perdão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png perdão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco e o livro-entrevista "Deus é jovem" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-e-o-livro-entrevista-deus-e-jovem/ Tue, 20 Mar 2018 09:32:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51324 O livro-entrevista tem lançamento hoje (20/3) em vista da Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada no próximo Domingo de Ramos, no Vaticano e nas dioceses dos cinco continentes. Mais de 20 países lançam simultaneamente o segundo livro do Papa Francisco. Após ‘O nome de Deus é misericórdia’ (2016), que ultrapassou a cifra de 200.000 exemplares vendidos só no Brasil, a Editora Planeta traduziu com exclusividade a edição em português para o Brasil e a confiou ao Pe. João Carlos Almeida, scj (Padre Joãozinho).

Os jovens são profetas com asas

O jovem tem algo de profeta, e deve perceber isso. Deve estar ciente de ter as asas de um profeta, a atitude de um profeta, a capacidade de profetizar, de dizer mas também de fazer. Um profeta do hoje tem a capacidade, sim, de condenação, mas também de perspectiva. Os jovens têm essas duas qualidades. Eles sabem condenar, mas muitas vezes eles não expressam bem a sua condenação. E eles também têm a capacidade de examinar o futuro e olhar para frente.

Os jovens de hoje estão crescendo em uma sociedade desenraizada

Para entender um jovem hoje você tem que entendê-lo em movimento, não pode ficar parado e pretender estar no seu comprimento de onda. Se queremos dialogar com um jovem, devemos ser “móveis”, e então será ele a diminuir a velocidade para nos ouvir, será ele a decidir fazê-lo. E quando diminuirá a velocidade, começará outro movimento: um movimento no qual o jovem começará a seguir o passo mais lentamente para ser ouvido, e os idosos acelerarão para encontrar o ponto de encontro. Ambos se esforçarão: os jovens a caminharem mais lentamente e os idosos a irem mais rápidos. Isso poderia marcar o progresso. (…) Os adultos muitas vezes desenraízam os jovens, erradicam suas raízes e, em vez de ajudá-los a serem profetas pelo bem da sociedade, os tornam órfãos e descartados. Os jovens de hoje estão crescendo em uma sociedade desarraigada.

Pedir perdão aos nossos jovens

Devemos pedir perdão aos nossos jovens porque nem sempre os levamos a sério. Nós nem sempre os ajudamos a ver a estrada e a construir os meios que podem permitir a eles de não serem descartados. Muitas vezes, não sabemos como fazê-los sonhar e não somos capazes de entusiasmá-los. É normal procurar dinheiro para construir uma família, um futuro, e para sair do papel de subordinação aos adultos que os jovens hoje têm por muito tempo. O que importa é evitar experimentar a ânsia da acumulação.

É o trabalho, a comida da alma e não dinheiro

O trabalho deveria ser para todos. Todo ser humano deve ter a possibilidade concreta de trabalhar, de demonstrar a si mesmo e a seus entes queridos que ele pode ganhar a vida. Não se pode aceitar a exploração, não se pode aceitar que muitos jovens sejam explorados pelos empregadores com falsas promessas, com pagamentos que nunca chegam, com a desculpa de que são jovens e devem fazer experiência. Não se pode aceitar que os empregadores pretendam dos jovens um trabalho precário e até mesmo gratuito, como acontece (…). Os jovens nos pedem para serem ouvidos e nós temos o dever de escutá-los e acolhê-los, não de explorá-los. Não há desculpas para isso.

Muitos pais criam seus filhos à cultura do efêmero

Parece que crescer, envelhecer, amadurecer, é ruim. É sinônimo de vida terminada, insatisfeita. Hoje, parece que tudo é manipulado e mascarado. Como se o fato de viver não tivesse sentido. Recentemente eu falei sobre o quão seja triste que alguém queira fazer o “lifting” também ao coração! Como é doloroso que alguém queira cancelar as rugas de tantos encontros, de tantas alegrias e tristezas! Muitas vezes, há adultos que brincam de ser jovens, que sentem a necessidade de colocarem-se ao nível do adolescente, mas não entendem que é um engano. É um jogo do diabo. Não consigo entender como é possível que um adulto se sinta em competição com um jovem, mas, infelizmente, acontece cada vez mais isso. (…) Há muitos pais adolescentes na cabeça, que querem viver a vida efêmera eterna e, conscientemente ou não, fazem suas crianças vítimas deste perverso jogo do efêmero. Porque, de um lado, criam crianças encaminhadas à cultura do efêmero e, do outro, as fazem crescer sempre mais enraizadas, numa sociedade que eu chamo de “desarraigada”.

