Oriente Médio - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Oriente Médio - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Cardeal destaca a importância da tradicional coleta para a Terra Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-destaca-a-importancia-da-tradicional-coleta-para-a-terra-santa/ Tue, 13 Mar 2018 07:49:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51243 O Vaticano divulgou nesta segunda-feira, 12, carta do Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, sobre a importância da tradicional coleta para a Terra Santa realizada toda Sexta-feira Santa do tempo quaresmal. O valor arrecadado nesta data, em todas as Igrejas no mundo, será enviado integralmente para a Terra Santa e o Oriente Médio.

“Um tempo por excelência para nos tornarmos mais próximos dos outros através das obras de caridade, considerando que o caminho quaresmal não é um ato solitário, mas sim um itinerário de solidariedade no qual cada um é chamado a abeirar-se, como o fez o Bom Samaritano, colocando-se ao lado dos irmãos que têm dificuldades em levantar-se e a retomar a estrada por múltiplas razões”, suscitou Dom Sandre.

O cardeal relembrou a realidade das milhares de pessoas no Oriente Médio privadas de tudo, até o limite da própria dignidade, e convidou cristãos de todo mundo a olhar com amor e caridade à orientais e também à Igreja no Oriente. A Terra Santa é o lugar onde se conserva, após 2.000 anos, a memória de Jesus Cristo. Dom Sandre reforça a necessidade de edificar a Igreja da Terra Santa, em especial, a Basílica da Natividade, em Belém, e a Basílica do Santo Sepulcro, além das pedras vivas – os fiéis cristãos.

Sobre os projetos e obras na Terra Santa

Segundo Dom Sandre, a comunidade católica no Oriente Médio vive a fé em um contexto multirreligioso, político, social e cultural. Apesar dos desafios e inseguranças, o cardeal informa: as paróquias locais continuam a fazer o trabalho pastoral, dando atenção preferencial aos pobres.

“As escolas são lugares de formação e encontro entre cristãos e muçulmanos, esperando, contra toda a esperança, um futuro de respeito e de colaboração. Os hospitais e os ambulatórios, os hospícios e os centros de encontro continuam a acolher doentes e necessitados, deslocados e refugiados, pessoas de todas as idades e religiões que foram atingidas com o horror da guerra”, comentou o cardeal.

Além das realidades locais, Dom Sandri aponta a presença das milhares de famílias, crianças e jovens, que após escaparem da guerra na Síria e no Iraque, apelam à generosidade da comunidade católica para retomarem a vida estudantil – sinônimo de sonhos e futuro melhor. “Os rostos destas pessoas interrogam-nos sobre o sentido do ser cristão, as suas vidas em extrema dificuldade inspiram-nos”.

Nos dias de preparação para a Páscoa, o cardeal convida os fiéis de todo o mundo a retomarem as peregrinações à Terra Santa. De acordo com Dom Sandri, a atitude, além de propiciar o aprofundamento na fé, ajuda na sobrevivência de milhares de famílias. “Convido-vos fraternalmente a empenhar-vos em vencer o ódio com o amor, a tristeza com a alegria, rezando e trabalhando, para que a paz habite no coração de cada pessoa, especialmente no dos nossos irmãos da Terra Santa e do Médio Oriente”.

A carta do Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais foi redigida no dia 14 de fevereiro, quarta-feira de cinzas, e saudou bispos, sacerdotes, consagrados e fiéis empenhados na constante conquista da coleta da Sexta-feira Santa.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Jerusalém: líderes religiosos, manter status quo da Cidade Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/jerusalem-lideres-religiosos-manter-status-quo-da-cidade-santa/ Wed, 20 Dec 2017 08:49:20 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50239 “Reafirmamos a nossa posição clara ao pedir a manutenção do status quo da Cidade Santa até chegar a um justo acordo de paz entre israelenses e palestinos, baseado nas negociações e na lei internacional.” 

Este é o pedido feito pelos patriarcas e responsáveis das Igrejas em Jerusalém, em sua mensagem de Natal.

Unidade entre os povos 

No texto, os treze líderes cristãos, dentre os quais o Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, Frei Francesco Patton, reiteram que a presença e o testemunho dos cristãos da Terra Santa “estão estritamente ligados aos lugares santos e ao acesso a eles como espaços de assembleia e encontro pela unidade entre os povos de credos diferentes. Foram os lugares santos que deram significado à região.”

Jerusalém, terra sagrada

Segundo os líderes cristãos, “toda abordagem exclusivamente política, em Jerusalém, irá privar a cidade de sua verdadeira essência e de suas características, além de esmagar o mecanismo que manteve a paz durante séculos. Jerusalém é um dom sagrado, um tabernáculo, uma terra sagrada para o mundo inteiro. Tentar possuir a Cidade Santa Jerusalém ou limitá-la com critérios de exclusividade, levará a uma realidade sombria”.

