meio ambiente - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png meio ambiente - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco dialoga com universitários em Tóquio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-dialoga-com-universitarios-em-toquio/ Tue, 19 Dec 2017 09:31:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50204 Em um clima de muita alegria e descontração, o Papa Francisco de sua biblioteca do palácio apostólico, no Vaticano, dialogou segunda-feira (18/12) com estudantes da Universidade Católica Sofia de Tóquio. A universidade é considerada uma das melhores dentre as mais conceituadas do Japão. O diálogo aconteceu no modo de perguntas e respostas e das 100 perguntas feitas pelos alunos, 8 foram escolhidas

Falando em sua língua materna, com a espontaneidade que o caracteriza, o Pontífice falou sobre temas abordados pelos próprios jovens: dos seus sentimentos depois de ser eleito Papa, de como vencer a pobreza e cuidar do meio ambiente, passando por sua opinião sobre os objetivos dos estudos universitários.

As muitas alegrias do Papa

Dentre as perguntas feitas ao Papa destacam-se três, a primeira sobre o seu pontificado: “Qual foi a sua maior alegria depois de ter sido eleito Papa?” à qual o Papa respondeu com a simplicidade típica da sua personalidade: “não é só uma, eu tenho muitas alegrias. Sobretudo fico muito contente quando posso conversar com as pessoas, quando posso saudá-las , de modo especial as crianças, os anciãos e os doentes”.

A segunda foi direcionada aos estudantes universitários: “Qual o principal objetivo dos estudos universitários?”. Compreendendo os anseios e preocupações dos jovens, Francisco respondeu com muita clareza e mansidão, dizendo que não podemos viver a lógica da “meritocracia” de uma sociedade competitiva, correndo o risco de mirar somente na carreira.

A importância da educação e dos estudos para servir

Segundo o Papa, “a educação que não mira servir aos outros é uma educação que caminha em direção à falência. É uma educação que não evolui, que olha para si mesma e isto é perigoso. O lema desta universidade é a educação para os outros, uma universidade para os outros, uma universidade de serviço. E esta é uma grande riqueza.”

E na terceira pergunta, o Papa respondeu dirigindo-se a todos os jovens: “quais são as maiores preocupações e esperanças para os jovens de hoje?”. Como um pastor que tem no coração um grande amor pela juventude, o Papa respondeu que sua maior preocupação é quando o jovem “perde a sua raiz e a sua memória”. Ele afirmou ainda “que um jovem sem raiz não consegue se desenvolver”. E para isso,  deixou uma solução infalível: “O caminho mais adequado para encontrar as raízes é encorajar os jovens a dialogar com os idosos.”

Amazônia, meio ambiente e pobreza

Outros temas foram abordados, como a importância da religião, o meio ambiente, ocasião colhida pelo Papa para falar sobre o desmatamento na Amazônia; a pobreza, e a questão do migrante no mundo. No final, respondeu sobre a imagem que tem do Japão, de um “povo com ideais, com uma profunda capacidade religiosa, um povo trabalhador, um povo que sofreu muito”; mas ressaltou também que é um país que enfrenta alguns problemas, como “a excessiva concorrência, a competividade e o consumo”.

Francisco afirmou já ter recebido um convite oficial para visitar o Japão. Demonstrou seu amor por este povo, informou que não saberia quando seria possível realizá-la devido a uma agenda já repleta e contou de sua felicidade por esta iniciativa de diálogo.

Universidade Jesuíta

A universidade Sofia foi fundada pela Companhia de Jesus em 1913.  O nome em japonês, Jochi daigaku, literalmente se traduz como Universidade de Grande Sabedoria.

Por Vatican News

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Em videomensagem, Papa reitera dignidade do trabalho https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-videomensagem-papa-reitera-dignidade-do-trabalho/ Fri, 27 Oct 2017 09:36:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49251 O Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo aos participantes da 48ª Semana Social dos Católicos Italianos, que acontece na cidade de Cagliari, na Sardenha. Francisco se aprofundou no tema do encontro, “O trabalho que queremos: livre, criativo, participativo e solidário”, e afirmou: “Sem trabalho não há dignidade”.

