Pandemia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 03:58:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Pandemia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Evangelização em tempo de pandemia: A misericórdia de Deus precisa chegar à miséria dos irmãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/evangelizacao-em-tempo-de-pandemia-a-misericordia-de-deus-precisa-chegar-a-miseria-dos-irmaos/ Mon, 23 Aug 2021 18:16:33 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=61016 A pandemia do novo coronavírus tem desafiado a Igreja em sua ação pastoral. O que podemos fazer neste longo tempo que nos cobra distanciamento social, cuidados sanitários como uso de máscara e álcool em gel, sem aquilo que mais marca a vida em comunidade: o contato físico? Para as paróquias não têm sido fácil, pois a igreja é onde o povo de Deus se encontra, vive em comunhão e partilha a vida, dom de Deus. Contudo, a Igreja somos todos nós.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em seu documento 109 – Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE – 2019-2023) trata no capítulo 3 da Igreja nas casas. “A casa, enquanto espaço familiar, foi um dos lugares privilegiados para o encontro e o diálogo de Jesus e seus seguidores com diversas pessoas… A casa é, assim, assumida como lugar para o cultivo e a vivência dos valores do Reino” (nº 74).

A Igreja tem buscado novas formas de evangelização neste tempo de pandemia, sobretudo através dos meios de comunicação, conforme pudemos ver na matéria das páginas 4 e 5 desta edição do Jornal Caminhar Juntos. Vários padres e bispos também têm refletido sobre isso, na tentativa de buscar meios para que a ação pastoral da Igreja possa continuar sendo desenvolvida.

No primeiro semestre de 2021, durante o 1º Encontro de Coordenadores diocesanos e regionais de pastoral, coordenadores de movimentos e presidentes de organismos do Regional Centro-Oeste da CNBB, (Igreja em Goiás e no Distrito Federal), o padre Manoel de Oliveira Filho, da Arquidiocese de Salvador (BA), conduziu a primeira parte da reunião. Ele proferiu palestra sobre o tema “Ações pastorais em tempo de pandemia”, na qual o sacerdote destacou: “Não há receita, nem fórmula mágica, o momento é um horizonte novo com desdobramentos econômicos e psicológicos”.

Padre Manoel é graduado em história, com experiência em teologia e ênfase em pastoral. Ele explicou que neste tempo de pandemia precisa se sobressair a Igreja em processo, em caminho, isto é, a Igreja que está em construção com toda a dinâmica do caminho com suas contradições e incertezas. Para explicar melhor isso, ele citou o trecho do evangelho sobre os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35). “Neste tempo de pandemia Cristo caminha conosco, assim como caminhou com os discípulos de Emaús, entrando em nossas estradas e nossas histórias. Hoje nós estamos neste momento de incerteza, assim como aqueles discípulos, não sabemos a quem a doença vai atingir, por isso precisamos nos compreender como povo de Deus a caminho, para que ele nos ajude a serenar a alma. As respostas definitivas estão na fé, pois somos construtores da tenda da aliança”.

Um caminho novo é muito necessário conforme o padre, sobretudo que esteja próximo das pessoas que mais precisam. O mundo digital desde que começou a pandemia e posteriormente a esse período deverá continuar a ser híbrido, na visão do sacerdote. “Nossas paróquias precisam chegar à realidade dos seus fiéis, isso é tomar iniciativa, é a misericórdia que vai à miséria do outro.”

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Iniciativas evangelizadoras florescem em nossa diocese durante o tempo de pandemia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/iniciativas-evangelizadoras-florescem-em-nossa-diocese-durante-o-tempo-de-pandemia/ Thu, 19 Aug 2021 02:12:15 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=61010 Estamos convivendo com a pandemia do novo coronavírus há pouco mais de um ano e cinco meses. É bastante tempo se formos pensar na proporção de mortes que ela causou até o presente momento. Ao todo, a doença já infectou mais de 209 milhões de pessoas no mundo e ceifou a vida de 4,8 milhões. Em Goiás já temos quase 22 mil mortes e 784 mil casos de infecção. O cenário não é nada animador, mas precisamos caminhar mantendo os devidos cuidados.

A Igreja, desde que iniciou a pandemia, já teve que fechar suas portas algumas vezes, com isso, ela precisou buscar formas de continuar a evangelização e a proximidade com as famílias. Nesse sentido, a comunicação foi fundamental e tivemos muitas iniciativas que fizeram florescer novas formas de evangelização.