Velhos sonhadores e jovens profetas são a salvação da nossa sociedade desarraigada

Os adultos muitas vezes desarraigam os jovens, erradicando suas raízes e, em vez de ajudá-los a serem profetas pelo bem da sociedade, os tornam órfãos e descartados. Os jovens de hoje estão crescendo em uma sociedade desarraigada. (…) Hoje, as redes sociais parecem nos oferecer esse espaço de conexão com os outros; a web faz os jovens se sentirem parte de um único grupo. Mas o problema que a Internet comporta é a sua virtualidade: a web deixa os jovens no ar e por esta razão extremamente voláteis. (…) Um caminho forte para no salvar, creio seja o diálogo, o diálogo dos jovens com os idosos: uma interação entre idosos e jovens, até ultrapassando provisoriamente, os adultos. Jovens e idosos devem conversar uns com os outros e devem fazer isso cada vez mais frequentemente: isso é muito urgente! E devem ser os idosos, como também os jovens, a tomarem a iniciativa. (…) Mas esta sociedade descarta uns e outros, descarta os jovens como também descarta os idosos. No entanto, a salvação dos idosos é dar aos jovens a memória, isso torna os idosos verdadeiros sonhadores do futuro; enquanto a salvação dos jovens é pegar esses ensinamentos, esses sonhos e levá-los avante na profecia. (…) Os idosos sonhadores e os jovens profetas são o caminho da salvação da nossa sociedade desarraigada: duas gerações de descartados podem salvar todos.

Deus é jovem porque “faz novas todas as coisas” e é social

Deus é Aquele que renova sempre, porque Ele é sempre novo: Deus é jovem! Deus é o Eterno que não há tempo, mas é capaz de renovar, rejuvenescer-se continuamente e rejuvenescer tudo. As características mais peculiares dos jovens são também as Suas. É jovem porque “faz novas todas as coisas” e gosta de novidades; porque surpreende e ama o estupor; porque sabe sonhar de deseja os nossos sonhos; porque ele é forte e entusiasmado; porque constrói relacionamentos e nos pede para fazermos o mesmo, é social. Penso na imagem de um jovem e vejo que ele também tem a possibilidade de ser “eterno”, colocando em jogo toda a sua pureza, criatividade, coragem, energia, acompanhado pelos sonhos e sabedoria dos idosos. É um ciclo que se fecha, que cria uma nova continuidade e me recorda a imagem da eternidade.

Por Vatican News

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A Paz só pode acontecer em Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-paz-so-pode-acontecer-em-deus/ Fri, 09 Mar 2018 09:14:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51185 A palavra forte da Quaresma é “conversão”. Vem de Jesus que disse: “Convertei-vos e crede do Evangelho” (Mc 1,15). Para acolhermos o Reino de Deus e a vida nova trazida por Jesus é absolutamente necessária a conversão com a mudança de vida. O Evangelho da santa Missa deste quarto domingo da Quaresma – Jo 3, 14-21 – é uma exposição clara de que diante Jesus Cristo morto e ressuscitado ninguém pode ficar indiferente, a conversão de vida é a opção mais correta como consequência da fé em Deus e da acolhida do dom de Deus que é o próprio Cristo. Esta provocação Jesus a fez a Nicodemos, “chefe dos judeus”. De que lado ele está? Confrontado com Cristo, ele não poderá se esquivar de decidir.

O Evangelho apresenta o final da conversa de Jesus com Nicodemos. Jesus está lhe dizendo: “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”. O Filho do homem é identificado com Jesus Cristo. Que Ele seja levantado significa ao mesmo tempo a sua elevação na cruz e a sua exaltação na glória da ressurreição. João se serve destes termos de sentido cristão que a comunidade cristã usava na liturgia e na catequese, embora Nicodemos não os entendesse facilmente. No entanto, João prossegue contando que Jesus explicava a Nicodemos que “Deus amou tanto o mundo (os homens e mulheres), que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nEle crer, mas tenha a vida eterna. Deus não enviou o seu Filho ao mundo (aos homens e mulheres) para condená-los, mas para que todos sejam salvos por Ele. Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito”. Jesus argumentava desta forma e com estas palavras para desafiar Nicodemos a lançar os olhos da fé no Filho do homem quando fosse elevado na cruz e glorificado na ressurreição. E, assim sendo, motivá-lo a firmar convicção pessoal de que a elevação de Cristo na cruz é a mesma coisa que o dom do amor que Deus deu, ou seja, o seu Filho único que, também por amor, dará a sua vida para a salvação da humanidade. Seja por uma ou por outra a razão, doravante, necessária e indispensável será a fé em Jesus. Quem acreditar no Filho unigênito não será condenado, mas terá a vida eterna, pois Ele não será elevado para condenar ninguém, mas para salvar a todos que nEle crerem. A vida eterna não é a que começa depois da morte, mas é a vida divina ou a vida de Deus mesmo, a qual começa aqui e agora pela fé em Jesus Cristo.

Conclusão: A vida divina em nós, que é a vida de Deus, só pode acontecer em nós pela nossa vida de fé em Deus e de nossa acolhida ao dom de Deus dado por amor, que é o seu Filho unigênito, o qual também por amor deu a sua vida por nós. Em breves palavras, a vida divina vem a nós por intermédio da nossa fé em Deus e em Jesus Cristo, o seu Filho unigênito. Outra conclusão: Sem a vida divina em cada um de nós, jamais haverá a paz em nós, nos outros e no mundo.

Então, tudo começa com a acolhida da vida de Deus em nós, que é graça, presente de Deus. Como propõe a Campanha da Fraternidade a superação da violência e a construção da paz só começam pela conversão pessoal, com o nosso propósito firme e corajoso de lançar os olhos da fé em Cristo elevado na cruz e exaltado na ressurreição. Mais do que professar a fé numa verdade, no entanto, é importante que vivamos de acordo com esta verdade. E a verdade é esta: Aderir a Jesus pela fé, segui-Lo e imitá-Lo pela vida afora. Como dizem os teólogos, mais do que uma ortodoxia formal (doutrina pura) a fé é uma ortopráxis, é um agir segundo a verdade (cf. Jo 3,21; 1Jo 1,6-7).

