Misericordia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Misericordia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco: o confessor é chamado a ver o trabalho da Graça no coração dos penitentes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/papa-francisco-o-confessor-e-chamado-a-ver-o-trabalho-da-graca-no-coracao-dos-penitentes/ Fri, 12 Mar 2021 16:18:24 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60240 O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta sexta-feira (12/03), no Vaticano, os participantes da 31ª edição do Curso do Foro Interno organizado pela Penitenciaria Apostólica, o primeiro após a difusão da pandemia que obrigou os organizadores a cancelar o encontro no ano passado.

O objetivo do curso, realizado on-line, foi oferecer uma formação cada vez mais precisa aos confessores de hoje e de amanhã em relação ao Sacramento da Penitência. Apesar das dificuldades causadas pela pandemia, 870 sacerdotes e seminaristas de todo o mundo, próximos à ordenação, participaram do curso que geralmente se realiza no tempo da Quaresma, “tempo de deserto e de conversão, de penitência e de acolhimento da misericórdia”, ressaltou o Papa Francisco em seu discurso.

A fé é o encontro com a Misericórdia
O Santo Padre se deteve em três expressões que explicam o significado do Sacramento da Reconciliação. A primeira: “abandonar-se ao Amor”; a segunda: “deixar-se transformar pelo Amor”; e a terceira: “corresponder ao Amor”.

Abandonar-se ao Amor significa fazer um verdadeiro ato de fé. A fé nunca pode ser reduzida a uma lista de conceitos ou a uma série de afirmações em que acreditar. A fé se expressa e se compreende dentro de uma relação: a relação entre Deus e o homem e entre o homem e Deus, segundo a lógica do chamado e da resposta: Deus chama e o homem responde. A fé é o encontro com a Misericórdia, com o próprio Deus que é Misericórdia, e é o abandono nos braços desse Amor misterioso e generoso, do qual tanto precisamos, mas ao qual, às vezes, temos medo de nos abandonar.

Segundo o Papa, “a experiência ensina que quem não se abandona ao amor de Deus acaba, mais cedo ou mais tarde, abandonando-se a outra coisa, terminando “nos braços” da mentalidade mundana, que no final traz amargura, tristeza e solidão. Portanto, o primeiro passo para uma boa Confissão é o ato de fé, de abandono, com o qual o penitente se aproxima da Misericórdia. Todo confessor deve ser sempre capaz de se surpreender com os irmãos que, pela fé, pedem perdão a Deus e, somente pela fé, se abandonam a Ele, entregando-se em Confissão. A dor pelos próprios pecados é o sinal de tal abandono confiante ao Amor”.

Deixar-se transformar pelo Amor, pela Graça
Viver a Confissão desta maneira significa deixar-se transformar pelo Amor, esta foi a segunda expressão refletida por Francisco. “Sabemos muito bem que não são as leis que salvam: o indivíduo não muda por causa de uma árida série de preceitos, mas por causa do fascínio do Amor percebido e oferecido livremente. É o Amor que se manifestou plenamente em Jesus Cristo e em sua morte na cruz por nós”, disse ainda o Pontífice, acrescentando:

Assim o Amor, que é o próprio Deus, se tornou visível aos homens e às mulheres, de uma maneira antes impensável, totalmente nova, capaz de renovar todas as coisas. O penitente que encontra, na conversa sacramental, um raio desse Amor acolhedor, se deixa transformar pelo Amor, pela Graça, iniciando a viver essa transformação do coração de pedra em coração de carne. É assim também na vida afetiva: somos transformados pelo encontro com um grande amor.

“O bom confessor é sempre chamado a perceber o milagre da mudança, a ver o trabalho da Graça no coração dos penitentes, encorajando o máximo possível a ação transformadora. A integridade da acusação é o sinal desta transformação que o Amor realiza: tudo é entregue para que tudo seja perdoado”, disse ainda o Papa.

Mudança de vida
A terceira e última expressão é: corresponder ao Amor. “O abandono e o deixar-se transformar pelo Amor têm como consequência necessária uma correspondência com o amor recebido. O cristão tem sempre em mente as palavras de São Tiago: «Mostre-me a sua fé sem as obras, e eu, com as minhas obras, lhe mostrarei a minha fé.»”

O verdadeiro desejo de conversão se torna concreto na correspondência ao amor de Deus recebido e aceito. Trata-se de uma correspondência que se manifesta na mudança de vida e nas obras de misericórdia que se seguem. Quem foi acolhido pelo Amor, acolhe o irmão. Quem se abandonou ao Amor, consola os aflitos. Quem foi perdoado por Deus, perdoa seus irmãos e irmãs de coração.

