pais - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png pais - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Quais os limites do afeto para os filhos? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/quais-os-limites-do-afeto-para-os-filhos/ Thu, 22 Feb 2018 09:18:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50925 Preparamos uma reportagem pra ouvir a opinião dos pais sobre os limites do afeto com os filhos. Para eles uma relação saudável começa por esse equilíbrio.

Assista à matéria completa aqui.

Por Canção Nova

]]>
50925
Pediatras orientam creches e escolas sobre uso de medicamentos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pediatras-orientam-creches-e-escolas-sobre-uso-de-medicamentos/ Mon, 11 Sep 2017 14:13:36 +0000 http://teste.toqueto.com/pediatras-orientam-creches-e-escolas-sobre-uso-de-medicamentos.html A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulga nesta segunda-feira, 11, um documento com orientações para o uso de remédios em creches e escolas. Segundo os pediatras, a administração de medicamentos por educadores nas instituições de Educação Infantil deve seguir critérios de segurança para evitar prejuízos na saúde e nas atividades pedagógicas das crianças.

O objetivo é evitar o uso inadequado ou a automedicação e promover educação em saúde no ambiente escolar. Se o estado de saúde da criança for bom, de uma maneira geral, ela pode receber a medicação na própria escola, com alguns cuidados, para evitar que sua frequência às aulas fique prejudicada, se assim a instituição permitir.

Os médicos recomendam aos pais que encaminhem sempre à escola ou creche a receita médica e os remédios em suas embalagens originais, identificados com o nome das crianças para evitar enganos. Caso os pais não tenham a receita em mãos, ela poderá ser enviada diretamente pelo médico da criança à escola por fax ou outro meio de comunicação.

Os pediatras recomendam ainda que na escola seja dado o menor número possível de doses, uma vez que a instituição pode atrasar ou esquecer o horário de aplicação do medicamento. A SPB alerta que os pais devem aceitar que muitas escolas podem considerar inviável interromper a rotina de atividades para a administração de remédios com intervalo curto de tempo ou que demandem certa complexidade, como nebulizações, por exemplo.

Outra orientação é para que os pais mantenham contato permanente com a equipe escolar, principalmente se o medicamento for de uso contínuo ou em outras situações especiais. No caso dos adolescentes, eles podem se responsabilizar por sua medicação.

O guia será encaminhado aos pediatras e também pode ser acessado no portal da SBP.

Por Agência Brasil

]]>
48364
Pais devem acompanhar o acesso de crianças à internet, alertam especialistas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pais-devem-acompanhar-o-acesso-de-criancas-a-internet-alertam-especialistas/ Tue, 18 Jul 2017 10:41:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47467 Julho é o mês das férias escolares e, com elas, vêm a preocupação de muitos pais sobre como os filhos aproveitam o tempo livre. O acesso à internet e às redes sociais é uma das formas de passar o tempo, mas deve ser feito com cuidado para não prejudicar as crianças e adolescentes.

Especialistas concordam que o acesso à rede mundial é um caminho sem volta, e a proibição do uso não é a melhor opção para os pais. O presidente da organização não governamental Safernet, Thiago Tavares, diz que a melhor estratégia continua sendo o diálogo, a conversa franca e a relação de confiança que deve existir entre pais e filhos.

“Da mesma forma que você conversa com seus filhos sobre os riscos que existem ao sair na rua, na escola, no cinema, você diz para ele não aceitar bala de estranhos, você também deve orientá-lo em relação ao uso seguro da internet”, diz. Ele recomenda também o uso de versões customizadas de sites e aplicativos, que selecionam o conteúdo apropriado para crianças.

O especialista não recomenda o monitoramento dos filhos com o uso de softwares espiões. Segundo ele, esses programas passam uma falsa sensação de segurança e podem comprometer a relação de confiança entre pais e filhos. “Proibir o uso da internet não adianta. E monitorar o que seu filho faz por meio de softwares espiões também não ajuda, porque quebra uma relação de confiança e é ineficiente, porque as crianças não acessam a internet de um único dispositivo”, justifica.

