morte - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png morte - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A grande semana https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-grande-semana/ Thu, 29 Mar 2018 08:48:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51501 Nesta semana mais importante do ano, celebramos o Mistério Pascal, recordando a Paixão, Morte e, na Páscoa, a Ressurreição de Jesus Cristo: “nele encontra plena realização toda a ânsia e anelo do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão diante da ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte… Nele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram esses dois mil anos da nossa história da salvação” (Porta Fidei).

É o tempo também de pensarmos nos nossos pecados, deles nos arrependendo e pedindo perdão. Em sua mensagem para a Quaresma deste ano, com o tema tirado das palavras de Jesus: “Porque se multiplicará a iniquidade vai resfriar o amor de muitos” (Mt 24, 12), o Papa Francisco nos convida à reflexão: “E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário”.

E o Papa nos convida a tirar todo o fruto das cerimônias da Semana Santa, especialmente da Vigília Pascal: “Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do ‘lume novo’, pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. ‘A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito’, para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor”.

Sugiro alguns bons pensamentos para a Semana Santa: “Se, qual o ladrão, estás crucificado com Cristo, como homem íntegro, reconhece a Deus. Se por tua causa e por teu pecado ele foi tratado como malfeitor, torna-te justo por seu amor. Adora aquele que foi crucificado por tua causa. Preso à tua cruz, aprende a tirar proveito até da tua própria iniquidade. Adquire a tua salvação com a sua morte, entra com Jesus no paraíso, e saberás que bens perdeste com a tua queda. Contempla as belezas daquele lugar, e deixa que o ladrão rebelde fique dele excluído, morrendo na sua blasfêmia”.

“Se és José de Arimateia, pede o corpo a quem o mandou crucificar; e assim será tua a vítima que expiou o pecado do mundo. Se és Nicodemos, aquele adorador noturno de Deus, unge-o com perfumes para a sua sepultura”.“Se és Maria, ou a outra Maria, ou Salomé, ou Joana, derrama tuas lágrimas por ele. Levanta-te de manhã cedo, procura ser o primeiro a ver a pedra do túmulo afastada, e a encontrar talvez os anjos, ou melhor ainda, o próprio Jesus” (São Gregório de Nazianzo, bispo).

Feliz Páscoa a todos!

Por Dom Fernando Arêas Rifan – Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney

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Via-Sacra: Papa confia aos jovens as meditações no Coliseu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/via-sacra-papa-confia-aos-jovens-as-meditacoes-no-coliseu/ Fri, 09 Mar 2018 08:04:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51183 O Papa Francisco quer escutar os jovens e a eles decidiu confiar as meditações da Via-Sacra da Sexta-feira Santa no Coliseu.

O prof. Andrea Monda, docente de religião, jornalista e escritor, recebeu a missão de escolher um grupo de jovens e reunir suas reflexões. A notícia foi divulgada esta quinta-feira pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Sínodo

No ano em que a Igreja dedica espaço aos jovens no Sínodo do próximo outubro, o Pontífice pediu que a Paixão de Cristo fosse meditada pelas novas gerações e assim 15 jovens estudantes e universitários meditaram sobre as 14 estações.

Não é a primeira vez que os jovens são convocados para esta missão. Cinco anos atrás, Bento XVI fez o mesmo pedido desta vez ao patriarca de Antioquia dos maronitas, card. Béchara Boutros Raï, que com a juventude libanesa deu voz às aflições dos povos do Oriente Médio.

Temas

O prof. Monda afirmou que aconselhou os jovens a não se deixar condicionar pela “grandiosidade” do desafio, a não se preocupar em escrever textos teológicos, mas que expressassem seus sentimentos.

Entre os temas apontados, emergem a injustiça, o escândalo do mistério de Cristo, o paradoxo da Cruz, a força de Jesus em se reerguer, os migrantes despidos de condições dignas e a difícil aceitação da morte.

No dia 30 de março, a Via-Sacra no Coliseu com o Papa Francisco terá transmissão ao vivo do Vatican News, com comentários em português.

Por Vatican News

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5 coisas que deve saber sobre a Quaresma https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/5-coisas-que-deve-saber-sobre-a-quaresma/ Wed, 14 Feb 2018 09:16:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50753 A Quaresma é um tempo litúrgico em que por 40 dias a Igreja chama os fiéis à penitência e à conversão, para se preparar verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Semana Santa.

