Natal - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Natal - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Natal: o calendário das celebrações presididas pelo Santo Padre https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/natal-o-calendario-das-celebracoes-presididas-pelo-santo-padre/ Fri, 11 Dec 2020 13:44:25 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59800 A Sala de Imprensa do Vaticano divulgou datas e horários das celebrações natalinas, a começar pela Missa de 24 de dezembro, na Basílica de São Pedro. As celebrações sucessivas, tendem a seguir os horários tradicionais. Todas as celebrações serão transmitidas pelo Vatican News com comentários em português.

No dia de Natal, 25 de dezembro, a Bênção Urbi et Orbi será às 12 horas, enquanto na quinta-feira, 31 de dezembro, Francisco celebrará as primeiras Vésperas e o Te Deum de Ação de Graças pelo ano que passou às 17 horas, na Basílica do Vaticano.

Na Sexta-feira, 1 de janeiro, Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e 54º Dia Mundial da Paz, o Papa presidirá a Missa na Basílica de São Pedro às 10 horas. Por fim, na Solenidade da Epifania, em 6 de janeiro, a Missa será às 10 horas, novamente na Basílica de San Pedro.

O comunicado também especifica que a participação nas celebrações será muito restrita, com a identificação dos fiéis segundo os métodos utilizados nos últimos meses, em conformidade com as medidas de proteção previstas e sujeita a alterações devido à situação de saúde.

Antes das celebrações por ocasião do Natal, o Papa Francisco presidirá no sábado, 12 de dezembro, na Basílica de São Pedro, a Missa pelo 125º aniversário da Coroação de Nossa Senhora de Guadalupe.

Como é sabido, a Penitenciária Apostólica, a pedido do Papa, estendeu a indulgência plenária aos fiéis de todo o mundo que celebrarão o evento em casa, já que a Basílica mexicana estará fechada de 10 a 13 de dezembro devido às limitações impostas pela Covid-19.

Imagem: Anjo do Presépio de areia, tendo ao fundo a faxada da Basílica de São Pedro durante a Bênção Urbi et Orbi (Vatican Media)

]]>
59800
Dom Walmor para o Natal: “Qualquer gesto de bondade toca nosso coração” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/dom-walmor-para-o-natal-qualquer-gesto-de-bondade-toca-nosso-coracao/ Tue, 24 Dec 2019 14:38:31 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57451 Recebemos uma bela e profunda mensagem de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB e arcebispo de Belo Horizonte desejando a todos os ouvintes um “feliz, santo e fecundo Natal, preparando alegrias novas para o ano de 2020”.

Dom Walmor afirma: “Desejo de coração a você que o seu coração seja profundamente tocado pela experiência de celebrarmos o Natal do Senhor”. “É preciso fazer a experiência da novidade do amor de Deus que vem ao nosso encontro em Cristo”.

Por isso, continua o presidente da CNBB, “viva a experiência bonita do encantamento pela encarnação do Verbo”, e recorda: “Qualquer gesto de bondade toca o nosso coração”.

Por fim Dom Walmor anima a todos para que “Caminhemos juntos com alegria, sejamos Igreja em saída com o amado Papa Francisco indo na direção que ele nos aponta, caminhando com ele lado a lado, para que possamos nos dar conta neste tempo do terceiro milênio, de ser a Igreja hospitaleira, Igreja em diálogo, Igreja de encontro, uma Igreja que nos congrega pela força do testemunho do seguimento de Cristo Jesus.

Ouça a mensagem natalina de Dom Walmor:

]]>
57451
Novena de Natal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/novena-de-natal/ Wed, 04 Dec 2019 02:42:51 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57291 Estamos vivendo um tempo em que nossas famílias se encontram “distantes dos próximos”, de modo especial pelas mídias digitais, mas também não tendo tempo para o culto a Deus, seja por motivo de trabalho ou dos afazeres domésticos, os filhos na televisão ou no celular ou no computador. Perdemos o hábito de nos desligar por um momento, seja antes do jantar ou antes de dormir para rezarmos juntos em família, lendo a Palavra de Deus ou rezando o Santo Rosário. Até mesmo perdemos o hábito de conversar sobre o dia de cada um, o que viveu naquele dia, sejam as alegrias ou as tristezas. Estamos numa vida muito corrida onde não conseguimos mais “nos reunirmos à mesa” para as refeições, muitas vezes o esposo toma refeição em frente à TV, os filhos diante do computador ou do videogame e, muitas vezes, a esposa acaba se alimentando sozinha na cozinha, além de ficar com os outros afazeres.