Apelo pela paz

“Continuamos a rezar por todo o Oriente Médio e pedimos ao Príncipe da Paz para inspirar os corações e as mentes dos que têm autoridade a fim de seguirem a estrada da paz, da justiça e da reconciliação entre as nações”, conclui a mensagem. 

Por Vatican News

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Uma prova biológica – e bela – de que Cristo nasceu em dezembro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/uma-prova-biologica-e-bela-de-que-cristo-nasceu-em-dezembro/ Fri, 15 Dec 2017 09:00:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50113 A bióloga molecular e catequista Rebecca Salazar expôs na plataforma católica Aleteia uma evidência biológica que contribui para localizar no mês de dezembro a data de nascimento de Cristo e que se relaciona com um surpreendente dado teológico que pode contribuir para uma visão nova à nossa compreensão do mistério do Nascimento do Salvador. Sua descoberta permitiu superar um certo ceticismo sobre a precisão da tradição e se relaciona de forma concreta com sua formação científica.

“Há muito tempo, aceitei a ideia de que o dia 25 de dezembro provavelmente não era a data real do nascimento de Cristo, que a data real era desconhecida, mas provavelmente fosse na primavera”, relatou Salazar, que acreditava que a designação do dia 25 de dezembro correspondia a um aspecto lendário e que seria uma das ilusões infantis que se deixa de lado ao crescer. No entanto, não deixou de investigar qual poderia ser a data autêntica.

Uma primeira aproximação à evidência histórica lhe permitiu conhecer sua coincidência com a provável data do ingresso de Zacarias ao templo e o anúncio da gestação de sua esposa Isabel, que estava grávida de seis meses quando o anjo anunciou a Encarnação do Senhor à Santíssima Virgem. Outro importante argumento foi a tradição de que os grandes profetas foram gerados e morreram na mesma data. Para o Messias, esta data foi o dia 25 de março, fixada como Festa da Anunciação, podendo localizar a data de seu nascimento nove meses depois, em 25 de dezembro. “São bons argumentos, mantidos de acordo com padrões rigorosos de pesquisa histórica e lógica, dentro de seus próprios campos”, comentou Salazar.

Para a pesquisadora, no entanto, esses dados não lhe satisfaziam, pois buscava um fato material concreto. Uma de suas objeções era a possível explicação da presença de pastores nos campos no meio da noite, quando eles receberam o anúncio do nascimento do Messias: estar aguardando o parto de seus animais, algo que normalmente acontece na primavera. Alguém lhe fez esta pergunta específica e Salazar, em vez de expôr as razões religiosas para escolher o dia 25 de dezembro, ficou se perguntando se seus dados eram corretos. “Os cordeiros realmente nasceram na primavera em Israel?”, se questionou. “Posso descobrir?”.

“A ovelha de Awassi é uma ovelha do deserto, uma raça que existe no Oriente Médio há cerca de 5.000 anos. É a única raça indígena de ovelhas em Israel. São criadas para lã, carne e leite”, resumiu a redatora sobre suas descobertas. “A ovelha Awassi se reproduz no verão e dá a luz a seus cordeiros no inverno, quando há grama suficiente para as ovelhas em lactação. Em Israel, a principal temporada de parto é de dezembro a janeiro”. Esses dados mudaram sua perspectiva. “Isto é prático, pensei. Isto é um fato. Isto é biologia”.

As evidências resultaram não apenas falar em favor da tradição litúrgica da Igreja, mas também lhe comunicaram um aspecto até então desconhecido para ela. “Jesus, o Cordeiro de Deus, nasceu ao mesmo tempo e no mesmo lugar que todos os cordeiros pascais”, reconheceu. “É claro que essa data foi tal que o dia de sua entrada e saída do mundo seria o mesmo. Claro, o nascimento de João Batista é quando é porque o nascimento de Jesus realmente é quando é”.

“A biologia dá grande valor à simetria, e aqui havia uma simetria para deleitar meu intelecto, uma simetria de história e a teologia e a biologia”, concluiu Salazar. “Antes, honestamente havia chorado a perda de minha convicção infantil; agora percebo que essa compreensão produziu um assombro maior e mais profundo sobre a providência de Deus. É realmente correto e justo”.

Por Gaudium Press, com Aleteia

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Catequese e apelo à paz na Terra Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/catequese-e-apelo-a-paz-na-terra-santa/ Wed, 06 Dec 2017 12:53:23 +0000 http://teste.toqueto.com/catequese-e-apelo-a-paz-na-terra-santa.html A catequese do Papa Francisco na Audiência Geral na manhã de hoje, foi dedicada à sua recente viagem apostólica a Mianmar e Bangladesh, entre os dias 25 de novembro e 2 de dezembro.

Como de costume, depois de cada viagem internacional, o Pontífice fez um balanço da visita apostólica a estes dois países da Ásia e revisou os momentos mais importantes.