Aqui estão cinco pontos que todo católico deve saber sobre a Quaresma:

1. Oração, mortificação e caridade: as três práticas quaresmais

A oração é uma condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, o cristão entra em diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça entre em seu coração e, como Maria, abre-se para a oração do Espírito cooperando com ela em sua resposta livre e generosa (ver Lc 1,38).

A mortificação se realiza cotidianamente e sem a necessidade de fazer grandes sacrifícios. Com ela, são oferecidos a Cristo aqueles momentos que geram desânimo no transcorrer do dia e se aceita com humildade, gozo e alegria, todas as diversidades que chegam.

Da mesma forma, saber renunciar a certas coisas legítimas ajuda a viver o desapego e desprendimento. Dentro dessa prática quaresmal, estão o jejum e a abstinência que serão explicados mais adiante.

A caridade é necessária como refere São Leão Magno: “Se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”.

Sobre esta prática, São João Paulo II explica que este chamado a dar “está enraizado no mais profundo do coração humano: toda pessoa sente o desejo de colocar-se em contato com os outros e se realiza plenamente quando se dá livremente aos demais”.

2. O jejum e a abstinência

O jejum consiste em fazer uma refeição forte por dia, enquanto a abstinência consiste em não comer carne. Com ambos os sacrifícios, reconhecemos a necessidade de fazer obras para reparar o dano causado por nossos pecados e para o bem da Igreja.

Além disso, de forma voluntária, deixam-se de lado necessidades terrenas e se redescobre a necessidade da vida do céu. “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4,4).

O jejum não proíbe de tomar um pouco de alimento na parte da manhã e à noite. É obrigatório dos 18 aos 59 anos.

Por outro lado, a abstinência, embora proíba o consumo de carne, não é o caso de ovos, leite e qualquer condimento feito a partir de gorduras animais. O jejum é obrigatório a partir de 14 anos de idade.

3. A Quaresma começa com a Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa

Na Quarta-feira de Cinzas começam os 40 dias de preparação para a Páscoa. Após a Missa, o sacerdote abençoa e impõe as cinzas feitas de ramos de oliveira abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estas são impostas fazendo o sinal da cruz na testa e dizendo as palavras bíblicas: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Desta forma, a cinza é um sinal de humildade e recorda ao cristão sua origem e seu fim.

A Quaresma termina na Quinta-feira Santa. Nesse dia, a Igreja recorda a Última Ceia do Senhor, quando Jesus de Nazaré compartilhou a refeição pela última vez com seus apóstolos antes de ser crucificado na Sexta-feira Santa.

4. A duração da Quaresma está baseada na simbologia do número 40 na Bíblia

Os 40 dias da Quaresma representam o mesmo número de dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, os quarenta dias do dilúvio, os quarenta dias da marcha do povo judeu pelo deserto, os quarenta dias de Moisés e Elias na montanha e os 400 anos que durou a estadia dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provas e dificuldades.

5. Na Quaresma, a cor litúrgica é o roxo

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, penitência, conversão espiritual; tempo para preparar o mistério pascal.

Por ACI Digital

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A Missa nos liberta da morte, do pecado e do medo, afirma o Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-missa-nos-liberta-da-morte-do-pecado-e-do-medo-afirma-o-papa-francisco/ Wed, 22 Nov 2017 13:07:44 +0000 http://teste.toqueto.com/a-missa-nos-liberta-da-morte-do-pecado-e-do-medo-afirma-o-papa-francisco.html Em uma nova catequese na qual refletiu sobre a Missa, o Papa Francisco se perguntou: “Essencialmente, o que é a Missa? A Missa é o memorial do Mistério pascal de Cristo. Ela nos torna partícipes na sua vitória sobre o pecado e a morte e dá significado pleno a nossa vida”.

Como Israel celebra a Páscoa de sua libertação do Egito, de seu êxodo, “Jesus Cristo, com sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao céu, levou a Páscoa ao seu cumprimento. E a Missa é o memorial da sua Páscoa, de seu ‘êxodo’, que realizou por nós, para nos fazer sair da escravidão e nos introduzir na terra prometida da vida eterna”.

“A Eucaristia não é uma recordação, é fazer presente aquilo que aconteceu há 20 séculos”, destacou. “A Eucaristia – continuou – nos leva sempre ao ápice da ação de salvação de Deus: o Senhor Jesus, fazendo-se pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e o seu amor, como fez na cruz, renovando o nosso coração, a nossa existência e o nosso modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos”.