Ao encerrar o diálogo com Nicodemos, Jesus lhe dizia que a vinda do Filho do homem e a sua exaltação na cruz são um julgamento para o mundo. No confronto com Ele, o mundo se divide entre os que aceitam a sua luz e os que a rejeitam. “Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus”, arrematou Jesus. Os que rejeitam a luz são condenados por sua própria opção, pois sabem que as suas obras não condizem com a verdade da fé em Deus e têm ódio de ver a sua vida de pecados exposta nesta luz. Neste ódio que os consome, por conseguinte, se condenam a si mesmos. Não é Cristo quem os condena, pois Ele não veio nem foi elevado na cruz para condenar ninguém, mas para salvar a todos, bastando que nEle creiam. Os que expõem a sua vida com as suas obras à luz de Deus, mostrando a boa vontade que tiveram e têm de viver conforme a vontade de Deus, entram desde já na comunhão da vida divina, ou seja, da vida em Deus mesmo. Esta é a verdade: Jesus Cristo ama e perdoa quem fez o mal, bate no peito e pede perdão. O Senhor é piedade e retidão, amor e verdade, justiça e misericórdia.

Unidos à Igreja, oremos em comunhão com as intenções da Campanha da Fraternidade, cujo tema é “Fraternidade e superação da violência”: Ó Pai, ensina-nos a ser vossos filhos e irmãos uns dos outros, como o é Jesus, o vosso Filho estimado e o nosso Irmão amado, que nos disse: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). Derrama sobre nós o vosso Espírito Santo que nos converta e nos faça construtores de uma sociedade justa e sem violência. Amém.

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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De que adianta ir à Igreja se logo volta a pecar? Papa explica https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/de-que-adianta-ir-a-igreja-se-logo-volta-a-pecar-papa-explica/ Tue, 20 Feb 2018 15:44:29 +0000 http://teste.toqueto.com/de-que-adianta-ir-a-igreja-se-logo-volta-a-pecar-papa-explica.html O Papa Francisco respondeu à pergunta “De que adiante ir à igreja?”, se ao sair dela uma pessoa logo volta a pecar.

Em 19 de fevereiro, a Santa Sé divulgou o diálogo que o Papa Francisco teve com um grupo de órfãos de Bucareste (Romênia) em 4 de janeiro, quando um jovem lhe perguntou: “De que adianta ir à igreja?”, se ao sair a pessoa volta a pecar.

A reunião aconteceu no Vaticano, onde o Santo Padre respondeu a perguntas realizadas por alguns órfãos. Essas crianças e jovens são assistidos pela ONG de educação.

“Por que a vida é tão difícil e, entre nós amigos brigamos frequentemente? E enganamos uns aos outros? Vocês sacerdotes nos dizem para ir à Igreja, mas imediatamente, quando saímos, erramos e cometemos pecados. Então, por que eu entrei na Igreja? Se eu considero que Deus está na minha alma, por que é importante ir à Igreja?”, perguntou um dos órfãos.

Em sua resposta, Francisco disse: “Os seus ‘por quês’ têm uma resposta: é o pecado, o egoísmo humano: por isso – como você diz – ‘muitas vezes brigamos’, ‘nos machucamos, nos enganamos’. Você mesmo reconheceu isso, que, mesmo indo à igreja, depois erramos novamente, permanecemos sempre pecadores”.

“Então, você se pergunta: a que serve ir à igreja? Serve para nos colocarmos diante de Deus como somos, sem ‘maquiagem’, assim como somos diante de Deus, sem maquiagem. Para dizer: ‘Aqui estou, Senhor, eu sou um pecador e peço perdão. Tenha piedade de mim’”.

Além disso, Francisco afirmou que, “se eu vou à igreja para fingir que sou uma boa pessoa, isso não serve. Se eu vou à igreja porque gosto de ouvir música ou porque me sinto bem, não serve. Serve se no início, quando entro na igreja, posso dizer: ‘Aqui estou Senhor. Tu me amas e eu sou um pecador. Tenha piedade de nós’”.

Em seguida, o Papa sublinhou que, “se fizermos isso, nós voltamos para casa perdoados. Acariciados por Ele, mais amados por Ele, sentindo essa carícia, esse amor. Assim aos poucos, Deus transforma nosso coração com a sua misericórdia, e também transforma a nossa vida”.

“Não ficamos sempre iguais, somos ‘trabalhados’. Deus trabalha o nosso coração e somos trabalhados como argila nas mãos do oleiro; e o amor de Deus toma o lugar do nosso egoísmo”.

Finalmente, o Papa Francisco sublinhou: “É por isso que creio seja importante ir à igreja: não só olhar para Deus, mas para deixar-se olhar por Ele. É o que penso, obrigado”.

Por ACI Digital

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Papa aos funcionários: “Não quero trabalho irregular no Vaticano” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-funcionarios-nao-quero-trabalho-irregular-no-vaticano/ Fri, 22 Dec 2017 16:01:17 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aos-funcionarios-nao-quero-trabalho-irregular-no-vaticano.html O Papa Francisco, encontrando os funcionários do Vaticano por ocasião das felicitações de Natal, fala com o coração, mas acima de tudo com grande humildade e pede desculpas pelos “maus exemplos” também dentro da Igreja e pelo trabalhar informal, irregular que ainda existe dentro da Santa Sé.

