Paróquia Sant’Ana - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:02:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Paróquia Sant’Ana - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Na Solenidade da Ascensão do Senhor, Dom Giovani apresenta novo vigário da Paróquia Sant’Ana – Catedral Imaculado Coração de Maria https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/na-solenidade-da-ascensao-do-senhor-dom-giovani-apresenta-novo-vigario-da-paroquia-santana-catedral-imaculado-coracao-de-maria/ Wed, 19 May 2021 20:04:19 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60523 Na manhã do domingo, 16 de maio, nosso bispo diocesano Dom Giovani Carlos celebrou a Solenidade da Ascensão do Senhor, na Paróquia Sant’Ana – Catedral Imaculado Coração de Maria, em Uruaçu. Na ocasião, ele apresentou o novo vigário paroquial da Paróquia Sant’Ana, padre João Batista Correa da Silva e fez menção ao Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado na mesma data. O cura da Catedral, padre Franciel Silva, fez a leitura da Ata da tomada de Posse do novo vigário.

De acordo com o bispo, a Solenidade da Ascensão do Senhor, sempre trouxe um certo incômodo, porque essa celebração está entre a Grande Páscoa da Ressurreição de Jesus, e a vinda do Espírito Santo em Pentecostes. Mas segundo ele, isso não tem muita importância porque a Páscoa tem sua grandeza própria. “A Ascensão passa e não damos tanta importância à solenidade. Parece ser uma ocasião triste, diante do exposto, porque de fato ele veio homem e foi embora”, afirmou.

Citando os evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João, os autores atribuídos à criação dos quatro evangelhos, que narram a Ascensão, Dom Giovani destacou: “Em seguida voltaram para Jerusalém e estavam sempre alegres”. Exatamente, aqui estão os detalhes da nossa resposta. O bispo continuou: “Eles ficaram com grande alegria porque Jesus não foi para um lugar distante de nós. Ele permanece aqui e em todos os lugares. Desse modo, temos a certeza que ele está em nosso meio! Por isso, estamos alegres com a nossa fé. Assim também, a vida eterna não começa na morte e sim aqui, ou seja: Pentecostes não é ausência, mas uma presença diferente. Diante do exposto, o anúncio do Evangelho se trata de vida, de eu transmitir. Ocasionalmente há uma grande alegria”, explicou Dom Giovani.

Prosseguindo, o bispo fez um breve comentário sobre os discípulos de Emaús, pois eles mesmo não sabendo que o Senhor Jesus ali estava, o sentiam por meio de suas palavras. Logo após, Dom Giovani cantou a canção: “Tão perto de mim. Que até o posso tocar. Jesus está aqui”. Ele ainda se referiu ao evangelista Lucas: “os discípulos voltaram para Jerusalém e estavam sempre alegres”.

Palavras ao novo vigário paroquial

“Aqui estão os detalhes da nossa resposta. Essa é a motivação, esse é o porquê de anunciar o Evangelho, é o que nos inspira e nos impulsiona”. Dirigindo-se ao novo vigário paroquial, o bispo comentou: “A alegria dos sacerdotes não é o que somos, ou o que fazemos. O que somos e o que fazemos é inspiração e comunicamos a alegria do Evangelho. Por isso, o título de Pastor que cuida das ovelhas sem medo, porque fomos encontrados pelo Senhor que está vivo. A nossa alegria agora é comunicar o Senhor. O contexto da Ascensão do Senhor é:

1º. Ide anunciar o Evangelho.
2º. Enquanto ele subia, nos abençoava.
3º. O Senhor não está ausente. Ele está presente de forma diferente. Bem como, a nossa vida de sacerdote é experimentar todos os dias essa presença e comunicá-lo.

Em suma, “é o que falamos na Eucaristia, na confissão, do mesmo modo, tudo é derramamento do Senhor. Enfim, cuide dessa forma do rebanho que o Senhor te confia, juntamente com o pároco, padre Franciel Silva. Amém!”

Texto: Indra Virgilia Ferreira Liah
Edição: Fulvio Costa
Fotografias: José Tomaz França
Pascom Paróquia Sant’Ana
Uruaçu – Goiás.