A Família de Nazaré vem nos ensinar a importância da oração em família. José, que era um homem “justo” e fiel à lei de Deus, antes de começar os seus afazeres do dia ou após terminá-los, reunia-se com Maria e Jesus para rezar. E Jesus aprendeu bem isso, porque quantas vezes nós podemos observar na Sagrada Escritura Jesus em Oração, a sós ou com os discípulos, mesmo antes de sua morte, na Quinta Feira Santa, antes de ser preso, Jesus estava em constante oração com os discípulos, entoando os Salmos — e tudo o que Jesus realizava, Ele estava em plena comunhão com o Pai. Maria também era a plena de graça e sempre em sintonia com o plano de amor de Deus para a sua vida. Deve ter sido a primeira catequista de Jesus, ensinando a Ele os preceitos judaicos e a Palavra de Deus. Era a “mulher do silêncio” que conservava tudo em seu coração.

Os primeiros catequistas dos filhos são os pais. As crianças deveriam aprender em casa as primeiras orações cristãs, mas, muitas vezes, as crianças chegam na catequese paroquial, sem saber nem as mais simples orações. Devemos, sobretudo, neste mundo de hoje, rezar em família, ensinar os nossos filhos a rezar ao acordar ou antes de dormir.

Por isso, nossas famílias, neste Natal, devem se inspirar na família de Nazaré e, juntas, diante da Manjedoura de Jesus, preparar o nosso lar, a nossa vida e o nosso coração para a chegada d’Ele. E ter a possibilidade de chamar mais pessoas para participar desse momento, outras famílias se juntarem a nossa, para fazer um grande grupo de oração preparando a chegada de Jesus. A Novena de Natal pode ser tão rica, que essas mesmas famílias que se reunem para rezar, não se reúnam apenas para preparar o Natal, mas também em outros momentos, a começar em nossa própria casa.

A Novena de Natal nos coloca no Espírito do Natal, nos faz entender que o Natal não é apenas a troca de presentes, como muitas vezes o comércio, a televisão e outros meios nos mostram. Não é apenas mais um feriado para curtir, para viajar. O Natal é muito mais do que isso: é a celebração do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Com a Novena de Natal, conhecemos melhor a Sagrada Família de Nazaré, conhecemos melhor o “sim” de Maria, observamos como podemos ser fiéis à Lei de Deus, como José foi. Podemos ver a maternidade de Maria e a paternidade de José, que inteiramente se doaram para educar Jesus.

Através da Novena de Natal podemos observar as dificuldades que Maria e José passaram logo que Jesus nasceu. Foram refugiados para o Egito, para, só depois da morte de Herodes, poderem voltar para sua terra. E, assim, durante os encontros da Novena de Natal, podemos trazer para a nossa vida presente, esses fatos que aconteceram com a Família de Nazaré. E ver que a vida da nossa família, mesmo em meio às dificuldades, está abençoada por Deus.

Portanto, a Novena de Natal tem uma grande importância na vida de nossa família, nos ajuda ver o verdadeiro sentido do Natal, a nos reunir para rezar como família cristã e a partilhar aquilo que temos a mais com aqueles que menos tem. Podemos propor como gesto concreto da nossa Novena de Natal, arrecadar alimentos e doar para famílias carentes — muitas poderão ter um Natal “diferente” com a nossa ajuda. O Natal nos ensina isso: a sermos mais solidários e fraternos com aqueles que pouco ou nada têm.

Da apresentação da Novena de Natal da Arquidiocese do Rio de Janeiro, de 2019, ressaltamos: “Com Jesus no presépio, a Festa do Natal nos faz contemplar aquele que o mundo não pôde conter e, no entanto, coube no ventre de Maria e veio assumir uma vida humana, com todas as suas limitações e finitudes. Aquele que esperamos e finalmente chega, nos revela o mistério de Deus, que agora se faz próximo a ponto de podermos contemplá-lo na indefesa figura de um bebê recém-nascido. O Papa Francisco tem insistido em sermos uma Igreja missionária, cada vez mais “em saída”. Aproveitemos essa novena para assumirmos uma atitude missionária, ou seja, celebrarmos cada dia em uma casa, principalmente daqueles que não aprenderem sobre a beleza do amor de Deus, que enviou o Menino Jesus para nós. Se para elas as reflexões forem difíceis de entender, as dinâmicas, ao contrário, serão interessantes”.

Que neste Natal, o Menino Jesus possa nascer em cada lar, em cada coração, para cada vez mais termos um coração solidário, fraterno, disponível em ajudar o próximo. E que dentro de nossos lares predominem o diálogo, a vida de oração e o amor mútuo.

“Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’ Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: ‘Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim’. Maria perguntou ao anjo: ‘Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?’ O anjo respondeu: ‘O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível’. Maria, então, disse: ‘Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!’ E o anjo retirou-se” (cf. Lc 1,26-38).

Convido, portanto, todos os fiéis de nossa Arquidiocese para a celebração da Novena de Natal, nas famílias, nos comércios, nas ruas, nas comunidades, nas Capelas e nas Paróquias. Que da celebração da Novena de Natal brotem em nossos corações um novo ardor missionário de anúncio e de testemunho do Evangelho, como nos pede o Papa Francisco, de uma Igreja em saída ao encontro de todas as gentes. Que os grupos da novena de Natal sejam sementes de comunidades eclesiais missioárias que sejam a igreja capilarmente presente em todo o seu território.

Que este texto nos ajude a iniciar bem nossa preparação para a Novena de Natal em família e que o sim de Maria nos inspire.

Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

]]>
57291
Tempo do Natal dura até a Festa do Batismo do Senhor https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/tempo-do-natal-dura-ate-a-festa-do-batismo-do-senhor/ Wed, 26 Dec 2018 14:57:37 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=52512 Monsenhor Guido Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, em entrevista ao jornal italiano “Avvenire”, ao ser indagado sobre o Tempo do Natal, chama a atenção para o modo mais profundo de viver todos os tempos litúrgicos: “é bom lembrar que o que torna a liturgia ‘grande’ não é a invenção contínua de algo novo de nossa parte, indivíduos ou comunidades. O verdadeiro ‘novo’ que renova a vida é o mistério de Cristo, celebrado e reapresentado na liturgia. Acima de tudo, precisamos de uma participação cada vez mais viva, real, existencial. Novos e renovados no coração e na vida, devemos ser nós mesmos, pela graça de Cristo. Acrescentei: a repetitividade do ato litúrgico, em sua objetividade, é uma graça muito especial porque nos lembra da fidelidade de Deus à sua promessa de amor e nos permite, ao longo do tempo, uma adesão cada vez maior à vida divina que é doado”.

Sentido

O Tempo do Natal é o prolongamento da solenidade celebrada nos dias 24 e 25 de dezembro, estendendo-se à Festa do Batismo do Senhor. Este é um dos 4 tempos solenes da igreja, juntamente com o Advento, a Quaresma e a Páscoa. Forma, com o Advento, o Ciclo do Natal, que compreende a preparação, a solenidade e o prolongamento do mistério da Encarnação do Senhor.

É um tempo análogo ao Tempo Pascal, como são Advento e Quaresma, pois ecoam parte do mistério pascal do Senhor, compreendido pela Encarnação, Nascimento, Manifestação, Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão.

Inicia-se nas primeiras vésperas do dia 24 de dezembro e seu término ocorre na Festa do Batismo do Senhor, no segundo ou terceiro domingo do ano novo. Neste ano litúrgico, o Tempo do Natal termina no dia 10 de janeiro de 2016.

As festas

Dom Henrique Soares da Costa, bispo de Palmares (PE), descreve as cinco festas contidas no Tempo litúrgico do Natal.

A Solenidade do Natal do Senhor, no dia 25 de dezembro. Na pobreza da gruta de Belém contemplaremos como frágil criança Aquele que é o Forte e eterno Deus: “Porque um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, Ele recebeu o poder sobre os Seus ombros e Lhe foi dado este Nome: Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-Paz” (Is 9,5). Neste Dia santíssimo (que é celebrado durante oito dias) a Igreja dobra os joelhos diante do Salvador, juntamente com Maria, José e os pastores; a Igreja canta o “Glória a Deus nas alturas” juntamente com os anjos, a Igreja ilumina-se de alegria como o céu da noite santa de Belém.

No Domingo entre os dias 25 e 1º de janeiro a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família. O Filho de Deus assumiu em tudo a nossa condição humana: entrou numa família, na vida miudinha de cada dia; Ele veio verdadeiramente viver a nossa aventura. Assim, santificou as famílias de modo especial: “Desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso” (Lc 2,51).

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro, Oitava do Natal. “(Os pastores) foram, então, às pressas, e encontraram Maria, José e o Recém-nascido deitado na manjedoura” (Lc 2,16). A Igreja contempla o Menino que nasceu em Belém e Nele reconhece o Deus eterno e perfeito, reclinado no colo de Maria. Por isso chama-a Mãe de Deus, quer dizer, Mãe do Filho de Deus feito homem! Dando este título à Virgem a Igreja, desde suas origens, professa sua fé na divindade de Jesus. Primeiro de Janeiro é uma das grandes festas marianas.