O tópico sobre o qual o encontro se apoia foi extraído do parágrafo 192 da exortação apostólica Evangelii Gaudium. E o Santo Padre exemplifica esta exortação a fundo. “Sem trabalho não há dignidade, mas nem todos os trabalhos são dignos. Alguns humilham a dignidade das pessoas: os que alimentam guerras construindo armas, os que vendem corpos na prostituição ou os que exploram menores”, frisa.

Quanto àqueles ofícios que atacam a dignidade humana, o Pontífice foi categórico: “Também ofendem a dignidade do trabalhador atividades submersas, que discriminam mulheres e excluem portadores de deficiência. O trabalho precário também é uma ferida aberta. A precariedade é imoral e mata: mata a dignidade, a saúde, mata a família, mata a sociedade”, diz.

A Igreja está atenta a estas desigualdades, de acordo com Francisco. “Não percam a confiança; a Igreja atua em favor de uma economia que sirva a pessoa e reduza as desigualdades”, assegura.

O Papa também falou sobre a crise financeira, econômica, social e ambiental que aposta no consumo sem se preocupar com a dignidade do trabalho e a tutela do meio ambiente. “É como andar de bicicleta com uma roda vazia; é perigoso! A dignidade e a tutela são mortificadas quando o trabalhador é considerado um item no balaço, quando o grito dos descartados fica ignorado”.

Meio ambiente

O meio ambiente também foi tema de destaque na mensagem papal. Para o líder da Igreja Católica, a humanidade deve investir num modelo de desenvolvimento sustentável. “Nada se anteponha ao bem da pessoa e ao cuidado da Casa Comum, deturpada muitas vezes por modelos de desenvolvimento que geram dívidas ecológicas. A inovação tecnológica deve ser orientada pela consciência e princípios de subsidiariedade. O robô deve permanecer um meio e não se transformar em ídolo numa economia de poderosos: deve servir à pessoa e às suas necessidades”, diz.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Ameaça aos rios: Francisco pede respostas rápidas e eficazes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ameaca-aos-rios-francisco-pede-respostas-rapidas-e-eficazes/ Tue, 24 Oct 2017 08:37:42 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49131 Respostas rápidas e eficazes: este é o pedido do Papa Francisco aos participantes do Congresso internacional “Água e Clima. Os grandes rios do mundo se encontram”.

De 23 a 25 de outubro, pela primeira representantes governamentais das principais bacias fluviais do mundo se reúnem em Roma para dar vida a um diálogo construtivo para enfrentar o futuro da água em meio às mudanças climáticas.

Diante de fenômenos sempre mais violentos, como inundações, secas e destruição de ecossistemas, a finalidade do encontro é criar uma visão comum em vista da COP 23, que se realizará em Bonn (Alemanha) no próximo mês de novembro, e do Fórum Mundial da Água de Brasília, previsto para março de 2018.

A mensagem do Papa Francisco foi lida pelo Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin [foto], que participou da inauguração do evento. No texto, o Pontífice expressa os votos de que o trabalho dos participantes para sensibilizar a consciência da comunidade internacional leve não só a soluções práticas, mas evidencie também a necessidade de uma abordagem mais integrada em vista da promoção do desenvolvimento e da difusão de uma “cultura do cuidado”.

De modo especial, o Papa espera que a ameaça representada pela mudança climáticas aos nossos irmãos e irmãs nos países mais vulneráveis possa encontrar “respostas rápidas e eficazes”.

Do evento participa também o Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Dr. José Graziano da Silva. As problemáticas relativas ao Rio Amazonas serão expostas pela embaixadora venezuelana Maria Jacqueline Mendoza Ortega.

Por Rádio Vaticano

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Líderes religiosos fazem declaração comum sobre a defesa do ambiente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/lideres-religiosos-fazem-declaracao-comum-sobre-a-defesa-do-ambiente/ Fri, 01 Sep 2017 14:49:47 +0000 http://teste.toqueto.com/lideres-religiosos-fazem-declaracao-comum-sobre-a-defesa-do-ambiente.html Uma mais estreita colaboração das religiões com os governos e os vários atores econômicos e sociais para promover sistemas energéticos “que verdadeiramente estejam a serviço de toda a família humana”.

