Natal do Senhor - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Natal do Senhor - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Natal sem os pobres não é o Natal de Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/natal-sem-os-pobres-nao-e-o-natal-de-jesus/ Tue, 27 Dec 2022 19:10:24 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=65250 Na homilia da Missa solene da Noite de Natal deste sábado, na Basílica de São Pedro, com milhares de fiéis e peregrinos presentes oriundos de várias partes do mundo, o Papa Francisco convidou-nos a redescobrir o sentido do Natal. Como voltar a encontrar o seu significado? E sobretudo aonde ir procurá-lo? “O Evangelho do nascimento de Jesus parece escrito precisamente para isto: tomar-nos pela mão e levar-nos lá onde Deus quer”, ressaltou o Pontífice.

A manjedoura! Para voltar a encontrar o sentido do Natal, é preciso fixar nela o olhar. E por que é tão importante a manjedoura? Porque é o sinal, não casual, com que Cristo entra em cena no mundo. É o manifesto com que Se apresenta, o modo como Deus nasce na história para fazer renascer a história. Que nos quer dizer então a manjedoura? Pelo menos três coisas: proximidade, pobreza e concretismo. Francisco desenvolveu sua reflexão na homilia a partir daí.

Proximidade
A manjedoura serve para deixar o alimento mais próximo da boca e assim consumi-lo mais depressa. Deste modo pode simbolizar um aspecto da humanidade: a voracidade em consumir, ressaltou o Papa.

“E as principais vítimas da voracidade humana são sempre os frágeis, os vulneráveis. Também neste Natal, uma humanidade insaciável de dinheiro, poder e prazer não dá lugar – como sucedeu com Jesus – aos mais pequenos, a tantos nascituros, pobres, abandonados. Penso sobretudo nas crianças devoradas por guerras, pobreza e injustiça. Mas é precisamente lá que vem Jesus, menino na manjedoura do descarte e da rejeição.”

“Na manjedoura incómoda da rejeição, acomoda-Se Deus: vem para ali, porque nela está o problema da humanidade, a indiferença gerada pela pressa devoradora de possuir e consumir. Cristo nasce lá e, naquela manjedoura, descobrimo-Lo próximo”, acrescentou o Santo Padre.

Pobreza
Além da proximidade, a manjedoura de Belém fala-nos de pobreza. Na realidade – observou -, à volta duma manjedoura, não há grande coisa: tojo, qualquer animal e pouco mais. As pessoas hospedavam-se no quentinho dos albergues, não no estábulo frio duma pensão; mas aqui nasceu Jesus, e a manjedoura lembra-nos que nada mais havia em redor senão quem Lhe queria bem: Maria, José e alguns pastores… todos, pobres, irmanados pelo afeto e a maravilha, não por riquezas e grandes possibilidades. E assim a pobre manjedoura faz emergir as verdadeiras riquezas da vida: não o dinheiro nem o poder, mas as relações e as pessoas.

“E a primeira pessoa, a primeira riqueza é Jesus. Mas nós… queremos mesmo estar ao seu lado? Aproximamo-nos d’Ele, amamos a sua pobreza? Ou preferimos cingir-nos comodamente aos nossos interesses? Sobretudo visitamo-Lo onde Se encontra, isto é, nas pobres manjedouras do nosso mundo? É lá que Ele está presente. E nós somos chamados a ser uma Igreja que adora Jesus pobre, e serve Jesus nos pobres.”

“Certamente não é fácil deixar o tépido calor do mundanismo para abraçar a nua beleza da gruta de Belém, mas lembremo-nos de que, sem os pobres, verdadeiramente não é Natal. Sem eles, festeja-se o Natal, mas não o de Jesus… Irmãos, irmãs, no Natal Deus é pobre: renasça a caridade!”, exortou o Papa.