Solenidade da Epifania do Senhor, no Domingo entre 2 e 8 de janeiro. É a festa chamada Festa de Reis. Mas, é bem mais que isso: a palavra “epifania” significa “manifestação”. Os magos, vindos dos povos pagãos, representam toda a humanidade que vem adorar o Salvador e reconhecê-Lo como a luz para iluminar as nações. Deus manifesta a Sua salvação a todos os povos: “O Senhor fez conhecer Sua salvação, revelou Sua justiça aos olhos das nações. Os confins da terra contemplaram a Salvação do nosso Deus” (Sl 97,2.3).

A Festa do Batismo do Senhor, no Domingo após a Epifania. Com ela termina o tempo do Natal. O Pai apresenta o Seu Filho: “Este é o Meu Filho amado, em Quem Eu Me comprazo!” (Mt 3,17). Com esta festa encerra-se o ciclo de festas da Manifestação do Senhor. A Igreja, mais uma vez, renova sua certeza e vive essa graça, experimenta-a e anuncia ao mundo: “O Verbo Se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a Sua glória!” (Jo 1,14).

]]>
52512
É Natal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/e-natal/ Mon, 25 Dec 2017 09:47:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50272 Natal é um acontecimento festivo, alegre, com troca de presentes e muitas luzes. Tudo isto para ressaltar o anúncio do anjo: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lucas 2,10-11). Todas as manifestações externas, por mais grandiosas e belas que sejam, ainda são insuficientes para celebrar o mistério do Natal, isto é, Deus veio habitar entre nós e o sinal é “um recém-nascido, envolto em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2,12).

Outra atitude fundamental para celebrar o Natal é o silêncio. Os textos bíblicos não falam de silêncio, mas fazem silêncio. A sobriedade e a brevidade dos relatos bíblicos impressionam. São breves dados e quase nada de falas, tudo reduzido a uma extrema simplicidade. Como dizemos com frequência: “não tem palavras para explicar”.

Pode-se caracterizar duas espécies fundamentais de silêncio: um que podemos chamar de ascético ou natural e o outro podemos chamar de sobrenatural. O silêncio ascético ou natural é realizado de muitas formas. Uma forma é a que busca o silêncio exterior em lugares e ambientes com menos ruídos, menos pessoas. Lugares privilegiados são aqueles que proporcionam o contato com a natureza. Também há o silêncio ascético interior que busca serenar o coração, a mente e o corpo. A espiritualidade da quietação do coração busca diminuir a influência da razão para dar lugar à oração. Encontramos esta busca em muitas religiões. O homem se impõe conscientemente o silêncio.

Vivemos imersos, as vinte quatro horas do dia, em barulhos e numa vida desenfreada. O período que antecede o Natal, também por coincidir com o final do ano, acelera ainda mais o ritmo. Toda esta agitação pode desviar o foco e impedir de viver o essencial. Desafiador é tomar a atitude de fazer silêncio. Romper com a lógica e a onda da maioria e aquietar-se. Fazer silêncio para provocar um encontro com Deus e com as pessoas.

A outra modalidade de silêncio é que podemos chamar de sobrenatural. Ela é provocada pelo contato com Deus. Um silêncio originado da manifestação ou da teofania de Deus. Aqui a iniciativa é de Deus e não do homem. O primeiro silêncio é do homem que quer conquistar Deus; o segundo é do homem que foi conquistado por Deus. A presença Dele faz calar o homem. Um silêncio marcado pelo assombro, adoração, alegria, e às vezes, até de temor.

No Natal fazemos silêncio sobrenatural diante misteriosa maneira escolhida por Deus para chegar a nós rompendo toda lógica humana. A grandeza de Deus é manifestada na fragilidade de uma criança, num presépio, num lugar singelo. Deus se revela sob o seu contrário. Escondendo a grandeza na pequenez, a força na fraqueza, a majestade na humildade. O homem moderno se lamenta com frequência do silêncio de Deus, mas não se dá conta de que Deus cala exatamente por que ele fala, porque não é suficientemente humilde para escutá-lo. Deus fala ao homem também com o seu silêncio; com isso o reconduz à verdade.

Acolhamos este grito que se eleva do Natal: Deus se despojou da sua tremenda majestade; não apavora mais, não quer apavorar; agora é Emanuel – Deus-conosco. Cale-se toda a terra, ajoelhe-se e O adore.

