Palavra de Deus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Palavra de Deus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Mês da Bíblia é celebrado com diversas atividades nas paróquias da Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/mes-da-biblia-e-celebrado-com-diversas-atividades-nas-paroquias-da-diocese-de-uruacu/ Sat, 25 Sep 2021 13:00:37 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=61239 Atividades têm o intuito de anunciar a palavra de Deus e destacar a importância da Bíblia para os cristãos

Desde 1971, no Brasil, o mês de setembro é destinado à celebração da Bíblia, são 50 anos de tradição na Igreja Católica em todo o país. Para celebrar a data, a Diocese de Uruaçu, juntamente com suas paróquias, organizou diversas atividades com o objetivo de auxiliar os fiéis a utilizar a palavra de Deus no dia a dia.

Na Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Itapaci (GO), o grupo Maranatha organizou, pelo segundo ano consecutivo, a meditação do evangelho do dia. Durante todo o mês de setembro, um jovem da paróquia dedica alguns minutos do seu dia, por meio de um vídeo de cinco a dez minutos, para ler e explicar um evangelho com a proposta de anunciar a palavra de Deus.

Matheus Vilela fala sobre a iniciativa de colocar os jovens para estudar a palavra de Deus.

Um dos coordenadores do grupo Maranatha, Matheus Vilela, fala sobre a iniciativa de colocar os jovens para estudar a palavra de Deus. “É uma participação que dá a oportunidade do jovem demonstrar com suas palavras o que ele entende em relação ao evangelho daquele dia. Cada um medita da forma que ele entende, e cada um tem algo a transmitir. O que trouxe esse projeto foi o intuito de levar a palavra de Deus a outras pessoas através dos Evangelhos”, enfatiza. Matheus, frisa ainda sobre os benefícios dessa atividade na vida dos jovens da paróquia e da comunidade. “Através de cada um aprendemos algo novo. Deus fala conosco de diversas formas e cada um tem algo para trazer. Isso nos ajuda a crescer espiritualmente e aumentar nossa fé. Outro ponto importante é o envolvimento de nossos jovens com as atividades da Igreja, além de atingir, principalmente aqueles jovens que estão fora da Igreja”, ressalta.

Outra tarefa que a Pascom de Itapaci está realizando neste mês é a entrada com a Bíblia e a vela durante as missas dominicais. Umas das agentes da Paróquia, Laryssa Abreu, reforça o valor desse livro para os fiéis. “A Bíblia Sagrada é o instrumento eficaz que nos leva a alcançar a verdadeira sabedoria. Através de sua leitura, orante e atenta, experimentamos escutar o Senhor nos moldando, ensinando, inspirando e oferecendo respostas a nossos anseios. É uma experiência de fé e renovação para quem se propõe a sua leitura e vivência”, enfatiza.

A Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Rialma (GO), está praticando algumas ações como: Lectio Divina, momento de leitura, contemplação, oração, meditação da palavra de Deus e realizando publicações semanais nas redes sociais da paróquia sobre o evangelho de Marcos. Essas atividades foram pensadas com o propósito de permitir que a pessoa adentre no texto bíblico e perceba a mensagem atualizada de Deus para a sua vida e para a humanidade. A agente Daryane Evelyn, da Pascom de Rialma diz que a escolha de publicar ensinamentos semanais sobre o evangelho de Marcos foi em razão do calendário litúrgico. “O Ano Litúrgico B, que iniciamos em dezembro de 2020, traz como destaque o evangelho de São Marcos, com o objetivo de esclarecer quem de fato é Jesus, para evitar distorções em seu seguimento. O centro desse evangelho é o segredo messiânico”, esclarece.

Padre Peter Olas da Eslováquia, com tradução simultânea do padre Rogério Alves, falou sobre as chaves para entender o Apocalipse.

