Mianmar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Mianmar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Crise alimentar afeta 124 milhões de pessoas no mundo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/crise-alimentar-afeta-124-milhoes-de-pessoas-no-mundo/ Tue, 27 Mar 2018 09:24:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51458 A degradação da situação está ligada “ao início ou aumento de conflitos e instabilidade”, em Mianmar, nordeste da Nigéria, República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Iêmen.

Cento e vinte e quatro milhões de pessoas no mundo, em cinquenta e um países, sofreram com a grave insegurança alimentar, em 2017.

É o que revela a nova edição do Relatório global sobre a crise alimentar, apresentado, em Roma, pela ONU e União Europeia.

O texto ressalta que são 11 milhões a mais, em relação a 2016, as pessoas que passam fome. Uma ameaça direta para a vida e os meios de sustento humano.

A degradação da situação está ligada “ao início ou aumento de conflitos e instabilidade”, em Mianmar, nordeste da Nigéria, República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Iêmen.

Condições de seca prolongada também causaram a sucessão de colheitas escassas em países já afetados por altos níveis de insegurança alimentar e desnutrição na África Oriental e do Sul.

No nordeste da Nigéria esta crise foi gerada pela violência de Boko Haram, “pois nos últimos 5-6 anos os agricultores não tiveram a possibilidade de cultivar os campos, por causa do conflito” com os extremistas islâmicos, sublinha o diretor de comunicação da Arquidiocese de Abuja, Pe. Patrick Alumuku.

O nordeste da Nigéria é considerado o epicentro das ações terroristas perpetradas por Boko Haram, que desde 2009 causaram pelo menos 20 mil mortos. “Os terroristas destruíram os campos. Por isso, em toda a área tivemos que recorrer à importação de outras partes do país. Estamos falando de uma área habitada por 40 milhões de pessoas”, frisou o sacerdote.

Continuam os ataques, as incursões e sequestros perpetrados por fundamentalistas que nas últimas horas libertaram 101 estudantes sequestradas em 19 de fevereiro passado. Segundo informações, eles se dirigem rumo aos Camarões e Chade.

“Não é por acaso que o relatório sobre a crise alimentar cita também o Chade em relação à falta de alimento. Os membros do Boko Haram atravessam a fronteira quando são atacados na Nigéria”, acrescentou o diretor de comunicação da Arquidiocese de Abuja.

Nesse quadro, “os bispos nigerianos foram a Maiduguri, cidade mais importante e habitada da área, capital do Estado de Borno, e aos Camarões, para levar ajuda humanitária à população, encontrar os refugiados e encorajá-los”, sublinhou ainda o sacerdote.

A presença da Igreja é fundamental. Na Nigéria, “a Igreja foi atacada muitas vezes, mas continua” trabalhando sem cessar.

Por Vatican News, via CNBB

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Catequese e apelo à paz na Terra Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/catequese-e-apelo-a-paz-na-terra-santa/ Wed, 06 Dec 2017 12:53:23 +0000 http://teste.toqueto.com/catequese-e-apelo-a-paz-na-terra-santa.html A catequese do Papa Francisco na Audiência Geral na manhã de hoje, foi dedicada à sua recente viagem apostólica a Mianmar e Bangladesh, entre os dias 25 de novembro e 2 de dezembro.

Como de costume, depois de cada viagem internacional, o Pontífice fez um balanço da visita apostólica a estes dois países da Ásia e revisou os momentos mais importantes.

Mianmar

“Nos rostos daqueles jovens vi o futuro da Ásia: um futuro que não será de quem constrói armas, mas de quem semeia fraternidade”, disse o Papa ao falar do primeiro país que visitou.

Francisco recordou que esta foi a primeira vez que um Papa visitava Mianmar, algo possível graças “às relações diplomáticas estabelecidas entre este país e a Santa Sé”.

“Quis expressar a proximidade de Cristo e da Igreja a um povo que sofreu por causa de conflitos e repressões, e que agora está lentamente caminhando rumo a uma nova condição de paz e liberdade”.

O Papa também recordou que é um país no qual “a religião budista está fortemente enraizada, com seus princípios espirituais e éticos, os cristãos estão presentes como pequeno rebanho e fermento do Reino de Deus”, os quais ele “confirmou na fé”.

