pastorinhos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png pastorinhos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Brasil recebe relíquias dos santos pastorinhos de Fátima, Portugal https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/brasil-recebe-reliquias-dos-santos-pastorinhos-de-fatima-portugal/ Tue, 17 Oct 2017 08:01:23 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49017 Este ano, a Igreja também celebra os 100 anos das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal. Aqui no Brasil, a diocese de Osasco, Grande São Paulo, recebeu as relíquias dos Santos Pastorinhos, canonizados pelo Papa Francisco em maio.

Assista à matéria completa aqui.

Por Canção Nova

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Encerramento de centenário de Fátima enfatiza paz mundial; mensagem papal https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/encerramento-de-centenario-de-fatima-enfatiza-paz-mundial-mensagem-papal/ Fri, 13 Oct 2017 12:42:47 +0000 http://teste.toqueto.com/encerramento-de-centenario-de-fatima-enfatiza-paz-mundial-mensagem-papal.html A missa de encerramento das celebrações do Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, foi marcada por um pedido de paz mundial. A celebração foi presidida na manhã desta sexta-feira, 13, pelo bispo da Diocese de Leiria-Fátima, Dom Antônio Marto.

Diante da iminente ameaça de uma guerra nuclear, Dom Antônio Marto falou da mensagem profética de esperança de Fátima. “A paz é um tema central da mensagem. Ao pedir para se rezar o terço pela paz todos os dias, Nossa Senhora quer desencadear, através da oração, uma mobilização geral do povo católico que leve ao compromisso ativo pela paz no mundo”, afirmou o bispo ao renovar o apelo deixado pelo Papa Paulo VI em 1967.

“Nesta época em que estamos a viver uma certa indiferença religiosa, uma espécie de eclipse, ocultamento cultural de Deus, Maria convida-nos hoje a descobrir o gosto e o encanto de Deus e da sua beleza, a proclamar como Deus é grande”, afirmou o bispo. Nesta perspectiva, Dom Marto convidou todos ao desafio de tornar Deus presente na humanidade, como futuro de Fátima e da fé cristã.

As várias mensagens deixadas em Fátima pelos Papas que visitaram o Santuário, foram citadas por Dom Marto para reforçar o poder da misericórdia de Deus, diante da força do mal. “O Papa Francisco repetiu aqui duas vezes: ‘Temos Mãe’! Eu permito-me acrescentar: sim, temos mãe de ternura e de misericórdia, solícita e defensora dos pobres, dos que sofrem, dos humildes e humilhados, dos oprimidos, dos sós, dos abandonados e descartados pela cultura da indiferença, de quem diz: que me importa o outro? Cada um que se arranje”, concluiu.

A celebração também foi marcada pela emoção e recordação dos milhares de peregrinos que visitaram, ao longo destes cem anos, a Cova da Iria, centro de Fátima onde fica o santuário. Foram saudados também os peregrinos de 45 países estrangeiros, além dos milhares de portugueses, que participaram das celebrações conclusivas do Centenário das Aparições. Na tradicional mensagem aos doentes, Dom Marto mostrou-se comovido pelo sofrimento das pessoas que têm ido a Fátima, agradecer com testemunhos de fé.

As celebrações de 13 de outubro começaram durante a madrugada, num cenário marcado pelo nevoeiro, tendo como tema ‘Maria, Estrela da Evangelização’. O Santuário de Fátima informou que o total de grupos de peregrinos estrangeiros entre maio e outubro de 2017 foi de 4986, um aumento de 285% face ao período homólogo em 2016 (1745 grupos); o número dos grupos portugueses foi de 1191 (1092 em 2016).

Mensagem do Papa

Em uma videomensagem enviada nesta sexta-feira, 13, o Papa Francisco falou sobre o fim do Centenário das Aparições de Fátima. “Deixo-vos um conselho: nunca deixeis o Rosário, nunca deixeis o Rosário, rezai o Rosário como Ela pediu”, disse o Pontífice.

A mensagem foi transmitida aos peregrinos reunidos na Cova da Iria, que fica próxima à cidade de Fátima. “Nunca vos afasteis da mãe: como um menino está ao lado da sua mãe e se sente seguro, assim, junto da Virgem, nos sentimos muito seguros, ela é a nossa garantia”, pediu o Papa.

Em sua conta oficial no Twitter, Francisco também falou a respeito do encerramento do Centenário da última aparição de Maria em Portugal. “No Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, agradecemos a Deus pelas inúmeras bênçãos concedidas sob sua proteção”, tuitou o líder da Igreja Católica.

O bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto, explicou que a mensagem do Papa foi gravada durante uma audiência privada concedida aos responsáveis da diocese portuguesa. “Hoje, estamos aqui a viver um momento histórico e único, para Fátima, para a Igreja, para Portugal e para todos os peregrinos de Fátima, o encerramento solene do Centenário das Aparições”, acrescentou.

O bispo português ainda agradeceu aos peregrinos por manterem a mensagem de Fátima viva. “Fátima é sempre nova, não envelhece”, declarou Dom António.

