pecadores - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png pecadores - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: É triste que alguns católicos se achem perfeitos e desprezem os demais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-e-triste-que-alguns-catolicos-se-achem-perfeitos-e-desprezem-os-demais/ Wed, 09 Aug 2017 12:46:26 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-e-triste-que-alguns-catolicos-se-achem-perfeitos-e-desprezem-os-demais.html O perdão como motor da esperança foi o tema central da catequese do Papa Francisco em uma nova Audiência Geral na qual recordou que a Igreja é formada por pecadores e criticou que alguns cristãos acham que são perfeitos e desprezam os demais.

“Os pecadores são perdoados. Não somente ficam aliviados a nível psicológico porque são libertados do sentido de culpa. Jesus faz muito mais: oferece às pessoas que erraram a esperança de uma vida nova, uma vida marcada pelo amor”, disse o Santo Padre.

“Penso em tantos católicos que se acham perfeitos e, por isso, desprezam os outros. Isso é triste”, afirmou.

Em sua opinião, “nos faz bem pensar que Deus não escolheu como primeiro massa para formar sua Igreja as pessoas que não erravam nunca. A Igreja é um povo de pecadores que experimenta a misericórdia e o perdão de Deus”.

“Desde o início do seu ministério público na Galileia, Jesus se aproxima dos leprosos, dos endemoninhados, dos enfermos e dos marginalizados. Um comportamento assim (naquela época) não era nada habitual; tanto é verdade que esta simpatia de Jesus pelos excluídos, pelos ‘intocáveis’, será uma das coisas que mais desconcertarão seus conterrâneos”.

O Papa também disse que “onde existe uma pessoa que sofre, Jesus está lá, e aquele sofrimento se torna seu. Jesus não prega que a condição de pena deve ser suportada com heroísmo, como os filósofos estoicos”, mas “compartilha a dor humana e, quando o faz, de seu íntimo brota o comportamento que caracteriza o cristianismo: a misericórdia”.

Francisco assegurou que Jesus “abre os braços aos pecadores” e manifestou que muitos “continuam nos dias de hoje em uma vida errada, porque não encontram ninguém disponível a olhá-lo ou olhá-la de modo diferente, com os olhos, ou melhor, com o coração de Deus, isto é, com esperança”.

“Jesus vê uma possibilidade de ressurreição também em quem acumulou tantas escolhas erradas”, acrescentou.

Assim, o Papa recordou que “a Igreja não se formou por homens irrepreensíveis, mas por pessoas que puderam experimentar o perdão de Deus. Pedro aprendeu mais sobre si mesmo quando percebeu, ao canto do galo, que tinha renegado seu mestre, do que quando se mostrava superior aos demais com seus ímpetos e formas espontâneas. Também Mateus, Zaqueu e a Samaritana, apesar de suas faltas, receberam do Senhor a esperança de uma vida nova a serviço do próximo”.

“Nós que estamos acostumados a experimentar o perdão dos pecados, talvez a bom preço, deveríamos também recordar quanto custou o amor de Deus. Jesus não vai à cruz porque cura os enfermos, porque prega a caridade, porque proclama as bem-aventuranças”.

“O Filho de Deus vai à cruz, sobretudo, porque perdoa os pecados, porque quer a libertação total, definitiva do coração do homem”, sublinhou.

O Santo Padre também explicou que Jesus “não aceita que o ser humano consuma toda a sua existência com esta ‘tatuagem’ incancelável, com o pensamento de não poder ser acolhido pelo coração misericordioso de Deus”.

“Somos todos pobres pecadores, necessitados da misericórdia de Deus que tem a força de nos transformar e nos dar esperança a cada dia” e, “às pessoas que entenderam esta verdade básica, Deus presenteia a missão mais preciosa do mundo, ou seja, o amor pelos irmãos e irmãs, e o anúncio de uma misericórdia que Ele não nega a ninguém”.

Por ACI Digital

]]>
47762
Entenda a corrupção com base nas palavras do Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/entenda-a-corrupcao-com-base-nas-palavras-do-papa-francisco/ Fri, 19 May 2017 10:11:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46341 Corrupção não é pecado

Corrupção é consequência da repetição de pecados, o que limita a capacidade de amar. Nas rodas de conversa, é só puxar o assunto que o papo rende. Em tempos de Lava-Jato, operação da Polícia Federal – que já completa três anos –, tornou-se habitual associar corrupção às estruturas políticas. Porém, o objetivo deste texto é ampliar a visão desse tema que, infelizmente, atinge todas as áreas. Inclusive, há corrupção dentro de nós, em nossa casa, comunidade e igreja.