Francisco mencionou as duas Missas que presidiu em Mianmar. A primeira em Yangun, e a segunda dedicada aos jovens: “um sinal de esperança e um presente especial da Virgem Maria, na catedral dedicada a ela”.

Além disso, contou que naquele dia abençoou as primeiras pedras das 16 igrejas, do seminário e da nunciatura.

Também destacou a importância das suas reuniões com as autoridades políticas do país para “os esforços de pacificação e auspiciando que todos os membros da nação, ninguém excluído, possam cooperar neste processo no respeito recíproco”.

Sobre o seu encontro com comunidades religiosas, manifestou “a confiança de que cristãos e budistas possam juntos ajudar as pessoas a amar Deus e o próximo, rejeitando toda violência e opondo-se ao mal com o bem”.

Bangladesh

Depois de Mianmar, ele viajou a Bangladesh, cujo país tem uma população maiormente muçulmana, de modo que a sua visita “marcou um passo ulterior em favor do respeito e do diálogo entre o cristianismo e o islamismo”.

Francisco expressou em particular “a solidariedade ao país em seu empenho em socorrer os refugiados rohingya, que confluíram em massa ao território bengalês, onde a densidade da população já é uma das mais altas do mundo”.

O Bispo de Roma também mencionou a missa em Daca, na qual ordenou 16 sacerdotes, “um dos eventos mais significativos e alegres durante a sua viagem”.

Por outro lado, “incentivaram os bispos do país no seu trabalho generoso pelas famílias, pelos pobres, pela educação, o diálogo e a paz social”.

“Em Daca, vivemos um grande momento de diálogo inter-religioso e ecumênico no qual sublinhei a importância da abertura do coração como base para a cultura do encontro, da harmonia e da paz”.

Além disso, mencionou a sua visita à Casa Madre Teresa das Missionárias da Caridade, “onde a santa permaneceu quando estava em Daca e que acolhe inúmeros órfãos e pessoas com deficiência. Onde as irmãs vivem todos os dias a oração de adoração e o serviço a Cristo pobre e que sofre”.

Finalmente, o encontro com jovens “rico de testemunhos, cantos e danças”. “Uma celebração que manifestou a alegria do evangelho acolhido por essa cultura; uma alegria fecundada pelos sacrifícios de tantos missionários, de tantos catequistas e sacerdotes cristãos”.

***

A situação que se vive na Terra Santa durante os últimos dias, fez com que o Papa Francisco fizesse um novo apelo à paz e ao respeito à Cidade Santa de Jerusalém.

“Não posso silenciar a minha profunda preocupação pela situação que se criou nos últimos dias e, ao mesmo tempo, dirigir um forte apelo para que seja compromisso de todos respeitarem o status quo da cidade, em conformidade com as pertinentes Resoluções das Nações Unidas”, disse o Pontífice no final da Audiência Geral.

O Pontífice também assinalou que “Jerusalém é uma cidade única, sagrada para os judeus, os cristãos e os muçulmanos, que nela veneram os Locais Santos das respectivas religiões, e tem uma vocação especial à paz”.

“Peço ao Senhor que esta identidade seja preservada e reforçada em benefício da Terra Santa, do Oriente Médio e do mundo inteiro e que prevaleçam sabedoria e prudência, para evitar acrescentar novos elementos de tensão num panorama mundial já turbulento e marcado por inúmeros e conflitos cruéis”.

Uma nova crise em Israel teve início nos últimos dias devido ao projeto do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou o desejo de transladar a embaixada do seu país de Tel Aviv a Jerusalém. Isso implica o reconhecimento americano da Cidade Santa como capital de Israel, o qual provoca grandes controvérsias.

O estatuto de Jerusalém é um tema fundamental no conflito entre Israel e Palestina, e ambos os lados reivindicam a cidade como sua capital.

Em outubro deste ano, o Papa Francisco defendeu o status quo de Jerusalém e afirmou que é uma “cidade santa onde todos devem poder viver em paz”.

Durante anos, os presidentes americanos deixaram a sede diplomática em Tel Aviv, como a maioria das nações do mundo, e não quiseram translada-la a Jerusalém.

A palestina e grande parte do mundo árabe e muçulmano não aceita que seja capital israelense porque, além do tema territorial que está sendo disputado, em Jerusalém também está o terceiro lugar mais sagrado do Islã, a Mesquita Al Aqsa.

