ONU - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png ONU - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Dom Tomasi sobre Jerusalém: serve uma linha política de convergência pela paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-tomasi-sobre-jerusalem-serve-uma-linha-politica-de-convergencia-pela-paz/ Thu, 07 Dec 2017 10:27:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49889 “Serve uma linha política de convergência de esforços pela paz.” Estas palavras foram proferidas pelo Observador Permanente emérito da Santa Sé na ONU, em Genebra, Dom Silvano Maria Tomasi, membro do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, depois do anúncio do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de querer transferir a Embaixada dos Estados Unidos, em Israel, de Telaviv a Jerusalém. 

Entrevistado pelo colega Mário Galgano da Secretaria para a Comunicação – Rádio Vaticano, eis o que disse Dom Tomasi: 

“A posição da Santa Sé sempre foi aquela apoiada legalmente pelas Nações Unidas, ou seja, dois Estados independentes que respeitem mutuamente os seus direitos. Um Estado judeu e um palestino. Jerusalém deve permanecer acessível às três grandes religiões abraâmicas: aos cristãos, muçulmanos e judeus. Dizer que Jerusalém é a capital somente de Israel, com as consequências jurídicas que poderiam surgir, complicaria certamente essa posição que desde sempre foi apoiada pelas Nações Unidas e também pela Santa Sé. Eu diria que é preciso encontrar uma linha política não de divisão, mas de convergência de esforços para garantir a paz. Vemos que existe grande necessidade de trabalhar juntos, de compreender-se e essas afirmações, romper aquilo que é um pouco o consenso internacional, levam ao risco de novas violências. Devemos evitar isso de todas as maneiras.” 

Por Rádio Vaticano

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Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza: "Miséria não é uma fatalidade" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-internacional-para-a-erradicacao-da-pobreza-miseria-nao-e-uma-fatalidade/ Tue, 17 Oct 2017 13:47:14 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-internacional-para-a-erradicacao-da-pobreza-miseria-nao-e-uma-fatalidade.html No Angelus do último domingo, 15 de outubro, após a Missa com as canonizações, o Papa Francisco recordou que esta terça-feira recorre o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

“A miséria não é uma fatalidade, tem causas que devem ser reconhecidas e removidas para honrar a dignidade de tantos irmãos e irmãs, à exemplo dos Santos”.

O tema internacional deste ano, escolhido com o Comitê Internacional do 17 de Outubro e as Nações Unidas é: “Responder ao apelo do 17 de outubro para erradicar a pobreza: um caminho que nos leva a criar sociedades pacíficas e inclusivas.”

No Dia Mundial da Alimentação celebrado esta segunda-feira (16/10), o Papa Francisco visitou a sede da FAO em Roma.  Ao fazer uma análise das causas da pobreza, o Pontífice  sugeriu a inserção da “categoria do amor” na linguagem da cooperação internacional, como forma de vencer a fome:

“Seria exagerado introduzir na linguagem da cooperação internacional a categoria do amor, conjugada como gratuidade, igualdade de tratamento, solidariedade, cultura do dom, fraternidade e misericórdia? Essas palavras efetivamente expressam o conteúdo prático do termo “humanitário”, tão usado na atividade internacional. Amar os irmãos, tomando a iniciativa, sem esperar a ser correspondidos, é o princípio evangélico que encontra também  expressão em muitas culturas e religiões, convertendo-se em princípio de humanidade na linguagem das relações internacionais”.

A ONU oficializou esta recorrência em 1992, mas sua origem remonta a 17 de outubro 1987, quando cem mil pessoas guiadas pelo Padre Joseph Wresinski , reuniram-se na Esplanada  onde foi assinada a Declaração dos Direitos do Homem, no Trocadéro, em Paris, para defender os direitos humanos de cada país, condição e origem.

O Padre Wresinski sintetizou o sentido desta data com estas palavras: “Onde os homens são condenados a viver na miséria, os direitos do homem são violados. Unir-se para que sejam respeitados é um dever sagrado”.

A erradicação da pobreza e da fome é um dos oito objetivos de desenvolvimento do milênio, definidos no ano de 2000 por 193 países membros das Nações Unidas e por várias organizações internacionais.