O mês da Bíblia movimentou também a Paróquia São Sebastião de Uruaçu, que está realizando a live ‘Pão da Vida’, de segunda a sábado, durante todo o mês de setembro. A Paróquia realiza ainda todo sábado uma formação de um tema bíblico e uma formação presencial sobre Lectio Divina. Os dois primeiros sábados do mês de setembro, o padre Peter Olas da Eslováquia, com tradução simultânea do padre Rogério Alves, falou sobre as chaves para entender o Apocalipse. E o terceiro sábado o padre Rogério, que está na Terra Santa fazendo Mestrado, ministrou a live com o tema ‘Ser servo de Cristo segundo a carta aos Colossenses. Jéssica Marques, que é vice coordenadora da Pascom de Uruaçu, destaca que os temas foram escolhidos com base em uma pesquisa feita pelo pároco padre André Luis do Vale, e a montagem da programação na diocese foi pensado no que os fiéis queriam aprender. “Como setembro é o mês de referência para o estudo, meditação e contemplação da palavra de Deus, o objetivo dessas atividades é promover o conhecimento e despertar o interesse da comunidade pela Palavra. As temáticas foram definidas de acordo com os assuntos que a comunidade queria estudar”, complementa.

A vice-coordenadora destaca que essas atividades auxiliam os cristãos ver a Bíblia, não apenas como um livro comum, mas como um instrumento para enxergarem quem realmente são diante de Deus. “A Bíblia é o livro mais importante para nós cristãos. Estão contidos nela os ensinamentos que Cristo nos deixou, e tudo que está escrito na palavra deve ter influência e refletir em nossas vidas. Não devemos apenas ler, mas ter um encontro com essa palavra que é viva. O Senhor nos deixou esses ensinamentos para que possamos compreender, temer, respeitar e amá-lo sobre todas as coisas”, finaliza.

Por: Ageu Macedo – Estudante de Jornalismo da PUC Goiás. Supervisão: Jornalista Fúlvio Costa.

]]>
61239
Palavra que converte https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/palavra-que-converte/ Wed, 25 Sep 2019 13:57:22 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56806 Seguimos, neste mês de setembro, com o aprofundamento sobre o tema do mês da Bíblia. A Palavra divina ilumina a existência humana e leva as consciências de reverem em profundidade a própria vida, porque toda a história da humanidade está sob o olhar de Deus: “Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os seus anjos, sentar-Se-á, então, no seu trono de glória. Perante Ele reunir-se-ão todas as nações” (Mt 25, 31-32). Em nossos dias, nos detemos muitas vezes superficialmente no valor do instante que passa, como se fosse irrelevante para o futuro. Diversamente, o Evangelho recorda-nos que cada momento da nossa existência é importante e deve ser vivido intensamente, sabendo que cada um deverá prestar contas da própria vida. No capítulo vinte e cinco do Evangelho de Mateus, o Filho do Homem considera como feito ou não feito a Si aquilo que tivermos feito ou deixado de fazer a um só dos seus “irmãos mais pequeninos” (25, 40.45): “Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; estava nu e me vestistes; adoeci e me fostes visitar; estive na prisão e fostes ter comigo” (25, 35-36). Deste modo, é a própria Palavra de Deus que nos recorda a necessidade do nosso compromisso no mundo e a nossa responsabilidade diante de Cristo, Senhor da História. Quando anunciamos o Evangelho que é luz para iluminar os caminhos, exortamo-nos reciprocamente a cumprir o bem e a empenhar-nos pela justiça, pela reconciliação e pela paz (Cf. Bento XVI, Verbum Domini, 99).

Dentro ainda dessa necessidade de revalorizar a presença da Palavra de Deus na vida e na ação da Igreja e já nos preparando para o início do mês missionário extraordinário o Papa Francisco comenta que toda a evangelização está fundada sobre esta Palavra escutada, meditada, vivida, celebrada e testemunhada. A Sagrada Escritura é fonte da evangelização. Por isso, é preciso formar-se continuamente na escuta da Palavra. A Igreja não evangeliza, se não se deixa continuamente evangelizar. É indispensável que a Palavra de Deus «se torne cada vez mais o coração de toda a vida da Igreja. A Palavra de Deus ouvida e celebrada, sobretudo na Eucaristia, alimenta e fortalece interiormente os cristãos e torna-os capazes de um autêntico testemunho evangélico na vida diária. O estudo e a intimidade com a Sagrada Escritura deve ser uma porta aberta para todos os crentes. A vida cristã requer a familiaridade com a Palavra de Deus. Nós não procuramos Deus tateando, nem precisamos de esperar que Ele nos dirija a palavra, porque realmente Deus já nos falou, já não é o grande desconhecido, mas mostrou-Se a Si mesmo. Acolhamos o tesouro sublime da Palavra revelada! (Cf. Papa Francisco, Evangelii Gaudium 174).