Segundo Francisco, “o bom confessor sempre indica o indispensável amor ao próximo, como um exercício diário no qual se treina o amor por Deus. O propósito de não cometer pecado novamente é o sinal da vontade de corresponder ao Amor. Assim, a frequente celebração do Sacramento da Reconciliação torna-se, tanto para o penitente como para o confessor, um caminho de santificação, uma escola de fé, de abandono, de mudança e de correspondência ao Amor misericordioso do Pai”.

Não causar dor
São muitas as recomendações feitas por Francisco aos confessores aos quais ele convidou a “serem misericordiosos” que “significa ser irmão, pai e consolador”. Uma “atitude religiosa que nasce da consciência de ser pecador perdoado que o confessor deve ter”, afirmou o Papa.

Acolher em paz, acolher com paternidade. Cada saberá como é a expressão da paternidade: um sorriso, olhos em paz. Acolher oferecendo tranquilidade, e depois deixar falar. Às vezes, o confessor percebe que há certa dificuldade em ir adiante com o pecado. Se você entendeu, não faça perguntas indiscretas.

Deter-se para “não lhe dar mais dor, mais tortura” e sem perguntas inúteis, evitando parecer “o xerife que vai torturar”.

O Papa concluiu, convidando os confessores a “confiarem o ministério da reconciliação à poderosa proteção de São José, homem justo e fiel”.

]]>
60240
Tribunal da Misericórdia https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/tribunal-da-misericordia/ Wed, 11 Nov 2020 14:44:58 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59431 Ó tribunal da misericórdia, tão bela sentença dais,
Ricos e pobres, homens e mulheres, céticos ou crentes, todos aceitais.

Um amor que se esconde, para arrependidos voltarem,
Todos procuram a misericórdia, pelo miserável homem.

No desespero da mãe a palavras das crianças,
Da moça que cai ao idoso que esconde,
Todos procuram a paz, pelo limitado homem.

Do suicídio ao medo, dos pensamentos a traição,
Da falta ao desprezo, da ação a omissão,
Todos procuram o perdão, no pequeno homem.

As críticas dos céticos as piedosas idosas, do receio de homens a inocência da criança,
Das historinhas aos desabafos, das belíssimas confissões até as tentações,
Procuram o homem que se assemelha ao Homem, nas grandes ações.

Caindo, levantando, lutando e caminhando,
Deus se revela, na paz e alegria, dos pecados perdoando.

Lágrimas e soluços, palavras e gritos, meios e fins da humanidade ferida.
Palavras de paz, amor e perdão, se encontram no recomeço da vida redimida.

Eu te absorvo, eu te perdoo, te guardo ao mal desfaço.
Muitos não acreditam, outros criticam, fogem da humildade, por que faltam caridade,
O amor não é entendido, como o perdão não é vivido.

Para corações duros, sobra prego e cruz,
para corações arrependidos, transborda o céu e luz.

Justificar, estudar e explicar não adianta nada, pois o perdão é concedido para quem sabe se encontrar.
Não adianta, amar, sem perdoar, não adianta recomeçar sem ao menos, contra os pecados lutar.

Ao saírem, homens e mulheres refazem uma carta,
No livro da vida, querem mais, que erro e desgraça.
O amor é a capa, e o fim é a graça.

A beleza deste tribunal é tornar ele um altar,
Se aproximar, quem erra e quer mudar,
Os “perfeitos” deste mundo, constroem o templo da vaidade,
Na correria do mundo, se sujam nas desculpas e culpas, sem caridade.

O amor é ensinado, vivido e querido,
O perdão é concedido e os pecados dissolvidos.
Neste tribunal, a verdade e o amor são devolvidos,
Pois, não há julgamento ou prisão, mas liberdade e salvação.

Pe. Rener Olegário

 

Foto: Canção Nova

Leia também

Minha casa, minha vida?

Dilema das redes sociais

“Ide e Fazei discípulos meus…”

 

]]>
59431
“Deus me perdoou, mas eu não consigo me perdoar” https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/deus-me-perdoou-mas-eu-nao-consigo-me-perdoar/ Tue, 21 Nov 2017 11:01:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49479 Muitas vezes pode parecer difícil acreditar na grande misericórdia de Deus. Por um lado, percebemos a nossa grande miséria, nossas fragilidades e nossos pecados. Por outro, está a experiência de que Deus continua apostando por nós, pela nossa conversão, fazendo de tudo para que entremos em nós mesmos e voltemos correndo ao abraço do Pai, como na parábola do filho pródigo.