Mianmar

“Nos rostos daqueles jovens vi o futuro da Ásia: um futuro que não será de quem constrói armas, mas de quem semeia fraternidade”, disse o Papa ao falar do primeiro país que visitou.

Francisco recordou que esta foi a primeira vez que um Papa visitava Mianmar, algo possível graças “às relações diplomáticas estabelecidas entre este país e a Santa Sé”.

“Quis expressar a proximidade de Cristo e da Igreja a um povo que sofreu por causa de conflitos e repressões, e que agora está lentamente caminhando rumo a uma nova condição de paz e liberdade”.

O Papa também recordou que é um país no qual “a religião budista está fortemente enraizada, com seus princípios espirituais e éticos, os cristãos estão presentes como pequeno rebanho e fermento do Reino de Deus”, os quais ele “confirmou na fé”.

Francisco mencionou as duas Missas que presidiu em Mianmar. A primeira em Yangun, e a segunda dedicada aos jovens: “um sinal de esperança e um presente especial da Virgem Maria, na catedral dedicada a ela”.

Além disso, contou que naquele dia abençoou as primeiras pedras das 16 igrejas, do seminário e da nunciatura.

Também destacou a importância das suas reuniões com as autoridades políticas do país para “os esforços de pacificação e auspiciando que todos os membros da nação, ninguém excluído, possam cooperar neste processo no respeito recíproco”.

Sobre o seu encontro com comunidades religiosas, manifestou “a confiança de que cristãos e budistas possam juntos ajudar as pessoas a amar Deus e o próximo, rejeitando toda violência e opondo-se ao mal com o bem”.

Bangladesh

Depois de Mianmar, ele viajou a Bangladesh, cujo país tem uma população maiormente muçulmana, de modo que a sua visita “marcou um passo ulterior em favor do respeito e do diálogo entre o cristianismo e o islamismo”.

Francisco expressou em particular “a solidariedade ao país em seu empenho em socorrer os refugiados rohingya, que confluíram em massa ao território bengalês, onde a densidade da população já é uma das mais altas do mundo”.

O Bispo de Roma também mencionou a missa em Daca, na qual ordenou 16 sacerdotes, “um dos eventos mais significativos e alegres durante a sua viagem”.

Por outro lado, “incentivaram os bispos do país no seu trabalho generoso pelas famílias, pelos pobres, pela educação, o diálogo e a paz social”.

“Em Daca, vivemos um grande momento de diálogo inter-religioso e ecumênico no qual sublinhei a importância da abertura do coração como base para a cultura do encontro, da harmonia e da paz”.

Além disso, mencionou a sua visita à Casa Madre Teresa das Missionárias da Caridade, “onde a santa permaneceu quando estava em Daca e que acolhe inúmeros órfãos e pessoas com deficiência. Onde as irmãs vivem todos os dias a oração de adoração e o serviço a Cristo pobre e que sofre”.

Finalmente, o encontro com jovens “rico de testemunhos, cantos e danças”. “Uma celebração que manifestou a alegria do evangelho acolhido por essa cultura; uma alegria fecundada pelos sacrifícios de tantos missionários, de tantos catequistas e sacerdotes cristãos”.

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A situação que se vive na Terra Santa durante os últimos dias, fez com que o Papa Francisco fizesse um novo apelo à paz e ao respeito à Cidade Santa de Jerusalém.

“Não posso silenciar a minha profunda preocupação pela situação que se criou nos últimos dias e, ao mesmo tempo, dirigir um forte apelo para que seja compromisso de todos respeitarem o status quo da cidade, em conformidade com as pertinentes Resoluções das Nações Unidas”, disse o Pontífice no final da Audiência Geral.

O Pontífice também assinalou que “Jerusalém é uma cidade única, sagrada para os judeus, os cristãos e os muçulmanos, que nela veneram os Locais Santos das respectivas religiões, e tem uma vocação especial à paz”.

“Peço ao Senhor que esta identidade seja preservada e reforçada em benefício da Terra Santa, do Oriente Médio e do mundo inteiro e que prevaleçam sabedoria e prudência, para evitar acrescentar novos elementos de tensão num panorama mundial já turbulento e marcado por inúmeros e conflitos cruéis”.

Uma nova crise em Israel teve início nos últimos dias devido ao projeto do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou o desejo de transladar a embaixada do seu país de Tel Aviv a Jerusalém. Isso implica o reconhecimento americano da Cidade Santa como capital de Israel, o qual provoca grandes controvérsias.

O estatuto de Jerusalém é um tema fundamental no conflito entre Israel e Palestina, e ambos os lados reivindicam a cidade como sua capital.

Em outubro deste ano, o Papa Francisco defendeu o status quo de Jerusalém e afirmou que é uma “cidade santa onde todos devem poder viver em paz”.

Durante anos, os presidentes americanos deixaram a sede diplomática em Tel Aviv, como a maioria das nações do mundo, e não quiseram translada-la a Jerusalém.

