Pe. Antônio Teixeira Sobrinho - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 03:52:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Pe. Antônio Teixeira Sobrinho - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Serviço de amor! https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/servico-de-amor/ Wed, 10 Aug 2022 22:52:08 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=64421 Na realidade, arrefecem os sentimentos de pertença à mesma humanidade; e o sonho de edificar juntos a justiça e paz parece uma utopia de outras épocas. Cuidar do pobre, do enfermo, isto é, de pessoas que convivemos no dia a dia, é uma diaconia e desafiadora. “É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós” (Jo 14,17). Olhemos como impera uma indiferença sossegada, gelada e generalizada, filha de uma intensa desilusão que se amoita por trás dessa ilusão patranheira: julgar que podemos ser onipotentes e esquecer que nos encontramos na mesma casa comum.

São Lourenço nos catequiza que há muitas pessoas perto de nós. Que podemos sentir o cheiro, olhar, tocar as mãos, sentar-se ao lado, gastar conversas sem escolher cadeiras, viver ao menos um copo de água, que queiramos nos sentar, ser mídia real. “Essa desilusão, que abandona os grandes valores fraternos, conduz a uma espécie de cinismo. Essa é a tentação que temos diante de nós, se formos por este caminho do desengano ou da desilusão” (Pp. Francisco, Fratelli Tutti, nº 30). Nos assegura Jesus: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!” (Jo 14,27). Ainda: “Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).

Um discurso que não provoca atenção e nem as mídias, é exatamente a presença cristã, ser hóstia consagrada! Diác. Lourenço foi hóstia consagrada àqueles que não tinham notoriedade! Riqueza de Deus! Fotografias e mídias são fáceis de executar; mas ser hóstia de CRISTO PARA OS OUTROS, SER COMUNGADO POR AMOR E POR AQUELES QUE SÃO ESQUECIDOS, NEM SEMPRE É ACOLHEDOR. Não nos deixemos enganar: “O isolamento e o fechamento em nós mesmos ou nos próprios interesses nunca serão o caminho para voltar a dar ESPERANÇA E REALIZAR UMA RENOVAÇÃO, MAS A PROXIMIDADE, a cultura do encontro, sim. O isolamento, não; a proximidade, sim. Cultura do confronto, não; cultura do encontro, sim.” (Pp. Francisco, Discurso ao mundo acadêmico e cultural, Cagliari – Itália, 22/setembro/2013).

Há tantos trabalhos pastorais pertinho de nós e todos com ODORES DE CRISTO! É uma questão de fé; e é preciso aceitar uma desconfiguração pessoal, familiar e de círculo de amigos e de ideias cristalizadas a partir de Jesus Cristo! Tudo por Jesus! Ele dá tudo!

São Lourenço interceda por nós e vivamos bem a Diaconia.

Guarinos-GO, 10/agosto/2022

Pe. Antonio Teixeira Sobrinho
Pároco e Reitor do Santuário Nossa Senhora da Penha

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O que merece uma vida humana? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-que-merece-uma-vida-humana/ Wed, 03 Mar 2021 13:20:19 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60219 Desde a concepção a pessoa humana é a culminância do alvitre da criação, ocupando um lugar único. Ela é a imagem de Deus, e para as que vivem da fé, amor e perdão, são capazes deste reconhecimento. Foi para este valor e fim que a pessoa humana é criada e a razão basal da sua dignidade, não é apenas um caso, mas, capaz de reconhecer-se, de possuir-se e de doar-se livremente e adentrar em comunhão com outras pessoas. E é chamada, por graça, a uma aliança com o seu Altíssimo, a oferecer-lhe uma resposta de fé e de amor, e outro não pode oferecer em seu espaço. Então, a vida humana merece muito amor! Qualquer pessoa, desde o embrião até a mais vivida, vale mais do que os trilhões, o ouro, o diamante e a prata e junte todas as riquezas do mundo. A negociabilidade é uma questão de amor ou egoísmo. Quem decide? Existe o Céu, como também o Inferno.  Decidiremos para o qual?

Nenhum de nós pode viver inteiramente se não arriscar em dar a vida que auferimos, coesa, crescida. Isto é, servir os seus irmãos, amando-os, visto que amar, é consecutivamente darmos a vida.

