Mês Missionário - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Mês Missionário - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 “Ide e Fazei discípulos meus…” https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/ide-e-fazei-discipulos-meus/ Sat, 17 Oct 2020 14:09:18 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59216 “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quando vos ordenei.” (Mt 28, 19-20a). A tônica do evangelista em concluir o Evangelho com um tom de início, começo revela que a Boa Notícia sempre precisa ser propagada, levada a todos sem quaisquer exceções. Tendo se assentado aos pés do Divino Mestre, faz necessário, um levantar que carregue consigo o transbordamento da experiência vivenciada.

O Ide de Jesus é característica do despojamento, do desprendimento e da saída daquele que se abre à escuta e a alegria pela adesão ao convite do Eterno Chamante. A Igreja tem como missão fazer vida e perpetuação esta convocação. Ela mesma nasceu, tem como essência deste Ide, que se configurou na história de tantos homens e mulheres de boa vontade que entregaram tudo de si, para que, o que eles experimentavam enquanto plenitude, preenchesse os vazios existenciais de muitos.

No que se refere ao “Fazer discípulos todas as nações”, precisa-se levar em consideração que o discipulado, a propagação do Evangelho é fruto do sair de si mesmo e do partir em direção daquele que é o destinatário do mistério salvífico. Uma “Igreja em saída” é ser um povo que caminha para Deus, que parte para o encontro com o outro, no cumprimento do Seu querer. O Papa Francisco a este respeito descreve na sua primeira Exortação Apostólica, A Alegria do Evangelho: “A evangelização é dever da Igreja. […] Trata-se certamente de um mistério que mergulha as raízes na Trindade, mas tem a sua concretização histórica num povo peregrino e evangelizador […]” (EG, n. 111)
Assim uma “Igreja em saída”, compreende a paróquia não como algo que encerra nela mesma, porém como extensão, parte tão ínfima, de uma Instituição (não meramente material) que transcende o tempo e o espaço. A Igreja em Saída é uma Igreja da proximidade, da partilha, da comunhão recíproca e verdadeira. A exemplo do Bom Pastor que está sempre pronto a sair e resgatar a ovelha perdida, desgarrada, deve estar pronto todo o homem que se diz cristão.

Neste viés a proximidade gera vínculo e comprometimento, um abrir-se para a graça. Por meio desta dinâmica se acentua o batismo em Nome da Trindade Santa: “batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, (cf. Mt 28, 19). A própria Trindade se manifesta no transbordar do envio, do envio do amor. O Pai que sendo Amor (cf. 1 Jo 4, 8c) envia o Filho, sendo este o próprio Amado (cf. 1 Jo 4, 14) e o Pai e o Filho enviam o Espírito Santo o Amor doado.

A missão é a unidade da Trindade, é diretriz, o fundamento, o alicerce da vida toda do cristão, no “envio do anúncio, do testemunho e da difusão do mistério da comunhão da Santíssima Trindade” (cf. CEC 738). A saber, que este mistério da comunhão da Santíssima Trindade se estabelece sobretudo no Amor, de tal modo, a vocação missionária necessita ser vivida no Amor.

Vale ponderar que esta pedagogia missionária necessita da adesão livre, consciente e total do discípulo. A vida do discípulo está no agir e pensar em conformidade com o Mestre, que o ensina e o convida a uma vivência sempre mais radicada no seguimento.

A missão é um itinerário de caminhar junto a Cristo. Deixando ser conduzido por seus passos, são eles que motivarão e darão o sentido do caminho a ser percorrido. O discipulado se faz no ouvir, sabendo que o ouvir é sempre ligado na Sagrada Escritura no empenho da obediência, na entrega sem reservas. Somente um coração vazio de si mesmo e abnegado é capaz de ser preenchido por Deus.

