Pentecostes - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Pentecostes - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Solenidade de Pentecostes: “Sem o Espírito Santo, Deus está longe” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/solenidade-de-pentecostes-sem-o-espirito-santo-deus-esta-longe/ Sat, 04 Jun 2022 17:30:53 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=63939 Pentecostes recorda aquela manhã em que os discípulos de Jesus, reunidos com Maria (Atos 1,14) no Cenáculo em Jerusalém, receberam o Espírito Santo que veio como que em línguas de fogo. Pentecostes é uma palavra grega (pentekosté) e refere-se a cinquenta dias após a Páscoa. No batismo, todos recebem o Espírito Santo, cujos dons são reforçados no sacramento da confirmação. E é precisamente aos fiéis batizados a quem se dirigem estas fortes palavras do Documento de Aparecida: “Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização dos homens e mulheres em cada ambiente (…). A tarefa missionária se abre às comunidades, assim como ocorreu em Pentecostes.” (Doc. de Aparecida n. 171).

O que as pessoas entendem quando se fala do Espírito Santo? Pentecostes não é uma festa qualquer da Igreja, pelo significado que tem para todo o Povo de Deus. Ela celebra a vinda do Espírito Santo para a Igreja e a presença do Espírito na vida de cada cristão. É com essa festa que Deus criou entre todos os povos a unidade para formarmos o Corpo de Cristo na terra.

Não cabe a nós, contudo, tentar entender o que é o Espírito Santo, já que ninguém é capaz de alcançar, em sua totalidade, os mistérios da fé. Como falou Jesus, ‘o Espírito sopra onde quer’ e ninguém sabe de onde vem e para onde vai, porém, é o Espírito que nos ilumina, fortalece e guia de tal maneira que o Cristo pode viver em nós. O importante na vida do cristão não é tanto entender, mas corresponder àquilo que Ele nos sugere.

O Espírito Santo tem indispensável contribuição na nossa vida de fé porque ele é o amor de Deus, o amor do Pai para o Filho e do Filho para o Pai que é tão intenso e tão abrangente que é uma Pessoa como o Pai e o Filho, e que se derrama no universo para santificar e nos tornar possível participar da vida de Deus. Animados pelo Espírito Com a experiência de Pentecostes, os discípulos missionários ganham força graças aos dons e carismas. “O Espírito na Igreja forja missionários decididos e valentes como Pedro e Paulo, indica os lugares que devem ser evangelizados e escolhe aqueles que devem fazê-lo”, dizem os bispos no Documento de Aparecida (D.A. n. 150) e, continuam eles, “necessitamos de um novo Pentecostes” (n. 548). Com isso, a Igreja poderá sair ao encontro de todos quantos são os destinatários da Boa Notícia que dá sentido à vida e traz esperança.

“Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto.” (Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo do Séc. II)

“Sem o Espírito Santo, Deus está longe, Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é mera organização, a autoridade é dominação, a missão é propaganda, o culto é arcaísmo e o agir cristão obra de escravos. Mas, no Espírito Santo, o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, o homem está em combate contra a carne, Cristo ressuscitado torna-se presente, o Evangelho se faz poder e vida, a Igreja realiza a comunhão trinitária, a autoridade se transforma em serviço que liberta, a missão é Pentecostes, a liturgia é memorial e antecipação, o agir humano é deificado.” Atenágoras, (1886–1972), patriarca ortodoxo de Constantinopla

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Papa: “O Espírito Santo é aquele que nos acompanha na vida, que nos sustenta” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/papa-o-espirito-santo-e-aquele-que-nos-acompanha-na-vida-que-nos-sustenta/ Tue, 11 Jun 2019 00:48:15 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55721 O Espírito Santo é o protagonista da passagem do Evangelho proposta na liturgia da missa, desta terça-feira, 28 de maio, celebrada pelo papa Francisco na Capela da Casa Santa Marta. “No discurso de despedida aos discípulos antes de subir ao Céus, Jesus”, disse o papa em sua homilia, “nos faz uma verdadeira catequese sobre o Espírito Santo”. Jesus nos explica quem ele é. Os discípulos ficaram tristes ao ouvir que Jesus os deixará e Jesus os repreende por isso. Francisco afirmou: “Não, a tristeza não é um comportamento cristão”. Mas como não ficar triste? “Contra a tristeza, na oração, pedimos ao Senhor para que guarde em nós a juventude renovada do espírito”. Aqui, entra em jogo o Espírito Santo porque é Ele que faz com que haja em nós essa juventude que nos renova sempre.

O coração do cristão é jovem

O papa citou uma santa que dizia: “Um santo triste é um triste santo”. “Portanto, um cristão triste é um triste cristão e isso não é bom. A tristeza não entra no coração do cristão, porque ele é jovem”, prosseguiu Francisco. O Espírito Santo é aquele que nos torna capazes de carregar as cruzes. O Pontífice citou o exemplo de Paulo e Silas que na prisão cantavam hinos a Deus, conforme a primeira leitura de hoje, extraída do Livro dos Atos dos Apóstolos.