E se chegamos a aceitar que Deus é realmente tão bom, ainda assim pode resistir em nós a sensação de que somos tão pecadores a ponto de não merecer tanta misericórdia. Em outras palavras, até aceitamos que Deus nos perdoa, mas nós mesmos temos dificuldade de nos perdoar realmente.

Precisamos levar a sério essa experiência, porque ela pode esconder algo prejudicial para nossa saúde espiritual, algo inclusive que pode, em última análise, afastar-nos do amor de Deus. Esse algo é uma espécie de soberba da nossa parte. Não é aquele orgulho ou prepotência com a qual estamos acostumados, daquele que se afirma em suas ideias ou de quem se coloca por cima dos outros achando-se melhor que todos. É uma soberba mais sutil, mas que se olhamos com cuidado, perceberemos que ela realmente tem muito em comum com esse tipo, digamos, mais “comum”.

Nós a reconhecemos da seguinte maneira: quando falamos que embora Deus nos perdoe, nós não somos capazes de nos perdoar, estamos, no fundo, falando que o nosso pecado é mais forte que o amor de Deus. Tiramos do Senhor a sua onipotência e nos colocamos como mais fortes que Ele mesmo. E isso simplesmente não é verdade. Por mais que possamos optar pelo mal e causar danos reais, nunca chegaremos a altura do poder do amor misericordioso do Senhor. Por isso podemos, e de certa maneira devemos, aceitar que por pior que seja o mal cometido, maior ainda é o perdão de Deus. São Paulo disse que onde abundou o pecado, sobreabundou a Graça. Do pior dos males, Deus pode tirar o melhor dos bens.

Quando falamos que embora Deus nos perdoe, nós não somos capazes de nos perdoar, estamos, no fundo, falando que o nosso pecado é mais forte que o amor de Deus.

Frágeis como somos, desde o pecado original, tendemos a desconfiar de Deus. Não só de sua bondade, da sua onipotência ou de sua existência, mas também da sua misericórdia. E quando duvidamos da misericórdia, de sua capacidade de perdoar, o único caminho é o desespero. Tirando Deus do centro da realidade e colocando-nos em seu lugar, perceberemos que não temos a força necessária para perdoar tantas atrocidades que cometem os homens e que cometemos cada um de nós em particular.

É uma experiência difícil essa de não conseguir se perdoar porque ela mistura essa soberba sutil com algo de verdadeiro.

A parcela de verdade é que nós realmente somos incapazes de perdoar nossos pecados. Lembremos daquela passagem que Jesus questiona os fariseus ao perdoar pecados: “Quem é este homem que blasfema contra Deus desta maneira? Ninguém pode perdoar pecados; só Deus tem esse poder” (Lc 5, 18-26). Mas isso não pode desesperar-nos, justamente porque Deus saiu ao nosso encontro para perdoar todos os verdadeiros pecados que cometemos.

São João Maria Vianney, sacerdote francês, passava horas e horas no confessionário, levando essa misericórdia infinita de Deus aos fiéis, e falava: O Bom Deus sabe tudo. Ainda antes que vos confesseis, já sabe que voltareis a pecar e, contudo, perdoa-vos. Como é grande o Amor do nosso Deus, que chega a esquecer voluntariamente o futuro, para nos perdoar. Precisamos renovar sempre a nossa esperança e a nossa confiança nesse amor perseverante de Deus. Se essa confiança começa a fraquejar, todo o resto do edifício da vida cristã não tardará em cair também.

Quando estamos com dificuldade de nos perdoar, perguntemo-nos justamente por essa confiança em Deus, em sua misericórdia infinita. A saída parece ser deixar de olhar para as nossas fragilidades e fraquezas, porque nelas não encontraremos forças para o perdão, e voltar o olhar ao Senhor, pedir que Ele mesmo renove em nós a certeza do poder de sua misericórdia. Não corramos o risco de colocar-nos acima de Deus, de confiar mais no poder dos nossos pecados que no poder do Amor de Deus.

Por Jovens de Maria via Aleteia

]]>
49479
Vida de surpresas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/vida-de-surpresas/ Mon, 06 Nov 2017 15:49:54 +0000 http://teste.toqueto.com/vida-de-surpresas.html As pessoas são desafiadas, por todos os lados, nas suas realidades normais de vida. Porque as surpresas causam encantos e desencantos, encontros e também desencontros, exigindo atitudes de constante vigilância. Os contravalores aparecem a todo o momento, que causam estragos e diminuem muito a qualidade e o sentido de vida dos que são atingidos e pegos totalmente despreparados.