Em sua catequese, o Santo Padre indicou que “cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado. Participar da Missa, em particular no domingo, significa entrar na vitória do Ressuscitado, ser iluminados pela sua luz, aquecidos pelo seu calor”.

Enfatizou que, “por meio da celebração eucarística, o Espírito Santo nos torna partícipes da vida divina que é capaz de transfigurar todo o nosso ser mortal. Na sua passagem da morte à vida, do tempo à eternidade, o Senhor Jesus nos leva com Ele para fazer a Páscoa. Na Missa se faz Páscoa. Nós, na Missa, estamos com Jesus, morto e ressuscitado e Ele nos leva para frente, para a vida eterna. Na Missa nos unimos a Ele. Antes ainda, Cristo vive em nós e nós vivemos nele”.

“Seu Sangue nos liberta da morte e do medo da morte. Liberta-nos não dó do domínio da morte física, mas também da morte espiritual que é o mal, o pecado, que toma conta de nós cada vez que caímos vítima do pecado nosso ou dos outros. E então a nossa vida é sujada, perde a beleza, perde o significado, esmorece. Pelo contrário, Cristo é a plenitude da vida”.

Nesse sentido, Francisco explicou como deve ser a atitude de um cristão na Eucaristia: “Isso é a Missa, é entrar nessa paixão e ressurreição de Jesus. E quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário, é a mesma coisa”.

“Mas pensem: se vamos ao Calvário – pensemos usando a imaginação – naquele momento, nós sabemos que aquele homem ali é Jesus. Mas, nós nos permitiremos ficar conversando, tirar fotografias, fazer um pouco o espetáculo? Não! Porque é Jesus! Nós, certamente estaremos em silêncio, no choro, e também na alegria de sermos salvos. Quando nós entramos na Igreja para celebrar a Missa, pensemos isto: entro no Calvário, onde Jesus dá a sua vida por mim”.

Finalmente, o Pontífice concluiu seu ensinamento recordando como os mártires foram capazes de doar-se precisamente por sua fé em que a vitória de Cristo já é real. “Se o amor de Cristo está em mim, posso doar-me plenamente ao outro, na certeza interior de que mesmo que o outro me fira, eu não morrerei. Caso contrário, deverei defender-me. Os mártires deram a sua vida justamente por esta certeza da vitória de Cristo sobre a morte. Somente se experimentamos este poder de Cristo, o poder de seu amor, somos realmente livres para nos doar sem medo”.

Por ACI Digital

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Papa: "pensar na morte faz bem, será o encontro com o Senhor" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-pensar-na-morte-faz-bem-sera-o-encontro-com-o-senhor/ Fri, 17 Nov 2017 12:18:13 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-pensar-na-morte-faz-bem-sera-o-encontro-com-o-senhor.html Refletir sobre o fim do mundo e também sobre o fim de cada um de nós: é o convite que a Igreja nos faz através do trecho evangélico de Lucas, comentado pelo Papa na homilia da missa matutina, na Casa Santa Marta.

O trecho narra a vida normal dos homens e mulheres antes do dilúvio universal e nos dias de Lot: comiam, bebiam, compravam, vendiam, se casavam… mas depois, como um trovão, chega o dia da manifestação do Filho do homem… e as coisas mudam.

A Igreja, que é mãe – diz o Papa na homilia – quer que cada um de nós pense em sua própria morte. Todos nós estamos acostumados à normalidade da vida: horários, compromissos, trabalho, momentos de descanso… e pensamos que será sempre assim. Mas um dia, prossegue Francisco, Jesus chamará e nos dirá: ‘Vem!’ Para alguns, este chamado será repentino, para outros, virá depois de uma longa doença; não sabemos.

No entanto, repete o Papa, “O chamado virá!”. E será uma surpresa, mas depois, virá ainda outra surpresa do Senhor: a vida eterna. Por isso, “a Igreja nestes dias nos diz: pare um pouco, pare e pense na morte”. O Papa Francisco descreve o que acontece normalmente: até participar do velório ou ir ao cemitério se torna um evento social. Vai-se, fala-se com os outros e em alguns casos, até se come e se bebe: “É uma reunião a mais, para não pensar”.

“E hoje a Igreja, hoje o Senhor, com aquela bondade que é sua, diz a cada um de nós: ‘Pare, pare, nem todos os dias serão assim. Não se acostume como se esta fosse a eternidade. Haverá um dia em que você será levado e o outro ficará, você será levado’. É ir com o Senhor, pensar que a nossa vida terá fim. Isto faz bem”.