Em maio deste ano, Papa Francisco visitou Portugal e canonizou os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, dois dos três videntes de Fátima. O Santo Padre visitou a Cova da Iria e percorreu a pé um trecho do percurso até a Capelinha das Aparições, antes de recitar o Rosário.

Assista à mensagem do Papa em vídeo aqui.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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Pensar que Fátima esgotou sua vocação profética é ilusório https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pensar-que-fatima-esgotou-sua-vocacao-profetica-e-ilusorio/ Tue, 27 Jun 2017 10:19:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46990 No encerramento do Congresso Pensar Fátima, em Portugal, o Conselho Pontifício para a Cultura, na figura do Cardeal Gianfranco Ravasi, assinalou que “seria uma ilusão pensar que Fátima esgotou a sua vocação profética”, pois a mensagem da Virgem aos pastorinhos tem “pertinência” ainda hoje.

Segundo informa o site do Santuário de Fátima, o Cardeal Ravasi proferiu no sábado, 24 de junho, a conferência intitulada “Fátima como Promessa”, a qual encerrou o congresso mariano que aconteceu desde o dia 21 de junho, no Centro Pastoral de Paulo VI, no Santuário de Fátima.

O Purpurado ressaltou que, embora esteja ligada a determinado contexto histórico das aparições da Virgem Maria aos três pastorinhos em 1917, a mensagem de Fátima “nos dá uma chave de leitura para o nosso próprio modelo de sociedade e de cultura que assenta num outro modelo antropológico”.

Assim, citou alguns “males que nos atingem e para as quais Deus chama a atenção através de Nossa Senhora”, tais como “o secularismo – doença da nossa sociedade –, a apatia – mais grave que o agnosticismo –, a indiferença, a falta de valores e de referências, as guerras fragmentadas em todo o mundo”.

“A mensagem de Fátima é uma mensagem publica que ultrapassa as fronteiras de Portugal, chegando a tratar as vicissitudes da sociedade planetária e, embora os profetas falem sempre em contextos precisos, neste caso, esta profecia vai além do presente, mantendo uma ligação com ele”, afirmou.

O Purpurado analisou a mensagem de Fátima a partir de referências bíblicas e lembrou que a mensagem de Fátima “é uma proclamação evangélica de salvação”, destacando a importância da oração, da conversão, da reparação e do esforço pela paz.

“Fátima continua a ser uma proclamação de fé em um mundo secularizado; um anúncio de paz em um planeta sempre atormentado pelas guerras; uma escola de pobreza e simplicidade em que a escolha do último é prioritária em uma sociedade materialista e também uma escola de valores perante uma sociedade apática”, sublinhou.

Além disso, indicou que “em Fátima há um sol que convida à oração”.  “Aqui, revive-se o desenho de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: ‘onde está Abel o teu irmão?’, abrindo sempre a porta da salvação, pois o Senhor é mais forte que o mal e Nossa Senhora é a garantia materna da bondade de Deus, da esperança”, declarou.

Nesse sentido, assinalou o presidente do Conselho Pontifício, “a mensagem de Fátima nos convida a uma fé incarnada que é histórica e tornar-se guia, uma luz para o passo dos crentes”.

Por ACI Digital

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Papa termina peregrinação à 'Casa da Mãe' https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/papa-termina-peregrinacao-a-casa-da-mae/ Mon, 15 May 2017 08:27:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46235 O Papa Francisco realizou na sexta-feira e sábado uma peregrinação ao Santuário mariano de Fátima por ocasião do primeiro Centenário das Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria a 3 crianças. Duas delas canonizadas neste sábado, Francisco e Jacinta, a terceira Lúcia, em processo de beatificação.

Pouco mais de 23 horas em terras lusitanas, 4 discursos, sete presentes, dois encontros privados, um almoço com os bispos portugueses e a oração do Terço diante da imagem de Nossa Senhora e a Santa Missa com a presença de milhares de fiéis e peregrinos.

Poucas horas, mas intensas. A paz e a esperança foram o lema da peregrinação ao santuário que tem na paz a sua melhor mensagem.

Francisco veio a Fátima como o peregrino da esperança e da paz acolhendo o convite do Presidente da República e dos Bispos portugueses. Foram momentos vividos com grande alegria pelos portugueses porque, neste centenário, através da presença do Santo Padre a Igreja portuguesa esteve unida à toda a igreja do mundo. Sim, porque sempre que o Papa peregrina é toda a Igreja que peregrina com ele.

Como o próprio Francisco disse aos cerca de 70 jornalistas presentes no avião papal, esta foi uma “viagem um pouco especial, uma viagem de oração, um encontro com o Senhor e com a Santa Mãe de Deus”.

Na grande vigília de oração na sexta-feira Francisco rezou diante da imagem de Nossa Senhora. Ali aos pés da imagem colocou flores e depois uma Rosa de Ouro, pediu paz e concórdia para o mundo, e para os povos. Recordou os pastorzinhos e que podemos também ser peregrinos de todos os caminhos, derrubando muros e fronteiras.