Cada domingo temos um grande riqueza da Palavra que é anunciada e deve iluminar nossas vidas. Neste 25º domingo do Tempo Comum, a palavra segue nos acompanhando. Neste ano em que lemos o Evangelho de Lucas deixemo-nos guiar pelo seu testemunho da boa notícia. O Evangelho deste domingo (Lc 16, 1-13), nos traz a parábola do administrador infiel, mostrando o quanto as pessoas são espertas quando se trata de defender seus interesses financeiros ou suas metas:

Naquele tempo: Jesus dizia aos discípulos: ‘Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz.

Segundo o costume da época, o administrador tinha o direito de conceder empréstimo com os bens do seu senhor. Como ele não era remunerado por isso, ele se indenizava aumentando no recibo o valor do empréstimo. Assim, na hora do reembolso ficava com a diferença como um acréscimo que era o seu juro. Aqui na parábola, o administrador renuncia obter lucro dos juros para que assim possa obter benefícios futuros, passando a imagem de ter dado favorecimento aos seus clientes.

O administrador infiel usa de inteligência para resolver sua futura situação de necessidade, e faz isso renunciando aos seus lucros indevidos. É evidente que Cristo não usa esta parábola como motivo de aprovar essa conduta, mas ressalta e louva a dedicação do personagem da parábola em tirar proveito material de sua antiga situação de administrador. Jesus quer que na salvação da alma e na propagação do Reino de Deus apliquemos pelo menos a mesma sagacidade e o mesmo esforço que colocam os homens em seus negócios materiais ou em alcançar um ideal humano. O fato de que contamos com a Graça de Deus não nos exime de colocar todos os meios humanos honestos e possíveis para levar uma vida de conversão, mesmo que isso possa levar a esforço heroico. Os homens colocam um enorme esforço em alcançar seus ideais terrenos de fama, riqueza, honra e beleza. O Senhor nos convida a que tenhamos um empenho igual ou maior para levar uma vida cristã autêntica e na propagação do Reino de Deus. E continua:

E eu vos digo: Usai o dinheiro injusto para fazer amigos,

pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas.

O texto, ao falar sobre as riquezas injustas, se refere aos bens deste mundo que são adquiridos por procedimentos injustos. A misericórdia divina é tão grande que esta mesma riqueza injusta pode ser motivo de recuperação por meio da restituição, dos pagamentos de danos e prejuízos e depois excedendo nas esmolas, no incentivo às fontes de trabalho e bens, como foi visto em outra parte do Evangelho no caso de Zaqueu, chefe dos publicanos que se com prometeu a restituir o quádruplo do que tinha roubado e entregar metade dos seus bens aos mais necessitados.

Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes,

e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes.

Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?

Quando Cristo fala da fidelidade no pouco, faz referência às riquezas, pois estas são muito pouca coisa comparadas com os bens espirituais. Se o ser humano é fiel, generoso e desprendido no uso das riquezas efêmeras, receberá então o prêmio da vida eterna, a riqueza definitiva. Podemos também considerar o aspecto de que a vida humana, por suas circunstâncias próprias, é um aglomerado de coisas pequenas: quem não se dá conta disso, não poderá realizar as coisas grandes.

Podemos também considerar que a parábola do administrador infiel é uma imagem da vida do homem: tudo o que temos é dom de Deus: somos seus administradores e cedo ou tarde devemos prestar contas do que nos foi confiado. Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.’

