mês da Bíblia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png mês da Bíblia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Mês da Bíblia é celebrado com diversas atividades nas paróquias da Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/mes-da-biblia-e-celebrado-com-diversas-atividades-nas-paroquias-da-diocese-de-uruacu/ Sat, 25 Sep 2021 13:00:37 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=61239 Atividades têm o intuito de anunciar a palavra de Deus e destacar a importância da Bíblia para os cristãos

Desde 1971, no Brasil, o mês de setembro é destinado à celebração da Bíblia, são 50 anos de tradição na Igreja Católica em todo o país. Para celebrar a data, a Diocese de Uruaçu, juntamente com suas paróquias, organizou diversas atividades com o objetivo de auxiliar os fiéis a utilizar a palavra de Deus no dia a dia.

Na Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Itapaci (GO), o grupo Maranatha organizou, pelo segundo ano consecutivo, a meditação do evangelho do dia. Durante todo o mês de setembro, um jovem da paróquia dedica alguns minutos do seu dia, por meio de um vídeo de cinco a dez minutos, para ler e explicar um evangelho com a proposta de anunciar a palavra de Deus.

Matheus Vilela fala sobre a iniciativa de colocar os jovens para estudar a palavra de Deus.

Um dos coordenadores do grupo Maranatha, Matheus Vilela, fala sobre a iniciativa de colocar os jovens para estudar a palavra de Deus. “É uma participação que dá a oportunidade do jovem demonstrar com suas palavras o que ele entende em relação ao evangelho daquele dia. Cada um medita da forma que ele entende, e cada um tem algo a transmitir. O que trouxe esse projeto foi o intuito de levar a palavra de Deus a outras pessoas através dos Evangelhos”, enfatiza. Matheus, frisa ainda sobre os benefícios dessa atividade na vida dos jovens da paróquia e da comunidade. “Através de cada um aprendemos algo novo. Deus fala conosco de diversas formas e cada um tem algo para trazer. Isso nos ajuda a crescer espiritualmente e aumentar nossa fé. Outro ponto importante é o envolvimento de nossos jovens com as atividades da Igreja, além de atingir, principalmente aqueles jovens que estão fora da Igreja”, ressalta.

Outra tarefa que a Pascom de Itapaci está realizando neste mês é a entrada com a Bíblia e a vela durante as missas dominicais. Umas das agentes da Paróquia, Laryssa Abreu, reforça o valor desse livro para os fiéis. “A Bíblia Sagrada é o instrumento eficaz que nos leva a alcançar a verdadeira sabedoria. Através de sua leitura, orante e atenta, experimentamos escutar o Senhor nos moldando, ensinando, inspirando e oferecendo respostas a nossos anseios. É uma experiência de fé e renovação para quem se propõe a sua leitura e vivência”, enfatiza.

A Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Rialma (GO), está praticando algumas ações como: Lectio Divina, momento de leitura, contemplação, oração, meditação da palavra de Deus e realizando publicações semanais nas redes sociais da paróquia sobre o evangelho de Marcos. Essas atividades foram pensadas com o propósito de permitir que a pessoa adentre no texto bíblico e perceba a mensagem atualizada de Deus para a sua vida e para a humanidade. A agente Daryane Evelyn, da Pascom de Rialma diz que a escolha de publicar ensinamentos semanais sobre o evangelho de Marcos foi em razão do calendário litúrgico. “O Ano Litúrgico B, que iniciamos em dezembro de 2020, traz como destaque o evangelho de São Marcos, com o objetivo de esclarecer quem de fato é Jesus, para evitar distorções em seu seguimento. O centro desse evangelho é o segredo messiânico”, esclarece.

Padre Peter Olas da Eslováquia, com tradução simultânea do padre Rogério Alves, falou sobre as chaves para entender o Apocalipse.

