Pe. Roberto César Braga - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 03:54:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Pe. Roberto César Braga - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 O Anseio por Deus e a Divinização do Homem https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-anseio-por-deus-e-a-divinizacao-do-homem/ Mon, 01 Jul 2024 11:55:30 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=67747 Com o presente artigo, começamos uma série de reflexões voltadas ao aprofundamento da fé e ao amadurecimento da espiritualidade cristã. Para nos orientar neste caminho, utilizaremos o estudo realizado pelo professor Gregory K. Popcak, da Universidade Franciscana de Steubenville – EUA, e exposto em seu livro “Deuses feridos – os sete anseios do coração humano”.

Todas as pessoas possuem anseios e aspirações particulares que as motivam e direcionam em suas vidas. Muitas vezes, encontrar o caminho certo é um grande desafio. Esta situação se torna ainda mais dramática quando examinamos a dimensão do desejo humano sob a influência da concupiscência interior. Por causa do “desajuste” provocado pelo pecado original é fácil se perder entre os muitos apetites e interesses diários e fazer escolhas equivocadas. Frente a essa perspectiva, Popcak destaca a necessidade de um reordenamento da natureza humana em direção a Deus (Deuses feridos, 2022, p. 13), que no final das contas, equivale a uma espécie de divinização, pois à medida que nos aproximamos de Deus, participamos mais intensamente de Sua vida divina.

Portanto, o primeiro anseio que o homem possui é o anseio de Deus. Essa verdade é expressa pelo fato de não se encontrar algo próprio desse mundo que seja capaz de satisfazer totalmente a vontade humana. Mesmo as coisas boas, se experimentadas sem o contorno e a presença de Deus, não são capazes de proporcionar saciedade. Cada pessoa é criada para a eternidade, e o apetite insaciável que experimentamos nessa vida reflete isso. Santo Agostinho chega a sugerir que todos os desejos humanos, no fundo, são uma busca por eternidade, apesar de muitas vezes se manifestarem de formas distorcidas (Confissões, 1997, p. 22).

Vejamos, como exemplo, o encontro de Jesus com a samaritana no Evangelho de João 4, 13-15. No texto, uma mulher vai ao poço de Jacó retirar água, e está claramente insatisfeita. O Senhor lhe conta a história sobre a fonte de água que jorra para a vida eterna, e o anseio que ela sente por Deus torna-se evidente quando exprime seu interesse em tomar daquela água com a finalidade de não sentir mais sede. No âmago da sua existência, o que aquela mulher mais desejava era o estabelecimento de uma comunhão profunda e amadurecida com Deus. Ao encontrar Jesus, ela tem esse anseio divino satisfeito e parte decidida a viver de modo diferente e abandonar o pecado da fornicação e do adultério.

Conforme Popcak (Deuses feridos, 2022, p. 56), quando se compreende a dimensão do desejo humano, em última instância, como desejo de Deus, e se adota um olhar sobrenatural sobre todos os eventos da vida, enxergando neles a possibilidade de união com Cristo, dá-se início a vida interior e a mística. O homem foi feito por Deus e para Deus e a sua permanência nesse mundo atinge o ápice a partir do momento que, aproveitando todas as oportunidades habituais, forja uma verdadeira amizade com Cristo, “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos se praticais o que vos mando” (Cf. Jo 15, 13-14).

Esse ponto de vista está de acordo com os documentos do Concílio Vaticano II, Lumen Gentium e Gaudium et Spes, que ensina que a santidade deve ser uma realidade viva e presente no cotidiano de todos os cristãos. Ela é alcançada através das ações diárias, na forma como se trabalha, se vive em família e se interage com a comunidade. O Concílio convida os fiéis a enxergarem cada aspecto da vida como uma oportunidade para viver a santidade e testemunhar a presença de Cristo no mundo.