Se as pessoas são espertas no cuidado com as coisas perecíveis e supérfluas, devemos ser nós também espertos em relação à aquisição dos bens eternos. A dificuldade que as pessoas possam ter de configurar sua vida mais a Cristo numa vida de santidade está em que não se começa a ser fiel nas pequenas coisas. A ousadia dos maus vai se alimentando da timidez dos bons. Se o ser humano tem a habilidade de ser esperto para o mal, pode ele também ser esperto para o bem e para andar em uma vida de conversão cada vez mais. Que tenhamos ousadia, que sejamos espertos em fazer nossa parte de bem onde nos seja possível.

Por outro lado, essa esperteza aparece também no livro do profeta Amós, na primeira leitura (Am 8, 4-7):

Ouvi isto, vós que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; vós que andais dizendo: Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos, e adulterar balanças, dominar os pobres com dinheiro

e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?’ Por causa da soberba de Jacó, jurou o Senhor: ‘Nunca mais esquecerei o que eles fizeram.

Faz parte da temática geral presente no Livro do profeta Amós a crítica à ganância de bens. E a crítica feita por Amós é exatamente pelo fato que a abundância de alguns passa necessariamente pela deficiência de outros e a de colocar o dinheiro como deus próprio de alguns. A denúncia de Amós se apresenta ainda como uma denúncia pertinente aos nossos dias, onde dentro de uma lógica do lucro desenfreado, se é capaz de reduzir o outro e a própria criação a meros instrumentos. Quanta exploração encontramos em relação aos irmãos. É nesse sentido que a vivência do Evangelho nos leva a consequências sociais muito claras. Não é por uma ideologia política que buscamos a justiça social, mas é uma questão de Evangelho. A palavra de Deus nos faz pensar no outro com carinho, como nosso irmão e não como objeto de exploração. Curiosamente é isso mesmo que nos fala a segunda leitura (1Tm 2, 1-8), quando nos convida a rezar pelos governantes:

Caríssimo: Antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens; pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador; ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, que se entregou em resgate por todos. Este é o testemunho dado no tempo estabelecido por Deus, e para este testemunho eu fui designado pregador e apóstolo, e – falo a verdade, não minto – mestre das nações pagãs na fé e na verdade. Quero, portanto, que em todo lugar os homens façam a oração, erguendo mãos santas, sem ira e sem discussões.

Infelizmente vemos a ação dos responsáveis das ações pautada primeiramente no interesse próprio e deixando a questão do bem comum quase que em último lugar. É por esse motivo que a oração pelos governantes se apresenta como realidade constante na vida da nossa liturgia, para que governem com justiça e velem pelos interesses do povo. Os políticos e todos aqueles que pertencem à esfera do serviço público, dentro de uma realidade democrática, são representantes do povo, são servidores. Peçamos que nossos políticos não sejam corrompidos pelo exercício do poder nem das facilidades inerentes à sua função, mas que sejam promotores de paz e fraternidade. Eis aí algumas das consequências do Evangelho e da Palavra de Deus que nos foi dirigida.

A segunda leitura ainda segue falando da mediação única de Cristo e do desejo e oportunidade de salvação oferecidos aos homens de toda a terra e de todos os tempos. Paulo lembra também o horizonte da universalidade da salvação: é desejo do coração de Deus que todos os homens tenham acesso à plenitude que só o Evangelho pode oferecer. Um dos motivos da atividade evangelizadora da Igreja está exatamente nesse desejo de que todos os homens possam conhecer a verdade do Evangelho e passem a ter vida e vida em abundância.

Tantas são as consequências da vida que experimentamos de pessoas que vivem somente centradas em si mesmas, trazendo uma sociedade de injustiças e violências. Rezemos por nossos governantes para que governem com justiça; que não façamos de nós, vidas que servem ao dinheiro e que mesmo que tenhamos bens que os utilizemos para ajudar os outros, nunca para oprimir os outros. Que saibamos valorizar a dignidade humana. Que a palavra do Senhor nos faça caminhar mudando essa sociedade: homens novos a partir da novidade do Evangelho. Que Deus nos abençoe a todos.