Espaço público

A mestre em psicologia clínica Laís Fontenelle orienta aos pais acompanhar os acessos virtuais dos filhos da mesma forma como é feito no mundo real. “O mesmo cuidado que tem de ter na internet é o cuidado que tem de ter em um espaço público. Os pais têm de monitorar da mesma forma que monitora a casa do amigo que o filho vai, a praça que vai frequentar, a festa, porque é como se fosse um espaço público, só que virtual”, explica.

No caso de crianças não alfabetizadas, o acesso à internet precisa sempre ser feito com a supervisão de um adulto, diz a psicóloga. “A mediação é imprescindível principalmente para crianças que não estão alfabetizadas. Elas vão com o dedinho no touchscreen [tela do celular ou tablet] e podem cair em um conteúdo que não é adequado para elas, e não têm a maturidade para lidar com o conteúdo que está ali”, adverte.

A psicóloga também “puxa a orelha” dos pais, alertando para a responsabilidade do exemplo dado às crianças. “Não adianta a gente fazer um overposting dos nossos filhos nas redes sociais, expondo tudo que acontece na vida deles: ‘ganhou um peniquinho, comeu a primeira papinha’ e dizer para eles não fazerem isso. Se a gente não sabe lidar com esses limites claros sobre o que pode ser publicizado sobre a intimidade das nossas vidas, eles nunca vão saber”, diz Laís.

Os principais riscos do uso da internet por crianças e adolescentes são os acessos a conteúdos inapropriados para a idade, como pornografia, a exposição da privacidade em redes sociais, o cyberbulling e a exposição da intimidade, principalmente na adolescência. “Os casos de vazamento de nudes [fotos de nudez] não param de crescer ano a ano”, diz o presidente da Safernet. Além disso, há o perigo do contato com estranhos, que pode resultar em tentativas de assédio, aliciamentos ou golpes.

Uma pesquisa divulgada no ano passado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostrou que 87% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos têm perfil em redes sociais, e 68% acessam a internet mais de uma vez por dia. Segundo o estudo TIC Kids Online Brasil, 11% dos entrevistados  entre 9 e 17 anos de idades acessaram a internet pela primeira vez antes dos 6 anos de idade.

Trem-bala

A jornalista Melissa Gass levou um susto quando viu que o canal no Youtube da filha Lívia, de 7 anos, tinha mais de 15 mil visualizações. O sucesso veio quando a menina postou um vídeo dançando o hit Trem-Bala, da cantora Ana Vilela. “Como ela não posta muita coisa, eu não esperava, mas por causa desse vídeo acabou tendo uma repercussão maior. É muita exposição, a gente fica meio preocupado”, conta a mãe.

Em seu canal, Lívia mostra brincadeiras, músicas, livros e até receitas culinárias. “Eu gosto de ser famosa”, diz a menina, que também participa de aulas de canto, dança e vai começar a fazer teatro.

Para Melissa, não tem como proibir o acesso das crianças à internet, mas é preciso monitorar as atividades dos pequenos na rede. “A tecnologia é uma realidade. Com um ano de idade, ela mexia no celular, então não tem como fugir. Quando a gente proíbe, é pior, porque vai fazer escondido. Então a gente monitora, acompanha, incentiva o que pode incentivar”, explica.

Entre as orientações que os pais dão para Lívia, estão não seguir canais de adultos e não comentar nem trocar mensagem privada com desconhecidos. “A gente fala que têm adultos que querem fazer maldades para as crianças, então que ela tem de tomar cuidado, a gente dá essa orientação”, diz Melissa. A mãe também monitora as redes sociais da filha e, quando vê algo suspeito, desabilita o contato.

Por Agência Brasil

]]>
47467
Veja dicas para movimentar as férias da criançada com pouco dinheiro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/veja-dicas-para-movimentar-as-ferias-da-criancada-com-pouco-dinheiro/ Fri, 07 Jul 2017 10:17:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47285 As férias tão esperadas e merecidas chegaram pra muitos brasileiros neste mês de julho. O período, principalmente para os estudantes, é um alívio, depois de meses encarando os livros e as salas de aula. Para as crianças, a festa também é grande já que chegou a hora de dormir até tarde, brincar com os amigos e curtir a família sem a “preocupação” das aulas.

A pedagoga Juciele Siqueira afirma que as férias são essenciais para o desenvolvimento pessoal da criança, já que neste período elas podem realizar atividades físicas e criativas com a aproximação entre pais e filhos. Também é importante para o crescimento cultural, no caso de crianças que viajarão e conhecerão outros lugares.

