Pe. Rener Olegário - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Mon, 08 Feb 2021 13:51:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Pe. Rener Olegário - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Padre, padre!! Onde caminhas? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/padre-padre-onde-caminhas/ Mon, 08 Feb 2021 13:51:10 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60100 Ó padre, acelerados andas, mas não esqueces de esperar,
O grande rio, passa por vales e nascentes a silenciar.
Não adianta grandes trovões e relâmpagos, se chuva não traz,
Sobram na vida, estragos e confusões, e assim a harmonia se desfaz.

O sacerdócio não tem idade, como a vocação não tem cor,
Para o velho e para novo, o sacerdócio é acordo de amor.

Quando corre, se esquecem os passos,
Quando andas, aprende com os bons laços,
Quando paras, medita, olha e volta a trilhar,
Na espera e prudência, saberás onde chegar.

Sem perder o ânimo, procuras agir sem errar,
Mas, para não errar, precisa em Cristo esperar,
Não deixe que Ele passe e vá,
Mas não esquece que a hora é Ele que dá.

O padre acelerado respira, anima e faz,
O padre sábio, respira, reza e traz,
A oração e ação para vida toda semear,
Encontrando força e luz para sempre dar.

Não adianta ideias e ações planejar,
Se no caminho, longo e difícil, cansar,
É melhor, passo a passo, meditar, agir e rezar,
Para que ao fim, certo e feliz, dizer, aqui estou, vem me buscar.

Pe. Rener Olegário

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“Sorrisos atraem sorrisos, sem precisar de avisos!” https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sorrisos-atraem-sorrisos-sem-precisar-de-avisos/ Sun, 29 Nov 2020 23:56:52 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59511 Sorrisos atraem sorrisos, nem precisa de avisos.
Sorrir é a arte de rever a alegria do viver, sem medo de se conhecer.

Não é ser bobo ou louco, é devolver ao mundo a beleza do todo.
Sofrimentos, medos, angústias todos temos para partilhar.
Chorar, fugir ou parar muitos podem justificar.
Quanto mais tempo fico sem sorrir, menos tempo vivo sem me permitir.

Amar é sentir, caminhar é seguir, todo bom homem e mulher, deve sorrir para existir!

Alguns podem se perguntar, sorrir as vezes é disfarçar ou mesmo trapacear,
mas o verdadeiro sorriso, não vem dos dentes expostos, mas da alma no gozo.
Sorrir revela leveza, liberdade, maturidade, conquista a Deus e até os de mais idade.

Mas, qual o caminho, lugar ou modo de encontrar um sorriso?
Não há método ou resposta, nem título ou aviso,
Basta ter uma vida, que seja bem vivida.

Gostaria de escrever e tirar de ti um sorriso de canto, mas espero que no final deste conto,
Você possa sair e encontrar alguém em pranto, e mostrar seu sorriso, para deixar alegria e encanto.

(Pe. Rener Olégario)

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Tribunal da Misericórdia https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/tribunal-da-misericordia/ Wed, 11 Nov 2020 14:44:58 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59431 Ó tribunal da misericórdia, tão bela sentença dais,
Ricos e pobres, homens e mulheres, céticos ou crentes, todos aceitais.

Um amor que se esconde, para arrependidos voltarem,
Todos procuram a misericórdia, pelo miserável homem.

No desespero da mãe a palavras das crianças,
Da moça que cai ao idoso que esconde,
Todos procuram a paz, pelo limitado homem.

Do suicídio ao medo, dos pensamentos a traição,
Da falta ao desprezo, da ação a omissão,
Todos procuram o perdão, no pequeno homem.

As críticas dos céticos as piedosas idosas, do receio de homens a inocência da criança,
Das historinhas aos desabafos, das belíssimas confissões até as tentações,
Procuram o homem que se assemelha ao Homem, nas grandes ações.

Caindo, levantando, lutando e caminhando,
Deus se revela, na paz e alegria, dos pecados perdoando.

Lágrimas e soluços, palavras e gritos, meios e fins da humanidade ferida.
Palavras de paz, amor e perdão, se encontram no recomeço da vida redimida.

Eu te absorvo, eu te perdoo, te guardo ao mal desfaço.
Muitos não acreditam, outros criticam, fogem da humildade, por que faltam caridade,
O amor não é entendido, como o perdão não é vivido.

Para corações duros, sobra prego e cruz,
para corações arrependidos, transborda o céu e luz.

Justificar, estudar e explicar não adianta nada, pois o perdão é concedido para quem sabe se encontrar.
Não adianta, amar, sem perdoar, não adianta recomeçar sem ao menos, contra os pecados lutar.

