Nossa Senhora - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Nossa Senhora - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Este é o segredo da “vida bela” de Maria, segundo o Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/este-e-o-segredo-da-vida-bela-de-maria-segundo-o-papa-francisco/ Fri, 08 Dec 2017 13:15:18 +0000 http://teste.toqueto.com/este-e-o-segredo-da-vida-bela-de-maria-segundo-o-papa-francisco.html “A Palavra de Deus”, este era o segredo da “vida bela” da Virgem Maria, segundo explicou o Papa Francisco durante a oração do Ângelus na Praça São Pedro do Vaticano, na manhã de hoje, Solenidade da Imaculada Conceição.

O Santo Padre explicou que Maria não chamava a atenção: “Era de família simples, vivia humildemente em Nazaré, uma cidadezinha quase desconhecida. Não era uma mulher famosa. Ninguém soube quando o anjo a visitou, naquele dia não estava ali nenhum ‘repórter’”.

“A Virgem não teve uma vida agitada, mas sim preocupações e temores: ‘estava agitada, diz o Evangelho, e quando o anjo foi embora, os problemas aumentaram”.

Entretanto, o Pontífice observou que, em muitas representações pictóricas, representam Maria sentada diante do anjo com um pequeno livro nas mãos. “Esse livro é a Escritura. Deste modo, Maria estava disposta a escutar Deus. A Palavra de Deus era o seu segredo”.

O Papa assinalou que hoje “a Igreja felicita Maria, chamando-a de toda bela, toda pura”. “Hoje contemplamos a beleza de Maria Imaculada”.

“O Evangelho, que conta o episódio da Anunciação, nos ajuda a compreender o que celebramos, especialmente através da saudação do anjo”, afirmou. “Ele se dirige a Maria com uma palavra, que não é fácil de traduzir, que significa ‘cheia de graça’, ‘criada pela graça’. Antes de chamá-la Maria, a chama de ‘cheia de graça’, e assim revela o novo nome que Deus lhe deu”.

Francisco explicou que a expressão ‘cheia de graça’ significa que “Maria é repleta da presença de Deus. E se é totalmente habitada por Deus, nela não há lugar para o pecado”.

É uma coisa extraordinária, “porque tudo no mundo, infelizmente, é contaminado pelo mal. Cada um de nós, olhando-se dentro, vê lados obscuros. Também os maiores santos eram pecadores e todas as realidades, até mesmo as mais belas, são atingidas pelo mal: todas, exceto Maria”.

“Ela -continuou- é o único ‘oásis sempre verde’ da humanidade, a única incontaminada, criada imaculada para acolher plenamente, com o seu ‘sim’, Deus que vem ao mundo e começar assim uma história nova”.

O Santo Padre destacou que “toda vez que a reconhecemos ‘cheia de graça’, fazemos o maior elogio, o mesmo que Deus faz”.

“Um lindo elogio que podemos fazer a uma senhora, ou seja, com educação, que ela parece ser mais jovem. Ao dizer a Maria ‘cheia de graça’, também estamos fazendo a ela de forma elegante um elogio à tenra idade que aparenta ter, pois ela nunca envelheceu pelo pecado”.

“Existe uma única coisa que faz realmente envelhecer: não a idade, mas o pecado. O pecado torna velhos, porque atrofia o coração. Fecha-o, torna-o inerte, o faz murchar. Mas a ‘cheia de graça’ é livre de pecado”, concluiu.

Por ACI Digital

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Sete atitudes de Maria para serem imitadas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sete-atitudes-de-maria-para-serem-imitadas/ Tue, 31 Oct 2017 09:10:33 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49293 Somos de Maria e queremos ser como Ela! Sim, como Maria, pois Ela é nosso modelo perfeito de disponibilidade ao plano de Deus e fidelidade ao caminho de santidade. Por isso, essa lista vem nos ajudar a colocar como meta as atitudes ensinadas por nossa Mãe para nos achegarmos mais perto de seu filho Jesus.

1. Silêncio interior

Maria consegue receber em paz e compreender a mensagem do anjo graças ao profundo silêncio do seu coração. Ela está acostumada a meditar as palavras do Senhor e capta tudo com profundo recolhimento. Aprendamos a viver em silêncio interior em meio às atividades cotidianas.

2. Escuta atenta

Maria escuta o anjo com reverência. Não está pensando em si mesma, nem no que tem de fazer, nem em que coisas tem que deixar de fazer para ser a Mãe de Jesus. Ela se dispõe, deixa que as palavras do anjo a toquem e as medita em seu coração.