O problema é que o período acompanhado de crise econômica não combina. A ideia de férias vem carregada de planos de viagens, dos projetos de conhecer novos lugares, de se divertir até cansar e etc. Todavia, se a verba é curta, o jeito é usar a criatividade.

Em se tratando das crianças, Juciele Siqueira sugere que os momentos com a família podem ser uma boa saída para aproveitar as férias e se divertir gastando pouco. “O momento ‘pais e filhos’ é de grande importância; por causa da correria do dia a dia, trabalho e compromisso, as crianças sentem falta dessa presença”, diz a especialista.

Ela pontuou algumas dicas práticas direcionadas aos pais e/ou responsáveis para entreter a criançada:

“Para começar, algo bem prazeroso seria um piquenique com direito a toalha na grama, estreitando assim o momento de partilha e comunicação, com brincadeiras de roda e cantigas também. As crianças aprendem muitas cantigas na escola, peça para que lhe ensine. Seu filho sentirá a valorização do que aprende na escola e se sentirá importante para você”, observa.

“Confeccionar petecas, brinquedos com papelão (veja receitas no YouTube) e depois brincar com esses brinquedos será bem divertido, pois quando a criança produz o próprio brinquedo coloca nele sua identidade e sua criatividade. Ou até mesmo, sentar juntos para fazer e colorir um desenho. Tenho lembranças de momentos assim com meus pais, pois é de carinho e atenção que as crianças necessitam. São momentos simples, mas que ficarão com carinho na memória e no coração das crianças”, afirma.

Resgate o sonho e planeje-se

Contudo, não custa pensar que no ano que vem será melhor e que a crise pode, até lá, ter passado e, assim, o plano da tão sonhada viagem de férias possa retornar. Para isso, o planejamento deve ser o ponto de partida. Para o administrador Rodolfo Rosa, a falta de dinheiro não pode ser a desculpa para não curtir as férias. Para quem sonha em viajar, o segredo é se preparar com antecedência, mesmo que seja pensando nas férias do próximo ano.

“Você não precisa ser rico para viajar, mas o planejamento pode proporcionar um passeio bem mais completo com um orçamento bem menor e principalmente evitar endividamento”, disse.

Segundo ele, a pesquisa prévia ajuda a conseguir melhores oportunidades. Confira algumas dicas importantes para negociar bons descontos:

“Compre a passagem com antecedência; pesquise diferentes destinos e evite alta temporada – quando pensarmos em viajar, observar várias opções pode ser importante; utilize o poder de pagar à vista – lojistas pagam taxas de 4% a 10% para a utilização de cartões de débito ou crédito e isso pode ser revertido em um bom desconto; viaje em grupo sempre que possível – pode ser mais barato além de poder dividir um número grande de despesas; estabeleça um valor de gasto diário – através deste podemos controlar melhor os gastos extras; peça desconto – pedir desconto não é pecado, além de muitos lojistas já estarem preparados para isso”, pontuou o especialista.

“O planejamento é peça chave para um bom programa de férias, guardar dinheiro para esse fim evita endividamento desnecessário e pagamento de juros altos. Sendo que quanto maior o tempo de antecedência, melhores descontos e ofertas podemos aproveitar”, acrescentou.

Custo mínimo

Para as crianças, qualquer passeio é válido, diz Rodolfo, e aproveitar em família é o importante. Veja o que ele sugere para curtir as férias a um custo mínimo:

– Brincadeira da Tarde: junte as crianças e seus amiguinhos para uma tarde de brincadeiras;

– Piquenique: uma manhã ou uma tarde embaixo de uma árvore ou em um parque municipal, com bons quitutes podem render boas conversas e risadas;

– Festa do Pijama: junte os amigos e faça uma festa antes de dormir;

– Festas Culturais Gratuitas: muitas cidades oferecem atividades gratuitas, tanto para crianças como para adultos, em locais bem diversificados.

“Criatividade, paciência e proatividade fazem com que as férias sejam bem melhores sempre”, conclui Rodolfo.