Pe. Roberto César Braga
Formador no Seminário Diocesano São José

 

Referências:
BÍBLIA DE JERUSALÉM. 2ª ed. São Paulo: Paulus, 2002.

POPCAK, G. K. Deuses feridos: Os sete anseios do coração humano (B. Costa Sales de Oliveira, Trad.). São Paulo: Editora Cultor de livros, 2022.

SANTO AGOSTINHO. Confissões (J. Ferreira, Trad.). São Paulo: Editora Paulus, 1997. (Obra original publicada em 397-400).

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A Busca Humana Pelo Conhecimento e Pela Verdade https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-busca-humana-pelo-conhecimento-e-pela-verdade/ Thu, 11 Jan 2024 02:35:07 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=67491 Existe uma frase atribuída ao famoso filósofo da antiguidade, Sócrates, que me causa certa inquietação, “uma vida sem busca, não é digna de ser vivida”. Eu me pergunto: O que seria essa busca? E por que a vida humana sem ela, seria menos digna de ser vivida caso não a realizemos?

Bem, devemos clarear algumas coisas aqui. A busca de que Sócrates está falando é a busca pelo conhecimento. Como sabemos, o modo de existência do homem é único entre todos os seres vivos porque ele é capaz de conhecer. Deus nos fez assim. O que nos torna à Sua imagem e semelhança são justamente essas potências interiores, a inteligência e a vontade. Porque somos seres de inteligência e vontade podemos eleger Deus, e sermos seus amigos.

A frase de Sócrates não deve ser entendida do ponto de vista que diminui o valor da vida humana. Sabemos que esse valor é intrínseco a pessoa, e que não está atrelado ao que ela faz ou tem. No entanto, podemos sim afirmar que o conhecimento imprime qualidade à vida humana. Vejam meus amigos, o conhecimento adquirido nos dá elementos que contribuem para o aumento da nossa própria liberdade. Quanto mais conhecemos, mais nos tornamos livres, pois, a partir do momento que eu conheço melhor o objeto de estudo, passo a ter maiores condições de elegê-lo e de permanecer fiel a essa opção de eleição.

O amor verdadeiro também exige o conhecimento e a liberdade. Não podemos testemunhar realmente o amor se não somos livres para isso, ou, se não conhecemos mais profundamente o bem que se ama. É por isso que as ideologias, as mentiras, a própria obstinação de muitos no erro, são como que máscaras colocadas para afirmar algo que não somos. É um grande engano achar que quem vive por uma ideologia, por uma mentira ou erro, pode ser feliz, que pode ter a inteligência e a vontade satisfeitas.

Eu também gostaria de falar da realidade da busca que experimentados ao logo da vida. Nós estamos sempre a procura de algo. Vivemos uma busca, e mesmo que não tenhamos de modo esclarecido na nossa mente aquilo que buscamos, nossa vontade não para de desejar, e acaba nos colocando em movimento num caminho que procura a saciedade. Quando a pessoa não faz uma correta adequação da realidade, o que consequentemente não permite a construção de uma ideia verdadeira e real sobre as coisas, corre-se o risco, infelizmente, de satisfazer-se de qualquer modo, ou, com migalhas.

Nesse sentido, encarando com seriedade que somos seres em busca e em constante movimento, descobrimos que o desejo que sentimos arder dentro de nós, e que não pode, de modo algum ser saciado pelas coisas desse mundo, é um grande sinal que aponta para o infinito. Só Deus, caros irmãos, pode saciar a sede que possuímos.

Vejamos um exemplo. Vocês se lembram de Pedro, Tiago e João? Do alto da montanha eles contemplam a face gloriosa de Cristo. Naquele momento a alma deles está preenchida de Deus, está preenchida de verdade. Pedro, encontrando o que o seu coração mais ansiava diz: “é bom estarmos aqui, façamos três tendas, uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Ele não quer arredar o pé dali. Caros irmãos, quando encontramos a razão da nossa vida, que é Deus, que precisa ser Deus, encontramos a verdadeira paz. Aí a nossa inteligência e a nossa vontade repousam realmente, porque alcançam o motivo dos seus esforços.