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Dom Giovani crisma sete pessoas preparadas pela Pastoral Familiar https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/dom-giovani-crisma-sete-pessoas-preparadas-pela-pastoral-familiar/ Mon, 21 Dec 2020 20:26:51 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59838 Ontem, 20, às vésperas do nascimento do Menino Jesus, a Igreja acendeu a última vela do domingo do Advento. A vela branca representa o símbolo da Paz, da Justiça, da Santidade e do Amor. É o Reino que O Menino Deus nascido em Belém veio nos trazer amorosamente.

O pároco da Paróquia Sant’Ana/Catedral Diocesana de Uruaçu, padre Franciel Silva sentiu grande alegria de apresentar ao nosso bispo, Dom Giovani Carlos, os sete crismandos, que foram preparados pela Pastoral Familiar “Casos Especiais”, juntamente com a Catequese. Nesta ocasião o bispo afirmou: “hoje eles dão o último passo da ‘Iniciação Cristã’ para receber o Sacramento da Crisma”. O bispo agradeceu com muito carinho a Pastoral Familiar, a Dimensão Catequética e pediu à comunidade que ajude os crismados para que vivam com amor o sim a Deus. “Peço que os ajudem na vivência do ‘Sim’ dado a Deus, e que possamos acolhê-los com uma salva de palmas”, afirmou Dom Giovani.

O bispo iniciou sua homilia nos dizendo que “estamos neste tempo tão bonito, que é o Advento. E, depois de tantos profetas, digamos: tantos personagens do Antigo Testamento, para nos mostrar que, o que se idealizou ali, lá no Antigo Testamento tinha uma prefiguração, quer dizer, um lugarzinho onde seria o seu regime principal. “(…) aquela comemoração tinha um acontecimento ‘Jesus Cristo”.

Dom Giovani recordou que no cenário do Advento aparece a Mãe de Jesus, Maria. O Sim de Maria nos trouxe Deus, nos trouxe Jesus. Prosseguiu dizendo que exatamente no Santo Evangelho vemos esse momento do sim de Maria. E, exaltou: “o batismo é o Sim do amor a Jesus Cristo. E, a Crisma é o batismo do Espírito Santo para anunciar a Deus.”

Exortando profundamente ele disse ainda que “Maria nos deu Deus, e Deus nos deu Maria”. Em seguida dirigiu-se aos crismandos. “O que vocês vieram fazer aqui, o próprio padre Franciel já apresentou, vocês quiseram conhecer Jesus Cristo mais de perto… E, a partir desse Sim, agora vocês estarão recebendo o Espírito Santo. Nós existimos para ouvir, acolher a Palavra do Nosso Senhor. Guardar as coisas do Espírito Santo, anunciar a nossa missão. Cada uma precisa dar o Sim. A primeira promessa do matrimônio é a fidelidade, e no sacramento da crisma é o Sim a Deus. A Igreja existe para ouvir, guardar e anunciar a Palavra de Jesus. Não tenham medo, não tenham vergonha de anunciar as maravilhas que Deus está fazendo com vocês, não tenham vergonha de anunciar a Jesus Cristo com a vida, com as palavras, com os gestos, com os nossos princípios, com as virtudes, com os valores, com o jeito de viver”, afirmou Dom Giovani.

Em sua exortação final, o bispo pediu aos casais crismandos que gravassem bem o valor da missão: “Conhecer Jesus, receber o Espírito Santo hoje, principalmente. E, anunciar Jesus Cristo sempre e ser testemunha do Amor e da Vida d’Ele.”

Texto: Indra Liah
Fotografias: José Tomaz
Pascom Paróquia Sant’Ana

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Pe. Franciel é empossado pároco da Paróquia Sant’Ana, em Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/pe-franciel-e-empossado-paroco-da-paroquia-santana-em-uruacu/ Tue, 03 Mar 2020 05:20:42 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57946

Administrador diocesano, Pe. Francisco Agamenilton pede a novo pároco da Paróquia Sant’Ana, que ajude o povo a ver, sentir compaixão e a cuidar

Foi empossado pároco da Paróquia Sant’Ana, em Uruaçu, o padre Franciel Lopes da Silva, que foi acolhido pela comunidade na noite deste dia 1º de março, em celebração presidida pelo administrador diocesano, padre Francisco Agamenilton Damascena. Concelebraram os padres Paulo Batista, reitor do Seminário Propedêutico São José, em Uruaçu; o padre Raynner Leonardo, vigário paroquial e o Fábio Pereira, que foi vigário paroquial e agora transferido para a Paróquia Imaculado Coração de Maria, de Itapaci (GO).

