padre Giulio Michelini - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png padre Giulio Michelini - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Padre faz primeira meditação de Quaresma para o Papa e a Cúria https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/padre-faz-primeira-meditacao-de-quaresma-para-o-papa-e-a-curia/ Tue, 07 Mar 2017 07:44:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44711 Nesta segunda-feira, 6, o Papa Francisco e a Cúria Romana participaram da primeira meditação dos exercícios espirituais, o retiro do tempo quaresmal realizado em Ariccia, próximo a Roma. O responsável pelas pregações, padre Giulio Michelini, exortou os 74 presentes a se fazerem algumas perguntas sobre a própria vida espiritual.

“A confissão de Pedro e o caminho de Jesus para Jerusalém”, no Evangelho segundo São Mateus, foram o ponto de partida da meditação desta segunda-feira. Padre Michelini exortou os presentes a se perguntarem como tomam as decisões importantes da própria vida. “Faço discernimento baseado em qual critério? Decido impulsivamente, deixo-me levar por aquilo que é habitual, coloco a mim mesmo e meu interesse pessoal acima do Reino de Deus? Ouço a voz de Deus, que fala de modo humilde?”

O sacerdote se concentrou na figura de Pedro e na tradição rabínica. Mediante revelação, Pedro reconhece que Jesus é o Messias. Daí, o religioso franciscano sugere que o Pai tenha falado não somente por meio do Filho, mas tenha falado ao Filho, Jesus, também através de Pedro. É Jesus que revela pouco a pouco a sua vocação, mas realiza gestos também porque é solicitado por outros.

Na vida de Jesus de Nazaré é deixado muito espaço aos encontros, que incidem na sua missão. Segundo a tradição rabínica, com o fim da grande profecia, se considerava que Deus continuasse falando de modos muito humildes, como por exemplo mediante a voz das crianças e dos loucos, com uma comunicação parecida com o sussurro de um vento leve como se deu com o profeta Elias no monte Horebe.

“Tenho a humildade de ouvir Pedro? Temos a humildade de ouvir-nos uns aos outros, estando atentos aos preconceitos ou às pré-leituras que certamente temos, mas atentos a colher aquilo que Deus quer dizer apesar – talvez – dos meus fechamentos? Ouvir a voz dos outros, talvez frágil, ou escuto somente a minha voz?”

Aceitar seguir Jesus e carregar a própria cruz

Em seguida, o pregador dos Exercícios espirituais deteve-se sobre a interpretação daqueles estudiosos que consideram que Jesus soubesse o que estava para acontecer. No Evangelho segundo Mateus, se diz que Jesus se retirava, um verbo que no grego antigo indicava a retirada dos exércitos diante de uma derrota ou de um perigo.

Também Jesus parece retirar-se diante da notícia da prisão do Batista e quando sabe que os fariseus querem matá-lo, mas todas essas retiradas são estratégicas, ressaltou padre Michelini, não são para deter-se: após ter-se retirado, Jesus faz coisas concretas, isto é, começa a anunciar o Reino e a curar os doentes.

“Pergunto-me se tenho a coragem de caminhar até o fim para seguir Jesus Cristo, levando em consideração que isso comporta levar a cruz, como Ele disse, anunciando a ressurreição, a alegria, mas também a provação: ‘Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me’”, concluiu o sacerdote.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Pe. Michelini e os exercícios espirituais com o Papa: tempo para parar https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pe-michelini-e-os-exercicios-espirituais-com-o-papa-tempo-para-parar/ Thu, 02 Mar 2017 08:01:10 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44650 A Quaresma teve início neste 1º de março com a celebração do rito da imposição das cinzas. O Papa, de 5 a 10 de março, participará com a Cúria na Casa do Divino Mestre, em Ariccia, dos tradicionais Exercícios Espirituais, este ano pregados pelo Padre franciscano Giulio Michelini, 53 anos, milanês, docente do Instituto Teológico de Assis. Mas, como ele recebeu o convite do Papa?

“Devo dizer a verdade que, imediatamente,  a quem me apresentou a proposta – um dos colaboradores estreitos do Papa Francisco – eu reagi dizendo logo: “Bem, confio”. Conversei com quem me ajuda, a cada pouco me aconselho com o meu diretor espiritual, e ele me disse assim: “Olha, Padre Giulio, mas foste tu que pediu?. E eu respondi: “Jamais faria isto!”. E depois me disse: “Fale como se falasse a um dos discípulos de Cristo, como tu fazes”. E isto me deixou sereno”.

RV: O senhor é um especialista no evangelista Mateus e será exatamente a Paixão narrada por Mateus a inspirar as suas meditações…

“O Evangelho de Mateus é o Evangelho da Igreja, isto é, aquele que mais valoriza a figura de Pedro; não somente é o único Evangelho que utiliza a palavra ‘ecclesia’ – Igreja – duas vezes, mas  é o Evangelho que mais fala de Pedro. E portanto me pareceu bonito estar diante de Pedro e falar com ele do Evangelho que é o primeiro Evangelho, ou chamado também de “Evangelho eclesial” da Igreja”.

RV: Além disto, mais de uma vez o Papa fez referência à vocação de Mateus, que tanto influenciou a sua vida espiritual, nas suas escolhas: não é assim?

“E é de fato uma idéia importante, porque naquela vocação – como o Papa Francisco observou – há o olhar de misericórdia de Jesus. Ora, nós sabemos que o Evangelho de Mateus é o Evangelho da misericórdia. A palavra éleos – misericórdia – aparece mais vezes no Evangelho de Mateus do que nos outros Evangelhos. E portanto, mesmo se Lucas é aquele que, por exemplo, nos narra as parábolas da misericórdia, como aquela do capítulo 15, a ovelha perdida, o filho pródigo, a moeda perdida, deve ser dito no entanto que Mateus insiste sobre isto e o Papa identificou-se com o olhar de Jesus que chama Pedro, porque foi chamado e foi usada de misericórdia para com ele”.

RV: Estas são meditações oferecidas à Cúria e ao Papa. Recordemos que o tempo dos Exercícios Espirituais, ao menos como os havia pensado Santo Inácio de Loyola, é um tempo em que cada cristão deveria refazer-se. Neste início de Quaresma, o que o senhor poderia nos dizer a este respeito? Qual é a finalidade dos Exercícios Espirituais?

“O problema é justamente este, de que na nossa vida, às vezes, nós vamos em frente porque fazemos tantas coisas; talvez nos faça bem parar, quer durante o dia, quer em um tempo especial como a Quaresma, onde nos perguntamos: “Para onde estou indo? O que estou fazendo? Por que estou fazendo? Estou fazendo bem? Quem me guia? É o Espírito que me guia? É o meu desejo de sucesso que me guia, do dinheiro? Como vivo os meus relacionamentos?”. Quem sabe poderíamos dizer: façamos a cada dia um balanço, uma verificação e a Quaresma, no fundo, é isto, porque paramos. Assim, eu proponho um jejum, em particular das coisas que às vezes nos distraem e que são, por exemplo, o bombardeio mediático, e sobre isto deveríamos estar muito atentos. Enquanto estávamos fazendo esta entrevista, chegaram para mim, acredito, cinco mensagens no whatsapp e agora sou obrigado a vê-las! Realmente, às vezes a quantidade de informações, mesmo banais, que nos chegam, são no fundo também perigosas. Portanto, esta é uma forma de pausa um pouco para recuperar e parar. Temos realmente necessidade disto, sobretudo neste tempo”.

Por Rádio Vaticano

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