Por Redação, com ACI Digital

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Atenção e vigilância são pressupostos para fidelidade ao Senhor, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/atencao-e-vigilancia-sao-pressupostos-para-fidelidade-ao-senhor-diz-papa/ Mon, 04 Dec 2017 07:55:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49720 “Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a “vagar afastados dos caminhos do Senhor”, perdidos  em nossos pecados e em nossas infidelidades”.

Na reflexão do Angelus deste I Domingo do Advento, logo após seu retorno da Viagem Apostólica a Mianmar e Bangladesh, o Papa Francisco refletiu sobre as características que uma pessoa atenta, em resposta à exortação contida no Evangelho de Marcos, proposto pelo Evangelho do dia.

“O Advento – explicou o Papa – é o tempo que nos é dado para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e preparar-nos para o retorno de Cristo”, que vem a nós de diversas maneiras, como na festa de Natal que recorda sua vinda histórica, mas também sempre que estivermos “dispostos a recebê-lo”, e virá de novo no final dos tempo para “julgar os vivos e os mortos”.

“Por isto devemos sempre estar vigilantes e esperar o Senhor com a esperança de encontrá-lo”, frisou.

Francisco então, comentou algumas características de uma pessoa atenta. A primeira delas, é que mesmo em meio ao “barulho do mundo”, não deixa-se tomar pela “distração ou pela superficialidade, mas vive de maneira plena e consciente, com uma preocupação voltada antes de tudo aos outros”:

“Com este comportamento percebemos as lágrimas e as necessidades do próximo e podemos perceber também neles as capacidades e as qualidades humanas e espirituais”.

Mas a pessoa atenta, também se preocupa com o mundo,  “buscando combater a indiferença e a crueldade presente nele”, mas também alegrando-se pelos tesouros de beleza que também existem e devem ser custodiados”:

“Trata-se de ter um olhar de compreensão para reconhecer quer as misérias e as pobrezas dos indivíduos e das sociedades, assim como para reconhecer a riqueza escondida nas pequenas coisas de cada dia, precisamente ali onde nos colocou o Senhor”.

Mas a pessoa vigilante, também acolhe o convite para vigiar, ou seja, “não deixar-se dominar pelo sono do desencorajamento, da falta de esperança, da desilusão”:

“Ao mesmo tempo, rejeita a solicitação de tantas vaidades de que o mundo está cheio e por trás das quais, às vezes, são sacrificados tempo e serenidade pessoal e familiar”.

O Papa recorda a “dolorosa experiência do povo de Israel” – narrada pelo Profeta Isaías – consequência de ter se afastado do caminho do Senhor:

“Também nós nos encontramos muitas vezes nesta situação de infidelidade ao chamado do Senhor: Ele nos indica o bom caminho, o caminho de fé,  o caminho do amor, mas nós buscamos a nossa felicidade em outro lugar”.

Por fim, Francisco sublinha os pressupostos para não vagarmos “afastados dos caminhos do Senhor”:

“Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a “vagar afastado dos caminhos do Senhor”, perdidos  em nossos pecados e em nossas infidelidades; estar atentos e vigilantes são as condições para permitir a Deus irromper na nossa existência, para restituir a ela significado e valor com a sua presença repleta de bondade e de ternura”.

Ao  concluir, o Pontífice pediu que “Maria Santíssima, modelo na espera do Senhor e ícone da vigilância, nos guie ao encontro de seu filho Jesus, vivificando o nosso amor por Ele”.

Emocionado e agradecido. Após rezar o Angelus, o Papa convidou os presentes na Praça São Pedro a unirem-se a ele em Ação de Graças pela viagem realizada a Bangladesh e Mianmar.

“Queridos irmãos e irmãs, esta noite retornei da Viagem Apostólica a Mianmar e Bangladesh. Agradeço a todos aqueles que me acompanharam com a oração e convido a unirem-se a minha Ação de Graças ao Senhor, que me permitiu encontrar aquelas populações, em particular as comunidades católicas e de ter sido edificado pelo seu testemunho. Está impresso em mim a recordação de tantos rostos provados pela vida, mas nobres e sorridentes. Trago todos eles em meu coração e na oração”.

