Páscoa do Senhor - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:02:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Páscoa do Senhor - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Cristo ressuscitou, aleluia! https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/cristo-ressuscitou-aleluia/ Sat, 20 Apr 2019 21:20:58 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54570 “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui. Ressuscitou!” (Lc 24,5-6).

A vida e a paz não estão entre as palavras e as ações de injustiça, ódio, corrupção, violência, enfim, de morte. É em Cristo ressuscitado que se encontra a vida plena. Nele todas as nossas melhores esperanças são realizadas.
Por isso, nestes dias pascais, a Igreja Católica anuncia alegremente, a todas as pessoas:

Jesus está vivo em nosso meio, aleluia!
Desejo a você e a sua família uma santa Páscoa!

Pe. Francisco Agamenilton Damascena
Administrador Diocesano

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Páscoa do Senhor: “quem se arrisca encontra vida em plenitude” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/pascoa-do-senhor-quem-se-arrisca-encontra-vida-em-plenitude/ Mon, 02 Apr 2018 19:47:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51632 Logo após a Bênção do Fogo Novo, na Liturgia da Luz, que simboliza a Luz da Páscoa, que é Cristo Luz do Mundo, o bispo diocesano, Dom Messias dos Reis Silveira, presidiu a Vigília Pascal celebrada na noite do Sábado Santo, 31 de março, e deixou uma mensagem de esperança a todos: “é preciso arriscar-se, pois quem se arrisca encontra vida em plenitude!”. Mas de que modo? Arriscar-se em viver, em doar-se sem medida pela missão, na evangelização a toda a criatura, conforme o mandato do próprio Cristo. A celebração foi presidida na Catedral Imaculado Coração de Maria e contou com participação numerosa do povo de Deus.

O bispo citou o exemplo de Abraão, que sacrificaria seu filho Isaac, a pedido de Deus, para provar sua fé. Citou também o povo hebreu que confiou naquele que o conduzia, para libertar-se da escravidão imposta pelo Faraó no Egito e, em nossos dias, conforme Dom Messias, precisamos arriscar também libertando-nos dos vícios e das acomodações, que tanto atrapalham a caminhada cristã.

“Quantos suicídios em ambientes onde as pessoas crescem em conhecimento científico. Outro dia, na Arquidiocese de Belo Horizonte, falava-se do grande número de suicídios entre os estudantes de medicina. É preciso viver e colocar o sentido da vida em Cristo, ter os desafios pela frente sim, mas encontrar em Cristo o sentido. Amados irmãos e irmãs, o Senhor arriscou sua vida entregando-a nas mãos do Pai. Arriscou sua vida na missão e foi morto. Ele soube o que é arriscar-se. Mas reencontrou a vida e hoje nós celebramos esta vitória de Jesus e queremos dizer que nós também acreditamos na vitória da vida sobre a morte”, declarou.

Deus da esperança

Em sua homilia, o bispo também lembrou que o nosso Deus, é um Deus vivo, de esperança. Voltando a comentar sobre a importância do arriscar-se, ele mencionou as três mulheres que se dirigiram ao túmulo de Jesus e, ao entrar, encontraram vida, pois Cristo havia ressuscitado (cf. Mt 28,6). “Antes elas caminhavam com o coração pesado, mas com a notícia da ressurreição seus corações se alegraram. Dali do túmulo de Jesus nasceu a esperança da ressurreição, da vida para as pessoas”, explicou.