O mês da Bíblia movimentou também a Paróquia São Sebastião de Uruaçu, que está realizando a live ‘Pão da Vida’, de segunda a sábado, durante todo o mês de setembro. A Paróquia realiza ainda todo sábado uma formação de um tema bíblico e uma formação presencial sobre Lectio Divina. Os dois primeiros sábados do mês de setembro, o padre Peter Olas da Eslováquia, com tradução simultânea do padre Rogério Alves, falou sobre as chaves para entender o Apocalipse. E o terceiro sábado o padre Rogério, que está na Terra Santa fazendo Mestrado, ministrou a live com o tema ‘Ser servo de Cristo segundo a carta aos Colossenses. Jéssica Marques, que é vice coordenadora da Pascom de Uruaçu, destaca que os temas foram escolhidos com base em uma pesquisa feita pelo pároco padre André Luis do Vale, e a montagem da programação na diocese foi pensado no que os fiéis queriam aprender. “Como setembro é o mês de referência para o estudo, meditação e contemplação da palavra de Deus, o objetivo dessas atividades é promover o conhecimento e despertar o interesse da comunidade pela Palavra. As temáticas foram definidas de acordo com os assuntos que a comunidade queria estudar”, complementa.

A vice-coordenadora destaca que essas atividades auxiliam os cristãos ver a Bíblia, não apenas como um livro comum, mas como um instrumento para enxergarem quem realmente são diante de Deus. “A Bíblia é o livro mais importante para nós cristãos. Estão contidos nela os ensinamentos que Cristo nos deixou, e tudo que está escrito na palavra deve ter influência e refletir em nossas vidas. Não devemos apenas ler, mas ter um encontro com essa palavra que é viva. O Senhor nos deixou esses ensinamentos para que possamos compreender, temer, respeitar e amá-lo sobre todas as coisas”, finaliza.

Por: Ageu Macedo – Estudante de Jornalismo da PUC Goiás. Supervisão: Jornalista Fúlvio Costa.

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Palavra que converte https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/palavra-que-converte/ Wed, 25 Sep 2019 13:57:22 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56806 Seguimos, neste mês de setembro, com o aprofundamento sobre o tema do mês da Bíblia. A Palavra divina ilumina a existência humana e leva as consciências de reverem em profundidade a própria vida, porque toda a história da humanidade está sob o olhar de Deus: “Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os seus anjos, sentar-Se-á, então, no seu trono de glória. Perante Ele reunir-se-ão todas as nações” (Mt 25, 31-32). Em nossos dias, nos detemos muitas vezes superficialmente no valor do instante que passa, como se fosse irrelevante para o futuro. Diversamente, o Evangelho recorda-nos que cada momento da nossa existência é importante e deve ser vivido intensamente, sabendo que cada um deverá prestar contas da própria vida. No capítulo vinte e cinco do Evangelho de Mateus, o Filho do Homem considera como feito ou não feito a Si aquilo que tivermos feito ou deixado de fazer a um só dos seus “irmãos mais pequeninos” (25, 40.45): “Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; estava nu e me vestistes; adoeci e me fostes visitar; estive na prisão e fostes ter comigo” (25, 35-36). Deste modo, é a própria Palavra de Deus que nos recorda a necessidade do nosso compromisso no mundo e a nossa responsabilidade diante de Cristo, Senhor da História. Quando anunciamos o Evangelho que é luz para iluminar os caminhos, exortamo-nos reciprocamente a cumprir o bem e a empenhar-nos pela justiça, pela reconciliação e pela paz (Cf. Bento XVI, Verbum Domini, 99).

Dentro ainda dessa necessidade de revalorizar a presença da Palavra de Deus na vida e na ação da Igreja e já nos preparando para o início do mês missionário extraordinário o Papa Francisco comenta que toda a evangelização está fundada sobre esta Palavra escutada, meditada, vivida, celebrada e testemunhada. A Sagrada Escritura é fonte da evangelização. Por isso, é preciso formar-se continuamente na escuta da Palavra. A Igreja não evangeliza, se não se deixa continuamente evangelizar. É indispensável que a Palavra de Deus «se torne cada vez mais o coração de toda a vida da Igreja. A Palavra de Deus ouvida e celebrada, sobretudo na Eucaristia, alimenta e fortalece interiormente os cristãos e torna-os capazes de um autêntico testemunho evangélico na vida diária. O estudo e a intimidade com a Sagrada Escritura deve ser uma porta aberta para todos os crentes. A vida cristã requer a familiaridade com a Palavra de Deus. Nós não procuramos Deus tateando, nem precisamos de esperar que Ele nos dirija a palavra, porque realmente Deus já nos falou, já não é o grande desconhecido, mas mostrou-Se a Si mesmo. Acolhamos o tesouro sublime da Palavra revelada! (Cf. Papa Francisco, Evangelii Gaudium 174).