Os 10 países mais pobres do mundo são República Democrática do Congo, Zimbabwe, Burundi, Libéria, Eritreia, República Centro Africana Central, Níger, Malawi, Madagáscar, Afeganistão.

Por Rádio Vaticano

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Na ONU, Santa Sé reitera necessidade de combate ao tráfico humano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-onu-santa-se-reitera-necessidade-de-combate-ao-trafico-humano/ Thu, 28 Sep 2017 14:21:19 +0000 http://teste.toqueto.com/na-onu-santa-se-reitera-necessidade-de-combate-ao-trafico-humano.html Em conferência realizada nesta quarta-feira, 27, em Nova Iorque, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o assunto em análise foram as resoluções e estratégias contra o tráfico humano, prática que tem atingido especialmente mulheres e crianças.

“Segundo o relatório sobre tráfico de pessoas do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), dezenas de milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado, servidão sexual, recrutamento na condição de crianças-soldado e outras formas de exploração e abuso”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O secretário vaticano para Relações com os Estados, Dom Paul Gallagher [foto], em sua intervenção durante a reunião, pediu o comprometimento de todas as autoridades envolvidas na prevenção deste crime, citando como exemplo um plano de ação adotado. “A minha Delegação gostaria de estruturar a sua avaliação sobre o progresso do Plano de Ação em torno dos quatro objetivos que o sustentam, o quais denominamos como ‘quatro Ps’: prevenir o tráfico de pessoas abordando o que o impulsiona; proteger e auxiliar as vítimas; processar os envolvidos no crime de tráfico; e promover parcerias entre instituições governamentais e todas as partes interessadas para erradicar o tráfico e reabilitar os sobreviventes”.

Dom Paul também se manifestou sobre a necessidade de proteção e assistência às vítimas deste crime. “Por conta dos profundos traumas sofridos, é necessário um maior reconhecimento de que o trabalho de reabilitação não pode ser um programa breve, mas que exige um investimento a longo prazo para proporcionar a cura e o treinamento necessário para que as vítimas comecem uma vida normal, produtiva e autônoma”, afirmou Dom Gallagher.

Tanto a Igreja católica quanto a ONU reconhecem que as vítimas mais afetadas pelo tráfico humano são as mulheres e as crianças, assim como meninos explorados para fins sexuais e para a retirada de órgãos vitais, crianças que chegam a ser obrigadas a mendigar e homens que são levados a situações de trabalho forçado.

Dom Gallagher destaca o trabalho que as mulheres da Igreja têm realizado para sanar este quadro, dedicando-se à proteção dos mais vulneráveis. “Quero sublinhar em particular o papel das mulheres religiosas, que estão na linha de frente ajudando àqueles que caem nas armadilhas do tráfico humano. Com amor e carinho, elas pacientemente acompanham as vítimas na longa estrada de volta à vida com liberdade”, afirmou.

O secretário-geral da ONU advertiu ainda que os recentes conflitos trazem insegurança e incerteza econômica. Estas mazelas trouxeram novos desafios às autoridades em segurança e controle de fronteiras. “Redes criminosas aproveitaram-se da desordem e do desespero para expandir sua brutalidade e seu alcance”, lamentou Guterres.

Agenda 2030

A Agenda 2030, documento que contém diversas diretrizes para conter o tráfico humano, foi lembrado durante essa conferência na Assembleia Geral e reforçado como um importante dispositivo das autoridades envolvidas na proteção dos mais vulneráveis.

Dom Gallagher lembrou que três dos 169 objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável são explicitamente dedicados ao combate ao tráfico humano. O Secretário da Santa Sé recordou ainda as palavras do Papa momentos antes da Agenda ser assinada. “Devemos garantir, como afirmou o Papa Francisco, que nossos esforços são verdadeiramente eficazes na luta contra todos esses flagelos”, disse o Secretário da Santa Sé.

“Frequentemente, o tráfico é estimulado pela pobreza e pela desigualdade. O combate ao tráfico e a busca pelo desenvolvimento sustentável e inclusivo andam de mãos dadas”, finalizou Guterres.