Por Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo

]]>
50272
Papa aos funcionários: “Não quero trabalho irregular no Vaticano” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-funcionarios-nao-quero-trabalho-irregular-no-vaticano/ Fri, 22 Dec 2017 16:01:17 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aos-funcionarios-nao-quero-trabalho-irregular-no-vaticano.html O Papa Francisco, encontrando os funcionários do Vaticano por ocasião das felicitações de Natal, fala com o coração, mas acima de tudo com grande humildade e pede desculpas pelos “maus exemplos” também dentro da Igreja e pelo trabalhar informal, irregular que ainda existe dentro da Santa Sé.

Trabalho

“A primeira palavra que eu gostaria de lhes dizer – disse o Papa falando de improviso na Sala Paulo VI – é trabalho. Mas não para dizer trabalhem mais, e mais rápido. Não! É para agradecer-lhes!”.

“Mas também há no Vaticano, falando de trabalho, um problema: uma senhora entre vocês apontando para um jovem disse: “Ajude os trabalhadores precários”. Outro dia eu tive um encontro com o cardeal Marx, que é o presidente do Conselho da Economia e eu disse: não quero trabalho irregular no Vaticano”.

“Peço desculpas a vocês se isso ainda existe. Para mim, este é um problema de consciência, porque não podemos pregar a doutrina social da Igreja e depois ter situações de trabalho irregular. Isto nunca mais!. Entende-se que é necessário testar uma pessoa, mas um ano, ou dois, depois basta”.

“O trabalho é o caminho de santidade, de felicidade de vocês, de seguir em frente. Hoje talvez a pior maldição que existe, é não ter trabalho”. “O trabalho nos dá dignidade e a segurança do trabalho nos dá dignidade”.

“Não quero dizer os nomes, mas nos jornais vocês os encontraram. Hoje eu vi em dois jornais, duas empresas importantes, aqui na Itália, que estão a risco, mas para salvar a empresa se deve “racionalizar” o trabalho, ou seja, despedir 3-4.000 pessoas. É muito ruim porque assim se perde a dignidade. E isso é um problema não só aqui no Vaticano, na Itália, na Europa, mas é um problema mundial”.

Família

“A segunda palavra que gostaria de dizer é ‘família” – disse o Papa – assegurando que sofre ao saber quando uma família está em crise, “que existem crianças que se angustiam, porque veem que a família é…, é um problema!”.

O Papa recomendou então a estas famílias, para deixarem-se ajudar. ‘Por favor, salvar a família. Eu sei que não é fácil, há tantos problemas em um matrimônio. Mas procurem pedir ajuda enquanto há tempo. Enquanto há tempo. Proteger a família!”.

E, “nunca briguem diante das crianças, nunca!” – foi seu conselho – pois as “crianças sofrem”. Se há dificuldades, “que ao menos as crianças não sofram”.

“A família é um grande tesouro, porque Deus nos criou família. A imagem de Deus é o matrimônio, homem e mulher, fecundos, “multiplicai-vos”, façam filhos, sigam em frente”.

As fofocas

A terceira palavra que me vem em mente – “talvez alguém possa ter a vontade de dizer: ‘Mas acabe com isto!’”: as fofocas, uma palavra recorrente.

“Talvez eu me engane, no Vaticano não se faz fofoca…talvez, não sei”.

Alguém me disse certa vez depois de eu falar sobre as fofocas em uma Missa: “Mas padre, se não se fofoca no Vaticano se fica isolados!”. Eh…pesado, hein?!”. É como uma bomba – recordou. “Não façam terrorismo!” – pediu – “mordam a língua”.

Perdão

A quarta palavra é o perdão. O Pontífice pediu desculpas aos funcionários do Vaticano pelos “maus exemplos da fauna clerical, nós [sorri]”: “perdão e desculpas porque nem sempre damos um bom exemplo. Na vida há erros, pecados, injustiças que também nós clérigos cometemos.

Às vezes, tratamos mal as pessoas, somos um pouco “neuróticos”. Perdão por todos esses exemplos não bons. Eu também devo pedir perdão”, disse Francisco.

Felicitações de Natal

A última palavra é o augúrio de Natal: “Feliz Natal, no coração, na família e também na consciência. Não tenham medo, também vocês, de pedir perdão se a consciência acusa de alguma coisa. Procurem um bom confessor e façam uma boa limpeza, hein!”.