Conforme o rito de posse, foi lido o decreto de tomada de posse e logo em seguida, o novo pároco proferiu a profissão de fé e prometeu conservar a comunhão com a Igreja Católica com diligência e fidelidade. Ele também recebeu das mãos do administrador diocesano, o Evangeliário, para que comece o seu ministério proclamando a Boa Nova de Jesus.

Na homilia, padre Agamenilton lembrou de alguns párocos que a Paróquia Sant’Ana já teve nesses 63 anos de existência. “Quantos párocos você viu passar por esta paróquia? Dom José Chaves, mons. Juarez, padre Adair, padre Antônio Teixeira, padre Dioclésio, padre Inocêncio, mons. Jurandir, padre Hélio, padre Geraldo, padre José Francisco, e tantos outros e agora testemunhamos aqui padre Franciel que daqui uns dias irão lembrar que ele também foi pároco aqui”, afirmou.

O administrador diocesano comentou que ao longo da história, Deus nos faz testemunhas de suas obras neste pedaço de chão goiano. “É uma história de salvação o que vem acontecendo aqui neste chão não somente nesta Igreja, templo, mas em todo o seu arredor. Desse ponto aqui irradia, deste altar da igreja catedral, a graça de Deus, a água viva que onde chega santifica, renova, dá vida. Somos testemunhas desse plano salvífico de Deus que se faz presente aqui por meio de tantos batizados, ministros ordenados e hoje padre Franciel que passa sua presença entre vocês e toca sacramentalmente Cristo entre nós”.

Quaresma
Padre Agamenilton também fez menção ao tempo forte de conversão e penitência que estamos vivendo, a Quaresma, exortando que precisamos estar mais próximos de Deus e nos distanciar das ciladas do inimigo. “Os critérios do diabo são a trapaça, a enrolação, o egoísmo. Nós devemos adorar somente a Deus, seguir somente os seus critérios. E quias são os critérios? Amor que se desdobra em perdão, acolhida, solidariedade, fraternidade, serviço, missão”.

A Campanha da Fraternidade deste ano, conforme o administrador diocesano, nos apresenta um bom projeto pessoal de vida, à luz da palavra do Bom Samaritano (Lc 10). “Nós temos três verbos que são um bom projeto espiritual e humano de vida para a Quaresma: ver, sentir compaixão e cuidar. Três verbos divinos, que são o jeito de Deus. Vencer a tentação do diabo que quer que nós sigamos os seus critérios. Ver o próximo, quem é o meu próximo, como ele está, romper, superar a indiferença, pois temos muitas situações de morte no Brasil, e em nossa região para as quais estamos adormecidos, indiferentes, que nos acostumamos. Portanto, devemos romper a indiferença, sentir compaixão, permitir que o nosso coração sinta a dor que o outro sente e essa compaixão de move a uma ação concreta, ao cuidado, esse é o sinal de alguém que se converteu”.

O presidente da celebração, se dirigindo ao novo pároco, disse qual é o grande projeto missionário para ele, na Paróquia Sant’Ana. “Ajudar esses irmãos a superar as tentações, ajudar esse povo de Sant’Ana a superar com Cristo as tentações do dia a dia. Viver com eles essa batalha que vale a pena. O senhor hoje recebe essa missão de ajudar esse povo a conjugar esses verbos, ver, sentir compaixão e cuidar e assim a Igreja inteira, nos variados ministérios, cada um com sua responsabilidade, ajudando um ao outro a conjugar esses verbos no tríplice múnus regendo, ensinando e santificando essa comunidade, ensinando-a ver, sentir compaixão e a cuidar do jeito de Jesus”. Padre Agamenilton também fez um pedido especial à comunidade paroquial: “Vocês ajudem ele porque o padre também quer chegar ao céu como vocês. E assim juntos como discípulos missionários chegarmos ao banquete eterno”.

