Pe. Eguimar Matias dos Santos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 03:55:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Pe. Eguimar Matias dos Santos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Pe. Eguimar Matias representa a Diocese de Uruaçu no 11º Seminário de Comunicação Social https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/pe-eguimar-matias-representa-a-diocese-de-uruacu-no-11o-seminario-de-comunicacao-social/ Fri, 13 Sep 2024 23:38:50 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=67895 Entre os dias 10 e 13 de setembro de 2024, o Centro de Estudos do Sumaré, no Rio de Janeiro, sediou a 11ª edição do Seminário de Comunicação Social, promovido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro. O evento, que reuniu 160 profissionais da comunicação da Igreja no Brasil, incluindo 40 participantes de forma online, trouxe à tona discussões cruciais para o futuro da comunicação eclesial no país. Com o tema “Igreja, casa de vidro – assessoria de comunicação na construção da reputação e da identidade”, o seminário se concentrou na relevância da comunicação autêntica e transparente em um mundo cada vez mais digital e interconectado.

A Diocese de Uruaçu Participa

A Diocese de Uruaçu foi representada pelo Pe. Eguimar Matias, assessor eclesial da Pastoral da Comunicação (PASCOM). Sua participação no seminário foi uma oportunidade de adquirir conhecimentos que serão de grande benefício para o fortalecimento da comunicação na diocese. As discussões e experiências compartilhadas durante o evento forneceram novas formas e ferramentas sobre como aplicar as melhores práticas na construção de uma comunicação eficaz, que reflita a identidade e os valores da Igreja.

Participação de Líderes da Igreja

O seminário contou com a presença de figuras importantes da comunicação eclesial, como Cristiane Murray, vicediretora da Sala de Imprensa do Vaticano, que contribuiu com sua vasta experiência no campo da comunicação da Igreja. O Cardeal Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro, também marcou presença e destacou a importância de uma comunicação transparente e autêntica. O Prefeito do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, Paolo Ruffini, enviou uma vídeo-mensagem aos participantes, reforçando a necessidade de a comunicação da Igreja estar sempre a serviço da verdade e da evangelização.

Dom Ricardo Hoepers, Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário-Geral da CNBB, também enviou uma mensagem de saudação aos participantes do evento, destacando a importância da comunicação na missão da Igreja: “A comunicação é fundamental para levar aos corações a verdade do Evangelho com lucidez”.

Conferências e Temas Abordados

O evento ofereceu onze conferências que abordaram temas importantes, como prevenção e gestão de crises, estratégias de comunicação e o uso de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, para aprimorar a comunicação da Igreja. O Pe. Arnaldo Rodrigues, organizador do seminário e assessor de comunicação da CNBB, destacou a importância do evento para o crescimento e qualificação dos comunicadores eclesiais no Brasil.

Entre os temas debatidos, destacaram-se:

  • Estratégias de Comunicação: Impacto e Eficiência nas Assessorias;
  • O que é Notícia ou Não em Tempos de Mídias Sociais;
  • Novas Ferramentas de Inteligência Artificial para Comunicação;
  • A Transparência das Instituições Religiosas na Construção da Opinião Pública;
  • Construindo Identidade: A Integração Estratégica de Comunicação e Marketing.

Esses temas são especialmente relevantes para a Diocese de Uruaçu, que busca constantemente aprimorar suas estratégias de comunicação e evangelização.

Importância para a Diocese de Uruaçu

Os temas discutidos durante o 11º Seminário de Comunicação Social terão grande impacto na Diocese de Uruaçu. Com o retorno do Pe. Eguimar Matias, a diocese poderá aplicar estratégias e conhecimentos adquiridos para melhorar sua comunicação com as comunidades locais, fortalecer a identidade católica e aumentar a transparência nas ações eclesiais. A utilização de novas tecnologias, aliada à clareza e autenticidade na mensagem, será essencial para enfrentar os desafios de evangelização no mundo atual.

Esse evento reforça o compromisso da Diocese de Uruaçu em continuar aprimorando suas ferramentas de comunicação para servir melhor a missão da Igreja e alcançar mais corações com a mensagem do Evangelho.