Trabalho

“A primeira palavra que eu gostaria de lhes dizer – disse o Papa falando de improviso na Sala Paulo VI – é trabalho. Mas não para dizer trabalhem mais, e mais rápido. Não! É para agradecer-lhes!”.

“Mas também há no Vaticano, falando de trabalho, um problema: uma senhora entre vocês apontando para um jovem disse: “Ajude os trabalhadores precários”. Outro dia eu tive um encontro com o cardeal Marx, que é o presidente do Conselho da Economia e eu disse: não quero trabalho irregular no Vaticano”.

“Peço desculpas a vocês se isso ainda existe. Para mim, este é um problema de consciência, porque não podemos pregar a doutrina social da Igreja e depois ter situações de trabalho irregular. Isto nunca mais!. Entende-se que é necessário testar uma pessoa, mas um ano, ou dois, depois basta”.

“O trabalho é o caminho de santidade, de felicidade de vocês, de seguir em frente. Hoje talvez a pior maldição que existe, é não ter trabalho”. “O trabalho nos dá dignidade e a segurança do trabalho nos dá dignidade”.

“Não quero dizer os nomes, mas nos jornais vocês os encontraram. Hoje eu vi em dois jornais, duas empresas importantes, aqui na Itália, que estão a risco, mas para salvar a empresa se deve “racionalizar” o trabalho, ou seja, despedir 3-4.000 pessoas. É muito ruim porque assim se perde a dignidade. E isso é um problema não só aqui no Vaticano, na Itália, na Europa, mas é um problema mundial”.

Família

“A segunda palavra que gostaria de dizer é ‘família” – disse o Papa – assegurando que sofre ao saber quando uma família está em crise, “que existem crianças que se angustiam, porque veem que a família é…, é um problema!”.

O Papa recomendou então a estas famílias, para deixarem-se ajudar. ‘Por favor, salvar a família. Eu sei que não é fácil, há tantos problemas em um matrimônio. Mas procurem pedir ajuda enquanto há tempo. Enquanto há tempo. Proteger a família!”.

E, “nunca briguem diante das crianças, nunca!” – foi seu conselho – pois as “crianças sofrem”. Se há dificuldades, “que ao menos as crianças não sofram”.

“A família é um grande tesouro, porque Deus nos criou família. A imagem de Deus é o matrimônio, homem e mulher, fecundos, “multiplicai-vos”, façam filhos, sigam em frente”.

As fofocas

A terceira palavra que me vem em mente – “talvez alguém possa ter a vontade de dizer: ‘Mas acabe com isto!’”: as fofocas, uma palavra recorrente.

“Talvez eu me engane, no Vaticano não se faz fofoca…talvez, não sei”.

Alguém me disse certa vez depois de eu falar sobre as fofocas em uma Missa: “Mas padre, se não se fofoca no Vaticano se fica isolados!”. Eh…pesado, hein?!”. É como uma bomba – recordou. “Não façam terrorismo!” – pediu – “mordam a língua”.

Perdão

A quarta palavra é o perdão. O Pontífice pediu desculpas aos funcionários do Vaticano pelos “maus exemplos da fauna clerical, nós [sorri]”: “perdão e desculpas porque nem sempre damos um bom exemplo. Na vida há erros, pecados, injustiças que também nós clérigos cometemos.

Às vezes, tratamos mal as pessoas, somos um pouco “neuróticos”. Perdão por todos esses exemplos não bons. Eu também devo pedir perdão”, disse Francisco.

Felicitações de Natal

A última palavra é o augúrio de Natal: “Feliz Natal, no coração, na família e também na consciência. Não tenham medo, também vocês, de pedir perdão se a consciência acusa de alguma coisa. Procurem um bom confessor e façam uma boa limpeza, hein!”.

“Dizem que o melhor confessor é o padre surdo. Não te faz passar vergonha! Mas mesmo não sendo surdo, existem tantos misericordiosos, tantos! Que te escutam e te perdoam. Vai em frente. O Natal é uma boa oportunidade para se fazer as pazes também dentro de nós. Todos somos pecadores, hein! Todos! Ontem, eu fiz minha confissão de Natal. Veio o confessor…e me fez bem, todos devemos confessar-nos”.

E não esqueçamos – disse Francisco ao concluir – os doentes que talvez existam em nossas famílias, que sofrem: “enviar uma bênção também a eles”.

Por Vatican News

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Em Mianmar e Bangladesh, viagem apostólica às periferias https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-mianmar-e-bangladesh-viagem-apostolica-as-periferias/ Thu, 23 Nov 2017 07:54:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49523 A 21ª viagem apostólica internacional do Papa Francisco, que se realizará de 26 de novembro a 2 de dezembro a Mianmar e Bangladesh, esteve no centro da coletiva da manhã de ontem, quarta-feira (22/11) na Sala de Imprensa da Santa Sé, na qual o diretor da mesma, Greg Burke, ilustrou o programa da viagem e ressaltou que o Pontífice levará aos dois países do sudeste asiático uma mensagem de reconciliação, perdão e paz.

