ódio - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png ódio - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco: Por trás da violência e do ódio há pessoas infelizes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-por-tras-da-violencia-e-do-odio-ha-pessoas-infelizes/ Wed, 14 Jun 2017 12:25:36 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-por-tras-da-violencia-e-do-odio-ha-pessoas-infelizes.html Durante a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco advertiu que a reticência a amar de forma gratuita é fonte de violência e recordou que as pessoas violentas não são más por natureza, mas são pessoas infelizes por não terem sido amadas.

Essa falta de amor, que acaba por degenerar em violência, tem sua origem na própria infância. “Quando um adolescente não é amado ou não se sente amado, pode nascer nele a violência. Por trás de tantas formas de ódio social e de delinquência há, frequentemente, um coração que não foi reconhecido”.

O Santo Padre recordou que “não existem crianças ruins ou adolescentes malvados, mas existem pessoas infelizes. E o que pode nos fazer felizes senão a experiência do amor dado e recebido?”.

Em sua catequese, o Pontífice comparou o amor de Deus ao amor dos pais, que amam seus filhos mesmo quando erram, e assegurou que nossa esperança reside em ser filhos amados de Deus.

O Bispo de Roma destacou o mistério de Deus feito homem, mistério que encontra sua explicação no amor divino para com a humanidade: “Por amor, nosso Deus realizou um êxodo de si mesmo para vir nos encontrar nesse lugar, onde era insensato que Ele passasse. Deus nos quis bem também mesmo quando estávamos no erro”.

“Quem de nós ama desta maneira senão um pai ou uma mãe?”, perguntou-se. “Uma mãe continua querendo bem a seu filho mesmo quando está na prisão, nunca deixa de sofrer por eles e o ama mesmo sendo pecador. Deus faz o mesmo conosco: somos seus filhos amados!”.

Além disso, sublinhou que esse amor de Deus pelos homens é anterior à própria humanidade e, portanto, ninguém fez nada para merecê-lo. É um amor gratuito que se encarnou em Jesus Cristo: “Nele, em Jesus, fomos queridos, amados, desejados; Ele imprimiu em nós uma beleza primordial que nenhum pecado ou escolha errada na vida pode cancelar. Somos sempre, diante dos olhos de Deus, pequenas fontes feitas para jorrar água boa”.

Nesse sentido, insistiu que, como Deus ama suas criaturas de forma gratuita, também o homem deve amar o próximo de forma gratuita. Por isso, advertiu contra a escravidão de acreditar que se deve fazer algo para merecer ser amado.

O Pontífice explicou deste modo esta gratuidade do amor de Deus: “O primeiro passo que Deus dá em direção a nós consiste em um amor prévio e incondicional. Deus não nos ama porque existe em nós qualquer razão que suscite amor. Deus nos ama porque Ele mesmo é amor, e o amor tende, por sua natureza, a difundir-se, a doar-se. Deus não liga nem mesmo a sua benevolência à nossa conversão, isso é uma consequência do amor de Deus”.

“Uma feia escravidão na qual podemos cair é pensar que o amor deve ser merecido. Talvez, boa parte da angústia do homem contemporâneo deriva disso: crer que se não somos fortes, atraentes, bonitos, ninguém irá se preocupar conosco”, assinalou.

“Muitas pessoas de hoje –continuou – buscam uma visibilidade somente para preencher um vazio interior, como se fossemos pessoas eternamente necessitadas de confirmação. Porém, imagina um mundo onde todos são mendicantes por motivos que suscitem a atenção dos outros e, ao contrário, ninguém esteja disposto a querer bem gratuitamente outra pessoa? Parece um mundo humano, mas na realidade é um inferno. Tantos narcisismos do homem nascem em um sentimento de solidão”.

Finalmente, o Papa Francisco sublinhou que “para mudar o coração de uma pessoa infeliz, é necessário abraçá-la. Fazê-la sentir que é desejada, que é importante, e não será mais triste. O amor chama amor, de modo mais forte que o ódio chama morte”.