Isto faz bem – explica o Papa – diante do início de um novo dia de trabalho, por exemplo, podemos pensar: ‘Hoje talvez será o último dia, não sei, mas farei bem meu trabalho’. E o mesmo nas relações de família ou quando vamos ao médico.

“Pensar na morte não é uma fantasia ruim, é uma realidade. Se é feia ou não feia, depende de mim, como eu a penso, mas que ela chegará, chegará. E ali será o encontro com o Senhor, esta será a beleza da morte, será o encontro com o Senhor, será Ele a vir ao seu encontro, será Ele a dizer: “Vem, vem, abençoado do meu Pai, vem comigo”.

E ao chamado do Senhor não haverá mais tempo para resolver nossas coisas. Francisco relata o que um sacerdote lhe disse recentemente:

“Dias atrás encontrei um sacerdote, 65 anos mais ou menos, e ele tinha algo que não estava bem, ele não se sentia bem … Ele foi ao médico que lhe disse: “Mas olhe – isso depois da visita – o senhor tem isso, e isso é algo ruim, mas talvez tenhamos tempo para detê-lo, nós faremos isso, se não parar, faremos isso e, se não parar, começaremos a caminhar e eu vou acompanhá-lo até o fim”. “Muito bom aquele médico”.

Assim também nós, exorta o Papa, vamos nos fazer acompanhar nesta estrada, façamos de tudo, mas sempre olhando para lá, para o dia em que “o Senhor virá me buscar para ir com Ele”.

Por Rádio Vaticano

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Fomos criados no tempo para sermos eternos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/fomos-criados-no-tempo-para-sermos-eternos/ Mon, 30 Oct 2017 10:17:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49284 O feriado de 2 de novembro chama a atenção de todos para algumas realidades nem sempre presentes em nosso cotidiano: a saudade de quem partiu, a consciência de nossa finitude, a elaboração do luto. Enfim, o tema da morte e do morrer emergem do calendário para uma retomada de consciência sobre a vida.

Nós humanos temos uma única certeza sobre o futuro: sabemos que iremos morrer. Viver e morrer estão intimamente conectados. Presente e futuro nos fascinam, porque queremos vislumbrar as conquistas e realizações, tanto quanto nos atemorizam a frustração, o limite e o fim. Em nossos dias muitos tabus, preconceitos e mitos foram vencidos. Infelizmente, porém, cresceu o tabu a respeito do morrer. Esse assunto é indesejado e até camuflado nas conversas diárias.

A morte traz consigo novas interrogações e discussões. Cada área do conhecimento humano tem sua percepção sobre essa dimensão. Algumas respostas são mais positivas que outras. Biologicamente estamos sempre findando: células morrem, são eliminadas e outras surgem. A morte não é um instante, mas um processo biológico e espiritual. O ser humano é essencialmente um ser para a morte: aprender a viver é aprender a morrer.

As religiões são depositárias dessa sabedoria. Não é possível perceber a morte apenas como uma finitude fisiológica, como se fosse a negação da vida ou o fim do sujeito que vive no tempo e no espaço. O ser humano, diferente dos demais seres, sabe que vai morrer, tem consciência dessa limitação e por isso não nasce determinado e nem se move apenas por impulsos biológicos, mas vai construindo sua vida e se construindo. É morrendo que se vive para o eterno.

Toda pessoa que morre é parte deste mundo visível. A história, as experiências, as alegrias e os sofrimentos marcam definitivamente cada um de nós. O que mais determina nosso ser, entretanto, são as relações. Durante a vida conhecemos uma família, crescemos entre amigos, temos colegas de trabalho, escolhemos pessoas mais íntimas, formamos nova família e experimentamos a amizade, o amor e a comunhão. Dificilmente alguém é feliz na solidão e no isolamento. Somos seres essencialmente relacionáveis.  O tempo passa e com ele passamos também nós. Nascemos, crescemos, amadurecemos, envelhecemos e morremos. Este percurso da existência humana é uma realidade fascinante. Há quem sofra o horror desse princípio de impermanência de tudo o que vive. Há, contudo, quem encontre a razão de ser neste movimento de nascer, viver e morrer.