Por Canção Nova, com Santa Sé e ONU

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Sustentabilidade e combate à pobreza são focos do Dia Mundial do Turismo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sustentabilidade-e-combate-a-pobreza-sao-focos-do-dia-mundial-do-turismo/ Wed, 27 Sep 2017 14:16:24 +0000 http://teste.toqueto.com/sustentabilidade-e-combate-a-pobreza-sao-focos-do-dia-mundial-do-turismo.html Nesta quarta-feira (27), o mundo celebra o Dia Mundial do Turismo, atividade que movimenta bilhões ao ano no mundo todo, segundo dados da Organização Mundial de Turismo (OMT). Este ano, com o tema ‘Turismo Sustentável: um instrumento ao serviço do progresso’ as comemorações se dão em torno do ano ter sido declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional do Turismo Sustentável.

Para a instituição, o potencial do turismo para o desenvolvimento sustentável é um dos principais setores de geração de emprego do mundo. A meta da OMT é ampliar a compreensão e conscientização da importância do turismo no compartilhamento do patrimônio natural, cultural e distribuição da riqueza proporcionada pelas viagens.

Em mensagem por ocasião do Dia Mundial do Turismo, novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé, destaca papel dos visitantes na ajuda às populações pobres.

“O turismo pode ser um instrumento importante para o crescimento e o combate à pobreza”, observa o texto do órgão, com votos de que este setor seja um “veículo de novas oportunidades, e não fonte de problemas”, destaca o texto.

O bispo referencial da Pastoral do Turismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Irineu Roman, escreveu um artigo onde cita a mensagem escrita pelo prefeito do órgão, cardeal Peter Turkson. O bispo relata que a Igreja se une à sociedade civil na abordagem do fenômeno convencido de que toda atividade genuinamente humana deve encontrar lugar no coração dos discípulos de Cristo.

“O turismo é um fenômeno de grande importância, seja pelo número de pessoas que ele envolve (viajantes e trabalhadores), seja pelos numerosos benefícios que ele pode oferecer (…), ou ainda, pelos riscos e perigos que ele pode representar, em muitos âmbitos”, escreveu o cardeal Turkson.

Segundo a Doutrina Social da Igreja, o verdadeiro desenvolvimento “não se reduz a um simples crescimento econômico”, mas “deve ser integral”, ou seja, “promover todos os homens e o homem todo”, como ressalta a Carta Encíclica Populorum Progressio.

Turismo sustentável

O turismo sustentável é aquele que busca minimizar impactos negativos ambientais e socioculturais. Ao mesmo tempo promove benefícios econômicos para pessoas, comunidades locais e seus destinos. Ecoturismo é turismo sustentável em áreas naturais. Beneficia o meio ambiente, pessoas e comunidades visitadas. Promove o aprendizado, respeito e consciência sobre aspectos humanos, ambientais e culturais.

Dados da OMT mostram que em 2030, o turismo atingirá o marco de dois bilhões de turistas viajando pelo mundo. A atividade é uma força poderosa e transformadora do ponto de vista religioso, econômico, social e cultural que faz toda a diferença no cotidiano.

Segundo dom Irineu Roman, o turismo sustentável também valoriza as diferenças culturais e contribui para o fortalecimento da paz no mundo. A sustentabilidade definida pela ONU tem como base três pilares: econômico, social e ambiental. O turismo, se bem concebido e gerido, proporciona emprego e renda em harmonia com a natureza, a cultura e a economia dos destinos.

“O consumo responsável dos serviços turísticos também minimiza impactos negativos ambientais e socioculturais e, ao mesmo tempo, promove benefícios econômicos para as comunidades locais e no entorno dos destinos”, destaca.

Na adoção dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela ONU e que têm por horizonte o ano de 2030, o turismo foi inserido em três deles: a) promover crescimento econômico sustentável e inclusivo, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos; b) consumo e produção sustentável; c) e conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e fontes marinhas para o desenvolvimento sustentável.

Na mensagem, o cardeal Turkson recorda que a Igreja está oferecendo uma contribuição própria, lançando iniciativas que colocam realmente o turismo ao serviço do desenvolvimento integral da pessoa. Por isso, fala-se de “turismo com o rosto humano”, que se traduz em projetos de “turismo de comunidade”, “de cooperação”, “de solidariedade”, e na valorização do grande patrimônio artístico, uma verdadeira “via de beleza”.