Para a Pastoral Grupo Resgate, da Paróquia Nossa Senhora da Guia, em Campinorte (GO) o tempo de pandemia tem sido de aprendizado e crescimento espiritual, embora os desafios e as dores sejam constantes. “Aprendemos a dar valor às coisas simples, tivemos ensinamentos espirituais e aprendemos a nos reinventar evangelizando por meios virtuais”, disse o membro da pastoral Carlos Alberto. Segundo ele, com as iniciativas desenvolvidas, houve crescimento espiritual porque as pessoas passaram a ter mais tempo para Deus exercitando a sua intimidade com ele. Se antes o tempo era corrido demais, com a pandemia houve uma desaceleração das nossas atividades diárias.

Na Paróquia São Sebastião, em Uruaçu, nasceu a live Pão da Vida completou um ano e cinco meses. Foi um desafio que a Pastoral da Comunicação paroquial abraçou e tem dado muitos frutos. “A live acontece diariamente ao meio dia. Já recebemos inúmeros testemunhos de pessoas que nos acompanham”, afirmou o agente da Pascom, Cássio Ávila. No início do projeto, apenas os padres apresentavam a live, mas depois a iniciativa evoluiu e passou a ter também a participação de membros de pastorais, músicos e a comunidade em geral. “É um tempo de graça para nossa paróquia, de fortalecer a fé, levar conhecimento e principalmente de aproximação mesmo em meio a tanto distanciamento”, disse Cássio.

“Fé e cidadania” é o nome do programa on-line que nasceu na Paróquia e Santuário São José, em Niquelândia, após o início da pandemia. Psicólogos, profissionais da educação, médicos, nutricionistas, sacerdotes e diversos profissionais são entrevistados. O objetivo agora é fazer novas lives sobre  São José, em sintonia com o Ano especial dedicado ao Santo Patrono da Igreja, conforme Selma Baião, membro da Pascom. Ela afirmou que o programa foi uma forma que a paróquia encontrou de ajudar aqueles que estavam em casa cumprindo distanciamento social. “Quando entrevistamos um psicólogo, direcionamos a conversa para a temática ‘Como vencer a solidão?’ e ‘Como lidar com a depressão?’, ou ainda ‘Como diminuir a ansiedade?’. As perguntas são preparadas previamente no estúdio e as pessoas de casa também enviam suas dúvidas e interagiam conosco”. Por fim, Selma concluiu que a iniciativa foi muito positiva. “Em tempos de distanciamento, foi muito bom nos aproximarmos mesmo que de forma virtual daqueles que são parte da nossa comunidade”.

Redação: Raimunda Araújo – Estagiária, estudante de Jornalismo da PUC Goiás. Supervisão: Jornalista Fúlvio Costa.

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É Tempo de Cuidar: sinos tocaram na Diocese de Uruaçu no Domingo da Misericórdia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/e-tempo-de-cuidar-sinos-tocaram-na-diocese-de-uruacu-no-domingo-da-misericordia/ Mon, 12 Apr 2021 17:29:02 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60392 A Diocese de Uruaçu aderiu neste Domingo da Misericórdia, 11 de abril, às 15h, à iniciativa de repique de sinos das igrejas promovida pela CNBB, por meio do projeto É Tempo de Cuidar. Neste mesmo momento, todas as paróquias e comunidades católicas do Brasil foram convidadas a participar. Na diocese, participaram a Catedral Imaculado Coração de Maria e as paróquias Nossa Senhora da Abadia, em Goianésia, e Santo Antônio Maria Claret, em Hidrolina.

A ação manifestou sinais de esperança, fé e solidariedade diante das mortes pela covid-19. O ato não se restringe apenas a badalar sinos, mas a ajudar aqueles que mais precisam, pois foi o pontapé inicial da segunda fase da Ação Solidária Emergencial, que ano passado produziu e distribuiu para as populações mais vulneráveis de todo o Brasil, cerca de 717 mil alimentos (quentinhas), arrecadou e distribuiu 727.832 mil unidades de roupas e calçados, 411.580 mil kits de higiene e 414.114 mil equipamentos de proteção individual. Mais de 1,1 milhão de pessoas foram beneficiadas.

O mapa com os dados pode ser acessado no site oficial da CNBB Nacional. CLIQUE AQUI

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Em Mensagem, Regional Centro-Oeste reafirma proximidade em tempos difíceis de pandemia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/em-mensagem-regional-centro-oeste-reafirma-proximidade-em-tempos-dificeis-de-pandemia/ Mon, 22 Mar 2021 17:14:06 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60248 Os bispos do Regional Centro-Oeste da CNBB (Igreja em Goiás e Distrito Federal) divulgaram mensagem ao povo de Deus diante do agravamento da pandemia do coronavírus no Brasil. O documento destaca a esperança da Igreja, sobretudo com a aproximação da celebração da Páscoa do Senhor, a mais importante festa do cristianismo católico. Eles também se solidarizam com todos aqueles que sofrem as mais diversas consequências da pandemia, de modo especial com as famílias das vítimas e os profissionais de saúde que têm trabalhado incansavelmente pela cura dos acometidos pelo vírus.