A riqueza da esperança, em nossa Igreja, está bastante presente também nos símbolos litúrgicos. Como exemplo, o Ambão ou Mesa da Palavra, “espaço que representa o túmulo de Jesus de onde sai o anúncio da ressurreição. Aqui é o lugar onde se proclama a palavra de Deus e essa palavra entra no coração de cada um”. Dom Messias pediu ainda aos presentes que a Palavra de Deus seja vivida em casa, na sociedade e em todos os ambientes, do mesmo modo que a viveram os discípulos, que se arriscaram indo para a Galileia, após a notícia de que Jesus estaria com eles. “Foi mais um arriscar-se porque ali Jesus foi aceito por algumas pessoas, mas rejeitado por tantas outras”. Voltar á Galileia, conforme Dom Messias, “é olhar para a história da salvação dentro da nossa própria história. É recordar que um dia nossos pais nos levaram à Igreja, que muita gente sentou ao nosso lado nos ensinaram orações, nos transmitindo a Palavra de Deus, nos dando sentido para nossa vida, nos aconselhando, nos confortando, nos dando alento. Voltar à Galileia é encontrar o sentido do Cristo vivo atuando em nossa história e atuando em nossa vida”.

Na liturgia Batismal, em que o celebrante faz a benção da fonte batismal e a renovação das promessas do Batismo, com a aspersão da água benta e a oração universal, foram batizadas três jovens mulheres. Falando para elas e para toda a comunidade reunida, o presidente da celebração disse que as jovens se prepararam ao longo da Quaresma para receber os Sacramentos do Batismo e do Crisma.

Por fim, ele novamente falou do sentido da Páscoa para todos os cristãos: “a mensagem de Páscoa nesta noite santa é para que olhemos para frente. Nossa vida está muito mais para frente do que para trás porque para frente está a eternidade e para trás está a nossa história e, quando celebramos a Eucaristia, nós proclamamos o mistério da fé dizendo: ‘vinde, Senhor Jesus’. O Senhor vem ressuscitado aos nossos corações construir a nossas história e assim nós vamos carregando a nossa cruz porque o discípulo carrega a cruz, porém, carregamos essa cruz da cabeça para baixo, isto é, nosso rosto deve transparecer a face do ressuscitado. Quantas vezes encontramos um rosto de crucificado por causa da dor, do abandono, mas quando encontramos com Cristo ressuscitado vemos a semente de ressurreição. Peçamos ao Senhor que nos conceda esta graça de termos um semblante de ressuscitados de quem acredita mesmo na vitória da vida sobre a morte, amém!”.

Assessoria de Comunicação Diocesana

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O caminho da Luz nos nossos passos ressucitado https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-caminho-da-luz-nos-nossos-passos-ressucitado/ Fri, 30 Mar 2018 03:43:33 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51528 Durante a Quaresma acompanhamos os passos da Via Sacra, com as estações que nos fizeram seguir Jesus em sua estrada de imolação, até chegar ao Calvário e depois ser sepultado. No primeiro dia da semana, que veio a se chamar Domingo, dia do Senhor, a vitória sobre a morte, o pecado e as trevas se mostra patente, com a Ressurreição de Jesus. A Igreja tem aqui seu centro de referência mais importante, sinal de esperança para todas as gerações, até que volte o Senhor, no final dos tempos.

A partir da Ressurreição, podemos tocar na alegria a ser comunicada a todos, através dos encontros com o Ressuscitado, chamados de “Via lucis”, “Caminho da Luz” (Cf. “Celebrare la Via Crucis e la Via Lucis”, Elledici, 2003). Apraz-nos apresentá-los como mensagem pascal, em tempos de tanta confusão, quando as pessoas estão diante de encruzilhadas desafiantes e mesmo terríveis. É hora de oferecer ao nosso tempo as luzes pascais, pois a Ressurreição imprime na vida de cada cristão um novo ritmo de alegria. De fato, o Senhor ilumina nosso caminho! Desejamos percorrer as quatorze estações do caminho da luz!

Primeiro passo é a própria Ressurreição de Jesus. Sabemos que Cristo ressuscitado está vivo em nosso meio (Cf. Mt 18,1-7). Sabemos que sua vida de ressuscitado é a fonte de nossa esperança. Por isso vivemos na alegria! Senhor Jesus, vencedor do pecado e da morte, escuta nossa oração. Como fizeste forte a fé dos discípulos, concede-nos também a força para vencer as seduções do pecado!