O Papa peregrino foi doce mas preciso em suas palavras, numa mensagem na qual falou de perdão, da humanidade e dos mais fracos. Francisco recordou que não há Cristianismo sem Maria e avisou que é um erro pensar em Deus ou em Nossa Senhora como figuras “castigadoras” do pecado. São misericordiosos.

O Papa Francisco entregou a todos uma pergunta que certamente os peregrinos vão levar na sua bagagem espiritual; Peregrinos com Maria… Qual Maria? Uma “Mestra de vida espiritual”, a primeira que seguiu Cristo pelo caminho “estreito” da cruz dando-nos o exemplo, ou então uma Senhora “inatingível” e, consequentemente, inimitável? A “Bendita por ter acreditado” sempre e em todas as circunstâncias nas palavras divinas, ou então uma “Santinha” a quem se recorre para obter favores a baixo preço? Francisco exortou os fiéis a deixarem de lado as próprias ambições e interesses.

A Praça diante do Santuário ficou pequena para acolher tantos peregrinos que chegaram a dormir ao ar livre para poder ver e ouvir Francisco. Uma verdadeira festa de fé, de cores e louvores.

Muitos dos peregrinos carregaram com orgulho na sua peregrinação a bandeira do seu país. Vieram rezar e pedir pela paz nas suas nações, todos de coração cheio. Vieram e voltam agora para casa com uma mensagem de paz. Carregam em suas bagagens uma experiência ímpar, indescritível. Vieram renovar a fé e deixar aos pés da Senhora de Fátima, todos os desejos, anseios e horizontes.

Fátima tocou e toca o coração das pessoas, como certamente tocou o coração de Francisco. Também ele trouxe aos pés da mãe os pedidos e anseios de toda uma humanidade; trouxe no coração as preces de uma humanidade ferida e oprimida em tantas situações de guerras, perseguições e injustiças.

E na sua passagem por Fátima Francisco deu à Igreja dois novos santos, duas crianças, os mais jovens santos não mártires a serem canonizados. Um novo capítulo na história da Igreja no que diz respeito à infância.

A peregrinação de Francisco à Fátima certamente ficará na memória deste Santuário e dos peregrinos que o visitam. Deste lugar sagrado o Sucessor de Pedro falou de uma “revolução” centralizada na misericórdia e no perdão, palavras-chave de seu pontificado, a revolução da ternura e do carinho. Com Maria, disse, possamos ser sinal e sacramento de misericórdia de Deus, que perdoa sempre, perdoa tudo.

Francisco concluiu, como tantos outros fiéis a sua peregrinação a Fátima. Ele como tantos outros percorreu o caminho até a “Casa da Mãe”.

De Fátima, para a Rádio Vaticano, Silvonei José

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Em Portugal, Papa proclama santidade de Francisco e Jacinta Marto https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-portugal-papa-proclama-santidade-de-francisco-e-jacinta-marto/ Mon, 15 May 2017 07:56:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46233 No dia em que a Igreja celebra Nossa Senhora de Fátima, 13 de maio, o Papa Francisco canonizou os pequenos pastores Jacinta e Francisco Marto, que cem anos atrás, tiveram as visões e receberam a mensagem de Nossa Senhora. São as primeiras crianças não mártires santificadas pela Igreja.

Foi também a primeira vez que uma canonização foi celebrada em Portugal e cerca de meio milhão de fiéis de todas as partes do mundo tomaram conta da esplanada diante do Santuário. Muitos já estavam lá desde a noite de sexta-feira para garantir seu lugar na Missa.

Ao chegar à Basílica de Nossa Senhora do Rosário, o Papa cumprimentou o sacerdote mais idoso de Portugal, de 104 anos, que viveu toda a história do Santuário, e rezou diante do túmulo dos pequenos irmãos, que morreram aos 9 e 10 anos.

No exterior, Francisco incensou a imagem de Nossa Senhora, em cuja coroa está encravada a bala que atingiu o Papa João Paulo II no atentado sofrido na Praça São Pedro, em 13 de maio de 1981.

A Missa, da qual participou também o menino brasileiro Lucas Batista, 9 anos, curado graças à intercessão dos pastorzinhos, teve início com o rito da canonização. O bispo de Leiria-Fátima, Dom Antonio Marto, pediu ao Papa que procedesse à canonização dos meninos e leu as suas biografias. 

Em sua homilia, proferida em português, o Papa começou relatando a primeira visão dos dois irmãos e da prima, Lúcia, naquela manhã de cem anos atrás e “a Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora e envolvia-os no manto de Luz que Deus Lhe dera”.

“Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe para Lhe pedir, como ensina a Salve Rainha, «mostrai-nos Jesus». Queridos peregrinos, temos Mãe”.

Hoje, prosseguiu Francisco, “nos reunimos aqui para agradecer as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o manto de Luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra”.