O discípulo missionário está sempre em volto do acreditar, celebrar e viver. Acredita porque traz a firme convicção das Palavras por ele ouvidas e anunciadas. E celebra porque vive na certeza que tudo é dom, entrega, oferecimento e presença contínua do Amoroso e Misericordioso. Como diz o Santo Padre o Papa Francisco na Carta Encíclica sobre o Cuidado da Casa Comum: “Deus, que nos chama a uma generosa entrega e a oferecer-Lhe tudo, também nos dá forças e a luz de que necessitamos para prosseguir.[…] Não nos abandona, não nos deixa sozinhos.” (LS n. 245)

A Igreja tem como natureza a missionariedade, desde sua essência é uma Igreja missionária (cf. AG 2). A Missão conduz a vivência radicada no Anúncio, no serviço, na proximidade do povo, no cumprimento e efetividade do mandato de Cristo.

O mandato missionário pode ser entendido como a súmula da Boa Nova do Reino. Nele se expressa o querer salvífico do Pai, que envia seu Filho e o mesmo como enviado do Pai, convoca a todos a serem luz na vida daqueles que jazem nas trevas. Esta incumbência apostólica está impregnada por uma vida que se desinstala, que se coloca na prática concreta do seguimento.

Por fim, a Adesão do discípulo ao convite do seu “Ide e fazei discípulos meus…” se estabelece e se encerra na oblação de si mesmo, para a obra Daquele que envia. O discípulo dará maior adesão à medida que for íntimo de Deus, servo atento, vazio e reconhecer que o êxito da Missão não está em seu ser, senão Naquele que decorre todo bem, providência e Amor.

Pe. Raynner Leonardo

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Mensagem de Sua Santidade o Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2020 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/mensagem-de-sua-santidade-o-papa-francisco-para-o-dia-mundial-das-missoes-2020/ Thu, 01 Oct 2020 12:39:25 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59169 «Eis-me aqui, envia-me» (Is 6, 8)

Queridos irmãos e irmãs!

Desejo manifestar a minha gratidão a Deus pelo empenho com que, em outubro passado, foi vivido o Mês Missionário Extraordinário em toda a Igreja. Estou convencido de que isso contribuiu para estimular a conversão missionária em muitas comunidades pela senda indicada no tema «Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo».

Neste ano, marcado pelas tribulações e desafios causados pela pandemia do covid-19, este caminho missionário de toda a Igreja continua à luz da palavra que encontramos na narração da vocação do profeta Isaías: «Eis-me aqui, envia-me» (Is 6, 8). É a resposta, sempre nova, à pergunta do Senhor: «Quem enviarei?» (Ibid.). Esta chamada provém do coração de Deus, da sua misericórdia, que interpela quer a Igreja quer a humanidade na crise mundial atual. «À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas, ao mesmo tempo, importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados “vamos perecer” (cf. Mc 4, 38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar a estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos» (Francisco, Meditação na Praça de São Pedro, 27/III/2020). Estamos verdadeiramente assustados, desorientados e temerosos. O sofrimento e a morte fazem-nos experimentar a nossa fragilidade humana; mas, ao mesmo tempo, todos nos reconhecemos participantes dum forte desejo de vida e de libertação do mal. Neste contexto, a chamada à missão, o convite a sair de si mesmo por amor de Deus e do próximo aparece como oportunidade de partilha, serviço, intercessão. A missão que Deus confia a cada um faz passar do «eu» medroso e fechado ao «eu» resoluto e renovado pelo dom de si.

No sacrifício da cruz, onde se realiza a missão de Jesus (cf. Jo 19, 28-30), Deus revela que o seu amor é por todos e cada um (cf. Jo 19, 26-27). E pede-nos a nossa disponibilidade pessoal para ser enviados, porque Ele é Amor em perene movimento de missão, sempre em saída de Si mesmo para dar vida. Por amor dos homens, Deus Pai enviou o Filho Jesus (cf. Jo 3, 16). Jesus é o Missionário do Pai: a sua Pessoa e a sua obra são, inteiramente, obediência à vontade do Pai (cf. Jo 4, 34; 6, 38; 8, 12-30; Heb 10, 5-10). Por sua vez, Jesus – crucificado e ressuscitado por nós –, no seu movimento de amor atrai-nos com o seu próprio Espírito, que anima a Igreja, torna-nos discípulos de Cristo e envia-nos em missão ao mundo e às nações.

