiante este projeto que já vínhamos realizando como grupo de trabalho”, concluiu.

Integrantes da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH)

 

Bispos: 
Presidente: Dom Enemésio Angelos Lazzaris, Dom Adilson Pedro Busin, dom Evaristo Pascoal Spengler e dom José Luiz Ferreira Salles.

Assessor:
Frei Olavio Dotto

Secretária:
Irmã Cladina Scapini

Colabores(as): 
Elizete Sant’Anna de Oliveira, irmã Eurides Alves de Oliveira, Francisco Alan Santos Lima, Iago Rodrigues Ervanovite, Márcia Maria de Souza Miranda, Maria Cristina dos Anjos da Conceição, Maria Rosely Rodrigues Pinheiro Cândido, Marie Henriqueta Cavalcante, Rogenir Almeida Santos Costas e irmã Rosite Milesi.

Por CNBB

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Santa Sé avalia positivamente Plano da ONU contra incitação ao ódio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-avalia-positivamente-plano-da-onu-contra-incitacao-ao-odio/ Mon, 17 Jul 2017 09:08:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47446 “A Santa Sé avalia positivamente o Plano de ação da ONU para líderes e outros atores religiosos que visa prevenir a incitação à violência que pode levar a crimes de massa. Segundo a Santa Sé, a responsabilidade primária de proteger os inocentes de crimes horríveis cabe, em primeiro lugar, aos governos e à comunidade internacional.”

Foi o que afirmou o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Bernardito Auza, nesta sexta-feira (14/07), em Nova Iorque, na apresentação do plano de ação.

Impedir incitação ao ódio

Trata-se do primeiro documento internacional que se concentra no papel de líderes e atores religiosos a fim de impedir a incitação ao ódio e à violência contra pessoas ou comunidades, com base em sua pertença, e a desenvolver estratégias regionais específicas em tal âmbito. Uma questão que se tornou premente com a escalada do terrorismo internacional baseado na religião.

Fruto de três anos de trabalho e de várias pesquisas no âmbito global e nacional, o Plano de ação contém uma série de recomendações detalhadas para os Estados, organizações da sociedade civil e meios de comunicação, na consciência de que a prevenção do genocídio, de crimes de guerra, de limpeza étnica e crimes contra a humanidade requer a colaboração de todas as comunidades e instituições.

“O Plano, em seu todo, representa um progresso importante e concreto na promoção de uma cultura e de uma sociedade coerentes com a responsabilidade de proteger, conforme definido pelo documento final da Cúpula Mundial de 2005”, afirmou Dom Auza.

Responsabilidades dos Estados

O primeiro elemento positivo do documento é o fato de “sublinhar a responsabilidade dos Estados de proteger as populações de crimes atrozes, e sua incitação”, mas também da comunidade internacional “de encorajar os Estados a exercer suas responsabilidades”.

“Se é verdade que os líderes e organizações religiosas têm um papel importante a desempenhar na prevenção de crimes atrozes, é verdade também que eles não possuem os meios que os Estados dispõem para detê-los”, frisou o arcebispo filipino.

Papel positivo dos líderes religiosos

“O segundo elemento positivo do Plano de ação é o reconhecimento do papel positivo dos líderes e organizações religiosas na prevenção de tais atrocidades, nomeadamente na luta contra a instrumentalização da religião para justificar a violência.”

“Conforme sublinhando, em 28 de abril passado, pelo Papa Francisco na Conferência Internacional para a Paz de Al-Azhar, no Cairo, Egito, “a religião não é o problema, mas parte da solução”. “Mas, para que os líderes religiosos possam desempenhar esse serviço é fundamental que a religião não seja relegada à esfera privada”, observou Dom Auza.

Estimular círculo virtuoso

O prelado sublinhou a importância da participação dos líderes religiosos no diálogo entre as religiões, conforme evidenciado no Plano de ação da ONU, também através de obras em prol da justiça e do bem comum. O Papa Francisco insistiu muito sobre esse tema desde os primeiros dias de seu pontificado, destacando a sua condição necessária para paz no mundo.

“Eis porque o papel e o trabalho dos líderes religiosos, dos fiéis, em geral, e do diálogo inter-religioso, são cruciais não somente para prevenir a incitação à violência religiosa, mas também para estimular um círculo virtuoso que crie sociedades pacíficas e inclusivas, onde os crimes atrozes são eticamente inaceitáveis e inimagináveis”, concluiu Dom Auza.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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