O texto chama atenção para alguns questionamentos: De que modo estes princípios podem dar concretude ao desenvolvimento do turismo? Que consequências derivam para os turistas, os empresários, os trabalhadores, os governantes e as comunidades locais?

Pelo menos três arquidioceses brasileiras, Salvador (BA), Belém (PA) e Aparecida (SP) já estruturaram a Pastoral do Turismo para que os profissionais do turismo religioso trabalhem bem o turismo sustentável com os visitantes.

Turismo religioso

A Organização Mundial do Turismo estima que o turismo religioso movimenta em torno de US$ 18 bilhões ao ano no mundo todo. No Brasil, quatro principais destinos de peregrinação, Aparecida (SP), o Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), o Círio de Nazaré em Belém (PA), e a Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP) já somam quase 20 milhões de peregrinos/ano. A média nacional, gira em torno de 30 milhões, segundo o site Romaria Brasil.

Para dom Irineu, o setor ainda tem potencial de crescimento, mas precisa investir na qualificação dos profissionais que atendem esses turistas e nas estruturas de estadia, mobilidade, oração.

Segundo o Ministério do Turismo, Aparecida (SP) deverá encerrar o ano do tricentenário da padroeira do Brasil com 12 milhões de visitantes. Por causa das festividades, o roteiro da fé também deve se estender a Canção Nova e ao Santuário de Frei Galvão, em Guaratinguetá, cidades vizinhas de Aparecida.

Por CNBB

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Santa Sé assina e ratifica tratado de proibição do uso de armas nucleares https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-assina-e-ratifica-tratado-de-proibicao-do-uso-de-armas-nucleares/ Thu, 21 Sep 2017 15:40:28 +0000 http://teste.toqueto.com/santa-se-assina-e-ratifica-tratado-de-proibicao-do-uso-de-armas-nucleares.html A Santa Sé assinou e ratificou nesta quarta-feira, 20, durante uma cerimônia nas Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, um acordo que proíbe o uso de armas nucleares. O acordo, ratificado por mais de 40 países, foi assinado pelo Secretário para Relações com os Estados, Dom Paul Gallagher, pela Santa Sé e também em nome do Estado da Cidade do Vaticano. 

Junto à Santa Sé, países como a Tailândia também assinaram o acordo. Espera-se que mais nações possam integrar o pacto nos próximos dias. O acordo será efetivamente validado em 90 dias, quando terá sido ratificado por mais de 50 países.

O Acordo de Proibição do Uso de Armas Nucleares condena quaisquer atividades ligadas aos armamentos nucleares, tais como o desenvolvimento, teste, produção, posse de aparelhos ou explosivos nucleares, assim como o uso ou ameaça dessas armas.

Palavra do Papa

Em março deste ano, em mensagem a outra conferência da ONU realizada em Nova Iorque, o Papa Francisco reiterou o “não” às armas nucleares. “A paz e a estabilidade internacionais não podem ser fundadas sobre um falso sentido de segurança, sobre a ameaça de uma destruição recíproca ou de total aniquilamento, sobre a simples manutenção de um equilíbrio de poder”.

Por meio de sua conta no Twitter, o Papa Francisco se manifestou hoje sobre desarmamento. “Apelo à paz e ao desarmamento: neste mundo ferido pela violência, precisamos da fraternidade entre os povos”, disse.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Em discurso na ONU, Santa Sé pede combate à escravidão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-discurso-na-onu-santa-se-pede-combate-a-escravidao/ Thu, 21 Sep 2017 08:28:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48584 Em discurso na noite de terça-feira, 19, em Nova Iorque, durante a 72ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o Secretário da Santa Sé para Relações com os Estados, Arcebispo Paul Gallagher, disse que as prioridades do papado de Francisco são o combate à escravidão, o trabalho forçado e o tráfico humano.

Falando às autoridades durante a reunião, o representante da Santa Sé disse que a Igreja tem lutado contra esses abusos desde o Concílio Vaticano II, lançado na década de 1960.

Dom Gallagher ressaltou que os parceiros da Igreja no Reino Unido têm trabalhado de forma conjunta com o governo britânico, em particular com o Grupo Santa Marta, entidade que luta contra o tráfico humano.