«A missão, a “Igreja em saída” não é um programa, um intuito concretizável por um esforço de vontade. É Cristo que faz sair a Igreja de si mesma. Na missão de anunciar o Evangelho, moves-te porque o Espírito te impele e conduz (Francisco, Sem Ele nada podemos fazer, 2019, 16-17). Deus é sempre o primeiro a amar-nos e, com este amor, vem ao nosso encontro e chama-nos. A nossa vocação pessoal provém do facto de sermos filhos e filhas de Deus na Igreja, sua família, irmãos e irmãs naquela caridade que Jesus nos testemunhou. Mas, todos têm uma dignidade humana fundada na vocação divina a ser filhos de Deus, a tornar-se, no sacramento do Batismo e na liberdade da fé, aquilo que são desde sempre no coração de Deus.

Já o fato de ter recebido gratuitamente a vida constitui um convite implícito para entrar na dinâmica do dom de si mesmo: uma semente que, nos batizados, ganhará forma madura como resposta de amor no matrimónio e na virgindade pelo Reino de Deus. A vida humana nasce do amor de Deus, cresce no amor e tende para o amor. Ninguém está excluído do amor de Deus e, no santo sacrifício de seu Filho Jesus na cruz, Deus venceu o pecado e a morte (cf. Rom 8, 31-39). Para Deus, o mal – incluindo o próprio pecado – torna-se um desafio para amar, e amar cada vez mais (cf. Mt 5, 38-48; Lc 23, 33-34). Por isso, no Mistério Pascal, a misericórdia divina cura a ferida primordial da humanidade e derrama-se sobre o universo inteiro. A Igreja, sacramento universal do amor de Deus pelo mundo, prolonga na história a missão de Jesus e envia-nos por toda a parte para que, através do nosso testemunho da fé e do anúncio do Evangelho, Deus continue a manifestar o seu amor e possa tocar e transformar corações, mentes, corpos, sociedades e culturas em todo o tempo e lugar.

A missão é resposta, livre e consciente, à chamada de Deus. Mas esta chamada só a podemos sentir, quando vivemos numa relação pessoal de amor com Jesus vivo na sua Igreja. Perguntemo-nos: estamos prontos a acolher a presença do Espírito Santo na nossa vida, a ouvir a chamada à missão quer no caminho do matrimónio, quer no da virgindade consagrada ou do sacerdócio ordenado e, em todo o caso, na vida comum de todos os dias? Estamos dispostos a ser enviados para qualquer lugar a fim de testemunhar a nossa fé em Deus Pai misericordioso, proclamar o Evangelho da salvação de Jesus Cristo, partilhar a vida divina do Espírito Santo edificando a Igreja? Como Maria, a Mãe de Jesus, estamos prontos a permanecer sem reservas ao serviço da vontade de Deus (cf. Lc 1, 38)? Esta disponibilidade interior é muito importante para se conseguir responder a Deus: Eis-me aqui, Senhor, envia-me (cf. Is 6, 8). E isto respondido não em abstrato, mas no hoje da Igreja e da história.

A compreensão daquilo que Deus nos está a dizer nestes tempos de pandemia torna-se um desafio também para a missão da Igreja. Desafia-nos a doença, a tribulação, o medo, o isolamento. Interpela-nos a pobreza de quem morre sozinho, de quem está abandonado a si mesmo, de quem perde o emprego e o salário, de quem não tem abrigo e comida. Obrigados à distância física e a permanecer em casa, somos convidados a redescobrir que precisamos das relações sociais e também da relação comunitária com Deus. Longe de aumentar a desconfiança e a indiferença, esta condição deveria tornar-nos mais atentos à nossa maneira de nos relacionarmos com os outros. E a oração, na qual Deus toca e move o nosso coração, abre-nos às carências de amor, dignidade e liberdade dos nossos irmãos, bem como ao cuidado por toda a criação. A impossibilidade de nos reunirmos como Igreja para celebrar a Eucaristia fez-nos partilhar a condição de muitas comunidades cristãs que não podem celebrar a Missa todos os domingos. Neste contexto, é-nos dirigida novamente a pergunta de Deus – «quem enviarei?» – e aguarda, de nós, uma resposta generosa e convicta: «Eis-me aqui, envia-me» (Is 6, 8). Deus continua a procurar pessoas para enviar ao mundo e às nações, a fim de testemunhar o seu amor, a sua salvação do pecado e da morte, a sua libertação do mal (cf. Mt 9, 35-38; Lc 10, 1-11).

