Perseguição - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Perseguição - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Na Terra Santa, Cardeal Sandri recorda êxodo de cristãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-terra-santa-cardeal-sandri-recorda-exodo-de-cristaos/ Fri, 20 Oct 2017 11:09:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49110 Os fiéis da Igreja greco-melquita experimentaram o drama que “há muitos anos aflige a Síria e outras áreas do Oriente Médio” por causa do sofrimento “infligido também, ou em certos casos, somente por causa do nome de Jesus”.

Foi o que sublinhou em Haifa o Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, durante o encontro com os sacerdotes da Arquieparquia de Akka dos greco-melquitas.

Êxodo dos inocentes

Na segunda e terceira etapa da viagem que está realizando à Terra Santa, o purpurado quis recordar o êxodo de milhares de pessoas obrigadas a fugir e a deixar o que tinham, porque, como a Santa Sagrada Família em Belém, não havia lugar para eles. Mas “esta vez não na hospedaria, mas naquela que até poucas horas antes era a própria casa”.

O sofrimento inocente do povo cristão – comentou o Cardeal –  que “em certos casos chegou até mesmo a um verdadeiro martírio, por meio de sequestros ou até mesmo a tortura e a morte”, pela graça do Senhor “torna-se um tesouro de graça para a Igreja inteira, que lava as próprias vestes – às vezes cheias de pó – no sangue do Cordeiro Imolado”.

O Prefeito, depois, observou como existe uma “participação cotidiana e consciente possível para cada um de nós na obra de edificação e santificação da Igreja”, que passa pelos “nossos “sim” cotidianos, ao Senhor antes de tudo, por meio da oração, a celebração dos Sacramentos”,  e pelos “nossos “sim” aos irmãos, graças ao ministério da caridade”.

Uma solidariedade concreta pelos mais pobres no sentido material, mas também “pela pobreza interior com que se pode entra em contato”.

Nos países do Ocidente, esta é representada por um estilo de vida “como se Deus não existisse”, enquanto no Oriente poderia existir “o risco de uma pertença confessional forte – “sou cristão, sou católico, sou melquita, armênio, latino, caldeu” – que em alguns casos leva “a viver com um coração e um estilo não exatamente desejoso de um sincero estilo evangélico nas relações internas às comunidades ou com as outras comunidades, entre nós padres, entre nós e o bispo”.

Monte Carmelo

Sucessivamente, o Cardeal visitou a Igreja do Monte Carmelo, onde rezou na gruta do Profeta Elias e encontrou a comunidade das Carmelitas Descalças, provenientes da Terra Santa, da Itália, do Peru, de Madagascar e de outros países.

O purpurado deteve-se por um momento em partilha com as religiosas, confiando às suas orações as intenções do Papa Francisco, pela Igreja, e especialmente pelo Oriente Médio.

Nazaré

Após, deslocou-se até Nazaré, junto à Basílica da Anunciação, onde foi acolhido Reitor e Guardião da Basílica da Anunciação, Bruno Varriano e pela comunidade.

O purpurado celebrou Missa em uma capela próxima à gruta da Anunciação, onde recordou o Fiat de Maria e o grande mistério que naquele local é contemplado, detendo-se, em particular, na recordação do Beato Paulo VI.

“Em Nazaré – disse o Cardeal – o sim de Maria foi preparado no silêncio, e no silencio foi guardado o mistério da encarnação, do crescimento de Jesus no escondimento”.

Disto, o convite à sociedade e à Igreja , em meio ao “barulho da comunicação que invade os nossos dias”, a encontrar “o silêncio como lugar fecundo do qual nasce a vida verdadeira e autêntica”.

Por Rádio Vaticano

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Papa elenca palavras essenciais à vida do apóstolo e entrega palio a arcebispos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-elenca-palavras-essenciais-a-vida-do-apostolo-e-entrega-palio-a-arcebispos/ Thu, 29 Jun 2017 12:13:11 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-elenca-palavras-essenciais-a-vida-do-apostolo-e-entrega-palio-a-arcebispos.html O Papa Francisco presidiu nesta quinta-feira, 29, a Santa Missa na solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo, com o rito da entrega do pálio aos arcebispos metropolitanos nomeados no último ano. 