Renovação das promessas e objetos litúrgicos
Seguindo o rito de posse, padre Franciel renovou suas promessas sacerdotais que foram feitas no dia de sua ordenação presbiteral e em seguida ele recebeu os objetos para bem exercer o seu ministério de pároco. Recebeu as chaves da igreja para que tome consciência do cuidado com este templo material, símbolo da Igreja viva que é o povo de Deus. As chaves do sacrário, onde está a eucaristia, alimento dos fiéis e de toda a Igreja. Recebeu também a estola roxa, que é utilizada na celebração do sacramento da confissão. Ele foi conduzido até a sédia, para que ele em comunhão com o bispo que vai chegar, possa ensinar, reger e santificar o povo de de Deus. Por fim o administrador diocesano entregou à paróquia o novo pároco, que foi acolhido calorosamente pela comunidade paroquial.

Ao fim da celebração, padre Franciel foi acolhido com mensagens de carinho, dos membros da comunidade paroquial.

Palavras do novo pároco
“Eu quero agradecer a Deus que me chamou, me tirou de São Luís do Norte, me formou na Igreja e me confia esta nova missão. Agradece também ao padre Agamenilton e ao Colégio de Consultores pela confiança. Agradeço também ao padre Paulo Batista que foi quem lhe acolheu em 2001 no seminário e ao padre Raynner, que vai continuar como vigário e ao padre Fábio que vai partir para uma nova missão. Obrigado pela amizade, pelo testemunho e pela organização da celebração. Eu fui chamado à diocese pelo padre Agamenilton sem saber para onde ia. E eu apenas pedi ao Senhor que para onde eu fosse, que pudesse ser um pastor segundo o coração de Deus. Ser sinal da presença de Deus no meio do povo e ele me trouxe para este lugar e eu louvo a Deus por tudo que ele tem feito em minha vida. Então meus paroquianos, saibam que eu vou dar o melhor de mim para vocês. Talvez não alcançarei todas as expectativas que vocês têm, vocês sonham com um pastor que representa Jesus e eu vou tentar a cada dia ser melhor para apascentar vocês segundo aquilo que Deus deseja, aquilo que a Igreja está nos orientando e nos ensinando. Para isso não vou trabalhar sozinho. Tem o padre Raynner, tem o CPP, o conselho econômico, enfim que possamos caminhar juntos e eu peço a vocês que façamos o que o padre Agamenilton dizia: cuidem de mim e eu cuidarei de vocês. Cuidarei, orientarei, farei parte da família de vocês e vocês serão a minha família. Por falar em família, agradeço minha mãe que aqui está, meu irmão, a minha cunhada, sobrinho, tia e prima que me acompanharam sempre. Agradeço também ao Valmir, prefeito da cidade, e sua esposa, ao Juarez e esposa. Que Deus os abençoe ricamente. Então que Deus nos ilumine neste caminho. Conte comigo, eu sou um servo da vinha do Senhor. Como o padre Agamenilton dizia, eu sou cristão caminhando procurando ser melhor cada dia mais para um dia alcançarmos juntos o céu aí terá valido a pena, juntos procurando fazer a vontade de Deus e descobrir o que ele quer de nós, caminhar juntos pastor, ovelha, sacerdote e povo e um dia alcançarmos o céu e eu consagro a Sant’Ana e ao Imaculado Coração de Maria esta missão. Aquela que o Senhor um dia sonhou para nós e agora começa a se realizar dando continuidade a tantos que por aqui passaram, humildemente quero poder também caminhar com vocês, fazer parte da história da Paróquia Sant’Ana, da cidade de Uruaçu e assim glorificar a Deus em nossas vidas”.

Colaborou com esta matéria, a Pascom da Paróquia Sant’Ana – Veja mais fotos – créditos: José Tomaz França – Pascom Paróquia Sant’Ana.

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Nomeado administrador paroquial para a Paróquia Sant’Ana, em Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/nomeado-administrador-paroquial-para-a-paroquia-santana-em-uruacu/ Wed, 04 Dec 2019 17:42:13 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57325 Tendo em vista o bem do Povo de Deus e as necessidades pastorais da Paróquia Sant’Ana, em Uruaçu, com o consentimento do Colégio de Consultores, o Administrador Diocesano, Pe. Francisco Agamenilton Damascena, envia em missão como administrador paroquial da Paróquia Sant’Ana, o Reverendíssimo Pe. Franciel Lopes da Silva.