“Dos braços da Virgem”, disse o Papa, “virá a esperança e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados. Queridos irmãos, rezamos a Deus com a esperança de que nos escutem os homens; e dirigimo-nos aos homens com a certeza de que nos vale Deus”.

Concluindo, Francisco exortou os fiéis: “Sob a proteção de Maria, sejamos, no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Francisco e Jacinta Marto: candeias que Deus acendeu https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/francisco-e-jacinta-marto-candeias-que-deus-acendeu/ Fri, 12 May 2017 10:05:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46223 “Francisco e Jacinta Marto candeias que Deus acendeu” é o título do artigo escrito pela  Postuladora da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta, Ângela de Fátima Coelho,  publicado esta quinta-feira no L’Osservatore Romano.

“Olhamos a vida dos irmãos Francisco e Jacinta Marto como quem se deixa desafiar pela sua entrega humilde e comprometida — até ao extremo (Jo 13,1) — aos desígnios de misericórdia de Deus anunciados pela Senhora de Fátima. São duas crianças com uma maturidade de fé impressionante, que assumem a mensagem trazida pela Senhora do Rosário, vestida de luz, como seu programa de vida. As suas biografias apontam à Igreja um jeito de viver à luz do Evangelho, um estilo de viver que se faz de humildade, disponibilidade e compromisso, um jeito de viver cristiforme. São duas crianças que conheceram a beleza de Deus e aceitaram ser reflexos dela para o mundo.

Francisco e Jacinta Marto nasceram em Fátima — uma paróquia que pertence hoje à diocese de Leiria-Fátima, Portugal — no início do conturbado século xx. São os mais novos dos sete filhos do casal Manuel Pedro Marto e Olímpia de Jesus. Francisco nasceu em 11 de junho de 1908 e foi batizado no dia 20 desse mês. A sua irmã Jacinta Marto nasceu em 11 de março de 1910 e foi batizada no dia 19 desse mês. Os irmãos receberam uma educação cristã simples, mas marcada pelo exemplo de vida comprometida com a fé: a participação dominical na eucaristia, a oração em família, a verdade e o respeito por todos, a caridade para com os pobres e os necessitados. Francisco era um menino pacato e pacífico, apaixonado pela contemplação da criação. Com seus companheiros era sinal de concórdia, mesmo na ofensa e na desavença. Jacinta, por seu lado, tinha um caráter carinhoso e terno, embora bastante caprichoso. Tinha um particular carinho pela prima Lúcia e uma sensibilidade muito impressiva.

Ainda muito novos, começam a pastorear o rebanho de seus pais: tinha o Francisco 8 anos de idade e a Jacinta 6. Passavam grande parte dos seus dias na tarefa de acompanhar as ovelhas, na companhia da prima Lúcia, que também era pastora.

Na primavera de 1916, Francisco e Jacinta, na companhia da prima Lúcia foram arrebatados pela contemplação de uma «luz mais branca que a neve, com a forma de um jovem» e imersos numa atmosfera intensa em que a força da presença de Deus os «absorvia e aniquilava quase por completo». Era o Anjo da Paz, que os visitaria por três vezes, na primavera, verão e outono de 1916. Nas suas palavras e com os seus gestos, o Anjo fala-lhes do coração de Deus atento à voz dos humildes sobre quem tem «desígnios de misericórdia», convida-os à atitude da adoração. No último encontro, o Anjo oferece-lhes o Corpo e o Sangue de Cristo, o Dom primordial à luz do qual os videntes serão convidados a oferecer-se em sacrifício por todos os «homens ingratos». A vida de Francisco e Jacinta conhece ali a sua vocação: encher de Deus os olhos e o coração e tornar-se espelho dessa presença cuidadora, oferecendo as suas vidas como dom pelos demais.

Em 13 de maio de 1917, encontrando-se as três crianças na Cova da Iria, foram surpreendidos pela presença de uma “Senhora mais brilhante que o sol” que lhes disse ser do Céu. A Senhora pediu-lhes que voltassem à Cova da Iria seis meses seguidos, em cada dia 13, que, na aparição final, lhes revelaria quem era e o que queria. Entretanto, convocou os pastorinhos a oferecerem a sua vida inteiramente a Deus. “Quereis oferecer-vos a Deus?”, foi a pergunta fundamental das suas vidas. Os três videntes acolheram o convite da Senhora: “Sim, queremos”, e viram a sua disponibilidade ser confirmada por uma luz imensa que as mãos da Virgem ofereciam e que penetrou o seu íntimo, fazendo-os ver a si mesmos «nessa luz que era Deus».

Na aparição de julho, a Senhora revela às três crianças o que ficou conhecido como o Segredo de Fátima, que consta de uma visão em tríptico — o inferno; o Imaculado Coração de Maria; e a Igreja mártir a caminho da Cruz. Esta visão causará grande impacto em Francisco e Jacinta e levá-los-á a comprometerem-se, pela oração e pelo sacrifício, na conversão dos pecadores e na oração pela Igreja.

