mudanças climáticas - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png mudanças climáticas - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Apelo ecumênico à Cop23: confirmar acordos de Paris sobre o clima https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/apelo-ecumenico-a-cop23-confirmar-acordos-de-paris-sobre-o-clima/ Thu, 09 Nov 2017 10:05:04 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49428 O Conselho Mundial de Igrejas, Act Alliance e a Federação Mundial Luterana – que juntas representam mais de meio bilhão de cristãos no mundo inteiro – lançam um apelo em favor de uma ação conjunta sobre a justiça climática, refere o jornal vaticano “L’Osservatore Romano”. Lançado dias atrás, segundo os promotores, o apelo é o maior na história desta natureza.

Numa mensagem vídeo conjunta, os líderes das três organizações religiosas convidaram os participantes da Conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, a Cop23, a confirmar o Acordo assumido em Paris e a torná-lo praticável para poder dar início a uma ação responsável e ambiciosa.

Regulamento para estabelecer modalidades de implementação do Acordo de Paris

Cop23 está em andamento em Bonn, na Alemanha, até a sexta-feira da próxima semana, 17 de novembro. Presidida neste caso pela República das Ilhas Fiji, a conferência deverá dar passos na redação de um regulamento que estabeleça as modalidades de implementação do Acordo de Paris (Cop21).

As negociações de 195 países mais a União Europeia são chamadas a progredir sobretudo na redução das emissões de gás produtor do efeito estufa. Após o Acordo de Paris, aprovado dois anos atrás e em vigor desde 4 de novembro de 2016, os líderes do mundo são chamados à tarefa mais difícil: superar a discrepância entre os objetivos fixados pelo Acordo e as contribuições nacionais voluntárias.

Reduzir o quanto antes emissões de gás nocivo no ambiente

A esse respeito o primeiro-ministro das Ilhas Fiji, Frank Bainimarama, pediu uma ação concreta mais urgente para reduzir o quanto antes as emissões de gás nocivo no ambiente.

“Devemos agir juntos em favor da justiça climática. Especialistas provenientes de nossas organizações intervirão para assegurar que os resultados da Cop23reflitam as exigências e os direitos dos mais vulneráveis”, declarou o secretário geral de Act Alliance, Rudelmar Bueno de Faria.

Mudança climática deve ser enfrentada de modo concorde

Segundo o secretário geral da Federação Mundial Luterana, Pastor Martin Junge, a mudança climática “é uma realidade que deve ser enfrentada de modo concorde. Ouvimos as histórias, a dor e as fadigas”.

Nessa mesa linha pronuncia-se também o secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas, Rev. Olav Fykse Tveit. “Aproveitemos novamente esta importante oportunidade da Cop23 para tomar decisões que nos levem na justa direção. Ao centro encontram-se todos aqueles que neste momento mais sofrem, ameaçados por aquilo que está acontecendo”, disse Tveit.

Enfrentamento mudança climática: compromisso comum de caminhar juntos com suas Igrejas e seus fiéis

Apoiando, em particular, as populações das Ilhas Fiji, os três líderes ecumênicos expressaram seu compromisso comum de continuar caminhando juntos com suas Igrejas e seus fiéis para enfrentar as questões e os desafios urgentes sobre a mudança climática naquela região do mundo, pedindo que seja assegurada uma contribuição financeira a fim de permitir aos países em desenvolvimento adaptar-se às necessidades do ambiente, enfrentando e mitigando perdas e danos econômicos que podem registrar-se.

Bueno de Faria, Junge e Tveit recordaram que “é nossa reponsabilidade comum” o cuidado com a terra. O planeta, reitera-se mais uma vez, “já superou os níveis de segurança em relação ao efeito estufa. E se estes níveis não forem rapidamente reduzidos corre-se o risco de criar impactos irreversíveis para centenas de milhões de pessoas no mundo”. 

Por Rádio Vaticano

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COP23 reúne líderes mundiais para discutir mudanças climáticas; apelo do Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cop23-reune-lideres-mundiais-para-discutir-mudancas-climaticas-apelo-do-papa/ Tue, 07 Nov 2017 10:01:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49404 Teve início ontem, segunda-feira, 6, a 23ª Conferência do Clima (COP, sigla em inglês), realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), cujo principal objetivo é discutir as mudanças climáticas e acelerar os objetivos do Acordo de Paris ― resolução que pretende diminuir a emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

Esta conferência, organizada dois anos após a adoção do Acordo de Paris, é presidida por Frank Bainimarama, primeiro-ministro da República das Fiji. “O sofrimento humano causado pelos furacões, incêndios florestais, secas e inundações representam ameaças à segurança alimentar causadas pelas mudanças climáticas e significam que não temos mais tempo a perder”, disse Bainimarama em comunicado oficial.