Cada domingo temos um grande riqueza da Palavra que é anunciada e deve iluminar nossas vidas. Neste 25º domingo do Tempo Comum, a palavra segue nos acompanhando. Neste ano em que lemos o Evangelho de Lucas deixemo-nos guiar pelo seu testemunho da boa notícia. O Evangelho deste domingo (Lc 16, 1-13), nos traz a parábola do administrador infiel, mostrando o quanto as pessoas são espertas quando se trata de defender seus interesses financeiros ou suas metas:

Naquele tempo: Jesus dizia aos discípulos: ‘Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz.

Segundo o costume da época, o administrador tinha o direito de conceder empréstimo com os bens do seu senhor. Como ele não era remunerado por isso, ele se indenizava aumentando no recibo o valor do empréstimo. Assim, na hora do reembolso ficava com a diferença como um acréscimo que era o seu juro. Aqui na parábola, o administrador renuncia obter lucro dos juros para que assim possa obter benefícios futuros, passando a imagem de ter dado favorecimento aos seus clientes.

O administrador infiel usa de inteligência para resolver sua futura situação de necessidade, e faz isso renunciando aos seus lucros indevidos. É evidente que Cristo não usa esta parábola como motivo de aprovar essa conduta, mas ressalta e louva a dedicação do personagem da parábola em tirar proveito material de sua antiga situação de administrador. Jesus quer que na salvação da alma e na propagação do Reino de Deus apliquemos pelo menos a mesma sagacidade e o mesmo esforço que colocam os homens em seus negócios materiais ou em alcançar um ideal humano. O fato de que contamos com a Graça de Deus não nos exime de colocar todos os meios humanos honestos e possíveis para levar uma vida de conversão, mesmo que isso possa levar a esforço heroico. Os homens colocam um enorme esforço em alcançar seus ideais terrenos de fama, riqueza, honra e beleza. O Senhor nos convida a que tenhamos um empenho igual ou maior para levar uma vida cristã autêntica e na propagação do Reino de Deus. E continua:

E eu vos digo: Usai o dinheiro injusto para fazer amigos,

pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas.

O texto, ao falar sobre as riquezas injustas, se refere aos bens deste mundo que são adquiridos por procedimentos injustos. A misericórdia divina é tão grande que esta mesma riqueza injusta pode ser motivo de recuperação por meio da restituição, dos pagamentos de danos e prejuízos e depois excedendo nas esmolas, no incentivo às fontes de trabalho e bens, como foi visto em outra parte do Evangelho no caso de Zaqueu, chefe dos publicanos que se com prometeu a restituir o quádruplo do que tinha roubado e entregar metade dos seus bens aos mais necessitados.

Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes,

e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes.

Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?

Quando Cristo fala da fidelidade no pouco, faz referência às riquezas, pois estas são muito pouca coisa comparadas com os bens espirituais. Se o ser humano é fiel, generoso e desprendido no uso das riquezas efêmeras, receberá então o prêmio da vida eterna, a riqueza definitiva. Podemos também considerar o aspecto de que a vida humana, por suas circunstâncias próprias, é um aglomerado de coisas pequenas: quem não se dá conta disso, não poderá realizar as coisas grandes.

Podemos também considerar que a parábola do administrador infiel é uma imagem da vida do homem: tudo o que temos é dom de Deus: somos seus administradores e cedo ou tarde devemos prestar contas do que nos foi confiado. Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.’

Se as pessoas são espertas no cuidado com as coisas perecíveis e supérfluas, devemos ser nós também espertos em relação à aquisição dos bens eternos. A dificuldade que as pessoas possam ter de configurar sua vida mais a Cristo numa vida de santidade está em que não se começa a ser fiel nas pequenas coisas. A ousadia dos maus vai se alimentando da timidez dos bons. Se o ser humano tem a habilidade de ser esperto para o mal, pode ele também ser esperto para o bem e para andar em uma vida de conversão cada vez mais. Que tenhamos ousadia, que sejamos espertos em fazer nossa parte de bem onde nos seja possível.