O Espírito Santo renova todas as coisas. “O Espírito Santo é aquele que nos acompanha na vida, que nos sustenta. É o Paráclito”, frisou o papa. “Mas que nome estranho”, disse Francisco, recordando que numa missa para crianças, num domingo de Pentecostes, ele perguntou se elas sabiam quem fosse o Espírito Santo. E um menino lhe respondeu: o paralítico.

Muitas vezes nós pensamos que o Espírito Santo é um paralítico, que não faz nada… Pelo contrário, é aquele que nos sustenta. Paráclito: a palavra paráclito significa “aquele que está ao meu lado para me apoiar”, para que eu não caia, para que eu vá adiante, para que eu conserve essa juventude do Espírito. O cristão é sempre jovem: sempre. Quando o coração do cristão começa a envelhecer, a sua vocação de cristão começa a diminuir. Ou você é jovem de coração e de alma ou você não é cristão.

Diálogo cotidiano com o Espírito

Francisco prosseguiu, dizendo que na vida haverá dor. Paulo e Silas foram acoitados e sofreram, “mas estavam cheios de alegria, cantavam…”. Isso é juventude. Uma juventude que faz você olhar sempre a esperança. É isso, avante! Mas, para ter essa juventude é necessário um diálogo cotidiano com o Espírito Santo, que está sempre ao nosso lado. É o grande presente que Jesus nos deixou: esse apoio, o que faz a gente seguir em frente.

O pecado envelhece a alma

Mesmo que sejamos pecadores, o Espírito nos ajuda a nos arrepender e nos faz olhar para frente. “Fale com o Espírito”, disse o papa. “Ele apoiará você e lhe dará novamente a juventude”. O pecado, por outro lado, envelhece: “Envelhece a alma, envelhece tudo”. Francisco sublinhou ainda: “Jamais esta tristeza pagã”. Na vida há momentos difíceis, mas nesses momentos “sentimos que o Espírito nos ajuda a ir em frente (…) e a superar as dificuldades. Até mesmo o martírio”. E o papa concluiu: Peçamos ao Senhor para não perder esta juventude renovada, para não ser cristãos aposentados que perderam a alegria e se deixam conduzir… O cristão nunca se aposenta, o cristão vive, vive porque é jovem, quando é cristão verdadeiro.

Solenidade de Pentecostes

Na Solenidade de Pentecostes, 09 de junho, o papa Francisco presidiu a Celebração Eucarística na Praça São Pedro, na presença de milhares de peregrinos. Confira sua homilia na íntegra.

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Pentecostes https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/pentecostes/ Fri, 07 Jun 2019 11:55:40 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55563 As Festas Litúrgicas se repetem a cada ano. Não é diferente com a de Pentecostes, sempre no domingo imediato à Ascensão do Senhor. Entendemos esse dia como a realização da promessa do Senhor Jesus que, ao voltar ao Pai, encaminha para a terra o Espírito Santo, Espírito Paráclito, Espírito da verdade, para continuar a tarefa salvadora, guiando e santificando a caminhada das comunidades.

No Antigo Testamento há o momento do sopro de Deus, dando ao homem, modelado do barro da terra, o hálito da vida, tornando-o “ser vivente” (Gn 2,7). Nas aparições aos apóstolos, após desejar-lhes a paz e de soprar sobre eles, Jesus diz: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Daí começa a missão da Igreja e os apóstolos se sentiram enviados para proclamar o sentido da vida.

Estamos em outros tempos, mas o dinamismo do Espírito Santo continua nos desafios da modernidade. Continua sendo luz e caminho no sofrimento do povo. Nos chamados “becos sem saída”, no meio de confusões e desesperos, normalmente os limites humanos se esgotam e as pessoas ficam sem força. O importante é não perder o foco do Espírito, que abre caminhos quando menos se espera.

O Brasil do momento está visualizando uma Nação difícil, que parece caminhar para tempos sombrios e de futuro ameaçador da esperança. O descrédito na instituição está crescendo, e com possibilidade até de uma “convulsão nacional”. Muitos fatos veem, infelizmente, acenando para isso. Falta credibilidade em tudo, dando chance para o crescimento do fosso elástico entre ricos e pobres.

Tivemos os primeiros meses do ano de 2019 com muitas marcas negativas, muitas ameaças à vida, fruto de práticas injustas e irresponsáveis. Sem uma atenção mais votada para o Espírito de Deus, a tendência é continuar de mal a pior. Torna-se impossível conseguir vida feliz sem a recuperação de valores que foram deixados de lado, causando vazio e insegurança em meio a forças contrárias.

