migração - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png migração - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Santa Sé sobre migração: abrir vias de acesso legais e seguras https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-sobre-migracao-abrir-vias-de-acesso-legais-e-seguras/ Wed, 09 Aug 2017 09:05:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47751 “A primeira medida a ser adotada para combater o tráfico de migrantes seja a abertura de vias de acesso legais e seguros mediante políticas e leis objetivas e perspicazes. As políticas migratórias restritivas muitas vezes contribuíram para aumentar a oferta de caminhos alternativos de migração.”

É o que afirma o subsecretário da seção migrantes e refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Pe. Fabio Baggio, numa entrevista publicada pelo jornal vaticano “L’Osservatore Romano”.

Pe. Baggio explica que a vontade do Papa Francisco é “assistir as Conferências episcopais e as dioceses no desenvolvimento de respostas pastorais adequadas aos desafios migratórios do nosso tempo mediante a oferta de informações confiáveis, a produção de avaliações científicas e reflexões teológicas sobre questões de competência e através da a formulação de diretivas e programas”.

Também em relação aos migrantes, o “Papa Francisco muitas vezes evocou a necessidade de promover a cultura do encontro em contraposição à cultura da indiferença e do descarte”.

Segundo o sacerdote, “além de ser um dever, o acolhimento ao outro, ao forasteiro, do diferente, representa para todo cristão uma verdadeira oportunidade de encontro íntimo e pessoal com Deus, presente na pessoa acolhida”.

“Para as comunidades paroquiais trata-se de uma verdadeira oportunidade para viver a catolicidade da Igreja, na qual todos os batizados podem reivindicar o direito de cidadania. Para todos os cristãos trata-se de uma verdadeira oportunidade missionária, uma ocasião providencial para testemunhar a própria fé mediante a caridade”, acrescenta.

Reconhecendo “o generoso esforço feito até então por tantos atores internacionais e também pela Igreja católica com a finalidade de assegurar a paz a territórios que foram martirizados pelas guerras nas últimas décadas”, Pe. Baggio observa que “jamais se deve perder o ânimo e que é preciso continuar insistindo sobre o diálogo entre as várias partes. É preciso trabalhar assiduamente para costurar feridas antigas e reconciliar ânimos devastados pelo rancor”.

“Muitas vezes o caminho do diálogo não é o mais curto, mas indubitavelmente é o único que pode garantir uma paz sustentável”, conclui o subsecretário da seção migrantes do referido Dicastério vaticano.

Por Rádio Vaticano

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Dom Auza: migração, passar da indiferença à cultura do encontro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-auza-migracao-passar-da-indiferenca-a-cultura-do-encontro/ Wed, 24 May 2017 10:05:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46396 “O número total de migrantes que atravessam as fronteiras alcançou, na história, níveis recordes. O fenômeno da migração é uma realidade complexa cujas necessidades e expectativas dos  envolvidos deveriam levar a uma solidariedade maior.”

Foi o que disse o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Bernardito Auza, em seu pronunciamento na segunda-feira (22/05), em Nova Iorque, no encontro sobre o tema “Compactação Global por uma migração segura, ordenada e regular”. 

Na primeira parte de seu discurso, Dom Auza se deteve no tema do desenvolvimento sustentável. “É necessário uma mudança de comportamento em relação aos migrantes e refugiados. Deve-se passar do medo e da indiferença à cultura do encontro”, frisou. 

“A responsabilidade e a repartição dos encargos devem levar em conta a riqueza e o nível de desenvolvimento de um país. A crise econômica persistente limita as possibilidades da resposta de um Estado às emergências. A chaga da seca em algumas partes do mundo reduz a possibilidade de fornecer assistência humanitária a um número crescente de refugiados e deslocados.” 

“Nesse contexto, é indispensável o envolvimento ativo dos parceiros internacionais. O Papa Francisco recorda que trabalhar juntos por um mundo melhor requer que os países se ajudem reciprocamente, num espírito de cooperação. A iniciativa da Compactação Global promovida pela ONU para a migração é uma ocasião única para desenvolver políticas coordenadas e investimentos”, sublinhou Dom Auza. 

Na segunda parte de seu discurso, o arcebispo filipino se deteve na ligação entre crise humanitária e migração. “A Santa Sé reitera que a cada pessoa deve ser garantido o direito de permanecer no próprio país num contexto marcado pela paz e segurança econômica. As pessoas não se sentirão obrigadas a deixar suas casas se lhes forem garantidas as condições de uma vida digna e se as causas dos fluxos migratórios forem enfrentadas adequadamente.” 

“Se o direito de permanecer no próprio país precede ao de imigrar, os fluxos migratórios se tornarão voluntários, regulares e seguros. Consequentemente, tais fluxos se tornarão mais gerenciáveis e sustentáveis. Quando o direito de permanecer num país é respeitado, a migração se torna uma escolha e não uma decisão obrigatória”, disse o prelado.

“No mundo, mais da metade dos refugiados, de migrantes forçados e deslocados internos foram obrigados a fugir de seus países por causa de conflitos e violência. Quando chegam ao país de destino, ao invés de encontrar um lugar seguro, enfrentam em muitos casos discriminação, nacionalismo extremo, racismo e falta de políticas claras que regulem o sistema de acolhimento.”

“A maneira mais eficaz para impedir a migração forçada é pôr fim a guerras e conflitos. Dentre as causas da migração estão a pobreza extrema, a falta de bens e serviços de base, degradação ambiental grave e catástrofes. É preciso ajudar as populações em dificuldade em seus próprios países. Este é o único caminho eficaz para conter as formas dramáticas de exploração”, concluiu Dom Auza.

Por Rádio Vaticano

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