Não tenham medo de buscar o que realmente importa. Não tenham medo de escancarar as portas dos vossos corações a Cristo! Não tenham medo de lutar pela verdade, sabendo que a maior de todas as verdades é Cristo! A verdade cristã em meio a uma sociedade adoecida e corrompida como a nossa, pode parecer as vezes frágil, pequena, e como Cristo na cruz, até impotente, mas ela sempre vai vencer, porque ela não é nossa, não é uma filosofia pessoal, é a verdade de Deus!

Pe. Roberto César Braga
Formador no Seminário Diocesano São José

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Festa da Divina Misericórdia https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/festa-da-divina-misericordia/ Sun, 16 Apr 2023 02:53:10 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=65850 Caríssimos irmãos, estamos celebrando nesse dia glorioso a Festa da Divina Misericórdia. Entre os anos de 1931 e 1938, através de uma série de aparições de Nosso Senhor Jesus Cristo à irmã Faustina – uma religiosa polonesa que foi declarada santa pela Igreja Católica – foi manifestado o desejo do coração de Deus de que todos os homens recorressem à sua infinita misericórdia.

Lembremos o que nos ensina o Magistério a respeito dessas revelações misteriosas. Existem dois tipos de revelação. Primeiro, a revelação pública, que contém tudo o que é necessário para a nossa salvação e santificação, e está contida na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja. Depois, a revelação privada ou particular. A esse segundo tipo de revelação pertence a devoção à Divina Misericórdia, que nos recorda realidades que já haviam sido anunciadas, mas que precisam ser retomadas pela humanidade. As revelações privadas sempre acontecem em vista do amadurecimento da fé dos fiéis, e do clareamento de algum aspecto da própria revelação pública.

Nesta Festa da Divina Misericórdia precisamos nos dirigir à Igreja com um profundo desejo de encontro com Nosso Senhor, de honrá-lo, adorá-lo, ofertar a Ele nossa piedade. Jesus comunicou à santa Faustina o tamanho da Sua alegria por tantas almas que recorriam a Ele e esperavam Nele. A Festa da Divina misericórdia deve ser uma oportunidade de reacendermos nosso amor a Deus, de nos deixarmos ser tomados pela Sua graça.

Deus recorda a humanidade através de Santa Faustina a Sua Face misericordiosa e amorosa. Num momento em que o mundo se encontrava mergulhado na violência, assolado pelo ódio, cada vez mais descrente, Jesus aparece e fala da Sua misericórdia infinita. Não existe um remédio melhor para as nossas feridas, e nem refúgio mais seguro, que o coração misericordioso de Deus.

Esse dia também é, fundamentalmente, uma oportunidade de conversão. Cada ato de fé que realizamos deve nos levar a uma proximidade maior com Deus. Por isso a festa da misericórdia ressalta a presença de Nosso Senhor que continua perto de nós e que se deixa encontrar. A misericórdia de Jesus é pessoal, no sentido que perscruta e abarca a história de cada homem e mulher no mundo, e essa intimidade com Ele reorienta nosso coração para o céu.

Portanto, vamos com confiança ao encontro de Jesus. Nesse domingo Ele nos aguarda nos confessionários, e na missa, cujo centro é a adoração do Seu corpo eucarístico. Viva a Divina Misericórdia!

Pe. Roberto César Braga
Vigário da Paróquia São José Operário

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Homilia na Missa em Ação de Graças pelos 28 anos do Acampamento Maanaim na Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/homilia-na-missa-em-acao-de-gracas-pelos-28-anos-do-acampamento-maanaim-na-diocese-de-uruacu/ Mon, 06 Mar 2023 19:48:29 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=65685 O nosso refúgio é Deus. Nosso coração precisa repousar em Deus. A verdadeira paz e alegria só podemos encontrar em Deus. Com essas máximas, gostaria de iniciar essa homilia, da missa que rezamos em ação de graças por 28 anos de trabalho intenso e realização do Acampamento Maanaim em nossa Diocese.