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Dom Giovani Carlos faz nomeações e transferências na Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/dom-giovani-carlos-faz-nomeacoes-e-transferencias-na-diocese-de-uruacu/ Wed, 15 Jun 2022 15:25:54 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=63983 Nosso bispo diocesano Dom Giovani Carlos faz nomeações e transferências nesta quarta-feira, dia 15 de junho. O Pe. Eguimar Matias dos Santos é transferido da Paróquia Santo Antônio de Pádua, de Mara Rosa (GO) e passa a ser vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora da Guia, em Campinorte (GO). O Pe. Giovani Francisco que estava em missão em Conceição do Araguaia (PA) é nomeado vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Goianésia (GO).

Agradecemos aos Padres pela disponibilidade evangélica e precioso serviço prestado.

Desejamos a eles uma fecunda e abençoada missão.

Dom Giovani Carlos
Bispo Diocesano

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Felicidade e Sentido https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/felicidade-e-sentido/ Thu, 30 Dec 2021 23:08:42 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=62420 Ao observarmos o ser humano e sua ação no mundo, podemos facilmente notar que em tudo que faz é direcionado para uma realização pessoal, mesmo as coisas mais árduas e difíceis são feitas com o intuito de receber uma recompensa que o faça realizar-se. Essa realização pode ser chamada de felicidade, ou seja, em tudo que o homem faz ele busca a felicidade a realização.

Porém, cabe a todos aqueles que a buscam uma reflexão séria e sistemática sobre o que ela é de fato, pois, quando falamos em felicidade e realização estamos nos remetendo ao que nos leva ou nos dá uma verdadeira felicidade, ou seja, um sentido maior que seja base para a busca da felicidade, que independe do estado de ânimo que o sujeito se encontre, esse sentido é o sentido da vida, que irá assegurar que a felicidade buscada não é uma mera ilusão ou uma felicidade simplesmente animalesca.

Desde a era clássica da filosofia os filósofos já se empenhavam para conceber uma definição do que é felicidade, por exemplo, vemos Tales de Mileto que é considerado o “primeiro” filósofo, considerar feliz “quem tem corpo são e forte, boa sorte e alma bem formada”.

O filósofo Demócrito concebe a “felicidade como a medida do prazer e a proporção da vida, que era manter-se afastado dos defeitos e dos excessos”.[1](apud., Abbagnano, 2007)

Aristipo foi o filósofo que fez a distinção entre felicidade e prazer. Para ele somente o “prazer é bem, pois ele é desejado por si mesmo, ele é fim em si mesmo. Ele afirma que o fim é o prazer particular, e a felicidade é o sistema dos prazeres particulares”.[2]

Contrapondo Aristipo, Egesias negava a possibilidade da felicidade, “pois os prazeres são demasiados raros e passageiros, então se a base para a felicidade é o prazer não há possibilidade de felicidade”.[3]

O grande filósofo do mundo das ideias Platão, nega que a felicidade consiste no prazer, ele afirma que a felicidade está ligada a virtude: “Os felizes são felizes por possuírem a justiça e a temperança: os infelizes são infelizes por possuírem a maldade”. [4]A virtude em Platão é a capacidade da alma de cumprir seu próprio dever, ou seja, de dirigir o homem da melhor maneira, sendo assim a noção platônica de felicidade é relativa à situação do homem no mundo e aos deveres que lhe cabem.[5]

O insigne filósofo da metafísica, o “real” Aristóteles, concebe a felicidade como “certa atividade da alma, realizada em conformidade com a virtude”.

As pessoas felizes, segundo Aristóteles, devem possuir as três espécies de bens que se podem distinguir, quais sejam os exteriores, os do corpo e os da alma. É verdade que “os bens exteriores, assim como qualquer instrumento, têm um limite dentro do qual desempenham sua função utilitária de instrumentos, mas além do qual se tornam prejudiciais ou inúteis para quem os possui. Os bens espirituais, ao contrário, quanto mais abundantes, mais úteis”. Mas em geral pode-se dizer que “cada qual merece a felicidade na medida da virtude, do tino e da capacidade de bem agir que possui, podendo se tomar como exemplo a divindade, que é feliz e bem-aventurada não graças aos bens exteriores, mas por si mesma, por aquilo que ela é por natureza”. A Felicidade é, portanto mais acessível ao sábio que mais facilmente se basta a si mesmo, mas é a isso que devem tender todos os homens e as cidades. (ABBAGNANO, 2007, p. 434) [6]

Nota-se a briga intelectual entre os filósofos para definir a felicidade, porém, as noções apresentadas por Platão e Aristóteles estão mais próximas de uma felicidade que visam o homem como todo, e não simplesmente como algo condicionado.