“Dizem que o melhor confessor é o padre surdo. Não te faz passar vergonha! Mas mesmo não sendo surdo, existem tantos misericordiosos, tantos! Que te escutam e te perdoam. Vai em frente. O Natal é uma boa oportunidade para se fazer as pazes também dentro de nós. Todos somos pecadores, hein! Todos! Ontem, eu fiz minha confissão de Natal. Veio o confessor…e me fez bem, todos devemos confessar-nos”.

E não esqueçamos – disse Francisco ao concluir – os doentes que talvez existam em nossas famílias, que sofrem: “enviar uma bênção também a eles”.

Por Vatican News

]]>
50270
Presidente da CNBB diz que o Natal traz esperança e alegria aos cristãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/presidente-da-cnbb-diz-que-o-natal-traz-esperanca-e-alegria-aos-cristaos/ Fri, 22 Dec 2017 13:12:54 +0000 http://teste.toqueto.com/presidente-da-cnbb-diz-que-o-natal-traz-esperanca-e-alegria-aos-cristaos.html Neste tempo do Natal, a Igreja convida aos cristãos vivenciar o mistério do nascimento de Jesus, o Deus que se fez Menino, nascido da Virgem Maria, que veio habitar no meio dos homens. 

Em entrevista ao programa Igreja no Brasil especial de Natal e Fim de Ano de ano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que vai ao ar em todas as emissoras de inspiração Católica a partir do dia 25 de dezembro de 2017, o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência, Cardeal Sergio da Rocha, ressaltou que o nascimento do Salvador traz para os cristãos esperança e alegria:

“Jesus veio habitar entre nós, na humilde manjedoura de Belém. Ele continua a manifestar o seu amor na simplicidade da vida cotidiana. A nossa resposta ao amor de Deus revelado em Jesus Menino, neste Natal, seja feita de muita oração e de muito amor. Acolha o amor do Menino Deus para amar a todos, como ele nos ensinou, pois somos todos irmãos. Seja testemunha do amor de Deus, promovendo a reconciliação e paz. Seja portador de esperança e de alegria, especialmente aos que mais sofrem”.

O cardeal salientou a importância de recordar o sentido mais genuíno do Natal. Infelizmente, muitos perderam o sentido verdadeiro do Natal que é celebrar o nascimento de Jesus.

“É bom que as pessoas possam se confraternizar, é bonito ver as pessoas se alegrando juntas, mas sabemos que a razão de ser desta alegria, desta festa se encontra em Jesus Cristo, no menino Jesus, menino Deus. Portanto, o Natal que é de Jesus se torna uma ocasião privilegiada para celebração da fé no nascimento Salvador e para testemunho desta fé. Então, nós queremos compartilhar com os outros irmãos e irmãs a graça de celebrar o nascimento de Jesus. É uma ocasião sim privilegiada para a Igreja evangelizar, anunciar a presença amorosa de Deus entre nós, anunciar a palavra e a boa nova daquele que nasce, o nosso Salvador”, destacou.

De acordo com Dom Sergio, o Natal deve ser uma ocasião para renovar a esperança que brota da fé em Jesus, a confiança em Deus e compartilhá-la com os outros.

Ao final da entrevista, o cardeal deixa uma mensagem aos fiéis:

“A mensagem do Natal ela é feita de esperança e da paz que vem do Jesus Menino, esperança e a paz que nos oferece como dons a serem cultivadas ao longo do novo ano. Portanto, eu desejo que toda a Igreja no Brasil seja portadora dessa esperança e que possa oferecer sua contribuição para a construção da paz, que é dom de Deus, que é tarefa. Portanto, abraçando a esperança e o amor que Jesus Menino traz, nós vamos construindo cada vez mais relações fraternas e a paz. Eu desejo que todos tenham a graça de um Natal Santo e feliz, mas também de um novo ano marcado pela esperança, pela paz que vem de Jesus menino”.

Por Canção Nova, com CNBB

]]>
50266
O que acontece no Natal? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-que-acontece-no-natal/ Fri, 22 Dec 2017 07:49:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50260 O que acontece no Natal? Para nos ajudar a responder a essa pergunta, o evangelista Lucas nos coloca no coração dos acontecimentos: Lc 2,1-20. Ele nos convida a contemplar o Presépio. A descrição que faz do que aconteceu na gruta de Belém nos deixa surpresos, pois Jesus não é descrito diretamente. Fôssemos nós a narrar o nascimento de uma criança, falaríamos de seu rosto e de seu choro, de seu tamanho e peso. Lucas nada nos diz a esse respeito. Não elogia Jesus e nem se preocupa em nos dizer como ele era.

