Patriarca Bartolomeu - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Patriarca Bartolomeu - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Bartolomeu ao Papa: Igrejas irmãs unidas pelos mártires https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/bartolomeu-ao-papa-igrejas-irmas-unidas-pelos-martires/ Wed, 28 Jun 2017 15:18:55 +0000 http://teste.toqueto.com/bartolomeu-ao-papa-igrejas-irmas-unidas-pelos-martires.html Igrejas irmãs, unidas no sangue dos mártires, testemunhas ainda hoje de “novas formas de perseguição e opressão”.

A mensagem do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, enviada ao Papa Francisco por ocasião das Festas dos Santos Pedro e Paulo, é dedicada aos mártires das Igrejas perseguidas e oprimidas no mundo.

A mensagem foi entregue ao Pontífice na manhã de terça-feira pelo Metropolita Job, de Telmessos – copresidente da Comissão mista internacional para o diálogo teológico entre as duas Igrejas – durante encontro com a delegação do Fanar, presente em Roma para participar da Festa dos Santos Pedro e Paulo (da mesma forma que uma delegação do Vaticano participa da Festa de Santo André, em Istambul).

“Nos últimos anos – escreve Bartolomeu – temos sido testemunhas, com profunda dor, dos ataques contra os cristãos e os lugares de culto. As nossas Igrejas irmãs são próximas a todos os cristãos perseguidos e oprimidos dos nossos tempos e deste tempo”.

Viagem ao Egito

Na mensagem, o Patriarca repassa a viagem feita em abril ao Egito onde acompanhou o Papa, para rezarem juntos pela “unidade, a paz e a justiça” e manifestar a proximidade à comunidade copta-ortodoxa do país.

Bartolomeu recorda o que afirmou na Conferência Internacional sobre a Paz realizada na Universidade de Al-Azhar, no Cairo, reiterando que “nunca pode existir violência alguma, nem justificativa para o terrorismo, em nome da religião”.

O Patriarca sublinha como, junto com o Papa, os líderes cristãos enfatizaram que “a violência é a negação de todos os credos e doutrinas religiosas”.

Religiões, construir pontes entre as pessoas

A humanidade pede às religiões hoje para serem abertas e solidárias. O diálogo inter-religioso tem como objetivo “superar os fundamentalismos e demonstrar que as religiões podem e deveriam servir para construir pontes entre as pessoas, ser instrumentos de paz e compreensão recíproca, respeitar todo ser humano”.

Em um mundo colocado a duras provas por estes desafios, emerge com clara urgência o quanto é importante para as Igrejas cristãs fortalecer a sua unidade e trabalhar para chegar às plena comunhão, empenhando-se no “diálogo do amor” e da “verdade”.

Neste sentido, os votos do Patriarca para uma nova fase de trabalhos que aguarda a Comissão mista internacional para o diálogo teológico entre as duas Igrejas, que se encontrará em setembro em Leros, na Grécia, para que seja “frutuosa” e possa contribuir para fazer avançar o caminho da Igreja rumo à unidade.

Por Rádio Vaticano

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Papa aos ortodoxos: profunda consonância de visão sobre desafios https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-ortodoxos-profunda-consonancia-de-visao-sobre-desafios/ Tue, 27 Jun 2017 13:20:53 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aos-ortodoxos-profunda-consonancia-de-visao-sobre-desafios.html O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã desta terça-feira a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presente em Roma por ocasião da Festa dos Santos Pedro e Paulo. O Papa agradeceu Sua Santidade o Patriarca Bartolomeu e o Santo Sínodo, por terem “enviado” os “queridos irmãos” como seus representantes para compartilhar “a nossa alegria desta festa”.

Pedro e Paulo, disse o Papa, discípulos e apóstolos de Jesus serviram o Senhor com estilos diferentes e de modos diferentes. Todavia, mesmo na diversidade, ambos testemunharam o amor misericordioso de Deus Pai, do qual, ao seu modo, cada um fez uma profunda experiência, chegando a oferecer em sacrifício a própria vida.

Francisco recordou em seguida que por isso, desde os tempos antigos, a Igreja no Oriente e no Ocidente reúne em uma só celebração a memória do martírio de Pedro e de Paulo. Em seguida falando da presença da delegação de Constantinopla em Roma o Papa acrescentou:

“O intercâmbio de delegações entre a Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla, por ocasião das respectivas festividades patronais, aumenta em nós o desejo de restabelecer a plena comunhão entre católicos e ortodoxos, que já antecipam no encontro fraterno, na oração partilhada e no comum serviço ao Evangelho”.

A experiência do primeiro milênio, – continuou o Papa – em que os cristãos do Oriente e do Ocidente participavam da mesma mesa eucarística, de um lado preservando juntos as mesmas verdades de fé, e do outro, cultivando várias tradições teológicas, espirituais e canônicas compatíveis com o ensinamento dos Apóstolos e dos Concílios ecumênicos, é ponto de referência necessário e fonte de inspiração para a busca do restabelecimento da plena comunhão nas atuais condições, comunhão que não seja uniformidade homologada.

O Santo Padre disse ainda que a presença da Delegação de Constantinopla oferece a oportunidade para recordar que este ano se celebram os 50 anos da visita do Beato Paulo VI ao Fanar, em julho de 1967, e da visita do Patriarca Athenágoras a Roma, em outubro daquele mesmo ano.

“O exemplo desses corajosos pastores, movidos unicamente pelo amor a Cristo e sua Igreja, nos encoraja a prosseguir no nosso caminho em direção à plena unidade”.

Francisco recordou ainda o recente encontro no Cairo com o Patriarca Bartolomeu, onde – disse -, “pude constatar mais uma vez a profunda consonância de visão sobre alguns desafios que tocam a vida da Igreja e do mundo contemporâneo”.

No próximo mês de setembro em Leros, na Grécia, irá se reunir o Comitê de Coordenação da Comissão mista internacional para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. “Faço votos que esta reunião, disse Francisco, em um clima espiritual de escuta da vontade do Senhor e na viva consciência do caminho que muitos fiéis católicos e ortodoxos em várias partes do mundo já realizam juntos, seja rica de bons resultados para o futuro do diálogo teológico”.

O Papa concluiu pedindo que se rezem uns pelos outros para que o Senhor “nos conceda de sermos instrumentos de comunhão e de paz, confiando na intercessão dos Santos Pedro e Paulo e de Santo André”. Pediu ainda que continuem a rezar por ele.

A delegação presente no Vaticano nestes dias é guiada pelo Arcebispo de Telmessos, metropolita Job, nomeado ano passado copresidente da Comissão mista internacional para o diálogo entre as Igrejas ortodoxas e a Igreja católica.

Por Rádio Vaticano

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