O avião da Bangladesh Airlines trazendo o Papa Francisco de Daca aterrissou no Aeroporto Fiumicino às 22 horas de sábado, uma hora antes do previsto.

Após o Ângelus, Francisco foi à Basílica Santa Maria Maior, no centro de Roma, depositar flores diante do ícone da Salus Popoli Romani, agradecendo o bom êxito desta sua 3ª Viagem Apostólica ao sudeste asiático.

As flores foram as recebidas em sua despedida no Aeroporto de Daca. O Papa ficou alguns minutos em oração.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa conclui viagem a Mianmar em Missa com os jovens https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-conclui-viagem-a-mianmar-em-missa-com-os-jovens/ Thu, 30 Nov 2017 12:53:54 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-conclui-viagem-a-mianmar-em-missa-com-os-jovens.html O Papa Francisco presidiu a Santa Missa com os jovens nesta quinta-feira, 30, na Catedral de Santa Maria, em Yangun, concluindo, assim, sua viagem apostólica a Mianmar. O Santo Padre se despediu do país com uma mensagem de encorajamento à futura geração.

Com a capacidade para acolher 1.500 pessoas, inúmeros fiéis acompanharam a celebração do lado de fora da Catedral e até mesmo pelas ruas. Comoventes cantos da tradição local animaram a cerimônia, vivida em espírito de recolhimento pelos jovens vestidos todos com trajes típicos.

“Vocês são uma boa-nova, porque são sinais concretos da fé da Igreja em Jesus Cristo, que nos traz uma alegria e uma esperança que jamais terão fim”, disse o Papa em italiano, intercalando a homilia com a tradução em birmanês.

Francisco disse que alguns se perguntam se é possível falar de boas-novas em meio a tanta injustiça, pobreza e miséria. “Contudo gostaria que deste lugar partisse uma mensagem muito clara. Gostaria que as pessoas soubessem que vós, homens e mulheres jovens do Myanmar, não tendes medo de acreditar na boa-nova da misericórdia de Deus, porque essa boa-nova tem um nome e um rosto: Jesus Cristo”.

O Pontífice pediu que os jovens sejam mensageiros desta boa-nova a todos que precisam de suas orações, solidariedade e paixão pelos direitos humanos, pela justiça e pelo crescimento daquilo que Jesus dá: amor e paz.

Comentando a primeira Leitura, em que São Paulo formula perguntas sobre o anúncio da boa-nova, Francisco disse que como “avô” gostaria de apontar aos jovens o caminho para serem mensageiros de Cristo.

Antes de tudo, que falem com Deus na oração, compartilhando com Ele os medos e as preocupações, os sonhos e as esperanças. “Não tenham medo de colocar perguntas que façam as pessoas a pensar! Gostaria de pedir para gritar, mas não com a voz; gostaria que gritassem com a vida, com o coração, de modo a ser sinais de esperança para quem está sozinho”.

Não se atirem para a frente com as próprias forças, acrescentou Francisco, mas sigam Cristo. “Seja qual for a vocação, eu os exorto: sejam corajosos, sejam generosos e, sobretudo, sejam alegres!”.

O Papa confiou todos os jovens à intercessão de Maria e com a saudação em birmanês – Myanmar pyi ko Payarthakin Kaung gi pei pa sei (Deus abençoe Mianmar) – concluiu sob aplausos a sua homilia.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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"Efeito Francisco": governo birmanês anuncia conferência sobre minorias étnicas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/efeito-francisco-governo-birmanes-anuncia-conferencia-sobre-minorias-etnicas/ Thu, 30 Nov 2017 09:32:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49659 O governo birmanês anunciou para a última semana de janeiro a terceira sessão da Conferência sobre a paz com as minorias étnicas, denominada “Conferência de Panglong”.

A decisão de dar continuidade a um percurso de encontro e negociação com os grupos étnicos armados, contra os quais o governo birmanês combate há mais de 60 anos, foi anunciada em concomitância com a visita do Papa Francisco ao país.

“O futuro de Mianmar deve ser a paz, uma paz fundada no respeito pela dignidade e os direitos de cada membro da sociedade, no respeito por cada grupo étnico e sua identidade, no respeito pelo Estado de Direito e uma ordem democrática que permita a cada um dos indivíduos e a todos os grupos – sem excluir nenhum – oferecer a sua legítima contribuição para o bem comum”, havia afirmado o Papa no discurso às autoridades na tarde de terça-feira, no Centro Internacional de Convenções na capital Nay Pyi Taw.