3. Acolhimento generoso

Depois de escutar, Ela acolhe. E as palavras dão fruto em seu interior, formam raízes em seu coração. Aprendamos de Maria a viver um acolhimento humilde do plano de Deus, aceitando com amor a vontade do Pai, sem desejar outra coisa na vida.

4. Busca pela vontade de Deus

Esta é a atitude que leva Maria a se perguntar sobre o sentido profundo das palavras do anjo: “Como será isso, se não conheço homem algum?”. Sua pergunta não vem da dúvida, mas da vontade de conhecer melhor a vontade de Deus, para poder descobrir a profundidade da sua missão, para responder com a maior fidelidade e generosidade possíveis.

5. Disponibilidade

Maria está disposta a fazer o que Deus lhe pedir, seja o que for. Esta é a atitude de um coração que se educou para dizer “sim” em cada pequena coisa, para pensar primeiro nos outros do que em si mesmo. Abertura e generosidade sem medidas, por amor a Deus e ao próximo.

6. Confiança em Deus e em suas promessas

Desde pequena, Maria meditou nas promessas de Deus ao povo de Israel. Ela as conhece e sabe que Ele sempre foi fiel, apesar da fraqueza do povo. Sua confiança não é cega, está baseada nas ações de Deus. Ela permite que Deus seja o centro da sua vida e se abre ao seu amor.

7. Coragem

Maria não teme a missão que Deus lhe dá, por maior que seja. Ela se lança com valentia a cumprir o plano de Deus. Mesmo sendo uma menina, confia profundamente na graça de Deus, que agiganta seus pequenos esforços. Aprendamos de Maria a confiar em que Deus pode fazer coisas grandes com a nossa pequenez, quando nós a entregamos totalmente a Ele.

Que Nossa Senhora nos auxilie e nos ensine a trilhar os mesmos passos seus!

Por A12, via Aleteia

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Nossa Senhora é Aquela que nos direciona a Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/nossa-senhora-e-aquela-que-nos-direciona-jesus/ Tue, 15 Aug 2017 14:48:13 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47890

A Santa Missa das 19h deste domingo, nono dia da Romaria, foi presidida por Pe. João Batista, Reitor do Santuário Nacional de Aparecida (SP), trazendo-nos a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida e fazendo comunhão entre os dois Santuários.

Pe. João iniciou sua reflexão lembrando a cada romeiro que o Santuário de Muquém é um lugar de fé, e que cada um vem a esta Romaria atraído por Nossa Senhora. Relembrou-nos, também da devoção do povo brasileiro a Nossa Senhora Aparecida e da celebração dos trezentos anos de sua aparição, a qual demonstra a fé do povo brasileiro.

Em sua reflexão, Pe. João recordou que Nossa Senhora é Mãe amorosa, e como mãe, quer ver os seus filhos reunidos. “Nossa Senhora é Aquela que nos acolhe, nos ama, nos acalenta, mas que principalmente nos aponta Jesus e nos pede para fazer aquilo que Ele nos disser.  A Mãe é Aquela que cuida de nós, mas é o seu Filho Jesus que realiza a obra de salvação em nossa vida. Por meio da oração e do acolhimento da vontade de Deus, Maria nos direciona à Jesus”, disse o sacerdote

Ressaltou, também, que, como batizados, recebemos do Senhor um presente, uma herança, um chamado: somos chamados a anunciar o Evangelho, nos comprometendo em nossas comunidades, em nossas paróquias, com a missão de evangelizar. “É através do mesmo batismo que encontramos a coragem de ser Igreja em saída de ir e anunciar o evangelho”, afirmou Pe. João.

Ao fim de sua reflexão, desejou aos fiéis que a Romaria de 2017 seja o despertar de uma nova alegria na vida de cada romeiro e exortou-os a não se esquecer que Nossa Senhora d’Abadia sempre está conosco, está sempre presente em nossa vida, ajudando-nos a ser discípulos fiéis do Senhor.

Pascom Diocesana

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Dom Adair: Trilhar o caminho da Fé e da Humildade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/trilhar-o-caminho-da-fe-e-da-humildade-confira-homilia-de-dom-adair-na-romaria-de-muquem-2017/ Fri, 11 Aug 2017 18:10:00 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47822 Dom Adair

Dom Adair José Guimarães, Bispo da Diocese de Rubiataba – Mozarlândia (GO), celebrou a Santa Missa das 19h, neste sexto dia de Romaria de Nossa Senhora da Abadia. Concelebraram também Pe. Edilson, Pe. Carlos Magno, Pe. Joacir e Pe. Francinaldo.

