orar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Wed, 07 Jun 2017 09:45:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png orar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Nossa oração muda a vontade de Deus? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/nossa-oracao-muda-a-vontade-de-deus/ Wed, 07 Jun 2017 09:45:11 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46681 Conhecemos a famosa frase: “Tudo pode ser mudado pela força da oração”. Ela já deu até música, como canta Salette Ferreira. Mas você já se perguntou se a sua oração é capaz mesmo de mudar a vontade de Deus? Com os seus pedidos e com a sua súplica, Deus mudaria sua vontade? Seria possível nós, como criaturas, mudarmos a vontade do Criador?

Saiba que, se você já se fez essa pergunta, não foi o primeiro. São Tomás de Aquino, um grande santo e doutor da Igreja, já nos catequizou em cima dessa pergunta. Em sua Suma Teológica, no artigo 2, da questão 83 da II IIª Parte, onde fala especificamente da oração, ele nos aponta a reposta dessa pergunta, que lhe é feita exatamente desta forma: “A oração dobra o espírito, a quem oramos, a fazer o que lhe pedimos? Ora, o espírito de Deus é imutável e inflexível, conforme aquilo da Escritura: ‘Mas o triunfador em Israel não perdoará nem se dobrará pelo arrependimento’, logo, não é conveniente orarmos a Deus.”

Qual o sentindo de orar?

Se não somos capazes de dobrar a Deus, a quem oramos, então, qual o sentido de orar? Qual o sentido de pedir, se não vamos conseguir o que queremos, já que Deus não vai se dobrar à nossa vontade? É aí que Tomás nos apresenta o sentido da oração. Nós, homens, não oramos para mudar a vontade de Deus, ao contrário, oramos para alcançarmos aquilo que Ele nos ofereceu, mas que só conseguiremos por meio da oração.

É mais ou menos assim: Deus me deu um presente, mas deixou do outro lado da rua. Para que eu pegue esse presente, faz-se necessário que eu atravesse a rua. Se eu ficar parado desse lado, nunca conseguirei o presente. Com isso, entendemos que, Deus nos deu um presente e a via para o qual conseguiremos alcançá-lo é a oração. Se eu não atravessar, não pego o presente; se eu não orar, não pego o presente. O mais interessante é saber que Deus já me deu esse presente. Ele não vai me dar quando eu chegar do outro lado, ele já é meu, mesmo que eu fique desse lado da rua, ele já está lá.

A oração nos muda

A oração, portanto, não é para mudar a vontade de Deus, mas é para que ela nos mude. Orando, e somente orando, vamos entender qual é a vontade de Deus para nossa vida. Por isso, é extremamente necessário ter uma vida de oração, pois é por meio dela que vamos entrar em sintonia com a vontade do Senhor. É a vida de oração (e aqui podemos traduzir como a intimidade com Deus) que vai moldar o nosso coração no formato do coração de Deus. A própria oração tem várias características: oração de intercessão, de súplica, agradecimento, louvor a Deus etc. Todas elas vão nos fazer mais próximo do coração de Deus.

Então, não deixemos de pedir, não deixemos de orar pensando que a oração não tem efeito, já que não vamos mudar Deus. Muito pelo contrário, rezemos mais, peçamos mais, pois é essa oração que vai nos mudar. E é isso o que importa: nossa conversão diária, para, cada vez mais, estarmos perto de Deus.

Por Guilherme Zapparoli para Canção Nova, via Aleteia

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Existe uma previsão de quando exatamente Jesus voltará? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/existe-uma-previsao-de-quando-exatamente-jesus-voltara/ Thu, 11 May 2017 09:46:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46193 Ninguém sabe, exatamente, quando Jesus voltará. O Catecismo da Igreja diz que: “O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só ele decide do seu advento” (n.1040). “Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém os conhece, nem mesmo os anjos do céu, nem mesmo o Filho, mas, sim, o Pai só” (Mc 13,32).

Muitas especulações houve na história; e muitas marcaram o dia da volta de Jesus, mas todos erraram. Por isso, a Igreja proíbe que alguém afirme o dia da volta de Cristo. Muitos se enganaram sobre isso e levaram muitos outros ao engano e ao desespero. Até grandes santos da Igreja erraram neste ponto. Podemos citar alguns exemplos que Dom Estevão Bettencourt cita no seu curso de Escatologia: S. Hipólito de Roma (†235) chegou a afirmar que o fim do mundo seria no ano 500.