Leia Mensagem na íntegra, abaixo.

 

Mensagem ao Povo de Deus do Regional Centro-Oeste da CNBB
Diante do agravamento da crise devida à COVID 19

O triunfo do cristão é sempre uma cruz, mas cruz que é, simultaneamente,
estandarte de vitória, que se empunha com ternura batalhadora contra as
investidas do mal. (Evangelii Gaudium n. 85)

Nós, os bispos do Regional Centro-Oeste, firmes na esperança que vem da celebração da Páscoa do Senhor, queremos reafirmar neste momento difícil da história a nossa proximidade com todos vocês, nossos irmãos e irmãs, principalmente aos mais pobres, aos doentes, aos idosos e às crianças. Cheios de gratidão, abençoamos os profissionais de saúde e todos os demais, dedicados a aliviar o sofrimento de tantas pessoas e famílias.

Somos testemunhas das dores que nos têm assolado a todos nestes dias difíceis. Este vírus que ataca, faz adoecer e mata nos desafia nos aspectos mais elementares de nossas vidas, dificultando, por vezes, nossa expressão comunitária de fé, nossas atividades quotidianas, com graves consequências econômicas e sociais.

Em momentos como este, nós, os bispos do Regional Centro-Oeste, unidos aos presbíteros e religiosos(as), desejamos, assegurar-lhes nossa oração e reafirmar o compromisso de amor para com todos vocês. Chegue a nossa palavra de alento e de solidariedade a cada família, casa e comunidade, para que, ancorados no Senhor, que diz: eis que estou convosco todos os dias (Mt 28,20), sigamos sempre firmes na esperança que não decepciona, mas que cada vez mais reforça a nossa predisposição para a solidariedade e a fraternidade.

Deste modo, irmãos muito amados, imploramos por intercessão de nossa beatíssima Mãe, Maria santíssima, e de São José, que desça sobre vocês a benção e a proteção de Deus!

Goiânia, 18 de março de 2021.

 

Dom Waldemar Passini Dalbello
Bispo de Luziânia

Dom Washington Cruz
Arcebispo de Goiânia

Dom Levi Bonatto
Auxiliar de Goiânia

Dom João Wilk, OFM Conv
Bispo de Anápolis

Dom Dilmo Franco de Campos
Auxiliar de Anápolis

Dom Lindomar Rocha Mota
Bispo de São Luís de Montes Belos

Dom Antônio Fernando Brochini, CSS
Bispo de Itumbiara

Dom Nélio Domingos Zortea
Bispo de Jataí

Dom José Francisco Rodrigues do Rêgo
Bispo de Ipameri

Dom Adair José Guimarães
Bispo de Formosa

Dom Francisco Agamenilton Damascena
Bispo de Rubiataba-Mozarlândia

Dom Giovani Carlos Caldas Barroca
Bispo de Uruaçu

Dom Jeová Elias Ferreira
Bispo de Goiás

Dom Paulo Cezar Costa
Arcebispo de Brasília

Dom Marcony Vinícius Ferreira
Auxiliar de Brasília

Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida
Auxiliar de Brasília

Dom Fernando José Monteiro Guimarães
Arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil

Dom José Francisco Falcão de Barros
Auxiliar do Ordinariado Militar do Brasil

Dom Carmelo Scampa
Emérito de São Luís de Montes Belos

Dom Eugênio Adrian Lambert Rixen
Emérito de Goiás

Dom Aloísio Hilário de Pinho
Emérito de Jataí

 

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Santa Sé sobre o mundo na pós-Covid: interdependente e com ação coletiva responsável https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/santa-se-sobre-o-mundo-na-pos-covid-interdependente-e-com-acao-coletiva-responsavel/ Tue, 23 Feb 2021 14:03:10 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60175 Revitalizar a cooperação multilateral entre os Estados, baseada no respeito à igualdade de direitos e à autodeterminação dos povos, no espírito da Carta das Nações Unidas. Essa é o caminho para enfrentar com sucesso os novos desafios complexos que o mundo terá após a pandemia de Covid-19. Esse pensamento foi reiterado pelo arcebispo Ivan Jurkovič, Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas em Genebra, que nesta segunda-feira (22) participou de uma reunião preparatória para a 15ª Sessão Ministerial da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad XV).