Concretismo
Desenvolvendo o último ponto de sua reflexão, Francisco ressaltou ainda que a manjedoura nos fala de concretismo. “Jesus, que nasce pobre, viverá pobre e morrerá pobre, não fez muitos discursos sobre a pobreza, mas viveu-a, em toda a sua profundidade, por nós. Da manjedoura à cruz, o seu amor por nós foi palpável, concreto: do nascimento à morte, o filho do carpinteiro abraçou a aspereza da madeira, a aspereza da nossa existência. Não nos amou com palavras, não nos amou por divertimento!”

Por fim, o Santo Padre fez uma premente exortação: “Não deixemos passar este Natal sem fazer algo de bom. Uma vez que é a festa d’Ele, o seu aniversário, ofereçamos-Lhe prendas de que Ele gosta! No Natal, Deus é concreto: em seu nome, façamos renascer um pouco de esperança em quem a perdeu!” Francisco concluiu a homilia da Missa solene da Noite de Natal em forma de oração:

Jesus, contemplamo-Vos recostado na manjedoura. Vemo-Vos tão próximo, perto de nós para sempre… Obrigado, Senhor! Vemo-Vos pobre, ensinando-nos que a verdadeira riqueza não está nas coisas, mas nas pessoas, sobretudo nos pobres: desculpai, Senhor, se não Vos reconhecemos e servimos nelas. Vemo-Vos concreto, porque concreto é o vosso amor por nós: ajudai-nos a dar carne e vida à nossa fé. Amém.

Fotos: Vatican Media

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Esperando o Natal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/esperando-o-natal/ Tue, 24 Dec 2019 15:02:54 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57454 Nas Vésperas dos dias que antecedem a grande festa natalina, cantam-se as belíssimas antífonas latinas que começam com a exclamação de desejo “Ó!”: Ó Sabedoria, Ó Adonai, Ó Raiz de Jessé, Ó Chave de Davi, Ó Oriente, Ó Rei das Nações, Ó Emanuel, palavras das profecias bíblicas, referentes ao Salvador cujo nascimento celebraremos no Natal.

O modelo para nós de expectativa do Messias é a sua Mãe, Maria Santíssima. “O Presépio leva-nos à gruta, onde encontramos as figuras de Maria e de José. Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quantos vêm visitá-Lo…” (Papa Francisco, “Admirabile Signum, Valor e Significado do Presépio”). Por causa dessas antífonas da expectação, o povo deu a ela o título de Nossa Senhora do Ó. É uma devoção muito antiga, surgida na Espanha e em Portugal. Aqui no Brasil, em São Paulo, por exemplo, temos a “Freguesia (Paróquia) do Ó”, bairro, onde se encontra a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Expectação do Ó, cuja construção começou em 1610.

A devoção a Nossa Senhora é inata no povo católico. Enquanto os teólogos, durante séculos, discutiam a base teológica da Imaculada Conceição da Virgem Maria – o dogma de fé só foi proclamado por Pio IX no dia 8 de dezembro de 1864 -, o povo católico já a cultuava por toda a parte. Desde os primeiros séculos, os cristãos já honravam essa prerrogativa de Maria. No século VIII, o culto foi autorizado nas igrejas. A partir do século XII, espalhou-se a celebração dessa festa. Clemente XI, em 1708, elevou-a a festa de preceito. A imagem de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Basílica do mesmo nome em Salvador BA, foi trazida por Tomé de Souza e a primeira capela em seu louvor, foi construída a mando do então governador.

Celebramos dia 12 Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina. Sob diversos nomes, Maria Santíssima é patrona de muitos países do Novo Mundo, e sua devoção está no coração de todos. O Documento de Aparecida exalta “o papel tão nobre e orientador que a religiosidade popular desempenha, especialmente a devoção mariana, que contribuiu para nos tornar mais conscientes de nossa comum condição de filhos de Deus” (37). Mas, reconhece que, “no entanto, devemos admitir que essa preciosa tradição começa a diluir-se… Nossas tradições culturais já não se transmitem de uma geração à outra…” (39). “Observamos que o crescimento percentual da Igreja não segue o mesmo ritmo que o crescimento populacional… Verificamos, deste modo, uma mentalidade relativista no ético e no religioso…. Nas últimas décadas vemos com preocupação, que numerosas pessoas perdem o sentido transcendental de suas vidas e abandonam as práticas religiosas…”. “Tal como manifestou o Santo Padre no Discurso Inaugural de nossa Conferência: ‘Percebe-se certo enfraquecimento da vida cristã no conjunto da sociedade e da própria pertença à Igreja Católica’.” (100).