Um clima propriamente de hipocrisia e de falsos valores domina a sociedade, e corrói a autenticidade das pessoas bem intencionadas. O que sentimos é o domínio do desejo de levar vantagem em tudo. Com isso podemos dizer que há muitas surpresas no campo da honestidade, da justiça e da misericórdia. O bem coletivo não é o alvo principal nas negociações de muita gente.

A prudência diz que as pessoas devem se preocupar com o essencial, para evitar um imediatismo sem estabilidade. É incômodo viver de surpresas na vida concreta, de espera sem segurança e de falta de esperança. É fundamental descobrir a sabedoria divina presente nas criaturas humanas, que se expressa através da fé, da caridade e da esperança, dando sentido autêntico para a vida.

A história é construída com as mudanças da sociedade. Estamos saindo de uma pós-modernidade, no confronto com uma sociedade, chamada “líquida”, no dizer do sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman. Tudo toma novas formas e as pessoas, na sua consciência humana, num processo de transformação, conseguem influenciar na construção de novas realidades na vida social.

Para os cristãos, as mudanças e as surpresas normalmente vêm da fé em Deus. É Jesus Cristo, Deus feito homem, quem veio construir a história e inaugurar uma nova e definitiva realidade. O contato das pessoas com Ele revela surpresas agradáveis, mas também comprometedoras na vida cotidiana. Seguir Cristo é fazer o que Ele fez e propõe através de sua Palavra na Sagrada Escritura.

Está chegando o final do Ano Litúrgico, com a Festa de Cristo Rei e Senhor da História. Na data celebraremos a abertura do Ano do Laicato, tempo de reflexão e de descoberta da vocação de todas as pessoas batizadas. Os leigos e as leigas cristãos são construtores de uma Igreja missionária, em saída e preocupada com a realização de um mudo diferente e melhor, surpresa do bem.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

]]>
49386
Lições do Dia de Finados https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/licoes-do-dia-de-finados/ Wed, 01 Nov 2017 08:33:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49310 O dia 02 de novembro, no qual comemoramos o Dia de Finados, é marcado por um rito especial: a visita aos túmulos onde foram depositados os restos mortais daqueles que fizeram parte de nossa vida e a oração por eles. O cemitério é o lugar onde os opostos convivem: o lugar é de silêncio, mas nos fala muito; tudo recorda a morte, mas, não de menos, a vida terrena e a vida eterna. A visita ao cemitério, ao mesmo tempo, fala dos que já partiram, de nós mesmos e também de Deus.

Em primeiro lugar é dia de memórias. Muitas vezes ainda é uma recordação dolorida, quando o luto ainda não foi integrado e a dor da separação ainda não foi curada. Então, cada túmulo é o ponto humano de conexão com tantas histórias, lugares, ensinamentos, alegrias e cruzes, que ainda permanecem vivas. Eles permanecem vivos na memória. Nossa oração por eles e as flores que depositamos são manifestações de nossa gratidão a Deus e a eles. Que importante ter uma memória agradecida por aqueles que nos antecederam. Continuamente, nos recordam que a história não iniciou quando nós nascemos. Eles nos precederam e nos ensinaram a viver. Por isso, alguém só morre quando ninguém se lembra mais dele.

Mas o silêncio dos que já partiram nos fala muito e fala também sobre nós, sobre nossa condição humana. Com certeza, a morte é a realidade humana que mais devemos tematizar e refletir. Nós sempre vivenciamos a morte dos outros. Mas a verdade inquestionável de nossa morte é o ponto a partir da qual lemos toda nossa vida. Embora para um mundo que preza por uma vida de fruição ilimitada a perspectiva da morte é propositalmente esquecida, no entanto, ela é certa. Aqui acabam todas as divisões sociais. A morte nos torna todos iguais. Recorda-nos a relatividade da vida terrena e a definitividade de cada dia, cada escolha, cada ato, visto que, como nos diz a Escritura, “todo homem está destinado a morrer uma só vez” (Hb 9,27). Mas, também, se formos sinceros, revela nossa mesquinhez e põe por terra todo orgulho e as pretensões humanas, como disse Jesus: “Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?” (Lc 12,20). Recordar da morte nos torna humildes e responsáveis.

