paixão de Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png paixão de Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Francisco na Via Sacra: vergonha pelo sangue inocente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-na-via-sacra-vergonha-pelo-sangue-inocente/ Sat, 15 Apr 2017 10:14:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45491 Vergonha e esperança foram as palavras usadas por Francisco ao final da Via Sacra realizada no Coliseu de Roma na Sexta-feira Santa. Após as 14 estações, que recordaram o drama das guerras, dos migrantes, das famílias dilaceradas e das crianças violadas, o Papa fez uma oração em que denunciou os motivos para sentir vergonha e anunciou os motivos para ter esperança.

Os motivos da vergonha

“Vergonha por todas as imagens de devastação, destruição e naufrágio que se tornaram ordinárias na nossa vida. Vergonha pelo sangue inocente que diariamente é derramado de mulheres, crianças e migrantes, de pessoas perseguidas pela cor de sua pele ou pertença étnica e social e por sua fé no Senhor. Vergonha pelas muitas vezes que, como Judas e Pedro, O vendemos e traímos e O deixamos só a morrer pelos nossos pecados, fugindo como covardes da nossa responsabilidade. Vergonha pelo nosso silêncio diante da injustiça, pelas mãos preguiçosas em dar e ávidas em tirar e em conquistar, pelo nossa voz forte em defender os nossos interesses e tímida em falar dos interesses dos demais. Pelos nossos pés velozes no caminho do mal e paralisados no caminho do bem. Vergonha por todas as vezes que nós bispos, sacerdotes, consagrados e consagradas escandalizamos e ferimos o Seu corpo, a Igreja, e esquecemos o nosso primeiro amor, o primeiro entusiasmo e nossa total disponibilidade, deixando enferrujar o nosso coração e a nossa consagração.”

Os motivos da esperança

“Tanta vergonha, Senhor”, prosseguiu o Papa, mas também tanta esperança, confiante de que Jesus “não nos trata pelos nossos méritos, mas unicamente segundo a abundância da Sua misericórdia”.

“A esperança de que a sua cruz transforma nossos corações endurecidos em corações de carne, capaz de sonhar, de perdoar e de amar. Transforma essa noite tenebrosa de Sua cruz em alvorecer da Sua ressurreição. A esperança de que a Sua fidelidade não se baseia na nossa. A esperança de que a fileira de homens e mulheres fieis à Sua cruz continua e continuará a viver fiel como o fermento que dá sabor e como a luz que abre novos horizontes no corpo da nossa humanidade ferida. Esperança de que sua Igreja tentará ser a voz que grita no deserto da humanidade para preparar a estrada do Seu retorno triunfal quando virá julgar os vivos e os mortos. A esperança que o bem vencerá não obstante a sua aparente derrota.”

Não se envergonhar nem instrumentalizar a cruz

“Ó Senhor Jesus, filho de Deus, diante do Seu patíbulo nos ajoelhamos envergonhados e esperançosos e pedimos que perdoe os nossos pecados e nossas culpas. Pedimos que se lembre de nossos irmãos que sucumbiram pela violência, pela indiferença e pela guerra. Pedimos que rompa as correntes que nos mantêm presos no nosso egoísmo, na nossa cegueira voluntária e na vaidade dos nossos cálculos mundanos. Ó Cristo, nós Lhe pedimos que nos ensine a jamais nos envergonhar da Sua cruz, a não instrumentalizá-la, mas honrá-la e adorá-la, porque com ela nos manifestou a monstruosidade dos nossos pecados, a grandeza do seu amor, a injustiça dos nossos juízos e a potência da sua misericórdia. Amém.”

Por Rádio Vaticano

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Papa Francisco presidiu a celebração da Paixão do Senhor no Vaticano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-presidiu-a-celebracao-da-paixao-do-senhor-no-vaticano/ Sat, 15 Apr 2017 09:04:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45489 Assim como em anos anteriores, o Papa Francisco presidiu a celebração da Paixão do Senhor na Basílica de São Pedro, no Vaticano, desprovida de todo ornamento e iluminada com uma luz tênue, em uma cerimônia caracterizada por sua sobriedade.