Os discípulos encontram vazio o sepulcro. Uma sepultura não podia segurar o corpo de Jesus, destinado à ressurreição (Cf. Jo 20,1-10). Depois da tremenda prova, o Filho de Deus deveria chegar à glória. Senhor Jesus, que entregaste à Igreja a tarefa de anunciar ao mundo tua ressurreição, concede-nos a graça de viver como ressuscitados para encontrar-te um dia no eterno esplendor do Céu!

Maria Madalena é personagem da terceira estação! (Cf. Jo 20,11-18) Ela se tornou Apóstola dos Apóstolos, contando aquilo que o Senhor lhe disse, para que façamos o mesmo: “Eu vi o Senhor!” Nós te suplicamos, Senhor Jesus, a graça de procurar-te com fé todos os dias da vida e rever sempre o teu rosto!

Continuamos nossa estrada da luz com os discípulos de Emaús (Cf. Lc 24,13-19). A cada etapa da estrada podemos encontrar o Senhor e caminhar com ele, ou podemos ignorar sua presença e buscar falsas seguranças. Senhor Jesus, que és um facho de luz e de salvação, guia nossos passos no caminho justo, para alcançarmos contigo o reino da luz infinita!

Depois, Jesus se manifesta no partir do pão! (Cf. Lc 24,29-35) Pão da vida, que Jesus prometeu a todos. Devemos esperá-lo com ansiedade cada semana, para a Missa de Domingo! Concede-nos, Senhor, um grande amor pelo Pão Eucarístico e faze-nos dignos de alimentar-nos sempre com teu imenso dom!

Com os discípulos no Cenáculo, nosso novo passo! (Cf. Lc 24,36-49) De lá para cá, os ministros da Igreja nos recordam as palavras dos profetas e a história das promessas da vinda do Salvador, feitas pelo Pai. Recordam-nos as provas da Ressurreição! Cuida, Senhor, dos sacerdotes de tua Igreja, para que saibam falar a língua do amor e anunciar a tua salvação!

Novo fruto da Ressurreição é o poder de perdoar os pecados, um passo do caminho da luz (Cf. Jo 20,19-23). A cruz é o preço do pecado, a morte que nos trouxe a vida! Senhor, inspira-nos a confiança ilimitada em tua misericórdia, junto com o desejo profundo de combater o pecado em todas as suas formas!

Tomé é nosso companheiro na estação que se segue (Jo 20,24-29). Grande a paciência do Senhor e a sua bondade, pronto a dar explicações aos seus discípulos. Nós também temos necessidades delas! Senhor Jesus, infunde em nós a luz de tua mensagem, para que possamos sempre reconhecer-te!

À beira do lago, quem pede algo para comer é aquele que pode alimentar a todos (Cf. Jo 21,2-12). Com sua palavra e com o alimento que oferece, ele nos faz ministros da sua caridade, para ir ao encontro das crianças famintas, as famílias sem casa, os doentes e pobres sem sustento! Faze-nos, Senhor, sentir-te presente perto de nós, para que aprendamos a receber e doar o melhor de nós mesmos a todos!

Simão Pedro aprendeu e nos deixou a lição de que o passo mais importante é o amor (Cf. Jo 21,15-19). Amor a Deus e ao próximo! O amor vence a morte, é infundido em nossos corações, tudo vence e tudo suporta. Senhor Jesus, que trouxeste à terra o amor do Pai, que este mesmo amor abrase a tua Igreja e se espalhe pelo mundo inteiro!

Os discípulos receberam a missão de levar a boa nova ao mundo inteiro (Cf. Mt 28,16-20). É luz e alegria sermos chamados a compartilhar a missão de Jesus. De uma forma ou de outra, todos chegamos com a Igreja aos confins da terra. Senhor, a fé nos faça atentos à difusão do Evangelho, prontos a fazer a nossa parte na missão da Igreja!