“Jesus não morreu e ressuscitou por si mesmo, mas por nós, para que nossos pecados fossem perdoados. É, portanto, tempo de ressurreição para todos: tempo de se elevar os pobres de seu desânimo”, concluiu.

Por ACI Digital

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Dom Sergio da Rocha: é preciso escutar o povo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-sergio-da-rocha-e-preciso-escutar-o-povo/ Mon, 08 May 2017 13:28:57 +0000 http://teste.toqueto.com/dom-sergio-da-rocha-e-preciso-escutar-o-povo.html Cardeal Sergio da Rocha, presidente da CNBB, concedeu entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, após a Entrevista Coletiva concedida pela presidência na quinta-feira, 4 de maio. A entrevista foi publicada no domingo, 7 de maio. A política de privacidade do jornal não autoriza a reprodução do texto. Destacamos duas perguntas feitas e respondidas por dom Sergio:

Folha: O que acha dos que se autoproclamam antipolíticos como João Dória e Donald Trump?

Cardeal Sergio da Rocha: Não é que a gente esteja fugindo da questão, mas não nos pronunciamos sobre pessoas ou governos. Agora, não é possível governar uma cidade, um Estado, um país sem de fato uma perspectiva política clara – de alguma maneira dialogar com os partidos. Temos insistido que não basta o diálogo entre partidos e governos, [é preciso] sempre escutar as ruas.

Folha: A CNBB critica as reformas previdenciárias e trabalhista.

Cardeal Sergio da Rocha: No dia 1 de maio tivemos uma mensagem sobre o risco de perda de direitos trabalhistas e de precarização das relações de trabalho. Insistimos no diálogo amplo, mas também nas manifestações [A CNBB apoiou a greve geral de 28/4], desde que sejam pacíficas. No momento, há muita agressividade em redes sociais, nas ruas e até mesmo dentro de uma família.

Indagado sobre o ódio manifestado em redes sociais, dom Sergio disse: “É o grande desafio de hoje: não responder a violência com a violência”.

A  entrevista foi feita pela enviada especial da Folha, a jornalista Anna Virginia Balloussier.

Você pode ler a entrevista no site do jornal

Por CNBB

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Campos de refugiados parecem campos de concentração https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/campos-de-refugiados-parecem-campos-de-concentracao/ Mon, 24 Apr 2017 10:03:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45657 A comunidade romana de Santo Egídio acolheu o Papa Francisco na tarde de sábado (22/04) na Basílica de S. Bartolomeu, na ilha Tiberina, no centro histórico de Roma.

O Pontífice presidiu à Liturgia da Palavra em memória dos novos mártires “assassinados pelas insanas ideologias do século passado ou só porque discípulos de Jesus”, como disse o Papa em sua homilia.

“A lembrança dessas heroicas testemunhas antigas e recentes nos confirmam a consciência de que a Igreja é Igreja de mártires. Tiveram a graça de confessar Jesus até o fim, até a morte. Eles sofrem, dão a vida, e nós recebemos a bênção de Deus por seu testemunho”, disse o Papa, citando ainda os muitos “mártires escondidos”: homens e mulheres que na vida cotidiana tentam ajudar os irmãos e amar a Deus sem reservas.

O ódio do príncipe do mundo: a origem da perseguição

O Papa falou ainda da causa de toda perseguição, isto é, o “ódio do príncipe deste mundo”. E a origem do ódio é esta: porque fomos salvos por Jesus, ele nos odeia e suscita a perseguição que, desde os tempos de Jesus, continua até o nossos dias.

Em momentos difíceis da história, prosseguiu Francisco, se diz que a pátria necessita de heróis. Já a Igreja necessita de mártires, de testemunhas, dos santos de todos os dias que testemunham Jesus com a coerência de vida e daqueles que O testemunham até a morte. “Todos eles são o sangue vivo Igreja.”