Rezemos mais, pois estamos em “um novo período da história, caracterizado pela desordem generalizada…, pela difusão de uma cultura distante e hostil à tradição cristã e pela emergência de variadas ofertas religiosas que tratam de responder, à sua maneira, muitas vezes errônea, à sede de Deus que nossos povos manifestam” (DocAp 10).

Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

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Novena de Natal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/novena-de-natal/ Wed, 04 Dec 2019 02:42:51 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57291 Estamos vivendo um tempo em que nossas famílias se encontram “distantes dos próximos”, de modo especial pelas mídias digitais, mas também não tendo tempo para o culto a Deus, seja por motivo de trabalho ou dos afazeres domésticos, os filhos na televisão ou no celular ou no computador. Perdemos o hábito de nos desligar por um momento, seja antes do jantar ou antes de dormir para rezarmos juntos em família, lendo a Palavra de Deus ou rezando o Santo Rosário. Até mesmo perdemos o hábito de conversar sobre o dia de cada um, o que viveu naquele dia, sejam as alegrias ou as tristezas. Estamos numa vida muito corrida onde não conseguimos mais “nos reunirmos à mesa” para as refeições, muitas vezes o esposo toma refeição em frente à TV, os filhos diante do computador ou do videogame e, muitas vezes, a esposa acaba se alimentando sozinha na cozinha, além de ficar com os outros afazeres.

A Família de Nazaré vem nos ensinar a importância da oração em família. José, que era um homem “justo” e fiel à lei de Deus, antes de começar os seus afazeres do dia ou após terminá-los, reunia-se com Maria e Jesus para rezar. E Jesus aprendeu bem isso, porque quantas vezes nós podemos observar na Sagrada Escritura Jesus em Oração, a sós ou com os discípulos, mesmo antes de sua morte, na Quinta Feira Santa, antes de ser preso, Jesus estava em constante oração com os discípulos, entoando os Salmos — e tudo o que Jesus realizava, Ele estava em plena comunhão com o Pai. Maria também era a plena de graça e sempre em sintonia com o plano de amor de Deus para a sua vida. Deve ter sido a primeira catequista de Jesus, ensinando a Ele os preceitos judaicos e a Palavra de Deus. Era a “mulher do silêncio” que conservava tudo em seu coração.

Os primeiros catequistas dos filhos são os pais. As crianças deveriam aprender em casa as primeiras orações cristãs, mas, muitas vezes, as crianças chegam na catequese paroquial, sem saber nem as mais simples orações. Devemos, sobretudo, neste mundo de hoje, rezar em família, ensinar os nossos filhos a rezar ao acordar ou antes de dormir.

Por isso, nossas famílias, neste Natal, devem se inspirar na família de Nazaré e, juntas, diante da Manjedoura de Jesus, preparar o nosso lar, a nossa vida e o nosso coração para a chegada d’Ele. E ter a possibilidade de chamar mais pessoas para participar desse momento, outras famílias se juntarem a nossa, para fazer um grande grupo de oração preparando a chegada de Jesus. A Novena de Natal pode ser tão rica, que essas mesmas famílias que se reunem para rezar, não se reúnam apenas para preparar o Natal, mas também em outros momentos, a começar em nossa própria casa.