Depressa se espalhou a notícia da presença da Senhora do Rosário e o número de curiosos e peregrinos que afluíam à Cova da Iria aumentava a cada mês. Para os irmãos Marto, as constantes solicitações, os intermináveis e extenuantes interrogatórios, as acusações de fraude ou de avidez, ou mesmo as pressões e ameaças a que foram sujeitos foram fonte de grande sofrimento. Viveram este sacrifício na presença de Deus, tudo relativizando diante do amor de Deus e a Deus.

O último encontro, em 13 de outubro de 1917, é presenciado por uma grande multidão que se torna testemunha do sinal prometido pela Senhora do Rosário. Francisco e Jacinta levarão desse derradeiro encontro a bênção que recebem de Cristo e que há de marcar definitivamente os seus dias com os pedidos da Senhora do Rosário: a oração do rosário, o amor sacrificial pelos irmãos, o olhar misericordioso sobre os dramas do mundo.

A partir daqueles encontros inauditos, Francisco e Jacinta passam a viver focados em Deus. Nada mais lhes preenche o coração. Ao olhar as suas biografias de fé, a Igreja encontrará o rosto de Cristo e sentir-se-á interpelada à fidelidade do discipulado cristão. Se a espiritualidade de Francisco foi particularmente marcada pela contemplação e se a de Jacinta se caracterizou pela compaixão, a Igreja encontrará nos seus dois mais novos santos um modelo do que ela mesma é chamada a ser: contemplativa, com os olhos repletos de Deus, e compassiva, com as mãos empenhadas na transformação do mundo.

O Francisco foi um menino centrado no essencial. Tinha uma dimensão contemplativa de que ninguém suspeitaria que uma criança fosse capaz. Viveu uma vida unificada em Deus. Gostava de se esconder para «pensar em Deus» a sós, e a sua felicidade maior era estar com o seu amigo, «Jesus escondido». O Francisco percebeu muito bem que o Anjo e a Senhora do Rosário apontavam um caminho que conduzia a Deus. A certa altura, ele diz: «Gostei muito de ver o Anjo, mas gostei ainda mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito».

A Jacinta foi uma menina apaixonada e comprometida. Ela viveu comprometida com o amor a Deus e a toda a humanidade. Impressionava-se com o sofrimento dos outros, sobretudo com o sofrimento da Igreja, na figura do Santo Padre, e com o sofrimento dos pecadores. E o seu compromisso leva-a a assumir esse sofrimento pela entrega de si. Ela vive com o desejo de incendiar em todos o amor de Deus. Diz ela, em certa ocasião: «Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro no peito a queimar-me e a fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria!».

O processo de canonização dos pastorinhos é o reconhecimento diante do Povo de Deus de que estas crianças, que encarnam o acontecimento de Fátima, chegaram, como diz a carta aos Efésios, «ao homem adulto, à medida completa da plenitude de Cristo» (Ef 4, 13). Canonizá-los é sobretudo reconhecer a sua fidelidade ao compromisso assumido no regaço de Maria de, em tudo, ser fiel a Jesus. Canonizá-los é também confirmar o que já reconhecemos: que Fátima é uma escola de santidade que aponta para a plenitude da vida em Deus. Como dizia São João Paulo ii, ao beatificar os dois pequenos pastores, «a Igreja quer colocar sobre o candelabro estas duas candeias que Deus acendeu para alumiar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas».

Somos convidados a continuar a levar aos cristãos a vida destas crianças, como testemunho da vida em Deus, e a continuar a interceder pelos cristãos junto das crianças, como intercessores junto de Deus. No centenário das Aparições de que foram testemunhas e com cuja mensagem se comprometeram até ao extremo, evocar a vida de Francisco e de Jacinta e celebrar a sua entrega generosa a Deus é procurar a mesma contemplação e compaixão que eles viveram, e confiar as nossas vidas nas mãos de Deus, pela intercessão da Senhora do Rosário e destes pequenos pastores segundo o coração de Deus (Jr 3, 15)”.

Por Ângela de Fátima Coelho, Postuladora das causas de canonização de Francisco e Jacinta Marto, via Rádio Vaticano

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Este foi o milagre que levará à canonização dos Pastorinhos de Fátima https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/este-foi-o-milagre-que-levara-a-canonizacao-dos-pastorinhos-de-fatima/ Fri, 12 May 2017 09:07:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46221 Lucas, um menino brasileiro, foi quem, aos 5 anos, recebeu a cura milagrosa por intercessão dos pastorinhos Francisco e Jacinta, após cair de uma janela e ficar em coma; uma história que foi contada pelos pais do menino curado.

João Batista e Lucila Yurie [foto] são pais de Lucas e, nesta quinta-feira, relataram toda a história do milagre que levará à canonização dos irmãos videntes de Fátima. Eles participaram de uma coletiva de imprensa no Santuário mariano de Portugal.

A identidade da criança, por ser menor, tem sido mantida “sob reserva”, de acordo com as normas do Vaticano.