Os cristãos definem a morte como páscoa, isso é, passagem. Não passagem de uma realidade para outra totalmente diferente, mas de uma situação limitada para outra, continuada, mas descontínua. O morrer é um adormecer para este mundo limitado pelo tempo e pelo espaço e acordar nas potências infinitas do Criador. Trata-se do encontro que dá significado a toda experiência humana. Ensina o cristianismo que em Jesus Cristo, apesar de vivermos na contingência do tempo, já somos eternos, porque somos filhos da Luz. É por isso que os cristãos já sabem ser ressuscitados e a morte não pode lhes separar de Cristo, como escreve Paulo Apóstolo.

Oxalá todos pudessem perceber, além das crenças e religiões, esse elemento comum a todo ser humano: há algo em nós que não morre. Quem consegue fazer essa experiência durante a vida, percebe a morte de outra forma. O melhor sinalizador de tudo isso é que homens e mulheres edificaram crenças e religiões que afirmaram essa realidade profunda: fomos criados no tempo para sermos eternos.

Por Dom Leomar Antônio Brustolin – Bispo auxiliar de Porto Alegre

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Vaticano desmente rumores sobre morte de Bento XVI https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vaticano-desmente-rumores-sobre-morte-de-bento-xvi/ Thu, 19 Oct 2017 10:03:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49097 Há alguns dias, através do serviço de mensagens do Whatsapp, foi difundido um rumor sobre o grave estado de saúde de Bento XVI e outras mensagens que asseguram inclusive que ele teria morrido.

Entretanto, a Vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé, Paloma García Ovejero, desmentiu categoricamente ambos os rumores.

Hoje mesmo, na Espanha, os boatos foram além e são muitos os que estão recebendo mensagens nas quais dão por certo que o Papa emérito teria morrido.

Ontem, o Secretário pessoal de Bento XVI, Dom Georg Ganswein, também esclareceu os rumores sobre a saúde do Papa Emérito e explicou como realmente está Joseph Ratzinger.

“O irmão Georg Ratzinger voltou para casa ontem. Ambos permaneceram um bom tempo juntos, acho que foram os melhores dias”, explicou o Arcebispo, deixando claro que o estado de saúde do Papa Emérito não sofreu mudanças.

Por ACI Digital

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Papa incentiva a não temer a morte: “Jesus manterá a chama da nossa fé” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-incentiva-a-nao-temer-a-morte-jesus-mantera-a-chama-da-nossa-fe/ Wed, 18 Oct 2017 12:17:32 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-incentiva-a-nao-temer-a-morte-jesus-mantera-a-chama-da-nossa-fe.html Durante sua catequese pronunciada na Audiência Geral desta quarta-feira, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco incentivou a ter esperança diante da morte, a confiar em Jesus, porque Ele é “a ressurreição e a vida” e manterá viva a chama da fé nos últimos momentos de vida, “nos tomará pela mão e ordenar á: ‘Levanta-te, ressuscita’”.

O Santo Padre falou em sua catequese sobre a esperança cristã com a realidade da morte, “uma realidade que a nossa civilização moderna tende cada vez mais a cancelar. Assim, quando a morte chega para alguém que nos é querido, ou a nossa própria morte, nos encontramos despreparados”.

Apesar disso, o Pontífice recordou que a natureza humana está muito vinculada à morte e a prova disso é que “os primeiros sinais de civilização humana transitam por meio deste enigma. Poderíamos dizer que a civilização humana nasceu com o culto aos mortos”.

“A morte desnuda nossa vida”, indicou. “Faz-nos descobrir que nossos atos de orgulho, de ira, de ódio, eram vaidade. Arrependemo-nos de não ter amado o suficiente e de não ter buscado o essencial. E, ao contrário, vemos aquilo realmente bom que semeamos”.

Francisco assinalou que Jesus iluminou o mistério de nossa morte. “Com seu comportamento nos autoriza a nos sentirmos tristes quando uma pessoa se vai. Ele ficou profundamente triste diante do túmulo de seu amigo Lázaro e chorou. Nesse comportamento, sentimos Jesus muito próximo, o sentimos como nosso irmão”.

Então, Jesus rezou ao Pai, fonte de vida, e ordenou que Lázaro saísse do sepulcro. “E, então, ressuscita! A esperança cristã se apoia nesse comportamento que Jesus assume contra a morte humana”.