A palestina e grande parte do mundo árabe e muçulmano não aceita que seja capital israelense porque, além do tema territorial que está sendo disputado, em Jerusalém também está o terceiro lugar mais sagrado do Islã, a Mesquita Al Aqsa.

Por Redação, com ACI Digital

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Na Terra Santa, Cardeal Sandri recorda êxodo de cristãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-terra-santa-cardeal-sandri-recorda-exodo-de-cristaos/ Fri, 20 Oct 2017 11:09:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49110 Os fiéis da Igreja greco-melquita experimentaram o drama que “há muitos anos aflige a Síria e outras áreas do Oriente Médio” por causa do sofrimento “infligido também, ou em certos casos, somente por causa do nome de Jesus”.

Foi o que sublinhou em Haifa o Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, durante o encontro com os sacerdotes da Arquieparquia de Akka dos greco-melquitas.

Êxodo dos inocentes

Na segunda e terceira etapa da viagem que está realizando à Terra Santa, o purpurado quis recordar o êxodo de milhares de pessoas obrigadas a fugir e a deixar o que tinham, porque, como a Santa Sagrada Família em Belém, não havia lugar para eles. Mas “esta vez não na hospedaria, mas naquela que até poucas horas antes era a própria casa”.

O sofrimento inocente do povo cristão – comentou o Cardeal –  que “em certos casos chegou até mesmo a um verdadeiro martírio, por meio de sequestros ou até mesmo a tortura e a morte”, pela graça do Senhor “torna-se um tesouro de graça para a Igreja inteira, que lava as próprias vestes – às vezes cheias de pó – no sangue do Cordeiro Imolado”.

O Prefeito, depois, observou como existe uma “participação cotidiana e consciente possível para cada um de nós na obra de edificação e santificação da Igreja”, que passa pelos “nossos “sim” cotidianos, ao Senhor antes de tudo, por meio da oração, a celebração dos Sacramentos”,  e pelos “nossos “sim” aos irmãos, graças ao ministério da caridade”.

Uma solidariedade concreta pelos mais pobres no sentido material, mas também “pela pobreza interior com que se pode entra em contato”.

Nos países do Ocidente, esta é representada por um estilo de vida “como se Deus não existisse”, enquanto no Oriente poderia existir “o risco de uma pertença confessional forte – “sou cristão, sou católico, sou melquita, armênio, latino, caldeu” – que em alguns casos leva “a viver com um coração e um estilo não exatamente desejoso de um sincero estilo evangélico nas relações internas às comunidades ou com as outras comunidades, entre nós padres, entre nós e o bispo”.

Monte Carmelo

Sucessivamente, o Cardeal visitou a Igreja do Monte Carmelo, onde rezou na gruta do Profeta Elias e encontrou a comunidade das Carmelitas Descalças, provenientes da Terra Santa, da Itália, do Peru, de Madagascar e de outros países.

O purpurado deteve-se por um momento em partilha com as religiosas, confiando às suas orações as intenções do Papa Francisco, pela Igreja, e especialmente pelo Oriente Médio.

Nazaré

Após, deslocou-se até Nazaré, junto à Basílica da Anunciação, onde foi acolhido Reitor e Guardião da Basílica da Anunciação, Bruno Varriano e pela comunidade.

O purpurado celebrou Missa em uma capela próxima à gruta da Anunciação, onde recordou o Fiat de Maria e o grande mistério que naquele local é contemplado, detendo-se, em particular, na recordação do Beato Paulo VI.

“Em Nazaré – disse o Cardeal – o sim de Maria foi preparado no silêncio, e no silencio foi guardado o mistério da encarnação, do crescimento de Jesus no escondimento”.

Disto, o convite à sociedade e à Igreja , em meio ao “barulho da comunicação que invade os nossos dias”, a encontrar “o silêncio como lugar fecundo do qual nasce a vida verdadeira e autêntica”.

Por Rádio Vaticano

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Dom Pizzaballa: salvação do cristianismo será o estar radicado em Cristo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-pizzaballa-salvacao-do-cristianismo-sera-o-estar-radicado-em-cristo/ Tue, 29 Aug 2017 10:22:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48179 “O Oriente Médio encontra-se totalmente fragmentado, as guerras dizimaram as populações, a presença cristã foi reduzida a números decimais. Na Síria, onde a guerra parece caminhar para o fim, o maior desafio é convencer as pessoas a voltar, a entrar novamente em suas casas. Mas as perspectivas são incertas, as vidas devem ser construídas, nada será como antes. Há iniciativas louváveis levadas adiante pelas Igrejas locais, pelos franciscanos, pelos jesuítas, pelos salesianos. Mas não basta. Muitos cristãos esperam emigrar definitivamente, como testemunham tantos jovens iraquianos deslocados com os quais tipo oportunidade de falar.”