Enfim, o Dia de Finados nos fala de Deus, de sua misericórdia e de seu infinito amor que a todos atrai a si, no seu Filho Jesus. No seu Filho, Deus vence a morte definitivamente, quando ressuscitou-o. Na visão cristã, morremos para viver. O que nos aguarda não é o fim de tudo, nem o nada, nem um retorno à natureza, mas os braços acolhedores de Deus Pai, que nos quer consigo. É a vida eterna, estar definitivamente com Ele.Com a morte deixamos “a mansão deste corpo para ir morar junto do Senhor” (2Cor 5,8); “se com Ele morremos, com Ele vivemos” (2 Tm 1, 22). Disse Jesus: “hei de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também” (Jo 14, 3).

Portanto, ao recordarmos nossos queridos que já partiram, iluminados pela morte-ressurreição de Cristo, abre-se para nosso viver a esperança. O sentido para o presente vem do futuro, da promessa da vida eterna. O cristão é portador de esperança. Vale a pena ser justo, ético, caridoso, fazer o bem e viver cada dia intensamente.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

]]>
49310
Papa tuíta sobre a misericórdia: nela há sempre uma plenitude, diz Dom Zuppi https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-tuita-sobre-a-misericordia-nela-ha-sempre-uma-plenitude-diz-dom-zuppi/ Thu, 17 Aug 2017 12:09:51 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-tuita-sobre-a-misericordia-nela-ha-sempre-uma-plenitude-diz-dom-zuppi.html “Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade do Pai Celeste e de testemunhar a todos a sua infinita bondade e misericórdia”.

Este é o tweet do Papa Francisco publicado esta quinta-feira em sua conta @Pontifex_, seguida por mais de 35 milhões de followers.

Assim, durante o período de verão europeu, o Pontífice volta a recordar a centralidade da misericórdia na vida do cristão. Sobre esta exortação de Francisco, a Rádio Vaticano conversou com o Arcebispo de Bolonha, Dom Matteo Zuppi:

“A misericórdia chama outra misericórdia, multiplica a misericórdia. Às vezes pensamos na misericórdia como em um preço a ser pago, nos equivocamos! A misericórdia é um amor a ser dado, o amor chama amor, multiplica amor, abre sucessivamente outros interesses, dá maior profundidade àqueles que a viveram. Me parece também muito importante a primeira parte: a amizade com Deus. De fato, nada nos impede isto; não há nada, a desilusão, o ceticismo, que nos impeça de viver a amizade com Deus. Se vivemos a amizade com Deus, entendemos a misericórdia e esta não se torna um sacrifício, mas exatamente o seu contrário: uma alegria”.

RV: Esta insistência do Papa em relação à misericórdia sublinha aquilo que é o coração do Evangelho, a mensagem trazida por Jesus: o perdão, o amor e a misericórdia de Deus…

“Exatamente, mas sempre num sentido positivo, não negativo. Olhar com misericórdia nos faz descobrir os outros, não é preço que se paga pelo qual depois de diz: “Agora está tudo certo”. Algumas vezes se costuma dizer: “Mas eu já fiz o bastante!”. Na realidade, quando se quer, nos damos conta do quanto temos o desejo de fazer ainda mais e se fica contente por aquilo que foi feito, obviamente, porque na misericórdia há sempre uma plenitude, uma saciedade, mas ao mesmo tempo existem também o desejo de que isto cresça, aumente e permaneça”.

Por Rádio Vaticano

]]>
48000
Card. Sergio da Rocha: "Nunca vi um Jubileu tão simples como o do Papa" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/card-sergio-da-rocha-nunca-vi-um-jubileu-tao-simples-como-o-do-papa/ Thu, 29 Jun 2017 14:58:34 +0000 http://teste.toqueto.com/card-sergio-da-rocha-nunca-vi-um-jubileu-tao-simples-como-o-do-papa.html A Igreja no Brasil tem 5 novos arcebispos metropolitanos que receberam o Pálio abençoado pelo Papa Francisco na manhã desta quinta-feira (29/06).

“Eles trazem novas oportunidades e são um motivo de esperança e gratidão”. Quem afirma é o Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e Presidente do Episcopado brasileiro. A entrevista foi concedida em exclusiva ao Programa Brasileiro da RV.