Durante a homilia, Dom Adair exortou os fiéis romeiros a trilharem um caminho de santidade através da humildade, combatendo o apego e a murmuração, que são condições de um coração orgulhoso. Convidou, ainda, cada romeiro de Nossa Senhora a se desapegar das coisas mundanas e deixar seu coração apegado apenas a Jesus e Maria, Nossa Mãe.

Dom Adair trouxe, em sua reflexão, o Caminho da humildade como libertação do egoísmo, convidando cada romeiro a olhar para o Coração de Jesus, a voltar o olhar para o alto, para Cristo, e assim trilhar um caminho de santidade.

Também exortou os fiéis a lutarem contra os vícios e combaterem a pornografia, vício tão cruel e que devasta as famílias. Para isso, o romeiro deve buscar o auxílio de Nossa Senhora o sacramento da reconciliação e a virtude da pureza, caminhando com a Igreja, que é para cada um de nós caminho de salvação.

 O bispo concluiu sua reflexão convidando cada um de nós a suplicar, por intercessão de Nossa Senhora, o dom da fé, que nos ajuda a assumir com radicalidade nossa própria fé, e a trilhar aprendendo de Maria o caminho da humildade ela que é mãe da humildade, pois gerou a Cristo.

Pascom Diocesana

 

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Maria e as alegrias cotidianas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/maria-e-as-alegrias-cotidianas/ Mon, 24 Jul 2017 16:48:06 +0000 http://teste.toqueto.com/maria-e-as-alegrias-cotidianas.html Cerca de trinta anos

Quando São Lucas começa a narrar a vida pública de Cristo diz que, ao iniciar o seu ministério Jesus tinha cerca de trinta anos (Lc 3, 23).

Trinta anos! Quando Jesus começou a atrair as multidões com a sua palavra e os seus sinais milagrosos , os que o haviam conhecido antes ficavam assombrados: Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria? (Mc 6, 3); não é ele o filho do carpinteiro? (Mt 13, 55).

Você percebe o que isso significa? Durante pelo menos trinta anos, a vida de Jesus teve – com exceção de uns meses de exílio no Egito – a normalidade da vida diária de relacionamento familiar e de trabalho própria de um lar modesto. Vê-se que José, ao iniciar-se a vida pública, já tinha falecido, porque só é mencionado indiretamente, ao passo que a mãe é designada como pessoa conhecida, Maria.

Dirijamos agora o nosso olhar para a Virgem Mãe. Passados os acontecimentos extraordinários dos primeiros dois anos depois da Anunciação (cf. Lc,1, 39 a 2, 52), a vida dela entra na “rotina” de mãe de uma pequena família em Nazaré (Mt 2, 23). Maria, juntamente com Jesus e José, vê transcorrer os dias com a aparente monotonia de um calendário e um relógio que nunca marcam eventos extraordinários (se excetuarmos apenas dois dias e pouco de agonia, quando Jesus, aos doze anos de idade, ficou no Templo).

De onde tirava Maria as suas alegrias, nessa sequência de dias quase sempre iguais ao longo de quase trinta anos? Da mesma fonte de onde tirava todas as outras alegrias: do amor!

Vale a pena meditar nisto, porque é frequentíssimo que hoje as pessoas, alucinadas atrás de alegrias de fantasia, fora do comum, percam pelo ralo do tempo as verdadeiras alegrias do dia a dia.

 

A “rotina” dos dias

A rotina dos dias pode ser, para qualquer um, uma colheita de cinzas ou de ouro. Depende de nós. Para Maria, cada dia era uma arrecadação do ouro fino, um tesouro de gozo que, ao adormecer, lhe deixava um sorriso estampado nos lábios.

Não custa nada pensar nas pequenas alegrias cotidianas de Nossa Senhora: o convívio amável com Jesus e José, o cuidado do seu Menino, o encantamento com o filho que crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens (Lc 2, 52); as conversas íntimas no final do dia, o riso cristalino das brincadeiras puras; e as canções que animavam o trabalho: e a procura da água no poço, o fabrico doméstico do pão, o preparo de alimentos no fogão de chão, a tarefa de fiar, de tecer e costurar … Com que carinho Maria deve ter tecido a túnica sem costura, que os soldados sortearam ao pé do filho crucificado! (Jo 19, 23-24).

A rotina dos dias era para ela, como para nós, é «um tecido de pequenas insignificâncias que, conforme a intenção com que se fazem, podem formar uma tapeçaria esplêndida de heroísmo ou de baixeza, de virtudes ou de pecados» (Caminho, n. 826).