A Novena de Natal nos coloca no Espírito do Natal, nos faz entender que o Natal não é apenas a troca de presentes, como muitas vezes o comércio, a televisão e outros meios nos mostram. Não é apenas mais um feriado para curtir, para viajar. O Natal é muito mais do que isso: é a celebração do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Com a Novena de Natal, conhecemos melhor a Sagrada Família de Nazaré, conhecemos melhor o “sim” de Maria, observamos como podemos ser fiéis à Lei de Deus, como José foi. Podemos ver a maternidade de Maria e a paternidade de José, que inteiramente se doaram para educar Jesus.

Através da Novena de Natal podemos observar as dificuldades que Maria e José passaram logo que Jesus nasceu. Foram refugiados para o Egito, para, só depois da morte de Herodes, poderem voltar para sua terra. E, assim, durante os encontros da Novena de Natal, podemos trazer para a nossa vida presente, esses fatos que aconteceram com a Família de Nazaré. E ver que a vida da nossa família, mesmo em meio às dificuldades, está abençoada por Deus.

Portanto, a Novena de Natal tem uma grande importância na vida de nossa família, nos ajuda ver o verdadeiro sentido do Natal, a nos reunir para rezar como família cristã e a partilhar aquilo que temos a mais com aqueles que menos tem. Podemos propor como gesto concreto da nossa Novena de Natal, arrecadar alimentos e doar para famílias carentes — muitas poderão ter um Natal “diferente” com a nossa ajuda. O Natal nos ensina isso: a sermos mais solidários e fraternos com aqueles que pouco ou nada têm.

Da apresentação da Novena de Natal da Arquidiocese do Rio de Janeiro, de 2019, ressaltamos: “Com Jesus no presépio, a Festa do Natal nos faz contemplar aquele que o mundo não pôde conter e, no entanto, coube no ventre de Maria e veio assumir uma vida humana, com todas as suas limitações e finitudes. Aquele que esperamos e finalmente chega, nos revela o mistério de Deus, que agora se faz próximo a ponto de podermos contemplá-lo na indefesa figura de um bebê recém-nascido. O Papa Francisco tem insistido em sermos uma Igreja missionária, cada vez mais “em saída”. Aproveitemos essa novena para assumirmos uma atitude missionária, ou seja, celebrarmos cada dia em uma casa, principalmente daqueles que não aprenderem sobre a beleza do amor de Deus, que enviou o Menino Jesus para nós. Se para elas as reflexões forem difíceis de entender, as dinâmicas, ao contrário, serão interessantes”.

Que neste Natal, o Menino Jesus possa nascer em cada lar, em cada coração, para cada vez mais termos um coração solidário, fraterno, disponível em ajudar o próximo. E que dentro de nossos lares predominem o diálogo, a vida de oração e o amor mútuo.

“Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’ Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: ‘Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim’. Maria perguntou ao anjo: ‘Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?’ O anjo respondeu: ‘O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível’. Maria, então, disse: ‘Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!’ E o anjo retirou-se” (cf. Lc 1,26-38).

Convido, portanto, todos os fiéis de nossa Arquidiocese para a celebração da Novena de Natal, nas famílias, nos comércios, nas ruas, nas comunidades, nas Capelas e nas Paróquias. Que da celebração da Novena de Natal brotem em nossos corações um novo ardor missionário de anúncio e de testemunho do Evangelho, como nos pede o Papa Francisco, de uma Igreja em saída ao encontro de todas as gentes. Que os grupos da novena de Natal sejam sementes de comunidades eclesiais missioárias que sejam a igreja capilarmente presente em todo o seu território.

Que este texto nos ajude a iniciar bem nossa preparação para a Novena de Natal em família e que o sim de Maria nos inspire.

Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

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Setor Universidades da CNBB lança Exercícios Espirituais para o Tempo do Advento – Ano A https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/setor-universidades-da-cnbb-lanca-exercicios-espirituais-para-o-tempo-do-advento-ano-a/ Wed, 04 Dec 2019 02:35:26 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57288 O Setor Universidades, vinculado à Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou a primeira parte do subsídio “Exercícios Espirituais para o Temo do Advento – Ano A”. Trata-se de um itinerário espiritual com os dias da primeira semana.

