Pedro - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Pedro - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Arqueólogos podem ter descoberto cidade de Pedro, André e Filipe https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/arqueologos-podem-ter-descoberto-cidade-de-pedro-andre-e-filipe/ Tue, 08 Aug 2017 12:57:34 +0000 http://teste.toqueto.com/arqueologos-podem-ter-descoberto-cidade-de-pedro-andre-e-filipe.html Arqueólogos acreditam ter encontrado a cidade romana perdida de Julias, terra dos três apóstolos de Jesus: Pedro, André e Filipe. A descoberta foi feita na margem norte do Mar da Galileia, na Reserva Natural do Vale de Betsaida.

“Filipe era natural de Betsaida, cidade de André e Pedro”; “Estes se aproximaram de Filipe (aquele de Betsaida da Galileia)” 
João 1,44:  (João 1,44; 12,21).

Peça chave: Casa de banho estilo romano

A peça chave da descoberta é uma casa de banho no estilo romano. Por si só, isto já indicaria que existiu uma verdadeira cidade no local e não apenas uma vila de pescadores, declarou ao jornal israelense Haaretz o Dr. Mordechai Aviam, do Kinerret College.

Ninguém além do historiador Josephus Flavius – de fato a única fonte que descreve a existência desta cidade –  escreveu que o Rei judeu Herodes Filipe, filho do rei vassalo Herodes, o Grande, transformou Betsaida – que era uma vila de pescadores judeus – em uma “polis” romana (Ant. 18:28. Embora seja construído sobre Betsaida, ou por isso, permanece desconhecido).

Josephus relatou que o rei havia promovido Betsaida de uma aldeia para uma polis, uma verdadeira cidade, “afirma meticulosamente Aviam.” Ele não disse que tinha sido construído “em”, ou “ao lado”, ou “embaixo dela”. E, de fato, durante todo esse tempo, não sabemos onde foi. Mas a casa de banho atesta a existência da cultura urbana”.

A cidade de Julias

A cidade recebeu o nome de “Julias” em homenagem à Julia Augusta, mãe do Imperador Romano Tiberius, que antes de se casar era chamada de Livia Drusilla.

O próprio Josephus assumiria a responsabilidade pelo fortalecimento das defesas de Betsaida (conforme ele mesmo relatou) antes da Grande Revolta Judaica contra Roma que começou em 67 d.C., e acabaria em desastre para os judeus em 70 d.C. O próprio Josephus afirmou ter sido ferido na batalha em um pântano próximo a Julias (Vida 399-403).

Na verdade, existem três locais que poderiam ser a cidade de Julias: este, chamado el-Araj e dois sítios próximos ao lago.

Depois de encontrar de forma inesperada a casa do banho e outros vestígios da era romana, abaixo das ruínas bizantinas (anteriormente conhecidas) do local, os arqueólogos acreditam que este sítio, no delta do Rio Jordão, na margem norte do mar da Galiléia, seja o candidato mais forte .

O que os arqueólogos encontraram em el-Araj é uma camada mais antiga que data do período romano tardio, do 1 ° ao 3 ° século C.E., dois metros abaixo da camada bizantina.

Essa camada romana continha blocos de cerâmica dos séculos I ao III, C.E., um mosaico e os restos da casa de banho. Foram encontradas ainda duas moedas, uma moeda de bronze do final do século II e um denário de prata com a efígie do Imperador Nero do ano 65-66 d.C.

Vestígios de uma antiga igreja?

Os escavadores também encontraram paredes com verdadeiros tesouros de vidro dourado para um mosaico, uma indicação da existência de  uma rica e importante igreja.

Willibald, o Bispo de Eichstätt na Baviera, visitou a Terra Santa em 725 d.C., e em seu itinerário, ele descreve sua visita a uma igreja em Betsaida que foi construída sobre a casa de Pedro e André. Pode ser que as escavações atuais tragam maiores evidências sobre a existência desta igreja, dizem os arqueólogos.

Um argumento chave a favor de el-Araj ser Julia, reside em um erro de cálculo sobre o nível do Mar da Galiléia, apontam os arqueólogos.