Por outro lado, essa esperteza aparece também no livro do profeta Amós, na primeira leitura (Am 8, 4-7):

Ouvi isto, vós que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; vós que andais dizendo: Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos, e adulterar balanças, dominar os pobres com dinheiro

e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?’ Por causa da soberba de Jacó, jurou o Senhor: ‘Nunca mais esquecerei o que eles fizeram.

Faz parte da temática geral presente no Livro do profeta Amós a crítica à ganância de bens. E a crítica feita por Amós é exatamente pelo fato que a abundância de alguns passa necessariamente pela deficiência de outros e a de colocar o dinheiro como deus próprio de alguns. A denúncia de Amós se apresenta ainda como uma denúncia pertinente aos nossos dias, onde dentro de uma lógica do lucro desenfreado, se é capaz de reduzir o outro e a própria criação a meros instrumentos. Quanta exploração encontramos em relação aos irmãos. É nesse sentido que a vivência do Evangelho nos leva a consequências sociais muito claras. Não é por uma ideologia política que buscamos a justiça social, mas é uma questão de Evangelho. A palavra de Deus nos faz pensar no outro com carinho, como nosso irmão e não como objeto de exploração. Curiosamente é isso mesmo que nos fala a segunda leitura (1Tm 2, 1-8), quando nos convida a rezar pelos governantes:

Caríssimo: Antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens; pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador; ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, que se entregou em resgate por todos. Este é o testemunho dado no tempo estabelecido por Deus, e para este testemunho eu fui designado pregador e apóstolo, e – falo a verdade, não minto – mestre das nações pagãs na fé e na verdade. Quero, portanto, que em todo lugar os homens façam a oração, erguendo mãos santas, sem ira e sem discussões.

Infelizmente vemos a ação dos responsáveis das ações pautada primeiramente no interesse próprio e deixando a questão do bem comum quase que em último lugar. É por esse motivo que a oração pelos governantes se apresenta como realidade constante na vida da nossa liturgia, para que governem com justiça e velem pelos interesses do povo. Os políticos e todos aqueles que pertencem à esfera do serviço público, dentro de uma realidade democrática, são representantes do povo, são servidores. Peçamos que nossos políticos não sejam corrompidos pelo exercício do poder nem das facilidades inerentes à sua função, mas que sejam promotores de paz e fraternidade. Eis aí algumas das consequências do Evangelho e da Palavra de Deus que nos foi dirigida.

A segunda leitura ainda segue falando da mediação única de Cristo e do desejo e oportunidade de salvação oferecidos aos homens de toda a terra e de todos os tempos. Paulo lembra também o horizonte da universalidade da salvação: é desejo do coração de Deus que todos os homens tenham acesso à plenitude que só o Evangelho pode oferecer. Um dos motivos da atividade evangelizadora da Igreja está exatamente nesse desejo de que todos os homens possam conhecer a verdade do Evangelho e passem a ter vida e vida em abundância.

Tantas são as consequências da vida que experimentamos de pessoas que vivem somente centradas em si mesmas, trazendo uma sociedade de injustiças e violências. Rezemos por nossos governantes para que governem com justiça; que não façamos de nós, vidas que servem ao dinheiro e que mesmo que tenhamos bens que os utilizemos para ajudar os outros, nunca para oprimir os outros. Que saibamos valorizar a dignidade humana. Que a palavra do Senhor nos faça caminhar mudando essa sociedade: homens novos a partir da novidade do Evangelho. Que Deus nos abençoe a todos.

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro

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Ministério e celebração da Palavra https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/ministerio-e-celebracao-da-palavra/ Thu, 12 Sep 2019 19:21:48 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56738 Estamos no mês da Bíblia e voltamos a refletir sobre a importância das celebrações da Palavra de Deus. É inquestionável a veneração da Palavra na vida e missão da Igreja de todos os tempos, mas nem sempre se lhe deu o devido valor de culto (cf. OLM 10). Prova disso é a dificuldade dos fiéis em participar de celebrações da Palavra. Por vezes ainda não lhe damos o devido valor celebrativo, como forma de presença do Senhor entre nós (cf. Jo 1, 14). Nosso objetivo, portanto, será ajudar na descoberta da “sacramentalidade” que as celebrações da Palavra proporcionam (VD 56).