É o que pedem os líderes religiosos muçulmanos, cristãos e judeus reunidos esta quinta-feira (31/08) em Astana, no Cazaquistão, para o encontro inter-religioso “Juntos pelo cuidado da nossa casa comum” organizado no âmbito da Expo 2017, concluído com o documento conjunto assinado, entre outros, pelo presidente do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson.

As iniciativas inter-religiosas empreendidas estes anos em favor do ambiente e do clima demonstram que as religiões podem ser um forte estímulo para “uma ação concreta em favor da casa comum” e nos recordam que os valores religiosos e os preceitos morais, como o de não fazer o mal aos outros, o da solidariedade e da justiça, “devem plasmar de modo particular os pensamentos e as ações dos fiéis rumo a uma maior consciência da urgente necessidade de tutelar melhor a natureza, bem como nossos irmãos e irmãs, sobretudo aqueles mais necessitados e vulneráveis”, afirma a Declaração de intentos difundida ao término do encontro.

Nesse sentido, para os signatários do documento a questão energética assume uma relevância particular. “De fato, o modo em que a energia é gerada, transportada e consumida tem e terá no futuro um impacto significativo” sobre a natureza e os ecossistemas e, por conseguinte, sobre o acesso à água e ao alimento, sobre a sustentabilidade de nossas sociedades, dos nossos comércios e economias, sobre e equidade, a saúde, o desenvolvimento, a guerra e a paz.

Em seguida, os líderes religiosos recordam que a energia não é um bem criado pelo homem, mas um recurso que o Deus Criador nos confiou para o bem de toda a família humana. Portanto, ela não deve ser explorada indiscriminadamente, mas com um “discernimento inspirado pela busca do bem comum da humanidade”.

Daí, a exortação dirigida sobretudo a todos os fiéis e às pessoas de boa vontade a aprofundar a reflexão sobre os valores comuns e sobre a relação do homem com a natureza. Uma responsabilidade que interpela de modo particular os pais, mas também a escola e as instituições educacionais religiosas e os meios de comunicação, afirma-se.

O acesso à energia é um pré-requisito fundamental para a realização de numerosos direitos humanos e para o desenvolvimento das comunidades.

Daí, o pedido de políticas, financiamentos e a transferência de tecnologias que assegurem uma energia limpa, confiável e com um baixo impacto ambiental.

Nesse sentido, os líderes religiosos reiteram seu apoio à transição rumo a fontes de energia não poluidoras e à redução da dependência de energias fósseis.

Em seguida, fazem apelo aos Estados a fim de que rejeitem todo projeto em larga escala que tenha um impacto social e ambiental negativos e que contrastem toda especulação irresponsável sobre os recursos energéticos.

Ademais, os signatários pedem às empresas, bem como aos consumidores, que não se deixem guiar unicamente pela mera busca do máximo lucro a curto prazo. Por fim, a declaração condena a utilização dos recursos energéticos para a produção de armas, particularmente de bombas nucleares. 

Por Rádio Vaticano

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Terceiro Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/terceiro-dia-mundial-de-oracao-pelo-cuidado-da-criacao/ Fri, 01 Sep 2017 11:28:45 +0000 http://teste.toqueto.com/terceiro-dia-mundial-de-oracao-pelo-cuidado-da-criacao.html Celebra-se, nesta sexta-feira, 1° de setembro, o Terceiro Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, instituído pelo Papa Francisco em 15 de setembro de 2015, um evento que tem caráter ecumênico por ser comemorado com a Igreja Ortodoxa.

Para esta ocasião o Santo Padre publicou o seguinte tuíte: “Senhor, ensinai-nos a contemplar-vos na beleza da criação e despertai a nossa gratidão e o nosso sentido de responsabilidade”.

Segundo Francisco, o objetivo do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação proporciona aos fiéis e às comunidades eclesiais a preciosa oportunidade para renovar a adesão pessoal à própria vocação de guardião da criação; esta data é uma ocasião para elevarmos a Deus um hino de ação de graças pela sua obra maravilhosa que confiou aos nossos cuidados, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos”.

«Como cristãos, diz o Papa, queremos oferecer a nossa contribuição para superar a crise ecológica que a humanidade está vivendo. Por isso, devemos, antes de tudo, buscar no nosso rico patrimônio espiritual as motivações que alimentam a paixão pelo cuidado da criação.