Por Canção Nova

]]>
47285
Saiba como ensinar o seu filho a enfrentar o bullying https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/saiba-como-ensinar-o-seu-filho-a-enfrentar-o-bullying/ Wed, 31 May 2017 11:25:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46525 As crianças podem ser muito cruéis, especialmente quando provocam outras da mesma idade. Muitas se comportam dessa maneira porque não desenvolveram totalmente a capacidade de sentir empatia, de se colocar na pele da outra. Na verdade, as crianças nascem necessitando de cuidados, só mais tarde desenvolvem o que é conhecido como a “Teoria da Mente”, sendo então capazes de desenvolver empatia. Claro que também depende da educação que receberam.

Em todo caso, é sempre aconselhável preparar seu filho para enfrentar as provocações sem recorrer à violência. Desta forma, você vai ajudar a criar uma espécie de armadura emocional para proteger a autoestima dele. E é um presente de valor inestimável para a vida.

A humilhação dói, e muito

Um estudo recente realizado por pesquisadores da Universidade de Amsterdã revelou que as feridas provenientes da humilhação são muito mais profundas do que pensávamos. Nesta pesquisa, publicada na revista “Neuroscience Social”, os cientistas estudaram o cérebro de pessoas enquanto experimentavam diferentes emoções.

Para gerar esses estados emocionais eles liam histórias diferentes e pediam que tentassem assumir o lugar do protagonista. Assim, constataram que a humilhação provocava uma reação muito mais intensa, em nível cerebral, do que a alegria e até mesmo a raiva.

O estudo também descobriu que a humilhação desperta áreas cerebrais relacionadas à dor. Portanto, esses pesquisadores alertam que a humilhação não é apenas um sentimento muito negativo, mas que também é codificada no cérebro como dor. Exatamente por isso, as consequências podem se manter evidentes durante a fase adulta, fazendo com que o indivíduo se torne inseguro ou, o extremo oposto, alguém cujo impulso inicial seja sempre a agressividade.

Como os pais podem ajudar o filho?

– Investigue o que está acontecendo.
Para ajudar o seu filho, você deve primeiro entender o que está acontecendo. Qual a razão do bullying? Em quais locais ele ocorre? Como o filho reagiu? É importante verificar se o filho está provocando essa situação, ou se ocorrem de forma regular, o que pode ser enquadrado como assédio.

Ignorar o bullying pode fazer com que o problema acabe.
Explique a seu filho que quando as crianças percebem que suas piadas são eficazes, causam raiva ou vergonha, elas ficam mais encorajadas. Portanto, a melhor estratégia é, na maior parte das vezes, ignorar as piadas. Os provocadores querem se divertir (o sadismo de se divertir com a desgraça alheia), quando não conseguem, eles desistem, ou procuram outro alvo. Lembre seu filho que tolices devem ser ignoradas.

– Ensine-o a responder com rapidez.
Em alguns casos, uma resposta rápida e espirituosa, desarma o provocador. No entanto, você deve deixar claro para seu filho que ele não está respondendo com outra piada, ou com violência, mas, sim, com inteligência, para confundir o outro e fazê-lo ver que sua piada não surtiu efeito algum. Por exemplo, se alguém ri do tamanho de suas orelhas, você pode dizer algo como “bem, desse jeito posso te escutar melhor.” Desta forma, a outra criança entende que a vítima não vai seguir o exemplo, não vai entrar em seu jogo baixo.

– Mostre o seu lado mais compreensivo.
Às vezes os pais não reagem bem quando o filho diz que alguém está rindo dele na escola. Alguns, em vez de apoiar a criança e mostrar empatia, dizem que são “covardes” e “chorões”. No entanto, a melhor estratégia é a de transmitir amor e ser compreensivo. Por exemplo, você pode dizer que já passou pela mesma situação na infância, expor como se sentiu na época.

– Alimente as amizades positivas.
Para evitar abalar os alicerces da autoestima do filho, estimule amizades positivas. Deixe-o passar tempo com os amigos verdadeiros e se divertir. Quando as crianças têm um círculo de amigos, muitas vezes se sentem mais seguras, e essa aura de proteção vai fazer com que as crianças maldosas pensem duas vezes antes de mexer com ele.

Por Revista Pazes, via Aleteia

]]>
46525
Órfãos digitais, o novo desafio das mães e pais atualmente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/orfaos-digitais-o-novo-desafio-das-maes-e-pais-atualmente/ Tue, 16 May 2017 11:07:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46278 Psicóloga mexicana alertou mães e pais de família sobre um desafio apresentado pelas novas tecnologias, que apresenta o risco de que os seus filhos se convertam em “órfãos digitais”, uma realidade ante a qual propõe algumas orientações.