O pregador da Casa Pontifícia, Pe. Rainiero Cantalamessa, pronunciou, como vem sendo habitual, a homilia. Nela, explicou como a cruz constitui “a única esperança do mundo”.

O Pe. Cantalamessa, que também recordou os 38 cristãos coptos assassinados no Egito nos atentados da semana passada, explicou que a morte do Jesus na cruz “mudou o próprio sentido da morte”.

Neste sentido, assinalou que “o coração de carne, prometido por Deus nos profetas, já está presente no mundo: é o Coração de Cristo transpassado na cruz, o que veneramos como ‘o Sagrado Coração’. Ao receber a Eucaristia, acreditam firmemente que esse coração deve pulsar também dentro de nós”.

Na sexta-feira Santa, a Igreja recorda o drama da morte de Cristo na Cruz, uma cruz que, elevada sobre o mundo, oferece um sinal de salvação e esperança à humanidade. Neste dia, a liturgia contempla a Paixão de Cristo segundo o Evangelho de São João.

Neste dia não se celebra a Eucaristia. Antes do começo da cerimônia, os celebrantes se prostram no chão, perante o altar. É um símbolo de como a humanidade implora perdão por seus pecados. Assim o fez o Papa Francisco, vestido de púrpura em lembrança do sangue de Jesus derramado no Calvário, durante a celebração na Basílica de São Pedro.

O Santo Padre, prostrado no chão, orou durante uns minutos junto a todos os fiéis ajoelhados presentes na Basílica. Depois desse instante de oração silenciosa, o Pontífice, com a ajuda dos acólitos, ficou de novo em pé e houve a proclamação da Palavra.

Depois das leituras, descobriu-se a cruz adorada com a seguinte aclamação pronunciada três vezes: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde adoremos!”.

Embora não haja consagração, sim se comunga a hóstia consagrada na celebração da Quinta-feira Santa. Até o ano 1995, quando o Papa Pio XII reformou a Semana Santa, só o sacerdote comungava na sexta-feira Santa. Agora todo o povo fiel pode fazê-lo. Se expressa assim a participação de todos na morte salvadora de Cristo: a Igreja recebe assim o Corpo de Cristo entregue pela salvação da humanidade.

Por ACI Digital

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Reflexão para a Sexta-feira Santa: Paixão e Morte do Senhor https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/reflexao-para-a-sexta-feira-santa-paixao-e-morte-do-senhor/ Fri, 14 Apr 2017 13:32:33 +0000 http://teste.toqueto.com/reflexao-para-a-sexta-feira-santa-paixao-e-morte-do-senhor.html “Rezar a Paixão do Senhor é segui-lo no seu esvaziamento por amor do mundo, dos homens.

O Senhor está sozinho em sua luta pela salvação do mundo. Ele dará o sim ao Pai, um sim total e definitivo em nome de toda a Humanidade.

Após a Ceia, o Senhor se retira para rezar com seus discípulos, mas eles dormem. Jesus sente a solidão. É difícil ficar só. Ele volta três vezes ao grupo, mas eles dormem. Diante do Senhor o universo do pecado, do desconhecimento do amor divino, do menosprezo do carinho de Deus.

Jesus sente o peso dos pecados de todos os homens. Sente o peso da natureza humana em ruptura com o Pai, submetida ao “Príncipe das Trevas”.

É a hora da opção, da escolha definitiva. Ele sendo o “SIM” do Pai deve ratificar sua missão.

Até em sua carne repercute o drama de sua escolha a ponto de suar sangue. 

“Minha alma está triste até a morte”. Jesus é tentado a largar tudo, a renunciar. Ele diz: “Pai, afasta de mim este cálice”!

Contudo esse grito de dor, já é demonstração de confiança e também já é uma aceitação.