Sua posse será dia 29 de dezembro, na Catedral, às 9h.

Agradecemos a Pe. Franciel por sua disposição missionária e por estes anos dedicados à formação presbiteral nos Seminários São José, em Uruaçu, e Nossa Senhora de Fátima, em Brasília.

Padre Francisco Agamenilton Damascena
Administrador Diocesano

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Diocese de Uruaçu celebra os 17 anos da Dedicação da Catedral Imaculado Coração de Maria https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/diocese-de-uruacu-celebra-os-17-anos-da-dedicacao-da-catedral-imaculado-coracao-de-maria/ Thu, 18 Jul 2019 19:12:59 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56108 Na noite desta quarta-feira (17) a Diocese de Uruaçu celebrou os 17 anos da Dedicação da sua Igreja Mãe, a Catedral Imaculado Coração de Maria, em Uruaçu. A celebração de Dedicação é o ato de oferecer e consagrar o templo como espaço sagrado para o culto a Deus. É motivo de festa porque nos lembra que junto com a consagração de um templo de pedra, todos nós somos consagrados como pedras vivas da Igreja e somos templos do Espírito Santo. Presidiu a Missa, o Administrador Diocesano, Pe. Francisco Agamenilton Damascena. Concelebraram com ele o pároco da Paróquia Sant’Ana e bispo nomeado para a Diocese de Ipameri, Mons. José Francisco Rodrigues do Rêgo; e o vigário paroquial, Pe. Raynner Leonardo.

Muitos fiéis participaram desta bonita celebração que é importante para toda a Igreja particular de Uruaçu, conforme lembrou em sua homilia Pe. Francisco Agamenilton. “É o dia da Dedicação desta Catedral, é uma solenidade. É um dia muito abençoado e a bênção de Deus se estende por toda a diocese a partir desta Igreja Mãe. Hoje celebramos 17 anos da sua Dedicação, que foi em 2002”, afirmou.

Pe. Agamenilton perguntou aos presentes quem participou daquela celebração há 17 anos e alguns fiéis ergueram as mãos. “Somos as testemunhas daquele dia bonito, muitos de nós nunca tínhamos visto aquilo na vida. Dom José Chaves era o bispo diocesano e Pe. Antônio Teixeira era o pároco. Me impressionou muito aquele momento da unção do altar e depois pusemos o incenso em cima do altar e aquela fumaça subiu. Foi um dia de bênçãos essa Igreja tão bela construída com tanto esforço por vocês, avós, pais de vocês, nossos antepassados e faltava aquele momento importante, sagrado, da Dedicação desta Igreja Catedral”, recordou.

Ele também explicou o sentido da sagração de uma igreja de pedra para todo o povo de Deus. “Fazer o que foi feito há 17 anos é separar para Deus este terreno, este espaço porque nós não somos anjos, não somos puros espíritos, somos carne e osso também e sendo assim estamos profundamente ligados à terra, profundamente ligados à matéria. E por isso nós precisamos de espaços para vivermos, realizar nossos sonhos e rezar. Então este espaço físico é Dedicado a Deus. Um espaço santo, marcado pela unção, pelo Espírito Santo. Este espaço é para nós rezarmos como povo de Deus, principalmente celebrarmos os sacramentos que nos abrem para o amor ao próximo”.