Na era medieval Santo Agostinho falou da “felicidade como fim da sabedoria; a felicidade é a possessão do verdadeiro absoluto, quer dizer, de Deus, todas as demais felicidades se encontram subordinadas àquela”.[7]

Na escolástica Santo Tomás de Aquino vê a felicidade como beatitude:

Usou o termo beatitude como equivalente a felicidade e definiu como “um bem perfeito de natureza intelectual”. A felicidade não é simplesmente um estado de alma, mas, algo que a alma recebe a partir de fora, pois de contrário a felicidade não estaria ligada a um bem verdadeiro. (ABBAGNANO, 2007, p. 434)[8]

O termo beatitude usado por Tomás, foi utilizado primeiro por Aristóteles, que diz que a beatitude é um caráter contemplativo da felicidade. Tomás usa esse termo e desenvolve seu pensamento no seu livro “Suma Teológica”, pois toda a sua filosofia é baseada no pensamento de Aristóteles.

No período moderno o empirista Locke afirma que a felicidade é o maior prazer de que somos capazes, e a infelicidade o maior sofrimento.

O grau ínfimo daquilo que pode ser chamado de felicidade é estar tão livre de sofrimentos e ter tanto prazer presente que não é possível contentar-se com menos.”Creio que a felicidade é um prazer durável, o que não poderia acontecer sem o progresso contínuo em direção a novos prazeres”. (ABBAGNANO, 2007, p. 435)[9]

Nota-se em Locke a afirmação do prazer como felicidade, que os filósofos da era clássica já haviam definido. A definição de Locke torna a felicidade nada mais como uma forma animalesca de ser feliz, e não humana, os animais apesar de não serem capazes de raciocínio e cognição são assim. Nestes há “felicidade” quando satisfazem suas necessidades fisiológicas, porque neles a dimensão que os comanda é a biológica, já no homem, notamos que é diferente, a dimensão biológica é uma parte do todo, que é o homem e não a principal e a que comandam as outras, não se pode negar que ela exerce uma grande influência nas outras dimensões, os animais não conseguem controlar seus instintos e forças biológicas, o homem não consegue dominá-las totalmente, mas consegue educá-las.

A concepção de Locke, hoje é muito visível na sociedade, pois, se busca ser feliz a todo custo, mas não uma felicidade virtuosa, e sim uma felicidade puramente prazerosa e animalesca, que reduz o homem a simples e meros instintos, que ao invés de levá-lo a realizar o seu fim o tira totalmente de seu caminho.

O homem contemporâneo está totalmente desorientado e perdido em meio a tantos fenômenos ocorridos nas últimas décadas, ele perdeu o rumo de seu caminho, já não se sabe ou não tem mais uma direção, um caminho, uma meta final, ou seja, não sabe aonde quer chegar. O grande mal em não saber aonde se quer chegar, é que qualquer caminho seja ele virtuoso ou não se torna um caminho possível, não sabendo onde quer ir provavelmente sofrerá de crise existencial, pois, o caminho que escolhemos está ligado o que já somos, ou, o que desejamos nos tornar, sendo assim há um mínimo interesse de saber quem é, e por isso se perde e se afunda cada dia no nada existencial. Para quem não tem uma meta, qualquer lugar em que se chegue é o suficiente, e isso é uma redução negativa da vida, do viver, pois não há perspectiva não há uma meta a se alcançar. Olhando a sociedade e principalmente os jovens, afirmo, baseado em muitas situações observadas e vividas, que a sociedade e os jovens não tem um sentido para a vida, não sabem o porquê e nem o para que estejam vivendo, ou seja, estão no nada, permanecem no nada, e continuarão no nada, mas isso não é algo determinado, o homem é capaz de ir além de si e de suas circunstâncias.