Já na tarde de segunda-feira, 27, dia em que chegou a Mianmar, o Santo Padre encontrou na sede do Arcebispado em Yangun, o Chefe do Exército de Mianmar, o General Aung Hlaing.

O líder militar afirmou após o encontro em nota divulgada na web, ter dito ao Pontífice que “não existem discriminações religiosas e étnicas no país”.

O governo birmanês assinou um acordo de cessar-fogo com oito grupos armados, expressão dos grupos étnicos, também graças ao esforço da Conselheira de Estado Aung San Suu Kyi, promotora da Conferência de Paz com as minorias étnicas.

O objetivo da Conferência é encontrar um acordo quadro que funcione para todas as minorias armadas e dar início assim a uma paz estável no país.

Os temas que serão discutidos no encontro de janeiro incluem alguns aspectos e progressos do diálogo político em nível nacional com os grupos pertencentes, entre outros, às minorias Shan, e também aos grupos muçulmanos presentes no Estado Rakhine, como o Arakan Liberation Party, que aceita dialogar com o governo e que representa o povo rohingya.

Nas últimas semanas, a ONU acusou os militares birmaneses de “limpeza étnica” na campanha desencadeada contra o povo rohingya.

A notícia da Conferência foi acolhida com favor na sociedade civil birmanesa e nas comunidades católicas.

A organização internacional de inspiração cristã “Christian Solidarity Worldwide”, afirmou em uma nota enviada à Agência Fides, ter pedido ao governo de Myanmar “para permitir o acesso das organizações internacionais de ajuda humanitária ao Estado de Rakhine e de colocar fim às graves violações dos direitos humanos nos Estados de Kachin e de Shan, combatendo seriamente a campanha de nacionalismo religioso, a intolerância e o ódio que se registra em todo o país”.

Por Rádio Vaticano

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Papa pede a budistas de Mianmar superar preconceitos, ódio e curar feridas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-pede-a-budistas-de-mianmar-superar-preconceitos-odio-e-curar-feridas/ Wed, 29 Nov 2017 15:44:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49661 O Papa Francisco pediu aos budistas de Mianmar (antiga Birmânia) superar “preconceitos” e o “ódio” e curar as feridas para levar esperança às pessoas.

No Kaba Aye Center da cidade de Yangun, o Santo Padre pronunciou o seu discurso depois que os monges budistas fizeram algumas orações e, logo depois destacou que o encontro “é também uma oportunidade para afirmar o nosso compromisso pela paz, o respeito da dignidade humana e a justiça para todo o homem e mulher”.

Em sua opinião, “o grande desafio dos nossos dias é ajudar as pessoas a abrir-se ao transcendente; ser capazes de olhar-se dentro em profundidade, conhecendo-se de tal modo a si mesmas que sintam a sua interconexão com todas as pessoas”.

“Se devemos estar unidos, como é nosso propósito, precisamos superar todas as formas de incompreensão, intolerância, preconceito e ódio”, expressou.

Francisco afirmou que “que as pessoas precisam deste testemunho comum dos líderes religiosos” e pediu que estes “ofereçam uma palavra de esperança”.

Ao mesmo tempo, os exortou a curar as feridas “causadas pelos conflitos, pela pobreza e pela opressão persistem e criam novas divisões”. “Sabemos que há um caminho que nos permite avançar, que leva à cura, à compreensão mútua e ao respeito. Um caminho baseado na compaixão e no amor”, acrescentou.

O Santo Padre também reconheceu que os birmaneses foram formados “nos valores da paciência, tolerância e respeito pela vida, bem como numa espiritualidade solícita e profundamente respeitadora do meio ambiente”.

“Estes valores são essenciais para um desenvolvimento integral da sociedade, começando pela família para depois se estender à rede de relações que nos põem em estreita conexão”.

“Em uma verdadeira cultura do encontro, estes valores podem fortalecer as nossas comunidades e ajudar o conjunto da sociedade a irradiar a tão necessária luz”.

Portanto, pediu “curar as feridas dos conflitos que, ao longo dos anos, dividiram pessoas de diferentes culturas, etnias e convicções religiosas”.