Burke ressaltou que na quinta-feira, 30 de novembro, o Santo Padre terá um encontro privado com o chefe do exército birmanês, Gal. Min Aung Hlaing. Ademais, destacou que durante o encontro ecumênico e inter-religioso, programado para o dia 1º de dezembro, na capital bengalesa, Daca, estará presente também um grupo de refugiados rohingya.

Antes da Santa Missa em Daca, alguns jovens moradores de rua doarão ao Papa sandálias confeccionadas por eles. Entre as pessoas que farão parte da comitiva papal estará um funcionário leigo da Tipografia Vaticana, declarou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Nos dois países asiáticos o Santo Padre viajará de automóvel fechado, não blindado. Em Mianmar, Francisco se hospedará no arcebispado; já em Bangladesh, ficará na nunciatura apostólica. Eis o que disse Burke à Rádio Vaticano – Secretaria para a Comunicação – sobre a viagem apostólica aos dois países:

Greg Burke:- “Em ambos os países é uma viagem às periferias. O Papa Francisco fala muito em periferias e esta é realmente uma periferia: de certo modo pela distância, de certo modo também em relação à comunidade católica, muito pequena, em ambos os países.”

RV: Uma viagem a países que devem enfrentar desafios importantes. Entre estes o combate à pobreza…

Greg Burke:- “Faz pouco tempo que Bangladesh passou de país ‘subdesenvolvido’ para um país ‘em desenvolvimento’. E é ainda mais forte, claramente, a mensagem de esperança dada pelo Papa quando chega a terras tão pobres como estas. Há outro elemento muito importante : o inter-religioso. Mianmar é, em grande parte, um país budista. E Bangladesh é um país oficialmente islâmico. Também aí o Papa quer demonstrar, mais uma vez, o significado da religião para a paz e para a reconciliação.”

RV: O Papa também quer confirmar na fé as comunidades católicas destes dois países. Trata-se de minorias, mas, mesmo assim, importantes no tecido social de ambos os países…

Greg Burke:- “É uma viagem apostólica e tem um aspecto muito importante a nível pastoral. Vimos muitas vezes o Papa ir tão longe visitar uma comunidade tão pequena. É certamente uma grande ajuda, é um modo de reforçá-los na fé.

RV: Recordemos alguns encontros centrais das duas viagens, a Mianmar e depois a Bangladesh…

Greg Burke-: ”Em Mianmar o encontro com os budistas será muito importante. Em Bangladesh o encontro inter-religioso. Voltamos a esse tema das relações pacíficas entre as religiões. É interessante que em ambos os países o Papa concluirá sua visita encontrando os jovens. Mesmo de pequenas comunidades católicas percebe-se um sentido de grande esperança.”

Por Rádio Vaticano

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Papa: remorsos da consciência são sintomas de salvação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-remorsos-da-consciencia-sao-sintomas-de-salvacao/ Thu, 28 Sep 2017 12:39:17 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-remorsos-da-consciencia-sao-sintomas-de-salvacao.html O Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta, nesta quinta-feira (28/09), e em sua homilia exortou a não ter medo de dizer a verdade sobre a nossa vida, a tomar consciência de nossos pecados e confessá-los ao Senhor para que nos perdoe.

Citando o Evangelho do dia sobre o comportamento de Herodes em relação à pregação de Jesus, o Papa lembrou que alguns associavam Jesus a João Batista e a Elias, e outros o identificavam como um profeta. Herodes não sabia “o que pensar”, mas “sentia dentro” de si alguma coisa, que “não era uma curiosidade”, era “um remorso na alma, no coração”: procurava ver Jesus para tranquilizar-se. “Queria ver milagres realizados por Cristo, mas Jesus”, disse o Papa, “não fez um circo diante dele e foi entregue a Pilatos. E Jesus pagou com a morte.”

Herodes cobriu “um crime com outro, o remorso da consciência com outro crime, como quem mata por temor. O remorso da consciência não é uma simples recordação, mas uma chaga”, disse o Papa, que acrescentou:

“Uma chaga que quando na vida fizemos alguns males, dói. É uma chaga escondida, não se vê; nem eu a vejo, porque me acostumo a carregá-la e depois se anestesia. Está ali, alguns a tocam, mas a ferida está dentro. Quando esta chaga faz mal, sentimos remorso. Não somente estou consciente de ter feito o mal, mas o sinto: o sinto no coração, no corpo, na alma e na vida. Disto nasce a tentação de cobri-lo, para não mais senti-lo.”

“É uma graça sentir que a consciência nos acusa, nos diz alguma coisa”, frisou o Papa. Por outro lado, “nenhum de nós é santo” e todos somos inclinados a olhar para os pecados dos outros e não para os nossos próprios, se compadecendo, quem sabe, por quem, sofre na guerra ou por causa de “ditadores que matam as pessoas”:

“Nós devemos – permitam–me a palavra – “batizar” a chaga, isto é, dar-lhe um nome. Onde você tem a chaga?  ‘Padre como eu faço para tirá-la fora?’ – ‘Mas antes de tudo reze: Senhor, tenha piedade de mim que sou pecador’. O Senhor escuta a sua oração. Depois examine a sua vida. ‘Se eu não vejo como e onde está aquela dor, de onde vem, que é um sintoma, como posso fazer?’ – ‘Peça a alguém para ajudá-lo a tirar a chaga; que a chaga saia e depois dar-lhe um nome’. Eu tenho esse remorso de consciência porque eu fiz isso, concreto; concretude. E esta é a verdadeira humildade diante de Deus e Deus se comove diante da concretude”.