A metodologia inspira-se nos textos deste tempo litúrgico acompanhados de uma dinâmica de oração pessoa e contemplação. O roteiro começa com o primeiro domingo do Advento, 1º de dezembro, e termina no dia do Natal do Senhor. Segundo os organizadores, trata-se de um material elaborado com a intenção de ajudar os jovens, no ambiente da Universidade, em sua casa ou em outros lugares, a fazerem sua oração.

A equipe de Subsídios do Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação informa que a cada semana serão postados os exercícios que ajudarão os membros da comunidade universitária (professores, universitários e colaboradores) a se prepararem espiritualmente para o Tempo do Natal. Os Exercícios Espirituais corresponderão às quatro semanas do Advento e poderão ser encontrados neste link: CLIQUE AQUI

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Dom Armando Bucciol explica participação nas celebrações do domingo, 24/12 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-armando-bucciol-explica-participacao-nas-celebracoes-do-domingo-24-12/ Thu, 21 Dec 2017 07:50:23 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50247 O Catecismo da Igreja Católica ensina que a celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no coração da vida da Igreja, que “O domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradição apostólica, deve guardar-se em toda a Igreja como o primordial dia festivo de preceito”. No próximo dia 24 de dezembro, um domingo, acontecerá algo que tem deixado vários fiéis em dúvida em relação à participação nas celebrações que acontecem no mesmo dia: a do 4º domingo do Advento e a da Vigília do Natal ou a do Natal do Senhor, no caso da celebração da I Véspera da Solenidade do dia seguinte, 25 de dezembro.

O dia do Natal de Jesus está entre aqueles que devem ser guardados e cuja participação dos fiéis é obrigatória, no dia festivo ou na tarde antecedente. Por isso, o bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol, explica “de maneira essencial” o que os fiéis podem fazer:

“Cada um, cada uma, faça o possível para participar no sábado à noite ou no domingo pela manhã da missa do 4º domingo do Advento, para participar também da missa da noite do Natal e/ou do dia de Natal, que tem as duas celebrações características litúrgicas e espirituais próprias. Esse é o ideal que todo cristão católico é convidado a viver”.

Dom Armando, porém, compreende “e vive” a situação da maioria das comunidades do Brasil. Responsável por uma diocese no interior da Bahia, dom Armando reconhece as dificuldades presentes onde há somente uma missa e de costume à noite. “A missa da noite do dia 24 abre para a celebração do Natal do Senhor, com a missa da noite de Natal. Nesse caso, aconselho os irmãos e as irmãs para que, se puderem, vivam com fé, em profunda oração o 4º domingo do Advento, esperando com Maria, e como Maria – ela é a protagonista do quarto domingo do Advento – esperando a chegada do Senhor”.

O presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB convida para a vivência no espírito litúrgico do Advento, que abre para a acolhida do Natal do Senhor, e recorda o ensinamento do papa São João Paulo II, para quem a participação semanal na Eucaristia “‘deve ser uma exigência, mais do que uma obrigação’. Trata-se de uma espiritualidade litúrgica que deve informar e formar a vida toda do cristão”.

“Se é verdade que as duas celebrações – 4º domingo e Vigília de Natal – tem características próprias, leituras e uma liturgia própria, nos pedem de participar de ambas. Mas quem não puder, por motivo de alguma concreta dificuldade, eu insisto: viva com fé e alegria o dia de domingo com intensidade espiritual e em atitude de orante espera.”

Dom Armando finaliza lembrando a antífona da entrada da missa da Noite de Natal, que diz “alegremo-nos todos no Senhor, hoje nasceu o Salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz” e deseja: “Que possamos nos dispor com intensa espiritualidade para acolher o Salvador do Mundo e a sua verdadeira paz”.

Por CNBB

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