Foi o que disse o administrador apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, durante pronunciamento no Encontro de Rimini – centro-norte da Itália – concluído no último sábado (26/08).

Para o religioso franciscano “não basta reconstruir, é preciso dar uma orientação. Ligar nossa esperança e nosso futuro a soluções políticas ou sociais criará somente frustração”, acrescentou o administrador apostólico citando as palavras de um jovem palestino que havia encontrado.

Testemunhar o belo, o bom e o verdadeiro que existe no Evangelho e na Tradição

“Aquilo que salvará o cristianismo será o estar radicado em Cristo. Os cristãos são chamados a evangelizar e a testemunhar o belo, o bom e o verdadeiro que existe no Evangelho e na Tradição, sem lamentar-se por aquilo que foi perdido.”

Cristo é o que de melhor se pode encontrar

“É preciso ser capazes de um anúncio compreensível e atraente. Não se pode falar de valores cristãos sem dizer que Cristo é o que se pode encontrar de melhor”, explicou o arcebispo.

“Nada de muros que separam porque não há nada que não possa ser valorizado pela experiência do Evangelho”. Que é uma experiência “grande” porque “é desejo de esperança”. “Nossos pais com esse desejo construíram catedrais e fizeram tudo aquilo que vemos.”

Reconhecer a glória de Deus no cotidiano

Aquilo que fazemos deve ser caracterizado pelo estilo cristão com um anúncio e uma proposta que encontrará expressão na vida civil, social, política e econômica. É o modo cristão de dizer que Cristo se fez homem. Reconhecer a glória de Deus no cotidiano. O que conta é a transmissão do desejo de uma geração para a outra.

O homem dos nossos dias espera essa tal ‘boa nova’

Portanto, recordar “não por saudade, mas para despertar o desejo. É o modo com o qual nossos pais testemunharam que se pode viver com estímulo, com satisfação”. E precisa encontrar os modos para comunicar a beleza, “porque o homem contemporâneo, inconscientemente, está esperando essa tal ‘boa nova’, que o revela a si mesmo”, afirmou ainda o administrador do Patriarcado Latino de Jerusalém.

Por Rádio Vaticano

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Fiéis se uniram em oração por cristãos perseguidos no mundo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/fieis-se-uniram-em-oracao-por-cristaos-perseguidos-no-mundo/ Mon, 07 Aug 2017 09:03:40 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47692 Neste último domingo, 6, a Igreja Católica esteve unida em oração pelos cristãos perseguidos em todo o mundo. A iniciativa do Dia Internacional de Oração pelos Cristãos Perseguidos é promovida pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) e recebe o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e ainda participação de todas as paróquias do país.

A edição deste ano ampliou as intenções de oração realizadas nas edições anteriores, que estavam voltadas para os grupos perseguidos no Oriente Médio. De acordo com a ACN, a mudança ocorre porque em alguns países da África, por exemplo, morrem mais pessoas por serem cristãos do que em qualquer outro lugar do mundo.

“A Igreja é uma grande comunhão, nós até chamamos de comunhão dos santos aqueles que pertencem a Cristo, que foram revestidos de Cristo. E manifestarmos através da nossa oração essa comunhão, essa caridade, significa sermos cada vez mais Igreja”, motiva o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner.

Pontuando a percepção de que a vivência da fé em determinados lugares do mundo presume o testemunho com o sangue, Dom Leonardo afirma que todos os cristãos participam do martírio e da perseguição: “Participarmos deste dia de oração pelos cristãos perseguidos é mostrarmos também a nossa fé comum em Cristo Jesus”.

Frutos da oração

O membro da ACN-Brasil Rodrigo Arantes conta que muitos frutos foram colhidos desde  a primeira edição do Dia de Oração e lembra que, a cada ano, a ACN traz uma personalidade de algum país onde os cristãos sofrem perseguição para dar seu testemunho no Brasil e de uma forma bem concreta na Assembleia Geral da CNBB. Neste ano, foi à Aparecida (SP) o bispo copta católico de Assiut, no Egito, dom Kyrillos Samaan, que falou aos bispos do Brasil sobre os cristãos perseguidos no seu país. “Dom Kyrillos ficou maravilhado ao saber como os cristãos brasileiros se dedicam a rezar pelos cristãos perseguidos do Egito e do mundo todo”, disse Rodrigo.

“É impressionante como, desde que esse Dia de Oração teve início com o apoio da CNBB, sinais de esperança têm aparecido: há alguns anos as estimativas é de que os cristãos no Iraque iriam desaparecer, hoje vemos a Planície de Nínive pacificada e os cristãos retornando e reconstruindo seus lares”, recorda, citando o local de onde foram expulsos mais de 100 mil cristãos na noite do dia 6 para o dia 7 de agosto de 2014 pelo Estado Islâmico.

Outra história “que não se explica sem considerar o poder da oração” foi o retorno de uma menina chamada Cristina que, com apenas 3 anos de idade, havia sido sequestrada pelos terroristas do EI no dia 6 de agosto de 2014 e foi devolvida à família sã e salva em junho 2017.