A Palavra inspirada de Deus, e confirmada no dia de Pentecostes, precisa sair do papel e fazer acontecer, na realidade atual, uma prática que consiga cessar a violência, o ódio, o abuso e a corrupção moral, social e política. As ameaças sofridas pela população brasileira, que acontecem em todas as realidades da cultura, revelam distanciamento e não seguimento dos princípios divinos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

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Papa: "Santidade não é privilégio de poucos, é vocação de todos" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-santidade-nao-e-privilegio-de-poucos-e-vocacao-de-todos/ Sun, 20 May 2018 13:08:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52387 Explicando o sentido de Pentecostes aos fiéis, romanos e turistas presentes na Praça são Pedro, o Papa disse que com a efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos, teve início a história da santidade cristã.
Cidade do Vaticano

Na Solenidade de Pentecostes, o Papa presidiu a liturgia na Basílica de São Pedro e em seguida, recitou o Regina Coeli da sacada de seu escritório. Assim, milhares de pessoas puderam participar e rezar juntos esta oração dominical e acompanhar a reflexão de Francisco.

O início da história cristã

Explicando o sentido desta festividade aos fiéis, romanos e turistas presentes na Praça, o Papa disse que com a efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos, teve início a história da santidade cristã, que “não é privilégio de poucos, mas vocação de todos”.

“ Desde aquele dia, e até o final dos tempos, esta santidade, cuja plenitude é Cristo, é doada a todos os que se abrem à ação do Espírito e se esforçam em ser dóceis a ele ”

“É o Espírito que nos faz experimentar uma alegria plena. Abre nossos corações à esperança e favorece o amadurecimento interior na relação com Deus e com o próximo”.

Antes de pronunciar a oração em latim, Francisco pediu a Virgem Maria que propicie para a Igreja “um renovado Pentecostes; que nos doe a alegria de viver e testemunhar o Evangelho e infunda em nós um intenso desejo de ser santos, para a maior glória de Deus”.

Fonte: Vatican News

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Nota sobre a celebração da Virgem Maria, Mãe da Igreja https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nota-sobre-a-celebracao-da-virgem-maria-mae-da-igreja/ Thu, 29 Mar 2018 10:01:33 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51503 A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou na terça-feira (27/03) uma nota após a inscrição no Calendário Romano – por determinação do Papa Francisco (Decreto de 3 de março) – da memoria obrigatória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, “que todos devem celebrar já este ano na segunda-feira após Pentecostes”, oferecendo as seguintes indicações.

Nos casos da Missa da segunda e da terça-feira após Pentecostes ou nas Missas votivas do Espírito Santo

A rubrica que se lê no Missal Romano ao término da liturgia da Missa de Pentecostes: “Onde na segunda ou também na terça-feira depois de Pentecostes os fiéis devam ou costumem ir à Missa, pode-se retomar a do domingo de Pentecostes ou a Missa do Espírito Santo (Missal Romano edição portuguesa para o Brasil, pg. 320, ndr), é ainda válida porque não derroga a precedência entre os dias litúrgicos que, enquanto a sua celebração, são regulados unicamente pela Tabela dos dias litúrgicos (Conf. Normas gerais para a organização do Ano litúrgico e do Calendário).

Precedência ordenada pela normativa sobre as Missas votivas

Do mesmo modo, a precedência é ordenada pela normativa sobre as Missas votivas:

“Nos dias em que ocorra uma memória obrigatória ou um dia de semana do Advento até ao dia 16 de dezembro, do Tempo de Natal desde o dia 2 de janeiro, e do Tempo pascal depois da oitava da Páscoa, por si são proibidas as Missas para diversas necessidades e votivas. Se, porém, verdadeira necessidade ou utilidade pastoral o exigir, poderá ser usada na celebração com povo a Missa que corresponda a tal necessidade ou utilidade, a juízo do reitor da igreja ou do próprio sacerdote celebrante” (Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 376).

A nota é assinada pelo prefeito e pelo secretário do referido Dicastério vaticano, respectivamente, o cardeal Robert Sarah e o arcebispo Artur Roche.

Por Vatican News

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Papa nos 50 anos da RCC: Avancem com força, na diversidade reconciliada! https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-nos-50-anos-da-rcc-avancem-com-forca-na-diversidade-reconciliada/ Mon, 05 Jun 2017 11:06:18 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46622 Na tarde deste sábado, 3 de junho, o Papa Francisco presidiu a Vigília ecumênica de Pentecostes no Circo Máximo, em Roma, no âmbito das celebrações do Jubileu de Ouro da Renovação Carismática Católica. Eis seu pronunciamento na íntegra:

“Queridos irmãos e irmãs, obrigado pelo testemunho que vocês dão hoje, aqui. Nos faz  bem a todos, faz bem também a mim, a todos!

No primeiro capítulo do Livro dos Atos dos Apóstolos lemos: “E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias.”