Francisco recorda que a “crise ecológica impele a uma profunda conversão espiritual” e frisa que “os cristãos são chamados a uma conversão ecológica”. Assim o Santo Padre compartilha as preocupações do Patriarca Ecumênico, Bartolomeu I, sobre o cuidado e o futuro da criação.

Neste contexto ecumênico, o Papa expressa seu desejo de que esta iniciativa possa envolver outras Igrejas e comunidades eclesiais e celebrar o evento em sintonia com o Conselho Mundial de Igrejas.

Em sua preciosa Encíclica ecológica “Laudato si”, Francisco recorda que a terra “pode ser comparada a uma irmã, com quem partilhamos a existência, e a uma mãe, que nos acolhe nos seus braços”. Mas, frisa o Papa, sabemos que a terra está sendo maltratada e saqueada e seus gemidos se unem aos clamores de todos os abandonados do mundo.

Por isso, o Santo Padre convida todos a ouvir esses gemidos e clamores, e os exorta a uma “conversão ecológica”, ou seja, a “mudar de rumo”, assumindo a responsabilidade e o compromisso do “cuidado da casa comum”, a Criação.

O Planeta nos pertence, conclui a Encíclica, e, portanto, devemos defender a natureza e agir com responsabilidade na preservação de seus recursos, que vão além do papel dos ecologistas. Esta também é missão da Igreja!

Leia na íntegra a mensagem conjunta do Papa Francisco e do Patriarca Bartolomeu I para o Dia Mundial de Oração pela Criação aqui.

Por Rádio Vaticano

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Relatório aponta: comportamento humano gera aquecimento global https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/relatorio-aponta-comportamento-humano-gera-aquecimento-global/ Thu, 10 Aug 2017 09:29:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47780 A atividade humana é uma das causas principais das mudanças climáticas e de seus graves efeitos: é o que denuncia um relatório redigido por cientistas de 13 agências governamentais dos EUA e cujo esboço foi publicado pelos jornais New York Times e The Washington Post.

O relatório “contradiz diretamente as afirmações do presidente Trump e de membros de seu gabinete de que a responsabilidade humana no aquecimento global é incerta e que a capacidade de prever seus efeitos é limitada”, destaca o NYT.

Os anos mais quentes da História

O estudo, que está ainda aguardando a aprovação do governo, aponta que a temperatura média nos EUA começou a aumentar na década de 80 do século XX e estas foram as décadas mais quentes dos últimos 1500 anos. “Há muitas provas que demonstram que as atividades humanas, especialmente as emissões de gases do efeito estufa, são as primeiras responsáveis pelas recentes mudanças no clima”, escrevem os especialistas.

O ‘National Climate Assessment’ é o documento preparado e publicado a cada quatro anos como parte da avaliação climática em nível nacional, e tem o aval da Academia Nacional de Ciências.  Os Estados Unidos anunciaram sexta-feira (04/08) que seguirão participando das negociações internacionais sobre a mudança climática visando proteger seus interesses, apesar de sua prevista saída do Acordo de Paris de 2015 sobre o aquecimento global.

Aumento da temperatura é dramático

Segundo dados coletados, todo o território dos EUA será tocado pelas mudanças climáticas e as temperaturas vão subir de 2,8 a 4,8 graus até o final do século. O aquecimento é mais alarmante no Alasca e na região Ártica, com consequências nos níveis dos mares.

Cientistas consultados pelos dois jornais temem que a Casa Branca, que recebeu o relatório há algumas semanas, decida desprezá-lo e evitar sua publicação definitiva.

Em sua Encíclica Laudato si, publicada em 2015, o Papa Francisco chama em causa a humanidade para a necessidade de mudanças de estilos de vida, de produção e de consumo, para combater o aquecimento global ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem ou acentuam.

Por Rádio Vaticano

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Papa aos líderes do G20: é preciso uma nova era de desenvolvimento https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-lideres-do-g20-e-preciso-uma-nova-era-de-desenvolvimento/ Fri, 07 Jul 2017 14:08:37 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aos-lideres-do-g20-e-preciso-uma-nova-era-de-desenvolvimento.html Uma nova era inovadora de desenvolvimento: este é o pedido do Papa Francisco aos líderes mundiais reunidos em Hamburgo, na Alemanha, para o G20.