Celebrar o Dia Mundial das Missões significa também reiterar que a oração, a reflexão e a ajuda material das vossas ofertas são oportunidades para participar ativamente na missão de Jesus na sua Igreja. A caridade manifestada nas coletas das celebrações litúrgicas do terceiro domingo de outubro tem por objetivo sustentar o trabalho missionário, realizado em meu nome pelas Obras Missionárias Pontifícias, que acodem às necessidades espirituais e materiais dos povos e das Igrejas de todo o mundo para a salvação de todos.

A Santíssima Virgem Maria, Estrela da Evangelização e Consoladora dos Aflitos, discípula missionária do seu Filho Jesus, continue a amparar-nos e a interceder por nós.

Roma, em São João de Latrão, na Solenidade de Pentecostes, 31 de maio de 2020.

Francisco

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Pontifícias Obras Missionárias enviam materiais da Campanha Missionária https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/pontificias-obras-missionarias-enviam-materiais-da-campanha-missionaria/ Wed, 03 Jul 2019 03:48:33 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56009 Os materiais da Campanha Missionária, que colaboram com a animação do Mês Missionário Extraordinário, já estão sendo enviados a todas as Arquidioceses, Dioceses e Prelazias do Brasil. Ao todo são mais de 60 toneladas de materiais, compostos pelo subsídio da novena missionária, cartazes, santinhos e envelopes para o Dia Mundial das Missões. Durante a semana, a equipe de colaboradores das POM estará empenhada no trabalho de envio destes materiais. A cruz missionária, símbolo escolhido para motivar o mês missionário nas dioceses, também está sendo enviada.

Neste ano, a Campanha Missionária vai apresentar uma novidade com relação aos vídeos da novena. Com a constante evolução da tecnologia e em resposta ao crescente uso da internet, os DVDs com os vídeos de testemunhos missionários foram substituídos por pencards, podendo ser compartilhados em todas as paróquias que compõem a diocese. Os testemunhos também estarão disponíveis no site e nas redes sociais das POM. Os vídeos foram produzidos em parceria com a TV Aparecida, que terá uma programação especial durante o mês de outubro.

Pe. Maurício Jardim, diretor nacional das POM, destaca que esta Campanha Missionária está sendo produzida há bastante tempo. “Esperamos que estes materiais colaborem para que o mês de outubro seja bem preparado. Estamos enviando com antecedência às dioceses, esperando que os subsídios cheguem a todas as paróquias e comunidades, podendo ser instrumento de animação do Mês Missionário Extraordinário”, lembrou o diretor.

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Tema do Mês Missionário Extraordinário anima seminário de especialistas em missiologia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/tema-do-mes-missionario-extraordinario-anima-seminario-de-especialistas-em-missiologia/ Tue, 11 Jun 2019 00:42:08 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55715 “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”. O tema do Mês Missionário Extraordinário (MME), marcado para outubro deste ano, vai animar as reflexões do Seminário de Missiologia, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento ocorre a partir desta segunda-feira, 10, até sexta-feira, 14, no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília (DF).

O evento reúne especialistas, mestres e doutores em Missiologia, que farão aprofundamento da reflexão sobre a missão, com uma ênfase especial sobre a missão ad gentes, em sintonia com a temática do MME.

Neste ano, as várias atividades da Comissão para a Ação Missionária da CNBB têm acolhido as inspirações do Papa Francisco e mantido sintonia com a proposta do itinerário oferecida pela CNBB para o Mês Missionário Extraordinário.

O objetivo do Papa Francisco com o MME é “despertar em medida maior a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral”. O Papa pede “que o Mês Missionário Extraordinário se torne uma ocasião de graça intensa e fecunda para promover iniciativas e intensificar de modo particular a oração – alma de toda a missão -, o anúncio do Evangelho, a reflexão bíblica e teológica sobre a missão, as obras de caridade cristã e as ações concretas de colaboração e solidariedade entre as Igrejas”.