“Certamente, “para que estes esforços produzam frutos duradouros, tornar-se necessária uma maior colaboração entre os líderes religiosos”. A este respeito, o Papa manifestou a disponibilidade da Igreja Católica.

Por ACI Digital

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Papa celebra em Mianmar: só o perdão cura as feridas da violência https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-celebra-em-mianmar-so-o-perdao-cura-as-feridas-da-violencia/ Wed, 29 Nov 2017 11:48:46 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-celebra-em-mianmar-so-o-perdao-cura-as-feridas-da-violencia.html “O caminho da vingança não é o caminho de Jesus”: num país ferido por conflitos internos, o Papa falou do perdão e da compaixão na missa desta quarta-feira (29/11), que marcou o tão aguardado encontro de Francisco com a comunidade católica de Mianmar.

Cerca de 150 mil fiéis participaram da celebração no complexo esportivo de Kyaikkasan Ground, a poucos quilômetros do Arcebispado de Yangun, para a primeira e única missa pública no país.

Caravanas de inúmeras partes do país compareceram cedo ao local e, mesmo após horas de espera, saudaram calorosamente Francisco do papamóvel, antes do início da cerimônia.

Em sua homilia, comentando as leituras do dia, o Pontífice recordou que Jesus não nos ensinou a sua sabedoria com longos discursos ou por meio de grandes demonstrações de poder político ou terreno, mas com a oferta da sua vida na cruz. O Senhor crucificado é a nossa bússola segura.

E da cruz vem também a cura, acrescentou o Papa. “Sei que muitos em Mianmar carregam as feridas da violência, quer visíveis quer invisíveis. A tentação é responder a estas lesões com uma sabedoria mundana que, como a do rei na primeira leitura, está profundamente deturpada. Pensamos que a cura possa vir do rancor e da vingança. Mas o caminho da vingança não é o caminho de Jesus.”

O caminho de Jesus é radicalmente diferente, afirmou Francisco, pois quando o ódio e a rejeição conduziram Cristo à paixão e à morte, Ele respondeu com o perdão e a compaixão.

O Pontífice falou do empenho da Igreja em Myanmar, que faz o que pode para levar o “bálsamo salutar da misericórdia de Deus” aos outros, especialmente aos mais necessitados.

“Há sinais claros de que, mesmo com meios muito limitados, numerosas comunidades proclamam o Evangelho a outras minorias tribais, sem nunca forçar ou constringir, mas sempre convidando e acolhendo. No meio de tanta pobreza e inúmeras dificuldades, muitos de vocês prestam assistência prática e solidariedade aos pobres e aos doentes”, destacou o Papa.

Ressaltando a missão caritativa “sem distinções de religião ou de origem étnica” da Caritas local e das Pontifícias Obras Missionárias, Francisco encorajou os católicos a continuarem a partilhar com os demais “a inestimável sabedoria” de Deus, que brota do coração de Jesus.

A mensagem de perdão e misericórdia de Cristo, disse ainda Francisco, obedece a uma lógica que nem todos querem compreender e que encontra obstáculos. E concluiu usando mais uma de suas metáforas:

“Contudo, o seu amor é definitivamente inabalável. É como um GPS espiritual que nos guia infalivelmente rumo à vida íntima de Deus e ao coração do nosso próximo. Deus abençoe a Igreja em Mianmar! Abençoe esta terra com a sua paz!”

Após a celebração, o Papa regressou ao Arcebispado. Depois do almoço, Francisco tem oficialmente mais dois eventos: o encontro com o Conselho Supremo Budista e com os Bispos de Mianmar.

Por Rádio Vaticano

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O futuro de Mianmar deve ser a paz, diz Papa às autoridades do país https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-futuro-de-mianmar-deve-ser-a-paz-diz-papa-as-autoridades-do-pais/ Tue, 28 Nov 2017 15:41:16 +0000 http://teste.toqueto.com/o-futuro-de-mianmar-deve-ser-a-paz-diz-papa-as-autoridades-do-pais.html A paz foi o tema que perpassou o primeiro discurso do Papa Francisco em Mianmar, durante o encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático do país. O Santo Padre destacou a necessidade de compromisso com justiça e o respeito pelos direitos humanos no processo de paz.