 “Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.  Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”  Este é o texto, a passagem do Livro dos Atos.

Hoje estamos aqui como em um Cenáculo a céu aberto, porque não temos medo: a céu aberto e também com o coração aberto à promessa do Pai. Estamos reunidos “todos nós crentes”. Todos aqueles que professam que “Jesus é o Senhor”. “Jesus é o Senhor”.

Muitos vieram de diversas partes do mundo e o Espírito Santo nos reuniu para estabelecer ligações de amizade fraterna que nos encorajam no caminho rumo à unidade, a unidade para a missão, não para estar parados, não! Para a missão, para proclamar que Jesus é o Senhor: “Jesus é o Senhor”; para anunciar juntos o amor do Pai por todos os seus filhos! Para anunciar a Boa Nova a todos os povos! Para demonstrar que a paz é possível, mas não é tão fácil demonstrar isto no mundo de hoje que a paz é possível, mas em nome de Jesus podemos demonstrar com o nosso testemunho que a paz é possível! Mas é possível se nós estamos em paz entre nós; mas se nós aguçamos as diferenças, estamos em guerra entre nós, não podemos anunciar a paz. A paz é possível a partir da nossa confissão que Jesus é o Senhor e da nossa evangelização por este caminho. É possível. Mesmo demonstrando que temos diferenças: mas isto é óbvio! Temos diferenças, mas que desejamos estar em diversidade reconciliada. Eis, esta palavra, não a esqueçam e digam ela a todos: “diversidade reconciliada”. E esta palavra não é minha, não é minha. É de um irmão luterano. “Diversidade reconciliada”.

E agora estamos aqui e somos muitos! Nos reunimos para rezar juntos, para pedir a vinda do Espírito Santo sobre cada um de nós para sair nas ruas da cidade e do mundo e proclamar o senhorio de Jesus Cristo.

O Livro dos Atos afirma: “”Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!” (At 2,9-11). Falar a mesma língua…escutar, entender – entender! – que existem diferenças, mas o Espírito Santo que nos faz entender a mensagem da ressurreição de Jesus na nossa própria língua.

Estamos reunidos aqui, fiéis provenientes de 120 países do mundo, para celebrar a soberana obra do Espírito Santo na Igreja, que começou há 50 anos e deu início…a esta instituição? Não. A esta organização? A uma corrente de graça, à corrente de graça da Renovação Carismática Católica. Obra que nasce…católica? Não. Nasce ecumênica! Nasce ecumênica porque é o Espírito Santo que cria a unidade e é o mesmo Espírito Santo que dá a inspiração para que fosse assim! É importante ler as obras do Cardeal Suenens sobre isto: é muito importante!

A vinda do Espírito Santo transforma homens fechados por causa do medo em corajosos testemunhos de Jesus. Pedro, que havia renegado Jesus três vezes, repleto da força do Espírito Santo proclama: “Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo.” (At 2,36). E esta é a profissão de fé de cada cristão! Deus constituiu Senhor Cristo, aquele Jesus que vocês crucificaram ou que foi crucificado: estão de acordo com esta profissão de fé? (respondem: sim!) É a nossa, todos, todos, será a mesma!

A Palavra segue dizendo: “Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um”. Vendiam: ajudavam os pobres; realmente havia alguns espertos – pensemos em Ananias e Safira; mas sempre existem. Mas todos os fiéis, a maioria, se ajudavam.  “Unidos de coração frequentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação.”

A comunidade que crescia, e havia o espírito que inspirava. Gosto tanto de pensar no Apóstolo Felipe, quando o Anjo disse a ele: “Segue pelo caminho de casa e encontre aquele prosélito, ministro da economia da Rainha da Eritréia – ou da Etiópia –  Candace; havia um prosélito e lia Isaías. E explicou a Palavra a ele, proclamou Jesus e ele se converteu. E em um determinado momento… “mas, tem água: quero ser batizado”. Era o Espírito Santo que impelia Felipe a ir lá e foi desde o início o Espírito a impelir todos os fiéis a proclamar o Senhor…..

Escolhemos nos reunir aqui, neste lugar, – o disse o Pastor Traettino – porque aqui, durante as perseguições, foram martirizados cristãos, para o divertimento daqueles que assistiam.

Hoje existem mais mártires. Cristãos! Aqueles que matam os cristãos, antes de mata-los, não perguntam a eles: “Mas, tu és ortodoxo? Tu és católico? Tu és evangélico? Tu és luterano? Tu és calvinista?”. Não! “Tu és cristão?”, e degolam imediatamente. Hoje existem mais mártires do que nos primeiros tempos. E este é o ecumenismo de sangue: nos une o testemunho de nossos mártires hoje.