Objetivos e metodologia
O evento vai oferecer aos missiólogos a oportunidade de partilha de estudos, pesquisas, reflexões e aprofundamento. A proposta também visa o incentivo à produção da reflexão sobre a missão e evangelização; a promoção de espaços para o diálogo sobre os meios para despertar e fomentar, nos cristãos, a consciência da missão ad gentes; além de mobilização dos missiólogos e missiológas do Brasil para uma caminhada sinodal e de comunhão.

A metodologia do encontro tem como ponto de partida a motivação dos trabalhos a partir das seguintes reflexões: “A missão ad gentes no magistério da Igreja, a partir do Vaticano II”, com assessoria do bispo emérito de Tiralán-Liberia, na Costa Rica, dom Vittorino Girardi; e “Missão ad gentes e o processo de colonização e de descolonização”, conduzida pelo ex-diretor do CCM, padre Estevão Raschietti.

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Igreja em saída https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/igreja-em-saida/ Wed, 04 Oct 2017 09:09:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48828 A missão é constitutiva da identidade da Igreja chamada pelo Senhor a evangelizar todos os povos. Sua razão de ser e agir como fermento e como alma da sociedade, que deve renovar-se em Cristo e transformar-se em família de Deus. Neste ano em que comemoramos o 10º aniversário da V Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho em Aparecida recordamos a importância da “missão permanente” dos discípulos missionários para que nossos povos em Cristo tenham vida. É o momento de animar a vocação missionária dos cristãos, fortalecer as raízes de sua fé e despertar sua responsabilidade para que todas as comunidades cristãs ponham-se em estado dessa missão permanente. Trata-se de despertar, nos cristãos, a alegria do Evangelho para uma igreja em saída e a fecundidade de serem discípulos de Jesus Cristo, celebrando com verdadeiro gozo o “estar-com-Ele” e o “amar-com-Ele”, para serem enviados para a missão.

A missão nos leva a viver o encontro com Jesus num dinamismo de conversão pessoal, pastoral e eclesial, capaz de impulsionar à santidade e ao apostolado os batizados e de atrair pelo contágio os que abandonaram a caminho, os que estão distantes do influxo do Evangelho e os que ainda não experimentaram o dom da fé. Outubro é o mês missionário, um dos meses temáticos, assim como o mês de agosto é dedicado às vocações e setembro à Bíblia. Depois de termos iniciado no hemisfério sul a primavera, outubro é um tempo forte para se intensificar as orações e os trabalhos de missão. A dimensão missionária é a mais profunda identidade da Igreja, ou como recorda o Papa Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial das missões: “A missão no coração da fé cristã”. A Igreja existe para continuar a missão de Cristo aqui na terra. No primeiro dia do mês a Igreja celebramos o dia de Santa Terezinha do Menino Jesus, a padroeira das missões. Uma santa doutora da Igreja que faleceu aos 24 anos, no convento, conhecida por ser uma santa com vida simples sem feitos extraordinários, mas que caminhou pela “pequena via” da missão evangelizadora. Por ser a padroeira das missões, o exemplo da vida de Santa Terezinha faz com que todos os cristãos se sintam compromissados com a evangelização, em levar a Palavra de Deus a todos os lugares e a todas as pessoas sendo o “coração da Igreja”.

A intenção em outubro é promover uma conscientização para entusiasmar os fiéis cristãos na missão de cada um. Os religiosos, religiosas, sacerdotes, membros de novas comunidades, são missionários e assim denominados, mas os leigos também têm o dever de evangelizar.

Devido este caráter missionário da Igreja, no Brasil este ano temos como tema do mês missionário: A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída” e o lema: “Juntos na missão permanente “A Missão do Messias vem do Deus da vida e por isso, traz libertação para quem sofre algum tipo de escravidão. Hoje, Jesus nos desafia a assumirmos essa mesma Missão”, complementa.

Quando falamos da atividade missionária da comunidade eclesial, precisamos passar da missão à missionariedade, do objeto (o que fazer) ao sujeito (quem vai fazer) do mandato missionário. Não é suficiente perceber a necessidade da missão, mas é fundamental tomar consciência de que toda a Igreja, e nela cada batizado ou batizada, é o sujeito da missão. Fica, pois, muito claro que toda a Igreja é por sua natureza missionária.

