mistério pascal - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png mistério pascal - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A grande semana https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-grande-semana/ Thu, 29 Mar 2018 08:48:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51501 Nesta semana mais importante do ano, celebramos o Mistério Pascal, recordando a Paixão, Morte e, na Páscoa, a Ressurreição de Jesus Cristo: “nele encontra plena realização toda a ânsia e anelo do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão diante da ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte… Nele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram esses dois mil anos da nossa história da salvação” (Porta Fidei).

É o tempo também de pensarmos nos nossos pecados, deles nos arrependendo e pedindo perdão. Em sua mensagem para a Quaresma deste ano, com o tema tirado das palavras de Jesus: “Porque se multiplicará a iniquidade vai resfriar o amor de muitos” (Mt 24, 12), o Papa Francisco nos convida à reflexão: “E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário”.

E o Papa nos convida a tirar todo o fruto das cerimônias da Semana Santa, especialmente da Vigília Pascal: “Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do ‘lume novo’, pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. ‘A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito’, para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor”.

Sugiro alguns bons pensamentos para a Semana Santa: “Se, qual o ladrão, estás crucificado com Cristo, como homem íntegro, reconhece a Deus. Se por tua causa e por teu pecado ele foi tratado como malfeitor, torna-te justo por seu amor. Adora aquele que foi crucificado por tua causa. Preso à tua cruz, aprende a tirar proveito até da tua própria iniquidade. Adquire a tua salvação com a sua morte, entra com Jesus no paraíso, e saberás que bens perdeste com a tua queda. Contempla as belezas daquele lugar, e deixa que o ladrão rebelde fique dele excluído, morrendo na sua blasfêmia”.

“Se és José de Arimateia, pede o corpo a quem o mandou crucificar; e assim será tua a vítima que expiou o pecado do mundo. Se és Nicodemos, aquele adorador noturno de Deus, unge-o com perfumes para a sua sepultura”.“Se és Maria, ou a outra Maria, ou Salomé, ou Joana, derrama tuas lágrimas por ele. Levanta-te de manhã cedo, procura ser o primeiro a ver a pedra do túmulo afastada, e a encontrar talvez os anjos, ou melhor ainda, o próprio Jesus” (São Gregório de Nazianzo, bispo).

Feliz Páscoa a todos!

Por Dom Fernando Arêas Rifan – Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney

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Elevados na cruz de Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/elevados-na-cruz-de-jesus/ Mon, 26 Mar 2018 10:08:09 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51425 Estamos aproximando-nos da grande celebração da Páscoa do Senhor. O tempo da Quaresma vai preparando-nos para celebrar o auge emblemático do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Aproxima-se a memória daquilo que o Evangelista São João chamou de a hora da glória de Jesus. Esta consiste no momento dramático de Sua morte: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo, mas, se morre, então produz muito fruto” (Jo 12, 24). No transcorrer da Quaresma, somos gradativamente lembrados do caminho que devemos trilhar: o caminho da Cruz. Para se tornar autêntico discípulo de Jesus, faz-se necessário abraçar a Sua Cruz, ter a coragem de segui-lo através da “espiritualidade do grão de trigo”, isto é, do morrer para ressuscitar.

Como discípulos de Cristo, o Evangelho leva-nos à lógica de testemunhar o Amor de Deus com a marca da Cruz. Não se trata aqui de propor um estilo de vida irracional, de sofrer por sofrer. Não! A altura da Cruz de Jesus é a altura do verdadeiro amor, por vezes bastante dramático de ser vivenciado, mas que todo homem deve conhecer. Só o amor autentica de fato o humanismo tão reclamado pelo mundo moderno, tornando cada homem e cada mulher livres. Quando nos permitimos ser elevados pela Cruz do Senhor, somos envolvidos em seu Mistério, fugimos da postura de expectadores estranhos ou indiferentes, “(…) mas como protagonistas juntamente com Ele, envolvidos no seu Mistério de Cruz e de Ressurreição. De fato, onde está Cristo devem se encontrar também os seus discípulos, que são chamados a segui-lo, a ser solidários com Ele no momento do combate, para serem copartícipes da sua vitória” (Bento XVI, Homilia do V Domingo da Quaresma, 29 de março de 2009).