A “rotina” de Maria só tinha uma intenção: o amor. Era, assim, uma tapeçaria de virtudes. Como dizia O Card. Luciani, poucos dias antes de se tornar o Papa João Paulo I, num artigo sobre os ensinamentos de Mons. Escrivá, a “tragédia cotidiana” (quase diária nas rusgas, brigas e discussões de tantos lares) pode ser transformada pelo amor no “sorriso cotidiano”.

Com seu exemplo, Maria nos diz: «Na simplicidade do teu trabalho habitual, nos detalhes monótonos de cada dia, tens que descobrir o segredo – para tantos escondido – da grandeza e da novidade: o Amor» (Sulco, n. 489).

 

Aprender com a Virgem as alegrias cotidianas

─ O amor ao dever

Um adolescente imaturo dizia: “O dever… são todas aquelas obrigações chatas que a gente detesta fazer”.

Maria nos diria exatamente o contrário: “O dever é a Vontade de Deus, que eu escuto em cada momento, e que me pede responder-lhe de novo: Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. Cada detalhe do dever é como um anjo Gabriel, que diz que Deus me espera ali, e isso me enche de alegria”.

São Josemaria fazia sobre isso um belo comentário: «É isso o que explica a vida de Maria: o seu amor. Um amor levado até ao extremo, até ao esquecimento completo de si mesma, feliz de estar onde Deus a quer, cumprindo com esmero a Vontade divina. Isso é o que faz com que o menor de seus gestos não seja nunca banal, mas cheio de conteúdo» (É Cristo que passa, n. 148).

Assim, o dever, em vez de ser uma obrigação enfadonha, é um cântico da alma que vive de amor.

 

─ Alegria de caprichar no dever

O poeta francês Charles Péguy dizia: «A minha mãe (uma camponesa simples)

empalhava o vime das cadeiras com o mesmo amor e o mesmo entusiasmo com que os nossos antepassados construíam as catedrais – “du même amour e du même coeur”».

Lembrávamos antes o capricho com que Maria teceu, de uma só peça, a túnica inconsútil de Jesus. É o exemplo de uma atitude constante nela, pois ela tudo fazia – por amor a Deus, a Jesus e a José – com o mesmo carinho e idêntico capricho, cuidando dos mínimos pormenores.

Penso que a Madre Teresa de Calcutá era como um eco do coração de Nossa Senhora, quando escreveu ao arcebispo vietnamita F. Xavier Van Thuân, assim que ele foi libertado do cárcere, após 13 anos de cativeiro: «O que conta não é a quantidade das nossas ações, mas a intensidade do amor que colocamos em cada uma delas».

D. Van Thuân, citou essas palavras no retiro que pregou ao Papa João Paulo II em março de 2000, e comentou: «Cada palavra, cada gesto, cada decisão, tem que ser o momento mais belo da nossa vida. É preciso amar… sem perder um único segundo».

 

─ A alegria de contemplar

Já imaginou a felicidade com que Maria deve ter contemplado seu filho Jesus nas palhas do presépio, adormecido em seu colo, e depois, no lar de Nazaré, enquanto engatinhava, dava passos incertos e se atirava aos braços protetores dela? E ao observá-lo se esmerando como aprendiz de José, trabalhando com arte a madeira…; em todos os momentos.

Ela vivia de olhos e coração postos, com inefável felicidade, naquele que os profetas chamaram o mais belo dos filhos dos homens (Sl 45,3).

Como nos faz falta pedir-lhe: “Mãe, ensina-nos a contemplar! Porque hoje o mundo parece ter perdido essa capacidade: pouco meditamos na intimidade, no silêncio orante do coração (cf. Lc 2, 19)… Parece que perdemos a capacidade de nos concentrarmos na contemplação agradecida das coisas belas, das palavras de Deus e dos dons que ele nos dá…

Até a religiosidade, para alguns, tende a manifestar-se apenas como agitação, barulho, algazarra, balbúrdia teatral… Como precisaríamos aprender a contemplar, na paz de uma igreja, nuns dias de retiro em silêncio, ou sozinhos em casa (Mt 6, 6) – com os olhos e a imaginação cheios de fé –, as cenas da vida de Jesus (o Evangelho, a Via Sacra…); e as passagens da vida de Maria (os mistérios do Rosário), com o coração aberto à intimidade divina, para ver, escutar, orar, amar…

 

─ A alegria do “sacrifício escondido e silencioso”

Essa expressão de São Josemaria – «sacrifício escondido e silencioso» – define bem uma atitude fundamental da vida de Maria Santíssima.

Comentava esse santo a cena evangélica da mulher do povo que louvou a mãe de Jesus, e a resposta esclarecedora que Jesus lhe deu: Felizes, na verdade, os que escutam a palavra de Deus e a põem em prática (Lc 11, 27-28).