Não se pode negar que há uma relação bem íntima entre prazer e felicidade, porém, não se pode reduzir a felicidade a simples prazer, pois como foi dito anteriormente, estaríamos reduzindo o homem a simplesmente uma dimensão que é a biológica.

Como podemos chegar a tão esperada e querida felicidade, sem reduzir o homem?

Viktor Frankl afirma que felicidade não é algo que deve ser buscado ou perseguido, pois ela é uma consequência da realização do sentido da vida. Para Frankl, não se visa à felicidade, pois ela, por si mesma, não acontece. Ele acredita que o caminho concreto para a realização do ser humano e consequente felicidade está na autotranscendência. O que deve ser visado é uma tarefa, uma causa ou uma pessoa, e que quanto mais alguém se esquece de querer ser feliz dedicando-se a uma causa ou a outras pessoas, mais essa pessoa poderá ser feliz. (MELO, 2014)[10]

Viktor Frankl foi um médico e psiquiatra judeu que passou pela experiência do campo de concentração nazista, no campo de concentração viveu verdadeiros momentos de pesadelos e horrores, só resistiu ao campo porque tinha um sentido maior pelo qual viver, ou seja, tinha um sentido na vida. Frankl conta em um de seus livros que o sentido da vida dele é ajudar as pessoas a encontrarem um sentido.

Como foi citada logo acima, a felicidade não é algo que se alcança, e nem algo que vem por acaso, mas é a consequência de uma doação, para algo ou alguém.

Frankl afirma que o homem é capaz de autotranscendência:

A autotranscendência assinala o fato antropológico fundamental de que a existência do homem sempre se refere a alguma coisa que não ela mesma – a algo ou a alguém, isto é, a um objetivo a ser alcançado ou à existência de outra pessoa que ele encontre. Na verdade, o homem só se torna homem e só é completamente ele mesmo quando fica absorvido pela dedicação a uma tarefa, quando se esquece de si mesmo no serviço a uma causa, ou no amor a uma outra pessoa. É como o olho, que só pode cumprir sua função de ver o mundo enquanto não vê a si próprio (FRANKL, 1991, p. 18).[11]

Ele concebe uma visão de homem contemplando todas as suas dimensões; bio – psíquica – espiritual, concepção que nem todos os filósofos e psicólogos possuem.

Conforme as citações anteriores pode-se notar que existe para a felicidade um caminho, e que ela não é uma meta e sim uma consequência. O que acontece com os jovens hodiernos é que não querem percorrer um caminho de autotranscendência rumo a felicidade, mas já passam do querer ser feliz para a felicidade, o grande problema está aí, pois a felicidade em si não é meta, não sendo meta não é algo capaz de total satisfação, sendo assim, quando acontece essa passagem direta para a felicidade, o que ele encontra não é a felicidade, encontra a frustração, a dor e o nada, e esse talvez seria o motivo de tanta gente sem motivo para viver, pois busca freneticamente a felicidade como um fim, como uma busca incessante por prazer, como se a felicidade se resumisse em prazer, em relação a isso Frankl afirma:

Em geral, o que o homem quer não é o prazer; quer o que quer, sem mais. Os objetos do querer humano são entre si diversos, ao passo que o prazer sempre será o mesmo, tanto no caso de um comportamento valoroso como no caso de um comportamento contrário aos valores. Daí que o reconhecimento do princípio do prazer conduza inevitavelmente ao nivelamento de todas as possíveis finalidades humanas. Com efeito, sob esse aspecto, seria completamente indiferente que o homem fizesse uma coisa ou outra. Se realmente víssemos no prazer todo o sentido da vida, em última análise, a vida pareceria sem sentido. Se o prazer fosse o sentido da vida, a vida propriamente não teria sentido algum (FRANKL, 2003, p. 68).[12]

Analisando o que Frankl disse, podemos facilmente notar o motivo de tantas pessoas se matando, vivendo uma vida sem sentido, ou seja, uma vida infernal, pois buscam no prazer todo o motivo de sua felicidade, e de sua autorrealização.