Não ousei fazer os cálculos para descobrir quantos acampamentos foram organizados ao longo desse tempo, mas quero de modo ousado afirmar, que até aqui o Senhor nos ajudou, sempre com seu braço forte, e continuará ajudando.

O tempo que estamos inaugurando hoje não é um recomeço. Tendemos a imaginar recomeços quando algo não termina como esperado, então voltamos à estaca zero e recomeçamos. Logicamente, muitas vezes ao longo da vida precisaremos recomeçar, isso é necessário, é importante, mas não é o que está acontecendo agora.

A todos os que já foram coordenadores diocesanos e equipe de trabalho, digo o seguinte: O Espírito Santo os inspirou, fortaleceu, e ajudou a discernir os caminhos que precisavam ser percorridos para chegarmos nesse momento. Estamos aqui hoje porque vocês abriram a trilha, atravessaram o bosque e venceram os desafios. Porque vocês tiveram fé, acreditaram uns nos outros, formaram uma verdadeira comunidade onde Cristo é o centro. Por tudo isso, me parece oportuno declarar: o desafio foi concluído.

A caminhada que a nova equipe diocesana do Maanaim vai realizar é uma caminhada de continuidade, onde cada passo que já foi dado será valorizado, pois entendemos que o que foi construído, aconteceu com o custo de grandes renúncias, sacrifícios, oração, empenho e suor. Como Jesus no Evangelho, que parte da lei e dos profetas do AT para um novo momento de anúncio do Reino no NT, desejamos dar continuidade a esse belo caminho que vem sendo feito a 28 anos.

No entanto, a caminhada de continuidade que desejamos é guiada pelo Espírito Santo, que age sempre de formas novas e surpreendentes. É o Espírito Santo que atualiza a missão redentora de Cristo a partir dos seus discípulos, Ele o grande protagonista no processo de conversão que acontece no coração do homem.

Nós queremos estar abertos ao Espírito Santo! Escancaramos as portas dos nossos corações a Ele. Cientes das nossas fragilidades e impotências, desejamos que a nossa vida seja completada pela força de Deus. A todos os que estão assumindo novas responsabilidades nessa equipe diocesana, eu gostaria de afirmar: Cristo parecia pequeno e frágil na cruz, impotente até, mas no final venceu, porque permaneceu fiel aos desígnios do Pai. Como padre, e diretor espiritual do Acampamento Maanaim, quero profetizar: a intensidade da nossa radicalidade ao Evangelho de Cristo será a medida do nosso sucesso nessa empreitada.

Família Maanaim, é muito bom nos encontramos hoje. Hoje é realmente o sexto dia. Gostaria de perguntar a cada um de vocês: Como tem sido o sexto dia de vocês? Eu, particularmente, continuo descobrindo algumas coisas, me deparo vez e outra com algo que me assusta, vez e outra percebo uma lágrima, experimento um medo, uma inquietação. Mas, procuro cumprir com minhas tarefas. Vocês têm se esforçado para cumprir as de vocês? Vocês têm buscado viver o despojamento que aprendemos? Tem buscado colaborar com o próximo? Amar o próximo? Praticar a humildade? Vocês têm sido disponíveis e solícitos nas paróquias onde moram? Vocês têm aceitado com amor as propostas que Deus está fazendo? E eu quero sublinhar a palavra “proposta”, porque você é livre, Deus respeita isso, e é por isso que minha última pergunta é: Para onde a sua liberdade tem te levado?