Campos de refugiados: campos de concentração

Deixando o texto de lado, o Papa afirmou que gostaria de acrescentar um ícone nesta Basílica: a de uma mulher que ele não conhece o nome, mas de quem conheceu a história quando visitou a ilha grega de Lesbos.

No campo de acolhimento de refugiados, o Pontífice cumprimentou um homem de cerca 30 anos, muçulmano casado com uma cristã e pai de três filhos, que viu a mulher ser degolada por se recusar a tirar o crucifixo diante dos terroristas. “Nós nos amávamos tanto”, disse sem rancor o muçulmano ao Papa. “Este ícone eu trago hoje como presente”, afirmou Francisco.

“Não sei se aquele homem conseguiu sair daquele campo de concentração”, assim definiu o Papa o local devido à quantidade de pessoas. “Aprecio o empenho de acolhimento de alguns povos generosos, mas parece que os acordos internacionais são mais importantes do que os direitos humanos.”

O amor permite lutar contra a prepotência

“A herança viva dos mártires doa hoje a nós paz e unidade. Eles nos ensinam que, com a força do amor, com a mansidão, se pode lutar contra a prepotência, a violência, a guerra e se pode realizar a paz com paciência. E então podemos assim rezar: Ó Senhor, torne-nos dignas testemunhas do Evangelho e do seu amor; efunde a sua misericórdia sobre a humanidade; renove a sua Igreja, proteja os cristãos perseguidos, conceda em breve a paz ao mundo inteiro.”

Testemunhos

No decorrer da celebração, os participantes ouviram o testemunho de parentes e amigos de três mártires cuja memória está preservada na Basílica: Karl Schneider, pastor da Igreja Reformada assassinado em 1939 no campo de Buchenwald; Roselyne, irmã do padre Jacques Hamel, assassinado ao final da missa em Rouen, na França, em 26 de julho do ano passado num atentado terrorista; e Francisco Hernandez Guevara, amigo de William Quijano, um jovem da comunidade de Santo Egídio de El Salvador, assassinado em setembro de 2009 por seu trabalho em prol da juventude. Já o fundador da comunidade de Santo Egídio, Andrea Riccardi, recordou que neste mesmo dia, quatro anos atrás, foram sequestrados em Aleppo dois bispos, de cujo paradeiro ainda não se tem notícia.

Novos mártires

Depois de sua homilia, o Papa prestou homenagem nas seis capelas laterais da Basílica que mantêm as relíquias dos mártires da Europa, África, América, Ásia. Velas foram acesas para acompanhar cada oração que foi pronunciada em memória das testemunhas da fé do século XX até os nossos dias: foram lembrados os armênios, os cristãos massacrados durante a I Guerra Mundial, mártires da paz e do diálogo como os monges trapistas na Argélia, Pe. Andrea Santoro na Turquia, vítimas da máfia, como Pe. Pino Puglisi. Uma lembrança que uniu nomes mais conhecidos, como o de Dom Oscar Arnulfo Romero, ao de muitos missionários que, no mundo, deram sua vida pelo Evangelho. 

Refugiados

Ao final da celebração, Francisco encontrou numa sala adjacente à Basílica um grupo de refugiados que chegou à Itália graças aos corredores humanitários, além de mulheres vítimas do tráfico humano e menores desacompanhados.

Ao cumprimentar os fiéis que o aguardavam do lado de fora da Basílica, o Papa voltou a falar do desafio migratório, recordando que fechar-se corresponde ao suicídio.

“Pensemos na crueldade que se abate sobre tantas pessoas, em tantas pessoas que chegam em embarcações e são acolhidos por países generosos, como Itália e Grécia, mas depois os tratados não deixam… Se na Itália dois migrantes fossem acolhidos por município, teria lugar para todos. Que a generosidade de Lampedusa, Sicília, Lesbos, possam contagiar a todos. Somos uma civilização que não faz filhos e mesmo assim fechamos as portas aos migrantes: isso se chama suicídio.”