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro

]]>
56806
Papa: de forma tradicional ou tecnológica, o importante é ler a Palavra de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/papa-de-forma-tradicional-ou-tecnologica-o-importante-e-ler-a-palavra-de-deus/ Sat, 13 Jul 2019 12:44:27 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56085 A correria do dia a dia não é desculpa para não rezar: com o Evangelho de bolso ou os aplicativos no celular, qualquer hora é boa para santificar o dia.

Santificar a nossa vida abrindo um celular… pode parecer heresia, mas é a realidade para milhares de fiéis, religiosos, religiosas e sacerdotes. Com um ritmo de vida frenético, às vezes é no metrô ou no ônibus que se encontra tempo para rezar. O brasileiro, em média, passa 1h20 no trânsito todos os dias. O paulistano, por exemplo, dobra este tempo, gastando duas horas e 43 minutos para se deslocar pela cidade.

A boa semente dá fruto
Hoje, aplicativos dos mais diversos tipos e funções não faltam… O importante é ler a Palavra de Deus, como disse o próprio Papa Francisco no Angelus de 6 de abril de 2014:

“ Hoje podemos ler o Evangelho também com muitos instrumentos tecnológicos. Pode-se levar conosco a Bíblia inteira num celular, num tablet. Importante é ler a Palavra de Deus, com todos os meios, mas ler a Palavra de Deus: é Jesus que nela nos fala! E aceitá-la de coração aberto. Assim o boa semente dá fruto! ”

Difícil imaginar o Papa rezando com um celular na mão, certamente sua geração é outra. Por isso, também em suas homilias matinais na Casa Santa Marta o Papa várias vezes recomendou um Evangelho de bolso:

“Como devemos receber a palavra de Deus?” A resposta é clara: “Como se recebe Jesus Cristo. A Igreja diz-nos que Jesus está presente na Escritura, na sua palavra”. Por isso, “aconselho muitas vezes que se tenha sempre um pequeno Evangelho na bolsa, no bolso, para ler um trecho durante o dia”. Um conselho prático, disse, não tanto para “aprender” algo, mas sobretudo “para encontrar Jesus, porque Jesus se encontra precisamente na sua palavra, no seu Evangelho”.

Opções de aplicativos são variadas
Os aplicativos entraram no dia a dia de muitos sacerdotes. Padre Arnaldo Rodrigues, colaborador do Vatican News, comentou a utilidade seja para a consulta, seja para rezar ou para encontrar o horário da missa mais perto de onde estiver. O objetivo: estar sempre em sintonia com a palavra de Deus:

Padre Bruno Viana é pároco da paróquia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá, no Rio de Janeiro. Para ele, os aplicativos facilitam as atividades pastorais, como por exemplo para preparar roteiros homiléticos durante a semana:

Em tempo: o Vatican News também está desenvolvendo o seu aplicativo. Com ele, você pode ouvir as transmissões ao vivo do Papa com a tradução em português!

Ouça reportagem com a voz do Papa Francisco

 

]]>
56085
Catequese na Praça São Pedro e mensagem pela CF 2018 https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/catequese-na-praca-sao-pedro-e-mensagem-pela-cf-2018/ Wed, 14 Feb 2018 13:38:15 +0000 http://teste.toqueto.com/catequese-na-praca-sao-pedro-e-mensagem-pela-cf-2018.html A Liturgia da Palavra e de modo especial, o Credo e a Oração dos fiéis, foram temas da catequese feita pelo Papa Francisco aos 10 mil participantes da audiência geral nesta quarta-feira (14/02), na Praça São Pedro.  

A décima reflexão de Francisco sobre o andamento da missa

Na missa, depois de ouvirmos as leituras e a homilia do celebrante, a Liturgia da Palavra prossegue. É um direito do fiel receber a Palavra. O Senhor fala a todos, pastores e fiéis; Ele chama, consola, faz germinar vida nova e reconciliada em cada um dos participantes segundo a sua idade, condição e situação de vida.  A Palavra muda os corações.