A doação da nossa vida manifesta-se direta e individualmente nas nossas afinidades interpessoais, ou indireta e coletivamente através das causas a acastelar, das ações a empreender, dos duelos a agarrar, etc…

O episódio está em que qualquer pessoa hoje, especialmente neste mundo trágico dos excluídos, pensa que sua vida não lhe serve para nada e que jamais poderá vir a servir. Tendem-se a viver indiferentes, relapsos, sem temor, no tanto faz, embriões não são pensados como vidas humanas, suicídio se torna opção, mortes violentas de vidas humanas não mais lhes importam, gostam de viver com as pessoas, mas não se esforçam em ajudar na convivência, anopluras da vida familiar e social. “Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda, Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá nenhuma alegria” (Sb1,12-130. Ora, elas sabem que aquilo que não presta… se atira para fora!

A doação da nossa vida manifesta-se direta e individualmente nas nossas afinidades interpessoais, ou indireta e coletivamente através das causas a acastelar, das ações a empreender, dos duelos a agarrar, etc… “A firmeza interior, que é obra da graça, impede de nos deixarmos arrastar pela violência que invade a vida social, porque a graça aplaca a vaidade e torna possível a mansidão do coração” (Papa Francisco, GE, nº 166).

A pessoa humana que assume quotidianamente a fé, não carcome as suas potências a prantear-se dos erros desatentos, é capaz de conservar calada sobre os defeitos dos seus irmãos e atalha o abuso falado que arrasa e fere, porque não se mede digna de ser dura com os outros, mas avalia-os elevados a si própria: “ Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensina a considerar os outros superiores a vós mesmos” (Fl 2, 3).

Não nos basta, com efeito, para nós, recolhermos, tomarmos consciência da vida que recebemos de outrem, assumi-la plenamente, e, integrando-a personaliza-la; mas é preciso a cada momento tentarmos fazê-la passar de nós mesmos para os outros, para que ela continue o seu itinerário de criação. Caso contrário, colocamo-nos numa situação versus da história da pessoa humana e da humanidade, ausente do desígnio do Pai, efetivado no seu filho Jesus Cristo. E, nesse caso, não podemos ser felizes, porque não vivemos no bom sentido. Às vezes, vivemos por um longo tempo, o que não nos pertence, e isto lota a vida pessoal, familiar e social. A vida não perde sua essência aqui na terra. É o próprio Deus, o dono dela que diz: “Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14). E nos diz com brandura: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo” (Jo 15,9). Juntos pela vida humana, vale muito amor, perdão, conquista! A vida humana tem um lugar no Céu. “Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais. E vós conheceis o caminho para ir aonde vou” (Jo 14,3-4). Crê e se sente no caminho com a Igreja e com a família?

Pe. Antônio Teixeira Sobrinho

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O Batismo do Senhor e o nosso Batismo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-batismo-do-senhor-e-o-nosso-batismo/ Fri, 08 Jan 2021 18:11:44 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59956 Mistério de fé este Batismo que Jesus vem solicitar unido com os pecantes, como alguém na fileira que aguarda sua vez perante um afluído confessionário. Maior Mistério, é também, aquele que a Liturgia e o Evangelho se omitem de expor: aqueles trinta anos de paz, que é fruto da justiça, nos quais Jesus se curvou até o encovado na situação humana, tornando-se em tudo idêntico as pessoas afora no pecado. “Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado” (Hb 4,15). Além disso, este é: Evangelho da calmaria, da vida escondida, das pessoas pobres, que do mundo abrigaram-se um pouco de ar para respirar e um pouco de mantimento para resistir, saldando tudo com o azado suor. Também, imitou-nos, no abrolhar de modo simples, no conviver, como a Santa Mãe Igreja nos lecionou no Natal, imitou-nos na morte, como nos prontificamos a relembrá-Lo no tempo da Quaresma e na Páscoa. Aquela lacuna de trinta anos no Evangelho deve nos educar exatamente: em Nazaré, por trinta anos, Jesus viveu o formidável habitual da vida.

A Liturgia de agora, estão atualizados os fatos basilares do Batismo cristão: a remissão dos pecados, a entrega do Espírito, a filiação divina e o chamado profético a ser instrumento de salvação para os outros. Renascimento da água e do Espírito: “Em verdade, em verdade te digo, quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5). Enxertados, inumados e Ressuscitados com Cristo: “Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com Ele na sua morte pelo Batismo, para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova” (Rm 6,3-4). Linguagens dessemelhantes e falam a mesma realidade.

Destarte, Jesus, é aprovado a um serviço para todos os homens: um serviço de salvação, de libertação, de justiça. A complacência manifestada pelo Pai sobre Ele no Batismo é determinada exatamente pela presteza e pela submissão de Jesus em acolher este serviço.
E nós batizados? somos discípulos missionários de Jesus a começar na família, testemunhando-O com fé e ardor. “Todo batizado, chamado à maturidade da fé, tem direito a uma catequese adequada. Por isso, é missão da Igreja corresponder de modo satisfatório. O Evangelho não se destina à pessoa abstrata, mas a cada pessoa, real, concreta, histórica, inserida em um contexto particular e marcada por dinâmicas psicológicas, sociais, culturais e religiosas”(Diretório para a Catequese, nº 224), porque “todos e cada um foi compreendidos no Mistério da Redenção” (Redemptor Missio, nº 13).