A Encarnação de Jesus não completou o fruto da salvação de Deus para esta terra, que peregrina historicamente em sua longa quaresma, mas fora necessário Jesus se tornar grão de trigo. Ser grão de trigo, para Jesus, e, consequentemente, para nós, que somos seus discípulos, é o mesmo que morrer, significa dar a própria vida por causa de Deus e dos irmãos. Diante de uma realidade social tão marcada pela corrupção, principalmente na esfera política, não podemos esquivar-nos do testemunho cristão. Impõe-nos o dever de se deixar ser elevado pela Cruz do Senhor, dever que pode ser traduzido na busca de valores e costumes que desautoriza uma sociedade sem esperança e sem a lógica do Evangelho de Jesus.

Por Dom Manoel Delson – Arcebispo da Paraíba

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Onde Deus mora? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/onde-deus-mora/ Thu, 01 Mar 2018 15:49:58 +0000 http://teste.toqueto.com/onde-deus-mora.html No Evangelho da santa Missa deste terceiro domingo da Quaresma – Jo 2, 13-25 – São João relata a cena da ida de Jesus ao Templo, em Jerusalém, quando estava próxima a Páscoa, e de como Ele, vendo o comércio que ali se realizava, com vendedores de bois, ovelhas e pombas e cambistas, fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo, com ovelhas e bois, e derrubou as mesas dos cambistas. E destaca o esconjuro de Jesus: “Tirai tudo isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”. A seguir, narrando a discussão de Jesus com os judeus, João põe em evidência a novidade dos tempos novos depois da vinda do Messias, o que Jesus pronunciou como sendo a base bíblica e teológica desta novidade. “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”, foi a resposta que Jesus deu aos judeus ao pedido do sinal de sua autoridade para agir assim. Naturalmente os judeus não entenderam a resposta, viram-na como um absurdo, pois eles lembraram que a construção do templo tinha levado 46 anos. Os discípulos só foram entender que Jesus se referia ao templo do seu corpo mais tarde depois de sua morte e ressurreição ao terceiro dia. Todos os exegetas afirmam que a ideia central do Evangelho de João, trabalhada por ele ao longo dos capítulos 1,19 a 4,54, visa demonstrar que os discípulos, inclusive Nicodemos e a Samaritana, tiveram as suas mais profundas aspirações de alma realizadas quando se encontraram com Jesus, o Messias, o revelador do Pai, e o aceitaram como o novo lugar de adoração do Pai “em espírito e em verdade” (Jo 4,22). Por isso, João, no início do seu Evangelho, diz que a glória de Deus, que antigamente se revelava somente no templo ou tabernáculo, em Jerusalém, agora a contemplamos em Jesus Cristo (cf. Jo 1,14).

Se Jesus é o lugar onde Deus mora, então Ele é o ponto de encontro com Deus. Não foi à toa que em outra oportunidade Ele assim se expressou: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Lemos em Apocalipse 14,6 que Jesus é o Evangelho ou a Boa Nova eterna anunciada a toda terra”, e em Hebreus 13,8-9 que “Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje; Ele o será para sempre! Portanto, não vos deixeis extraviar por doutrinas ecléticas e estranhas”.  O Papa Francisco, na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” (A Alegria do Evangelho), inicia a sua mensagem afirmando que a alegria do Evangelho brota do encontro com Jesus. O encontro com Jesus provoca libertação de tudo o que é ruim, pecado, tristeza, vazio interior, isolamento, e faz renascer uma alegria sem cessar (EG, 1). E o Papa faz um incisivo convite: “Todos os cristãos, em qualquer lugar e situação que se encontrem, estão convidados a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de deixar encontrar por Ele, de procurá-Lo dia a dia, sem cessar” (EG, 3). Igualmente o documento de Aparecida, do Episcopado Latino-Americano, explica que, segundo a doutrina do discipulado, os cristãos precisam reavivar o encontro com Jesus. Diz que o que marca o discipulado é o encontro vivo, persuasivo e decisivo com Jesus (DAp, 290). E faz uma importante declaração que é ao mesmo tempo um imperativo categórico de comportamento missionário para todo discípulo com espírito: Jesus precisa ser encontrado, seguido, amado, adorado, para ser anunciado e comunicado (cf. 14). Pois o verdadeiro discipulado leva à missão que consiste, basicamente, em compartilhar com os outros a experiência do encontro com Jesus (cf. 287). O discípulo fascinado por Jesus não tem como calar a sua voz.