O Papa Francisco celebrou a missa com os arcebispos metropolitanos nomeados no último ano. São 36 no total, 5 dos quais provenientes do Brasil: Dom Júlio Akamine, de Sorocaba, Dom João José da Costa, de Aracaju, Dom Delson Pereira da Cruz, da Paraíba, Dom Orlando Brandes, de Aparecida, e Dom Geremias Steinmetz, de Londrina (que não estava presente).

Na cerimônia, o Papa abençoou e entregou o pálio aos novos arcebispos.Desde 2015, esta faixa não é mais colocada pessoalmente pelo Papa nos ombros dos arcebispos; a imposição é realizada nas respectivas arquidioceses pelo Núncio Apostólico no país.

A homilia de Francisco teve como base três palavras presentes na liturgia de hoje: confissão, perseguição e oração. Essas palavras, segundo o Papa, são essenciais para a vida do apóstolo.

A confissão refere-se à resposta de Pedro quando Jesus pergunta “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Pedro responde que Jesus é o Messias, o Filho do Deus vivo. “Esta é a confissão: reconhecer em Jesus o Messias esperado, o Deus vivo, o Senhor da nossa própria vida”.

Essa é uma pergunta dirigida também hoje a todos, disse o Papa, em especial aos pastores. “Com São Pedro, também nós renovamos hoje a nossa opção de vida como discípulos e apóstolos; passamos novamente da primeira à segunda pergunta de Jesus, para sermos ‘seus’ não só por palavras, mas com os fatos e a vida”.

Sobre a perseguição, Papa Francisco lembrou que não só Pedro e Paulo deram o sangue por Cristo, mas, nos primeiros tempos, toda a comunidade foi perseguida. E essa é uma realidade presente ainda hoje no mundo. “Muitos cristãos são marginalizados, caluniados, discriminados, vítimas de violências mesmo mortais, e não raro sem o devido empenho de quem poderia fazer respeitar os seus direitos sagrados”.

O Santo Padre destacou que sem a cruz não há sequer o cristão: é próprio da vida cristã não só fazer o bem, mas saber suportar o mal, disse o Papa citando Santo Agostinho. “Suportar o mal não é só ter paciência e prosseguir com resignação; suportar é imitar Jesus: é carregar o peso, levá-lo aos ombros por amor d’Ele e dos outros. É aceitar a cruz, prosseguindo confiadamente porque não estamos sozinhos: o Senhor crucificado e ressuscitado está conosco”.

A terceira palavra que o Papa destacou na homilia foi a oração, qualificando-a como água indispensável que alimenta a esperança e faz crescer a confiança. “A oração é a força que nos une e sustenta, o remédio contra o isolamento e a autossuficiência que levam à morte espiritual. Com efeito, o Espírito de vida não sopra, se não se reza; e, sem a oração, não se abrem as prisões interiores que nos mantêm prisioneiros”.

Na conclusão da homilia, Francisco deixou sua saudação à delegação do patriarcado ecumênico, que o Patriarca Bartolomeu enviou à Roma para esta solenidade em sinal de comunhão apostólica.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé e Rádio Vaticano

 

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Diante da perseguição sejam “templos vivos do Senhor” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/diante-da-perseguicao-sejam-templos-vivos-do-senhor/ Thu, 22 Jun 2017 14:04:10 +0000 http://teste.toqueto.com/diante-da-perseguicao-sejam-templos-vivos-do-senhor.html Ao receber nesta manhã os participantes da 90ª Assembleia da Reunião das Obras para a Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO), o Papa Francisco refletiu sobre a realidade da cruz, do sofrimento e da necessidade de ser “templo vivo” do Senhor, onde já não é possível defender as estruturas eclesiais.

Em seu discurso, o Papa disse que “sabemos que somos pedras vivas aderidas a Cristo, que é a pedra angular! As Igrejas Orientais custodiam tantas veneradas memórias, igrejas, mosteiros, lugares de santos e santas: são custodiados e preservados, também graças a sua ajuda, favorecendo assim a peregrinação às raízes da fé”.