A autorrealização não constitui a busca última do ser humano. Não é sequer sua intenção primária. A autorrealização, se, transformada num fim em si mesmo, contradiz o caráter autotranscendente da existência humana. Assim como a felicidade, a autorrealização aparece como efeito, isto é, o efeito da realização de um sentido. Apenas na medida em que o homem preenche um sentido lá fora, no mundo, é que ele realizará a si mesmo. Se ele decide realizar a si mesmo, ao invés de preencher um sentido, a autorrealização perde imediatamente sua razão de ser (FRANKL, 1988, p. 38).[13]

Viktor Frankl ainda afirma:

Não é verdade que o homem, propriamente e originalmente, aspira a ser feliz? Não foi o próprio Kant quem reconheceu tal fato, apenas acrescentando que o homem deve desejar ser digno da felicidade? Diria eu que o homem realmente quer, em derradeira instância, não é a felicidade em si mesma, mas, antes, um motivo para ser feliz (FRANKL, 1990, p. 11).[14]

Com essa última citação de Frankl pode-se concluir que de fato o que o homem busca é um motivo para ser feliz, não um motivo banal, mas um motivo que o leve a autotranscendência, que o leve a realizar algo, alguma tarefa, algo pelo qual valha a pena todo esforço e luta, o homem não se satisfará com o prazer, não será feliz puramente com sensações físicas, mas, o que de fato levará à pessoa a verdadeira felicidade é um motivo pelo qual ela seja capaz de se sacrificar por ele, ou seja, um sentido para viver.

 

REFERÊNCIAS

 

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia (2007). São Paulo, SP: Martins Fontes.

FRANKL, V. E. (1990). Psicoterapia para todos (A. Allgayer, trad.). Petrópolis, RJ: Vozes.

Frankl, V. E.  The will to meaning. Nova Iorque: Meridian Books. 1988.

FRANKL, V. E.. A psicoterapia na prática (C. M. Caon, trad.). Campinas, SP: Papirus. 1991.

FRANKL, V. E. (2003). Psicoterapia e sentido da vida (A. M. Castro, trad.). São Paulo: Quadrante.

MELO, Manuela. Como encontrar a felicidade? Disponível em: <http://formacao.cancaonova.com/diversos/como-encontrar-a-felicidade>. Acessado em: 10/11/2014, às 15:00h.

MORA, José Ferrater. Dicionário de Filosofia (1978). Lisboa, Portugal: Publicações Dom Quixote.

[1] DEMÓCRITO apud. AbbagnanO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo, SP: Martins Fontes. 2007. p. 434.

[2]idem.

[3]idem.

[4]idem.

[5]idem.

[6] idem.

[7] MORA, José Ferrater. Dicionário de Filosofia José Ferrater Mora. Lisboa, Portugal: Publicações Dom Quixote. 1978.

[8]  ABBAGNANO, op.cit., p. 434.

[9] ibid. p. 435.

[10] MELO, Manuela. Como encontrar a felicidade? Canção Nova. Disponível em: <http://formacao.cancaonova.com/diversos/como-encontrar-a-felicidade>. Acessado em: 10/11/2014, às 15:00h.

[11] FRANKL, V. E.. A psicoterapia na prática (C. M. Caon, trad.). Campinas, SP: Papirus. 1991.

[12] FRANKL, V. E. Psicoterapia e sentido da vida (A. M. Castro, trad.). São Paulo: Quadrante. 2003.

[13] Frankl, V. E.  The will to meaning. Nova Iorque: Meridian Books. 1988.

[14] FRANKL, V. E. Psicoterapia para todos (A. Allgayer, trad.). Petrópolis, RJ: Vozes. 1990.

 

Texto de Pe. Eguimar Matias dos Santos, vigário paroquial da Paróquia Santo Antônio de Pádua, na cidade de Mara Rosa-GO, incardinado na Diocese de Uruaçu-GO.