Para atingirmos esse patamar litúrgico de justa valorização da Palavra de Deus é preciso que a mesma seja bem celebrada nas comunidades, com pessoas devidamente preparadas e dignas. Por isso a CNBB, no início deste ano de 2019, emitiu novo documento: “Ministério e Celebração da Palavra” (Doc. CNBB 108), como subsídio que contém “Fundamentação bíblico-teológica e orientações pastorais do Magistério Universal e da CNBB, com relação aos ministérios em geral e, em particular, ao ministério da Palavra…confiado aos cristãos leigos e leigas” (n. 1). Portanto, esse documento se ocupa especificamente do ministério da Palavra, confiado aos cristãos não ordenados. Estes, por sua vez, podem ser chamados a cooperar no exercício do ministério da Palavra (CDC cân 759) e somente atingirão seu verdadeiro valor pastoral se estiverem unidos e orientados pelos seus pastores (cf. nn. 2-3); o que exige um plano de formação inicial e o devido acompanhamento posterior. O presente documento deseja colaborar na colocação de fundamentos para tal, apresentando diversos capítulos para a formação:

  • Ministério da Palavra no Novo Testamento: Apresenta os diversos chamados e enviados para o anúncio da Palavra, no início da era cristã;
  • A Eficácia da Palavra Anunciada: É Deus que fala pela boca dos seus enviados;
  • O Ministério da Palavra no Ensinamento do Concílio Vaticano II: Admitem-se homens ou mulheres, admitidos pelo bispo, para dirigir a celebração da Palavra;
  • O Ministério da Palavra no Magistério Eclesiástico após o Concílio: Há importantes afirmações em vários documentos. Destacamos a de Bento XVI: “as celebrações da Palavra são ocasiões privilegiadas de encontro com o Senhor” (VD 65);
  • A Celebração da Palavra de Deus: “As divinas Escrituras sempre foram veneradas como o próprio Corpo do Senhor pela Igreja” (DV 21). Assim, as celebrações dominicais da Palavra não são novidade pós-conciliar. Toda celebração conterá estes elementos: Deus reúne; o Povo atende; Deus dirige sua Palavra; os fiéis escutam e respondem com fé; a assembleia louva e Deus abençoa seu Povo e o envia em missão;
  • Ritos da Celebração da Palavra: Ritos iniciais, Liturgia da Palavra, Coleta fraterna, Louvor e Ação de graças, Comunhão eucarística e Ritos finais;
  • Celebração da Palavra e Ofício Divino e Partilha de Alimentos ou Ágape Fraterno: Comer juntos é um sinal do Reino de Deus e constrói a fraternidade;
  • Orientações Pastorais sobre a Celebração da Palavra: Os fiéis formam assembleia convocada por Deus e não concentração espontânea. Outros cuidados: há diversos ministérios e serviços na celebração; preparação da comunidade; escolha e reconhecimento oficial do ministro da Palavra; a veste litúrgica;
  • Formação dos Ministros/as: Formação, espiritualidade, testemunho e missão;
  • O documento apresenta 4 Roteiros celebrativos e Rito de Acolhida dos ministros da Palavra.

Dom Aloísio A. Dilli
Bispo de Santa Cruz do Sul

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Mês da Bíblia 2019 nos propõe estudo e contemplação da Primeira Carta de São João https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/mes-da-biblia-2019-nos-propoe-estudo-e-contemplacao-da-primeira-carta-de-sao-joao/ Tue, 03 Sep 2019 15:35:40 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56653 A Igreja nos propõe, todos os anos, um tema para ser estudado e contemplado em setembro, Mês da Bíblia no Brasil desde 1971. Neste ano, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dá continuidade a este quarto e último ano do ciclo do tema “Para que n’Ele nossos povos tenham vida”. A proposta de estudo é a Primeira Carta de João com destaque para o lema “Nós amamos porque Deus primeiro nos amou” (1Jo 4, 19).

