MG - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png MG - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Tragédia de Mariana, consequências de um descaso, diz Dom Steiner https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/tragedia-de-mariana-consequencias-de-um-descaso-diz-dom-steiner/ Mon, 06 Nov 2017 10:05:10 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49373 “A data é a possibilidade de mostrar ao país, à sociedade brasileira as consequências de um descaso. Ela precisa ser lembrada pelo Brasil como expressão do descaso pelo cuidado com a nossa Casa Comum: meio ambiente, a comunidade, a família, as pessoas”. Foi o que afirmou Dom Leonardo Steiner, secretário Geral da CNBB, sobre os dois anos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), completos ontem, domingo, 5.

O desastre ambiental, sem precedentes no Brasil, deixou 19 mortos e os rejeitos da barragem da Mineradora Samarco atingiram mais de 40 cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo. Até agora, as multas ainda não foram pagas, as famílias afetadas não foram devidamente atendidas e nenhum plano de manejo foi implementado. A tragédia também é responsável pela poluição do Rio Doce e dos seus afluentes.

“Um depósito de rejeitos de uma mineradora precisa ter vigilância constante e sérias medidas de prevenção de desastres. O que aconteceu em Mariana não pode ser esquecido. Ainda que se tenha realizado alguma coisa por parte das empresas determinadas pela Justiça, as investigações realizadas nestes últimos dois anos ainda não deram uma resposta condizente com o tamanho da agressão”, enfatizou Dom Steiner.

Para o bispo, nestes dois anos, o Brasil esperou por justiça, esperou que as empresas envolvidas assumissem as responsabilidades pelo acidente e iniciassem planos de efetiva reparação. Dom Steiner aproveitou a data para pedir atenção ao período de chuvas que se aproxima e à necessidade de serem iniciadas frentes de trabalho em atenção às famílias atingidas e à despoluição dos mananciais que formam o rio Doce.

Segundo Dom Steiner, desde a ocorrência da tragédia, a Arquidiocese de Mariana tem-se colocado ao lado dos atingidos, fazendo-se presente em suas vidas no acompanhamento espiritual, no atendimento pastoral, nas celebrações religiosas e também na ajuda no discernimento das decisões e encaminhamentos, favorecendo sua organização, defendendo seus direitos e sua dignidade. De acordo com o bispo, a assistência acontece por meio de Dom Geraldo Lyrio e dos bispos cujas comunidades foram atingidas pela tragédia. “ Sabemos como os pastores carregam no coração as legítimas preocupações do rebanho que lhes foram confiados”, enfatizou.

“Permanecemos unidos aos bispos da região com nossa prece, nossa amizade e renovamos, junto as comunidades de todo o Brasil, o apelo para que a as providências justas sejam urgentemente tomadas em favor das famílias atingidas, da segurança ambiental e do cuidado com a nossa Casa Comum. Seria muito bom que todas as nossas comunidades nas celebrações deste final de semana elevassem a Deus uma prece. A oração como sinal da solidariedade, como pedido de justiça, como expressão da nossa esperança alicerçada na certeza de que Deus não nos abandona”, finalizou Dom Steiner.

Por Canção Nova, com CNBB

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Reitor explica papel dos santuários na missão da Igreja no Brasil https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reitor-explica-papel-dos-santuarios-na-missao-da-igreja-no-brasil/ Wed, 08 Mar 2017 08:06:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44769 Começou na segunda-feira, 6, o 22º Encontro Nacional de Santuários do Brasil. O evento reúne cerca de 120 reitores representantes de santuários, provenientes de diversas partes do país, no Santuário Nossa Senhora da Piedade [foto], em Caeté (MG).

O santuário está localizado a 48 km da capital mineira e a 16 km do município de Caeté, é um cenário de rica beleza natural, no alto da montanha, a 1746 metros de altitude.

Por meio de conferências, os participantes refletirão sobre o Santuário como “lugar de oração, cultura e serviço aos pobres” e “lugar de intercâmbio e cooperação a serviço da Igreja no Brasil”

“A partir dessas temáticas nós vamos nos reunir para trabalhar essa missão específica na diversidade existente em nosso país”, destaca o reitor do Santuário Nossa Senhora da Piedade, padre Fernando César do Nascimento.

O padre explica que os temas do encontro propõem um debate em torno do papel dos santuários na missão evangelizadora da Igreja no Brasil. Para ele, a grande contribuição que têm a dar é ser a expressão de uma “Igreja aberta, em saída, que traduz o Evangelho em sua vida”.

“De que forma? Procurando acolher as pessoas, ou melhor, a pessoa, vivendo a plenitude do Evangelho, acolhendo a pessoa com ela é, e independente do que ela tenha vivido, amando-a e respeitando-a. Dessa forma, vamos colaborar para uma sociedade justa e fraterna. De forma também que as pessoas que vêm ao Santuário, possam voltar para suas paróquias e suas casas irradiando essa verdade”, explica.

Segundo padre Fernando, os santuários também ajudam a “curar as feridas” do povo que recorre a eles em meio às ansiedades do mundo contemporâneo.

“Muitas pessoas chegam aos santuários com feridas muito profundas no seu interior, e os santuários acabam sendo como um ‘bálsamo’ para elas, ajudando a curar essas feridas, reanimando suas vidas. Porque, com toda essa mudança de época, com tanta permissividade do mundo de hoje, está explícito que quem a Deus não tem, nada tem!”, afirmou.

Fluxo de pessoas e a evangelização

O fluxo intenso de fiéis é uma marca dos santuários, sobretudo, os que têm mais destaques, como o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. A Basílica chega a receber 12 milhões de peregrinos por ano. Apesar do grande número, padre Fernando acredita que os santuários conseguem exercer uma proximidade com as pessoas, diferente das paróquias, mas capaz de despertar para uma vida comunitária.

“Nós temos um desafio de, nos santuários, termos uma proximidade no mesmo patamar que nas paróquias, não na mesma ótica paroquial, mas para além do que a paróquia faz. Até porque, no santuário, nós estamos quase, eu diria, 100% voltados para essa dinâmica de acolher de fato essa diversidade. Então, aí entra nossa grande contribuição enquanto santuário: possibilitar às pessoas esse despertar para uma vida em comunidade”.

O Encontro Nacional dos Santuários do Brasil acontece até a sexta-feira, 10.

Por Canção Nova

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