“Mas, quando não é possível reparar ou preservar as estruturas, devemos continuar sendo templo vivo do Senhor, recordando que o ‘barro’ da nossa existência cristã foi moldado pelas mãos de ‘artesão’, o Senhor que colocou nela o seu espírito vivificador”, exortou.

Francisco recordou que “as Igrejas Orientais viveram muitas vezes ondas terríveis de perseguição e luta seja no Leste europeu seja no Oriente Médio. Grandes migrações enfraqueceram sua presença nos territórios onde floresceram há séculos”.

Agora, continuou, “graças a Deus, algumas delas voltaram a ter liberdade após o período doloroso dos regimes totalitários, porém, outras, especialmente na Síria, Iraque e Egito, veem os seus filhos sofrer por causa do perdurar da guerra e da violência insensata perpetrada pelo terrorismo fundamentalista”.

“Todos esses fatos nos fizeram viver a experiência da Cruz de Jesus: é causa de inquietação e sofrimento, mas ao mesmo tempo fonte de salvação. Como tive ocasião de dizer no dia seguinte da minha eleição como Bispo de Roma: ‘Se caminhamos sem a cruz, se construímos sem a cruz e se confessamos um Cristo sem cruz, não somos discípulos do Senhor’”.

Em seguida, falando aos seminaristas e sacerdotes das Igrejas de rito Oriental, o Pontífice disse que “estamos conscientes da escolha radical feita por muitos deles e do testemunho heroico de dedicação às suas comunidades muitas vezes marcadas pela provação”.

O Papa ressaltou que “é fundamental alimentar sempre o estilo do Evangelho nos bispos, para que eles possam vivê-lo em relação aos seus presbíteros, e que eles possam fazer os fiéis a eles confiados sentir o carinho do Senhor, conservando a graça de permanecer discípulos de Cristo”.

“O seminarista e o jovem sacerdote sentirão a alegria de ser colaboradores da salvação oferecida pelo Senhor que se inclina como o Bom Samaritano para colocar sobre as feridas dos corações e histórias humanas o óleo do consolo e o vinho da esperança evangélica”.

Ao concluir, Francisco pediu: “Não nos esqueçamos de que no Oriente, também em nossos dias, os cristãos – não importa se são católicos, ortodoxos ou protestantes – derramam seu sangue como selo de seu testemunho”.

Por ACI Digital

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Papa Francisco explica as 3 dimensões que caracterizam a vida de São Paulo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-explica-as-3-dimensoes-que-caracterizam-a-vida-de-sao-paulo/ Thu, 01 Jun 2017 15:34:20 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-explica-as-3-dimensoes-que-caracterizam-a-vida-de-sao-paulo.html Na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa Francisco explicou as três dimensões que caracterizam a vida de São Paulo: “Pregação, perseguição e oração”.

Em sua missão evangelizadora, São Paulo mostrou três atitudes, assinalou o Santo Padre: “O zelo apostólico para anunciar Jesus Cristo, a resistência – resistir às perseguições e à oração para encontrar-se com o Senhor e deixar-se encontrar pelo Senhor”.

“A vida do apóstolo Paulo é uma vida sempre em movimento. Difícil imaginar Paulo tomando sol na praia, repousando”, observou o Pontífice.

1. Pregação

A primeira atitude que podemos observar em Paulo é “a pregação, o anúncio”. Paulo, explicou o Papa, “vai de um lado para outro para anunciar Cristo. Quando chamado a pregar e a anunciar Jesus Cristo, é uma paixão sua!”.

São Paulo “não fica sentado diante de uma escrivaninha, não. Ele sempre, sempre está em movimento. Sempre levando adiante o anúncio de Jesus Cristo. Tinha dentro de si um fogo, um zelo… um zelo apostólico que o impelia. Não voltava para trás. Sempre para frente”.

2. Perseguições

A segunda dimensão da vida de Paulo são as “dificuldades. Mais claramente as perseguições”.

Francisco deu um exemplo de como o apóstolo enfrentava essas dificuldades. Em um determinado momento, fariseus e saduceus se uniram para acusar São Paulo. Mas, em seguida, “o Espírito deu a Paulo um pouco de esperteza”.