“Depois da homilia é necessário um tempo de silêncio para que ‘a semente recebida sedimente em nossas almas, para que nasçam propósitos de adesão àquilo que o Espírito sugere a cada um.”

Credo é profissão de fé

Em seguida, temos a resposta comum da assembleia à Palavra ouvida; uma resposta que toma a forma da profissão de fé da Igreja, expressa no ‘Credo’, recitado por todos juntos.

Francisco prosseguiu explicando que “existe uma relação vital entre escuta e fé – estão unidas – porque a fé não nasce de fantasias da mente humana, mas sim da pregação, e a pregação surge pela palavra de Cristo. Ou seja, a fé alimenta-se com a escuta da Palavra e conduz ao Sacramento – no caso da missa, a comunhão”.

Preces convencionais não chegam ao Céu

“Os Sacramentos são ‘sinais’ da fé, a supõem e a suscitam. A resposta à Palavra é a súplica comum chamada Oração universal, também conhecida como Oração dos fiéis. Isto porque nos primeiros séculos, depois da homilia, os catecúmenos saiam da igreja, enquanto os fiéis já batizados uniam suas vozes suplicando juntos ao Senhor”.

As preces, sob a guia do sacerdote e com a participação do povo, devem abraçar as necessidade da Igreja e do mundo: orações pela santa Igreja, por aqueles que nos governam, por quem passa necessidades, por todos os homens e pela salvação do mundo. Depois das intenções, a assembleia une sua voz, invocando: “Senhor, escutai a nossa prece”.

É o momento de pedirmos ao Senhor coisas fortes

“Preces míopes, auto-referenciais ou ditadas por lógicas mundanas não chegam ao Céu.”

Finalizando, Francisco lembrou que as preces devem dar voz às necessidades concretas da comunidade eclesial e do mundo, evitando recorrer a fórmulas convencionais. “A Oração dos Fiéis nos exorta a assumir o olhar de Deus que cuida de todos os seus filhos”.

Quaresma, retorno ao amor do Pai

Após a catequese, o Papa cumprimentou os grupos de vários países presentes na Praça e lembrou que nesta Quarta-feira de Cinzas tem início o caminho quaresmal, sugerindo especialmente aos jovens que vivam este tempo de graça como um ‘retorno’ ao amor do Pai, que todos aguarda de braços abertos. 

Mensagem aos brasileiros pela CF

O Papa também enviou uma mensagem aos brasileiros pela abertura da Campanha da Fraternidade 2018. Leia na íntegra aqui.

Por Vatican News/Redação

]]>
50764
Este é o segredo da “vida bela” de Maria, segundo o Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/este-e-o-segredo-da-vida-bela-de-maria-segundo-o-papa-francisco/ Fri, 08 Dec 2017 13:15:18 +0000 http://teste.toqueto.com/este-e-o-segredo-da-vida-bela-de-maria-segundo-o-papa-francisco.html “A Palavra de Deus”, este era o segredo da “vida bela” da Virgem Maria, segundo explicou o Papa Francisco durante a oração do Ângelus na Praça São Pedro do Vaticano, na manhã de hoje, Solenidade da Imaculada Conceição.

O Santo Padre explicou que Maria não chamava a atenção: “Era de família simples, vivia humildemente em Nazaré, uma cidadezinha quase desconhecida. Não era uma mulher famosa. Ninguém soube quando o anjo a visitou, naquele dia não estava ali nenhum ‘repórter’”.

“A Virgem não teve uma vida agitada, mas sim preocupações e temores: ‘estava agitada, diz o Evangelho, e quando o anjo foi embora, os problemas aumentaram”.

Entretanto, o Pontífice observou que, em muitas representações pictóricas, representam Maria sentada diante do anjo com um pequeno livro nas mãos. “Esse livro é a Escritura. Deste modo, Maria estava disposta a escutar Deus. A Palavra de Deus era o seu segredo”.

O Papa assinalou que hoje “a Igreja felicita Maria, chamando-a de toda bela, toda pura”. “Hoje contemplamos a beleza de Maria Imaculada”.