“Graças a essa iniciativa da ACN com o apoio da CNBB, os cristãos brasileiros não apenas passaram a saber o que acontece com aqueles que correm o risco de perderem suas vidas para viver sua fé como ainda podem rezar por eles e os encher de esperança por meio da oração”, afirma Rodrigo.

Para Dom Leonardo, o testemunho dos cristãos perseguidos no Oriente Médio, na África e na Ásia, por exemplo, “nos ajuda a viver uma fé transparente, mais límpida, que realmente mostre a eternidade já encarnada, o reino de Deus já presente neste mundo, mas que será também um reino definitivo”. Aos brasileiros, de acordo com o bispo fica a mensagem de testemunhar a fé onde se vive. “Nós também temos intempéries, dificuldades, nós do Brasil temos corrupção, às vezes nos deixamos envolver por determinados elementos de corrupção”. Mesmo assim, o exemplo é para “sermos esse testemunho transparente e livre do evangelho”.

Histórico

O Dia Internacional de Oração pelos Cristãos Perseguidos no Mundo ocorre anualmente no dia 6 de agosto em referência à mesma noite e madrugada de 7 de agosto de 2014, quando milhares de cristãos fugiram do norte do Iraque, expulsos pelos extremistas do grupo Estado Islâmico.

“Cerca de 100 mil cristãos, aterrorizados e em pânico, fugiram de suas casas sem nada, somente com as roupas do corpo, a pé, rumo às cidades curdas. Entre eles havia doentes, idosos, crianças e mulheres grávidas, precisando de água, comida, medicamentos e um lugar para ficar”, declarou na ocasião o patriarca Louis Raphael Sako, chefe da Igreja Católica Caldeia.

Assim que recebeu as primeiras informações na manhã do dia 7 de agosto, a ACN mobilizou os benfeitores e iniciou campanhas e projetos para socorrer materialmente e espiritualmente os perseguidos e refugiados. Desde então a Fundação Pontifícia realiza um dos maiores projetos de ajuda da sua história, direcionando esforços para alimento, abrigo e educação para os refugiados, ação que já resulta em mais de 2 mil projetos no Oriente Médio desde o início da crise.

Saiba mais

Segundo recente relatório da Catholic Near East Welfare Association (CNEWA) – agência criada pelo papa Paulo XI em 1926 para o apoio dos pobres – os cristãos médio-orientais que vivem entre Chipre, Egito, Iraque, Israel, Jordânia, Líbano, Cisjordânia, Gaza, Síria e Turquia são 14,5 milhões. O dado foi divulgado na primeira metade de 2017. Há sete anos, o número era de 200 mil pessoas a mais.

Por Canção Nova, com CNBB

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Igreja se prepara para Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-se-prepara-para-dia-de-oracao-pelos-cristaos-perseguidos/ Mon, 24 Jul 2017 17:46:33 +0000 http://teste.toqueto.com/igreja-se-prepara-para-dia-de-oracao-pelos-cristaos-perseguidos.html Fiéis de todo o país são convidados a se unirem em oração pelos cristãos perseguidos por sua fé.

No próximo dia 6 de agosto, domingo da Solenidade da Transfiguração do Senhor, a Igreja Católica motiva os fiéis a se unirem ao Dia Internacional de Oração pelos Cristãos Perseguidos.

Serão muitas as iniciativas das comunidades pelo Brasil. Em São Paulo, o Cardeal Arcebispo Odilo Pedro Scherer celebrará a Santa Missa às 9h na Catedral da Sé, com a presença de religiosos da Igreja Oriental. No Rio de Janeiro, haverá Missa na intenção dos cristãos perseguidos às 12h na Paróquia São José da Lagoa e às 16h, o Cardeal Arcebispo Orani João Tempesta realizará uma celebração no Cristo Redentor.

O presidente da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) no Brasil, Frei Hans Stapel, com o apoio da CNBB, escreveu uma carta aos párocos do país pedindo comunhão à causa. Os fiéis podem se unir à intenção de várias formas, às paróquias, é sugerida colocar a intenção na Oração dos Fiéis; aos grupos, pastorais e famílias a sugestão é rezar o Terço, um momento de Adoração ou mesmo a oração pessoal, nas intenções de toda pessoa que sofre por viver sua fé.

De acordo com estatísticas do Center for Study of Global Christianity, em 2016, 1 cristão foi morto a cada seis minutos, simplesmente por professar a sua fé. O Oriente Médio e o norte da África continuam como a região onde a perseguição é mais cruel.

Para aprofundar essa realidade, a ACN publica a cada dois anos o Relatório sobre a Liberdade Religiosa no mundo. A 13ª edição do documento, com dados de junho de 2014 a junho de 2016, mostra a situação e a vivência do direito à expressão da fé particular em 196 países, inclusive o Brasil.