O caso teve início quando, em 3 de março de 2013, por volta das 20h, Lucas estava brincando com sua irmã Eduarda e caiu de uma janela de 6,50 metros. Na época, ele tinha 5 anos.

O menino bateu com a cabeça no chão e sofreu um traumatismo craniano, com perda de tecido cerebral.

“Foi assistido na nossa cidade, em Juranda, e dada a gravidade do seu quadro clínico, foi transferido para o hospital de Campo Mourão, no Paraná”, recordou o pai, especificando o tal transferência “demorou quase uma hora”.

A criança chegou ao hospital “em coma muito grave”, sofreu duas paradas cardíacas e teve que passar por uma cirurgia de urgência. “Os médicos diziam que tinha poucas probabilidades de sobreviver”.

“Começamos a rezar a Jesus e a Nossa Senhora de Fátima, a quem temos muita devoção”, disse João Batista.

No dia seguinte, telefonaram para o Carmelo de Campo Mourão para pedir as orações das religiosas pelo menino. Porém, elas estavam na hora do silêncio e a carmelita que atendeu a ligação não passou o recado para a comunidade.  “Ela pensou: ‘O menino vai morrer. Vou rezar pela família’”.

Conforme os dias passavam, o quadro clínico da criança piorava até que, “no dia 6 de março os médicos pensaram na transferência para outro hospital, uma vez que nem havia os cuidados necessários para a sua idade”.

“Disseram-nos que as possibilidades de o menino sobreviver eram baixas e que se sobrevivesse teria uma recuperação muito demorada ficando certamente com graves deficiências cognitivas ou mesmo em estado vegetativo”, relembrou o pai.

Então, em 7 de março, telefonaram novamente para o Carmelo, quando a religiosa que os atendeu passou o recado para a comunidade. “Uma irmã correu para as relíquias dos Beatos Francisco e Jacinta, que estavam junto do Sacrário e sentiu esse impulso de oração: ‘Pastorinhos, salvem este menino, que é uma criança como vocês’”.

Este carmelita convenceu as demais a também pedirem a intercessão dos pastorinhos e também a família de Lucas passou a fazer o mesmo.

“Dois dias depois, no dia 9 de março – lembrou João Batista – o Lucas acordou, bem, e começou a falar, perguntado pela sua irmãzinha. No dia 11 saiu da UTI e dia 15 teve alta”.

Segundo o pai do menino, agora ele “está completamente bem, sem nenhum sintoma ou sequela”. “O que o Lucas era antes do acidente ele o é agora: sua inteligência, seu caráter, é tudo igual”.

“Os médicos, incluindo alguns não crentes, disseram não ter explicação para esta recuperação”, acrescentou.

 João Batista também agradeceu aos profissionais que acompanharam seu filho e à postulação de Francisco e Jacinta Marto, bem como ao Santuário de Fátima. “No entanto, não podemos deixar de agradecer a todos aqueles que rezaram pelo Lucas”, completou.

“Damos graças a Deus pela cura do Lucas e sabemos com toda a fé do nosso coração, que foi obtido este milagre pelos Pastorinhos Francisco e Jacinta”.

Os pais do menino curado expressaram “uma imensa alegria por ser este o milagre” que leva os pastorinhos à canonização. “Mas, sobretudo, sentimos a bênção da amizade destas duas crianças, que ajudaram o nosso menino e agora ajudam a nossa família”, concluiu.

A família de Lucas estará no dia 13 de maio da Missa em que o Papa Francisco canonizará Francisco e Jacinta Marto, no Santuário de Fátima. Eles participarão do cortejo do Ofertório.

Por ACI Digital

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Cardeal Parolin: Fátima, mensagem contracorrente do amor e da humildade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-parolin-fatima-mensagem-contracorrente-do-amor-e-da-humildade/ Fri, 12 May 2017 07:55:13 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46217 A mensagem de Fátima é a mensagem central do cristianismo, é o anúncio que Jesus ressuscitou e é o Senhor da história: é o que afirma o secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, na vigília da peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima por ocasião do centenário das Aparições da Virgem Maria aos três pastorinhos na Cova da Iria. Entrevistado pela Rádio Vaticano, eis o que disse o purpurado:

Cardeal Pietro Parolin:- “Creio que o Santo Padre com esta viagem queira expressar e evidenciar, além naturalmente de seu amor e sua devoção a Nossa Senhora da qual temos tantas provas e tantos sinais – o fato, por exemplo, de sempre ir à Basílica de Santa Maria Maior rezar diante da Salus Populi Romani antes e após cada viagem que faz –, sobretudo o respeito e a atenção que ele dá à experiência mariana do povo de Deus. Uma experiência mariana que soube reconhecer nos eventos de Fátima (1917) um traço específico da Virgem do Magnificat. Ressaltaria isso. A Virgem do Magnificat, a Senhora do Terço, que não apareceu aos ricos, não apareceu aos poderosos, não apareceu às pessoas influentes, mas apareceu a crianças, poderíamos num certo sentido considerá-las os últimos da sociedade, para usar a terminologia do Papa, quase os “descartados” da sociedade: quis privilegiar propriamente estas pessoas, essa categoria de pessoas. Porque a Virgem do Magnificat deu aos pastorinhos de Fátima uma mensagem contracorrente. Encontrávamos em tempo de guerra, por conseguinte, o discurso era de ódio, de vingança, de hostilidade, de confronto, ‘o massacre inútil’ – assim chamado pelo Papa Bento XV. Nossa Senhora, ao invés, fala de amor, fala de perdão, fala de capacidade de sacrificar a si mesmos e de fazer de si um dom aos outros. Portanto, uma inversão total dos valores ou dos desvalores que naquele momento estavam prevalecendo na sociedade. Parece-me que estas são duas indicações de grande atualidade também para Portugal e de certo modo para o mundo inteiro: esta capacidade de partir dos últimos, de valorizar os últimos e essa capacidade de viver valores autênticos que podem ser subjacentes a uma convivência pacífica e solidária dentro dos países e entre as nações.”

RV: Passaram-se cem anos das aparições da Virgem aos pastorinhos. O que Fátima tem ainda a dizer ao mundo e à Igreja? A mensagem profética de Fátima continua viva e atual?

Cardeal Pietro Parolin:- “Creio que a mensagem de Fátima seja a mensagem central do cristianismo, aquilo que estamos vivendo sobretudo neste período pascal, ou seja, o anúncio que Jesus ressuscitou, que Jesus é vivo, que Jesus é o Senhor da história. Tanto se especulou e talvez se continue ainda a especular sobre os segredos de Fátima, mas são num certo sentido especulações inúteis, porque aquilo que Fátima queria dizer-nos o fez de forma pública e abertamente. E propriamente essa é a mensagem central da fé, da nossa fé cristã, da nossa fé católica. E portanto daí nasce também uma diferente visão da vida: a vida que se torna uma peregrinação rumo ao Senhor Jesus; torna-se uma peregrinação sustentados pela força do Evangelho e continuamente renovados pela força do Evangelho. Então, a missão profética de Fátima é a de evocar novamente à Igreja aquilo que ela é, aquilo que ela deve continuar sendo e a anunciar no mundo de hoje, isto é, uma comunidade que proclama novos céus nova terra e que os espera e quase os antecipa – como diria o Concílio – propriamente imergindo-se nas dobras da história, sobretudo nas chagas mais obscuras e mais dolorosas com a força do amor para mudar essa história. Essa é a mensagem profética de Fátima e a mensagem profética da Igreja que, num certo sentido, coincidem.”

RV: O anúncio de que o Papa canonizará Francisco e Jacinta no sábado, 13 de maio, foi motivo de grande alegria. Quanto essas figuram são ainda atuais?

Cardeal Pietro Parolin:- “Devemos distinguir de certo modo entre aquilo que são os meios e aquilo que são os fins. Evidentemente, Francisco e Jacinta pertencem a um certo tempo, a uma certa época da história, com o seu modo de expressar-se, com sua linguagem, com os instrumentos que então se utilizavam. Os fins são propriamente a capacidade destas duas crianças, em sua simplicidade, de ir ao coração do Evangelho. E essa é a mensagem que essas duas crianças nos trazem: a capacidade de ir ao coração do Evangelho mediante o Coração imaculado de Maria, porque Fátima ressalta também esta dimensão do Coração imaculado de Maria, um coração – como dizia anteriormente – que soube acolher – imaculado por graça, naturalmente –, que soube responder acolhendo plenamente o amor e a misericórdia de Deus, que soube viver inspirando-se na liberdade do Crucificado. Essas crianças fizeram propriamente essa mensagem, essa realidade; agora as propõem a nós com a autoridade de sua santidade que a Igreja reconhece diante do mundo.”

Por Rádio Vaticano

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Pastorinhos e protomártires do Brasil: datas de canonizações definidas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pastorinhos-e-protomartires-do-brasil-datas-de-canonizacoes-definidas/ Thu, 20 Apr 2017 13:59:34 +0000 http://teste.toqueto.com/pastorinhos-e-protomartires-do-brasil-datas-de-canonizacoes-definidas.html Dois dos pastorinhos de Fátima, os beatos Francisco e Jacinta Marto serão canonizados no próximo dia 13 de maio em cerimônia presidida pelo Papa Francisco em Fátima, em sua visita por ocasião do centenário das aparições de Nossa Senhora. A data foi decidida e anunciada nesta quinta-feira, 20, em consistório, uma reunião do Papa com os cardeais.

Francisco e Jacinta serão os santos não-mártires mais jovens da história da Igreja católica. Eles foram beatificados há 17 anos, também em Fátima. “O Santuário de Fátima volta assim a ser o palco de uma cerimônia no processo de canonização de Francisco e Jacinta, depois de, a 13 de maio de 2000, João Paulo II ter presidido ali à beatificação dos dois videntes”, declara o Santuário de Fátima.