“O Evangelho, que conta o episódio da Anunciação, nos ajuda a compreender o que celebramos, especialmente através da saudação do anjo”, afirmou. “Ele se dirige a Maria com uma palavra, que não é fácil de traduzir, que significa ‘cheia de graça’, ‘criada pela graça’. Antes de chamá-la Maria, a chama de ‘cheia de graça’, e assim revela o novo nome que Deus lhe deu”.

Francisco explicou que a expressão ‘cheia de graça’ significa que “Maria é repleta da presença de Deus. E se é totalmente habitada por Deus, nela não há lugar para o pecado”.

É uma coisa extraordinária, “porque tudo no mundo, infelizmente, é contaminado pelo mal. Cada um de nós, olhando-se dentro, vê lados obscuros. Também os maiores santos eram pecadores e todas as realidades, até mesmo as mais belas, são atingidas pelo mal: todas, exceto Maria”.

“Ela -continuou- é o único ‘oásis sempre verde’ da humanidade, a única incontaminada, criada imaculada para acolher plenamente, com o seu ‘sim’, Deus que vem ao mundo e começar assim uma história nova”.

O Santo Padre destacou que “toda vez que a reconhecemos ‘cheia de graça’, fazemos o maior elogio, o mesmo que Deus faz”.

“Um lindo elogio que podemos fazer a uma senhora, ou seja, com educação, que ela parece ser mais jovem. Ao dizer a Maria ‘cheia de graça’, também estamos fazendo a ela de forma elegante um elogio à tenra idade que aparenta ter, pois ela nunca envelheceu pelo pecado”.

“Existe uma única coisa que faz realmente envelhecer: não a idade, mas o pecado. O pecado torna velhos, porque atrofia o coração. Fecha-o, torna-o inerte, o faz murchar. Mas a ‘cheia de graça’ é livre de pecado”, concluiu.

Por ACI Digital

]]>
49952
A Palavra é diálogo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-palavra-e-dialogo/ Fri, 01 Sep 2017 09:25:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48227 No caminho de formação humano-cristã nosso povo vai descobrindo, cada vez mais, o lugar único que assume a Palavra de Deus. Ela está no centro dos encontros de catequese, dos momentos de formação, dos cursos, das celebrações nas comunidades e nos grupos de reflexão e, portanto, da vida cristã. A metodologia da Leitura Orante está se mostrando muito eficaz, pois aproxima Palavra e vida, aprofundamento teórico e oração, estabelecendo um verdadeiro diálogo entre Deus, a pessoa e a comunidade. Auxilia a superar uma formação unicamente doutrinal e moral, permitindo que a pessoa se reconheça inserida no diálogo amoroso entre Deus e a humanidade.

Exatamente este é o ponto mais importante: a Palavra revela Deus em diálogo, Deus que fala, que sai de si e se volta para nós, que deseja falar conosco. Esta Palavra se fez concreta, visível, palpável no seu Filho. Nele, Deus se mostrou, tem um rosto. Está aberto, para sempre o caminho para Deus. “Nos tempos antigos, muitas vezes e de muitos modos Deus falou aos antepassados por meio dos profetas. No período final em que estamos, falou a nós por meio do Filho” (Hb 1,1). Por isso, no episódio da Transfiguração, ouviu-se a voz do Pai: “Este é o meu Filho amado, que muito me agrada. Escutai-o” (Mt 17,5).

O grande segredo é saber “escutar”. Treinar a escuta todos os dias. “A cada manhã o Senhor desperta o meu ouvido para que eu o escute como um discípulo” (Is 50,4). A Palavra cotidiana é o bom dia de Deus em nossa vida. É a Palavra preparada para o “hoje” de nossa vida, como alimento que é oferecido, como “luz para meus passos” (Sl 119,105). Se nos abeirarmos dela com docilidade, ela será sempre nova e nos surpreende a cada vez, mesmo quando confirma o que já sabemos. Como seria bom se a primeira palavra do dia fosse sempre a Palavra de Deus. Do que fala esta Palavra? Fala de Deus, de seu amor em ação pela humanidade. Mas fala também de mim, de nós, do mundo. Somos lidos por ela, pois fala de nossos projetos e de tudo o que habita nosso interior, permitindo que os interpretemos e compreendamos. Assim, deve ser guardada no coração, como fez Maria (cf. Lc2,19.51). “Se conservares e guardares a Palavra, de modo que ela desça à profundeza da tua alma e se transfunda nos teus afetos e nos teus costumes […], não há dúvidas que serás conservado por ela” (São Bernardo).