Em um tempo que parece muito difícil dialogar, trocar experiências, entender o próximo, e até mesmo chamá-lo de meu irmão, a proposta do estudo da Primeira Carta de João é pertinente e por que não dizer indispensável para os dias atuais no Brasil. O presidente da citada Comissão Bíblico-Catequética da CNBB, Dom José Antonio Peruzzo, deixou uma mensagem muito especial a respeito na apresentação do texto-base para o Mês da Bíblia 2019, “que o estudo da Primeira Carta de João mova-nos e comova-nos a diálogos fraternos e a convivências pacificadoras, amando-nos ‘uns aos outros’”.

O texto-base para o Mês da Bíblia, que pode ser adquirido nas livrarias católicas ou mesmo pelo site das Edições CNBB (www.edicoescnbb.com.br) destaca que há duas afirmações fundamentais sobre Deus na Primeira Carta de João. A primeira e: “Deus é luz” (1Jo 1,5), a segunda é: “Deus é amor” (1Jo 4,8.16). A primeira aparece no início da Carta, a segunda aparece no final, mas já foi sendo preparada desde o início do texto.

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CNBB lança subsídios para o Mês da Bíblia, celebrado em setembro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cnbb-lanca-subsidios-para-o-mes-da-biblia-celebrado-em-setembro/ Wed, 30 Aug 2017 14:31:45 +0000 http://teste.toqueto.com/cnbb-lanca-subsidios-para-o-mes-da-biblia-celebrado-em-setembro.html A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou dois subsídios de apoio aos fiéis que desejam celebrar o Mês da Bíblia, agora em setembro. A data foi criada em 1971, com a finalidade de instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus.

O texto-base segue o tema e o lema do Mês da Bíblia 2017, “Para que n’Ele nossos povos tenham vida” e “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida”, respectivamente. De acordo com dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão, a inspiração da temática provém do Documento de Aparecida de 2007, intitulado “Discípulos missionários de Jesus Cristo, para que n’Ele nossos povos tenham vida”.

Trata-se, segundo o bispo, do convite para conhecer Jesus e sua proposta de vida e partilhá-la com as demais pessoas. “O Documento de Aparecida estabelece essa conexão entre discipulado e missão com duas faces da mesma moeda. O discipulado leva necessariamente à missão e a missão se alimenta do discipulado”, afirma.

No contexto específico da realidade brasileira e da caminhada da Igreja no Brasil, o livro escolhido para refletir no mês de setembro está associado à memória de São Jerônimo, tradutor da bíblia para o latim e modelo de divulgador dos estudos bíblicos. “Naturalmente, o chamado Mês da Bíblia significa Ano da Bíblia, e até mesmo a caminhada contínua da Bíblia, no sentido que não se pode limitar a um tempo determinado”, afirma dom Peruzzo.

O texto-base oferece pistas para compreender a Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses, que retrata uma comunidade dos inícios do Cristianismo, com dificuldades, resistências e superações. Tal comunidade está inserida na periferia de uma grande cidade do Império Romano, Tessalônica, onde busca-se transformar a sociedade vigente, com a força do anúncio do Evangelho. “Quem quer conhecer belos traços de Paulo, evangelizador entusiasmado, disporá de muitas indicações nessas páginas. Tanto Paulo quanto os tessalonicenses se deixam conhecer nestas linhas”, conclui o bispo.

O subsídio traz uma explicação do tema e lema do mês da Bíblia, apresenta o contexto atual do mês, com alguns eventos que marcam a conjuntura do ano de 2017, em âmbito eclesial e político. Além disso, como forma de apresentação ao tema e ao lema também traz uma apresentação do apóstolo Paulo e seu método missionário. A publicação está à venda no site da Editora da CNBB.

Encontros Bíblicos

O outro subsídio de apoio, também ofertado pela Comissão, é um roteiro de encontros bíblicos, com cinco encontros, que tem a finalidade de ajudar as comunidades, grupos de famílias, grupos de reflexão, círculos bíblicos, que buscam orientar-se na luz da Palavra de Deus.

De acordo com o assessor da Comissão, padre Antonio Marcos Depizzoli, os encontros ajudarão a meditar o testemunho dos cristãos de Tessalônica, os sofrimentos de vida e a presença fraterna dos irmãos em comunidade. “Acolhamos a graça desse tempo e deixemos que a Palavra soe em nosso coração e ressoe a partir do coração!”, exorta.

O subsídio também encontra-se disponível para venda no site da Edições CNBB.

Por CNBB

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