A COP 23 está sendo sediada na Alemanha, na cidade de Boon. Segundo a secretária-executiva das Mudanças Climáticas na ONU, Patricia Espinosa, o evento mostrará dois aspectos das mudanças climáticas, em especial. “Um primeiro será positivo, resoluto, um momento inspirador para muitos governos e uma crescente variedade de cidades e estados alinhando-se aos objetivos do Acordo de Paris. E, num segundo momento, uma realidade. O termômetro do risco está crescendo, o pulso do planeta está acelerando, as pessoas estão se machucando, precisamos juntos ter a ambição para chegarmos ao próximo nível”, disse a secretária-executiva.

O Acordo de Paris e a saída dos Estados Unidos

O Acordo do Clima de Paris foi assinado em 2015 e prevê que seus signatários se comprometam em manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, ou mais próximo possível de 1,5ºC. Caso a temperatura do planeta continue a subir, há riscos de degelo na Groenlândia, aumento do nível do mar e danos significantes a ecossistemas como a Amazônia.

Este pacto, porém, foi quebrado pelo presidente estadunidense Donald Trump que, logo após se eleger, decidiu abandonar o acordo. O Acordo de Paris foi aprovado por 195 países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês).

Este pacto, porém, foi quebrado pelo presidente estadunidense Donald Trump que, logo após se eleger, decidiu abandonar o acordo. O Acordo de Paris foi aprovado por 195 países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês) e entrou em vigor em 4 de novembro de 2016.

Apelo do Papa

Um novo apelo em prol do meio ambiente. Nesta segunda-feira, 6, o Papa Francisco postou uma mensagem no Twitter em que pede cuidado ao meio ambiente, preservando-o para o futuro.

“A guerra causa sempre graves danos ao meio ambiente. Não maltratemos a nossa casa comum, mas a preservemos para as futuras gerações”, escreveu Francisco em sua conta, que tem mais de 40 milhões de seguidores nesta rede social.

O tweet do Papa foi publicado em um dia significativo com relação ao tema “meio ambiente”. Celebrou-se ontem o Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente em Tempos de Guerra e Conflito Armado. Também ontem começou em Bonn, Alemanha, COP 23, que segue  até o dia 17 de novembro.

O tema da degradação ambiental devido aos conflitos foi evidenciado várias vezes pelo Papa, em particular em sua encíclica Laudato sì, sobre o cuidado da casa comum. “É previsível que, perante o esgotamento de alguns recursos, se vá criando um cenário favorável para novas guerras, disfarçadas sob nobres reivindicações”, escreve no documento.

A guerra, adverte o Papa na encíclica, “causa sempre danos graves ao meio ambiente e à riqueza cultural dos povos, e os riscos avolumam-se quando se pensa na energia nuclear e nas armas biológicas”. Ele ressalta ainda que, apesar dos acordos internacionais, continuam nos laboratórios pesquisas para o desenvolvimento de novas armas capazes de alterar os equilíbrios naturais.

Francisco mostra particular preocupação pela água. “Os impactos ambientais poderiam afetar milhares de milhões de pessoas, sendo previsível que o controle da água por grandes empresas mundiais se transforme numa das principais fontes de conflitos deste século”.

Este é um alarme que o Santo Padre já havia lançado este ano, no discurso de encerramento de um seminário sobre o direito humano à água.

“É um problema que diz respeito a todos e faz com que a nossa casa comum sofra tanta miséria e clame por soluções efetivas, realmente capazes de superar os egoísmos que impedem a realização desde direito vital para todos os seres humanos”.

Por Canção Nova, com ONU, Rádio Vaticano e Redação

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Ameaça aos rios: Francisco pede respostas rápidas e eficazes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ameaca-aos-rios-francisco-pede-respostas-rapidas-e-eficazes/ Tue, 24 Oct 2017 08:37:42 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49131 Respostas rápidas e eficazes: este é o pedido do Papa Francisco aos participantes do Congresso internacional “Água e Clima. Os grandes rios do mundo se encontram”.