Se Jesus é o novo lugar do encontro com Deus, por que vamos à Igreja? Ora, exatamente para nos encontrar com Deus, porque é a casa da oração, segundo disse Jesus que não deve ser convertida em casa de negócios.  Vamos encontrar com Jesus, que nos leva ao Pai e nos dá o Espírito Santo. Por isso, não é correto que pessoas ao entrar na Igreja não vão, em primeiro lugar, lá na Capela do Santíssimo Sacramento da presença real de Jesus na Eucaristia. Lembro-me do modelo exemplar de Francisco de Assis que, inclusive, deixou uma belíssima oração. Pois toda vez que entrava em alguma Igreja, primeiro, ele se prostrava diante de Jesus no Sacrário e se não houvesse, então, diante do crucificado, e assim rezava: “Eu vos adoro santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas Igrejas que estão no mundo inteiro, e vos bendigo porque por vossa santa cruz remistes o mundo”. E, depois, a alma de Francisco se levantava às alturas e louvava a Deus com o Cântico das criaturas, a Nossa Senhora com orações e afetos especiais, pois tinha um amor indizível à Mãe de Jesus, aos Anjos e Arcanjos aos quais tinha profunda devoção. Incendiado pelo fogo do amor de Deus, Francisco saía da Igreja e não cansava de proclamar a toda gente, dizendo: “O amor não é amado”. E conclamava a todos a amar e servir ao bom Deus e a toda humana criatura.

O documento de Aparecida aponta outros lugares onde é possível o encontro com Jesus Cristo. Destaco dentre eles, por exemplo, três modos de encontrá-Lo. Podemos encontrar Jesus Cristo na Sagrada Escritura. O documento evoca a figura ilustre do primeiro tradutor da Bíblia para o latim (A Vulgata), São Jerônimo, que no século quinto já dizia que “Ignorar a Bíblia é ignorar a Cristo”. Por isso, chamando a atenção que a Igreja sempre procurou educar o povo na leitura e meditação da Palavra de Deus, frisa que agora mais do nunca é necessário fazê-lo (cf. DAp 247-249). Também é lugar privilegiado para o encontro com Jesus a Sagrada Liturgia da Igreja, sobretudo pela vida de oração e pelos Sacramentos. Põe em evidência a vivência dos Sacramentos, mediante os quais celebramos o mistério pascal e encontramos o alimento que nutre a vida nova em Cristo (idem, 250-256). Outro modo especial é encontrar Jesus nos “pobres, aflitos e enfermos” (cf. Mt 25,37-40). Diz o documento: “O encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé em Jesus Cristo… A mesma união a Jesus Cristo é a que nos faz amigos dos pobres e solidários com seu destino” (DAp 257).

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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Deus transforma a tristeza em alegria ao chamar cada um por seu nome https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/deus-transforma-a-tristeza-em-alegria-ao-chamar-cada-um-por-seu-nome/ Wed, 17 May 2017 12:33:46 +0000 http://teste.toqueto.com/deus-transforma-a-tristeza-em-alegria-ao-chamar-cada-um-por-seu-nome.html Durante a catequese pronunciada na Praça de São Pedro, no Vaticano, na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco refletiu sobre o mistério pascal com foco em Maria Madalena, a primeira pessoal que viu Jesus ressuscitado, e explicou como o Senhor transforma sua tristeza em alegria ao chamá-la pelo nome.