Francisco foi acolhido pela conselheira de Estado de Mianmar, Aung San Suu Kyi, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1991. Ela fez um discurso manifestando a alegria e satisfação por receber o Papa. “Obrigada por ter vindo até aqui. O senhor trouxe até nós a força e a esperança em nosso entendimento, a nosso esforço pela paz, à reconciliação nacional e à harmonia social”, disse San Suu Kyi, lembrando que o Papa visita o país seis meses após o estabelecimento formal das relações diplomáticas entre Mianmar e a Santa Sé.

Francisco disse que é um contentamento sua visita se realizar depois desse acontecimento, um fato que ele vê como sinal do empenho da nação em prosseguir no diálogo e cooperação dentro da comunidade internacional.

Dos tesouros de Mianmar, o maior deles, segundo o Papa, é o povo, que sofreu e continua sofrendo em virtude de conflitos e hostilidades que criaram divisões. Agora, o país trabalha para restaurar a paz e o Santo Padre destacou que esse processo só pode avançar através do compromisso com a justiça e do respeito pelos direitos humanos.

“O futuro do Myanmar deve ser a paz, uma paz fundada no respeito pela dignidade e os direitos de cada membro da sociedade, no respeito por cada grupo étnico e sua identidade, no respeito pelo Estado de Direito e uma ordem democrática que permita a cada um dos indivíduos e a todos os grupos – sem excluir nenhum – oferecer a sua legítima contribuição para o bem comum”.

Comunidades religiosas

Não faltou no discurso do Papa uma menção ao papel que as comunidades religiosas de Mianmar têm nesse trabalho de reconciliação e integração nacional. Ele afirmou que as diferenças religiosas devem ser uma força em prol da unidade e da tolerância, não uma fonte de divisão. Nesse sentido, ele considerou um sinal de esperança o compromisso dos líderes das várias tradições religiosas do país em trabalhar juntos, com respeito mútuo, pela paz e auxílio aos pobres.

O Papa mencionou ainda no discurso os jovens como “um dom a estimar e encorajar”, mas esse é um investimento que só trará bom rendimento com oportunidades reais de emprego e educação de qualidade, ressaltou. Ele também mencionou nesse ponto a necessidade de compromisso com o meio ambiente, de modo que esse não esteja corrompido pela ganância e depredação humana.

“Nestes dias, quero encorajar os meus irmãos e irmãs católicos a perseverar na sua fé e a continuar a expressar a sua mensagem de reconciliação e fraternidade através de obras caritativas e humanitárias, de que toda a sociedade possa beneficiar. Espero que, na respeitosa cooperação com os seguidores de outras religiões e com todos os homens e mulheres de boa vontade, contribuam para abrir uma nova era de concórdia e progresso para os povos desta amada nação”, finalizou.

Outros compromissos

Antes do encontro com as autoridades, ocasião de seu primeiro discurso público, o Santo Padre participou da cerimônia de boas vindas no Palácio Presidencial e logo em seguida fez uma visita de cortesia ao presidente do país, Htin Kyaw. Ele também se encontrou com a conselheira de Estado e ministra das Relações Exteriores, Aung San Suu Kyi.

Após o encontro com as autoridades, o Papa segue para Yangon, onde passa a noite e se prepara para os compromissos de amanhã: Santa Missa, encontro com o Conselho Supremo “Sangha” dos Monges budistas e encontro com os bispos de Mianmar.

Por Canção Nova

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Papa preside missa no arcebispado em Yangun https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-preside-missa-no-arcebispado-em-yangun/ Tue, 28 Nov 2017 07:48:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49623 No fim da tarde de ontem, 27, o Papa Francisco presidiu uma missa na capela da sede do Arcebispado em Yangun, na presença de religiosas e alguns sacerdotes.

Yangun, ex-capital de Mianmar, conta com cerca de 5 milhões de habitantes e os problemas inerentes a todos grandes centros urbanos. Situada no continente asiático, é uma realidade desconhecida à maioria dos brasileiros.

Francisco chegou a Mianmar após uma viagem de 14 horas.