A camada romana descoberta está a 211 metros abaixo do nível do mar. O nível do lago era evidentemente mais baixo do que se pensava anteriormente, “e el-Araj certamente não estava debaixo de água no período romano”, afirmam.

Os geólogos Prof. Noam Greenbaum da Universidade de Haifa e o Dr. Nati Bergman do Laboratório Limnológico de Yigal Alon Kinneret estudaram as camadas do local e concluíram que o sítio estava coberto de lama e argila que eram transportadas pelo rio Jordão no período do Império Romano Tardio, o que corresponde a uma lacuna no material remanescente do período aproximado entre 250 d.C. a 350 d.C.

Mais tarde, no período bizantino, o sítio foi aterrado, concluem os arqueólogos.

Assim, a continuidade nas escavações pode revelar novas descobertas.

Por Rádio Vaticano

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Papa Francisco: perseguição, a consequência da obediência cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-perseguicao-a-consequencia-da-obediencia-crista/ Thu, 27 Apr 2017 13:10:51 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-perseguicao-a-consequencia-da-obediencia-crista.html O cristão é testemunha da obediência, e a consequência disto, são as perseguições. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada esta manhã na Capela da Casa Santa Marta, fazendo alusão ao que disse Pedro na leitura dos Atos dos Apóstolos, de que “é preciso obedecer a Deus antes que aos homens”.

Pedro, de fato, deu esta resposta ao ser levado junto com os apóstolos diante do Sinédrio, após terem sido libertados da prisão por um anjo. Haviam sido proibidos de ensinar em nome de Jesus – os havia recordado o sumo sacerdote – mas encheram Jerusalém com os seus ensinamentos.

A homilia do Papa Francisco parte deste episódio narrado na primeira leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos. Para fazer compreender este acontecimento, o Papa faz referência também ao que foi narrado anteriormente pelos Atos, nos primeiros meses da Igreja, quando a comunidade crescia e aconteciam tantos milagres.

Havia a fé do povo, mas havia alguns “espertalhões” – foi o alerta do Papa – “que queriam fazer carreira”, como Ananias e Safira.

O mesmo acontece hoje – enfatiza Francisco – assim como o desprezo das pessoas ao ver os doentes sendo levados até os apóstolos.

Assim, cheios de inveja, os chefes pegaram os apóstolos e os trancafiaram na prisão. Pedro, que por medo havia traído Jesus na Quinta-feira Santa, desta vez, corajoso, responde “que é necessário obedecer a Deus antes que aos homens”.

Uma resposta que faz portanto entender que “o cristão é testemunha da obediência”, como Jesus que se aniquilou no Jardim das Oliveiras e disse ao Pai: “Faça-se segundo tua vontade, não a minha”:

“O cristão é uma testemunha da obediência e se nós não estamos neste caminho de crescer no testemunho da obediência, não somos cristãos. Pelo menos caminhar por esta estrada: testemunha de obediência. Como Jesus. Não é testemunha de uma ideia, de uma filosofia, de uma empresa, de um banco, de um poder, é testemunha de obediência. Como Jesus”.

Mas tornar-se testemunha de obediência” é “uma graça do Espírito Santo”, explica o Papa:

“Somente o Espírito pode nos fazer testemunhas de obediência. “Não, eu vou naquele mestre espiritual, eu leio este livro…”. Tudo está bem, mas somente o Espírito pode transformar o nosso coração e pode nos fazer a todos testemunhas de obediência. É uma obra do Espírito e devemos pedir a ele, é uma graça a ser pedida: “Pai, Senhor Jesus, envia-me o teu Espírito para que eu me torne uma testemunha de obediência”, isto é, um cristão”.

Ser testemunha de obediência acarreta consequências, como narrado pela primeira leitura: depois da reposta de Pedro, queriam de fato levá-lo a morte:

“As consequências do testemunho de obediência são as perseguições. Quando Jesus enumera as Bem-aventuranças termina com: “Bem-aventurados quando vos perseguirem e insultarem”. A cruz não pode ser tirada da vida do cristão. A vida de um cristão não é um status social, não é um modo de viver uma espiritualidade que me faça bem, que me faça um pouco melhor. Isto não basta. A vida de um cristão é o testemunho em obediência e a vida de um cristão é repleta de calúnias, boatos e perseguições”.