Em março deste ano, no vídeo com suas intenções de oração mensal, o Papa Francisco lembrou a realidade dos que são perseguidos por sua fé, e questionou: “quantos de vocês rezam pelos cristãos que são perseguidos?”

O Pontífice motivou os fiéis: “Animem-se a fazer isso comigo, para que experimentem o apoio de todas as Igrejas e comunidades, por meio da oração e da ajuda material”

Por Canção Nova com ACN

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Igreja ajuda crianças a “reparar almas danificadas” pela guerra no Oriente Médio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-ajuda-criancas-a-reparar-almas-danificadas-pela-guerra-no-oriente-medio/ Fri, 07 Jul 2017 09:05:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47283 A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) financia vários cursos e acampamentos de verão entre junho e setembro para ajudar espiritualmente milhares de crianças e jovens de países como Iraque e Síria, que sofrem pelos estragos da guerra.

Em informação enviada ao Grupo ACI, a ACN indicou que há vários anos promove esta iniciativa em países como Israel, Palestina e Jordânia e que, nesta ocasião, decidiram implantar nas cidades de Aleppo, na Síria, e em Alqosh, no Iraque, porque essas regiões foram libertadas do controle dos terroristas há mais de seis meses.

A fundação pontifícia indicou que além de ajudar a reconstruir os lares dos cristãos nesses locais, também é necessário restaurar “as almas e o espírito das pessoas, sobretudo das crianças e dos jovens que sofreram tanto”.

Explicaram que os acampamentos de verão no Iraque buscam fazer com que os jovens provenientes das aldeias cristãs da Planície de Nínive superem o trauma gerado pela ocupação do Estado Islâmico (ISIS) durante mais de dois anos.

Os participantes foram separados por idade e são atendidos por um “pai espiritual” que os ajudará a fortalecer sua fé e esperança, pois a comunidade cristã nesse país sofre o risco de desaparecer, porque muitos dos fiéis fugiram do país ou foram assassinados pelos terroristas.

Os jovens também recebem apoio psicológico para que saibam como enfrentar os desafios que terão no futuro, como prosseguir com normalidade sua vida após a libertação do controle do ISIS.

Enquanto isso, em Aleppo, Síria, no convento de Nossa Senhora da Assunção são realizados cursos de cura têm doze sessões e acontecem uma vez por semana.

Nesses não participam apenas crianças e jovens, mas também as famílias, pois os cristãos dessa cidade sofreram durante quatro anos pela guerra ao viver sitiados, com fome e sem água nem luz.

No total, há mais de 960 participantes provenientes de todos os ritos e igrejas cristãs de Aleppo.

Outro país no qual acontece esta iniciativa é o Egito, onde atualmente os cristãos são vítimas dos ataques dos fundamentalistas islâmicos.

A fundação ACN indicou que o patriarcado católico copto organizou cinco acampamentos para grupos de até 95 jovens, nos quais será abordado o tema “Quem é Deus para nós”.

O responsável por este projeto no Egito, Pe. Hanni Bakhoum, comentou com a ACN que esta experiência não só beneficia os jovens como também suas famílias.

No Egito, a ACN também patrocina outro acampamento no qual são atendidos espiritualmente cerca de 70 crianças de 36 paróquias de diferentes regiões.

A fundação pontifícia indicou que essas crianças precisam de cuidados especiais e que sofrem o abandono e marginalização da sociedade e até mesmo de suas famílias.

Em outros países como Cazaquistão, Ucrânia, Geórgia, Armênia, Letônia, Estônia ou Lituânia, esses acampamentos de verão e cursos de formação contribuem para que as crianças e jovens que são órfãos, pobres, vivem em povoados afastados ou em áreas onde há graves problemas sociais, tenham a oportunidade de viver uma experiência enriquecedora.

Uma religiosa das Irmãs da Imaculada Conceição na Armênia, Ir. Arousiag, disse à ACN que muitas das crianças e jovens que participam “consideram esta atividade como a melhor coisa que acontece com eles no ano todo, às vezes em toda a sua vida”.

Por outro lado, ACN assinalou que esses projetos também podem dar frutos inesperados. Contaram o caso de uma jovem originário da Etiópia que participou de um acampamento de verão no sul de seu país e que voltou para casa com uma inquietude vocacional. Atualmente, é um religioso da Comunidade de São João.

Para este ano, a fundação pontifícia destinará 180 mil euros para realizar mais de 20 cursos e acampamentos de verão entre junho e setembro em vários desses países mencionados.

Por ACI Digital

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Papa Francisco recebe Donald Trump e o convida a cultivar a paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-recebe-donald-trump-e-o-convida-a-cultivar-a-paz/ Wed, 24 May 2017 12:02:35 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-recebe-donald-trump-e-o-convida-a-cultivar-a-paz.html Um encontro cordial de 30 minutos em que o Papa Francisco convidou o presidente norte-americano Donald Trump a cultivar a paz e o presenteou com diferentes documentos do seu pontificado, como a “Amoris Laetitia” ou a encíclica “Laudato Si’”, sobre o cuidado da criação.