O encontro, inicialmente previsto para outubro de 2020, será realizado de 3 a 8 de outubro deste ano em Barbados, uma ilha da América Central, sobre o tema: “Da desigualdade e vulnerabilidade à prosperidade para todos”, com o objetivo de refinar a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030 à luz do dramático impacto da Covid-19 nas economias do mundo inteiro. O foco das discussões será em torno das estratégias e políticas necessárias para ajudar os países a resistir melhor a choques como a pandemia no futuro e se recuperar rapidamente de crises econômicas, financeiras, climáticas e sociais.

Novas formas de compromisso responsável
Objetivos compartilhados pela Santa Sé que, ao mesmo tempo, reitera a importância de fortalecer a cooperação entre os Estados em um momento em que o multilateralismo está sendo colocado à prova ainda mais. “Os diferentes aspectos desta crise imprevisível, as soluções e qualquer novo desenvolvimento que o futuro poderia trazer, estão cada vez mais interligados e interdependentes”, observou em discurso o arcebispo Jurkovič.

É por isso que “a família das Nações é chamada a repensar o percurso, a descobrir novas formas de compromisso responsável. Desta forma”, ressaltou ele, “a crise se torna uma oportunidade para discernir como dar forma a uma nova visão integral para o futuro”. De acordo com a Santa Sé, a primeira minuta do documento de trabalho da Conferência apresentada em dezembro do ano passado oferece uma “base sólida” nesse sentido. Entre os pontos salientes, destaque para os limites do atual “paradigma de desenvolvimento”, que surgiu em todas as suas evidências precisamente durante a crise da Covid-19, o que – observou o representante do Vaticano – serviu “para nos lembrar que este é realmente um mundo interdependente” e, portanto, a necessidade de “uma ação coletiva responsável e clarividente”.

Um desenvolvimento equitativo
Não apenas isso, mas a crise também evidenciou o quanto o ambiente, o desenvolvimento e a segurança estejam interligados: “resolver uma coisa sem pensar nos outros não é mais, portanto, uma perspectiva viável”. De acordo com o arcebispo, o documento final que a Unctad está preparando para discutir nos próximos meses oferece “uma oportunidade única para organizar uma resposta efetiva às consequências econômicas da Covid-19”, desde que – enfatizou na conclusão – o foco não seja apenas em medidas macroeconômicas, mas “também em uma série de políticas corretivas para construir um percurso de desenvolvimento equitativo, integral e favorável ao clima”.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Em mensagem ao povo de Deus, CNBB reforça a esperança, a caridade e a missão da Igreja no Brasil no contexto da pandemia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/em-mensagem-ao-povo-de-deus-cnbb-reforca-a-esperanca-a-caridade-e-a-missao-da-igreja-no-brasil-no-contexto-da-pandemia/ Sun, 29 Nov 2020 23:17:30 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59504 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu, como resultado da reunião realizada nesta quarta-feira, 25 de novembro, uma Mensagem ao Povo Brasileiro em tempo de pandemia. O documento foi referendado pelos mais de 200 bispos, num total de 297 pessoas, compreendendo assessores das comissões episcopais e representantes de pastorais e organismos vinculados à CNBB que participaram da reunião.

A mensagem busca refletir sobre a presença e missão da Igreja na realidade brasileira e expressar uma mensagem de esperança e proximidade no contexto do novo Coronavírus. O documento destaca ainda que a Igreja no Brasil é impelida a perseverar na caridade, dando continuidade, nas paróquias, comunidades eclesiais missionárias e instituições religiosas de todo país, das redes de solidariedade em defesa da vida que se multiplicaram-se neste ano em razão da pandemia.

“Como discípulos missionários, queremos crescer nesse tempo difícil, empenhados em remover as desigualdades e sanar a injustiça. A humanidade aguarda uma vacina que, distribuída com equidade, possa ajudar a garantir a vida e a saúde para todos”, diz um trecho do documento.

Confira, abaixo e a seguir em formato pdf, a íntegra da mensagem (aqui).

 

Mensagem ao Povo de Deus em tempo de pandemia

Feliz aquele que suporta a provação, porque, uma vez provado,
receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam. (Tg 1,12)

Amado Povo de Deus, nós bispos do Brasil, reunidos num encontro virtual para refletir sobre a atual presença e missão da Igreja, queremos expressar nossa mensagem de esperança e proximidade.