Cristo é o verdadeiro Templo de Deus
Ao refletir sobre o Evangelho (Jo 2,13-22) episódio em que Jesus expulsou os vendedores do Templo, e o mesmo em que ele promete derrubar e construir o Templo em três dias, Pe. Agamenilton disse que “Jesus sinaliza e instaura um novo culto, uma novidade, um novo jeito de oferecer a Deus sacrifícios. Não mais de animais: porcos, cabras, vacas, etc. Mas principalmente a oferta de si mesmo a Deus, o novo culto. E ele é o primeiro a celebrar o novo culto da nova e eterna aliança quando em pessoa se entrega ao Pai. Esse é o novo culto, a nova oferta que agrada a Deus. A oferta de si mesmo. Isso é muito mais louvável do que as ofertas, do que o dízimo, nos entregar como hóstias vivas – já dizia São Paulo”.
Com relação a derrubar e erguer o Templo, o presidente da celebração explicou que Jesus falava dele mesmo. “Cristo é o Templo de Deus, de modo que essa igreja física se refere ao verdadeiro Templo que é Jesus, o filho do Pai. A unção desse Templo recorda principalmente Jesus ungido do Pai de modo que o nosso respeito e zelo, amor pela igreja física deve antes de tudo ser um amor a Jesus, eis a novidade. Então aproveitando essa ocasião providencial da renovação desse Templo físico Catedral pensamos neste novo: Jesus, o templo de Deus. Daí é muito saudável, é muito bom, é questão vital viver em Cristo, pois Cristo é o Templo e casa do Pai, viver em Cristo, por Cristo e com Cristo é viver com Deus, por Deus e em Deus. Não podemos abrir mão da nossa união com Jesus Cristo, pois unir-se a ele é unir-se ao Pai, habitar o coração de Cristo é habitar o coração de Deus”.

“Cristo é o Templo de Deus, de modo que essa igreja física se refere ao verdadeiro Templo que é Jesus, o filho do Pai”.

A Catedral reformada recentemente é motivo de alegria também e Pe. Agamenilton parabenizou o pároco, Mons. José Francisco pelo pastoreio e empenho junto com toda a comunidade paroquial. Ele comentou que o embelezamento da “igreja de pedra” deve levar ao embelezamento de cada cristão. “Cada um é casa de Deus, é Igreja. Então seria muito bom que tudo aquilo que a gente faz para embelezar uma igreja correspondesse ao embelezamento de mim, Igreja. Aqui eu já estou me inspirando em Santo Agostinho. Tudo de belo que fazemos na igreja física deveria corresponder ao que faço em mim templo de Deus”.

Ao fim da celebração, Mons. José Francisco lembrou o falecimento de uma paroquiana, Dona Francisca e confortou os familiares. Ele convidou também toda a comunidade para participar da Festa da Padroeira da Paróquia Sant’Ana, que começa nesta sexta-feira, 19 e segue até o dia 28 de julho. A exposição do Santíssimo será sempre às 18h, as novenas às 18h30 e a Santa Missa às 19h. No dia 26, a exposição do Santíssimo será o dia inteiro e a Missa às 19h.

A comunidade encerrou a Santa Missa Solene com a bênção final e logo após com o canto: “A nossa Igreja será abençoada porque o Senhor vai derramar o seu amor”.

Leia homilia na íntegra, abaixo

Homilia – Santa Missa Solene – 17 anos da Dedicação da Catedral Imaculado Coração de Maria – Pe. Francisco Agamenilton Damascena

Hoje é um dia muito importante para a Diocese de Uruaçu. É o dia da Dedicação desta Catedral, é uma solenidade. É um dia muito abençoado e a bênção de Deus se estende por toda a diocese a partir desta igreja mãe. Hoje celebramos 17 anos da sua Dedicação que foi em 2002. Quem estava como eu nesta celebração? Somos as testemunhas daquele dia bonito, muitos de nós nunca tínhamos visto aquilo na vida. Dom José Chaves era o bispo diocesano e Pe. Antônio Teixeira era o pároco. Me impressionou muito aquele momento da unção do altar e depois pusemos o incenso em cima do altar e aquela fumaça subiu.
Foi um dia de bênçãos essa Igreja tão bela construída com tanto esforço por vocês, avós, pais de vocês, nossos antepassados e faltava aquele momento importante, sagrado, da dedicação desta Igreja Catedral.