Em diversos lugares do mundo o sangue cristãos é derramado! Hoje é mais urgente do que nunca a unidade dos cristãos, unidos por obra do Espírito Santo, na oração e na ação pelos mais fracos. Caminhar juntos, trabalhar juntos. Nos amar-nos. Nos amar-nos. E juntos, tentar explicar as diferenças, colocar-se de acordo, mas em caminho: isto é verdade. Porque o Espírito nos quer em caminho.

50 anos de Renovação Carismática Católica. Uma corrente de graça do Espírito! Por que corrente de graça? Porque não tem nem fundador, nem estatutos, nem órgãos de governo. Claramente nesta corrente nasceram múltiplas expressões que, certo, são obras humanas inspiradas pelo Espírito, com vários carismas, e todas a serviço da Igreja. Mas não se pode colocar diques na corrente, nem se pode fechar o Espírito Santo em uma gaiola!

Passaram-se 50 anos. Quando se chega a esta idade, as forças começam a decair: a metade da vida…Na minha terra dizemos: “el…(expressão em espanhol), as rugas tornam-se mais profundas – a menos que tu te maquies, mas existem rugas – os cabelos grisalhos aumentam e se começa a esquecer algumas coisas…

50 anos é um momento da vida apropriado para parar e fazer uma reflexão. É o momento da reflexão: a metade da vida. E eu diria a vocês: é o momento para seguir em frente com mais força, deixando para trás a poeira do tempo que deixamos acumular, agradecendo por aquilo que recebemos e enfrentando o novo com confiança na ação do Espírito Santo”

O Pentecostes faz nascer a Igreja. O Espírito Santo, a promessa do Pai anunciada por Jesus Cristo, é Ele que faz a Igreja: a esposa do Apocalipse, uma única esposa – disse o Pastor Traettino. O Senhor tem uma esposa!

O dom mais precioso que todos recebemos é o Batismo. E agora o Espírito nos conduz no caminho da conversão que atravessa todo o mundo cristão e que é um motivo a mais para que a Renovação Carismática Católica seja um lugar privilegiado para percorrer o caminho rumo à unidade!

Esta corrente de graça é para toda a Igreja, não somente para alguns, e ninguém de nós é o “dono” e todos os outros servos! Não! Todos somos servos desta corrente de graça.

Junto a esta experiência, vocês recordam continuamente à Igreja o poder da oração de louvor. Louvor que é a oração de reconhecimento e ação de graças pelo amor gratuito de Deus. Pode acontecer que este modo de rezar não agrade a alguém, mas é certo que se insere plenamente na tradição bíblica. Os Salmos, por exemplo: Davi que dançava diante da Arca da Aliança, cheio de júbilo… E por favor, não caiamos – por favor – no comportamento de nos tornar cristãos com o complexo de Mico, que se envergonhava de louvar o Senhor na pessoa de Davi.

Júbilo, alegria, fruto da mesma ação do Espírito Santo! O cristão experimenta a alegria em seu coração ou há algo que não funciona. A alegria do anúncio da Boa Nova do Evangelho!

Jesus na Sinagoga de Nazaré lê a passagem de Isaías: “O espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção; enviou-me a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade;  proclamar um ano de graças da parte do Senhor”. O alegre anúncio: não esquecer isto. O alegre anúncio: a núncio cristão sempre é alegre.

O terceiro documento de Malines, “Renovação Carismática e Serviço ao Homem”, escrito pelo Cardeal Suenens e por Dom Helder Câmara, é claro: renovação carismática e serviço ao homem.

Batismo no Espírito Santo, louvor, serviço ao homem. As três coisas estão indissoluvelmente unidas: Batismo no Espírito santo, louvor – oração de louvor – serviço ao homem. Estão unidas. Posso louvar de forma profunda, mas se não ajudo os mais necessitados não basta. “Nenhum entre eles tinha necessidade” (At 4,34), dizia o Livro dos Atos.

Não seremos julgados pelo nosso louvor, mas por aquilo que fizemos por Jesus: “Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? Responderá o Rei: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.” (Mt 25,39-40).

Queridas irmãs, queridos irmãos, desejo a vocês um tempo de reflexão, de memória das origens; um tempo para deixar para trás todas as coisas juntadas pelo próprio “eu”, e transformá-las em escuta e acolhida jubilosa da ação do Espírito Santo, que sopra onde e como quer!

Agradeço a Fraternidade Católica e a ICCRS pela organização deste Jubileu de Ouro, por esta Vigília. E agradeço a cada um dos voluntários que tornaram possível a sua realização, muitos dos quais se encontram aqui. Quis saudar os membros do staff do Escritório quando cheguei, porque sei que trabalharam muito! E não a pagamento, hein! Trabalharam muito! A maioria são jovens de diversos continentes! Que o Senhor os abençoe muito!