Neste ano irrompeu inesperadamente a pandemia da COVID19, alterando nossas rotinas, revelando outras enfermidades de nosso tempo e causando grande impacto num já fragilizado sistema de saúde, na seguridade social, nos sistemas produtivos, na educação, na vida familiar, social e religiosa em geral. O Papa Francisco alerta que “a tribulação, a incerteza, o medo e a consciência dos próprios limites, que a pandemia despertou, fazem ressoar o apelo a repensar os nossos estilos de vida, as nossas relações, a organização das nossas sociedades e, sobretudo, o sentido da nossa existência”. (Fratelli Tutti, 33)

Estamos num tempo de muitos questionamentos e cabe-nos escutar o que o Espírito tem a dizer para a Igreja (Ap 2,7) nesse contexto. A provação tem favorecido importantes aprendizados e oportunidades para a vivência e o anúncio do Evangelho. Reconhecemos, com gratidão, o empenho de tantas comunidades cristãs que foram criativas para manter a ação evangelizadora, especialmente pelas mídias sociais, promovendo a transmissão de celebrações litúrgicas, catequeses e aconselhamento aos fiéis. A Igreja doméstica foi fortalecida, em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, que promovem a comunidade cristã como Casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Missão. Percebe-se o protagonismo dos leigos e, especialmente, das mulheres na promoção da Igreja nas casas.

Igualmente somos impelidos pelo Evangelho a perseverar na caridade. Nas paróquias, comunidades eclesiais missionárias e instituições religiosas de todo país, multiplicaram-se as redes de solidariedade em defesa da vida. Por isso, foi coloca em prática a ação solidária É Tempo de Cuidar, voltada a atender demandas de primeira necessidade das pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social no contexto da pandemia. Unidos a outras entidades da sociedade civil, estamos buscando concretizar o Pacto pela Vida e pelo Brasil, conclamando toda a sociedade para que, nesse tempo de pandemia, ninguém seja deixado para trás.

Como nos tem provocado o Papa Francisco, precisamos escutar o clamor das famílias, trabalhar por uma economia “mais atenta aos princípios éticos” (Fratelli Tutti, 170), oferecer uma política melhor, sem desvios na garantia do bem comum, propor uma educação humanista e solidária, comprometidos na permanente construção da democracia. É urgente combater o racismo que se dissimula, mas não cessa de reaparecer. (Fratelli Tutti, 20) Queremos assegurar a vida desde a concepção até a morte natural, preservar o meio ambiente e trabalhar em defesa das populações vulneráveis, particularmente indígenas e quilombolas. Preocupa-nos o crescimento das várias formas de violência, entre elas, o feminicídio. “Cada ato de violência cometido contra um ser humano é uma ferida na carne da humanidade; cada morte violenta “diminui-nos” como pessoas”. (Fratelli Tutti, 227)

Como discípulos missionários, queremos crescer nesse tempo difícil, empenhados em remover as desigualdades e sanar a injustiça. A humanidade aguarda uma vacina que, distribuída com equidade, possa ajudar a garantir a vida e a saúde para todos.

Pedimos que Deus acolha junto a Si os que morreram neste tempo e dê consolação e paz às famílias enlutadas. Abençoamos especialmente os incansáveis profissionais da saúde, os professores, os cuidadores e todos que atuam em serviços essenciais. Nossa prece também pelos presbíteros, diáconos permanentes, consagrados e consagradas, leigos e leigas de nossas igrejas, para que se sintam encorajados.

O Advento é um tempo de renovar nossa esperança. Confiantes, afirmamos que a fé em Cristo nunca se limitou a olhar só para trás nem só para o alto, mas olhou sempre também para a frente (Spe Salvi, 41). Não desanimemos, não estamos sozinhos: o Senhor está conosco!

Acompanhe-nos a Santa Mãe de Deus, Senhora Aparecida, consolo dos aflitos, saúde dos enfermos e esperança nossa! Invocamos sobre todos a bênção da Santíssima Trindade, que sua misericórdia continue fortalecendo e animando o povo brasileiro.

Brasília-DF, 25 de novembro de 2020

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte-MG
Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima-RR
2º Vice-Presidente

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre-RS
1º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro- RJ
Secretário-Geral da CNBB

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Ação Pastoral Pós-Pandemia (9) https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/acao-pastoral-pos-pandemia-9/ Tue, 28 Jul 2020 15:27:23 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58853

A Celebração Eucarística, na sociedade do espetáculo

Nos últimos anos, estamos nos envolvendo com aplicativos de celular que viabilizam relacionamentos rápidos, com diálogos instantâneos, bem como contatos interpessoais, ligações afetivas, profissionais e lúdicas. É o caso do Whastsapp.

Este aplicativo impõe um novo jeito de interagir entre as pessoas. Agora, boa parte da população recebe mensagens, comunicados, fotos, vídeos numa rapidez surpreendente.