Paulo “sabia que aqueles que o acusavam não estavam unidos, que entre eles existiam muitas lutas internas. Sabia que os saduceus não acreditavam na Ressurreição e que os fariseus acreditavam. Então, para sair daquele momento, disse em alta voz: ‘Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos’”.

“Quando disse isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, pois os saduceus não acreditavam. E eles que pareciam unidos, se dividiram”.

O problema com estes fariseus e saduceus, indicou Francisco, é que “haviam transformado a doutrina em ideologia. Essas pessoas tinham perdido a Lei, tinham perdido a doutrina, tinham perdido a fé, pois a transformaram em ideologia”.

3. Oração

A terceira dimensão da pregação de São Paulo, segundo o Bispo de Roma, é “a oração. Paulo tinha essa intimidade com o Senhor”.

“Uma vez– destacou o Papa – ele diz que é levado quase até ao sétimo céu, na oração, e não sabia como dizer as coisas bonitas que tinha ouvido lá. Mas este lutador, este anunciador sem limite de horizonte, sempre mais, tinha aquela dimensão mística do encontro com Jesus”.

“A força de Paulo era este encontro com o Senhor, que ele fazia na oração, como foi o primeiro encontro no caminho para Damasco, quando ele ia para perseguir os cristãos. Paulo é o homem que encontrou o Senhor, e não se esquece disso, e se deixa encontrar pelo Senhor e busca o Senhor para encontrá-lo. Homem de oração”, concluiu Francisco.

Leitura comentada pelo Papa Francisco:

At 22,30;23,6-11

Naqueles dias, 30querendo saber com certeza por que Paulo estava sendo acusado pelos judeus, o tribuno soltou-o e mandou reunir os chefes dos sacerdotes e todo o conselho dos anciãos. Depois fez trazer Paulo e colocou-o diante deles.

23,6Sabendo que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram fariseus, Paulo exclamou no conselho dos anciãos: “Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos”. 7Apenas falou isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, e a assembleia se dividiu.

8Com efeito, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito, enquanto os fariseus sustentam uma coisa e outra. 9Houve, então, uma enorme gritaria. Alguns doutores da Lei, do partido dos fariseus, levantaram-se e começaram a protestar, dizendo: “Não encontramos nenhum mal neste homem. E se um espírito ou anjo tivesse falado com ele?”

10E o conflito crescia cada vez mais. Receando que Paulo fosse despedaçado por eles, o comandante ordenou que os soldados descessem e o tirassem do meio deles, levando-o de novo para o quartel. 11Na noite seguinte, o Senhor aproximou-se de Paulo e lhe disse: “Tem confiança. Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma”.

Por ACI Digital

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Papa Francisco: perseguição, a consequência da obediência cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-perseguicao-a-consequencia-da-obediencia-crista/ Thu, 27 Apr 2017 13:10:51 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-perseguicao-a-consequencia-da-obediencia-crista.html O cristão é testemunha da obediência, e a consequência disto, são as perseguições. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada esta manhã na Capela da Casa Santa Marta, fazendo alusão ao que disse Pedro na leitura dos Atos dos Apóstolos, de que “é preciso obedecer a Deus antes que aos homens”.

Pedro, de fato, deu esta resposta ao ser levado junto com os apóstolos diante do Sinédrio, após terem sido libertados da prisão por um anjo. Haviam sido proibidos de ensinar em nome de Jesus – os havia recordado o sumo sacerdote – mas encheram Jerusalém com os seus ensinamentos.

A homilia do Papa Francisco parte deste episódio narrado na primeira leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos. Para fazer compreender este acontecimento, o Papa faz referência também ao que foi narrado anteriormente pelos Atos, nos primeiros meses da Igreja, quando a comunidade crescia e aconteciam tantos milagres.

Havia a fé do povo, mas havia alguns “espertalhões” – foi o alerta do Papa – “que queriam fazer carreira”, como Ananias e Safira.

O mesmo acontece hoje – enfatiza Francisco – assim como o desprezo das pessoas ao ver os doentes sendo levados até os apóstolos.