O Papa se referiu a outro episódio evangélico que reforça a esperança cristã diante da morte. “Em outro trecho do Evangelho se conta de um pai cuja filha estava muito doente, e se dirige com fé a Jesus para que a salve. Não há figura mais comovente do que a de um pai ou uma mãe com um filho doente. Imediatamente, Jesus se encaminha com aquele homem, que se chamava Jairo, junto a sua filha. Em certo momento, chegou alguém da casa de Jairo e lhe diz que a menina morreu e que já não é necessário chamar o Mestre”.

Entretanto, Francisco sublinhou a enorme fé de Jairo. “Jesus lhe disse: ‘Não temas, somente tenha fé’. Jesus sabe que o homem é tentado a reagir com raiva e desespero, e lhe pede que preserve a pequena chama que permanece acesa em seu coração: a fé. Em seguida, chega à sua cassa e desperta a menina da morte e a devolve viva a seus entes queridos”.

Além disso, em sua catequese, o Santo Padre recordou as próprias palavras de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, mesmo se morre, viverá. Crês nisto?”. “Isso é o que Jesus repete a cada um de nós sempre que a morte vem arrancar do tecido da vida e dos afetos”.

“Toda a nossa existência se joga aqui entre a fé e o precipício do medo”. “Somos todos pequenos e indefesos diante do mistério da morte”, assegurou. Entretanto, “que graça se naquele momento preservamos no coração a pequena chama da fé”.

No momento da morte, concluiu o Papa, “Jesus nos tomará pela mão, como fez com a filha de Jairo, e ordenará: ‘Levanta-te, ressuscita’”.

Por ACI Digital

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Amor e sofrimento https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/amor-e-sofrimento/ Tue, 29 Aug 2017 13:02:31 +0000 http://teste.toqueto.com/amor-e-sofrimento.html O sofrimento não agrada a Deus, mas fecunda o sentido do amor. Amor sem sofrimento é como bolha de sabão, porque basta um pequeno vento para se desfazer. O verdadeiro amor é fruto de luta constante para conquistar o bem e contra tudo aquilo que provoca o mal e a destruição das pessoas. É um caminho de cruz, assumido literalmente por Jesus Cristo, com o objetivo final de salvação.

Não é fácil fazer uma entrega generosa de vida, porque as marcas profundas do egoísmo fragilizam as decisões comprometidas feitas pelas pessoas. É uma atitude que supõe liberdade assentada na espiritualidade divina. Jesus Cristo encarna em si os sofrimentos até os últimos momentos de sua morte na cruz, mas totalmente consciente dos objetivos que implicaria essa sua decisão.

A vida não se conquista com o uso de armas, com guerras e terrorismos, porque Deus, autor da vida, não está presente nessas práticas. Aliás, são fontes de destruição e de morte. A arma da vida é o amor, porque ele é capaz de superar todos os stress e revoltas contidas no coração do ser humano. Necessitamos de pessoas que são capazes de encarnar o amor, que gera vida e dignidade.

O sofrimento de grande parte da população brasileira não é uma fatalidade, ou uma situação de normalidade da economia do país. É fruto de uma governalidade sem identidade para tal. O bem comum é sacrificado para privilegiar um grupo seleto que acumula desnecessariamente. Eles impedem que o “bolo”, os bens do país sejam distribuídos de forma social, justa e equitativa.

É lamentável a gente ter que ver um mundo dominado pelas leis da imposição e da vontade de violentos, daqueles que forçam e produzem uma cultura de desumanidade e de morte. Nessa situação, os sofrimentos das pessoas não conseguem gerar amor, porque são provocados e não trazem os objetivos de esperança e de vida. Tudo isso significa que alguma coisa precisa mudar na sociedade.

A vida, como dom de Deus, não é uma realidade abstrata e desconectada dos princípios humanos de cidadania, de amor, de sofrimento e de espiritualidade. Ela é uma perfeita construção, que transita no mundo de animosidades, constrangimentos, e caminha para a perfeição na plenitude do Reino de Deus. Sofrimento e amor se concretizam no encontro pessoal com Jesus Cristo.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

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Papa: pela esperança sabemos que nossos dias mais belos ainda estão por vir https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-pela-esperanca-sabemos-que-nossos-dias-mais-belos-ainda-estao-por-vir/ Wed, 23 Aug 2017 11:06:35 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-pela-esperanca-sabemos-que-nossos-dias-mais-belos-ainda-estao-por-vir.html Em sua catequese na Audiência Geral desta quarta-feira na Sala Paulo VI, o Papa Francisco incentivou a não se deixar arrastar pela nostalgia e, ao contrário, olhar com esperança cristã para a vida futura prometida por Jesus.