Neste interagir com aplicativos (Whastsapp), estamos tomando ciência de inúmeras celebrações eucarísticas em todo mundo que estão totalmente deixando a desejar pelos vídeos que recebemos. Ex.: padres dançando, padres fazendo propaganda de celebrações eucarísticas, andando de patins dentro da Igreja, padres cantando de maneira altiva, outros vestidos de paramentos incomuns para chamar atenção e tantas outras situações que envergonham a nossa Igreja. Achamos graça, compartilhamos rapidamente, mas por outro lado, causam-nos uma tristeza imensa pela ridicularizarão do mistério da eucaristia. Estamos desconsiderando a Igreja e fazendo do mistério pascal um grande espetáculo.

Essa realidade nos faz refletir sobre as celebrações eucarísticas em nossas paróquias e comunidades numa “sociedade do espetáculo”. A celebração da eucaristia é ainda o meio mais eficaz de alimentar a fé e o evento mais procurado pelo povo de Deus.

O criador do conceito “sociedade do espetáculo” foi francês Guy Debard, que definiu o espetáculo como o conjunto das relações mediadas pelas imagens.

A palavra “espetáculo”, na raiz, está ligada a espectador, ou seja, “aquele que assiste”. Não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas mediatizada por imagens.

Na “sociedade do espetáculo” a aparência torna-se algo importante, bem como a produção de imagens e a valorização da dimensão visual da comunicação como instrumento de exercício do poder e de dominação social.

“No espetáculo, o fim não é nada, o desenrolar é tudo. O espetáculo não deseja chegar a nada que não seja ele mesmo” (Debard).

A imagem, obviamente, é algo para ser visto. Mas nem toda imagem está inserida na lógica do espetáculo. Uma imagem natural, lago, patos, montanhas ao fundo, campo, é apenas uma paisagem, ou uma imagem natural. No entanto, se o espaço for loteado para a venda e a paisagem utilizada como sedução para atrair compradores, o cenário se converte em mercadoria e ganha valor de imagem.

Na sociedade do espetáculo, quanto mais a pessoa se apresenta por meio de determinada estética (roupas, maquiagem, gestos ensaiados e palavras de ordem), mais se rende à lógica do espetáculo, na medida em que expressa sua rebeldia visualmente.

O espetáculo apresenta-se como uma enorme positividade indiscutível e inacessível. Ele nada mais diz senão que “o que aparece é bom, o que é bom aparece”.

A vida é cada vez mais moldada pelo espetáculo: o teatro, a moda, a arquitetura, a gastronomia, o sexo, os jogos, a música, a televisão, o filme, os esportes, as celebridades, a economia. É a espetacularização da realidade, a dramatização da vida e, infelizmente, nossas paróquias e comunidades estão entrando nessa. Nossas comunidades e paróquias, em sua caminhada de fé, vivem da celebração do mistério pascal de Jesus, na celebração dos sacramentos, principalmente, da Eucaristia.

Na encíclica Ecclesia de Eucharistia (EE), o papa São João Paulo II fez questão de recordar que a celebração eucarística nunca é propriedade do sacerdote ou da comunidade, lembrando ainda o grande sofrimento causado aos fiéis por abusos introduzidos na celebração da Missa. A observância das normas litúrgicas é uma expressão fundamental do amor a Cristo e à Igreja.

O papa fala, franca e abertamente, de abusos introduzidos na celebração da Sagrada Eucaristia por “um ambíguo sentido de criatividade e adaptação” (EE, 52). E acrescenta: “A ninguém é permitido aviltar o mistério confiado às nossas mãos: é demasiado grande para que alguém possa permitir-se tratá-lo segundo o próprio livre arbítrio, não respeitando o seu caráter sagrado nem a sua dimensão universal” (Ibidem).

Não nos é permitido reconfigurar ou redesenhar a Sagrada Eucaristia, nem tão pouco servir-nos dela e explorá-la para os nossos próprios intentos. A Sagrada Eucaristia é sempre, e ao mesmo tempo, sacrifício, banquete e presença real e não um espetáculo a ser assistido.

Na celebração da Eucaristia, o celebrante deve desaparecer por detrás da Pessoa de Cristo que ele faz presente, e atrás também da pessoa mística da Igreja, em nome da qual age, respeitando as cerimônias tal como são previstas no livro litúrgico.

Vamos nesta “sociedade do espetáculo” valorizar a celebração eucarística, respeitando sua dimensão de mistério e não tratá-la como mero espetáculo!