Por ser diálogo, a Palavra cotidianamente escutada, acolhida, meditada, guardada, pede nossa resposta. Trata-se de fazer com que a Palavra seja critério de discernimento para a vida, para as escolhas, lugar donde amadurecem os valores e a consciência moral. Para isto é preciso apostar na Palavra, mesmo quando não se compreende tudo, como fez Pedro (Lc 5,5) e Maria: “faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,37). Esta aposta, que envolve a vida inteira, é a fé, qual livre entrega de si a Deus. Momento importante deste diálogo é a oração, quando respondemos a Deus a partir das provocações que a Palavra trouxe. “Quando lês, é Deus que te fala; quando rezas, és tu que falas a Deus” (Santo Agostinho).

Assim, mesmo com o turbilhão de atividades e preocupações que fazem parte de nossa vida, mantemo-nos sempre “em diálogo”, conectados com Deus, por meio de sua Palavra. Afinal, Deus quer dialogar conosco sempre e nós precisamos d´Ele.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta (RS)

]]>
48227
Papa: "A Bíblia como o celular, sempre conosco para lermos as mensagens" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-a-biblia-como-o-celular-sempre-conosco-para-lermos-as-mensagens/ Mon, 06 Mar 2017 08:43:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44702 “Durante os quarenta dias da Quaresma, nós cristãos somos convidados a usar a força da Palavra de Deus na batalha espiritual contra o Mal”: esta foi a recomendação feita pelo Papa aos fiéis ontem, I Domingo de Quaresma, 5 de março.

Antes de rezar a oração mariana do Angelus neste final de inverno chuvoso na Praça de São Pedro, Francisco comentou a passagem do Evangelho de Mateus que narra como Jesus venceu as tentações e artimanhas sugeridas pelo Diabo: com a Palavra de Deus.

Naquela ocasião, Jesus enfrentou o diabo ‘corpo a corpo’. Às três tentações de Satanás para tentar impedi-lo de cumprir a sua missão, Ele respondeu com a Palavra e, com a força do Espírito Santo, saiu vitorioso do deserto.

“Por isso – disse o Pontífice – é preciso conhecer bem, ler, meditar e assimilar a Bíblia, pois a Palavra de Deus é sempre ‘atual e eficaz’.

A Bíblia como o celular

“O que aconteceria se usássemos a Bíblia como usamos o nosso celular? Se a levássemos sempre conosco (ou pelo menos um Evangelho de bolso), o que aconteceria? Se voltássemos quando a esquecemos, se a abríssemos várias vezes por dia; se lêssemos as mensagens de Deus contidas na Bíblia como lemos as mensagens em nosso celular, o que aconteceria?. É uma comparação paradoxal, mas faz pensar…”

“Com efeito, concluiu, se tivéssemos a Palavra de Deus sempre no coração, nenhuma tentação poderia nos afastar de Deus e nenhum obstáculo poderia nos desviar no caminho do bem; saberíamos vencer as propostas do Mal que está dentro e fora de nós; e seríamos mais capazes de viver uma vida ressuscitada segundo o Espírito, acolhendo e amando nossos irmãos, especialmente os mais frágeis e carentes, inclusive nossos inimigos”.

Tempo de conversão

Depois de rezar o Angelus e abençoar os fiéis, o Papa lembrou que o caminho de conversão da Quaresma requer de nós muita oração, jejum e obras de caridade. E concluindo, pediu a todos que rezem por ele e seus colaboradores, que durante esta semana estarão em Ariccia, (localidade fora de Roma) fazendo exercícios espirituais.

Por Rádio Vaticano

]]>
44702