Na primeira parte do que descreve, parece querer destacar José e Maria, que se submetem a um homem poderoso – César Augusto. Esse imperador espalha o medo pela região: como não obedecê-lo, já que queria um recenseamento completo da população, para que ninguém deixasse de pagar impostos? O imperador demonstra seu poder movimentando as pessoas, mesmo que se trate de mulheres, como Maria, que estejam grávidas e, para as quais, qualquer viagem é um grande incômodo.

A segunda parte da descrição é em torno dos pastores. Para que entendessem que a mensagem que ouviam era marcada pela alegria, foi preciso que os anjos os acalmassem: “Não tenhais medo!”

Mesmo que Lucas não entre em pormenores sobre Jesus, no centro não só da cena que descreveu, mas em todo o seu Evangelho, é o Filho de Deus que se destaca. Jesus é o centro do Natal. Tudo movimenta-se ao seu redor, isto é, ao redor de uma criança que, como toda criança, é frágil e indefesa. Ele está no centro da vida de Maria e de José; no centro da vida dos pastores. Mais: no centro da História. Tudo gira em torno dele; tudo foi feito por ele e para ele.

Gosto de observar presépios, não importa de que maneira são feitos, nem por quem. Vejo que em todos eles as personagens estão ali em função de Jesus. Todas estão voltadas para ele ou têm sentido em vista dele. José o protege. Maria é aquela que o enfaixa e o coloca na manjedoura. Os pastores, para visitá-lo, deixam seu rebanho. Jesus nada diz, nada ordena e, no entanto, todos são tocados por ele.

A partir de seu nascimento, em Belém, Jesus passa a estar no centro da vida dos homens e mulheres, dos jovens e crianças de todos os tempos – também dos que não o aceitam. Ele veio trazer a salvação e a paz para todos, mas não obriga ninguém a aceitá-las. No Natal, o Pai dá o maior de todos os presentes à humanidade. Mas não nos dá Seu Filho porque somos santos, mas porque somos necessitados e precisamos de um Redentor. Sem ele – Caminho, Verdade e Vida -, pereceríamos. Sozinhos, não conseguiríamos trilhar o caminho do amor.

O que acontece no Natal?, comecei perguntando. Com a ajuda do evangelista Lucas, descobrimos que, no Natal, Deus abre imensos horizontes diante de nós, pois nos tira do caminho da morte e nos introduz no caminho da vida. O apóstolo Paulo nos dirá que, no Natal, “a graça salvadora de Deus manifestou-se a toda a humanidade”, pois Cristo “se entregou por nós, para nos resgatar de toda iniquidade e purificar para si um povo que lhe pertença e que seja zeloso em praticar o bem” (Tt 2,11.14). Purificar para si um povo que lhe pertença! Somos chamados a pertencer a este povo que tem como centro Jesus. Um povo que se dedique a praticar o bem.

O que acontece no Natal? Acontece simplesmente isso: “nasceu para nós um menino” (Is 9,5). Jesus está no meio de nós!

Por Dom Murilo S.R. Krieger, scj – Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil

 
]]>
50260
“Sem Jesus não tem Natal”, diz dom Guilherme Werlang https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sem-jesus-nao-tem-natal-diz-dom-guilherme-werlang/ Wed, 20 Dec 2017 15:05:54 +0000 http://teste.toqueto.com/sem-jesus-nao-tem-natal-diz-dom-guilherme-werlang.html Numa época marcada pelo consumo, o bispo de Iparemi (GO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, dom Guilherme Werlang lembra que o comércio não pode nos dar a paz. O religioso afirma que estamos vivendo numa época comandada pelo dinheiro, definido pelo papa Francisco com um “falso deus” em sua encíclica Laudato Sí.

“O Natal só pode ser celebrado se tivermos o menino Jesus e o comércio roubou dos cristãos e da humanidade a criança. Trocou a essência do Natal pelo papai Noel”, afirmou. Para dom Guilherme, as luzes e os enfeites podem ser importantes, mas só se sua finalidade for para homenagear a verdadeira luz.

O verdadeiro sentido do Natal, roubado pelo sentido comercial que a data adquiriu, precisa ser recuperado na avaliação de dom Guilherme. “Se você perguntar para 100 crianças se preferem o menino Jesus ou o Papai Noel? A maioria dirá que prefere o papai Noel, inclusive os filhos das famílias cristãs. Muitas crianças de famílias cristãs não sabem dizer uma ou três frases sobre o menino Jesus”.