Em 2005, o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, escreveu um livro intitulado ‘Corrupção e Pecado’, o qual nos ajuda nessa reflexão tão importante e atual. Embora seja um ato intrinsecamente ligado ao pecado, distingue-se dele em algumas coisas. Pecado reiterativo conduz à corrupção. Não é a repetição de pecados que provocam um corrupto, mas os hábitos de má qualidade que vão deteriorando e limitando a capacidade de amar. O coração vai se encolhendo, perdendo os horizontes, e o egoísmo passa a ser sua maior referência.

Processo de morte

Ações corruptas levam pessoas e instituições a um processo de decomposição. Perde-se a capacidade de ser, crescer e servir. É um verdadeiro processo de morte. A vida morre, fica a corrupção. É como uma folhagem que se desenvolve, alimentada pelo húmus da fraqueza humana e da cumplicidade.

Pecadores sim, corruptos não!

Geralmente, relacionamos corrupção ao pecado, mas não é bem assim. “Situação de pecado e estado de corrupção são duas realidades diferentes, embora intimamente entrelaçadas”, explica Bergoglio. Isso não significa que a corrupção faça parte da vida normal da sociedade. Tais atos devem ser denunciados e combatidos. Pecado se perdoa. Corrupção não pode ser perdoada. Diante do Deus que não se cansa de perdoar, a autossuficiência do corrupto vira um bloqueio, que o impede de pedir perdão.

Deus aceita o pecador

“Pecador sim!” Como é lindo reconhecer-se pecador e poder sentir a misericórdia do Pai das Misericórdias, que nos acolhe a todo momento! Mas como é difícil para um coração corrupto deixar-se alcançar pelo vigor profético do Evangelho!

“Quem não rouba é trouxa”, diz o ‘cara de vaso’”. A autossuficiência é um escudo que isola e não permite questionamentos. Defende que “quem não rouba é trouxa”. Francisco afirma que “o corrupto construiu uma autoestima baseada justamente nesse tipo de atitudes enganosas, caminha pela vida pelos atalhos do vantajoso a preço de sua própria dignidade e a dos outros”. E o pior, esconde-se em uma cara de inocente.

Sintomas da corrupção

O corrupto adquiriu características de verme: tem medo da luz, vive nas trevas, debaixo da terra. Diante de críticas, enfurece-se, desqualifica pessoas ou instituições que o criticam. Procura aniquilar toda autoridade moral que o possa questionar. Usa de todo tipo de argumento para se justificar. Desvaloriza os outros e insulta quem pensa diferente dele. De maneira inconsciente, persegue-se, projetando-se nos outros, tornando-se perseguidor. Assim como quem tem mal hálito, o corrupto não percebe sua corrupção. Os outros que o sentem é que têm de lhe dizer.

A corrupção tem cheiro de podre. “Quando alguma coisa começa a cheirar mal, é porque existe um coração preso sob pressão entre sua própria autossuficiência imanente e a incapacidade real de bastar a si mesmo; há um coração podre por conta da excessiva adesão a um tesouro que o aprisionou”, afirma.

Consequências

A corrupção tende a asfixiar a força da Palavra de Deus. Pode levar ao desmoronamento pessoal ou social.

O remédio

O remédio para essa doença é o Evangelho. A verdade de Cristo é a força para sacudir a alma, ensinar a discernir os estados de corrupção que nos circundam com ameaças e seduções. Por isso, é preciso declarar com força e temor: “pecador sim, corrupto não”.

O estado de corrupção não pode ser aceito como mais um pecado. Corrupção é consequência de um coração corrupto. “O coração não é uma última instância do homem, fechada em si mesma”, esclarece o Papa. Ele orienta ainda que o coração humano é coração na medida em que é capaz de amar ou negar o amor (odiar).

Onde está o teu tesouro?

“Porque onde está teu tesouro, lá também estará o teu coração” (Mt 6,21). Francisco indica conhecer o tesouro que está no coração, portanto, a referência para a sua vida. O tesouro que está no coração liberta e plenifica, destrói e escraviza; neste último caso, o tesouro que o corrompe. Como o corrupto vive anestesiado, Deus o salva por meio de provações que lhe cabe viver como doenças, perdas de fortuna e de entes queridos. Essas quebras da estrutura corrupta permitem a entrada da graça e a cura.

Por Rodrigo Luiz dos Santos, via Canção Nova

]]>
46341
Pe. Michelini: Judas e o risco de perder a fé https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pe-michelini-judas-e-o-risco-de-perder-a-fe/ Wed, 08 Mar 2017 13:36:15 +0000 http://teste.toqueto.com/pe-michelini-judas-e-o-risco-de-perder-a-fe.html O risco de perder a fé, o suicídio e a missão da Igreja em busca dos pecadores: foram os temas candentes sobre os quais se deteve o pregador dos Exercícios espirituais, Pe. Giulio Michelini, na quinta meditação proposta ao Papa e à Cúria Romana, reunidos deste domingo passado na localidade de Ariccia, próximo de Roma. A reflexão da manhã desta quarta-feira (08/03) foi centralizada na figura de Judas.