Por Rádio Vaticano

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Em vez de semear o ódio, construir a cultura da paz! https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/em-vez-de-semear-o-odio-construir-a-cultura-da-paz/ Tue, 21 Mar 2017 08:03:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45035 “Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo” (Lc 3,14b).

Aproxima-se a Páscoa do Senhor. A Igreja no Brasil convida a todas as pessoas de boa vontade para refletir sobre a construção da paz em vez da violência.

Vivemos em tempos confusos em todo mundo. A humanidade perdeu a referência e as notícias de corrupção aumentam cada vez mais. O desespero de milhares de mulheres, sendo violentadas é inegável. Crianças abandonadas sem proteção; juventude desorientada, educada pelo sistema intimista e egoísta; avós sustentando netos; pais irresponsáveis e despreparados de agrotóxicos destruindo fauna, flora, vidas humanas colocando em risco a saúde pública; políticos envolvidos na corrupção e votando leis inoperantes e insustentáveis; Tribunais sustentando cadeiras políticas gerando desconfiança e insegurança na proteção dos deveres e diretos da população; a mídia elitizada semeando violência e ódio na sociedade. Estamos sem referência para construir a paz em todos os ambientes onde vivemos, nos movemos e somos.

Escreveu um teólogo, professor meu: “É urgente uma nova relação para com a Terra e para com a natureza, feita de sinergia, respeito, convivência, cuidado e sentido de responsabilidade coletiva”. A falta da ética, o respeito pela vida humana destrói a nossa convivência e a casa comum, a natureza. A reflexão sobre o bioma, deve nos conduzir para uma nova relação e comportamento existencial. 

Seguindo a reflexão do professor teólogo: “Na nossa cultura temos a figura paradigmática de São Francisco de Assis, atualizada pelo bispo de Roma, Francisco, em sua encíclica Laudato Si: cuidando da Casa Comum. Proclama o poverello de Assis “o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia…para ele qualquer criatura era uma irmã, unida a ele por laços de carinho. Por isso sentia-se chamado a cuidar de tudo o que existe” (n.10 e 11). Com certo humor recorda “que São Francisco pedia que, no convento, se deixasse sempre uma parte do horto para as ervas silvestres crescerem” (n.12) pois elas a seu modo também louvam a Deus.

Esta atitude de enternecimento levava-o a recolher as minhocas dos caminhos para não serem pisadas. Para São Francisco todos os seres são animados e personalizados. Por intuição espiritual descobriu o que sabemos atualmente por via científica (Crick e Dawson, os que decifraram o DNA) que todos os viventes somos parentes, primos, irmãos e irmãs, por possuirmos o mesmo código genético de base. Por isso chamava a todos de irmãos e irmãs: o sol, a lua, o lobo de Gubbio e até a morte.

Esta visão supera a cultura da violência e inaugura a cultura do cuidado e da paz. São Francisco realizou plenamente a esplêndida definição que a Carta da Terra encontrou para a paz: “é aquela plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com as outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com o Todo maior do qual somos parte” (n.16 ).

Num outro lugar, encontrou a seguinte formulação, agora crítica: “É preciso revigorar a consciência de que somos uma única família humana. Não há fronteiras nem barreiras políticas ou sociais que permitam isolar-nos e, por isso mesmo, também não há espaço para a globalização da indiferença” (n.52)

Desta atitude de total abertura que a todos abraça e a ninguém exclui, nasceu uma imperturbável paz, sem medo e sem ameaças, paz de quem se sente sempre em casa com os pais, os irmãos, as irmãs e com todas as criaturas.

No lugar da violência coloca os fundamentos da cultura da paz: o amor, a capacidade de suportar as contradições, o perdão, a misericórdia e a reconciliação para além de qualquer pressuposição ou exigência prévia. (L. Boff, UNISINOS 18/03/2017).

Ao celebrarmos a Páscoa do Senhor, afirmemos nosso desejo de construir uma sociedade sem violência e repleta de amor para que a Paz do Ressuscitado esteja conosco.

Por Dom Severino Clasen – Bispo de Caçador

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