Os “órfãos digitais” ou “órfãos cibernéticos” são aquelas crianças cujos pais lhes permitem submergir na tecnologia sem nenhuma restrição, algo que coloca em perigo a vida familiar.

Em diálogo com o semanário da Arquidiocese do México, Desde la Fe, a psicóloga Tania Castro do Centro Cenyeliztli A. C., comentou que esta realidade é cada vez mais comum. As crianças recebem celulares, tablets, videogames, enquanto seus pais comem ou realizam outras atividades: o objetivo é mantê-los “tranquilos” e sem incomodá-los.

O uso excessivo dessas tecnologias provoca a perda do vinculo comunicativo entre pais e filhos: “Quando os pais lhes dão um celular, esquecem completamente dos seus filhos, perdem o vínculo social junto com o lado afetivo; por isso vemos nas escolas muitas crianças com problemas de agressão”.

Isto, alerta Castro, “é provocado pela falta de atenção dos pais; é um problema que está crescendo, com uma grande percentagem do número de terapias nos centros de atenção às famílias”.

Para a psicóloga, esta situação é “extremamente arriscada porque acaba com a criatividade inata dos menores; gera crianças sem um desenvolvimento físico, saudável e adequado; e pela faixa etária, os transforma em receptores passivos do conteúdo desses dispositivos”.

Além disso, Castro disse que “não podemos nos tornar robôs ou máquinas, nem podemos perder a comunicação verbal porque a língua nos humaniza; os mal-entendidos ocorrem por uma falta de expressão verdadeira que só pode acontecer quando estamos um frente ao outro”.

Tania Castro advertiu que “em locais públicos é muito comum ver os pais concentrados em seus dispositivos sem cuidar da segurança dos seus filhos. Respostas como ‘espera um momentinho, apenas estou respondendo esta mensagem’, se repetem em qualquer casa, independentemente do nível de escolaridade ou classe social”, lamentou a psicóloga.

No mundo de hoje, advertiu, a nova “babá” é “o celular ou o tablet, mas com outro elemento: o envolvimento dos pais no jogo cibernético”.

Os especialistas, indica a publicação católica mexicana, alertam que os órfãos digitais serão jovens ou adultos com problemas de insegurança, baixa autoestima e comportamentos antissociais que não lhes permitiram se relacionar ou permanecer em um trabalho por muito tempo.

Para enfrentar esta situação, Castro sugere melhorar o relacionamento entre pais e filhos estimulando a partilha juntos, participar todos juntos da Missa, rezar em casa, assistir filmes, praticar esportes ou outras atividades que envolvam a família

“Não há nada de errado em jogar de vez em quando com o celular ou com o tablet, se estes são usados com responsabilidade e apenas nos momentos de lazer. É necessário assinalar que o ‘lazer’ é uma categoria sociológica que determina um tempo livre que não é usado para o trabalho, para o descanso, para a alimentação e outras atividades vitais, reduzido a um período de aproximadamente no máximo duas horas por dia”.

O problema, sublinhou a especialista, “é que realizar atividades como responder mensagens, bate-papos, assistir vídeos e entrar nas redes sociais, se tornaram um hábito que diminui a possibilidade do ser humano de realizar as atividades diárias normalmente”.

“É necessário fazer uma boa seleção de informações que você quer acessar, e limitar o tempo de lazer para investir em atividades produtivas”, destacou Castro.

Por ACI Digital

]]>
46278
Jovens e transmissão da fé https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/jovens-e-transmissao-da-fe/ Wed, 15 Mar 2017 08:09:22 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44887 Catequese quaresmal – 1

Iniciamos na Quarta-feira de Cinzas o Tempo Quaresmal de 2017. Estamos a caminho da Páscoa, refazendo a trajetória do Êxodo. Este é o tempo da conversão e da grande reflexão para melhor colocar o nosso coração e as nossas intenções em Deus. Ao longo deste período, como fizemos no ano passado, dedico as catequeses quaresmais aos jovens, dentro do contexto do tema proposto pelo Papa Francisco para o próximo Sínodo, que vai tratar da nossa amada juventude. 