Depois de alguns dias, Jesus sobre ao Céu (Cf. At 1, 6-11). Caminhamos na vida com a certeza dos frutos salvíficos da Ressurreição de Jesus. Jesus prometeu que prepararia um lugar para os seus. Sem esta certeza, suas promessas não valeriam. Jesus, quando foste elevado ao Céu, prometeste permanecer em nosso meio. Recorda-nos sempre a realidade de tua presença, para trabalhar na esperança de tua vinda!

No caminho dos primeiros discípulos e no caminho da Igreja, Maria está sempre presente (Cf. At 1,1-14). Com ela, aguardamos a força do Espírito Santo, Espírito de Sabedoria, de fortaleza e de piedade. Vem, Espírito Santo, dom de Cristo à Igreja. Com Maria pedimos que consoles os corações fatigados e envies tua luz sobre os que estão desencorajados pelo peso do pecado!

Começou o tempo do Espírito no Pentecostes, derramado sobre a Virgem Maria e os Apóstolos (At 2,1-13), operando a transformação dos corações, o chamado à missão, o propósito de vencer o pecado, a decisão de servir e amar a todos. O Espírito Santo é a vida da Igreja, mantendo nela o zelo e o ardor do anúncio do Reino de Deus! Nós te suplicamos, Deus onipotente, faze que nunca falte à tua Igreja e ao mundo a força renovadora do teu Espírito. Fortalece-nos na fé e na esperança, para caminharmos seguros no caminho da luz!

Santa Páscoa! Santo caminho da luz para todos!

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará

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Elevados na cruz de Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/elevados-na-cruz-de-jesus/ Mon, 26 Mar 2018 10:08:09 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51425 Estamos aproximando-nos da grande celebração da Páscoa do Senhor. O tempo da Quaresma vai preparando-nos para celebrar o auge emblemático do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Aproxima-se a memória daquilo que o Evangelista São João chamou de a hora da glória de Jesus. Esta consiste no momento dramático de Sua morte: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo, mas, se morre, então produz muito fruto” (Jo 12, 24). No transcorrer da Quaresma, somos gradativamente lembrados do caminho que devemos trilhar: o caminho da Cruz. Para se tornar autêntico discípulo de Jesus, faz-se necessário abraçar a Sua Cruz, ter a coragem de segui-lo através da “espiritualidade do grão de trigo”, isto é, do morrer para ressuscitar.

Como discípulos de Cristo, o Evangelho leva-nos à lógica de testemunhar o Amor de Deus com a marca da Cruz. Não se trata aqui de propor um estilo de vida irracional, de sofrer por sofrer. Não! A altura da Cruz de Jesus é a altura do verdadeiro amor, por vezes bastante dramático de ser vivenciado, mas que todo homem deve conhecer. Só o amor autentica de fato o humanismo tão reclamado pelo mundo moderno, tornando cada homem e cada mulher livres. Quando nos permitimos ser elevados pela Cruz do Senhor, somos envolvidos em seu Mistério, fugimos da postura de expectadores estranhos ou indiferentes, “(…) mas como protagonistas juntamente com Ele, envolvidos no seu Mistério de Cruz e de Ressurreição. De fato, onde está Cristo devem se encontrar também os seus discípulos, que são chamados a segui-lo, a ser solidários com Ele no momento do combate, para serem copartícipes da sua vitória” (Bento XVI, Homilia do V Domingo da Quaresma, 29 de março de 2009).

A Encarnação de Jesus não completou o fruto da salvação de Deus para esta terra, que peregrina historicamente em sua longa quaresma, mas fora necessário Jesus se tornar grão de trigo. Ser grão de trigo, para Jesus, e, consequentemente, para nós, que somos seus discípulos, é o mesmo que morrer, significa dar a própria vida por causa de Deus e dos irmãos. Diante de uma realidade social tão marcada pela corrupção, principalmente na esfera política, não podemos esquivar-nos do testemunho cristão. Impõe-nos o dever de se deixar ser elevado pela Cruz do Senhor, dever que pode ser traduzido na busca de valores e costumes que desautoriza uma sociedade sem esperança e sem a lógica do Evangelho de Jesus.

Por Dom Manoel Delson – Arcebispo da Paraíba

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