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Sacerdote: o Bom Pastor como promessa de Deus a seu povo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sacerdote-o-bom-pastor-como-promessa-de-deus-a-seu-povo/ Thu, 22 Apr 2021 18:29:35 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60451 O livro do profeta Ezequiel, especificamente no capítulo 34, traz uma admirável exortação aos pastores de Israel, abordando como discernir quem são os bons e maus pastores, como também as consequências de ser um mau pastor. Na Sagrada Escritura, quase sempre, a figura do pastor é associada ao encarregado de cuidar de ovelhas ou gado. Porém, ao longo da história, esse título também era atribuído aos reis, soberanos e chefes do povo, em caráter religioso ou civil. Abraão, Jacó, Moisés, Davi foram exemplos de pastores não somente de ovelhas, mas do povo. Civilmente, este termo fora atribuído a muitos soberanos, podendo citar como exemplo as palavras do profeta Isaías, onde o rei Ciro é chamado de pastor (cf. Is 44, 28).

Deus sempre se preocupou com seu povo que desde toda a eternidade já havia elegido, cercado de carinho e proteção. Em dado momento da história, aqueles a quem os pastores deviam guiar e cuidar, estavam, pelo contrário, sendo maltratados; aqueles que deveriam zelar, proteger, guardar das feras, alimentar, apascentar, cuidar das doentes, restaurar o vigor das abatidas, tratar as feridas, ao invés disso, estavam aproveitando-se do que as ovelhas podiam lhes proporcionar e as usavam somente para benefício próprio. Deus, que é zeloso para com seu povo e abomina os maus pastores, manda Ezequiel profetizar contra estes (Ez 34, 1-4): “A palavra de Iahweh me foi dirigida nestes termos: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel, profetiza e dize-lhes: Pastores, assim diz o Senhor Iahweh: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar o seu rebanho? Vós vos alimentais com leite, vos vestis de lã e sacrificais as ovelhas mais gordas, mas não apascentais o rebanho! Não restaurastes o vigor das ovelhas abatidas, não curastes a que está doente, não tratastes a ferida da que sofreu fratura, não reconduzistes a desgarrada, não buscastes a perdida, mas dominastes sobre elas com dureza e violência.”

Por esse desserviço dos maus pastores, as ovelhas se perdiam e eram alvos fáceis das feras. Mas, por amor, o Senhor Deus irá bani-los, pedirá conta desse mau ofício e ele mesmo apascentará o seu rebanho.

10. Assim diz o Senhor Iahweh: Eis-me contra os pastores. Das suas mãos requererei prestação de contas a respeito do rebanho e os impedirei de apascentar meu rebanho. Deste modo os pastores não tornarão a apascentar-se a si mesmos. Livrarei minhas ovelhas da sua boca e não continuarão a servir-lhes de presa. 11. Com efeito, assim diz o Senhor Iahweh: Certamente eu mesmo cuidarei do meu rebanho e o procurarei. 12. Como um pastor cuida do seu rebanho, quando está no meio das suas ovelhas dispersas, assim cuidarei das minhas ovelhas e as recolherei de todos os lugares por onde se dispersaram em um dia de nuvem e de escuridão.

Vê-se aqui que o próprio Deus promete que irá, com amor, cuidar do seu rebanho, conduzirá a pastos verdejantes, cuidará das feridas, buscará as perdidas, curará as chagas das doentes, restaurará o vigor das abatidas, as gordas e as saudáveis ele as apascentará. Deus, cumprindo o verdadeiro ofício de um bom pastor, também se compromete a suscitar um pastor que as instrua, faz uma aliança de que as ovelhas serão bem cuidadas e protegidas.

12. Como um pastor cuida do seu rebanho, quando está no meio das suas ovelhas dispersas, assim cuidarei das minhas ovelhas e as recolherei de todos os lugares por onde se dispersaram em um dia de nuvem e de escuridão. 13. Trá-las-ei dentre os povos, reuni-las-ei dentre as nações estrangeiras e reconduzi-las-ei para o seu solo, apascentando-as sobre os montes de Israel, nas margens irrigadas dos seus ribeiros e em todas as regiões habitáveis da terra. 14. Apascentá-las-ei em um bom pasto, sobre os altos montes de Israel terão as suas pastagens. Aí repousarão em um bom pasto e encontrarão forragem rica sobre os montes de Israel. 15. Eu mesmo apascentarei o meu rebanho, eu mesmo lhe darei repouso, oráculo do Senhor Iahweh. 16. Buscarei a ovelha que estiver perdida, reconduzirei a que estiver desgarrada, pensarei a que estiver fraturada e restaurarei a que estiver abatida. Quanto à gorda e vigorosa, guardá-la- ei e apascentá-la-ei com o direito.