“Fazia pouco tempo que havia terminado o descanso do sábado. No dia da paixão, não houve tempo para completar os ritos fúnebres. Por isso, naquela manhã cheia de tristeza, as mulheres foram ao túmulo de Jesus com os unguentos perfumados. A primeira a chegar é ela: Maria Madalena, uma das discípulas que tinham acompanhado Jesus desde a Galileia, colocando-se ao serviço da Igreja nascente”.

O Papa identificou Maria Madalena com tantas mulheres que seguem indo ao cemitério para visitar entes queridos com perseverança, inclusive quando passaram muitos anos desde a morte dessas pessoas que ama.

Assinalou que no trajeto de Maria Madalena para o sepulcro “respira-se a fidelidade de tantas mulheres que, vão devotamente aos cemitérios para recordar aqueles que não existem mais”. Lembrou que “os elos mais autênticos não são interrompidos nem mesmo pela morte: há quem continua a amar mesmo que a pessoa amada tenha ido embora para sempre”.

O Pontífice destacou o processo que Maria Madalena vive e que a leva da tristeza pela morte de Jesus, do desespero ao ver seu corpo desaparecido, para a alegria depois de descobrir a ressurreição.

“O Evangelho descreve Madalena colocando rapidamente evidência que não era uma mulher de fácil entusiasmo. De fato, após a primeira visita ao sepulcro, regressa decepcionada ao lugar onde os discípulos se escondiam e conta que a pedra que fechava o sepulcro havia sido retirada, e sua primeira hipótese é a mais simples que se pode formular: alguém deve ter retirado o corpo de Jesus. Assim, o primeiro anúncio que Maria leva não é o da Ressurreição, mas o de um roubo que alguém havia realizado enquanto toda Jerusalém dormia”, assinalou.

“Depois, o Evangelho conta uma segunda visita de Madalena ao sepulcro de Jesus. Nesta ocasião, seus passos são lentos, pesados. Mari sofre duplamente: primeiro pela morte de Jesus, depois pelo inexplicável desaparecimento de seu corpo”.

Francisco observa que Maria custava a compreender a Ressurreição: “Quando já está perto do túmulo, com os olhos cheios de lágrimas, Deus a surpreende da maneira mais inesperada. O Evangelista João sublinha como sua cegueira persistia. Não se dá conta da presença de dois anjos que a estão perguntando, tampouco percebe quem é este homem atrás dela e que pensa ser o guarda do jardim”.

“Era teimosa, ia via, olhava e não se convencia!”, exclamou o Papa. “Mas então, descobre o evento mais importante da história humana quando finalmente a cama por seu nome: ‘Maria!’”.

Mais uma vez, Jesus chama por seu nome aos que ama: “Que belo é pensar que a primeira aparição do Ressuscitado se deu de uma maneira tão pessoal! Que é alguém que nos conhece, que vê nosso sofrimento e decepção, que se comove conosco e que nos chama pelo nosso nome”.

“É uma lei que encontramos escrita em muitas páginas do Evangelho”, afirmou. “Em volta de Jesus, há muitas pessoas que buscam a Deus; mas a realidade mais prodigiosa é que, muito antes, há um Deus que se preocupa com nossa vida. Cada homem é uma história de amor que Deus escreve sobre esta terra”.

Jesus a chama: “‘Maria!’. A revolução de sua vida, a revolução destinada a transformar a existência de cada homem e mulher, começa com um nome que se escuta no jardim do sepulcro vazio. Os Evangelhos nos descrevem a felicidade de Maria: a ressurreição de Jesus não é uma alegria que se dá com conta-gotas, mas é como uma cascata que se expande por toda a existência”.

O Papa finalizou sua catequese com um convite aos fiéis presentes na Praça de São Pedro: “Tentem pensar que, até mesmo neste momento, com uma bagagem de decepções e derrotas que cada um de nós leva no coração, temos um Deus próximo a nós que nos chama por nosso nome”.

“Jesus não é alguém que se adapta ao mundo, tolerando que soframos a morte, a tristeza, o ódio, a destruição moral das pessoas… Nosso Deus não é indiferente, mas que sonha com a transformação do mundo e a realiza no mistério da Ressurreição”, concluiu.

Por ACI Digital

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