A concretude, explica o Pontífice, expressa pelas crianças na confissão. Uma concretude de dizer o que fez para que a verdade “venha para fora”. “Assim nos curamos”:

“Aprender a ciência, a sabedoria de acusar a si mesmo. Eu me acuso, sinto a dor da chaga, faço de tudo para saber de onde vem esse sintoma e depois eu me acuso. Não tenha medo dos remorsos da consciência: eles são um sintoma de salvação. Tenha medo de cobri-los, de maquiá-los, dissimulá-los, escondê-los … isto sim, mas ser claro. E assim o Senhor nos cura”.

A oração final é para que o Senhor nos dê a graça de “termos a coragem de nos acusarmos” para caminharmos no caminho do perdão.

Por Rádio Vaticano

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O exercício do perdão https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-exercicio-do-perdao/ Fri, 15 Sep 2017 13:23:31 +0000 http://teste.toqueto.com/o-exercicio-do-perdao.html O rancor, a vingança, a denúncia agressiva, a delação e todo tipo de acusações, as guerras, a violência urbana e rural, tudo se espalha pela terra até os nossos dias. É impressionante como a maldade mostra suas garras, até em nome da defesa de valores morais e sociais, mas sempre usando as armas erradas que, ao pretenderem vencer o mal, destroem as pessoas, sua fama e dignidade. Parece que as lições do Evangelho, assim como outras magníficas indicações vindas inclusive de outras tradições religiosas encontram ouvido de mercador, aquele que não presta atenção em nada além dos próprios interesses, no coração da humanidade. Trata-se de uma luta renhida em que o egoísmo domina as relações entre as pessoas, as comunidades e as nações. Pensemos em nosso país e na verdadeira luta livre entre grupos e tendências, com a torcida de tantos que se alegram ao ver a queda dos adversários! Ao mesmo tempo, espalha-se um relaxamento moral, com afrouxamento das consciências e a inversão de uma adequada ordem de valores, capaz de organizar a convivência humana.

Não se trata de uma descrição pessimista da realidade, mas quer ser uma chamada de atenção a todos nós, esquecidos que estamos de alguns princípios básicos e restauradores dos laços entre as pessoas. Justamente neste período a Liturgia da Igreja oferece aos fiéis o discurso de Jesus a respeito da vida Comunitária (Mt 18, 1-35), estabelecendo os parâmetros para a convivência decorrente da nova Aliança, que se realiza em seu Mistério Pascal de Morte e Ressurreição.

Para ajudar nossa memória, já no final do primeiro século, os cristãos vindos do judaísmo, após o grande desastre da destruição de Jerusalém pelos romanos, tiveram vários problemas para a reconciliação entre pessoas da mesma raça na Síria e na Palestina, áreas que até hoje vivem focos de incompreensão e dificuldades para a convivência. O texto do Evangelho de São Mateus foi escrito com este pano de fundo, ajudando no processo de aproximação entre as pessoas, superando preconceitos e encaminhando a prática de um segredo próprio dos cristãos, o perdão.

Nosso amigo Simão Pedro apresenta a Jesus uma pergunta a respeito do perdão. Sete vezes já era muito, um número que significa perfeição. A resposta de Jesus mostra que não existe proporção entre o perdão que recebemos de Deus e o nosso perdão ao próximo. E Jesus conta a parábola do perdão sem limites! (Mt 18, 21-35)

Quando Jesus fala do rei, pensa no Pai do Céu. A dívida era incomensurável, absurda. O servo promete pagar, mas nunca seria capaz de recolher cento e sessenta e quatro toneladas de ouro. É verdade, olhando para Deus, nunca seremos capazes de acertar o nosso débito! Depois o mesmo servo não é capaz de perdoar uma ínfima dívida correspondente a trinta gramas de ouro. É como comparar um grão de areia com uma montanha! O contraste fala por si. A parábola continua, com a moral da história: “É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão” (Mt 18,35). De fato, o único limite à gratuidade da misericórdia de Deus que nos perdoa sempre, é nossa recusa de perdoar os irmãos.

A avalanche de maldade e agressão que nos referimos pode e deve encontrar uma saída. A reconciliação entre pessoas e povos precisa urgentemente encontrar um lugar no coração humano. Começa com uma purificação interior, desarmamento moral de quem escolhe o caminho do bem e não a maldade. Só escolhendo Deus como Senhor de nossas vidas pode acontecer esta mudança, pois só Ele nos habilita, com sua graça, no caminho da reconciliação. Depois, faz-se necessário acreditar que existe o bem nas outras pessoas que agem ou pensam de modo diferente do nosso. Quem se considera dono da verdade e vê os outros como inimigos ou adversários não empreenderá o caminho da reconciliação e da paz. Em seguida, o perdão sem limites começa nos pequenos gestos de perdão e de superação de resistências e antipatias, que bloqueiam nosso contato com os outros. Se o perdão foi feito para a gente pedir, tomar a iniciativa, indo ao encontro dos outros, milhares de vezes, sempre. Pedir perdão desmonta toda cara feia, toda maldade enrustida no coração. Mas é fundamental saber dar este perdão aos outros, não se fechar nos próprios sentimentos feridos pela maldade reinante no coração dos outros e no nosso. Para perdoar sempre e sem limites, será necessário construir pontes entre os diferentes, feitas de gestos e palavras.