O arcebispo também destacou em sua fala o papel das mulheres religiosas, que têm atuado em redes coordenadas. Segundo Dom Gallagher, as religiosas já provaram que podem ajudar de forma efetiva as vítimas do tráfico e da exploração, fornecendo a essas pessoas abrigo, assistência prática e espiritual.

Por fim, Dom Gallagher mencionou a implantação de um Plano de Ação Global, que será adotado nos próximos dias. Segundo o representante da Santa Sé, este plano enfatiza a importância de fortalecer a ação coletiva para acabar com esses crimes hediondos.

De acordo com o arcebispo, tais crimes só podem ser vencidos com a promoção de instrumentos jurídicos que funcionem, agindo de forma conjunta em vários níveis para punir os criminosos e ajudar as dezenas de milhões de vítimas.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Santa Sé na ONU: fazer mais para proteger civis de crimes de guerra https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-na-onu-fazer-mais-para-proteger-civis-de-crimes-de-guerra/ Fri, 15 Sep 2017 08:04:22 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48486 Reconhecendo a honesta admissão da existência de uma discrepância entre os compromissos assumidos e a realidade do dia a dia vivida pelas populações expostas a riscos de genocídio, crimes de guerra, limpeza étnica, e crimes contra a humanidade – registrado no Relatório do secretário geral sobre a Responsabilidade pela proteção e prevenção – e convidando a superar esta distância enquanto responsabilidade coletiva que interpela todos a uma urgente intervenção, o observador permanente da Santa Sé na ONU, Dom Bernardito Auza, abriu seu pronunciamento em 06/09 na sede das Nações Unidas, em Nova York.

“A Responsabilidade de proteger é intrínseca na relação entre aqueles que governam e aqueles que são governados, da mesma forma em que constitui elemento essencial para o bem comum. Há um consenso universal que esta responsabilidade primária de todo Estado constitui o primeiro pilar da norma”, explicou o representante vaticano.

Daí, a referência ao Encontro mundial de 2005 em que foi definida a Responsabilidade de proteção, ao religioso dominicano Frei Francisco de Vitoria, um dos pais do direito internacional, e àqueles conceitos que se desenvolveram no seio das Nações Unidas.

“Existe hoje um consenso geral político de que esta responsabilidade coletiva de todos os Estados seja o segundo pilar da norma”, prosseguiu.

Havendo, ademais, um crescente consenso segundo o qual a comunidade internacional, mediante as Nações Unidas, tem a responsabilidade de usar os apropriados meios diplomáticos, humanitários e outros meios de paz para ajudar a proteger as populações de crimes contra a humanidade, genocídios, limpezas étnicas, crimes de guerra, os países aceitaram ser preparados a tomar ações coletivas de modo tempestivo e decisivo, através do Conselho de Segurança, de acordo com o Estatuto das Nações Unidas, baseando-se, caso por caso, na cooperação com as organizações regionais.

“O maior desafio para a implementação da Reponsabilidade de proteção consiste neste terceiro pilar – explicou o núncio – que permanece uma advertência para toda a comunidade internacional a superar tais atrocidades.” Portanto, torná-lo mais aplicável é a chave para uma decisiva e tempestiva aplicação da Responsabilidade à proteção.

Concluindo seu pronunciamento, o arcebispo filipino confirmou por parte da Santa Sé o apoio à validez da Responsabilidade a proteger e a esperança de uma plena, imparcial e consistente aplicação desta, apoiando todas aquelas iniciativas que facilitarão a proteção dos civis e as operações de paz.

A Santa Sé fez também um chamado a uma concreta aplicação desta Responsabilidade inclusive no contexto das migrações:

“Quando a comunidade internacional é falimentar no exercer adequadamente a Responsabilidade a proteger, todos nós temos a urgente responsabilidade, como pediu o Papa Francisco, de acolher, proteger, promover e integrar as vítimas destes falimentos.”