Para ser testemunhas de obediência como Jesus – conclui o Papa – é preciso rezar, reconhecer-se pecadores, com tantas “mundanidades” no coração e pedir a Deus “a graça de tornar-se um testemunho de obediência” e de não amedrontar-se quando chegam as perseguições, “as calúnias”, pois o Senhor disse que quando se for levado diante do juiz, “será o Espírito a nos dizer o que responder”.

Por Rádio Vaticano

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Não à teologia do ‘pode e não pode’; deixar-se guiar pelo Espírito https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nao-a-teologia-do-pode-e-nao-pode-deixar-se-guiar-pelo-espirito/ Mon, 24 Apr 2017 14:58:18 +0000 http://teste.toqueto.com/nao-a-teologia-do-pode-e-nao-pode-deixar-se-guiar-pelo-espirito.html O Papa Francisco celebrou a missa, nesta segunda-feira (24/04), na Casa Santa Marta, primeira missa matutina após a pausa das festividades pascais.

O Conselho dos Nove Cardeais (C9), que se reúne com o Santo Padre, no Vaticano, a partir desta segunda-feira até a próxima quarta-feira, 26, também participou da celebração eucarística na Casa Santa Marta.

O encontro de Nicodemos com Jesus e o testemunho de Pedro e João depois da cura de um homem coxo de nascença foram o centro da homilia do Papa Francisco.

“Jesus explica a Nicodemos, com amor e paciência, que é preciso nascer do alto, nascer do Espírito. Portanto, mudar de mentalidade.” Para entender melhor isso, o Papa refletiu sobre a Primeira Leitura da liturgia do dia, extraída do Livro dos Atos dos Apóstolos. “Pedro e João curaram um homem coxo de nascença, e os doutores da lei não sabiam como fazer, como esconder este fato público.”

No interrogatório, Pedro e João “respondem com simplicidade” e quando são intimados a não falar mais sobre o assunto, Pedro responde: “Não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Continuaremos assim.”
 
“Eis a concretude de um fato, a concretude da fé” em relação aos doutores da lei que “querem negociar para alcançar um acordo”: “Pedro e João têm coragem, franqueza, a franqueza do Espírito que significa falar abertamente, com coragem, a verdade, sem nenhum pacto. Este é o ponto, a fé concreta”: 

“Às vezes, esquecemo-nos de que a nossa fé é concreta: o Verbo se fez carne, não se fez ideia: tornou-se carne. Quando rezamos o Credo dizemos coisas concretas: Creio em Deus Pai que fez o céu e a terra, creio em Jesus Cristo que nasceu, que morreu…’. São coisas concretas. O Credo não diz: Creio que devo fazer isso, que devo fazer aquilo ou que as coisas são para isso…’ Não! São coisas concretas. A concretude da fé que leva à franqueza, ao testemunho até o martírio, não faz pactos ou idealização da fé.”

“Para os doutores da lei, o Verbo não se fez carne, mas lei. É preciso fazer isso só até aqui. Deve ser feito isso e não aquilo”: 

“E assim, se engaiolaram nesta mentalidade racionalista que não terminou com eles, hein? Na História da Igreja muitas vezes, a própria Igreja que condenou o racionalismo, o Iluminismo, caiu nesta teologia do ‘pode e não pode’, do ‘até aqui e até lá’, e se esqueceu da força, da liberdade do Espírito, do renascer do Espírito que nos dá a liberdade, a franqueza da pregação e de anunciar que Jesus Cristo é o Senhor.” 

“Peçamos ao Senhor esta experiência do Espírito que vai e vem e nos leva adiante, do Espírito que nos dá a unção da fé, a unção da concretude da fé”: 

”O vento sopra onde quer e ouve-se a sua voz, mas não se sabe de onde vem e nem para onde vai. Assim é todo aquele que nasce do Espírito: ouve a voz, segue o vento, segue a voz do Espírito sem saber aonde terminará, pois optou pela fé concreta e pelo renascimento no Espírito. Que o Senhor dê a todos nós este Espírito pascal a fim de caminhar nas estradas do Espírito sem acordos, sem rigidez, mas com a liberdade de anunciar Jesus Cristo assim como Ele veio: em carne.”

Por Rádio Vaticano

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