Os cristãos não podem permanecer passivos, reduzindo, muitas vezes, sua pertença eclesial a momentos rituais. É preciso colocar toda a Igreja em “estado permanente de missão”. A Igreja é toda missionária em seus membros que agem de diversos modos, de acordo com a multiplicidade e a variedade dos carismas e dons. É em cada um de seus membros que a comunidade cristã coloca-se a serviço da evangelização e é enviada para pregar o Evangelho a toda a criatura.

A Igreja missionária a serviço do Evangelho faz dela uma de suas características fundamentais. Optar pelo pobre “é condição necessária e irrenunciável do caráter evangélico da ação da Igreja.” (CNBB Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora, 194) É claro que assumir, sem meios termos, a causa dos excluídos e excluídas exige uma verdadeira reviravolta na própria vida. É preciso entrar naquele processo de “metânoia” (mudança de mentalidade) do qual fala o Evangelho.

Todas as famílias e comunidades são convidadas a viverem com maior intensidade o Mês das Missões. Com isso, a nossa Igreja no Brasil se fortalece e se abre com maior generosidade para a Missão Universal além-fronteiras. Conforme o apelo do papa Francisco, “não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário!” (EG 80).

Rezemos a oração do mês missionário 2017: “Deus de misericórdia, que enviaste o Teu Filho Jesus Cristo e nos sustentas com a força do Espírito Santo, ensina-nos a caminhar juntos e, a exemplo de Maria, nossa Mãe Aparecida, na celebração dos 300 anos do encontro da imagem, sejamos, em toda a parte, testemunhas proféticas da alegria do Evangelho para uma Igreja em saída. Amém”.

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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Cardeal Filoni anuncia que o Papa aceitou proposta de Mês Missionário https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-filoni-anuncia-que-o-papa-aceitou-proposta-de-mes-missionario/ Fri, 02 Jun 2017 09:13:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46588 O Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, anunciou a aprovação da convocatória “para toda a Igreja, a um mês extraordinário dedicado à oração, à caridade, à catequese e à reflexão teológica sobre a Missão”, segundo informou o jornal italiano ‘La Stampa’. O evento será celebrado durante o mês de outubro nos 100 anos da Carta Apostólica ‘Maximum Illud’ de Bento XV.

O Mês Missionário “não se reduzirá à comemoração deste texto do Magistério papal, tão crucial para a missionaridade de toda a Igreja, mas será, sobretudo, a ocasião para reavivar em todos uma verdadeira conversão missionária e um autêntico discernimento pastoral para que todos, fiéis e pastores, vivam em estado permanente de missão”, anunciou o purpurado.

O Prefeito recordou o chamado do Pontífice “a reavivar o ardor e a paixão dos Santos e dos mártires, sem os quais nos reduziríamos a uma ONG que reúne e distribui ajudas materiais e subsídios” e relacionou o magistério da “Maximum Illud” com os estímulos missionários atuais do Papa Francisco.

O Papa Bento XV em seu documento se refere à Evangelização como “a grande e santíssima missão confiada aos seus discípulos por Nosso Senhor Jesus Cristo”. Além disso, exortou aos prelados a ser “a alma” da missão, “pois convêm que quantos na vinha do Senhor trabalham de um modo ou de outro sintam por própria experiência que o superior da Missão é pai vigilante e solícito, cheio de caridade, que abraça tudo e a todos com o maior afeto; que sabe alegrar-se em suas prosperidades, condoer-se de suas desgraças, infundir vida e alento aos seus projetos e louváveis empresas, prestando-lhes seu concurso, e interessar-se por tudo o de seus súditos como por suas próprias coisas”.

O Pontífice recomendou aos missionários evitem a influência dos nacionalismos, viver com espírito de pobreza para não deter-se em realidades alheias às espirituais, preparar-se diligentemente intelectual e tecnicamente, aprender as línguas indígenas e fomentar antes de tudo a santidade de vida. Aos fiéis solicitou animar as missões com a oração, o fomento das vocações e a contribuição material.

Por Gaudium Press

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