Por Rádio Vaticano

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Santa Sé pede ação coordenada contra tráfico de migrantes e escravidão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-pede-acao-coordenada-contra-trafico-de-migrantes-e-escravidao/ Wed, 06 Sep 2017 10:28:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48310 Somente uma ação coordenada em nível internacional entre as instituições políticas, o mundo econômico, o mundo acadêmico, a sociedade civil e as comunidades de fé se pode contrastar o fenômeno global do tráfico de migrantes, do tráfico de seres humanos e das formas modernas de escravidão.

Foi o que disse, em síntese, na segunda-feira (04/09) em Viena, na Áustria, o subsecretário do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Pe. Michael Czerny, S.J., na quinta sessão temática organizada pela ONU em vista do “Global compacto on migration”, o pacto global que as Nações Unidas se propõem a adotar até 2018 para uma gestão segura, ordenada e regular das migrações.

A identificação, a proteção e a assistência às vítimas do tráfico de que os migrantes são hoje objeto encontram-se no centro do trabalhos que se concluíram este 5 de setembro.

Efetivamente, “apesar dos grandes resultados obtidos graças a acordos internacionais, aqueles que pedem asilo e os migrantes que arriscam a vida em busca de segurança e de uma nova casa são cada vez mais vulneráveis sobretudo diante das organizações criminosas” que administram esses tráficos, favorecidos pela falta de canais legais e seguros.

Trata-se de uma vulnerabilidade alimentada por um círculo vicioso formado por pobreza, ausência do Estado, desemprego, falta de instrução, discriminação das mulheres e das meninas.

Por isso, a Santa Sé, além de insistir sobre a importância de assegurar “quadros legais adequados e corredores seguros aos migrantes”, pede um empenho maior das sociedades civis “para reconhecer as forças da demanda – como por exemplo pela prostituição ou o trabalho mal assalariado – que atuam nos Estados fazendo do tráfico de seres humanos uma atividade muito lucrativa” que continua em alarmante crescimento, como indicam estatísticas recentes sobre o fenômeno.

“A escravidão não pode ser um aspecto inevitável das atividades econômicas”, ressaltou o representante vaticano. Aliás, o combate e a prevenção a esta aberração deveria ser uma prioridade, acrescentou.

Entre os instrumentos propostos: investigações coordenadas a nível internacional, a partilha de informações, a entrega dos traficantes à justiça, a tutela jurídica dos migrantes, ajudas e assistência psicológica às vítimas do tráfico e, mais em geral, políticas para a proteção da dignidade das pessoas envolvidas.

Por Rádio Vaticano

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Dia contra testes nucleares: Francisco por um mundo sem armas atômicas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-contra-testes-nucleares-francisco-por-um-mundo-sem-armas-atomicas/ Tue, 29 Aug 2017 14:09:47 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-contra-testes-nucleares-francisco-por-um-mundo-sem-armas-atomicas.html Celebra-se este 29 de agosto o Dia internacional contra os testes nucleares, aprovado em 2009 pela Assembleia da ONU, com o objetivo de promover o princípio de que “deveria ser feito todo esforço para dar fim aos testes nucleares e desse modo eliminar seus efeitos devastadores sobre a vida das pessoas”. Desde o início de seu Pontificado, Francisco tem se pronunciado com veemência em favor da eliminação das armas nucleares.

Em 7 de dezembro de 2014 o Santo Padre enviou uma mensagem para a Conferência de Viena, na Áustria, sobre o impacto humanitário das armas nucleares. Para o Papa “é preciso uma ética global se quisermos reduzir a ameaça nuclear e trabalhar por um desarmamento nuclear”.

Impacto sobre as gerações vindouras e sobre o planeta

Francisco afirma que as armas nucleares constituem um problema global tendo impacto sobre as gerações vindouras, bem como sobre o planeta – que é nossa casa comum.

Evidencia a necessidade de uma ética global se quisermos diminuir a ameaça nuclear e trabalhar para o desarmamento nuclear. Evocando a encíclica Sollicitudo rei socialis, n. 38, de João Paulo II, reitera que agora, mais do que nunca, a independência tecnológica, social e política exige urgentemente uma ética de solidariedade.

Ao lembrar que as consequências humanitárias das armas nucleares são previsíveis e planetárias, com potencialidade de destruir nós e a civilização, adverte que em vez de nos concentrarmos muitas vezes sobre a potencialidade das armas nucleares para os massacres em massa, deveríamos prestar mais atenção aos “sofrimentos desnecessários” causados pelo seu uso.