“Há um ritmo normal de renovação da Igreja no Brasil e isto não termina nunca, pelo número de bispos que o Brasil tem… Graças a Deus, porque nosso episcopado é tão grande… Eu acho que nós damos muito trabalho para o Papa, que está sempre necessitando nomear novos  bispos. A Nunciatura do Brasil tem certamente um trabalho muito grande também. Mas graças a Deus que é um santo trabalho, porque nós nesta hora fazemos aquilo que é previsto pela Igreja, isto é, a substituição dos bispos de acordo com sua idade ou situações de transferência de um bispo de uma diocese para outra. Isto ocorre numa certa normalidade e num episcopado grande, sempre vamos ter”.

Cinco novos arcebispos são uma oportunidade para vida eclesial

“Este ano, graças a Deus temos irmãos novos que representam sempre o novo que de uma certa maneira chega para as dioceses e para o episcopado brasileiro, uma vez que ao assumir estas arquidioceses, dioceses grandes, que têm um papel muito decisivo na vida local, ao fazer isso, estão trazendo não só oportunidade da vida eclesial local, mas também nacional, porque passam a contribuir ainda mais com a Conferência Episcopal, com a província eclesiástica. Então, é motivo sempre de esperança e de gratidão, porque são irmãos nossos que aceitaram a missão que não é fácil ser arcebispo,geralmente pela natureza das arquidioceses… são grandes cidades ou grandes dioceses e, portanto, têm um grande trabalho a ser feito. São irmãos nossos que se dispõem a ser servidores da Igreja. É o que se espera, que sejam servidores da Igreja, trazendo esperança e paz para nossa gente”.

Simplicidade, misericórdia e missão no ministério do Papa Francisco

“O Papa Francisco tem dado uma imensa contribuição para a renovação da vida e missão da Igreja no mundo de hoje. Penso que podemos resumir muito seu ensinamento na simplicidade, na misericórdia e na missão: tês grandes referências, dentre tantas outras que são derivadas destas, não só nos seus ensinamentos. O Papa ensina através do testemunho de vida, ensina através de suas palavras, mas ensina também através de seus gestos, que são sempre muito significativos. São simbólicos. Por exemplo, a própria forma dele celebrar o seu Jubileu Episcopal, com a simplicidade que nós vimos, ensina muito. O fato dele sempre ressaltar Jesus Cristo como centro… a centralidade de Cristo na vida da Igreja… ele expressou isto na celebração”.

“Nunca vi um Jubileu tão simples como o do Papa”

“A maneira dele celebrar o seu Jubileu foi toda voltada para Cristo, para a Eucaristia, para a Palavra de Deus. Ele não falou de si, mas falou de Jesus, da Palavra, de um modo muito simples. Então, o Papa ensina, falando sobre a simplicidade na vida da Igreja, mas ele testemunha a simplicidade nos seus gestos. Isso é muito importante. O mundo de hoje está precisando de testemunhas, de gente que seja coerente com aquilo que fala. Por isso, a autoridade dele, não só dentro da Igreja, mas também no mundo… isto é, sua liderança é reconhecida hoje. Ele tem sido visto realmente como alguém que tem contribuído para a causa da paz no mundo, para a superação da violência, de tantas situações que estão aí de sofrimento”.

Agradecer a Deus por nos ter dado este Papa

“O Papa Francisco tem dado esta grande contribuição para a vida da Igreja, isto é, de ensinar, ajudar a Igreja a ser fiel a Jesus Cristo e ao Evangelho, fazendo isto através de seus gestos muito concretos de vivência dos valores que ele propõe para o mundo. Temos muito o que agradecer a Deus. O Jubileu dele é ocasião para louvar a Deus pela presença e o testemunho dele na Igreja hoje”.

Por Rádio Vaticano

]]>
47042
Palavras do Papa sobre a festa litúrgica do domingo: Santíssima Trindade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/palavras-do-papa-sobre-a-festa-liturgica-do-domingo-santissima-trindade/ Fri, 09 Jun 2017 16:38:11 +0000 http://teste.toqueto.com/palavras-do-papa-sobre-a-festa-liturgica-do-domingo-santissima-trindade.html Antes da Oração do Angelus, no domingo da Festa da Santíssima Trindade do ano passado, o Papa Francisco lembrou: “Hoje, festa da Santíssima Trindade, o Evangelho de são João apresenta-nos um trecho do longo discurso de despedida, pronunciado por Jesus pouco antes da sua paixão. Neste discurso Ele explica aos discípulos as verdades mais profundas que lhe dizem respeito; deste modo é traçada a relação entre Jesus, o Pai e o Espírito. Jesus sabe que está próximo da realização do desígnio do Pai, que se cumprirá com a sua morte e ressurreição; por isso deseja garantir aos seus que não os abandonará, porque a sua missão será dilatada pelo Espírito Santo. Haverá o Espírito que prolongará a missão de Jesus, ou seja, que guiará a Igreja”.