Dom Edson Oriolo
Bispo de Leopoldina (MG)

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Transmissão do coronavírus se agrava nas aldeias indígenas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/transmissao-do-coronavirus-se-agrava-nas-aldeias-indigenas/ Tue, 23 Jun 2020 18:39:48 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58670 O Conselho Indigenista Missionário – Cimi vem a público, mais uma vez, denunciar o agravamento do contágio por coronavírus no interior das aldeias indígenas em todo o Brasil, e exigir providências das autoridades frente a essa situação calamitosa, que tem vitimado inúmeros indígenas.

O Cimi se solidariza e se coloca também em luto junto às inúmeras famílias que choram pela morte de seus entes queridos, impedidas de dar-lhes seu último adeus; entre esses, há muitas lideranças, em especial as mais idosas, baluartes da história e cultura viva de seus povos, que estão morrendo pela covid-19.

No Brasil, nesses três meses de pandemia, os números oficiais divulgados pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) indicam a ocorrência de 103 mortes de indígenas por covid-19 e pelo menos 3.079 indígenas contaminados até o dia 16 de junho. Já de acordo com os dados coletados pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) até o dia 14 de junho, os números são ainda mais assustadores: 281 indígenas mortos e 5.361 contaminados pelo novo coronavírus.

Essa tragédia só não é maior devido às providências tomadas pelos próprios indígenas de fechar os seus territórios logo no início da pandemia. Mesmo assim, a contaminação se alastrou em Manaus (AM) e continua se alastrando nas regiões do alto e médio Solimões, Vale do Javari, Rio Negro, no estado do Amazonas, e também nos estados de Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Maranhão, Ceará, Pernambuco, assim como no litoral Sul do Brasil. Em todas estas regiões, o vírus já está presente no interior das aldeias.
Diante desse quadro de morte, dor e sofrimento dos povos indígenas, assistimos, perplexos, às falas e posturas de ignorância e descompromisso das autoridades do governo federal, que são manifestas de forma desenfreada. Não bastando o discurso de ódio do presidente da República, do ministro da Educação, o “passar a boiada” do ministro do Meio Ambiente, ainda o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), cujo dever institucional e constitucional seria o de proteger as populações indígenas, edita a Instrução Normativa nº 09 – por meio da qual a Funai permite o reconhecimento dos limites de imóveis privados em terras indígenas – e agora fala na elaboração de um novo decreto de demarcação de terras indígenas.

Seguindo os mesmos padrões, o secretário da Sesai, em vídeo e documento, espalha boatos, colocando povos contra povos, em relação ao Projeto de Lei nº 1142, que propõe a criação de um plano emergencial de enfrentamento à covid-19 para povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais.

Essas posturas e ações por parte de membros do governo federal são gravíssimas, inconstitucionais, e ocorrem em um período de extrema gravidade do contágio do coronavírus, não contribuindo em nada para o enfrentamento da pandemia. Pelo contrário, corroboram a discriminação, o preconceito, a violência e o extermínio desses povos, e das demais populações pobres no Brasil.

Infelizmente, constatamos que hoje no Brasil existe uma postura institucionalizada de violência contra os povos indígenas e os seus direitos, que fere os preceitos de nossa Constituição Federal. Que essas autoridades sejam devidamente responsabilizadas pelo não cumprimento da lei maior do país.

Exigimos do atual governo o respeito a essa situação grave pela qual passa toda a população brasileira, em especial os povos indígenas. Assuma as suas responsabilidades constitucionais de cuidar e de se relacionar com a totalidade da sociedade, e não apenas com uma parcela. É urgente um plano de ação do governo para conter o avanço do coronavírus nos territórios indígenas, que contemple o combate às invasões, a retirada de invasores e a estruturação das equipes multidisciplinares com profissionais, equipamentos e insumos para a devida assistência às comunidades que estão clamando por socorro nas várias regiões do Brasil, e que faça chegarem benefícios emergenciais e alimentos com segurança, agilidade e cuidado.

Reafirmamos a nossa contrariedade com relação a essa política de ódio, integracionista, preconceituosa e violenta contra os povos indígenas, concebida por um governo descompromissado com os reais interesses da população, com a cidadania e com a soberania do Brasil.

Ao mesmo tempo, reafirmamos o nosso apoio e compromisso com os povos indígenas, suas comunidades, lideranças e organizações, na sua luta pela existência e resistência nos seus territórios, sejam eles em área rural ou urbana. Conclamamos toda a sociedade a continuar com as ações solidárias aos pobres e às populações indígenas em todo o Brasil, sensível ao sofrimento desses irmãos e irmãs e em contraposição ao discurso e às ações de violência que partem de quem deveria defendê-los. Reafirmamos também a importância da denúncia e da luta na defesa dos direitos constitucionais dos povos indígenas, tanto no âmbito nacional e internacional de defesa de direitos humanos.