Assim, cheios de inveja, os chefes pegaram os apóstolos e os trancafiaram na prisão. Pedro, que por medo havia traído Jesus na Quinta-feira Santa, desta vez, corajoso, responde “que é necessário obedecer a Deus antes que aos homens”.

Uma resposta que faz portanto entender que “o cristão é testemunha da obediência”, como Jesus que se aniquilou no Jardim das Oliveiras e disse ao Pai: “Faça-se segundo tua vontade, não a minha”:

“O cristão é uma testemunha da obediência e se nós não estamos neste caminho de crescer no testemunho da obediência, não somos cristãos. Pelo menos caminhar por esta estrada: testemunha de obediência. Como Jesus. Não é testemunha de uma ideia, de uma filosofia, de uma empresa, de um banco, de um poder, é testemunha de obediência. Como Jesus”.

Mas tornar-se testemunha de obediência” é “uma graça do Espírito Santo”, explica o Papa:

“Somente o Espírito pode nos fazer testemunhas de obediência. “Não, eu vou naquele mestre espiritual, eu leio este livro…”. Tudo está bem, mas somente o Espírito pode transformar o nosso coração e pode nos fazer a todos testemunhas de obediência. É uma obra do Espírito e devemos pedir a ele, é uma graça a ser pedida: “Pai, Senhor Jesus, envia-me o teu Espírito para que eu me torne uma testemunha de obediência”, isto é, um cristão”.

Ser testemunha de obediência acarreta consequências, como narrado pela primeira leitura: depois da reposta de Pedro, queriam de fato levá-lo a morte:

“As consequências do testemunho de obediência são as perseguições. Quando Jesus enumera as Bem-aventuranças termina com: “Bem-aventurados quando vos perseguirem e insultarem”. A cruz não pode ser tirada da vida do cristão. A vida de um cristão não é um status social, não é um modo de viver uma espiritualidade que me faça bem, que me faça um pouco melhor. Isto não basta. A vida de um cristão é o testemunho em obediência e a vida de um cristão é repleta de calúnias, boatos e perseguições”.

Para ser testemunhas de obediência como Jesus – conclui o Papa – é preciso rezar, reconhecer-se pecadores, com tantas “mundanidades” no coração e pedir a Deus “a graça de tornar-se um testemunho de obediência” e de não amedrontar-se quando chegam as perseguições, “as calúnias”, pois o Senhor disse que quando se for levado diante do juiz, “será o Espírito a nos dizer o que responder”.

Por Rádio Vaticano

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Campos de refugiados parecem campos de concentração https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/campos-de-refugiados-parecem-campos-de-concentracao/ Mon, 24 Apr 2017 10:03:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45657 A comunidade romana de Santo Egídio acolheu o Papa Francisco na tarde de sábado (22/04) na Basílica de S. Bartolomeu, na ilha Tiberina, no centro histórico de Roma.

O Pontífice presidiu à Liturgia da Palavra em memória dos novos mártires “assassinados pelas insanas ideologias do século passado ou só porque discípulos de Jesus”, como disse o Papa em sua homilia.

“A lembrança dessas heroicas testemunhas antigas e recentes nos confirmam a consciência de que a Igreja é Igreja de mártires. Tiveram a graça de confessar Jesus até o fim, até a morte. Eles sofrem, dão a vida, e nós recebemos a bênção de Deus por seu testemunho”, disse o Papa, citando ainda os muitos “mártires escondidos”: homens e mulheres que na vida cotidiana tentam ajudar os irmãos e amar a Deus sem reservas.

O ódio do príncipe do mundo: a origem da perseguição

O Papa falou ainda da causa de toda perseguição, isto é, o “ódio do príncipe deste mundo”. E a origem do ódio é esta: porque fomos salvos por Jesus, ele nos odeia e suscita a perseguição que, desde os tempos de Jesus, continua até o nossos dias.

Em momentos difíceis da história, prosseguiu Francisco, se diz que a pátria necessita de heróis. Já a Igreja necessita de mártires, de testemunhas, dos santos de todos os dias que testemunham Jesus com a coerência de vida e daqueles que O testemunham até a morte. “Todos eles são o sangue vivo Igreja.”