O amor verdadeiro exige a liberdade. Não podemos amar realmente se não somos livres. O pecado é uma ilusão, uma máscara que vestimos para afirmar algo que não somos. É um grande engano achar que quem está vivendo em estado de pecado mortal pode ser feliz, que pode ter o seu coração preenchido. Só Deus, queridos filhos, pode saciar a sede que possuímos. Lembram da samaritana? Que indo buscar água no poço encontrou-se com Jesus? O senhor disse para ela: essa água não matará realmente a sua sede, mas se tomares da água que te der, nunca mais sentirá sede.

O Maanaim é o lugar da fonte. É o lugar onde a verdade e a liberdade se manifestam em toda a sua força. É aqui o acampamento de Deus!

Pe. Roberto César Braga
Diretor Espiritual

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Amor em tempos de modernidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/amor-em-tempos-de-modernidade/ Thu, 20 Oct 2022 10:28:50 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=64812 Esse artigo é direcionado a todas as pessoas de bem, mas, de modo especial, aos casais que ouvem constantemente o discurso de que precisam se abrir às “novas formas de amar”. O foco da discussão é a aparente incapacidade humana de num relacionamento amoroso se viver a monogamia. Parece, de acordo com alguns “estudiosos”, que a progressiva quantidade de traições observadas entre os casais de hoje comprova que somos feitos para uma espécie de amor poligâmico. Essa reflexão tende para uma fragmentação da pessoa, separando sentimento verdadeiro, de desejo. Com algum escolhido/a se vive de forma mais inteira, enquanto outros/os existem apenas para satisfazer o apetite sexual.

Discordamos enfaticamente dessa concepção. Uma relação em que se busca puramente o prazer sexual beira ao animalismo. Vincula-se muito mais ao comportamento das bestas, que ao humano racional. Precisamos considerar que o homem é uma unidade psicossomática, e que por isso não se pode separar nele a afeição, do sexo. A ocorrência desse fato reduz homem e mulher a meros objetos e fere a dignidade de ambos.
Portanto, qual é o nosso posicionamento? Acredito que o amor entre o homem e a mulher constitui o arquétipo do amor humano. Desde os tempos mais remotos esse amor foi chamado de eros, e por isso era experimentado como uma maneira de comunhão com o divino, o que levou muitas religiões primitivas à prática da prostituição “sagrada” dentro de seus templos. Procurando redimir a humanidade de suas más escolhas, através da encarnação do Verbo, Deus se revela a partir de um amor livre de toda a voluptuosidade, chamado ágape. Esse novo movimento sustém a experiência que é verdadeiramente descoberta do outro, doação gratuita ao outro, superando o egoísmo que prevalecia antes. O amor não pode ser a busca por si próprio, mas uma infatigável preocupação pelo bem do amado.

Discordamos enfaticamente dessa concepção. Uma relação em que se busca puramente o prazer sexual beira ao animalismo. Vincula-se muito mais ao comportamento das bestas, que ao humano racional.

Nesse sentido, cai em descredito os argumentos utilizados para defender a poligamia e o chamado “amor livre”. A liberdade no ato de amar está na capacidade de não nos prendermos aos ímpetos carnais, mas ir além da matéria e viver uma união de corpo e alma. O verdadeiro amor exige uma parceira responsável e um ambiente que exala segurança para que possa crescer, coisas impossíveis de serem encontradas fora da família verdadeiramente constituída.

Pe. Roberto César Braga
Vigário da Paróquia São José Operário – Diocese de Uruaçu

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Pe. Roberto César Braga https://old.diocesedeuruacu.com.br/padres/diocesano/pe-roberto-cesar-braga/ Thu, 16 Sep 2021 13:35:35 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=61124  

  • Função: Diretor Acadêmico do Seminário São José e formador do Propedêutico
  • Cidade: Uruaçu-GO
  • Nascimento: 10/05/1992
  • Ordenação Presbiteral: 09/07/2022
  • e-mail: diac.robertocesarbraga@gmail.com

 

 

 

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