Essa frase – escrevia São Josemaria – «era o elogio de sua Mãe, do seu fiat…, que não se manifestou em ações aparatosas, mas no sacrifício escondido e silencioso de cada dia». E acrescentava que, ao meditarmos nisso, «compreendemos que o valor sobrenatural da nossa vida não depende de que se tornem realidade as grandes façanhas que às vezes forjamos com a imaginação, mas da aceitação fiel da vontade divina, de uma disposição generosa em face dos pequenos sacrifícios diários» (É Cristo que passa, n. 172).

Você poderia imaginar Nossa Senhora reclamando dos pequenos sacrifícios diários? Das renúncias, dos imprevistos, das contrariedades, das canseiras? Ou cobrando dos outros agradecimento e retorno? É claro que não. Seu sacrifício era puro. Ela bem sabia o que Jesus nos ensinou: que as alegrias mais belas crescem sobre a “boa terra” da mortificação – da cruz –, sobre a doação praticada sem interesse, sobre a renúncia voluntária movida pelo amor.

E nós? Numa sociedade como a nossa, dominada pelos tentáculos do consumismo e do prazer, vai se perdendo a capacidade de saborear as pequenas alegrias cotidianas. Cada vez há menos pessoas que experimentem o que dizia Santo Agostinho: «Quando há amor, ou o sacrifício não custa, ou amamos o próprio sacrifício que custa». Neste mesmo sentido, São Josemaria observava: «Não reparaste que as almas mortificadas, pela sua simplicidade, até neste mundo saboreiam mais as coisas boas?» (Sulco, n. 982).

Maria nos ensina a maravilha das pequenas alegrias cotidianas, dessas que estão ao alcance de todos, mas que a nossa vida agitada torna invisíveis. Talvez já as tenhamos vivido na infância, talvez já sentimos certa nostalgia das que não experimentamos, ao “vê-las” nos bons romances de tempos passados ou nas lembranças que os avós nos contam… São tesouros que o ritmo frenético da vida atual quer nos roubar, e que é preciso resgatar.

 

A alegria de dar alegrias

Vamos fazer agora uma reflexão simples sobre o episódio das Bodas de Caná (Jo 2, 1-11).

Era um casamento rural. Muita festa e muita gente. Muitos parentes, amigos e vizinhos convidados. A mãe de Jesus estava lá. Também Jesus e seus discípulos foram convidados.

Avançada a celebração, Nossa Senhora sussurra ao ouvido de Jesus: Eles não têm vinho. Só ela, entre a multidão, tinha percebido que a família dos noivos calculara mal as bebidas, e podiam ter um vexame. Jesus respondeu-lhe: Mulher, que temos nós com isso? A minha hora ainda não chegou. Ela não insiste, mas não desanima. Conhece o filho! Por isso avisa os que serviam: Fazei tudo o que ele vos disser.

Pouco depois Jesus chama esses serventes: “Enchei as talhas de água” (eram seis recipientes de pedra, muito grandes). Eles as encheram até a borda. Então disse: “Agora tirai e levai ao encarregado da festa”. Assombro! O mestre-sala fica pasmado com a qualidade daquele vinho e censura o noivo: “Todo o mundo serve primeiro o vinho bom… Tu guardaste o vinho bom até agora!”

Este foi o primeiro milagre de Jesus, frisa o Evangelho. Não parece um pouco estranho? Nós acharíamos lógico que o primeiro milagre tivesse sido a cura de uma cegueira, a ressurreição de um morto, uma tempestade acalmada… Não. Por solicitação da Mãe, Deus feito Homem inicia os milagres com um detalhe “doméstico”: dar alegria a uns noivos, não permitir que um descuido prejudique a festa.

 Penso que nessa atitude de Cristo há três ensinamentos:

─ Primeiro: as pequenas alegrias da vida simples têm muita importância aos olhos de Deus. Tomara que a tenham aos nossos olhos.

─ Segundo: Jesus quer ajudar-nos a compreender que as almas que, como Maria, sabem “garimpar” alegria dos deveres cotidianos vivem contentes, e sentem o impulso de transmitir alegria aos demais.

─ Terceiro: com esse milagre Cristo quer deixar patente o poder de intercessão de Nossa Senhora junto de seu Filho Jesus. Ele a escuta sempre.

Agora, você, leitor, medite nisso tudo e tire as suas consequências.