Agradeço em particular pelo fato que o pedido que fiz a vocês há dois anos para dar à Renovação Carismática Mundial um único serviço internacional baseado aqui tenha começado a concretizar-se nos Atos Constitucionais deste novo único serviço. É o primeiro passo, e a este se seguirão outros, porém logo  a unidade, obra do Espírito Santo, será uma realidade. “Eu faço novas todas as coisas”, diz o Senhor (Ap 21,5).

Obrigado, Renovação Carismática Católica, por aquilo que vocês deram à Igreja nestes 50 anos! A Igreja conta com vocês, com a vossa fidelidade à Palavra, a vossa disponibilidade ao serviço e no testemunho de vidas transformadas pelo Espírito Santo!

Compartilhar com todos na Igreja o Batismo no Espírito Santo, louvar o Senhor sem parar, caminhar juntos com cristãos de diversas Igrejas e comunidades cristãs na oração e na ação pelos mais necessitados. Servir os mais pobres e os enfermos, isto espera de vocês a Igreja e o Papa!”

Por Rádio Vaticano

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É tempo de clamar o Espírito Santo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/e-tempo-de-clamar-o-espirito-santo/ Fri, 02 Jun 2017 10:26:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46590 No alto da Cruz, quando Jesus morreu, entregou o “Espírito”. Não é apenas uma citação de um salmo, mas a realidade da entrega do Espírito à Igreja nascente do lado de Cristo, fonte de graça e vida para todos. No dia da Ressurreição, aparecendo aos seus discípulos, soprou sobre eles e lhes concedeu o Dom do Espírito Santo, garantia da Paz e do Perdão, do qual são portadores, para levar ao mundo inteiro. Na manhã gloriosa do Pentecostes, o vento impetuoso e as línguas de fogo, o assombro da multidão e o anúncio de Jesus Cristo, quando todos os presentes em Jerusalém os entendem, tudo expressa, na “inauguração” da Igreja, o tempo novo que se inicia, o tempo do Espírito, que se estende até a vinda gloriosa do Senhor, no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos! É o Mistério Pascal que se realiza e a Igreja, nos últimos cinquenta dias, conduziu-nos, como mãe pressurosa, a viver cada uma das etapas do único e mesmo mistério. Podemos até unir, como numa única palavra, Morte-Ressurreição-Ascensão-Pentecostes!

E o Espírito Santo continua a conduzir a Igreja. Vêm dele os carismas, ministérios e serviços suscitados no correr dos séculos. Prova disso é o fato de que a Igreja sempre foi inspirada a encontrar os caminhos da caridade, para chegar a todos os recantos e aos corações, com a criatividade que caracteriza seu serviço à humanidade.

Os dons do Espírito Santo

Do Espírito Santo esperamos receber os dons, que nos fazem viver de forma divina a nossa vida nesta terra: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus! De sua presença esperamos os frutos: “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5, 22-23).

O Espírito Santo conduz a Igreja, mantendo-a fiel à verdade, sustentando-a para que as portas do inferno não prevaleçam. Todas as crises devidas à condição humana de seus membros, que sabemos ser pecadores, têm sido superadas. Basta recordar os grandes Concílios, com os quais a Igreja buscou com sinceridade a verdade, para anunciá-la corajosamente.

É o Espírito Santo que dá aos cristãos a disposição para o testemunho de Jesus, fecunda uma vida santa nos filhos da Igreja. Ele foi e é o sustento dos mártires, para a audácia do derramamento do próprio sangue pelo nome de Jesus Cristo.

É o Espírito Santo que nos faz proclamar que Deus é Pai – Abba, é ele que nos possibilita reconhecer Jesus como Senhor, é o Espírito Santo que reza em nós! “O Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois é de acordo com Deus que ele intercede em favor dos santos” (Rm 8, 26-27).

O condutor dos cristãos

O Espírito Santo age na Igreja, conduzindo os cristãos das várias confissões na estrada exigente a maravilhosa da unidade, a ser buscada com afinco por todos os que professam Jesus como Senhor. Este é o sentido da Semana de Orações pela Unidade dos Cristãos, com o tema “Reconciliação” e o lema “É o amor de Cristo que nos move” (Cf. 2 Cor 5, 14-20). Junto com outros cristãos, queremos refletir também sobre os quinhentos anos da Reforma. E o Papa faz inúmeros gestos de aproximação com irmãos e irmãs de outras Igrejas. Na Vigília de Pentecostes, neste Sábado, tenho a alegria de estar com o Santo Padre na Vigília Ecumênica de Oração, em Roma, a se realizar no “Circo Máximo”, um dos lugares históricos do martírio dos cristãos dos primeiros séculos.

O quadro conflitivo em que nossa sociedade se encontra é um grito à unidade dos cristãos. Cabe-nos oferecer ao mundo o testemunho do amor mútuo, superando preconceitos, medos, agressividade, lutas estéreis que só escandalizam as pessoas. Vale buscar o que nos une, que certamente é muito maior do que os eventuais motivos de separação. E podemos começar pelas pessoas mais próximas, estendendo os braços para a reconciliação, valorizando o testemunho de pessoas que fazem parte de outras confissões cristãs, colocando-nos juntos em oração, pedindo os dons do Espírito Santo.