“A família é uma comunidade de amor e vida, constituída de um complexo de relações interpessoais, vida conjugal, paternidade, maternidade, filiação, fraternidade, mediante as quais cada pessoa humana é introduzida na família humana e na família de Deus, que é a Igreja” (Familiares Consortio, nº 15). “A família é um anúncio de fé enquanto lugar no qual a fé pode ser vivida de maneira simples e espontânea. A família tem uma prerrogativa única: transmitir o Evangelho, radicando-o no contexto de profundos valores humanos.

Sobre essa base humana, é mais profunda a iniciação na vida cristã: o despertar para o senso de Deus, os primeiros passos na oração, a educação da consciência moral e a formação do senso cristão do amor humano, concebido como reflexo do amor de Deus, Criador e Pai” (Diretório para a Catequese, nº 227).

“Os pais que creem, com seu exemplo diário de vida, têm a capacidade mais envolvente de transmitir aos próprios filhos a beleza da fé cristã” (Diretório para a Catequese, nº 124).
Os padrinhos, sua missão é “mostrar ao catecúmeno, de modo familiar, a prática do Evangelho na vida particular e na convivência social, ajudá-lo nas suas dúvidas e inquietações, dar testemunho acerca dele e velar pelo crescimento da sua batismal” (Ritual da Iniciação Cristã de Adultos, nº 43).

Coesos com os pais, os avós, notadamente em algumas civilizações, cumprem um papel especial na difusão da fé para os jovens. As Escrituras mencionam à fé dos avós como depoimento para os netos: “Conservo a lembrança daquela tua fé tão sincera, que foi primeiro de tua avó Lóide e de tua mãe Eunice e que, não tenho a menor dúvida, habita em ti também” (2Tm 1,5). Os avós são riquezas sob o aspecto social, religioso e espiritual. Diante das tensões familiares, que muitas vezes tem um maior enraizamento na fé cristã e um passado rico de noções, tornam-se citação formidáveis. Repetidamente, de fato, muitas pessoas carecem aos avós sua favorável introdução à vida batizada.

Deveres dos filhos: “A paternidade divina é a fonte da paternidade humana; é o fundamento da honra devida aos pais. O respeito dos filhos, menores ou adultos, pelo pai e pela mãe alimenta-se da afeição natural nascida do vínculo que os une e é exigido pelo preceito divino” (CIgC, nº 2214).

“O respeito pelos pais (piedade filial) é produto do reconhecimento para com aqueles que, pelo dom da vida, por seu amor e por seu trabalho puseram seus filhos no mundo e permitiram que crescessem em estatura, em sabedoria e graça” (CIgC, nº 2215). “Honra teu pai de todo o coração e não esqueças as dores de tua mãe. Lembra-te que foste gerado por eles. O que lhes darás pelo que te deram?” (Eclo 7,27-28).

“O respeito filial se revela pela docilidade e pela obediência verdadeiras” (CIgC, nº 2216). “Meu filho, guarda os preceitos de teu pai, não rejeites a instrução de tua mãe… Quando caminhares, te guiarão; quando descansares, te guardarão; quando despertares, te falarão” (Pr 6,20-22). “Um filho sábio ama a correção do pai, e o zombador não escuta a reprimenda”(Pr 13,1).

E, se sentirmos a coragem, ou ao menos, ardente desejo, de dividir a missão de Jesus para com os irmãos, o Pai nos noticiará o Espírito de seu Filho e, unido em um só corpo e um só espírito com Jesus Cristo, poderá proferir também sobre nós esta dulcíssima palavra: “Tu és meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição”(Mc 1,11).