 

Por Pe. Faus

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Fátima: pedido de conversão da Rússia completa 100 anos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/fatima-pedido-de-conversao-da-russia-completa-100-anos/ Thu, 13 Jul 2017 13:04:13 +0000 http://teste.toqueto.com/fatima-pedido-de-conversao-da-russia-completa-100-anos.html Nesta quinta-feira, 13, celebram-se os 100 anos da aparição de Nossa Senhora em Fátima na qual há uma referência direta à Rússia.

No testemunho dos videntes na aparição de 13 de julho de 1917, Nossa Senhora lhes disse: “Para impedir a guerra, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados”.

“Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”, assim registrou Irmã Lúcia, falecida em 2005, nas suas ‘Memórias’.

Ainda nesta aparição teve lugar a visão do inferno e a revelação do sofrimento da Igreja e de um bispo vestido de branco, a trilogia que constitui o chamado Segredo de Fátima.

Peregrinação russa

Para celebrar este centenário, uma peregrinação com cerca de 90 fiéis oriundos de vários países da ex-União Soviética está em Fátima.

“É um dia muito bonito para nós, viemos dizer obrigado, 100 anos depois do pedido da Virgem Maria”, declarou à Agência Ecclesia Dom Clemens Pickel, bispo da Diocese de São Clemente em Saratov, Rússia.

“Durante o comunismo, muitas pessoas na Rússia rezavam. Sabiam de Fátima, mas era perigoso falar disso, se falassem de Fátima, dos Pastorzinhos, por exemplo, poderiam ser condenados a 10 anos na Sibéria, nos campos de trabalho”, recorda D. Clemens Pickel. “Era um sonho e agora podemos realizá-lo”, acrescentou.

Além de Dom Clemens, estão na Cova da Iria o Arcebispo de Moscou, Dom Paolo Pezzi; o Bispo da Diocese da Transfiguração em Novosibirsk, Dom Iosif Vert; o Bispo da Diocese de São José em Irkusk, Dom Kirill Klimovich; o Arcebispo da Diocese de Santa Virgem em Astana, Cazaquistão, Dom Tomash Peta; o Bispo coadjutor da mesma diocese, Dom Athanasius Shnaider; e o Padre Andrzej Madej, do Turquemenistão.

A evocação das aparições de julho de 1917 tem como tema ‘A Virgem Maria, Rainha da Paz’.

Além da peregrinação dos bispos católicos dos países de língua russa, o Santuário de acolhe cerca de 110 grupos de peregrinos, oriundos de 24 países.

Dramas do mundo

O bispo de Leiria-Fátima, Dom Antônio Marto, deu as boas-vindas ao grupo de bispos católicos de língua russa. Durante a saudação inicial aos peregrinos, recordou na Capelinha das Aparições os “problemas e dramas do mundo”, em particular as vítimas da recente catástrofe dos incêndios de Pedrógão Grande.

D. Antônio Marto convidou ainda à oração pela paz Oriente Médio, sobretudo na “Síria, Líbano e Iraque”, pela “tragédia” dos refugiados e do “sofrimento dos cristãos perseguidos no mundo”.

Papa Francisco em Fátima

O Papa Francisco visitou Fátima nos dias 12 e 13 de maio por ocasião do centenário das aparições e a canonização dos pastorzinhos Francisco e Jacinta Marto.

“Queridos peregrinos, temos Mãe, temos Mãe! Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus. Como uma âncora, fundeemos a nossa esperança nessa humanidade colocada nos Céus à direita do Pai. Seja esta esperança a alavanca da vida de todos nós! Uma esperança que nos sustente sempre, até ao último respiro”, disse o Papa na homilia de 13 de maio.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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8 dicas para viver o mês de Maria https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/8-dicas-para-viver-o-mes-de-maria/ Mon, 08 May 2017 09:08:28 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46126 “Grande coisa é o que agrada a Nosso Senhor qualquer serviço que se faça à sua Mãe”, dizia Santa Teresa de Jesus. Por isso, em maio, mês de Maria, selecionamos algumas dicas que poderão te ajudar a viver mais intensamente estes dias marianos.

1. Ambientar um lugar

O primeiro é ambientar a casa, o escritório ou o lugar onde esteja. Há lares ou locais de trabalho católicos que costumam montar um altar, em um lugar especial, com uma imagem ou quadro da Virgem, adornado de flores e tecidos.

No escritório, é possível colocar uma imagem de Nossa Senhora ao lado do teclado ou como fundo de tela do computador e também do celular.

2. Leitura sobre a Virgem

Para se aprofundar mais nas maravilhas que Deus realizou e segue realizando na Virgem, é recomendável ler algumas passagens bíblicas como a Anunciação, o Nascimento de Jesus, a apresentação do menino no templo e Maria aos pés da cruz.