O Santo Padre afirmou na catequese: “Algumas pessoas acreditam que a vida ofereça todas as suas felicidades na juventude e no passado, e que o viver seja um lento declínio. Outros creem que as nossas alegrias sejam esporádicas e passageiras, e na vida dos homens esteja inscrita uma falta de sentido. Mas nós, cristão, não acreditamos nisso”.

“Acreditamos, pelo contrário, que no horizonte do homem existe um sol que ilumina para sempre. Acreditamos que os nossos dias mais belos estão ainda por vir”.

“Somos gente mais de primavera do que de outono: vemos os brotos de um mundo novo antes que as folhas amareladas nos ramos. Não nos refugiamos em nostalgias, arrependimentos e lamentações: sabemos que Deus nos quer herdeiros de uma promessa e incansáveis cultivadores de sonhos”.

O Pontífice se dirigiu aos participantes da Audiência e os convidou a se perguntar: “Eu sou uma pessoa de primavera ou outono? Minha alma é uma alma de primavera ou de outono? Que cada um responda. De primavera, que espera a flor, que espera o fruto, que espera o sol que é Jesus, ou de outono, que está sempre com o rosto olhando para baixo, amargurado e, como disse às vezes, com a cara de pimentão no vinagre?”.

O Pontífice refletiu sobre o fragmento do livro do Apocalipse no qual se fala da Jerusalém Celeste: “Essa Jerusalém Celeste imaginada antes de tudo como uma grande tenda onde Deus acolherá todos os homens para habitar definitivamente com eles”.

Francisco sublinhou que “acreditamos e sabemos que a morte e o ódio não são a última palavra pronunciada sobre a parábola da vida humana. Ser cristãos implica uma nova perspectiva: um olhar cheio de esperança”.

O Papa convidou os fiéis presentes a meditar a “Sagrada Escritura não de maneira abstrata, mas depois de ter visto o telejornal ou as manchetes dos jornais, onde existem tantas tragédias, onde se fala de tantas notícias tristes”.

“Procurem pensar nos rostos das crianças amedrontadas pela guerra, ao choro das mães, aos sonhos desfeitos de tantos jovens, aos refugiados que enfrentam viagens terríveis”, sugeriu o Santo Padre.

“A vida infelizmente é também isto. Às vezes se diria que é sobretudo isto”.

Entretanto, “existe um Pai que chora lágrimas de infinita piedade em relação aos seus filhos. Nós temos um Pai que sabe chorar, que chora conosco. Um Pai que espera para nos consolar, porque conhece os nossos sofrimentos e preparou para nós um futuro diferente. Esta é a grande visão da esperança cristã”.

Por isso, recordou que “não é cristão caminhar com o olhar voltado para baixo – como fazem os porcos: sempre vão assim – sem levantar os olhos para o horizonte, como se todo o nosso caminho se consumisse aqui, no palmo de poucos metros de viagem; como se na nossa vida não existisse nenhuma meta e nenhum ponto de chegada, e nós fossemos obrigados a um eterno vaguear, sem nenhuma razão para tantas nossas dificuldades”.

Pelo contrário, “a esperança cristã baseada na fé em Deus que sempre cria novidades na vida do homem, na história e no cosmos. Novidades e surpresas. Nosso Deus é o Deus das novidades e das surpresas”.

“Deus – continuou – nos criou porque nos quer felizes. É o nosso Pai, e se nós aqui, agora, experimentamos uma vida que não é aquela que Ele quis para nós, Jesus nos garante que o próprio Deus está operando o seu resgate. Ele trabalha para nos resgatar”.

“O cristão sabe que o Reino de Deus, o seu Senhorio de amor, está crescendo como um grande campo de trigo, mesmo que no meio exista a cizânia. E no final o mal será eliminado”, assegurou.

“O futuro não nos pertence, mas sabemos que Jesus Cristo é a maior graça da vida: é o abraço de Deus que nos espera no final, mas que já agora nos acompanha e nos consola no caminho”.

“Ele nos conduz à grande tenda de Deus com os homens, com tantos irmãos e irmãs, e levaremos a Deus a recordação dos dias vividos aqui embaixo. E será bonito descobrir naquele instante que nada foi perdido, nenhum sorriso, nenhuma lágrima”, concluiu.

Por ACI Digital

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