Há poucos dias, assim se expressou o Papa Francisco, na visita à Colômbia: “Jesus pede-nos para rezarmos juntos; que a nossa oração seja sinfônica, com matizes pessoais, acentuações diferentes, mas que se erga de maneira concorde num único grito. Estou certo de que hoje rezamos juntos pelo resgate daqueles que erraram e não pela sua destruição, pela justiça e não pela vingança, pela reparação na verdade e não no seu esquecimento. Rezamos para cumprir o lema desta visita: ‘Demos o primeiro passo’, e que este primeiro passo seja numa direção comum… Ele sempre nos pede para darmos um passo decidido e seguro rumo aos irmãos, renunciando à pretensão de sermos perdoados sem perdoar, de sermos amados sem amar. Dar um passo nesta direção, que é a do bem comum, da equidade, da justiça, do respeito pela natureza humana e as suas exigências. Só se ajudarmos a desatar os nós da violência, é que desmontaremos a complexa teia dos conflitos: é-nos pedido para darmos o passo do encontro com os irmãos, tendo a coragem duma correção que não quer expulsar mas integrar; é-nos pedido para sermos caridosamente firmes naquilo que não é negociável; em suma, a exigência é construir a paz ‘falando, não com a língua, mas com as mãos e as obras’ (São Pedro Claver), e juntos erguermos os olhos ao céu: Jesus Cristo é capaz de desatar aquilo que nos parecia impossível; Ele prometeu acompanhar-nos até ao fim dos tempos, e não deixará estéril um esforço tão grande” (Homilia do Papa Francisco em Cartagena, Colômbia).

Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

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Papa: É triste que alguns católicos se achem perfeitos e desprezem os demais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-e-triste-que-alguns-catolicos-se-achem-perfeitos-e-desprezem-os-demais/ Wed, 09 Aug 2017 12:46:26 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-e-triste-que-alguns-catolicos-se-achem-perfeitos-e-desprezem-os-demais.html O perdão como motor da esperança foi o tema central da catequese do Papa Francisco em uma nova Audiência Geral na qual recordou que a Igreja é formada por pecadores e criticou que alguns cristãos acham que são perfeitos e desprezam os demais.

“Os pecadores são perdoados. Não somente ficam aliviados a nível psicológico porque são libertados do sentido de culpa. Jesus faz muito mais: oferece às pessoas que erraram a esperança de uma vida nova, uma vida marcada pelo amor”, disse o Santo Padre.

“Penso em tantos católicos que se acham perfeitos e, por isso, desprezam os outros. Isso é triste”, afirmou.

Em sua opinião, “nos faz bem pensar que Deus não escolheu como primeiro massa para formar sua Igreja as pessoas que não erravam nunca. A Igreja é um povo de pecadores que experimenta a misericórdia e o perdão de Deus”.

“Desde o início do seu ministério público na Galileia, Jesus se aproxima dos leprosos, dos endemoninhados, dos enfermos e dos marginalizados. Um comportamento assim (naquela época) não era nada habitual; tanto é verdade que esta simpatia de Jesus pelos excluídos, pelos ‘intocáveis’, será uma das coisas que mais desconcertarão seus conterrâneos”.

O Papa também disse que “onde existe uma pessoa que sofre, Jesus está lá, e aquele sofrimento se torna seu. Jesus não prega que a condição de pena deve ser suportada com heroísmo, como os filósofos estoicos”, mas “compartilha a dor humana e, quando o faz, de seu íntimo brota o comportamento que caracteriza o cristianismo: a misericórdia”.

Francisco assegurou que Jesus “abre os braços aos pecadores” e manifestou que muitos “continuam nos dias de hoje em uma vida errada, porque não encontram ninguém disponível a olhá-lo ou olhá-la de modo diferente, com os olhos, ou melhor, com o coração de Deus, isto é, com esperança”.

“Jesus vê uma possibilidade de ressurreição também em quem acumulou tantas escolhas erradas”, acrescentou.

Assim, o Papa recordou que “a Igreja não se formou por homens irrepreensíveis, mas por pessoas que puderam experimentar o perdão de Deus. Pedro aprendeu mais sobre si mesmo quando percebeu, ao canto do galo, que tinha renegado seu mestre, do que quando se mostrava superior aos demais com seus ímpetos e formas espontâneas. Também Mateus, Zaqueu e a Samaritana, apesar de suas faltas, receberam do Senhor a esperança de uma vida nova a serviço do próximo”.

“Nós que estamos acostumados a experimentar o perdão dos pecados, talvez a bom preço, deveríamos também recordar quanto custou o amor de Deus. Jesus não vai à cruz porque cura os enfermos, porque prega a caridade, porque proclama as bem-aventuranças”.

“O Filho de Deus vai à cruz, sobretudo, porque perdoa os pecados, porque quer a libertação total, definitiva do coração do homem”, sublinhou.

O Santo Padre também explicou que Jesus “não aceita que o ser humano consuma toda a sua existência com esta ‘tatuagem’ incancelável, com o pensamento de não poder ser acolhido pelo coração misericordioso de Deus”.