Por outro lado, um fato que também contém muitas mensagens para o mundo e vem dos lábios da própria Mãe de Deus é a aparição da Virgem de Fátima aos três pastorinhos, cuja festa é celebrado no próximo 13 de maio, quando será comemorado o centenário das aparições.

3. Rezar o Rosário

Como se sabe, a oração do Santo Rosário é uma das prediletas da Igreja que a própria Santíssima Virgem ensinou São Domingos de Gusmão a rezar.

Dentro das promessas da Rainha do Rosário tiradas dos escritos do Beato Alano della Rupe estão: prometo minha especialíssima proteção e grandes benefícios aos que devotamente rezem meu Rosário; a alma que se encomende a mim pelo Rosário não perecerá.

4. Participar de procissões

Um costume que ainda se vive em alguns povos é a oração da aurora, na qual um grupo de fiéis sai em procissão pelas ruas nas primeiras horas com uma imagem da Virgem e invocando o auxílio de Maria com o Rosário, orações marianas e cantos.

5. Receber os sacramentos

Do mesmo modo, não pode haver verdadeira devoção à Virgem se não participar dos sacramentos, especialmente da Reconciliação e da Eucaristia, onde Jesus espera seus irmãos com os braços abertos.

6. Realizar obras de Misericórdia

Convencidos do amor de Maria pela humanidade e fortalecidos com as graças sacramentais de nosso Senhor Jesus Cristo, é tempo de sair em ação ajudando, por exemplo, alguma mãe grávida em necessidade ou visitando o asilo de idosos, nos quais sempre há alguma mulher mais velha que se sente sozinha e incompreendida.

7. Realizar apostolado

É importante transmitir esta fé às futuras gerações. Faz muito bem às crianças, adolescentes e jovens falar com eles sobre como a Virgem os ama muito e ensiná-los a rezar à Mãe de Deus.

8. Dar de presente objetos abençoados

Também se recomenda dar de presente uma Medalha Milagrosa ou o Escapulário da Virgem do Carmo, abençoados por algum sacerdote, para que sempre que virem a imagem, lembrem-se da proximidade da Mãe de Deus e do muito que os estimava quem a deu de presente.

Por ACI Digital

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Por que maio é o Mês de Maria? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-que-maio-e-o-mes-de-maria/ Fri, 05 May 2017 10:33:28 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46111 Durante vários séculos a Igreja Católica dedicou todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus. A seguir, explicamos o porquê.

A tradição surgiu na antiga Grécia. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.

Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.

Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”. Estas celebrações aconteciam do dia 15 de agosto a 14 de setembro e ainda são comemoradas em alguns lugares.

A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.

Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou, sobretudo, durante o século XIX e é praticado até hoje.

As formas nas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram.

As paróquias costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.

Normalmente, a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. Em algumas regiões, esta coroação acontece em uma grande celebração e, em geral, fora da Missa.

Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Mas, o mesmo pode e deve ser feito nos lares, com o objetivo de participar mais plenamente na vida da Igreja.

Deve-se separar um lugar especial para Maria, não por ser uma tradição comemorada há muitos anos na Igreja ou pelas graças especiais que se pode alcançar, mas porque Maria é nossa Mãe, mãe de todo o mundo e porque se preocupa com todos nós, intercedendo inclusive nos assuntos menores.

Por isso, merece um mês inteiro para homenageá-la.

Por ACI Digital

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Papa Francisco será recebido por crianças na Capelinha das Aparições https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-sera-recebido-por-criancas-na-capelinha-das-aparicoes/ Wed, 03 May 2017 09:43:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46027 O Santuário de Fátima informa que o Papa Francisco vai ser acolhido por crianças das três escolas católicas da região quando chegar à Capelinha das Aparições na tarde de 12 de maio.

Numa nota enviada nesta terça-feira à Agência Ecclesia, o santuário mariano da Cova da Iria explica que Francisco vai ter à sua espera as crianças das escolas do Sagrado Coração de Maria, de São Miguel e do Centro de Estudos de Fátima.

A passagem do pontífice pela capelinha, para um momento de oração, vai ser o primeiro ato oficial da Peregrinação ao Santuário de Fátima onde vai presidir ao Centenário das Aparições de Nossa Senhora aos pastorzinhos.

Já no dia seguinte, a 13 de maio, o Papa Francisco presidirá a Eucaristia onde canonizará os beatos Francisco e Jacinta Marto. Cerca de 20 crianças, de 6 a 16 anos, vão “escoltar” as relíquias dos irmãos videntes na procissão de entrada.