Na manhã de hoje, o Pontífice recebeu a delegação oficial dos Estados Unidos, liderada pelo seu presidente e formada pela sua filha mais velha, Ivanka; seu filho, Jared Kushner; o secretário de Estado, Rex Tillerson; o conselheiro de segurança nacional, o tenente general H. R. McMaster, e a porta-voz presidencial Hope Hicks, além de outras oito pessoas.

O Papa recebeu Trump com um “encantado em conhecê-lo” e em seguida seguiram para a biblioteca privada, onde se sentaram um de frente para o outro diante de uma mesa. Depois de alguns segundos de conversa informal, os fotógrafos, câmeras de televisão e jornalistas foram convidados a se retirar da sala e começaram o diálogo privado, com a ajuda de intérpretes. Tudo isso com o procedimento habitual realizado com todos os chefes de Estado que se reúnem com o Papa.

“É uma grande honra”, saudou Trump a Francisco. O Papa revelou: “não falo inglês muito bem, então preciso de um tradutor”. Entretanto, o presidente lhe respondeu que não é assim.

Depois da reunião privada, ocorreu a tradicional troca de presentes. Trump ofereceu um cofre: “É um presente. Este é um livro de Martin Luther King. Acho que você vai gostar. Espero que sim”.

Por sua parte, o Santo Padre ofereceu ao presidente um medalhão em que é representado dois ramos de oliveira entrelaçados, como símbolo da paz e da unidade. “É uma oliveira, é o símbolo de paz, com dois ramos. Aqui, a divisão da guerra, no meio, e a oliveira está tentando reuni-los lentamente em paz”, explicou o Papa. “Nós precisamos de paz”, respondeu Trump. “Este é um dos meus maiores desejos: que possa ser uma oliveira para a paz”, disse-lhe Francisco.

Além disso, o Pontífice lhe deu de presente a mensagem para o Dia Mundial da Paz e a encíclica “Laudato Si’”, sobre o cuidado da criação, a “Evangelii Gaudium” e o documento pós-sinodal “Amoris Laetitia”. “Um documento sobre a família, outro sobre a evangelização e outro sobre o meio ambiente e sobre o cuidado da casa comum”. “Eu vou ler”, disse-lhe Trump.

Em um comunicado, o Vaticano explicou que “durante as conversas cordiais, manifestou a satisfação pelas boas relações bilaterais entre a Santa Sé e os Estados Unidos da América, assim como pelo compromisso comum a favor da vida e da liberdade religiosa e de consciência”.

“Foi manifestado o desejo de uma colaboração serena entre o Estado e a Igreja Católica nos Estados Unidos, comprometida em servir a população nas áreas da saúde, da educação e da assistência aos imigrantes”.

Além disso, “as conversas também permitiram uma troca de pontos de vista sobre alguns temas relacionados com a atual situação internacional e com a promoção da paz mundial através da negociação política e do diálogo inter-religioso, referindo-se especialmente à situação no Oriente Médio e à proteção das comunidades cristãs”.

Em seguida, a delegação norte-americana continuou com sua programação em Roma. Melania Trump, esposa do presidente, foi ao hospital Bambino Gesù – especializado em crianças – para visitar a área de cardiologia e saudar alguns enfermos. Também visitou a capela do hospital.

Por sua parte, Ivanka, filha do presidente, participou de um evento organizado pela Comunidade de Santo Egídio, no qual falou sobre o tráfico de pessoas e depois saudou alguns refugiados.

Sobre Trump, em uma entrevista publicada em novembro no jornal italiano ‘La Repubblica’, Francisco afirmou: “não faço julgamentos sobre as pessoas ou sobre os políticos. Apenas quero compreender quais são os sofrimentos que as suas formas de proceder causam nos pobres e nos excluídos”. Algo que também expressou durante o voo de regresso de Fátima há alguns dias.

Precisamente após esta visita, o Pontífice assinalou que “uma pessoa que pensa somente em levantar muros, seja onde for, e não em fazer pontes, não é cristã. Isso não está no Evangelho”, referindo-se à construção de um muro na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Deste modo, Francisco também fez referência a declarações de Trump na televisão, quando afirmou que o Papa “é uma pessoa muito política” que “não entende os problemas do nosso país” e “o perigo de fronteira aberta com o México”.

Depois das palavras do Papa, o presidente respondeu (antes de ser eleito), que “para um líder religioso, é escandaloso questionar a fé de uma pessoa”. E acrescentou que, no caso de um ataque jihadista contra o Vaticano, Francisco “rezará só para que Donald Trump seja presidente, porque isso não poderá acontecer comigo”.

Por ACI Digital

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