A mensagem do Pontífice é endereçada à anfitriã do evento, a chanceler alemã Angela Merkel. O grupo das 20 maiores economias do mundo debate hoje e amanhã temas políticos, financeiros, sociais e ambientais.

Primeiramente, o Papa manifesta o seu apreço pelos esforços realizados para garantir a governabilidade e a estabilidade da economia mundial, com atenção especial a um crescimento mundial que seja inclusivo e sustentável. Esses esforços, recorda Francisco, são inseparáveis da atenção dirigida aos conflitos em andamento e ao problema mundial das migrações.

O Papa propõe aos líderes mundiais quatro princípios de ação para a construção de sociedades mais justas, contidas na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: o tempo é superior ao espaço; a unidade prevalece sobre o conflito; a realidade é mais importante do que a ideia; e o todo é superior às partes.

O tempo é superior ao espaço

Analisando cada um dos princípios, Francisco afirma que a gravidade e a complexidade das problemáticas mundiais impedem soluções imediatas, e o drama das migrações – inseparável da pobreza e exacerbado pelas guerras – é uma prova disto. Todavia, é possível colocar em ação processos que sejam capazes de oferecer soluções progressivas e não traumáticas e conduzir, em tempos relativamente breves, a uma livre circulação e a uma estabilidade das pessoas que sejam vantajosas para todos.

Contudo, para Francisco, esta tensão entre espaço e tempo requer um movimento exatamente contrário na consciência dos governantes e poderosos. “Em seus corações e mentes, é necessário dar prioridade absoluta aos pobres, aos refugiados, aos deslocados e aos excluídos, sem distinção de nação, raça, religião ou cultura, e rejeitar os conflitos armados.”

O Papa faz então um premente apelo aos chefes de Estado e de governo do G20 e a toda a comunidade mundial pela trágica situação do Sudão do Sul, nos Grandes Lagos, Chade, Chifre da África e Iêmen, “onde 30 milhões de pessoas não têm alimento e água para sobreviver”.  

A unidade prevalece sobre o conflito

A história da humanidade, inclusive hoje, nos apresenta um vasto panorama de conflitos atuais ou potenciais. “Todavia, a guerra jamais é a solução”, acrescenta o Pontífice, afirmando se sentir na obrigação de pedir “ao mundo que ponha fim a inúteis massacres”.

Isso só será possível se todas as partes se empenharem em reduzir substancialmente os níveis de conflitualidade, deter a atual corrida armamentista e renunciar a se envolver direta ou indiretamente em conflitos. “É uma trágica contradição e incoerência a aparente unidade em fóruns econômicos e sociais e a persistência de conflitos bélicos”, constata o Papa.

A realidade é mais importante do que a ideia

Para Francisco, as trágicas ideologias da primeira metade do século XX foram substituídas por novas ideologias da autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira. Essas ideologias deixam um rastro de exclusão e de descarte, e inclusive de morte.  “Peço a Deus que a cúpula de Hamburgo seja iluminada pelo exemplo de líderes europeus e mundiais que privilegiaram o diálogo e a busca de soluções comuns.”

O todo é superior às partes

Essas soluções, prossegue o Pontífice, para serem duradouras devem ter uma visão ampla e considerar as repercussões em todos os países, não só nos que compõem o G20. Porque é justamente sobre as nações sem voz e seus habitantes que recaem os efeitos das crises econômicas. Para Francisco, é importante sempre fazer referência às Nações Unidas, às agências associadas e respeitar os tratados internacionais.

O Papa conclui invocando a bênção de Deus sobre o encontro de Hamburgo e sobre todos os esforços da comunidade internacional para ativar uma nova era de desenvolvimento inovadora, interconexa, sustentável, respeitosa do meio ambiente e inclusiva de todos os povos e de todas as pessoas.

A cúpula

Na véspera do encontro, em Hamburgo, houve protestos contra a reunião e muita violência entre a polícia alemã e black blocs. Quase 30 manifestantes foram presos e 111 policiais ficaram feridos. Mais manifestações estão previstas para esta sexta-feira.

O encontro mais esperado é o dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e Rússia, Vladimir Putin. O presidente do Brasil, Michel Temer, chegou a Hamburgo na madrugada desta sexta. Entre os principais temas em discussão, estão a luta ao terrorismo, o fenômeno migratório e a preservação do meio ambiente.