Com os povos indígenas, seguimos aprendendo o significado da solidariedade e da gratuidade, redescobrindo a profunda articulação entre a vida cotidiana e o sagrado e as incontáveis maneiras de construir em nosso meio o Reino de Justiça, de Paz e de Liberdade.

Brasília, 17 de junho de 2020
Conselho Indigenista Missionário

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Jovens saem em missão e levam amor e esperança a idosos em distanciamento social, na Paróquia Nossa Senhora da Abadia, em Niquelândia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/jovens-saem-em-missao-e-levam-amor-e-esperanca-a-idosos-em-distanciamento-social-na-paroquia-nossa-senhora-da-abadia-em-niquelandia/ Sun, 07 Jun 2020 13:13:02 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58504 Nos dias 23 e 30 de maio, os jovens da Paróquia Nossa Senhora da Abadia de Niquelândia, saíram em missão e visitaram 60 casas de idosos. Com o tema “Jovens unidos sempre solidários”, o objetivo foi levar o amor de Jesus, por meio de Maria aos idosos. “Foram tardes de bênçãos e grandes experiências, sem contar da emoção que os idosos sentiram em receber com tanta alegria a presença de nossos jovens em suas casas”, disse o diácono Ricardo Henrique Silva, que acompanhou a missão.

Devido à pandemia do coronavírus, são muitos os idosos que estão vivendo a difícil situação da solidão. São pessoas privadas de visita, de abraço e carinho por serem do grupo de risco da doença. Embora não seja possível entrar nas casas, em cada visita, os jovens permaneceram nos portões das casas apresentando a essas pessoas uma palavra de esperança, um momento de oração e a alegria por meio da música.

Segundo o diácono Ricardo, foi uma experiência extremamente marcante para os jovens e para os idosos. Esta foi mais uma missão pastoral da Paróquia Nossa Senhora da Abadia, de Niquelândia, cujo pároco é o padre Cleber Alves de Matos. Diante desta pandemia, a comunidade vive como lema, “juntos somos mais fortes” em torno do pilar da Palavra, do Pão e da Caridade, que conduz ao amor de Jesus, em nossos irmãos.

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Pandemia e Igreja https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/pandemia-e-igreja/ Fri, 29 May 2020 12:25:22 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58460 O mundo passa por uma realidade totalmente indesejável, uma desarticulação generalizada em todos os setores, atingindo níveis inimagináveis de sua história. A agressividade do coronavirus desestabiliza todas as pessoas e instituições, entre elas, também as Igrejas. Por causa do medo, houve uma total mudança de ritmo na condução das atividades em todas as atividades da cultura.

Com o isolamento social, as Igrejas tiveram que se adaptar. Na grande maioria das Paróquias, as Missas e Celebrações, sem a presença de fieis, são transmitidas pelos meios de comunicação. Em casa as pessoas acompanham tudo pela televisão, pelo rádio e pelo sistema das redes sociais. Isso não deixa de contribuir muito para o aperfeiçoamento no uso desses maios para ajudar na evangelização.

A experiência das Celebrações nos lares lembra muito os inícios do cristianismo, quando ainda tudo era realizado na casa de família, verdadeira Igreja doméstica. O aconchego familiar desse tempo de pandemia pode superar o clima forte do individualismo dos últimos tempos, mas a prática cristã não acontece somente através dos meios de comunicação, porque supõe também presença física.

A esperança é de que as famílias saiam mais fortalecidas, na prática da convivência e da fraternidade, desse tempo de isolamento. Os meios de comunicação também ficam mais agregados no trabalho pastoral, mas não substituem a presença física das pessoas nas Celebrações, a não ser para as pessoas impossibilitadas por alguma doença ou dificuldades físicas de locomoção.

O isolamento social oportunizou também os gestos fortes de solidariedade entre as pessoas e as instituições. São inúmeras as paróquias que se mobilizaram realizando campanhas de alimentos e outros produtos em benefício das famílias mais necessitadas. O isolamento forçou as pessoas a ficarem em casa, sem trabalho e sem condição de ganhar o necessário para a própria sobrevivência.

As projeções que estão sendo feitas pelos entendidos é que a humanidade deverá sair da crise mais fragilizada na sua condição econômica. Indubitavelmente adquirindo uma nova experiência de existência, principalmente por saber que a vida tem seus limites. As pessoas não são donas de sua plena realização. O mundo está nas mãos de Deus e a plenitude da vida passa pela transcendência.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba

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