“Somos todos pobres pecadores, necessitados da misericórdia de Deus que tem a força de nos transformar e nos dar esperança a cada dia” e, “às pessoas que entenderam esta verdade básica, Deus presenteia a missão mais preciosa do mundo, ou seja, o amor pelos irmãos e irmãs, e o anúncio de uma misericórdia que Ele não nega a ninguém”.

Por ACI Digital

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Papa Francisco na Divina Misericórdia: o fundamento da nossa fé é o perdão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-na-divina-misericordia-o-fundamento-da-nossa-fe-e-o-perdao/ Mon, 24 Apr 2017 08:01:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45651 O Papa Francisco presidiu a Oração do Regina Coeli e recordou que ontem se comemorou o dia da Divina Misericórdia que é a “pedra angular” da fé e é um instrumento contra a violência e o rancor.

“A misericórdia abre a porta da mente para compreender melhor o mistério de Deus e da nossa existência pessoal. Faz entender que a violência, o rancor, a vingança não têm qualquer sentido, e a primeira vítima é quem vive desses sentimentos, porque se priva da própria dignidade”.

Francisco explicou que “a cada domingo recordamos a ressurreição do Senhor Jesus, mas neste tempo depois da Páscoa o domingo tem um significado mais luminoso”.

“Jamais nos esqueçamos que a misericórdia é a pedra angular na vida de fé, e a forma concreta com a qual damos visibilidade à ressurreição de Jesus”.

O Pontífice assinalou que a missão da Igreja é “levar a todos o anúncio concreto do perdão” e este sinal “traz consigo a paz do coração e a alegria do encontro renovado com o Senhor”.

Francisco recordou que “no Jubileu do Ano 2000, São João Paulo II teve “a belíssima intuição” de dedicar o II domingo de Páscoa à Divina Misericórdia”.

“A misericórdia abre também a porta do coração e permite expressar a proximidade sobretudo aos que estão sós e marginalizados, porque os faz sentir irmãos e filhos de um só Pai”.

O Papa acrescentou que a misericórdia “aquece o coração e o torna sensível às necessidades dos irmãos com a compartilha e a participação. A misericórdia, enfim, compromete todos a serem instrumentos de justiça, de reconciliação e de paz”.

“Na tradição da Igreja, era chamado domingo “in albis” (alba). A expressão evocava o rito do batismo na Vigília de Páscoa e veste branca ofertada para a ocasião.

“E ainda hoje – continuou – os recém-nascidos recebiam uma pequena veste simbólica, enquanto os adultos colocam uma veste de verdade. Esta veste era usada por uma semana, até o domingo in albis, quando era retirada, e os neófitas iniciavam sua nova vida em Cristo e na Igreja”.

“Este domingo nos convida a retornar com força à graça que vem da misericórdia de Deus”, sublinhou ao falar novamente de misericórdia.

Por ACI Digital

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Príncipe da Paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/principe-da-paz/ Wed, 19 Apr 2017 10:09:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45552 Caros amigos, o horror de uma guerra total volta e meia bate à porta da história da humanidade como um fantasma, que desmascara a utopia iluminista do “mundo maravilhoso da ciência e da razão”. Entretanto, a Igreja de Cristo continua levando sua mensagem de esperança e salvação “sobre os telhados” do mundo, muitas vezes em ambientes céticos e hostis. E isto porque Cristo Ressuscitou! Aleluia!

Diante do reconhecimento sincero de que precisamos de um Salvador, a fé nos apresenta Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, como único Salvador da humanidade.

Em um primeiro momento, podemos dizer que Cristo é o Salvador da história por nos apontar um caminho possível de progresso integral baseado na conversão do coração ao amor, à fraternidade, ao perdão, ao serviço e a tantas outras realidades fundamentais ao bem comum mundial.

Mas, em um segundo momento, cremos que Jesus é Salvador do mundo por apresentar um caminho mais elevado do que o do bem-estar material. “Sem a perspectiva duma vida eterna, o progresso humano neste mundo fica privado de respiro. Fechado dentro da história, está sujeito ao risco de reduzir-se a simples incremento do ter; deste modo, a humanidade perde a coragem de permanecer disponível para os bens mais altos, para as grandes e altruístas iniciativas solicitadas pela caridade universal” (Bento XVI, CV, 11).

Portanto, a Ressurreição de Cristo, que celebramos especialmente neste tempo, é um desafio à nossa humanidade. Pois, não basta ao homem fazer coisas boas, é necessário que ele mesmo seja bom!

Inegavelmente esta meta é alta, mas é a única que pode nos levar à paz, que supera o bem-estar pessoal para abrir caminho à fraternidade, com todos os sacrifícios e renúncias que isto traz consigo.

Em sua mensagem de 01/01/2014, o Papa Francisco propôs a seguinte questão: “Conseguirão, meramente com as suas forças, vencer a indiferença, o egoísmo e o ódio, aceitar as legítimas diferenças que caracterizam os irmãos e as irmãs?”. E ele mesmo responde que “a cruz é o ‘lugar’ definitivo de fundação da fraternidade que os homens, por si sós, não são capazes de gerar. Jesus Cristo, (…) por meio da sua ressurreição constitui-nos como humanidade nova, em plena comunhão com a vontade de Deus, com o seu projeto, que inclui a realização plena da vocação à fraternidade”.

Olhemos para Jesus Cristo, Morto e Ressuscitado! Ele é o Príncipe da Paz! Ele é o caminho e o modelo da humanidade sem males!

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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