Por Rádio Vaticano

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Rio hospeda conferência “Laudato si e Grandes Cidades” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/rio-hospeda-conferencia-laudato-si-e-grandes-cidades/ Thu, 06 Jul 2017 08:01:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47256 A Arquidiocese do Rio acolhe de 13 a 15 de julho a segunda edição do Congresso Internacional de Ecologia e Grandes Cidades, no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória. O encontro deverá abordar as questões ecológicas e ambientais das metrópoles no planeta.

A conferência terá três questões ambientais chave: água, ar e resíduos, através das quais serão apresentadas as atuais e futuras situações. A Encíclica Laudato si do Papa Francisco será utilizada como ponto inicial de discussão, com o objetivo de abordar os aspectos ambientais, sociais, éticos e de gestão associados às grandes cidades.

Com apoio da Arquidiocese do Rio, o encontro é organizado pela Fundação Antoni Gaudi para as Grandes Cidades, localizada em Barcelona, na Espanha, cujo objetivo é contribuir para a humanização dos grandes centros urbanos. A instituição nasceu logo após a Conferência Internacional das Grandes Cidades, em Barcelona e Roma, em 2015.

Motivação, objetivos e organização

Cerca de 80% da população brasileira vive em grandes cidades. Tanto no Brasil como em outros países do mundo as metrópoles crescem em número e tamanho, contribuindo, diretamente, para as problemáticas que envolvem o meio ambiente. Essa é a principal motivação para a realização da conferência no Rio de Janeiro.

O caráter internacional da conferência se reflete no esboço da discussão das questões levantadas e na origem dos palestrantes, provenientes de diferentes continentes e renomados pela competência técnica, científica e social.

Pela manhã, as conferências serão dedicadas a aspectos técnicos, administrativos e éticos para a água, o ar e os resíduos, seguidas de debates entre oradores e participantes. À tarde, serão destacados os painéis de discussões sobre gerenciamento, reflexão ética e social e científico-técnico.

O primeiro deles será composto por prefeitos de diferentes países; o segundo por líderes religiosos de diferentes denominações e o terceiro por reitores de universidades de diferentes países.

Oradores e convidados

O encontro contará com a presença de prefeitos das grandes cidades de diversos países, além de secretários de Meio Ambiente e Urbanismo, reitores das maiores universidades do Brasil, bem como professores, universitários e líderes religiosos de diferentes denominações.

Estarão o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, o Presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, o arcebispo emérito de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach, o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, o Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, Cardeal Cláudio Hummes e o arcebispo de Brasília, Presidente da CNBB, Cardeal Sérgio da Rocha.

Confira aqui a programação completa do evento.

Por Rádio Vaticano

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Pobreza e ambiente, as prioridades da Pontifícia Academia das Ciências https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pobreza-e-ambiente-as-prioridades-da-pontificia-academia-das-ciencias/ Wed, 28 Jun 2017 09:06:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47015 Contente e honrado com a nomeação. Este é o sentimento expresso pelo Professor Joachim von Braun, Professor Ordinário de Economia e Inovação Tecnológica e Diretor do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento da Universidade de Bom, na Alemanha, nomeado pelo Papa Francisco em 21 de junho como Presidente da Pontifícia Academia das Ciências.

Suas publicações tratam primordialmente sobre o desenvolvimento econômico internacional, a economia dos recursos naturais, a pobreza, a política agrícola, as políticas de inovações científica e tecnológica e o comércio internacional. É considerado como um dos principais especialistas quando se trata de fome, má-nutrição e políticas ligadas à sua resolução.

O Professo Joachim foi entrevistado pelo colega do Programa Alemão, Mario Galgano:

“A Academia foi instituída em 1936 pelo Papa Pio XI, como uma moderna Academia científica, não-confessional. Eu sou evangélico, assim como evangélico era também o meu predecessor, o suíço Werner Arber. Isto indica o quão independente e moderna é a abordagem do Vaticano em mérito à posição do Presidente da Pontifícia Academia das Ciências. Em nível internacional, no campo científico, a Pontifícia Academia tem o seu peso, os oitenta cientistas que a compõe são escolhidos com grande cuidado entre o círculo da comunidade científica internacional, muitos deles são vencedores do Prêmio Nobel. Trata-se de cientistas e filósofos de grande renome e é por isto que as tomadas de posição da Academia são acolhidas com grande atenção, quer pela comunidade científica, como pela sociedade no geral”.