Fazer o que foi feito há 17 anos é separar para Deus este terreno, este espaço, porque nós não somos anjos. Não somos puros espíritos, somos carne e osso também e sendo assim nós estamos profundamente ligados à terra, profundamente ligados à matéria. E por isso nós precisamos de espaços para vivermos, realizar nossos sonhos e rezar. Então este espaço físico é Dedicado a Deus. Um espaço santo, marcado pela unção, pelo Espírito Santo. Este espaço é para nós rezarmos, principalmente como povo de Deus. Esse espaço sagrado, separado, santo de Deus é para nós principalmente celebrarmos a Eucaristia e os batizados. Celebrar os sacramentos que nos abrem ao amor ao próximo. Celebrar principalmente neste lugar sagrado o nosso culto a Deus, celebrar a nossa Páscoa, morte e ressurreição de Jesus. Esse culto que nos abre para o outro, para a missão que foi por primeiro confiada a Jesus, enviada do Pai e que por segundo confiou aos 12 apóstolos colunas da Igreja e desses apóstolos até chegar a nós demais batizados. Então é isso a Dedicação da Igreja. Todo ano fazemos memória deste dia, dessa graça e assim recordamos algumas coisas importantes para a nossa vida cristã.

É providencial os 17 anos da Catedral Dedicada coincidir com o empenho, a ação paroquial tão bela, a ação de vocês paroquianos de Sant’Ana coordenados pelo pároco levar adiante a reforma da Catedral, o embelezamento do templo e já concluída essa obra de renovação, hoje estarmos celebrando a festa da Dedicação porque nos fazem pensar algumas coisas interessantes e importantes da nossa vida cristã. Nós vimos Jesus entrar no Templo com o chicote expulsar os vendedores do Templo, cambistas, os animais que eram mortos para o sacrifício com aquele gesto bem violento que não é típico de Jesus, em que ele expulsa as pessoas do Templo. Jesus sinaliza um novo culto, uma novidade, instaura um novo culto, um novo jeito de oferecer a Deus sacrifícios. Não mais de animais, os porcos, cabras, vacas, etc, mas principalmente a oferta de si mesmo a Deus, o novo culto e ele é o primeiro a celebrar o novo culto da nova e eterna aliança quando em pessoa se entrega ao Pai. Isso é muito mais louvável do que as ofertas, do que o dízimo porque o culto que agrada a Deus é a nossa entrega como hóstias vivas – já dizia São Paulo.

A Dedicação da Catedral agora renovada, uma nova igreja, pensemos nesta novidade cristã. O que você oferece a Deus? Orações, louvores, adoração, as esmolas, as ofertas. Mas o que mais agrada é nossa entrega a Deus, a nossa vida, como Jesus. Mas tem uma outra parte, uma outra novidade, a igreja nova, bela, parabéns pelo trabalho. Deus merece, a casa de Deus merece. Parabéns ao Mons. José Francisco pelo pastoreio e todos vocês pela obra. Tem uma segunda novidade neste evangelho. Depois que Jesus expulsou ele fez toda aquela coisa, falou de destruir o Templo e em três dias levantá-lo. Jesus foi ofensivo e aquelas pessoas tinham o Templo como que existia de mais sagrado. E ele falou de três dias levantar esse Templo, outra novidade. De que Jesus estava falando? Dele mesmo. Neste mesmo evangelho dessa missa aparece duas vezes a palavra lembrar. Depois que Jesus expulsou as pessoas do Templo, João ao escrever diz que depois eles se lembraram que estava se referindo ao seu corpo, a ressurreição, de modo que com o evento Jesus morto e ressuscitado não se pensa Igreja antes de tudo como corpo de Cristo. O verdadeiro Templo. Cristo é o Templo de Deus, de modo que essa igreja física se refere ao verdadeiro Templo que é Jesus o filho do Pai. A unção desse templo recorda principalmente Jesus ungido do Pai. O nosso respeito e zelo, amor pela igreja física deve antes de tudo ser um amor a Jesus. Eis a novidade. Então aproveitando essa ocasião providencial da renovação desse templo física Catedral, pensar neste novo: Jesus é o Templo de Deus.