A última etapa para a canonização dos dois pastorinhos foi concluída no último dia 23 de março, quando o Papa Francisco aprovou o milagre atribuído a eles. Trata-se da cura milagrosa de uma criança no Brasil.

A decisão da comissão de peritos ou científica sobre a aceitação do milagre foi posteriormente analisada por uma comissão de teólogos, que recomendou a aceitação à Congregação para a Causa dos Santos e depois foi encaminhada ao Papa. Com a canonização no próximo dia 13 de maio, chega ao fim um processo iniciado há 65 anos.

A canonização é a confirmação, por parte da Igreja Católica, de que alguém é digno de culto público universal, podendo ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

A festa litúrgica de Francisco e Jacinta Marto ocorre a 20 de fevereiro, dia da morte de Jacinta.

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Também no Consistório Ordinário Público, presidido pelo Papa Francisco hoje, foram definidas as datas de outras canonizações. Os protomártires do Brasil serão canonizados pelo Papa Francisco em 15 de outubro próximo, na Basílica de São Pedro.

Os futuros santos são: André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes diocesanos, e Mateus Moreira e seus vinte e sete companheiros leigos, que em 1645, no Rio Grande do Norte, derramaram seu sangue por amor a Cristo. Conhecidos como mártires de Cunhaú e Uruaçu, eles foram beatificados no ano 2000.

Em 16 de julho de 1645, o padre André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú – no município de Canguaretama (RN).

Em 3 de outubro de 1645, três meses depois, houve o massacre de Uruaçú. Padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado e o camponês Mateus Moreira, morto. Os invasores calvinistas não admitiam a prática da religião católica.

“Esses mártires, para a nossa Igreja e o Brasil, são uma mensagem perene de convicção de vivência da fé, e sobretudo num mundo tão adverso onde a secularização vai grassando todas as instâncias da sociedade sobretudo a vida humana, é um momento em que nós nos voltamos para valores mais altos, é uma mensagem muito eloquente de valores mais altos, valores eternos, o sangue derramado pelo nome de Cristo, pela Igreja e para a glória de Deus, então é uma benção muito grande para todos nós”, declarou o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia e Rádio Vaticano

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Papa aprova canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aprova-canonizacao-dos-pastorinhos-francisco-e-jacinta/ Thu, 23 Mar 2017 12:16:24 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aprova-canonizacao-dos-pastorinhos-francisco-e-jacinta.html O Papa Francisco recebeu em audiência nesta quinta-feira, 23 de março, o Cardeal Angelo Amato, S.D.B., Prefeito da Congregação das Causas dos Santos. Durante o encontro o Santo Padre aprovou os votos favoráveis da Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos Membros da Congregação sobre a canonização dos seguintes Beatos:

– André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes diocesanos, e Mateus Moreira, Leigo, como também de 27 Companheiros, Mártires, assassinados por ódio à Fé no Brasil em 16 de julho de 1645 e 03 de outubro de 1645.

Durante a Audiência, o Santo Padre autorizou a Congregação das Causas dos Santos a promulgar os Decretos referentes:

– ao milagre atribuído à intercessão do Beato Angelo de Acri (de nome: Luca Antonio Falcone), sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; nascido em 19 de outubro de 1669 e falecido em 30 de outubro de 1739;

– ao milagre atribuído à intercessão do Beato Francisco Marto, nascido em 11 de junho, de 1908 e falecido em 4 de abril de 1919, e da Beata Jacinta Marto, nascida em 11 de março, 1910 e falecida em 20 de fevereiro de 1920, as crianças de Fátima;

– ao martírio dos Servos de Deus José Maria Fernández Sánchez e 32 Companheiros, Sacerdotes e Irmãos Coadjutores da Congregação da Missão, bem como 6 Leigos, da Associação da Medalha Milagrosa da Beata Virgem Maria, assassinados por ódio à fé em 1936 durante a guerra civil espanhola;

– ao martírio da Serva de Deus Regina Maria Vattalil (de nome: Maria), religiosa professa da Congregação das Irmãs Clarissas Franciscanas; assassinada por ódio à Fé, em 25 de fevereiro de 1995;

– às virtudes heroicas do Servo de Deus e Daniel da Samarate (de nome: Felice Rossini), sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; nascido em 15 de junho de 1876 e falecido em 19 de maio de 1924;

– às virtudes heroicas da Serva de Deus Macrina Raparelli (de nome: Elena), Fundadora da Congregação das Irmãs Basilianas Filhas de Santa Macrina; nascida em 02 de abril de 1893 e falecida em 26 de fevereiro de 1970;

– às virtudes heroicas da Serva de Deus Daniela Zanetta, Leiga; nascida em 15 de dezembro de 1962 e falecida em 14 de abril de 1986.

O Santo Padre também aprovou os votos favoráveis da Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos Membros da Congregação sobre a canonização dos seguintes Beatos:

– Cristoforo, Antônio e Giovanni, adolescentes, Mártires, assassinados por ódio à fé no México, em 1529.

Por Rádio  Vaticano

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