Ao saírem, homens e mulheres refazem uma carta,
No livro da vida, querem mais, que erro e desgraça.
O amor é a capa, e o fim é a graça.

A beleza deste tribunal é tornar ele um altar,
Se aproximar, quem erra e quer mudar,
Os “perfeitos” deste mundo, constroem o templo da vaidade,
Na correria do mundo, se sujam nas desculpas e culpas, sem caridade.

O amor é ensinado, vivido e querido,
O perdão é concedido e os pecados dissolvidos.
Neste tribunal, a verdade e o amor são devolvidos,
Pois, não há julgamento ou prisão, mas liberdade e salvação.

Pe. Rener Olegário

 

Foto: Canção Nova

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Dilema das redes sociais

“Ide e Fazei discípulos meus…”

 

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Dilema das redes sociais https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/dilema-das-redes-sociais/ Thu, 29 Oct 2020 14:23:59 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59257 Ontem vivi a experiência de perda, perda do amor, da atenção, do cuidado, perdia uma pessoa real para uma tela que brilhava, “memes” inúteis e status que facilitavam a distração. Eu perdia para armas virtuais, perdia uma pessoa para um aparelho, não deixei de amar, só me senti trocado, por algo que não pode ser amado. Percebi que a luta é injusta! Parece difícil vencer, pois a mágica da internet ajuda tudo, facilita tudo, agrada a todos! E eu? Sou um antiquadro, chato no universo de facilidades e elogios.

Mas não vou desistir, porém não serei um idiota em concordar com a frase: “é difícil lutar contra isso, todos usam, o mundo não vive sem internet”. Não serei medíocre em concordar, avançar, calar ou elogiar você que lê este texto e passa adiante sem mudar nada em sua vida, porque a minha irá mudar! Tive experiência pessoal, sou formador de consciência e, o mais agravante e perturbador, é ver pessoas que amo se afastarem de si, do outro e afundarem no vazio e infelicidade provocada por estas redes sociais.

Vou falar, escrever e usar este meio para manifestar para quem quiser escutar, ler e mudar. Digo, mudar, é ação, não brincadeira ou distração! Açãããoo! Saia deste texto e revire suas prioridades, modifique suas atitudes e das pessoas que você ama, porque se não, você irá perdê-las!

Assisti a um documentário na plataforma Netflix chamado “O Dilema das redes”, logo depois da perca da batalha. Não vou elogiar o filme, mas vou instigar para que veja e medite sobre o pensamento proposto. Insisto, sair da caixa do comodismo, do botão de agrados, parar de passar o dedo em vídeos inúteis e fazer algo que mude por dentro e não depender de elogios e distrações de fora.

Crianças estão ficando isoladas, desrespeitosas e cansadas mais cedo. Estão estressadas por não verem um desenho na TV por um dia. Os pais não conseguem dar um “não” para educar, parece ser impossível encontrar uma pessoa e conversar, sem que ela mexa no celular durante 2 minutos. Famílias se reúnem para mostrar vídeos e não falar de experiências. É melhor dar o celular para criança brincar e “deixar-me em paz”. Baixar jogos para distrair e passar o tempo. Acordar, pegar o celular e ver as notificações, pior, ir ao banheiro escutando, vendo e curtindo fotos, vídeos e músicas. Não conseguir ficar sozinho, em silêncio e sem uma luz artificial. Digo, escrevo e manifesto isso tudo, porque experimentei estas manias.

Fotos sempre precisam de efeitos, filtros, dependem de curtidas e comentários, se não há, tenho ciúme de quem tem, fico irado por não me verem e sempre, sempre, desconto, jogo, vomito as incompreensões, palavras e raivas nas pessoas que amo e vivem comigo.

Como dizer a uma sociedade de crianças, jovens, casais, até idosos que estão ansiosos, deprimidos, frágeis devido a aparências de status, viciados em vídeos e, até, se veem sem pessoas, mas nunca sem aparelhos. É preciso dizer que precisam de tempo sem celular, necessitam de diálogos pessoais sem caixas de textos, clamam por levantar a cabeça e olhar para o céu, porque se não, o ímã brilhante só deixará olhando para o chão.

Por isso, insisto que assista o documentário “O Dilema das redes”, para fundamentar, facilitar, inculcar esta ideia: “não percam pessoas para aparelhos, não sejam inúteis, bobos(as), por causa de uma tela”. Assista em família, assista quando tiver oportunidade de refletir e mudar algo. Não assista para passar o tempo ou na correria do dia.