Mais ainda, o Espírito Santo conduz todos os homens e mulheres de todos os tempos na busca da verdade. É ele que planta as Sementes do Verbo de Deus por toda parte, fazendo com que os cristãos abram os seus olhos e seus corações, para identificar e valorizar o bem que é feito, onde quer que esteja!

Oração

Esta é uma ocasião privilegiada para convidar à oração confiante:

Oh vinde, Espírito Criador, as nossas almas visitai, e enchei os nossos corações
com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor, do Deus excelso o dom sem par, a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.
Sois doador dos sete dons, e sois poder na mão do Pai, por ele prometido a nós,
por nós seus feitos proclamais.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor, nossa fraqueza encorajai,
qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli, e concedei-nos vossa paz; se pela graça nos guiais,
o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador por vós possamos conhecer. Que procedeis do seu amor fazei-nos sempre firmes crer.

Vinde, Espírito Santo!

Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA

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Papa: aprender a ouvir o Espírito antes de tomar decisões https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aprender-a-ouvir-o-espirito-antes-de-tomar-decisoes/ Mon, 29 May 2017 13:44:35 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aprender-a-ouvir-o-espirito-antes-de-tomar-decisoes.html É preciso deixar-se interpelar pelo Espírito Santo, apender a ouvi-lo antes de tomar decisões. Esta foi a exortação que o Papa Francisco dirigiu aos fiéis na homilia da Missa desta segunda-feira, 29, na capela da Casa Santa Marta.

Nesta semana que antecede Pentecostes, afirmou o Papa, a Igreja pede que rezemos para que o Espírito venha no coração, na paróquia, na comunidade. Francisco inspirou-se na Primeira Leitura, que poderíamos chamar de “Pentecostes de Éfeso”. De fato, a comunidade de Éfeso tinha recebido a fé, mas não sabia nem mesmo que existia o Espírito Santo. Eram “pessoas boas, de fé”, mas não conheciam este dom do Pai. Depois, Paulo impôs as mãos sobre eles, desceu o Espírito Santo e começaram a falar em línguas.

O Espírito Santo move o coração

O Espírito Santo, de fato, move o coração, como se lê nos Evangelhos, onde tantas pessoas – Nicodemos, a samaritana, a pecadora – são impulsionados a se aproximar de Jesus justamente pelo Espírito Santo. O Pontífice então convidou a nos questionar qual o lugar que o Espírito Santo tem em nossa vida:

“Eu sou capaz de ouvi-lo? Eu sou capaz de pedir inspiração antes de tomar uma decisão ou dizer uma palavra ou fazer algo? Ou o meu coração está tranquilo, sem emoções, um coração fixo? Certos corações, se nós fizéssemos um eletrocardiograma espiritual, o resultado seria linear, sem emoções. Também nos Evangelhos há essas pessoas, pensemos nos doutores da lei: acreditavam em Deus, todos sabiam os mandamentos, mas o coração estava fechado, parado, não se deixavam inquietar”.

Não à fé ideológica

A exortação central do papa, portanto, é deixar-se inquietar, isto é, interpelar pelo Espírito Santo que faz discernir e não ter uma fé ideológica:

“Deixar-se inquietar pelo Espírito Santo: “Eh, ouvi isso… Mas, padre, isso é sentimentalismo?” – “Pode ser, mas não. Se você for pela estrada justa não é sentimentalismo”. “Senti a vontade de fazer isso, de visitar aquele doente ou mudar de vida ou abandonar isso …”. Sentir e discernir: discernir o que sente o meu coração, porque o Espírito Santo é o mestre do discernimento. Uma pessoa que não tem esses movimentos no coração, que não discerne o que acontece, é uma pessoa que tem uma fé fria, uma fé ideológica. A sua fé é uma ideologia, é isso”.

Interrogar-se sobre a relação com o Espírito Santo

Este era o “drama” daqueles doutores da lei que eram contrários a Jesus. O Papa exortou a se interrogar sobre a própria relação com o Espírito Santo:

“Peço que me guie pelo caminho que devo escolher na minha vida e também todos os dias? Peço que me dê a graça de distinguir o bom do menos bom? Porque o bem do mal se distingue logo. Mas há aquele mal escondido, que é o menos bom, mas esconde o mal. Peço essa graça? Esta pergunta eu gostaria de semeá-la hoje no coração de vocês.”