De 23 a 25 de outubro, pela primeira representantes governamentais das principais bacias fluviais do mundo se reúnem em Roma para dar vida a um diálogo construtivo para enfrentar o futuro da água em meio às mudanças climáticas.

Diante de fenômenos sempre mais violentos, como inundações, secas e destruição de ecossistemas, a finalidade do encontro é criar uma visão comum em vista da COP 23, que se realizará em Bonn (Alemanha) no próximo mês de novembro, e do Fórum Mundial da Água de Brasília, previsto para março de 2018.

A mensagem do Papa Francisco foi lida pelo Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin [foto], que participou da inauguração do evento. No texto, o Pontífice expressa os votos de que o trabalho dos participantes para sensibilizar a consciência da comunidade internacional leve não só a soluções práticas, mas evidencie também a necessidade de uma abordagem mais integrada em vista da promoção do desenvolvimento e da difusão de uma “cultura do cuidado”.

De modo especial, o Papa espera que a ameaça representada pela mudança climáticas aos nossos irmãos e irmãs nos países mais vulneráveis possa encontrar “respostas rápidas e eficazes”.

Do evento participa também o Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Dr. José Graziano da Silva. As problemáticas relativas ao Rio Amazonas serão expostas pela embaixadora venezuelana Maria Jacqueline Mendoza Ortega.

Por Rádio Vaticano

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Relatório aponta: comportamento humano gera aquecimento global https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/relatorio-aponta-comportamento-humano-gera-aquecimento-global/ Thu, 10 Aug 2017 09:29:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47780 A atividade humana é uma das causas principais das mudanças climáticas e de seus graves efeitos: é o que denuncia um relatório redigido por cientistas de 13 agências governamentais dos EUA e cujo esboço foi publicado pelos jornais New York Times e The Washington Post.

O relatório “contradiz diretamente as afirmações do presidente Trump e de membros de seu gabinete de que a responsabilidade humana no aquecimento global é incerta e que a capacidade de prever seus efeitos é limitada”, destaca o NYT.

Os anos mais quentes da História

O estudo, que está ainda aguardando a aprovação do governo, aponta que a temperatura média nos EUA começou a aumentar na década de 80 do século XX e estas foram as décadas mais quentes dos últimos 1500 anos. “Há muitas provas que demonstram que as atividades humanas, especialmente as emissões de gases do efeito estufa, são as primeiras responsáveis pelas recentes mudanças no clima”, escrevem os especialistas.

O ‘National Climate Assessment’ é o documento preparado e publicado a cada quatro anos como parte da avaliação climática em nível nacional, e tem o aval da Academia Nacional de Ciências.  Os Estados Unidos anunciaram sexta-feira (04/08) que seguirão participando das negociações internacionais sobre a mudança climática visando proteger seus interesses, apesar de sua prevista saída do Acordo de Paris de 2015 sobre o aquecimento global.

Aumento da temperatura é dramático

Segundo dados coletados, todo o território dos EUA será tocado pelas mudanças climáticas e as temperaturas vão subir de 2,8 a 4,8 graus até o final do século. O aquecimento é mais alarmante no Alasca e na região Ártica, com consequências nos níveis dos mares.

Cientistas consultados pelos dois jornais temem que a Casa Branca, que recebeu o relatório há algumas semanas, decida desprezá-lo e evitar sua publicação definitiva.

Em sua Encíclica Laudato si, publicada em 2015, o Papa Francisco chama em causa a humanidade para a necessidade de mudanças de estilos de vida, de produção e de consumo, para combater o aquecimento global ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem ou acentuam.

Por Rádio Vaticano

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No Dia do Meio Ambiente, Papa pede respeito por patrimônio da humanidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/no-dia-do-meio-ambiente-papa-pede-respeito-por-patrimonio-da-humanidade/ Mon, 05 Jun 2017 12:55:18 +0000 http://teste.toqueto.com/no-dia-do-meio-ambiente-papa-pede-respeito-por-patrimonio-da-humanidade.html O Papa Francisco associou-se nesta segunda-feira, 5, à celebração do Dia do Meio Ambiente com uma mensagem no Twitter, apelando ao respeito por um “patrimônio” da humanidade.