Nesta primeira catequese, fazendo a memória de nossos pais e avós, tão lembrados pelo Papa Francisco, quero falar da importância do papel dos pais e dos avós na transmissão da fé a seus filhos e netos. Essa transmissão da fé podemos caracterizar como missão.

A missão é parte constitutiva da identidade da Igreja, chamada pelo Senhor a evangelizar todos os povos. Sua razão de ser e agir como fermento e como alma da sociedade, que deve renovar-se em Cristo e transformar-se em família de Deus. Por isso, a missão deve, antes de tudo, animar a vocação missionária dos cristãos, fortalecer as raízes de sua fé e despertar sua responsabilidade para que todas as comunidades cristãs ponham-se em estado de missão permanente. Trata-se de despertar, nos cristãos, a alegria e a fecundidade de serem discípulos de Jesus Cristo, celebrando com verdadeiro gozo o “estar-com-Ele” e o “amar-com-Ele”, para serem enviados para a missão. É a vida do discípulo missionário, que nos orientou o documento de Aparecida da V Conferência.

A missão nos leva a viver o encontro com Jesus num dinamismo de conversão pessoal, pastoral e eclesial, capaz de impulsionar à santidade e ao apostolado os batizados e de atrair os que abandonaram a Igreja, os que estão distantes do influxo do Evangelho e os que ainda não experimentaram o dom da fé. 

A juventude tem sido caracterizada por diferentes visões. Para muitos estudiosos da sociologia, da psicologia e da antropologia, esse é o momento primordial para as relações da vida em grupo, para a relação entre os grupos de iguais e para as profundas buscas e experiências que interferem nos resultados de encontros, desencontros, inseguranças, curiosidades, medos, confusões, indefinições, mudanças, crises e crescimentos. Devemos olhar para a juventude como um momento da vida em que se intensificam os questionamentos, discernimentos, entendimentos, sonhos. Tomemos cuidado para não cobrar da juventude algo que ainda não é possível de ser oferecido, bem como desacreditar em suas potencialidades.

A realidade nos mostra que um grande número de jovens é interessado pela comunidade cristã e se prepara com esmero para os sacramentos, em especial para o Sacramento da Crisma, mas nem todos perseveram. É urgente pensarmos em algo que seja mais contínuo para a participação dos jovens na vida eclesial e, nesse sentido, o grande trabalho da “iniciação cristã” se insere de modo claro e necessário. Nas realidades a que temos assistido, nas comunidades por onde temos passado em missão, seja para cursos, seja para uma animação da pastoral Bíblico-Catequética, vemos a preocupação dos catequistas com muitos jovens que não estão iniciados à vida cristã. Alguns, quando procuram, não encontram respaldo, não se tem o que oferecer a eles, e há centenas de jovens que nem atentos para isso estão. Temos muitas ovelhas que não estão no aprisco e que é necessário atingir.

A evangelização com jovens deve ser feita de momentos de interação que possibilitem o encontro com os outros, a partir da vivência da fé na vida em comunidade, e que os ajudem a fazer a experiência do Deus de Jesus Cristo. Não passar por cima das questões relativas à sexualidade, mas abordar com aquilo que a fé cristã pode oferecer para ajudar os jovens a aprimorarem e a amadurecerem sua sexualidade; não simplesmente com moralismos e interditos, mas como um caminho para a maior felicidade, ao esclarecer o uso mercadológico que é feito da exacerbação do sexo e as consequências disso na vida.

Os jovens de hoje vivem com urgência a busca de sentido que dê respostas às questões fundamentais do ser humano. Essa busca, e sua abertura experiencial ao religioso, são duas perspectivas que deverão ser tidas em conta na catequese, já que potenciam o caráter pessoal e personalizador que deve ter o ato de fé, sem menosprezo dos componentes racionais e institucionais da mesma fé. 

Os jovens são de suma importância para Igreja, pois a Igreja busca a cada dia evangelizá-los com muito amor e carinho. Quantos jovens em nossas paróquias assumem lideranças, quantos jovens estão à frente dos ministérios de música, ou ainda quantos jovens estão empenhados no setor da juventude! São vários jovens, e a eles damos graças por estarem na caminhada, e que estes busquem se espelhar em Cristo Jesus. Assim, como Cristo foi fiel ao Pai, que também vocês possam fazer o mesmo. 