As relíquias, um fragmento de osso de Francisco e uma mecha de cabelo de Jacinta, vão ser transportadas em dois relicários que têm a forma de candeia e ser colocadas à direita do altar, junto à imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Os relicários serão transportados pela postuladora da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta, irmã Ângela Coelho, e por Pedro Valinho, assessor da Postulação.

Os pastorzinhos se tornarão os mais jovens santos não-mártires da história da Igreja Católica.
O Papa Francisco é o quarto pontífice a visitar Fátima, depois de Paulo VI, em 1967, São João Paulo II, em 1982, 1991 e 2000, e pelo Papa emérito Bento XVI, em 2010.

Por Rádio Vaticano

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"Não tomo tranquilizantes", diz Papa em entrevista https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nao-tomo-tranquilizantes-diz-papa-em-entrevista/ Thu, 09 Feb 2017 13:35:25 +0000 http://teste.toqueto.com/nao-tomo-tranquilizantes-diz-papa-em-entrevista.html “Não, eu não tomo comprimidos tranquilizantes! Os italianos dão um bom conselho: para viver em paz é necessária uma saudável indiferença. Em Buenos Aires eu era mais ansioso, admito”. Foi o que disse o Papa Francisco em uma entrevista a “Civiltà Cattolica”, da qual foram antecipadas algumas passagens pelo jornal italiano ‘Corriere della Sera’.

O Pontífice, entrevistado pelo Diretor da revista, Padre Antonio Spadaro, que comemora nesta quinta-feira, 9, a edição de número 4.000, diz que desde que foi eleito teve “uma experiência muito especial de profunda paz. E não me deixa mais. Eu vivo em paz. Eu não sei explicar”.

Há corrupção no Vaticano

E depois: “nas Congregações Gerais se falava dos problemas do Vaticano, se falava de reformas. Todo mundo queria. Há corrupção no Vaticano. Mas eu estou em paz. Se há um problema, eu escrevo um bilhete para São José e o coloco sob uma estátua que eu tenho no meu quarto. É a estátua de São José que dorme. E agora ele dorme sob um colchão de bilhetes! Por isso, eu durmo bem: é uma graça de Deus. Durmo sempre seis horas. E rezo”.

Nossa Senhora não é um Correio

Falando sobre Nossa Senhora disse: “Não, Nossa Senhora não é um Correio que todos os dias envia uma carta diferente, dizendo: ‘Meus filhos, façam isso e, em seguida, no dia seguinte diz falam isso aqui’. Não, não é isso. A verdadeira Nossa Senhora é aquela que gera Jesus em nossos corações, e que é Mãe. Esta moda de Nossa Senhora Superstar, como uma protagonista que se coloca no centro, não “Católica”. Certamente uma referência a tantas notícias de aparições de Nossa Senhora.

JMJ no Panamá

Na entrevista o Papa fala da JMJ no Panamá. “Os temas marianos para as próximas três Jornadas Mundiais não fui eu quem os escolhi! Da América Latina eles pediram este: uma presença mariana. É verdade que a América Latina é muito mariana, e me pareceu uma coisa muito boa. Eu não tive outras propostas, e fiquei contente com esse pedido’. Mas a verdadeira Nossa Senhora!”.

“O Senhor quer tanto que os religiosos sejam pobres”

Falando dos religiosos Francisco disse: “O Senhor quer tanto que os religiosos sejam pobres. Quando eles não são, o Senhor envia um ecônomo que leva o Instituto a falência!”. “Às vezes Congregações Religiosas são acompanhadas por um administrador considerado “amigo” que depois lhes faz falir. No entanto, o critério fundamental para um ecônomo é de não ser pessoalmente ligado ao dinheiro”.

Abusos sexuais

Outro tema relevante na entrevista é o dos abusos sexuais. “Parece que de 4 pessoas que abusam, 2 foram abusadas. Se semeia o abuso no futuro: é devastador”, disse o Papa Francisco.

“Se estão envolvidos sacerdotes ou religiosos, é claro que está em ação a presença do diabo que arruína o trabalho de Jesus através daquele que devia anunciar Jesus. Mas vamos ser claro: isto é uma doença. Se não estamos convencidos de que esta é uma doença, não poderemos resolver  bem o problema. Portanto, atenção ao receber em formação candidatos à vida religiosa sem ter conhecimento da sua adequada maturidade afetiva.  Por exemplo: jamais receber na vida religiosa ou em uma diocese candidatos que tenham sido rejeitados por outro seminário ou outro Instituto sem pedir informações muito claras e detalhadas sobre a motivação da rejeição”.

Por Rádio Vaticano

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