movimentos populares - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png movimentos populares - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Globalização da esperança: 5 anos atrás, o encontro do Papa com os Movimentos Populares https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/globalizacao-da-esperanca-5-anos-atras-o-encontro-do-papa-com-os-movimentos-populares/ Thu, 09 Jul 2020 19:08:41 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58751 Exatamente cinco anos atrás, em 9 de julho de 2015, o Papa Francisco estava na Bolívia, em visita apostólica. A viagem incluiu também outras duas etapas: Equador e Paraguai.

Na Bolívia, o evento principal se realizou em Santa Cruz de la Sierra com os Movimentos Populares para o II Encontro Mundial.

Globalização da esperança
Na ocasião, Francisco destacou a importância de um “processo de mudança”.

“A globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença.”

Neste processo, ressaltou, são os trabalhadores, inclusive na sua informalidade, os protagonistas e semeadores de mudança:

“Vós sois semeadores de mudança. Aqui, na Bolívia, ouvi uma frase de que gosto muito: «processo de mudança». A mudança concebida não como algo que um dia chegará porque se impôs esta ou aquela opção política ou porque se estabeleceu esta ou aquela estrutura social. Sabemos, amargamente que uma mudança de estruturas, que não seja acompanhada por uma conversão sincera das atitudes e do coração, acaba a longo ou curto prazo por burocratizar-se, corromper-se e sucumbir. Por isso gosto tanto da imagem do processo, onde a paixão por semear, por regar serenamente o que outros verão florescer, substitui a ansiedade de ocupar todos os espaços de poder disponíveis e de ver resultados imediatos. Cada um de nós é apenas uma parte de um todo complexo e diversificado interagindo no tempo: povos que lutam por uma afirmação, por um destino, por viver com dignidade, por «viver bem».”

O futuro da humanidade, disse ainda o Pontífice, não está unicamente nas mãos dos grandes dirigentes, das grandes potências e das elites.

“Está fundamentalmente nas mãos dos povos; na sua capacidade de se organizarem e também nas suas mãos que regem, com humildade e convicção, este processo de mudança.”

De Santa Cruz a Assis
Passados cinco anos, o próprio Papa se tornou um dos artífices e articuladores deste “processo de mudança”ao impulsionar inúmeros eventos, sendo o próximo deles em outubro.

Os convidados especiais são jovens empresários e estudantes, que em Assis vão debater “A Economia de Francisco”, isto é, novas propostas de organização econômica.

Trata-se de procurar uma “economia diferente” que “faz viver e não mata” e “cuida a criação e não a despreza”. Em outras palavras, tentar colocar em prática a globalização da esperança anunciada justamente em Santa Cruz de la Sierra.

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Papa aos Movimentos Populares: ignorar os pobres é uma fraude moral https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-movimentos-populares-ignorar-os-pobres-e-uma-fraude-moral/ Mon, 20 Feb 2017 09:44:20 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44517 O Papa Francisco enviou uma mensagem, na última sexta-feira (17/02), aos participantes do encontro dos Movimentos Populares em andamento na cidade de Modesto, na Califórnia (EUA). A reunião teve início, nesta quinta-feira (16/02), e prosseguiu até sábado, 18.

“As feridas sociais causadas por um sistema econômico desumano e difundido podem ser tratadas e curadas com o comportamento do bom samaritano, fazendo-se próximo de quem precisa”, afirma o Papa no texto. 

Segundo o Pontífice, “os bons samaritanos, aqueles que têm a capacidade autêntica de estar próximo de quem sofre, salvarão o mundo, e não a hipocrisia daqueles quem enchem os bolsos ignorando, com estilo, as chagas sociais, para depois manipular as consciências quando as feridas são evidentes e não se pode mais fingir de não vê-las”.
 
Indiferença

Como acontece muitas vezes quando os interlocutores do Papa são as “elites” das periferias, neste caso os movimentos sociais, Francisco encontra expressões fortes para desmascarar as falhas do que ele chama de “paradigma imperante”, um “sistema econômico que causa sofrimentos enormes para a família humana”, porque é baseado no lucro e não na solidariedade.

O Papa conta aos participantes do encontro, em Modesto, a Parábola do Bom Samaritano. O contraste entre o “estrangeiro, pagão e impuro” que se inclina sobre um moribundo agredido por assaltantes e cuida dele, e a indiferença do sacerdote e do levita, expoentes ligados ao Templo, que viram as costas ao homem ferido e à lei de Deus que pedia para prestar socorro em casos como esse. 

Fraude moral

“As feridas causadas pelo sistema econômico que coloca no centro o deus dinheiro e às vezes age com a mesma brutalidade dos assaltantes da parábola foram transcuradas culposamente”, afirma o Papa, denunciando o “estilo elegante usado para desviar o olhar de forma recorrente. Sob a aparência de ser correto na Política ou das modas ideológicas, se olha para quem sofre sem tocá-lo, distante, vendo-o na televisão, e se adota um discurso de aparência tolerante e cheio de eufemismos, mas nada se faz de sistemático para curar as feridas sociais e enfrentar as estruturas que deixam muitos irmãos ao longo da estrada”.

“Trata-se de uma fraude moral que antes ou depois se descobre e dissipa-se como uma miragem. Os feridos existem, são uma realidade. O desemprego é real assim como a violência, a corrupção, a crise de identidade, o esvaziamento das democracias, a crise ecológica”, diante da qual o Papa Francisco exorta povos indígenas, pastores e governantes a “defenderem a criação”, confiando na ciência, mas sem crer na existência de uma “ciência neutra”.

Gangrena

Segundo o Papa, “a gangrena de um sistema não pode ser camuflada eternamente porque antes ou depois se sente o mal cheiro e quando não pode ser mais negada pelo próprio poder que criou este estado de coisas, nasce a manipulação do medo, a insegurança, a raiva, incluindo a indignação das pessoas, e se transfere a responsabilidade de todos os males a um que não está próximo”.
 
Esta é uma tentação grande que alimenta “este processo social em andamento em muitas partes do mundo” e que para o Papa Francisco “é uma ameaça séria para a humanidade”: a tentação de “classificar as pessoas em próximas ou não” e “aquelas que podem se tornar vizinhas de casa ou não”.

Sofrer com o outro

Jesus ensina outra maneira. Ensina a “tornar próximo daqueles que precisam”, atitude possível se no próprio coração existir “compaixão e capacidade de sofrer com o outro”. A Igreja acrescenta: deve ser “como o dono da pensão ao qual o samaritano confia, no final da parábola, a pessoa que sofre. Os cristãos e  todos os homens de boa vontade devem viver e agir agora, porque muito tempo precioso foi perdido sem resolver essas realidades destruidoras”.
 
“Da participação ativa das pessoas, em grande parte realizada pelos movimentos populares, depende a maneira em que se pode resolver essa crise profunda.” 

O Papa repete o que disse no último encontro com os Movimentos Populares: “nenhum povo é criminoso e nenhuma religião é terrorista. Não existe o terrorismo cristão, nem o judeu ou muçulmano”. Enfrentando o terror com amor trabalhamos pela paz e nisso “se encontra a humanidade verdadeira que resiste à desumanização manifestada em forma de indiferença, hipocrisia e intolerância”.

Por Rádio Vaticano

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