Portanto, a catequese bem feita ajuda os jovens a sentirem-se incomodados, inquietos com a realidade social que os cerca, cheia de injustiças, discriminações e atentados à vida, e, a partir disso, leva-os a uma atitude de solidariedade, de compaixão ativa e de compromisso com o bem, com a verdade, a justiça e a vida, como fez Jesus. A educação da fé que aponta para o compromisso com a transformação da sociedade conduzirá o jovem para a realização do seu “ser jovem”, como agente transformador e protagonista dentro de uma sociedade que nem sempre o acolhe. Com isso, a catequese tem este papel de unir fé e vida, formando cidadãos do Reino, discípulos jovens que sejam apaixonados e seguidores de Jesus. É claro que terminado o período catequético dos jovens, cada paróquia deve oferecer momentos de oração, retiros, encontros e louvores para estes. Podemos citar como o grande exemplo desta expressão jovem na e da Igreja a Jornada Mundial da Juventude. Aqui no Rio de Janeiro, na JMJ 2013, foi marcante a presença e a Evangelização dos Jovens. Eles deram vivo testemunho da fé católica e demonstraram como é possível viver publicamente o que o Evangelho pede, sem renunciar ao que proclama a Mãe Igreja. 

Esta é a grande missão dos pais e avós: transmitirem a fé que receberam de seus antepassados na integralidade proclamada pela Igreja. Assim cremos e assim deveremos testemunhar o seguimento cristão!

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo do Rio de Janeiro

]]>
44887
Especialista dá dicas para ajudar pais e filhos na volta às aulas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/especialista-da-dicas-para-ajudar-pais-e-filhos-na-volta-as-aulas/ Fri, 27 Jan 2017 08:01:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44140 Milhares de crianças já retornaram às escolas para iniciar o processo letivo de 2017, outras vão retornar nos próximos dias. Para ajudar os pais e filhos nessa nova etapa, o notícias.cancaonova.com conversou com a psicopedagoga do Instituto Canção Nova, Marina Nunes.

Na entrevista, a especialista explica como o retorno às aulas pode ser mais tranquilo, tanto para pais como para os filhos, quando ele acontece com segurança e diálogo.

Confira:

Como fazer a readaptação da criança ao ritmo de escola após às férias?

No período das férias, no início, é muito importante aproveitar o momento com passeios, diversões e descanso, mas uns 15 dias antes de começar o ano letivo, é de extrema importância já ir inserindo na vida da criança o anseio para retornar à escola, como comprando os materiais escolares, se for possível, levar a criança para conhecer o espaço, incentivando, de forma tranquila, que ela vai encontrar com outras crianças, professoras, que aprenderá novas coisas. Quando for se aproximando a data do retorno, uns dias antes, estabelecer a rotina habitual da criança, horário de dormir e das refeições para que ela não sinta tanto a rotina escolar.

Como instruir o filho para o primeiro dia de aula?

A segurança dos pais é o principal. Passar essa segurança para o filho, dizendo que a família confia no espaço escolar que está deixando seu filho, que ali é um espaço que ele vai aprender muitas coisas. Se o choro acontecer, o ideal é sempre confortá-lo e ir conversando, acalmando e ajudando-o a criar um vínculo com o professor(a).

Como lidar com a criança que não quer ir para a escola?

O novo sempre traz consigo a insegurança, pois não conhecemos o espaço, as pessoas ou até mesmo o que vai acontecer neste local. Por isso, é importante identificar o que está causando essa resistência no âmbito escolar.

A experiência de ir à escola precisa ser de forma confortável, por isso, o ideal é fazer uma preparação antes, conhecer a escola, se possível, os professores, criar laços com colegas da turma, conscientizá-lo da importância de se aprender coisas novas.

E quando há a necessidade da criança mudar de escola, exige algum cuidado especial? Como fazer essa transição de forma tranquila?

Sim. Estar em um lugar que nunca estava antes é novo para qualquer pessoa. Por isso fazer uma preparação antecipada, de forma tranquila, explicando para a criança o motivo da mudança, passando para ela mais segurança, dizendo que para os pais isso também é novo. Neste momento, o diálogo de pais e filhos é muito importante.