Pai, não o que eu quero, mas o que Tu queres!

E nós, como vivemos os momentos duros de paixão, de solidão? Sejamos humildes como Jesus foi humilde…

Ele, o filho de Deus pede e aceita o reconforto do Anjo… Sinal do amor do Pai.

Não nos espantemos de oscilar daqui, dali e de repetir sempre as mesmas palavras…

Jesus vai  e vem, busca apoio e a ele renuncia.

Diz sempre as mesmas palavras… O Amor sem palavras…..

Apesar de sua agonia, Jesus pensa nos outros, em seus Apóstolos: Rezai para não entrardes em tentação”.

Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para a Sexta-feira Santa, via Rádio Vaticano

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Papa Francisco: Jesus se deixou “romper pela morte” para salvar a humanidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-jesus-se-deixou-romper-pela-morte-para-salvar-a-humanidade/ Wed, 12 Apr 2017 13:26:19 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-jesus-se-deixou-romper-pela-morte-para-salvar-a-humanidade.html Para explicar o sentido da cruz, o Papa Francisco recorreu à imagem evangélica da semente que cai em terra e morre para que cresça uma planta e dê fruto: “Jesus viveu o amor até o fim, deixando-se romper pela morte como uma semente se deixa romper sob a terra”.

Durante a Audiência Geral celebrada na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Santo Padre contrapôs a esperança terrena à esperança da cruz.

Francisco recordou como Jesus entrou em Jerusalém “aclamação festiva dos discípulos e de muita gente”, e refletiu sobre os acontecimentos posteriores que levaram à Paixão do Senhor.

“Quem podia imaginar que aquele que entrou triunfante na cidade teria sido humilhado, condenado e morto na cruz?”, perguntou-se. “A esperança terrena daquele povo se desmanchou diante da cruz. A esperança terrena se quebrou, mas renasceu a esperança nova, aquela esperança que dura para sempre. Nós cremos que na própria cruz, nossa esperança renasceu. É uma esperança diferente a que nasce da cruz. É uma esperança diferente da que quebrou. De que esperança se trata?”.

Para entender em que consiste essa esperança da cruz, “pode nos ajudar aquilo que o próprio Jesus disse depois de ter entrado em Jerusalém: ‘Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto’. Podemos pensar em um grão, uma pequena semente que cai na terra. Se fica fechada em si mesma, não acontece nada. Se, pelo contrário, germina, se abre, então dá vida a uma espiga, a um broto, e logo a uma planta que dará fruto”.

“Jesus trouxe ao mundo uma esperança nova e o fez como as sementes: se fez pequeno, como um grão de trigo; deixou de lado sua glória celeste para vir entre nós: ‘caiu na terra’. Mas não era suficiente”.

O Pontífice explicou que, por esse motivo, a morte na cruz era necessária. “Justamente ali, no ponto extremo do seu abaixamento, que é também o ponto mais alto do amor, brotou a esperança. Se algum de vós me pergunta: ‘De onde nasce a esperança?’, a resposta está na cruz. Olhe a cruz, olhe Cristo crucificado, e daí te chegará a esperança que não se apaga nunca. Aquela que dura toda a vida eterna”.

“E precisamente germinou pela força do amor, porque o amor, que ‘tudo espera, tudo suporta’, o amor que é a vida de Deus, renovou tudo. Dessa maneira, na Páscoa, Jesus transformou nosso pecado em perdão, nossa morte em ressurreição, nosso medo em fé. E o fez ao carregar com tudo sobre seus ombros. Eis o porquê ali, sobre a cruz, nasceu e renasce sempre a nossa esperança”.

Além disso, o Papa também sublinhou que “quando escolhemos a esperança de Jesus, aos poucos descobrimos que o melhor modo de viver é o da semente, do amor humilde. Não há outro modo de vencer o mal e dar esperança ao mundo. Pode dizer: ‘Não, é uma lógica falida. Poderia parecer, sim, que é uma lógica falida, porque o que ama, perde poder. Pensaram nisso? O que ama, perde poder. O que dá, se despoja do que tem. E o amor é um dom”.