De fato, a meditação matutina do frade menor girou em torno do drama do suicídio de Judas, um dos Doze. Um evento escandaloso e desconcertante, que porém o Evangelho não esconde. Um drama evidenciado também pelo arrependimento de Judas que no Evangelho segundo São Mateus reconhece ter pecado porque traiu sangue inocente.

Judas e nós: o risco da perda da fé

Em seguida, o pregador buscou reconstruir os motivos que podem ter levado Judas a trair Jesus, que o havia escolhido e chamado. E Judas o havia seguido. Para entender o seu drama, Pe. Michelini releu textos de estudiosos e escritores. De Romano Guardini a Amós Oz, que dedicaram páginas a esta figura. A primeira hipótese é que Judas a um certo ponto tenha perdido a fé. Um risco a partir do qual todos devem se perguntar:

“Há por acaso em minha vida muitos dias em que não abandonamos Cristo – nosso saber melhor, nosso amor – por uma vaidade, uma sensualidade, um ganho, uma segurança, um ódio, uma vingança? Temos poucas justificativas para falar com indignação sobre o traidor. Judas revela nós mesmos.”

O pregador evocou a experiência do escritor francês Emmanuel Carrère e o seu livro “O Reino”, de 2014, no qual conta ter novamente abraçado a fé durante três anos e depois tê-la perdido outra vez. Emerge o trabalho interior de um homem que, porém, escreve: “Abandono-te, Senhor. Tu, não me abandones.”

Foi levantada outra hipótese sobre a traição de Judas: Judas queria que Cristo se mostrasse como o Messias de Israel, libertador, combatente, político. Por conseguinte, não via mais no rosto de Jesus o Senhor, mas apenas um Rabi, um Mestre, e quer forçá-lo a fazer aquilo que ele deseja.

Sair pelas ruas a buscar os pagãos e os publicanos

A segunda reflexão que a meditação matutina quer provocar é sobre o que se pode fazer por quem se encontra distante da fé. É preciso sair à procura dos pecadores, recordou o franciscano que contou uma experiência:

“Vivo com uma comunidade de jovens que fazem duas missões populares por ano. Brinco com eles porque saem para dançar, entram nas discotecas e vão aos pubs. Eu, naturalmente, como professor não me permitiria fazer algo assim e, portanto, brinco com meus frades. E são muitos anos, desde que ensino, que não faço missões populares. Mas eles sabem quanta estima tenho pelo fato de ter alguém que vai ali aonde há isso que não queremos ver, há jovens quem sabe desesperados… Portanto, mesmo se não fazemos isso, devemos ser realmente gratos e solidários para com aqueles que saem pelas ruas a buscar, como dizia Jesus, os pagãos e os publicanos.”

O percurso de Judas levou-o ao suicídio após dar-se conta de seu pecado, observou o frade. Na obra “Os noivos” de Alessandro Manzoni é emblemática, nesse sentido, a conversão do Apaixonado que tem a tentação de tirar a própria vida, até que ouviu o repicar dos sinos. Retornam a sua memória as palavras de sua amada Lúcia sobre Deus que perdoa tantas coisas por uma obra de misericórdia. Em seguida – ainda citando Manzoni –, tem lugar o encontro com o Cardeal Federigo Borromeo, que lamenta não ter sido ele por primeiro a ir encontrá-lo. São páginas de fé, que convidam a ir em busca dos pecadores, ressaltou.

Foram também evocadas palavras do Papa Francisco numa homilia da missa na Casa Santa Marta, quando a propósito dos sacerdotes que rechaçam Judas, falou do clericalismo: Judas foi descartado, traidor e arrependido não foi acolhido pelos pastores que eram intelectuais da religião com uma moral feita a partir da sua inteligência e não da revelação de Deus.

Os suicídios do nosso tempo. Ajudar os cristãos a não perder a fé

E falando do suicídio de Judas, Pe. Michelini não esqueceu a atualidade com os suicídios assistidos e os suicídios de jovens. Daí, o ponto de agarra para uma pergunta dirigida aos pastores:

“Como podemos ajudar os cristãos do nosso tempo a não perder a fé, a retomar consciência da própria fé, aquela da qual se fala no Novo Testamento, a fé alegre, totalizadora, a adesão à pessoa de Jesus, o que podemos fazer para que não mais ocorram esses suicídios?”

Tratou-se de uma meditação com traços fortemente existenciais sobre a fé, sobre nossas interpelações e sobre a missão da Igreja no mundo.

Por Rádio Vaticano

]]>
44780