Campos de refugiados: campos de concentração

Deixando o texto de lado, o Papa afirmou que gostaria de acrescentar um ícone nesta Basílica: a de uma mulher que ele não conhece o nome, mas de quem conheceu a história quando visitou a ilha grega de Lesbos.

No campo de acolhimento de refugiados, o Pontífice cumprimentou um homem de cerca 30 anos, muçulmano casado com uma cristã e pai de três filhos, que viu a mulher ser degolada por se recusar a tirar o crucifixo diante dos terroristas. “Nós nos amávamos tanto”, disse sem rancor o muçulmano ao Papa. “Este ícone eu trago hoje como presente”, afirmou Francisco.

“Não sei se aquele homem conseguiu sair daquele campo de concentração”, assim definiu o Papa o local devido à quantidade de pessoas. “Aprecio o empenho de acolhimento de alguns povos generosos, mas parece que os acordos internacionais são mais importantes do que os direitos humanos.”

O amor permite lutar contra a prepotência

“A herança viva dos mártires doa hoje a nós paz e unidade. Eles nos ensinam que, com a força do amor, com a mansidão, se pode lutar contra a prepotência, a violência, a guerra e se pode realizar a paz com paciência. E então podemos assim rezar: Ó Senhor, torne-nos dignas testemunhas do Evangelho e do seu amor; efunde a sua misericórdia sobre a humanidade; renove a sua Igreja, proteja os cristãos perseguidos, conceda em breve a paz ao mundo inteiro.”

Testemunhos

No decorrer da celebração, os participantes ouviram o testemunho de parentes e amigos de três mártires cuja memória está preservada na Basílica: Karl Schneider, pastor da Igreja Reformada assassinado em 1939 no campo de Buchenwald; Roselyne, irmã do padre Jacques Hamel, assassinado ao final da missa em Rouen, na França, em 26 de julho do ano passado num atentado terrorista; e Francisco Hernandez Guevara, amigo de William Quijano, um jovem da comunidade de Santo Egídio de El Salvador, assassinado em setembro de 2009 por seu trabalho em prol da juventude. Já o fundador da comunidade de Santo Egídio, Andrea Riccardi, recordou que neste mesmo dia, quatro anos atrás, foram sequestrados em Aleppo dois bispos, de cujo paradeiro ainda não se tem notícia.

Novos mártires

Depois de sua homilia, o Papa prestou homenagem nas seis capelas laterais da Basílica que mantêm as relíquias dos mártires da Europa, África, América, Ásia. Velas foram acesas para acompanhar cada oração que foi pronunciada em memória das testemunhas da fé do século XX até os nossos dias: foram lembrados os armênios, os cristãos massacrados durante a I Guerra Mundial, mártires da paz e do diálogo como os monges trapistas na Argélia, Pe. Andrea Santoro na Turquia, vítimas da máfia, como Pe. Pino Puglisi. Uma lembrança que uniu nomes mais conhecidos, como o de Dom Oscar Arnulfo Romero, ao de muitos missionários que, no mundo, deram sua vida pelo Evangelho. 

Refugiados

Ao final da celebração, Francisco encontrou numa sala adjacente à Basílica um grupo de refugiados que chegou à Itália graças aos corredores humanitários, além de mulheres vítimas do tráfico humano e menores desacompanhados.

Ao cumprimentar os fiéis que o aguardavam do lado de fora da Basílica, o Papa voltou a falar do desafio migratório, recordando que fechar-se corresponde ao suicídio.

“Pensemos na crueldade que se abate sobre tantas pessoas, em tantas pessoas que chegam em embarcações e são acolhidos por países generosos, como Itália e Grécia, mas depois os tratados não deixam… Se na Itália dois migrantes fossem acolhidos por município, teria lugar para todos. Que a generosidade de Lampedusa, Sicília, Lesbos, possam contagiar a todos. Somos uma civilização que não faz filhos e mesmo assim fechamos as portas aos migrantes: isso se chama suicídio.”

Por Rádio Vaticano

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