Por outro lado, advertiu contra a voracidade insaciável de querer cada vez mais coisas. “Consegui algo, mas logo quero algo maior, e assim sempre, e não me sinto satisfeito. Jesus diz de maneira clara: ‘Quem ama a própria vida, a perderá’. Ou seja, o que ama a si mesmo e vive por seus interesses, confia apenas em si, perde tudo, até a vida. Quem, pelo contrário, aceita, está disponível e serve, vive da maneira de Deus: então, é vitorioso, salva a si mesmo e aos demais, torna-se semente de esperança para o mundo”.

Em todo esse processo, concluiu o Papa Francisco, passar pela cruz é inevitável. “Este amor verdadeiro passar por meio da cruz, do sacrifício, de Jesus. A cruz é uma passagem obrigatória, mas não é a meta: a meta é a glória, como nos mostra a Páscoa. E nos ajuda outra imagem belíssima que Jesus deixou aos seus discípulos durante a Última Ceia. Disse: ‘Quando a mulher está para dar à luz, sofre porque veio a sua hora. Mas, depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo’”.

“Dá alegria; o amor dá à luz a vida e dá sentido à dor. O amor é o motor que move a nossa esperança”.

Por ACI Digital

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A Paixão mostra Deus presente onde menos se esperava https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-paixao-mostra-deus-presente-onde-menos-se-esperava/ Tue, 04 Apr 2017 13:24:13 +0000 http://teste.toqueto.com/a-paixao-mostra-deus-presente-onde-menos-se-esperava.html Será a primeira vez no Pontificado de Francisco que caberá a uma mulher a missão de escrever as meditações para a Via Sacra da Sexta-feira Santa, no Coliseu. Trata-se da biblista francesa, Anne-Marie Pelletier, que em 2014 foi condecorada com o Prêmio Ratzinger.

“Não será um caminho da Cruz “feminista” no sentido em que os refletores serão dirigidos somente para as mulheres, assegurou ela à Agência Adnkronos. Os protagonistas masculinos têm muito a ensinar. Devem confrontar-se juntos com suas fraquezas, a obscuridade da fé, o excesso do mal e o excesso mais radical do amor que Deus opõe à loucura e aos fracassos do homem”.

“O drama espiritual da humanidade que diz sentir aversão pela morte e ao mesmo tempo mostra-se cúmplice dela, seguindo por caminhos de pecado, do orgulho mortífero, da rejeição do outro, da agressividade, do “somente eu”, as consequências da busca do sucesso a qualquer preço, a coragem e a resistência das tantas mulheres vítimas da violência e da dor. Estas são algumas das questões espinhosas para a humanidade atual e que estarão presentes nas  XIV Estações da Via Sacra.

Ela é a primeira mulher leiga, escolhida por Francisco, para escrever as meditações da Via Sacra. “Naturalmente – confessou Anne-Marie – sou sensível ao caráter inédito desta participação”. E nas meditações, “quis honrar a coragem e a resistência das mulheres na dor – explicou – os gestos de solicitude e compaixão quando ficam aos pés da Cruz e após a morte de Jesus. São os mesmos gestos que continuam a ter tantas mulheres anônimas no mundo. Crentes ou não, preocupadas pela carne do outro em dificuldade”.

A este propósito, a biblista focou a atenção em “evidências muito esquecidas: aos pés da cruz, quando Jesus expira, estão presentes somente mulheres, enquanto quase todos os homens desapareceram. Da mesma forma na manhã da Páscoa, são sempre as mulheres que se apressam para chegar ao túmulo e receber o anúncio da Ressurreição. O mistério pascal convoca as mulheres de maneira especial. Depois do primeiro estupor, pensei que esta era uma ótima maneira para exercer o sacerdócio batismal, que ocupa um lugar importante no modo em como conheço a Igreja e ensino”.