Contrastar lógica do medo com ética da responsabilidade

Outro ponto importante de grande atualidade destacado por Francisco é o de que a dissuasão nuclear e a ameaça da destruição recíproca assegurada não podem ser a base de uma ética de fraternidade e de coexistência pacífica entre povos e Estados. “Agora é o tempo de contrastar a lógica do medo com a ética da responsabilidade, de forma a promover um clima de confiança e de diálogo sincero”, exorta o Pontífice.

Francisco chama a atenção para o fato que gastar em armas nucleares dilapida a riqueza das nações e que quando estes recursos são desperdiçados, os pobres e os mais frágeis que vivem às margens da sociedade pagam o preço.

A paz não “é ausência de guerra; nem se reduz ao estabelecimento do equilíbrio entre as forças adversas, nem resulta de uma dominação despótica”, lembra ainda o Pontífice citando uma passagem solene do documento conciliar Gaudium et spes, 78.

Mediante a confiança recíproca estabelecer paz verdadeira e duradoura

Devemos estar profundamente comprometidos em fortalecer a confiança recíproca, pois só mediante esta confiança é possível estabelecer uma paz verdadeira e duradoura entre as Nações: é a exortação do Pontífice fazendo eco às palavras do Papa João XXIII na histórica encíclica Pacem in terris, n. 113.

Em março deste ano Francisco encorajou com uma mensagem os participantes da Conferência da Onu para a aprovação de um tratado sobre a proibição das armas nucleares.

Empenhar-se por um mundo sem armas nucleares

O Pontífice reiterou a urgência de empenhar-se por um mundo sem armas nucleares. “Devemos também perguntar-nos como é possível um equilíbrio baseado no medo, quando este tende efetivamente a aumentar o medo e a minar as relações de confiança entre os povos – escreve na referida mensagem.

“O objetivo final da eliminação total das armas nucleares torna-se tanto um desafio quanto um imperativo moral e humanitário”, conclui o Papa.

Por Rádio Vaticano

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Tráfico de escravos não é só recordação histórica, é atual, diz padre https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/trafico-de-escravos-nao-e-so-recordacao-historica-e-atual-diz-padre/ Thu, 24 Aug 2017 09:27:28 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48095 Ontem, 23 de agosto, a ONU (Organização das Nações Unidas) recordou o Dia Internacional de recordação do tráfico de escravos e da sua abolição. O subsecretário da Seção para os Migrantes e os Refugiados do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, padre Michael Czerny, enfatizou a atualidade do tema:

“É triste que este Dia de celebração não seja somente uma recordação histórica, mas também um tema por demais atual. Ao mesmo tempo é preciso dizer que a recordação da escravidão do passado é também uma interpelação aberta, porque as consequências do tráfico permanecem até hoje”, disse o padre à Rádio Vaticano.

O Papa Francisco se manifestou sobre o tema, no Twitter, dizendo: “O Senhor se faz próximo daqueles que são vítimas de antigas e novas escravidões: trabalhos desumanos, tráficos ilícitos e exploração”.

Atualmente, a escravidão manifesta-se de outras maneiras, de modo que o Papa Francisco denunciou também em outras ocasiões esta realidade. Para o padre Michael Czerny, a diferença em relação ao passado, é que a a escravidão era, por assim dizer, um aspecto “mais ou menos ‘normal’ da sociedade”; hoje, disse o padre, “muitíssimas formas são escondidas e por isso o primeiro passo é abrir os olhos e ser sensíveis aos perigos da escravidão moderna.”

Outro aspecto é escravidão viabilizadas pelas migrações; um problema que, segundo o padre, os Estados devem enfrentar. “Essa é uma das coisas que o Papa Francisco pediu em sua recente mensagem. Significa que os caminhos da migração devem ser regulados e devem ser relativamente ‘fáceis’, porque do contrário há o perigo de que o tráfico de seres humanos se torne escravidão”, disse o sacerdote.

O Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição marca o aniversário da insurreição, em 1791, de homens e mulheres escravizados na parte oeste da ilha de Santo Domingo e que levou à criação e independência do Haiti.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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