Papa Francisco afirmou ainda que a solenidade litúrgica que se celebra neste domingo, 11 de junho, nos leva a refletir que “o mistério da Trindade nos fala hoje novamente da nossa relação com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Com efeito, mediante o Batismo, o Espírito Santo inseriu-nos no coração e na própria vida de Deus, que é comunhão de amor. Deus é uma ‘família’ de três Pessoas que se amam tanto a ponto de formar uma só. Esta ‘família divina’ não está fechada em si mesma, mas está aberta, comunica-se na criação e na história e entrou no mundo dos homens para chamar todos a fazer parte dele. O horizonte trinitário de comunhão envolve-nos todos e estimula-nos a viver no amor e na partilha fraterna, na certeza de que onde há amor, há Deus”.

“O nosso ser criados à imagem e semelhança de Deus-comunhão”, esclarece o Papa, “chama-nos a compreender a nós mesmos como seres-em-relação e a viver as relações interpessoais na solidariedade e no amor recíproco. Tais relações realizam-se, antes de tudo, no âmbito das nossas comunidades eclesiais, para que seja cada vez mais evidente a imagem da nossa Igreja ícone da Trindade. Mas realizam-se em qualquer outra relação social, da família às amizades e ao ambiente de trabalho: trata-se de ocasiões concretas que nos são oferecidas para construir relações cada vez mais ricas humanamente, capazes de respeito recíproco e de amor abnegado”.

Papa Francisco concluiu sua referência à Festa da Santíssima Trindade da seguinte maneira: “A festa da Santíssima Trindade convida-nos a comprometer-nos nos acontecimentos diários para ser fermento de comunhão, de consolação e de misericórdia. Nesta missão, somos amparados pela força que o Espírito Santo nos concede: ela cura a carne da humanidade ferida pela injustiça, pela vexação, pelo ódio e pela avidez. A Virgem Maria, na sua humildade, aceitou a vontade do Pai e concebeu o Filho por obra do Espírito Santo. Que Ela, espelho da Trindade, nos ajude a fortalecer a nossa fé no Mistério trinitário e a encarná-la com opções e atitudes de amor e de unidade”.

Por CNBB

]]>
46737
8 dicas para viver o mês de Maria https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/8-dicas-para-viver-o-mes-de-maria/ Mon, 08 May 2017 09:08:28 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46126 “Grande coisa é o que agrada a Nosso Senhor qualquer serviço que se faça à sua Mãe”, dizia Santa Teresa de Jesus. Por isso, em maio, mês de Maria, selecionamos algumas dicas que poderão te ajudar a viver mais intensamente estes dias marianos.

1. Ambientar um lugar

O primeiro é ambientar a casa, o escritório ou o lugar onde esteja. Há lares ou locais de trabalho católicos que costumam montar um altar, em um lugar especial, com uma imagem ou quadro da Virgem, adornado de flores e tecidos.

No escritório, é possível colocar uma imagem de Nossa Senhora ao lado do teclado ou como fundo de tela do computador e também do celular.

2. Leitura sobre a Virgem

Para se aprofundar mais nas maravilhas que Deus realizou e segue realizando na Virgem, é recomendável ler algumas passagens bíblicas como a Anunciação, o Nascimento de Jesus, a apresentação do menino no templo e Maria aos pés da cruz.

Por outro lado, um fato que também contém muitas mensagens para o mundo e vem dos lábios da própria Mãe de Deus é a aparição da Virgem de Fátima aos três pastorinhos, cuja festa é celebrado no próximo 13 de maio, quando será comemorado o centenário das aparições.

3. Rezar o Rosário

Como se sabe, a oração do Santo Rosário é uma das prediletas da Igreja que a própria Santíssima Virgem ensinou São Domingos de Gusmão a rezar.

Dentro das promessas da Rainha do Rosário tiradas dos escritos do Beato Alano della Rupe estão: prometo minha especialíssima proteção e grandes benefícios aos que devotamente rezem meu Rosário; a alma que se encomende a mim pelo Rosário não perecerá.

4. Participar de procissões

Um costume que ainda se vive em alguns povos é a oração da aurora, na qual um grupo de fiéis sai em procissão pelas ruas nas primeiras horas com uma imagem da Virgem e invocando o auxílio de Maria com o Rosário, orações marianas e cantos.