RV: Que meta o senhor pretende perseguir na qualidade de Presidente da Pontifícia Academia das Ciências?

“Para a Academia é de importância fundamental o estudo sério e aprofundado de soluções aos graves problemas que atingem a humanidade hoje. No que diz respeito a mim, os âmbitos de maior relevância são, por um lado, pobreza, fome, desigualdade e injustiça, em como a ciência pode contribuir para resolver estes problemas. Por outro, a destruição de nosso ambiente e da natureza, dois aspectos que estão intimamente ligados. A Academia já tratou sobre isto de forma aprofundada e continuará a fazê-lo em maneira ainda mais consistente no futuro. A pobreza e o ambiente sustentável são pontos de força que, enquanto Presidente, gostaria de tratar, em colaboração com os colegas e as colegas da Pontifícia Academia das Ciências”.

Por Rádio Vaticano

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ONU realiza primeira conferência sobre oceanos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/onu-realiza-primeira-conferencia-sobre-oceanos/ Mon, 05 Jun 2017 15:41:25 +0000 http://teste.toqueto.com/onu-realiza-primeira-conferencia-sobre-oceanos.html Autoridades de todo o mundo reúnem-se na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a partir desta segunda-feira, 5, para promover ações contra a degradação marinha.  A abertura coincide com o Dia Mundial do Meio Ambiente.

A primeira Conferência sobre os Oceanos busca parcerias para a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, que trata da conservação de mares e oceanos e do gerenciamento de recursos marinhos.

Compromissos voluntários

Além do chamado global à ação, o encontro também pretende gerar centenas de novos comprometimentos. Até o momento, 290 compromissos voluntários já foram feitos e mais são esperados. São iniciativas de países, empresas ou pessoas, individualmente ou em parceria, incluindo governos, o sistema das Nações Unidas, a sociedade civil e o setor privado.

Também é esperado um relatório final, que incluirá, entre outros temas, o resumo de diálogos sobre poluição marinha, conservação dos oceanos, ecossistemas marinhos e pesca sustentável.

Em entrevista à ONU News, o presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, explicou porque agora é a hora de defender os oceanos.

Plástico

Thomson citou como exemplo poluição marinha. Segundo ele, se nada for feito, em 2050 haverá a mesma quantidade de plástico e de peixes nos oceanos.

O presidente da Assembleia Geral quer ação imediata, porque os peixes que ingerem pedaços de plástico vão parar na nossa mesa de refeição. Ele destaca que isso não é bom para o ser humano.

A Conferência sobre os Oceanos é especialmente revelante para os países caribenhos, destaca o diretor do Centro de Informação da ONU para a região.

Impactos

Juan Miguel Diez afirma que o encontro é “um sonho realizado” para as nações do Caribe, como Trinidad e Tobago, que abriga 1,4 milhão de habitantes.

A maioria depende do mar para sobreviver, explica a representante da FAO em Trinidad e Tobago, a agência da ONU para Agricultura e Alimentação.

Segundo Neila Bobb Prescott, em Trinidad e Tobago, a extensão do mar é 15 vezes maior do que a da terra. Por isso, muitas famílias são impactadas pela saúde do sistema marinho.

Sobrepesca

A representante da FAO destaca que as estações de gás e de petróleo do país estão localizadas no mar, colocando em risco as espécies da ilha. A Universidade de Trinidad e Tobago calcula que as exportações de gás e de petróleo representam 60% do Produto Interno Bruto, PIB.

O presidente do grupo Pescadores e Amigos do Mar, Terrance Beddoe, contou à ONU News que em maio, houve um vazamento de um tanque de petróleo, que se espalhou por até cinco milhas no Golfo de Paria, na costa oeste de Trinidad, impactando os peixes.

Dados das Nações Unidas revelam que 56% dos peixes do mundo todo saem do mar e o restante é criado em tanques. Segundo a Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, a pesca está num nível biológico insustentável. O grau de exploração no Mar Mediterrâneo está a 70% e no Mar Negro, a 90%.

Por Canção Nova, com Rádio ONU

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