Para o bispo é necessário revolver este problema encontrando novamente a criança, o menino Jesus, na gruta de Belém, filho de Maria, concebido pelo poder do Espírito Santo. “Só ele pode nos trazer a paz, o amor, a reconciliação, a justiça, o perdão. Sem essa criança, que Deus nos envia, como a luz do mundo, nós continuaremos a tatear na escuridão da noite da humanidade”, disse.

Partilha e solidariedade – O Natal deve ser uma época para, na visão de dom Guilherme, além de compartilhar a vida e esperança, viver a solidariedade. “Nesta época, precisamos compartilhar dos bens que possuímos, especialmente o alimento”, disse.

Dom Guilherme conta que na diocese de Ipameri (GO), a Catedral do Divino Espírito Santo, as pastorais sociais e o movimento de Cursilho de Cristandade junto com a rádio local realizam todo ano o Natal da Solidariedade. Uma equipe passa, durante os três sábados que antecedem a data, em todos os supermercados arrecadando alimentos que são doados para famílias mais pobres cadastradas. Em 2016 foram 400 cestas básicas. Este ano pretendem chegar a 500 cestas.

O Natal quando não for baseado no consumo, mas no amor e na solidariedade, será capaz de fazer o que previu Isaías: anunciar ao povo brasileiro que é hora da alegria, de reacender a esperança no coração da humanidade, de olhar pra frente e dizer com Deus nós seremos vencedores. “Que o Natal possa nos fazer superar o egoísmo, o egocentrismo, o consumismo e possa plantar em nosso coração a semente do amor, da justiça e da paz”, desejou.

Por CNBB

]]>
50245
Hoje nasceu para nós o Salvador! https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/hoje-nasceu-para-nos-o-salvador/ Wed, 20 Dec 2017 10:02:40 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50241 Caro amigo aproxima-se o Natal. Na cidade, é notória a mobilização das pessoas: o clima natalino invade ruas e praças, as casas são enfeitadas de luzes e todos aguardam ansiosos a troca de presentes e o sonoro “Feliz Natal!”.

Essas comemorações são legítimas quando expressam a alegria de nossos corações por nosso Pai ter-nos dado a salvação enviando-nos seu Filho único. “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva” (Gl 4, 4s). A frágil criança deitada na manjedoura, envolvida em faixas, adorada pelos magos e pastores, nos resgatou de nossa orfandade e nos deu a dignidade de filhos de Deus.

Quando celebramos a natividade de Jesus devemos ter a consciência de que ela se manifesta a nós todos os dias e não pode ser compreendida como um evento ocorrido há mais de 2 mil anos e que não possui valor atual. Ao nascer, o Verbo encarnado abriu as portas da eternidade santificando, de uma vez por todas, o nosso tempo: os dias, os séculos, os milênios. O seu nascimento fez do tempo um “hoje” de salvação” (Cfr. Homilia de São João Paulo II, 24 dez. 2000).

A Igreja reza na liturgia: “No momento em que Vosso Filho assume nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade: ao tornar-se ele um de nós, nós nos tornamos eternos.” (Prefácio da Or. Eucarística do Natal III).

Comemorar o Natal é, portanto, comemorar a vida eterna que nos foi dada, a garantia de que nosso natal para Deus será o coroamento da existência pois, ao nascer segundo a carne, Deus assume a nossa morte para nos levar do temor do fim para a certeza da eternidade feliz. Este nascer deve iluminar a existência humana cabendo a nós a responsabilidade de sermos seus mensageiros; conduzindo a luz de Cristo às grutas escuras e frias de nossos corações. Essas ações precisam fazer ressoar todos os dias o antigo e sempre novo anúncio do Natal do Senhor: Hoje nasceu para nós o Salvador!

Sejamos pois, inspirados pelos pastores e magos, que, iluminados pela fé, atravessaram as trevas que envolviam a terra e encontraram a “Grande Luz”. Sem dúvida, como no passado, o mundo está envolto em muitas sombras geradas pelo fechamento dos corações a uma realidade que não pode ser vivida apenas no exterior, na aparência de uma felicidade frágil e passageira. A troca de presentes deveria nos lembrar que esse menino nascido em Belém, se fez – Ele mesmo – presente para todos e nos ensinou a fazer o mesmo. “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei” (Jo 13, 34).

Só assim as nossas palavras deixarão de ser simples augúrios de uma festa anual para se converterem em compromisso na construção de uma sociedade alicerçada na concórdia, onde Justiça e Paz se abraçarão.

Um Santo e Feliz Natal a todos!

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

]]>
50241