Itapaci-GO, 10/janeiro/2021

Pe. Antônio Teixeira Sobrinho

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Epifania do Senhor – o amor se faz pessoa https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/epifania-do-senhor-o-amor-se-faz-pessoa/ Sat, 02 Jan 2021 22:02:06 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59947 Epifania significa aparecimento discreto de Deus aos povos: “Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora” (Is 60,1-3). Uma nuvem abrumava Jerusalém e agora é alumiada, reúne seus filhos e povos que viviam no mundo das nuvens escuras. Hoje, as ideias, planos, estatísticas, dinheiro virtual, quase tudo são armazenados nas nuvens, que não se sabe quem é o dono, só se sabe de locação virtual. Uns articulam donos, porque arrendaram, outros pagam aluguel, mas, não sabem quem é o dono; outros vivem no mundo das nuvens. E diz que é muito seguro esse negócio! E deve ser mesmo. A pessoa humana, fica na realidade ou nas nuvens? Quais nuvens enevoam as realidades humanas? Miríades e miríades, vivem seus relacionamentos familiares nas nuvens, depositam sua confiança e riquezas num banco de dados nas nuvens. E a realidade? Deus está conosco

Outra resposta plausível: “As nações de toda a terra, hão de adorar-vos ó Senhor! Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará” (Sl 71,12-13). É esta a Epifania consecutivamente em atuação na história, que se alicerça num acontecimento corretíssimo: Cristo também agora está presente no mundo; sua Ressurreição situou um modo novo de ficar entre nós e de revelar-se a nós; não mais numa atitude carnal, mas espiritual. Por isso a Bíblia pode proferir de Jesus “É sempre mesmo: ontem, hoje, e por toda eternidade” (Hb 13,8). Seguramente, acerca-se de uma aparência oculta, complexa, que não pode ser apreendida pelos noticiários deste mundo. Seu aparecimento é confiado a sinais que não se acendem e não se tornem eloquentes a não ser na aparência da fé, e são também, misteriosamente, justamente os que devem provocar tal fé. Sinais que são intensos para uns e difíceis para outros. “Sinais evidentes da presença de Deus são: a experiência pessoal e comunitária das bem-aventuranças, a evangelização dos pobres, o conhecimento e cumprimento da vontade do Pai, o martírio pela fé, o acesso de todos aos bens da criação, o perdão mútuo, sincero e fraterno, aceitando e respeitando a riqueza da pluralidade e a luta para não sucumbir à tentação e não ser escravos do mal”(Doc, Ap, nº 383). Cristo se revela na Igreja.

Crer e ler os sinais de Jesus, requer fé e paciência, prudência, discernimento. “eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: ‘Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2,2). Jesus, nasceu perto do território de Herodes e despertou ciúmes e curiosidades, devido a leitura que os sumos sacerdotes fizeram da Palavra e que Herodes ficou totalmente irresoluto: “Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: ‘Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”(Mt 2, 3-6). A presença de Jesus Cristo incomoda os poderosos. Que fez Herodes: Quis persuadir os magos com seu posto de Governo: “Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: ‘Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo” (Mt 2, 7-8). A Família é de Deus e presença constante no mundo. É imbatível. Ninho do amor!

Mas, quem está no Caminho de Deus, não se sente obscuro. Consegue ser sal e luz em qualquer diálogo. Mesmo que lhe parece encantador, mas, não se deixe convencer: “Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande” (Mt 2,9-10). Quem segue os sinais evidentes de Deus e com fé, alcançou-os: “Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra” (Mt 2,11). Quem encontra Deus, não volta a olhar o passado: “Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho” (Mt 2,12). A Palavra nos alerta: “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus” (Lc 9,62).

Dividi com você e com muito ânimo e oração, os sinais da Epifania de Jesus Cristo que persiste ao redor de nós. Outros sinais duram seguramente, além dos aludidos. No Evangelho concentramos, em certo ponto, que Jesus começou a admoestar as cidades, onde fez grande número de seus milagres, por abdicarem compungir-se: “Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida!” (Mt 11,21). Quem sabe se não somos nós também uma daquelas urbes onde Jesus conseguiu a maior parte dos sinais. A cada um de nós, a ocupação imperiosa de encontrar e apreciar estes sinais para se converter e ser um sinal de Cristo no mundo! Com fé registro: Os Sacramentos, são Forças que saem do corpo de Cristo: “Todo o povo procuravam tocá-Lo, pois saía dele uma força que os curava a todos”(Lc 6,19), sempre vivo e vivificante; são as ações do Espírito Santo operante no Corpo de Cristo, que é a Igreja; as obras-primas de Deus na Nova e Eterna Aliança.

Sob Intercessão do Imaculado Coração de Maria e do Casto São José.

Pe. Antônio Teixeira Sobrinho 

 

 

 

 

 

 

 

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Pe. Antônio Teixeira Sobrinho https://old.diocesedeuruacu.com.br/padres/diocesano/pe-antonio-teixeira-sobrinho/ Mon, 05 Feb 2018 00:18:50 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54680

  • Função: Pároco
  • Paróquia: Paróquia Santa Terezinha
  • Cidade: Santa Terezinha de Goiás
  • Nascimento: 04/02/1963
  • Ordenação: 15/12/1991
  • E-mail: padreantonioteixeira@diocesedeuruacu.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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