Portanto, é preciso se interrogar se temos um coração irrequieto porque movido pelo Espírito Santo ou se fazemos somente “cálculos com a mente” . No Apocalipse, o apóstolo João inicia convidando as “sete Igrejas” – as sete dioceses daquele tempo, disse o Papa Francisco – a ouvir o que o Espírito Santo lhes diz. “Peçamos também nós esta graça de ouvir o que o Espírito diz à nossa Igreja, à nossa comunidade, à nossa paróquia, à nossa família e cada um de nós, a graça de aprender esta linguagem de ouvir o Espírito Santo”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Calendário das celebrações presididas pelo Papa no mês de junho https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/calendario-das-celebracoes-presididas-pelo-papa-no-mes-de-junho/ Fri, 19 May 2017 07:42:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46335 Foi publicado esta quinta-feira (18/05) o calendário das celebrações a serem presididas pelo Santo Padre no mês de junho. No dia 4, domingo de Pentecostes, o Pontífice presidirá à santa missa às 10h30 locais na Praça São Pedro.

No domingo, dia 18, solenidade de Corpus Christi, o Papa presidirá à Eucaristia às 19h locais na Basílica de São João de Latrão – sede da Diocese de Roma –, seguida da Procissão com o Santíssimo até a Basílica de Santa Maria Maior e da Bênção Eucarística.

Na quinta-feira, dia 29, solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, Francisco presidira à santa missa às 9h30 locais na Basílica Vaticana, com a bênção dos pálios para os novos arcebispos metropolitanos.

Com relação à mudança de data da celebração de Corpus Christi, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, fez a seguinte declaração:

“O Santo Padre Francisco decidiu transferir a celebração litúrgica de Corpus Christi – que se celebra na quinta-feira 15 de junho – para o domingo, dia 18 de junho, a fim de favorecer uma maior participação do Povo de Deus, dos sacerdotes e dos fiéis da Igreja em Roma. Há ainda um segundo motivo: quinta-feira em Roma é um dia normal de trabalho, e assim fazendo se criam menos problemas para a cidade.”

Por Rádio Vaticano

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Oitava de Páscoa: tempo de celebrar a Ressurreição https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/oitava-de-pascoa-tempo-de-celebrar-a-ressurreicao/ Tue, 18 Apr 2017 08:48:18 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45525 Durante todos os dias desta semana, até o próximo domingo, a Igreja comemora com alegria a Ressurreição de Jesus. Este é o acontecimento mais importante da história para os cristãos, pois, Jesus, morreu, ressuscitou e continua entre nós. O Arcebispo de Mariana (MG), dom Gerado Lyrio de Rocha, explica que Páscoa é uma solenidade tão grande que não dá para celebrar num dia só. Por isso a igreja na sua sabedoria de mãe e mestra prolonga por oito dias a celebração da páscoa. “A páscoa é o centro do ano Litúrgico por ser o centro da vivência e da fé cristã. Se Cristo não tivesse ressuscitado nossa fé não teria sentido vai dizer o apóstolo Paulo. Então, o mistério da morte e ressurreição de Cristo é o que está no cento, é o acontecimento fundante da nossa própria fé”, destaca o bispo.

Para dom Geraldo, a melhor maneira de vivenciar o mistério da páscoa é assumir de forma consciente e responsável o próprio batismo. “A oitava da pascoa tem essa caraterística batismal até porque na vigília da páscoa se celebram o batismo especialmente de adultos. Então, a oitava da páscoa tem um sabor bem batismal. Aí está o fundamento da nossa vivencia cristã. É assumir o nosso batismo para vive-lo intensamente como filhos de Deus, como irmãos de Jesus Cristo, como templos do Espírito Santo, como membros do povo santo de Deus e a igreja de Cristo. Então, a oitava da Páscoa deve reavivar tudo isto em nós para vivenciarmos o que celebramos na fé traduzindo em atos concretos em nossa vida”. 

Após essa Oitava de Páscoa, a Igreja continua vivendo o Tempo Pascal até o domingo de Pentecostes que acontece cinquenta dias após a celebração da ressurreição de cristo. Este ano será celebrado dia 4 de junho. Neste período, a igreja convida, por meio da liturgia, a contemplar a presença do ressuscitado que continua no meio dos seus. “O pentecostes é o coroamento da páscoa, a obra realizada por Jesus. O que ele fez com sua morte e ressurreição agora é coroado com a vinda do Espírito Santo e é ele que faz com que o mistério da páscoa que celebramos não seja uma coisa do passado que é apenas recordado numa oração. É muito mais do que isso. É o Espírito Santo de Deus que faz com que o mistério pascal se torne presente e realidade em nossa vida. Em todos os gestos litúrgicos, mas sobretudo na Santíssima Eucaristia. A Eucaristia é a celebração do mistério pascal de cristo. A Pascoa de cristo acontecendo em nova vida e a nossa inserida no mistério pascal de cristo quem faz tudo isso é o Espírito Santo que da vida a igreja e que vivifica o cristão na sua vivencia de fé para que mistério pascal seja realidade na sua existência”, ressalta dom Geraldo.

Por CNBB

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