Qual deve ser a postura dos pais para passar segurança aos filhos nesta readaptação?

No início do ano letivo, a insegurança dos pais vem acompanhada da ansiedade, pois é um período de muitas novidades para a família também, por isso os pais, criando um vínculo com o ambiente escolar do seu filho antes de iniciar as aulas, vai-lhe proporcionar mais segurança e, assim, ajudar o seu filho na adaptação escolar.

Por Canção Nova

]]>
44140
6 erros modernos dos pais de família https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/6-erros-modernos-dos-pais-de-familia/ Fri, 13 Jan 2017 12:04:18 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=43903 É compreensível que os pais de família de nosso tempo cometam erros. Isso se deve à complexidade dos tempos modernos, que pegou muitos pais de surpresa. Deve-se também, em boa medida, à crise intergeracional que afasta os pais dos filhos.
Deve-se atribuir, igualmente, esses erros modernos dos pais à permissividade deles em relação ao filhos. Prova disso é que os pais dão tudo a troco de nada, ou seja, aceitam fazer enormes sacrifícios sem exigir dos filhos uma justa equivalência.
O primeiro desses erros modernos consiste em dar aos filhos o celular que eles exigem, da marca e do modelo que eles querem. Alguns pais costumam dizer que dão o que os pequenos pedem porque, ao contrário, eles se tornariam “valentões”. De qualquer forma, comprar um smartphone para uma criança é um exagero; ela pode ser roubada ou morta por causa do celular, ou jogar o telefone na lata de lixo por descuido ou acidente, perdendo, assim, uma boa quantidade de dólares. Os pais de família deverão distinguir as diferentes etapas do desenvolvimento de uma criança; não podem considerar da mesma forma o menino de 5 ou 6 anos e o adolescente de 12 ou o jovem de 18. O princípio da “gradualidade” tem muita importância na pedagogia familiar.
O segundo erro consiste na “solidão móvel”. Os pais de família, não contentes em ceder às exigências dos filhos, não se preocupam em saber o que fazem eles com o celular. Foi estabelecido um horário para o uso? Instalaram algum programa de monitoramento das atividades? Estão informados sobre o que os filhos procuram na internet? Quais os aplicativos que eles baixam? Intimidação, assédio e abuso sexual são alguns dos riscos da internet.
O terceiro erro está nos conteúdos dos programas que eles escolhem. Muitos pais não sabem quais séries seus filhos veem na televisão ou na internet. Também não sabem o que estão ouvindo no rádio. Não podem imaginar o megalixo que pulula em certas emissoras jovens. Há pais de família que são muito ingênuos e crédulos. Hoje, é frequente a literatura sobre o “cybersex”. Inclusive, já há alguns pais lamentando por terem filhos viciados nisso.
O quarto erro é a “internet a sós”. Uma criança sem companhia na internet é como se ela estivesse parada em pleno centro de uma cidade grande. Que critério de seleção de programa tem um garoto antes dos 10 anos? Inclusive, entre os jovens e adultos hoje é frequente a pornografia pela internet. Há jovens que contam que esperam seus pais dormirem para eles se levantarem e verem programas pornográficos.
O quinto erro está nos videogames. Os videogames são classificados como os filmes, pela idade, e muitos pais não sabem e compram o jogo que o filho pede, cheio de violência, sexo e grosserias. Os “controles dos pais” são uma ferramenta de supervisão de seus filhos no cyberespaço. Os pais são os principais responsáveis pela segurança dos filhos na internet.
O sexto erro: as redes sociais. Os pais de família devem saber que redes como Facebook, Instagram e Twitter permitem criar perfis de usuários com, no mínimo, 13 anos. Antes dessa idade, os que criam contas estão mentindo ao sistema. Poderá acontecer do próprio pai criar o perfil, mas modificando a idade, coisa que, de cara, já é um mau exemplo para o filho.
Melhor ensinar do que proibir. A tarefa dos pais, mesmo que difícil, é estabelecer normas e limites. A ideia é prevenir-se, antes que seu filho lhe diga: “papai, quero ter Facebook”. Antes que os amigos deles proponham, o garoto terá claro que não pode acessar a rede. Deve-se ensinar às crianças que amar é sinônimo de formar.
Por Aleteia Espanha

]]>
43903