“Nunca esqueçamos que o ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos”, escreveu na sua conta “@pontifex”, em nove línguas.

O tema tem sido uma das preocupações do atual pontificado, marcado por apelos em favor de um novo “equilíbrio ecológico global”, como aconteceu em novembro, numa audiência concedida aos participantes na assembleia plenária da Academia Pontifícia das Ciências, da Santa Sé, entre os quais o astrofísico britânico Stephen Hawking.

O Papa advertiu para o perigo de um “colapso ecológico” e o consequente aumento da pobreza e da exclusão social, citando a Encíclica ‘Laudato si’.

Este texto, publicado em 18 de junho de 2015, propõe uma mudança de fundo na relação da humanidade com o meio ambiente, alertando para as consequências já visíveis do aquecimento global e das alterações climáticas.

“As mudanças climáticas são um problema global com graves implicações ambientais, sociais, econômicas, distributivas e políticas, constituindo atualmente um dos principais desafios para a humanidade”, escreve Francisco, que assinou o primeiro documento do gênero inteiramente dedicado a questões ecológicas.

O documento contesta um modelo de desenvolvimento baseado no “uso intensivo de combustíveis fósseis”, que está no centro do sistema energético mundial.

O Papa defende ainda a necessidade de uma redução de gases com efeito de estufa, o que “requer honestidade, coragem e responsabilidade, sobretudo dos países mais poderosos e mais poluentes”.

A encíclica com 246 números, divididos em seis capítulos, fala da “relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta” e lança várias críticas a um “novo paradigma e formas de poder que derivam da tecnologia”, desafiando a comunidade internacional a “procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso”.

Francisco convida a reconhecer “o valor próprio de cada criatura”, o “sentido humano da ecologia”, e considera que face a temas tão complexos existe a necessidade de “debates sinceros e honestos”.

O Papa recorda “a grave responsabilidade da política internacional e local”, condenado o aborto e a “cultura do descarte”, num texto que apresenta a proposta dum “novo estilo de vida” para a humanidade.

A encíclica é o grau máximo das cartas que um Papa escreve e a expressão ‘Laudato si’’ (louvado sejas) remete para o ‘Cântico das Criaturas’ (1225), de São Francisco de Assis, o religioso que inspirou o pontífice argentino na escolha do seu nome.

Por Agência Ecclesia

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Papa pede respostas ao grito da terra e dos pobres https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-pede-respostas-ao-grito-da-terra-e-dos-pobres/ Wed, 01 Feb 2017 13:42:53 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-pede-respostas-ao-grito-da-terra-e-dos-pobres.html Depois de fazer a tradicional catequese na audiência de quarta-feira (01/02), o Papa Francisco cumprimentou os grupos de peregrinos de vários países e deu também as boas-vindas à delegação do Movimento Católico Mundial pelo Clima Global (Catholic Climate Movement, GCCM), presente na Sala Paulo VI.

“Agradeço pelo compromisso em cuidar da nossa casa comum nestes tempos de grave crise socioambiental. Encorajo o Movimento a continuar a tecer redes a fim de que as Igrejas locais respondam com determinação ao grito da terra e ao grito dos pobres”.

O GCCM é uma coalizão internacional de organizações e indivíduos católicos que em união e colaboração com o Papa e os bispos, quer reforçar a voz católica nas discussões sobre as mudanças climáticas globais.

Os objetivos do Movimento

Despertar consciência no interior da Igreja quanto à urgência de providências em favor do clima, à luz dos ensinamentos sociais e ambientais católicos;

Promover a solidariedade global na busca por soluções para a crise climática e restaurar nossa relação com todas as espécies;

Advogar em favor de nossos irmãos e irmãs na pobreza, que são os mais suscetíveis aos impactos da mudança do clima;

Promover a conversão ecológica por meio de mudanças pessoais e organizacionais para reduzir emissões e caminhar rumo a um mundo de baixo carbono;

Promover a relação estabelecida pelo catolicismo entre fé e razão, especialmente no que concerne à tomada de decisões políticas em face da mudança global do clima.

Incentivar líderes políticos, empresariais e sociais a assumir compromissos ambiciosos para solucionar a crise climática, com vistas à impedir a elevação da temperatura global acima de 1,5 graus Celsius.

Por Rádio Vaticano

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