5. Receber os sacramentos

Do mesmo modo, não pode haver verdadeira devoção à Virgem se não participar dos sacramentos, especialmente da Reconciliação e da Eucaristia, onde Jesus espera seus irmãos com os braços abertos.

6. Realizar obras de Misericórdia

Convencidos do amor de Maria pela humanidade e fortalecidos com as graças sacramentais de nosso Senhor Jesus Cristo, é tempo de sair em ação ajudando, por exemplo, alguma mãe grávida em necessidade ou visitando o asilo de idosos, nos quais sempre há alguma mulher mais velha que se sente sozinha e incompreendida.

7. Realizar apostolado

É importante transmitir esta fé às futuras gerações. Faz muito bem às crianças, adolescentes e jovens falar com eles sobre como a Virgem os ama muito e ensiná-los a rezar à Mãe de Deus.

8. Dar de presente objetos abençoados

Também se recomenda dar de presente uma Medalha Milagrosa ou o Escapulário da Virgem do Carmo, abençoados por algum sacerdote, para que sempre que virem a imagem, lembrem-se da proximidade da Mãe de Deus e do muito que os estimava quem a deu de presente.

Por ACI Digital

]]>
46126
Papa: Jesus é a plenitude da lei com a misericórdia e o perdão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-jesus-e-a-plenitude-da-lei-com-a-misericordia-e-o-perdao/ Mon, 03 Apr 2017 12:47:15 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-jesus-e-a-plenitude-da-lei-com-a-misericordia-e-o-perdao.html “Jesus, que julga com misericórdia, é a plenitude da lei”, disse o Papa Francisco na missa desta segunda-feira, 3, na Casa Santa Marta.

Diante do pecado e da corrupção, Jesus é a “plenitude da lei”. O Papa refletiu em sua homilia sobre o Evangelho de João que propõe o trecho em que Cristo, a propósito da mulher surpreendida em adultério, diz a quem a acusa: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”.

O Pontífice se deteve também na Primeira Leitura, extraída do Livro do Profeta Daniel, dedicada a Susana, que foi vítima de dois juízes anciãos do povo que orquestraram contra ela um “adultério falso, fictício”. Ela é obrigada a escolher entre fidelidade a Deus e à lei e salvar a vida: “era fiel ao marido”, disse o Papa, “talvez tivesse outros pecados, pois todos somos pecadores”. “A única mulher que não tem pecado é Nossa Senhora”.

Nos dois episódios se encontram inocência, pecado, corrupção e lei, pois nos dois casos os juízes eram corruptos. “Sempre existiram no mundo juízes corruptos. Existem também hoje em todas as partes do mundo. Por que a corrupção chega a uma pessoa? Porque uma coisa é o pecado: Eu pequei, escorreguei, sou infiel a Deus, mas procuro não fazer mais ou procuro me ajeitar com o Senhor ou pelo menos sei que isso não é bom. Outra é a corrupção. Existe corrupção quando o pecado entra, entra na consciência e não deixa lugar nem mesmo para o ar”.

Quando tudo se torna pecado, isso é corrupção, destacou o Santo Padre. “Os corruptos pensam em fazer bem com a impunidade”, disse o Papa. No caso de Susana, os juízes anciãos foram corruptos dos vícios da luxúria, ameaçando-a de testemunhar falsidades contra ela. “Não é o primeiro caso”, refletiu Francisco, “que nas Escrituras aparecem falsos testemunhos. Isso nos recorda Jesus, condenado à morte por falso testemunho”.

No caso da verdadeira adúltera, quem a acusa são outros juízes que tinham “perdido a cabeça” fazendo crescer neles uma interpretação tão rígida da lei que não deixava espaço ao Espírito Santo ou seja, a corrupção da legalidade, legalismo, contra a graça. Depois, Jesus, verdadeiro Mestre da lei diante de falsos juízes que tinham o coração pervertido ou que davam sentenças injustas oprimindo os inocentes e absolvendo os malvados.

“Jesus diz poucas coisas, poucas cosias. Diz: ‘Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra’. E à pecadora diz: Eu não te condeno. Não peques mais’. Esta é a plenitude da lei, não a dos escribas e fariseus que tinham a mente corrompida, fazendo várias leis sem deixar espaço à misericórdia. Jesus é a plenitude da lei e Jesus julga com misericórdia.”

“Nós também julgamos no coração os outros, hein? Somos corruptos? Ou ainda não? Parem. Paremos e olhemos Jesus que sempre julga com misericórdia: Eu também não te condeno. Podes ir em paz, e não peques mais.”

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

]]>
45296