Não vou me estender, porque a intenção não é você ficar aqui lendo, mas que saia e mude alguma coisa em sua vida, mude atitudes! Contudo, mude permanentemente, não mude por causa de uma penitência, empolgação ou desejo de mudar o seu mundinho. Mude para ser, pensar e fazer diferente! Para que ser diferente? Para entender e viver o sentido da vida como algo único, com pessoas únicas, na realidade, não na virtualidade. Telas escurecem, quebram, trocam; pessoas vivem uma vez, o amor é vivido, não é curtido, a vida é bela e não se encontra numa tela.

Pe. Rener Olegário

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Minha casa, minha vida? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/minha-casa-minha-vida/ Tue, 20 Oct 2020 14:53:24 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59227 Minha casa, minha vida, pode ser programa de governo, pode ser meta de vida, ou mesmo, propaganda para vender sua casa, mas gostaria de trabalhar a casa como construção pessoal e espiritual. E isso, às vezes não é tão enfeitado ou propagado, mas, se torna essencial e indispensável para quem não quer só uma casa, mas preocupa com a vida e sua caminhada.

Analogias, exemplos e semelhanças com nossa vida espiritual e pessoal, são meras providências de Deus, na escrita deste texto e na vida nossa de cada dia. Falar, escrever, meditar sobre “Casa” é algo profundo, mesmo sendo tão comum para cada um. Todos precisamos lutar e trabalhar para construir uma, pode ser neste mundo ou no celeste reino, pode ser cabana, morada, mansão ou barraco. Não nos preocupa o tamanho, inquieta-nos, se é nossa casa, nosso lar.

Muitas vezes, a casa não precisa ter jardim, área de lazer ou de trabalho, não precisa ser luxuosa ou bem situada, precisa ser casa; quarto, banheiro, cozinha e sala, mas também pode ser mente, coração e alma. Esta última, talvez seja a mais difícil e demorada construção, sem medo de gastar tempo e oração.

Quero ir mais além! Em nossa casa, somos chamados a acolher e visitar, podemos construir e destruir. Podemos bagunçar ou organizar, a minha e a sua casa. Posso acolher qualquer um para estar, ou selecionar quem pode entrar. Minha casa pode ser repouso, aconchego e lar, mas também, chiqueiro, lixão, puteiro ou bar! Ser baixo nas palavras nos faz pensar, mas adianta pensar, se não consigo mover e amar? Há mansões que acolhem com vazio e solidão, há barracos debaixo da ponte que só encontram carinho e doação. Há pessoas que podem comprar clubes e mansões, mas constroem famílias e orações. Outras possuem uma “meia água” e sabem plantar intriga em toda cidade, por nada.

Quando vamos acolher, limpamos, maquiamos e até reformamos. Pago para limpar, me escondo para ajudar, coloco as mãos para reformar. As vezes limpar é o trabalho mais belo da casa, pois, cuidamos daquilo que ganhamos e lutamos, porém, não conseguimos as vezes, nem organizar o próprio quarto. A psicologia comportamental poderia lhe julgar, que sua personalidade é revelada ali, transtorno de organização compulsivo, de indiferença ou mesmo “sem vergonhice”. Mas, a beleza de organizar é satisfação de saber que alguém pode ver e chegar, a começar de você.

Há casas, que trazem conforto, paz e tranquilidade, outras, zona, discórdia e infelicidade. Parece que o problema não é a casa, mas aqueles que moram nela. Ou melhor, a morada que é estabelecida nesta casa. Pode ser morada de porcos, pessoas ou demônios, precisamos saber qual somos. Pode ser morada de Deus, do amor, da união, pode ser da inveja, intriga e divisão. Cristo fez morada em cada coração, não julgou e muito menos se afastou, mas aquele que não acolhia a paz e não construía o amor, ele pedia: se não acolher, bate a poeira e segue a vida bem vivida.

Pensemos, como está a nossa casa, a nossa vida? Quem entra e sai dela? Quem me ajuda a construir ou destruir? Quais sujeiras preciso limpar, quais lugares preciso reformar? A minha morada, é casa de paz ou guerra, de amor ou rancor? Estou preocupado com decorações ou com as orações? Estou procurando elogios na cidade, ou espero um dia chegar na porta do Reino eterno pela caridade?

Ser morada é construir em nossos dias: fé, esperança e caridade, para que nossa vida, seja luz, paz e tranquilidade. E um dia, poder morar e aproveitar a casa de Deus, pois, a casa deste mundo, desaba e passa, junto com nossas luzes e vaidades.

Pe. Rener Olegário

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