Previsões que não aconteceram

Santo Irineu (†202) confirmava a tese do Ps Barnabé, de que o fim seria no ano 6000 após a criação do mundo. Santo Ambrósio (†397) e S. Hilário de Poitres (†367) apoiaram a mesma tese anterior. S. Gaudêncio de Bréscia (†405) indicava o ano 7000 após a criação.

No século V, com a queda de Roma (476), S. Jerônimo (†420), S. João Crisóstomo (†407) e S. Leão Magno (†461) defendiam que, face à queda de Roma, o fim do mundo estava próximo. No século VI e VII, S. Gregório Magno (†604) afirmava como próxima a vinda de Cristo.

No Concílio Universal de Latrão V, em 1516, foi decretado: “Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão incumbidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinada época para os males vindouros para a vinda do anticristo ou para o dia do juízo. Com efeito, a Verdade diz: “Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjecturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve, segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda a criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a paz e a caridade mútuas, tão recomendadas por nosso Redentor”.

Em 1318, o Papa João XXII, condenando os erros dos chamados Fraticelli, proibiu que alguém preveja o fim do mundo e a volta de Cristo. (Curso de Escatologia – D. Estevão Bettencourt, págs. 123/124).

Falando sobre a Segunda Vinda de Cristo, o Papa João Paulo II disse em uma de suas catequeses:

“A história caminha rumo à sua meta, mas Cristo não indicou qualquer prazo cronológico. Ilusórias e desviantes são, portanto, as tentativas de previsão do fim do mundo. Cristo só nos assegurou que o fim não acontecerá antes que a Sua obra salvífica tenha alcançado uma dimensão universal através do anúncio do Evangelho: “Esta Boa Nova do Reino será proclamada em todo o mundo para dar testemunho diante de todos os povos. E então virá o fim” (Mt 24,14).

O que diz o Catecismo da Igreja Católica?

O Catecismo da Igreja diz que Jesus pode voltar a qualquer momento, mas ninguém sabe quando:

“A partir da Ascensão, o advento de Cristo na glória é iminente, embora não nos ‘caiba conhecer os tempos e os momentos que o Pai fixou com sua própria autoridade’ (At 1,7). Este acontecimento escatológico pode ocorrer a qualquer momento, ainda que estejam ‘retidos’ tanto ele como a provação final que há de precedê-lo” (n.673).

O Catecismo diz também que depende do povo judeu aceitar Jesus como o Messias verdadeiro:

“A vinda do Messias glorioso depende a todo momento da história do reconhecimento dele por “todo Israel”. Uma parte desse Israel se “endureceu” (Rm 5) na “incredulidade” (Rm 11,20) para com Jesus. São Paulo lhe faz eco: “Se a rejeição deles resultou na reconciliação do mundo, o que será o acolhimento deles senão a vida que vem dos mortos?”. A entrada da “plenitude dos judeus” na salvação messiânica, depois da “plenitude dos pagãos, dará ao povo de Deus a possibilidade de “realizar a plenitude de Cristo” (Ef 4, 13), na qual “Deus é tudo em todos” (1Cor 15,28). (n.674)

O Catecismo diz que a Igreja passará pela pior provação antes do Cristo voltar:

“Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra” desvendará o “mistério de iniquidade” sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne” (n.675).

A Igreja sabe que só entrará na glória do Reino passando por uma “Paixão” semelhante a do seu Senhor. O Catecismo afirma: “O Reino não se realizará por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal (cf. Ap 20,7-10), que fará a sua Esposa descer do Céu (Ap 21,2-4).

Orar e vigiar

O que a Igreja recomenda, e que compete a nós, é estarmos preparados para a volta de Cristo a qualquer momento, vivendo na vigilância e na oração constantes. Todos os que já morreram até hoje não puderam ver a volta de Cristo, mas se encontraram com Ele no “Tribunal de Cristo” após a morte, como disse São Paulo: “Por que teremos de comparecer diante do Tribunal de Cristo” (2 Cor 5,10). E a Carta aos Hebreus confirma dizendo: “Está determinado que os homens morram uma única vez, e logo em seguida vem o juízo” (Heb 9,27). Trata-se do juízo particular de cada um.