É muito saudável, é muito bom, é questão vital viver em Cristo, pois Cristo é o Templo e casa do Pai. Viver em Cristo, por Cristo e com Cristo é viver com Deus, por Deus e em Deus, por isso não se abre mão da nossa união com Jesus Cristo, pois unir-se a ele é unir-se ao Pai, habitar o coração de Cristo é habitar o coração de Deus. Jesus o templo, o verbo que se fez carne e habitou entre nós. Pensar a Igreja é penar Jesus Cristo. Não tem sentido falar de Igreja sem falar de Jesus ou falar de Jesus sem falar de Igreja. Vão juntos como cabeça e corpo, vão juntos e separá-los é uma coisa estranha que causa medo, há algo faltando. Tanto é que São Paulo falou da Igreja como corpo místico de Cristo. Cristo é a cabeça e nós somos o corpo. Aqui está então esta outra novidade. Pensar na Igreja é pensar Jesus Cristo, mas podemos dar um outro passo nesta solenidade da Dedicação da Igreja Catedral da Diocese de Uruaçu. Cristo é o Templo de Deus e nós somos cristãos, nós vivemos em Cristo, então de certo modo nós também somos Templos de Deus pela graça do batismo. São Paulo nos recordou: vós sabeis que sois templos onde habita o Espírito santo de Deus. Onde mora o cálice bento, onde mora a hóstia consagrada? Está lá naquela caixinha que é o sacrário. Mas qual é a casa, templo de Deus? Cada cristão batizado, crismado ungido por Deus através de seus ministros. Cada um é casa de Deus, é Igreja. Então seria muito bom que tudo aquilo que a gente faz para embelezar uma igreja correspondesse ao embelezamento de mim, Igreja. Aqui eu já estou me inspirando em Santo Agostinho. Tudo de belo que fazemos na Igreja física deveria corresponder ao que faço em mim templo de Deus.

“Cada um é casa de Deus, é Igreja. Então seria muito bom que tudo aquilo que a gente faz para embelezar uma igreja correspondesse ao embelezamento de mim, Igreja”.

Aproveitemos esse tempo de graça. Estamos para começar a novena da Padroeira desta paróquia, tempo propício para nos embelezarmos. Não somente a Igreja física ficar bonita, mas eu também ficar bonito. Não somente o pintar, lixar, arrancar alguma coisa para ficar bonito nesta igreja, mas na paralela eu também. Vamos aproveitar a graça da novena de Sant’Ana para mexer aqui dentro. O que preciso reformar, lixar, descascar? Dói, mas dói mesmo. As coisas boas não vêm de mão beijada, de graça. O que é bom dói mesmo. Uma criança quando nasce não vem sem dor. Mas que beleza, que fofura, que coisa mais divina, que gracinha, mas a mãe sentiu dor.

Seria esquisito, para não dizer estranho e horrível, uma igreja tão bonita, uma igreja bela, mas os humanos, igrejas vivas, templos vivos continuarmos feios. Precisamos reformar e aqui neste lugar físico encontramos a palavra de Deus, os sacramentos, o batismo, a confissão, as orações, Jesus sacramentado, encontramos os remédios, a tintura, o cimento, a areia, a pá, o que for preciso para fazer a reforma de nós mesmos. Não seria estranho, para não dizer horrível nós templos de Deus feios enquanto a igreja de pedra está reformada. Precisamos também de reforma, pintura. Aí sim que belo. Então não somente será essa igreja física bela a atrair as pessoas para tirar uma foto e quem sabe, Deus usa de tantas desculpas. As pessoas vêm tirar fotos e acabam entrando na igreja e vendo uma comunidade tão bela, acolhedora, tão cheia de caridade que nasce da abertura gerada do encontro com Jesus na eucaristia. A pessoa pode vir atraída pela beleza da Catedral no seu estilo moçarábico e entra. E aí já não é mais a arquitetura, a simetria, os aspectos e contornos, os lustres, mas a comunidade viva, as pedras vivas que querem atrair as pessoas para Deus. Essas duas belezas atraem para Deus como um dia nós fomos atraídos pelo testemunho de alguém, de um santo. É um caminho, é a conversão, é o povo de Deus em marcha de sol em sol, lua em lua, festa em festa, nesta luta contínua de permitir que o Espírito Santo continuamente faça essas reformas em nós. Embelezamos o Templo e essa beleza por si acaba atraindo as pessoas para Deus e aí nós vamos ter outras pessoas aqui dentro que irão crer em Deus não porque a apanhamos com o laço, mas porque elas se sentiram atraídas pela beleza dos templos vivos e também dessa igreja tão bela como já é chamada cartão postal da cidade de Uruaçu.

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Créditos: José Tomaz França/Pascom Paróquia Sant’Ana

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