O Santo Padre teve um encontro nesta segunda-feira, 27, com lideranças das Forças Armadas de Mianmar, General Min Aung Hlaing, máximo responsável militar birmanês. O encontro, previsto para quinta-feira, 30, foi antecipado. O Papa ficará em Mianmar até esta quinta-feira, 30. De lá segue para Bangladesh, onde ficará até sábado, 2.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Pela primeira vez Papa Francisco visita Miamar, país de maioria budista https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pela-primeira-vez-papa-francisco-visita-miamar-pais-de-maioria-budista/ Mon, 27 Nov 2017 12:53:17 +0000 http://teste.toqueto.com/pela-primeira-vez-papa-francisco-visita-miamar-pais-de-maioria-budista.html O Papa Francisco chegou no início da tarde desta segunda-feira (27/11) em Yangun, Mianmar, primeira etapa desta sua nova viagem à Ásia, que dura até dia 30/11. Enquanto me preparo para visitar Mianmar e Bangladesh, desejo enviar uma palavra de saudação e de amizade aos seus povos. Não vejo a hora de poder encontrá-los!”, escreveu o papa Francisco em seu perfil do Twitter, no último sábado.

“Uma Igreja insignificante, mas muito engajada: assim o Arcebispo de Yangun, Cardeal Bo, define a presença católica em Mianmar.  Minoria num país budista, diferente de outras realidades os católicos não pertencem à elite nem política nem econômica da nação. A Igreja é periférica em todos os sentidos e já põe em prática o sonho do Papa Francisco: uma Igreja pobre para os pobres. De fato, a caridade ocupa grande parte das atividades eclesiais.

Agora que o país está se abrindo ao mundo depois de décadas de isolamento, a Igreja está seguindo os mesmos passos da população. Em entrevista à Rádio Vaticano, a coordenadora de Talitha Kum em Mianmar, Ir. Rebecca Kay, explica que a vulnerabilidade social faz dos birmaneses possíveis vítimas do tráfico.

“Sim, esta é a primeira visita e nós estamos muito orgulhosos disto. Em meio à crise em Mianmar, e o Papa escolheu este país, então estamos muito felizes porque ele nos ama e nos concede seu tempo ao nos visitar. A Igreja Católica em Mianmar é muito pequena, nós somos uma minoria, mas a fé dos católicos é forte. É uma bênção de Deus para nós, porque por muito muito tempo vivemos desconectados da Igreja por causa da situação do país.

A religiosa reitera que o país por um longo período sofreu muito, especialmente as minorias. “A visita do Papa irá nos unir, não só os católicos estão aguardando o Papa, mas também os budistas e outras denominações cristãs darão as boas-vindas ao Papa”, disse.

Neste primeiro dia, Francisco descansa, em preparação aos encontros oficiais da terça-feira, quando se deslocará para a capital Nay Pyi Taw. Eis a agenda do Papa na ex-Birmânia:

PROGRAMAÇÃO:

Terça-feira, 28 de novembro

No início da manhã o Santo Padre celebra de forma privada no Arcebispado, onde almoça. Logo após, se transfere ao Aeroporto de Yangun, distante 18,5 km.

Às 14 horas, o Papa parte para Nay Pyi Taw, onde será recebido às 15h10 pelo Ministro Delegado do Presidente e passa em revista a Guarda..

Às 15h50, a cerimônia de boas-vindas no Palácio Presidencial, com a visita de cortesia ao Presidente às 16 horas, o encontro com os Conselheiros de Estado e Ministros dos Assuntos Externos, às 16h30.

O encontro com as autoridades, com a sociedade civil e o Corpo Diplomático às 17h15 no International Convention Centre, conclui as atividades do Pontífice em Nay Pyi Taw, que retorna para Yangun às 18h20, transferindo-se então para o Arcebispado.

Quarta-feira, 29 de novembro

Às 9h30 o Papa Francisco preside a celebração da Santa Missa no Kyaikkasan Ground.

Às 16h15 encontra o Conselho Supremo “Sangha” dos monges budistas no Kaba Aye Centre e às 17h15 os Bispos de Mianmar na Catedral de St. Mary.

Quinta-feira, 30 de novembro

Às 10h15 o Papa celebra a Missa com os jovens na Catedral de Santa Maria e às 12h45 se despede de Mianmar no Aeroporto internacional de Yangon, de onde parte para a capital de Bangladesh, próxima etapa de sua viagem, às 13h05.

* Os horários indicados são sempre os locais

Por CNBB, com Rádio Vaticano

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