Escrevendo aos cristãos de Tessalônica, sobre a Segunda Vinda de Cristo, São Paulo disse:

“Não vos deixeis facilmente perturbar o espírito e alarmar –vos, nem por alguma pretensa revelação nem por palavra ou carta tidas como precedentes de nós e que vos afirmassem estar iminente o dia do Senhor. Ninguém de modo algum vos engane, porque primeiro deve vir apostasia e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus”. (2 Tes 2,2-4)

São Pedro respondeu aos que perguntavam sobre a demora da volta de Cristo:

“Para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa de paciência para convosco. Não quer que alguém se perca; ao contrário, quer que todos se arrependam. Entretanto, virá o Dia do Senhor como ladrão. Portanto, caríssimos, esperando essas coisas esforçai-vos por serdes achados por Ele sem mácula e irrepreensíveis na paz” (2Pd 3,8-14).

Por Felipe Aquino, via Canção Nova

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Orar em ritmo pascal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/orar-em-ritmo-pascal/ Tue, 25 Apr 2017 11:02:22 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45695 Estamos no embalo do tempo pascal. Um sentimento de Páscoa deve ser vivido diariamente por todos que nos dirigimos à Galileia para encontrar Jesus. O tempo pascal nos recoloca nos caminhos do Senhor Ressuscitado. O Ressuscitado nos lembra o processo de libertação da vida. Ele traz no seu corpo as marcas da paixão. Para chegar à glória da ressurreição Jesus foi entregando a sua vida com confiança. Teve encontros libertadores com as pessoas. Falou de vida nova, reintegrou muita gente na sociedade, reconstruiu a vida. No final da sua missão nos presenteou com a  Eucaristia e o sacerdócio.

Após a sua morte o Pai o ressuscitou. Ele foi se manifestando aos discípulos e a Igreja foi surgindo fortalecida pelo Espírito.

Na ressurreição, não apenas o túmulo abriu-se, mas o morto que estava dentro dele viveu e veio para fora.  Creio que na noite da vigília pascal cada pessoa quis e até conseguiu abrir o túmulo da sua vida. Que bom que isso aconteceu. Mas, é preciso vir para fora.

O ser humano tem o costume de  fabricar o seu próprio túmulo; cria as paredes que escondem o seu egoísmo, o seu orgulho, os seus vícios, a sua injustiça, os seus maus tratos, os seus ressentimentos. Há sempre uma tendência em querer  ser sepultado a cada dia. É até mais cômodo estar sepultado, pois assim a visão do mundo fica encurtada. Este sepultamento é também chamado de alienação, de comodismo ou de fuga.

A Páscoa abriu o túmulo. Mas abrir o túmulo é muito pouco. Abrir sem renovar ou ressuscitar o que está dentro causa medo, nojo ou repulsa. É importante não apenas abrir e sair, mas sair ressuscitado, ou seja com novas esperanças. Ressurreição é processo contínuo na vida. Há sempre um desejo de voltar atrás. Há uma certa saudade da escravidão do pecado, dos vícios e da vida anterior. Não podemos ficar parados. Nascemos no caminho da ressurreição.

Para manter o processo de ressurreição é preciso orar em ritmo pascal. Orar é respirar na graça. Orar em ritmo pascal é estar sempre cuidando das feridas que emergem no processo de viver, é curar o relacionamento com Deus, com as pessoas, com a natureza e consigo mesmo. Orar  em ritmo pascal é permitir ser presenteado com os sentimentos de Deus.

Orar sempre e de maneira pascal tende nos levar a viver com o coração em festa; se é bem verdade que somos caminhantes e experimentamos a dor, o pecado  e a morte, também é certo que em Cristo vencemos tudo e seu amor há de durar sempre.

Até mesmo quando a dor, o cansaço, a tristeza, o pecado quiser desanimá-lo não pare de olhar, de confiar, de esperar. Continue buscando o Senhor, pois o encontro consolador virá. Santo Agostinho disse em forma orante: “Se quando tu me buscavas eu te fugia, agora que te busco como não vai acontecer o encontro?”

O tempo pascal é propício para orar na presença do Senhor ressuscitado que torna o homem novo. Não deixe de orar em ritmo pascal.

Por Dom Messias dos Reis Silveira – Bispo de Uruaçu (GO)

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