O pastor que o Senhor Deus prometera a Ezequiel é seu Filho Unigênito, a promessa se cumpre com a encarnação do Verbo, este que outrora falara pela boca dos profetas agora fala diretamente a seu rebanho.

Fazendo uma rápida análise etnológica ao termo “Bom Pastor” que nos trazem as traduções mais populares da Bíblia, vemos que sim, Jesus é o bom pastor. Porém, o texto do Evangelho segundo São João, no capítulo 10, no original grego, pode ser traduzido como o “Verdadeiro Pastor”. Não simplesmente ressaltando sua bondade, mas proclamando com profunda autenticidade, Jesus mesmo assegura claramente ser o verdadeiro pastor, quando em João 10,11 (cf. Eu sou o bom pastor: o bom pastor dá sua vida pelas suas ovelhas) se autodenomina como tal. Ele mesmo guiará o seu rebanho, irá conduzir, tratar e revigorar as desanimadas, alimentar as famintas, cuidar das sadias com justiça e retidão, pois conhece cada uma de suas ovelhas e elas O conhecem. Isso se realiza em plenitude no alto da Cruz, quando, de fato, dá sua vida para salvar suas ovelhas.

Após sua morte e ressurreição, Cristo volta de forma gloriosa ao Pai, mas permanece entre nós como Pão Vivo descido do céu por meio da Eucaristia, tal como instituiu o sacerdócio para que os sacerdotes sejam pastores semelhantes a Si. Os sacerdotes são os verdadeiros pastores que Deus outrora prometera no Antigo Testamento e o são porque Jesus mesmo os instituiu, não unicamente como representantes, mas de forma ontológica e profunda, agem como Cristo, são um outro Cristo, como sinais concretos do amor de Deus para com o seu povo. Com efeito, o sacerdote é “Alter Christus”, esta é a suprema e verdadeira identidade do padre, prolongar a presença de Cristo, ser o mesmo Jesus, filho unigênito do Pai, entre os homens, em sua missão de conduzir o rebanho de Deus e não há no universo algo de maior dignidade.

Em Jeremias, Deus afirma que dará ao povo pastores segundo o seu coração (cf. Jr 3, 15). Não é em vão que São João Maria Vianney cita: “O sacerdote é o amor do coração de Jesus”. Na ordenação presbiteral, o sacerdote se torna idôneo a emprestar todo o seu ser para Cristo, suas mãos para consagrar e abençoar, sua voz para Cristo falar. Na Santa Missa, Jesus, por intermédio do sacerdote, pelas palavras da consagração, muda substancialmente o pão e o vinho em seu Corpo e Sangue. Vale salientar que o sacerdote não é um mero instrumento que Cristo utiliza como algo descartável, pois o mesmo se identifica com Cristo ontologicamente, no mais profundo do seu ser e existir. Dom Rafael Cifuentes no célebre livro “Sacerdotes para o terceiro milênio” afirma que, “ele [o padre] atua não apenas em nome, mas também na pessoa de Cristo, dentro do perfil da sua personalidade, olhando através das suas pupilas, sentindo nas próprias vísceras as sensações de Cristo, expressando com a boca os sentimentos de Cristo”.
Jesus, instituindo o sacerdócio, ordena essa missão aos sacerdotes quando diz: “Eu mesmo apascentarei minhas ovelhas” (cf. Ez 34, 15). O padre é, então, o cumprimento da promessa de Deus, pois agindo por, com e em Cristo abre as portas do céu para suas ovelhas, devendo amá-las a todo o momento e estar disposto a doar sua própria vida em favor do seu povo e de sua Igreja.

Pe. Eguimar Matias dos Santos

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