Ao falar dos temas tratados nas meditações, Pelletier explicou que “colocar os próprios passos naqueles da Via Sacra até o Gólgota onde Jesus expira, significa encontrar-se no coração ardente da profissão da fé cristã. Significa experimentar a força de um paradoxo absoluto que não é outra coisa que aquilo que professa a fé. O paradoxo pelo qual, enquanto parecem triunfar definitivamente injustiça e violência, são o  amor e a vida que vencem o pecado e a morte”.

“Aos meus olhos – explica ela – entrar no caminho da Cruz significa entrar na resistência de esperança, esta esperança da qual as nossas sociedades perderam o sentido e o gosto”. “Diante do inocente absoluto que é Cristo – reitera –  a história da Paixão revela a cumplicidade de todos”.

A hora da Paixão é outro momento que ganha relevo nas meditações, como “o momento decisivo que destrói todas as imagens idólatras de Deus que a humanidade constrói para si. Incluída a humanidade religiosa! A Paixão mostra Deus presente onde menos se esperava. O mostra onde não deveria estar, em meio aos pecadores e em um local de morte! Revela assim que o Altíssimo é idêntico ao muito baixo. Grande inversão de todas as imagens da glória e do poder. Subversão das hierarquias habituais. De novo – sublinhou a autora das meditações – muitas as consequências pelo apreço daquilo que humanamente chamamos sucesso. De fato, o Papa Francisco não deixa de nos recordar estas verdades”.

Por Rádio Vaticano

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Na Quaresma, ler a narração da paixão de Cristo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-quaresma-ler-a-narracao-da-paixao-de-cristo/ Fri, 24 Mar 2017 13:42:40 +0000 http://teste.toqueto.com/na-quaresma-ler-a-narracao-da-paixao-de-cristo.html O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana participaram na manhã desta sexta-feira (24/03), na capela Redemptoris Mater, no Vaticano, da III pregação de Quaresma. O pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, desenvolveu o tema “O Espírito Santo no mistério pascal de Cristo”.

Nas duas meditações anteriores, o Fr. Cantalamessa discorreu sobre como o Espírito Santo nos introduz na “plena verdade” sobre a pessoa de Cristo, fazendo-nos conhecê-lo como “Senhor” e como “Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”. Nas restantes meditações, a atenção passa da pessoa para o obrar de Cristo, do ser para o agir.

A relação entre o Espírito Santo e a morte de Jesus é enfatizada, especialmente, no Evangelho de João. O Espírito Santo leva Jesus à cruz e da cruz Jesus dá o Espírito Santo. No momento do nascimento e, depois, publicamente, em seu batismo, o Espírito Santo é dado a Jesus; no momento da morte, Jesus dá o Espírito Santo.

A morte não é para o fiel o fim da vida, mas o início da verdadeira vida; não é um salto no vazio, mas um salto na eternidade. Ela é um nascimento e um batismo.

O cristianismo não é feito para aumentar o medo da morte, mas para removê-lo; Cristo, diz a Carta aos Hebreus, veio “para libertar aqueles que, com medo da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb 2,15). “O cristianismo não cresce com o pensamento de nossa própria morte, mas com o pensamento da morte de Cristo!”, ressaltou Fr. Cantalamessa.

Por isso, afirma ainda o frade franciscano, mais eficaz que meditar sobre a nossa morte, é meditar sobre a paixão e morte de Jesus. Essa é uma meditação que suscita comoção e gratidão, não angústia; nos faz exclamar, como o apóstolo Paulo: “Me amou e se entregou por mim” (Gl 2, 20).

O Fr. Cantalamessa conclui propondo um “exercício piedoso” durante a Quaresma, isto é, o de tomar em mãos um Evangelho e ler por conta própria, com calma e na íntegra, a narração da paixão de Cristo.

Por Rádio Vaticano

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